E N T R E L A Ç O S

Terça-feira, Setembro 17, 2002




INSTRUÇÕES PARA TODA A VIDA

1. Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco.
2. Quando você perde, não perca a lição.
3. Siga os três R's:
* Respeito a si mesmo
* Respeito aos outros
* Responsabilidade por todas suas ações
4. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte
5. Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.
6. Não deixe uma disputa por questões menores ferir um grande amigo.
7. Quando você perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigí-lo.
8. Passe algum tempo sozinho todos os dias.
9. Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores.
10. Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.
11. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma
segunda vez.
12. Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida.
13. Em discordâncias com entes queridos, trate apenas da situação corrente. Não levante questões passadas.
14. Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a imortalidade.
15. Seja gentil com a terra.
16. Uma vez por ano, vá a algum lugar que você nunca esteve antes.
17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo excede o amor que cada um precisa do outro.
18. Julgue o seu sucesso por aquilo que você teve que abrir mão para consegui-lo.
19. Entregue-se total e irrestritamente ao amor e a cozinha.


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Quem vence sabe disso...


FUNCIONE EM GRUPO. O ritmo das equipes está sendo o de minha vida. Sempre estive inteiramente convencido que o trabalho de grupo é a chave que conduz à realização dos sonhos. Todos jogamos em várias equipes durante a vida - como parte de uma família que temos, como cidadãos que somos, como membros de uma Congregação, Igreja, Lyons, Rotari, etc ou mesmo de nossa empresa. Todo o time tem um pacto, escrito ou tácito, que contém os valores e os objetivos de todos os seus membros. O grande paradoxo é que, sacrificando interesses pessoais superficiais, às vêzes a bem da equipe, se podem colher maiores compensações na globalidade.

ABRA OS BRAÇOS ÀS MUDANÇAS. Nunca estou demasiadamente comprometido com o eterno. Se não tenho tanta coisa a carregar estou mais livre para mudar. Sempre acreditei que a vida é uma série de mudanças constantes e que, embora nem sempre de uma forma aparente, elas contribuem para nossa aprendizagem, nos tornando mais conhecidos e fazendo com que conheçamos mais lugares e mais pessoas. Novos hábitos, onde é possível levar o que aprendemos de melhor e assimilar também as coisas boas.

EVITE COMPLACÊNCIAS. É fácil ceder à tentação de nos descontraírmos quando nos sentimos bem com o que alcançamos. Esquecidas a fome e a insegurança de ontem, invade-nos a ilusão de que a luta terminou. Os atletas profissionais conhecem os perigos da complacência tanto nas carreiras profissionais como na vida privada. Alguns chegam à meia-idade e, terminada a admiração do público, instalam-se em carreiras marginais ou vão ao fundo.Os que sobrevivem são os que se preparam para o que viria depois da glória. E é por isso que não posso acomodar-me e parar de estudar ou de buscar novos horizontes. Se der tempo para descansar posso gostar do descanso e no oásis jazem os ossos de milhares que pararam para descansar e descansando morreram. Nunca devemos esquecer que, quando deixamos de lutar por melhores condições de vida, o mais certo é elas piorarem.
Quem vence sabe disso...

A ATITUDE É QUE GERA A SORTE. Todos temos nossos reveses e é enfrentando-os que nos mantemos vivos. É preciso então que nos convençamos de uma vez por todas que os maus momentos da vida surgem quando nos sentimos incapacitados para enfrentar um fracasso. É necessário escutar aquela voz interior que nos aconselha a ter coragem, que dá nova energia à vida e às nossas capacidades e de onde jorra a força de que são feitos os vencedores. Assim nada poderá nos abalar e fazer com que nos afastemos de nossos projetos e planos. Se formos convictos e leais no que planejamos, já dizia Paulo Coelho no seu "Alquimista" que todas as forças do universo conspirarão para que lá cheguemos.

Cassiano Leonel Drum-Adaptação ao A LIFE PLAN FOR TEAM PLAYERS - G. P. Putnam's Sons, Nova York


Como esta semana será curtinha em razão do feriado de 20 de setembro, podemos começar a planejar o que fazer da sexta-feira, do sábado e do domingo. Por exemplo eu estarei indo visitar my mother at Cruz Alta city.

Domingo é o dia da semana que para alguns, a grande maioria, deverá ser o dia mais lindo e mais cheio de graça. Para a minoria das pessoas, onde incluo eu, entretanto é mais um dia que se passa só. Eu principalmente, faço os mesmos caminhos, sigo as mesmas pegadas como se seguisse meus rastros no pó de todos os domingos. Almoço, cinema, um mundo de gente. A maioria acompanhada, outros acompanhados da solidão somente como este que escreve, que quem sabe se perdeu.

Os encontros acontecem mais em dias de domingo. Há uma combinação coletiva para se encontrar em algum ponto ou lugar, objetivando tantas coisas. Pode ser até só conversar, jogar um papo fora como dizem alguns. Uns, onde me incluo, entretanto não combina nada. Não participa disso. Não porque não quisesse, mas porque seus amigos já tem seus compromissos e por esta razão aceita e tolera passar mais um domingo só. Sozinho não! acompanhado pelos seus sonhos e ideais, singelos, frágeis e tristonhos.

Momentos há em que se entristece mais. Se procurassem a angustia por algum crime cometido na rua em alguns domingos, talvez encontrassem-na dentro de minha calça e camisa. Respostas precisas e rápidas é o que sempre tem tido para suas perguntas, porque as pessoas nos domingos tem os seus programas. Seus compromissos agendados durante toda a semana e ninguém tem tempo para se alongar.

Impossível, portanto, esperar por algum convite. Um telefonema sequer. De homem ou mulher porque nos domingos homens e mulheres se encontram. Se telefonam se fazem juras de amor. Então continuo só. Só não! Com os meus sentimentos. Sem amizade, sem carinho e muito menos amor. Esta lacuna tenta ser preenchida por livros, revistas, e muitos jornais, onde tudo existe. Quase tudo! Não trazem os métodos, nem as fórmulas de não ser só, angustiado, nem de não ser triste.



Continuação

Nos domingos as manhãs costumam ser preenchidas por passeios e mesmo ao entardecer. Os parques ficam cheios de gente pequenas e grandes que realizam o que haviam planejado. Sorvete, pipoca, balanço, são todos ingredientes que fazem parte, quer se ande devagar ou a correr, queimando energias.

Grandes domingos não há. para a grande maioria das pessoas. Com certeza todos são pequenos, pelo que fizeram. Pelos encontros que tiveram e assim por diante. Para eu, todavia todos eles são grandes domingos. Sem trabalho, onde fica a alegria, ou melhor a possibilidade do encontro também? Que esquina, em que ponto encontrar alguém, mesmo que fosse para dizer: Oi! Que alegria ver você. Tudo bem? – E por esta razão ele nunca passa. Fica assim como aquelas nuvens de fumaça em dia sem vento.

Olhando assim desse angulo parece que não gosto dos domingos. E efetivamente não! O coração sabe que existe em algum lugar, pessoas que como eu tem sentimentos mil.... alegrias infindas, carinhos aos borbotões e amor sim. Amor em seus corações para trocar, receber, dar. E insiste para que a razão o leve até este ponto. Esquina da vida onde haveriam os encontros e tudo então seria lindo.

Domingo é o dia da semana...



O Amor e suas dores


A dor de não amar será como o veneno da serpente, que mata assim, quase de repente? Não, a dor de quem não ama é fria morte lenta, é um afogar-se em degelos glaciais e, dia a dia, sentir o coração parando aos poucos, até o ser inteiro se desfazer em transparências. Ah... mas a alegria de amar é tão diferente! É mergulhar no riso mais contente, morder um chocolate que se dissolve na língua, saborosamente, ora doce, ora amargo, sempre surpreendente! E mesmo o amor não correspondido é preferível ao inexistente, pois a dor de não ter a pessoa amada, ainda que seja dor profunda, desesperada, ao menos mantém a alma quente...

Isso está no http://www.cadernomagico.blogspot.com/

dennis.bmp




A música da vida

Escute a canção
Aprenda!
Há música em tudo no Universo
Está nas variadas estações
Na batida do seu coração
Nos risos de alegria
Nas lágrimas de dor
Não resista
Flua com isso
Torne-se parte do próprio ritmo
Escute a música da sua própria vida
Siga o zumbido
Seja feliz.

http://blog.claratemporal.com/




Noticia ruim na ZH de hoje está também no caderno de economia, principalmente
para os patrícios Caxienses, pois a TAM deixa de operar a linha São Paulo Caxias
em razão do prejuizo apresentado no balanço do primeiro semestre que somou
R$ 223 milhões. Perto do da VARIG R$ 1,04 bilhão até que está meio proporcional,
analisando assim a grosso modo. Só que assim a nossa aviação não sei por quanto
tempo sobrevive.


Zip Mineiro (1)

Diálogo de mineiros, que pode ajudar a quem quer reduzir o tamanho
dos e-mails e aliás tenho encontrado muito blog por aí com redução de palavras:

Então brothers, esse aqui é bem interessante, pois reduz um diálogo de 170 caracteres para apenas 54.

- Ce ke Kafe?
-Ke
-Pó, Pô, Pó?
-Pó, Pô
-Pó, Pô, Pão?
-Pó, Pô pokin só
-Kfom kotô!
-Opcv
-Nó!

Zipo mineiro (2)

E agora a tradução do diálogo:
-Você quer café?
-Quero
-Posso por o pó?
-Pode por
-Posso por o pão?
-Pode por um pouquinho só
-Com a fome que eu estou!
-Olha pra você ver!
-Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro.




Ontem a noite a oitava comenda esteve reunida outra vez para discutir assuntos pertinentes
em mais um encontro que como sempre é muito agradável. Próxima reuniao marcada para
o dia 26 Setembro. Até lá meus amigos.



Segunda-feira, Setembro 16, 2002




Fazer a diferença

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A Sra. Teresa deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa. A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte: Ricardo é um menino brilhante e simpático.

Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escreveu: Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.

Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escreveu: Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.

Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Lembrou-se ainda, que Ricardo lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.

Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Tereza chorou por longo tempo...

Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo..

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.


continuação
Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Tereza recebeu uma notícia em que Ricardo lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.

Mas a história não terminou aqui. A Sra. Tereza recebeu outra carta, em que Ricardo a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.

Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.

Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.

Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...




O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral
William J. Bennett
Editora Nova Fronteira
Título original: The Moral Compass

O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral segue os estágios da vida da infância à velhice. Desde as primeiras lições que moldam o caráter, ministradas em casa, dando forma à maneira como as crianças vêem a vida e às incontáveis escolhas que põem as virtudes à prova durante a vida. Oferecendo uma ampla seleção de obras literárias de qualidade da Ásia, África e América Latina, juntamente com o melhor da tradição ocidental, O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral inspira e instrui - é um livro atemporal, para todas as idades e todas as pessoas. A continuação perfeita de O Livro das Virtudes.

O Livro das Virtudes, desde seu lançamento nos Estados Unidos, em 1984, ocupa os primeiros lugares nas listas de bestsellers, ganhou o cobiçado prêmio Pulitzer e tornou-se obra de referência, sobretudo para os jovens. Reunindo textos variados, contos e poemas da literatura universal de diversas épocas, ilustra as dez virtudes fundamentais, segundo seu autor, William J. Bennett: Disciplina, Compaixão, Responsabilidade, Trabalho, Coragem, Perseverança, Honestidade, Lealdade, Fé e Amizade. Agora, O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral vem se juntar ao primeiro, oferecendo muito mais exemplos do que é bom e mau, certo e errado.

Diferente do primeiro volume, este é organizado de maneira singular: segue os estágios ao longo da vida, da infância à velhice, indo desde as primeiras lições que moldam o caráter, ministradas em casa, às incontáveis escolhas que põem as virtudes à prova durante a vida. Organizados como um verdadeiro compasso moral, os contos, histórias e poemas que compõe este volume guiam o leitor através de desafios éticos e espirituais ao longo dos patamares da vida: a formação no lar, a saída da casa paterna, o casamento, a solidariedade para com o próximo, a educação dos filhos e o cumprimento dos deveres da cidadania e liderança.

Através de exemplos famosos da mitologia, de ampla seleção de contos e lendas do folclore da Ásia, África, e América Latina, este livro é um livro atemporal, para todas as idades, e um guia indispensável para ajudar a enfrentar os desafios encontrados na vida.


Histórias para Abrir o Coração II
Ediouro
Título original: A 2nd Helping of Chicken Soup for the Soul

As histórias deste livro têm o poder de transmitir ao espírito a energia que restaura a alegria de viver.

Jack Canfield e Mark Victor Hansen são experientes palestrantes que se reuniram para escolher as vivências mais otimistas de todos os tempos.

O resultado é um livro que nos lembra a importância do amor, da união e da gratidão; um livro que toca o coração.

Quem folhear as páginas de Histórias para Abrir o Coração vai encontrar pelo menos uma mensagem de esperança, um motivo para acreditar que a felicidade existe e pode estar mais perto do que parece.

"Contar histórias é um dos caminhos mais válidos para abrir novas portas e permitir outras oportunidades. Nesta compilação, todos encontrarão histórias de que tenham especial envolvimento com seus problemas pessoais -- histórias preciosas que gostaremos de partilhar."


Histórias para Aquecer o Coração
Jack Canfield e Mark Victor Hansen
Editora Sextante
Título original: Chicken Soup for Unsinkable Soul

Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, com mais de 60 milhões de livros vendidos no mundo inteiro, Histórias para Aquecer o Coração é o primeiro título da premiada coleção que tem inspirado leitores de todas as idades.

Cada uma das histórias deste livro contém algum significado especial. Elas nos falam do extraordinário poder de superação que tem a vida, da força com que ela nos impele para enfrentar desafios e ultrapassar dificuldades.

Elas alegram, comovem, reacendem a esperança e estimulam o desejo de empenhar-se para amar e viver plenamente. São histórias que fazem bem à alma e aquecem o coração.


Os autores de Canja de Galinha para a Alma e Histórias para Abrir o Coração lançam agora esta nova coletânea de histórias para momentos de reflexão, para momentos em que estivermos precisando de conforto e gostamos de saber que não estamos sós.

Através de vivências das mais diversas pessoas que escreveram contando suas histórias, os autores mostram como podemos extrair os melhores ensinamentos das experiências dos outros para viver melhor.




A Harpa Mágica

Havia em um venerado mosteiro conservava-se uma harpa mágica, da qual, segundo os antigos oráculos, brotaria uma melodia maravilhosa no dia em que fosse dedilhada por um artista capaz de tocá-la devidamente. Atraídos pelo oráculo e com a esperança de se tornar famosos, muitos iam ao santuário, garantiam que eram grandes harpistas e pediam para que lhes deixassem tentar tocar a harpa mágica. Mas todos fracassavam, do instrumento só saiam os mais desagradáveis ruídos.

Assim tanto os monges que viviam no mosteiro como todo o povo do lugar já haviam perdido as esperanças de que pudesse aparecer alguém capaz de tocar aquele instrumento misterioso quando, um dia, apresentou-se ali um humilde homem. Era um desconhecido e ninguém imaginava que chegaria a conseguir aquilo que tantos músicos célebres haviam fracassado.

Rapidamente quando o homem começou a dedilhar o instrumento com delicadeza, como se estivesse acariciando as cordas com os dedos, todos tiveram a sensação de que a harpa e o harpista haviam sido fundidos em um único ser. Durante bastante tempo, que a todos lhes pareceu como um segundo, ouviram uma melodia com a qual sequer poderiam ter sonhado.

Por fim, o homem acabou de tocar e devolveu com grande reverência a harpa aos monges, estes maravilhados, perguntaram-lhe como conseguira tocar aquela música com um instrumento do qual os mais famosos músicos não haviam sido capazes de tirar sequer uma nota afinada. Então o homem respondeu com grande humildade: todos os que me precederam na tentativa chegaram com o propósito de usar a harpa para se envaidecer. Eu, somente me submeti inteiramente a ela e emprestei-lhe meus dedos, para que não fosse eu a lhe impor minha música, mas que ela pudesse cantar tudo o que leva dentro de si.

Apenas então, a madeira da harpa, que havia sido uma árvore centenária vibrou para cantar o ritmo do sol e da lua, os resplendores da aurora e do ocaso, a força do vento, o rumor da chuva, o silêncio das nevadas, o calor do verão e o frio do inverno, a ilusão de tantas primaveras e a tristeza do outono; em suma a história da própria natureza. E um instrumento maravilhoso que não pode ser tocado por aqueles que estão cheios de si mesmos, é preciso esvaziar-se diante da harpa para deixar que ela mesma toque a sua melodia.




Recebi da minha mui amada amiga Cely esse texto que reparto com voces nexta segunda-feira, início da última semana do inverno de 2002 e portanto pertinho do início de uma primavera que promete.

As páginas da vida são cheias de surpresas...
Há capítulos de alegria, mas também de tristezas,
Há mistérios e fantasias,
Sofrimentos e decepções...

Por isso, não rasgue páginas e nem solte capítulos,
Não se apresse a descobrir os mistérios.
Não perca as esperanças,

Pois muitos são os finais felizes.
E nunca se esqueça do principal:
NO LIVRO DA VIDA, O AUTOR É VOCÊ.

Depende de onde busca a inspiração, ela pode vir de Deus!!!

Obrigado minha amiga e mande sempe suas mensagens, a música é fantástica e as imagens tanto quanto.

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Texto_neon.swf

E uns efeitos assim de vez em quando são bons para desestressar e ficar bolando ou vendo como funciona. É inimaginável a quantidade desses efeitos que se podem desenvolver, basta ter a paciência de ficar experimentando daqui e dali. Se você considerar que pode ficar fazendo outras coisas mais úteis é bom nem começar a tentar. Poderá gostar e aí, perderá uma série de outras coisas tão boas quanto, quem sabe melhores.


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Uma calculadora, assim como essa, faz uma falta danada, até porque, muitas vezes a nossa, aqeuela do windows não funciona, ou muitos nem sabem achá-la. E para o nosso dia a dia uma calculadora faz muita falta, espero que, para somar as alegrias, multiplicar os encontros, diminuir as preocupações de nosso dia a dia e dividir uns pontos, assim, que teimam em querer elevar-se a alguma potência.


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E essa bolinhas são para nosso webdesigne do Blogger, pois para administrar tantas reclamações e pedidos,, é bom ter uma ferramenta assim. Mas para você que anda estressadinho ou estressadinha também. Experimente e verá que funciona.


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Gosto dess agenda aí de cima, pois ela fica assim trbalhando, retirando os dias um por um....


Meu servidor continua com vírus de script ainda, mas estou dando um jeito nele, enquanto posto nos outros 3 que não estão conectados com ADSL, isso é, continuam em linha discada. Desculpem os transtornos, mas assim que tiver tudo bem volto com os meus textos e outros aplicativos de FLASH, FIRE e SWIFT3d.

Boa semana a todos e aos gremistas resta a esperança de ganhar do líder na quinta-feira no Olimpico monumental, para não ter a certeza ainda do rebaixamento. Que feio, meuu amigo Antonio Mansur...




Domingo, Setembro 15, 2002


Outra reportagem que chama a atenção na Veja é a da pág. 68, com o título só para pouquíssimas, onde traz a Sharon Stone de 44 anos, a sereia que se trata com algas e Jenifer Lopez, de 32 anos: hay que envelhecer, pero no mucho. São os cremes rejuvenescedores, como por exemplo o "Créme de La Mer" feito de fermentação de uma alga marinha, abundante na costa da Califórnia que só ser colhida duas vezes por ano e que promete o rejuvenescimento do rosto em 7 dias e que custa por 460 gramas mil dólares americanos. Já nossa musa de olhos verdes Vera Ficher usa um chamado "Skin Caviar Luxe Cream", da suíça La Prairie, feito do extrato de caviar do esturjão beluga, originário do mar Cáspio, que tem a promessa de firmar e revitalizar a pele imediatamente e com efeito de 8 horas. E com preço módico de 400 dólares por um pote de 160 gramas. Efetivamente não são para muitas marias nascidas por estas bandas, não.




Há na reportagem de Vivian Eichler publicada no sábado na ZH às pág 4 e 5 inteiras com o Título “Hollywood descobre ETs em Passo Fundo”, bem mais consistência do que na reportagem da Isabela Boscov da Revista Veja – pág 118 que recebi hoje e cuja capa e outros assuntos já abordei na data de ontem aqui mesmo e estã abaixo.

O que mais chama atenção é que a Isabela por não querer ou não julgar importante omitiu nos seus comentários a reportagem que a família assiste nos telejornais do mundo inteiro, casos semelhantes ao que ocorreu quando encontra círculos misteriosos na sua plantação de milho na Pensilvânia. “Sinais” (Signs) traz cenas de contato entre ETs e moradores de Passo Fundo, aqui no Planalto Médio do Rio Grande tchê. As cenas essas, são importante na trama, e os atores falam português.. Como a estréia é nesta sexta-feira no País, acredito que vale a pena conferir com o mesmo diretor do Sexto Sentido e Corpo Fechado e no papel do protagonista Graham Hess podemos ver Mel Gibson.

O admirável na reportagem das três páginas sobre o filme, na Revista Veja é que nem uma linhazinha sequer sobre o que se passou por estas paragens é abordado, e, por isso preferi a do ZH.




Depois de ter problemas sérios de virus, consigo retornar a postar outra vez. Nós sempre pensamos que só acontece com os outros, mas é incrível por mais que se use firewell e outros dispositivos continuamos tão frágeis quanto. Vamos ver até quando fico livre de outros ataques.


Sábado, Setembro 14, 2002




Esta é a capa de Veja que já está nas bancas. Acredito que a reportgem sobre agronegócios é uma grande sacada, pois nossa soya beens está em alta mesmo, além evidente de outros tantos produtos como café, açucar, algodão, etc. - Confira na sua Veja.




Planejadores

Todos nós sentimos, em um momento ou outro, que se as coisas e as pessoas fossem menos previsíveis, encontraríamos, afinal, alguma paz e segurança. Em verdade, não descobriríamos tal condição irreal porque não existe permanência, certeza, eternidade. Tudo é transitório e está em constante mudança. Em verdade, é isso que se quer dizer com o próprio processo da vida.

A maioria de nós mesmos sabendo disto, ainda luta para vencer a dúvida tornando-se planejadores profissionais. O nosso próprio trabalho, muitas vezes, exige que façamos isso. Incansavelmente, programamos com meses e até anos de antecedência. Desejamos estar seguros do nosso futuro.

Certamente, existe alguma alegria em planejar e há até alguma necessidade disto, porém, com mais freqüência do que não, como diz Burns: “Os planos mais bem traçados de ratos e homens fracassam, muitas vezes; e não nos deixam nada a não ser tristeza e dor, em lugar da alegria prometida.”

Só que na realidade, as coisas raramente acontecem da forma como são planejadas. Sonhos irrealizados são a causa principal do sofrimento inútil. Talvez, se tivéssemos maior desejo de permitir que as pessoas, situações e o amanhã nos contassem suas histórias, eles pudessem trazer um novo elemento caído do céu para nossas vidas altamente estruturadas e poderiam ajudar-nos, também a evitar muita preocupação e desapontamento inúteis.

A dúvida e a incerteza causam, muitas vezes, o nosso envolvimento no processo de buscar externamente força e comando. Acumulamos fortunas, subimos, freneticamente,as escadas do poder, colecionamos títulos de prestígio, tudo na esperança de vencer nosso medo do desconhecido e obter algum sentimento de segurança. Admiramos secretamente os poderosos, imitamos os bem-sucedidos e procuramos aqueles que parecem seguros.

Estamos convencidos de que se tivéssemos o seu dinheiro, fama ou força, nossos temores e dúvidas desapareceriam. Mas ficamos arrasados ao saber que,quando possuímos mais riqueza, quando a fama nos pertence, quando nos tornamos todo-poderosos, pouca coisa muda. Simplesmente adquirimos novas ansiedades e dúvidas diferentes. A vida e o mundo, por sua natureza, permanecerão sempre uma charada.não há alternativa a não ser aceitá-los como são. Aí jaz a única certeza, de que podemos apenas estar seguros sobre a incerteza.

Devemos então, para atuar plenamente, dar boas-vindas ao novo como estamos à vontade com o velho,ser tão destemido no inesperado quanto somos falsamente seguros daquilo que foi planejado




PALAVRAS

As pessoas plenamente atuantes estão conscientes das armadilhas da comunicação e, por isto, não a consideram casualmente. Prestam atenção às palavras que falam e àquelas que lhe são ditas, fundamentalmente, também as que são escritas. Tentam encontrar palavras mais exatas e menos ameaçadoras para se comunicarem.

Lutam para colocar estas palavras no contexto mais sucinto, de forma que possam assegurar-se de que poderão causar a menor confusão possível.
Muitas vezes parafraseiam o que pensam ter ouvido, ou encorajam o ouvinte a expressar de outra forma o que disseram, de maneira a poder possuir feed-back como reforço de intenção.

É por isto que há muita sabedoria na declaração de que “as pessoas sensatas jamais têm discussões curtas!”.

Todos nós temos o direto de fazer nossa declaração, e de que ela seja ouvida e compreendida. Mas, a menos que nos satisfaçamos em falar com nós mesmos, só saberemos quem somos e os outros só saberão quem somos quando formos capazes de expressar o que queremos dizer ou escrever. Bem que eu tento..


Além das reportagens abaixo, Isto É traz uma série de outras reportagens interessantes, e uns testes como jogo de cintura, memória, obesidade, sexo e alma gemeas. Traz ainda um guia de posições sexuais e uma reportgem sobre erotismo oriental. vale a pena conferir guys. Principlamente o jogo de cintura que nos dá noção de como reagimos frente as pegadinhas.
E ainda tem a corrida dos candidatos, se a enquete vale as estatísticas oficias estão furadas. Confira.




É triste melancólico ler noticias assim no caderno de economia do ZH de hoje página 13, tanto para o Estado quanto para o País, pois até quando teremos nossa VARIG, encolhendo assim a cada semestre, por uma ou outra razão.

Varig registra prejuízo líquido de R$ 1 bilhão
Maior companhia do setor no país atribui o mau resultado semestral à elevação do dólar

A Varig encerrou o primeiro semestre do ano com prejuízo de R$ 1,041 bilhão e patrimônio líquido negativo em R$ 1,564 bilhão.

Acompanhia culpa a alta do dólar pelo resultado. Segundo a empresa, o resultado foi afetado por perdas cambiais e provisões que somaram R$ 815 milhões, além de R$ 169 milhões de custos financeiros relativos às dívidas da empresa. Este foi o sétimo maior prejuízo de primeiro semestre das empresas abertas brasileiras desde 1994, conforme a Economática. A Varig informa que o impacto do câmbio foi bastante forte nos empréstimos em dólar.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, as perdas cambiais chegaram a R$ 330 milhões. Já o provisionamento de contingências alcançou R$ 490 milhões, sendo R$ 420 milhões para contingências tributárias ligadas ao Finsocial e Cofins e R$ 60 milhões para passivos atuariais.

– São aspectos contábeis que não geram desembolso de caixa – ponderou o diretor de controladoria e relação com os investidores da Varig, Manuel Guedes.

Apesar do prejuízo líquido bilionário, a Varig informa que conseguiu reverter o “resultado da atividade” (receitas menos despesas de vôos), que equivale, na prática, ao resultado operacional. Saiu de um prejuízo de R$ 75 milhões no ano passado para um lucro na atividade de R$ 1,5 milhão este ano. A Varig é uma das favorecidas pelo pacote de socorro ao setor aéreo de R$ 1 bilhão, divulgado na semana passada, que inclui o perdão de dívidas antigas e redução de tributos. A companhia tem uma dívida estimada em US$ 900 milhões.

Suas concorrentes com ações na Bovespa (TAM e Vasp) ainda não divulgaram os balanços do primeiro semestre. A Transbrasil está sem voar desde 2001. A Gol não tem ações listadas na Bolsa.


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Isso já é da Isto É que já está on line.
Medo do Fokker
Quatro acidentes em menos de 15 dias provocam
turbulências na imagem da TAM

Hélio Contreiras


PANE SECA Pouso forçado em fazenda em Birigui (SP)
Há 30 anos o avião japonês Samurai era retirado da aviação brasileira, marcado por vários acidentes. Parece que agora está chegando a vez do Fokker 100. Foram quatro acidentes em menos de 15 dias. O último, na quarta-feira 11, em um vôo de Buenos Aires para São Paulo, o piloto foi obrigado a fazer um pouso forçado em Pelotas, no Rio Grande do Sul, após a aeronave apresentar uma vibração na turbina. Antes, e em um único dia, na sexta-feira 30, dois Fokkers deram um susto em seus passageiros. O primeiro, às 10h45, desceu em uma fazenda em Birigui, interior de São Paulo, com falta de combustível. Pouco antes do meio-dia da mesma sexta-feira, outro Fokker fez uma aterrissagem de barriga no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, por problemas no trem de pouso. Nada que se aproximasse do inesquecível acidente de 31 de outubro de 1996, em Congonhas, quando morreram 99 pessoas. Mas, ainda assim, qualquer que seja o susto provocado por um avião, as consequências sempre são dramáticas para a companhia.

“O avião holandês está estigmatizado”, disse a ISTOÉ o ex-diretor do Departamento de Aviação Civil (DAC) brigadeiro Mauro Gandra. O coronel Ronaldo Jenkins Lemos, experiente investigador de acidentes aéreos, diz que o Fokker, tecnicamente, não oferece riscos, mas faz a ressalva de que “tem faltado sorte ao avião holandês”. Os passageiros não acreditam. Agentes de viagem dizem que a maioria dos passageiros resiste à opção de viajar no Fokker 100. “Eles preferem outro vôo ou outra companhia”, disse Francisco Leme, que tem mais de 30 anos no mercado de passagens aéreas.

A TAM, dona de uma frota de 47 Fokker 100, informou que não irá se pronunciar sobre os últimos acidentes antes dos resultados da investigação que está sendo conduzida pelo DAC.


Sexta-feira, Setembro 13, 2002




Palavras do coração e da mente

A descoberta do Ego é uma busca universal
é um estado de ser, que traz consigo
o poder de experimentar a textura da vida
com maior intensidade e sensibilidade

A maturidade não é um objetivo,
mas sim um processo

Talvez a realidade da vida mais conducente
para se viver em toda a plenitude
como uma pessoa, seja uma aceitação
e percepção honestas da morte

Quando nos apegamos ao sofrimento,
terminamos punindo a nós mesmos

A infância é uim período para brincar
e experimentar para a fantasia
e a exploração.Tudo é intrigante,
O mistério que a criança busca é ela mesma.

Leo Buscaglia - Assumindo a sua personalidade


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O caminho das nuvens brancas

Uma nuvem branca é um mistério - o vir, o ir, o próprio existir dela.Uma nuvem branca existe sem quaisquer raízes - um fenômeno desenraizado, apoiado em nada, ou apoiado no nada. Mas assim mesmo existe. E existe em abundância.

O todo da existência é assim - sem quaisquer raízes, sem qualquer causalidade, sem qualquer causa final, ela existe. Ela existe como um mistério.

Uma nuvem flutua para onde quer que o vento a leve. Ela não tem nenhum lugar para onde chegar, nenhum destino para ser cumprido, nenhum fim.

Você não pode frustrá-la, porque onde quer que se chegue é a meta. Ela não resiste, ela não luta. Ela não é nem um conquistador, mas apesar disso,ela se mantém acima de tudo.

Você não pode conquistá-la, você não pode vencê-la. Uma vez que você esteja dirigido para uma meta, um propósito, ou significado, uma vez que você tenha esta loucura de alcançar algum lugar, aí então surgirão os problemas. E você será derrotado - isso é certo. Então sua derrota faz parte da própria natureza da existência.

Uma nuvem não tem para onde ir.Ela se move, se move para qualquer lugar.Todas as dimensões lhe pertencem, todas as direções lhe pertencem.nada é rejeitado. Tudo é, existe uma aceitação total.

As nuvens não tem caminho próprio – elas vagueiam (sem rumo). Um caminho significa chegar a algum lugar. O verdadeiro caminho é um caminhos sem trilhos. Movendo sem uma mente.meditação basicamente quer dizer um estado de não-mente. Onde você é,mas sem ir a lugar nenhum: onde apenas ser, apenas existir é a meta.

Por isso, chamo meu Caminho o Caminho das Nuvens Brancas. Eu gostaria que vocês também se tornassem nuvens brancas vagando no céu. Vagando, não se movendo para um ponto – apenas flutuando para onde quer que o vento leve.

Esse texto é um dos muitos de Bhagwan Shree Rajneesj - Osho



martham@terra.com.br
11/9/2002

As torres de dentro




Não tenho como escapar: coluna na quarta-feira, um ano após os atentados, vou falar sobre o quê? Sobre o Red Hot Chili Peppers? A imprensa às vezes vira refém de certas datas. Tal qual a gente. Comemoramos secretamente o aniversário do primeiro beijo, da primeira transa, de todas as primeiras coisas bacanas que nos aconteceram. E das coisas ruins também, das vezes em que as torres que construímos dentro de nós foram derrubadas.

Cada sonho nosso foi construído andar por andar, e teve vezes em que ultrapassamos as nuvens, erguemos nossos prédios do milênio, mais altos que qualquer prédio de Cingapura, Shangai, Nova York. A psicanálise fala em castelos. É mais ou menos isso: sonhos aparentemente concretos.

Já tive torres internas que foram ao chão. Torres altas demais para mim, torres que nem chegaram a ficar concluídas (as de dentro nunca se concluem), torres que me exigiram esforço e que me deram prazer, até que alguém, com uma frase, ou com um gesto, as fez virem abaixo. Tinha gente dentro, tinha eu.

Torres são visíveis, monumentais: viram alvo. Um projeto empolgante demais, uma paixão incontrolável demais, um desejo ardente demais, idéias ameaçadoras demais: tudo isso sai da linha plana da existência, nos coloca em evidência, a gente acha que os outros não percebem mas percebem, e que ninguém se assusta, mas se assustam. Quem nos derruba? A nossa vulnerabilidade.

Tem gente que perde um grande amor. Perde mais de um, até. E perde filhos, pais e irmãos. Tem gente que perde a chance de mudar de vida. E há os que perdem tempo. Os anos passam cada vez mais corridos, os aniversários se repetem. Tem gente que viu sua empresa desmoronar, sua saúde ruir, seu casamento ser atingido em cheio por um petardo altamente explosivo. Tem gente que achava que iria ter chance de estudar mais tarde e não estudou. Os que acharam que iriam ganhar uma medalha por bom comportamento, e não receberam nem um tapinha nas costas.

E no entanto ainda estamos de pé, porque não ficamos apenas contando os meses e os anos em que tudo se passou. Construímos outras torres no lugar. Não ficamos velando eternamente os atentados contra nossa pureza original. As novas torres que erguemos dentro serão sempre homenagens póstumas às nossas pequenas mortes e uma prova de confiança em nossas futuras glórias.

A dona Martha é a dona Martha, sempre escrevendo coisas profundas, e por isso continuo seu leitor fiel.


nilson.souza@zerohora.com.br

As duas cavernas


De tudo o que li sobre o primeiro aniversário do maior atentado da História, o que mais me impressionou foi um artigo assinado pelo professor Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo. Saiu no caderno Cultura deste jornal, no último sábado. Vale a pena buscá-lo na coleção. Numa análise abrangente e instigante do episódio, o cientista político flagra uma curiosa coincidência: em determinado momento do confronto, os dois senhores da inusitada guerra entre uma superpotência e uma tribo (Bush e Bin Laden) refugiaram-se no fundo de cavernas, o presidente norte-americano no seu abrigo blindado do meio-oeste dos Estados Unidos e o terrorista saudita nas tocas rochosas do Afeganistão. Enquanto os simples mortais da superfície matavam, morriam ou viviam momentos de medo, os mentores da insana confrontação metiam-se chão adentro para se proteger.

O físico Albert Einstein disse certa vez que não sabia com que armas os homens lutariam na terceira guerra mundial, mas que na quarta certamente seria com paus e pedras. A frase de efeito ganha assustadora atualidade toda vez que a humanidade dá um novo passo em direção ao apocalipse. Nem bem baixou a poeira dos prédios implodidos e das montanhas detonadas e já os senhores da vida e da morte anunciam novas batalhas. Com um pretexto enlouquecedor: é preciso destruir as armas letais do inimigo. Nem parece que todo aquele estrago foi feito por pouco mais do que meia dúzia de homens armados de prosaicos canivetes.

Por aí se vê que as questões centrais não são a tecnologia nem o arsenal disponível para defesa e ataque, mas sim aquilo que ocupa o cérebro e o coração dos homens. Dominado pela arrogância, pelo egoísmo, pela intolerância racial ou pelo fanatismo religioso, o ser humano vira fera irracional. Contagiados pela solidariedade, pela fraternidade universal, pelo desejo de compartilhar o planeta e pela disposição para construir o edifício da paz, homens e mulheres transformam-se em criaturas iluminadas.

A escolha é nossa. Podemos usar nossa inteligência para alcançar a Lua e excursionar pelo universo. Ou para destruir tudo e retornar à escuridão das cavernas.


Moacyr Scliar
13/9/2002
Comércio de ilusões

Nesta época de obesidade epidêmica, perder peso sem esforço transformou-se num sonho, numa mágica expectativa que suscita uma verdadeira avalanche de ofertas: medicamentos, dietas, chás ou aparelhos como estes de ginástica passiva, e que, segundo notícias, acabam de ser proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Seiscentos abdominais em apenas dez minutos”, garante a propaganda. Pergunta: funciona? Em parte, sim. Os músculos, de fato, se mexem pela simples razão de que respondem a estímulos elétricos. E, de fato, tais estímulos elétricos são usados em clínicas de fisioterapia para a recuperação de musculatura atrofiada. Mas daí a queimar gorduras, como é prometido, e a perder peso, vai, porém, uma distância grande. Em primeiro lugar, o gasto de energia, quando existe, é muito pequeno. Depois, apenas um pequeno número de fibras musculares é mobilizada.

As pessoas podem se iludir com a idéia de que estão sendo amparadas pela ciência. E as pessoas muitas vezes querem se iludir. Não seria difícil descobrir o que de ilusório existe na propaganda. A simples linguagem muitas vezes já é evidência disso. “Dieta revolucionária”, “cura garantida” são expressões, para dizer o mínimo, suspeitas. E, em caso de suspeição, há muitas pessoas a quem se pode consultar: médicos, fisioterapeutas, nutricionistas. Talvez se ouça um desanimador (e realista) “não funciona”. Mas seguramente se ouvirá também um conselho sensato, porque nessas coisas não há como escapar ao bom senso. A melhor forma de fazer exercício físico é fazer exercício físico, ponto. Não há tempo? Claro que há tempo, é só uma questão de organização. É chato? Quem disse? Há muitos lugares em que o exercício físico está associado à música, a convivência, à diversão. Ao fim e ao cabo, a realidade pode ser mais compensadora que a ilusão da propaganda. E até mais barata.

É isso ai, meu amigo Scliar


Parte do aumento ou consequencias de tudo isso se deve ao que vemos abaixo.


Em discurso na abertura da 57ª Assembléia Geral da ONU (foto), em
Nova York, o presidente George W. Bush exigiu uma posição mais firme
da organização no cumprimento das resoluções contra o Iraque.
Bush deu também um ultimato a Saddam Hussein, para que cumpra
as resoluções que exigem o desarmamento. Se isso não ocorrer, declarou
o líder americano, uma ação militar será "inevitável" (foto Reuters/ZH)


Por falar em ônibus e passagens, olha só o que a my friend Sirlei Lick me enviou. Prometo andar mais de bus, minha amada Sirlei.

Corpo a Corpo

Você gosta de sentir alguém se esfregando em você ???
Que faça você suar?
Sentir o hálito de outra pessoa de perto?
Sentir a respiração de outra pessoa na sua nuca ou no seu rosto?
Experimentar novas posições?

Entrar por trás?
Ou só pela frente?

Subir............

Descer...........

Entrar............

Sair.......

Entrar frio............

Sair quente e suado...

SIMMM !!!!?????


Então...



ANDE DE ÔNIBUS!!!



Isso está na Gazeta do Povo de Curitiba de hoje. Sabe que tomar o ônibus, começa a não ser má idéia, desde que a passagem do mesmo permaneça no valor que está.

Especialistas prevêem alta de 9% no preço da gasolina

Reajuste ideal para acompanhar o mercado externo seria de 14%

São Paulo – Especialistas no mercado de petróleo dizem que a Petrobrás planeja aumentar o preço da gasolina entre 7 e 9% para acompanhar o mercado internacional, política engavetada devido às eleições presidenciais. Segundo Jean-Paul Prates, diretor da Expetro, consultoria carioca que atua nesse setor, para o diesel, o reajuste ideal teria de ser entre 12% e 14% para equalizar a diferença entre os preços do mercado interno e externo.

"Reprimir o preço dos combustíveis não condiz com a abertura de mercado. O risco regulatório do Brasil fica comprometido, o que afugenta investidores. A Petrobrás deveria reajustar os preços agora em sinal de maturidade regulatória. Está errada essa política de esperar o fim das eleições, uma virada do Serra (José Serra, candidato do governo na corrida presidencial) nas pesquisas para repassar a defasagem dos preços. Mostra que a empresa sofre interferências políticas", diz.

Ele afirma que essa projeção de reajuste considera o dólar comercial na casa de R$ 3,10 e o barril de petróleo entre US$ 28 e US$ 29.

O reajuste poderá ser autorizado em etapas pelo governo. A opinião é do analista Adriano Pires Rodrigues, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura, que considera improvável um aumento integral, em torno de 14%, do preço dos combustíveis antes das eleições presidenciais.

"Não há clima político para um aumento desses, que seria necessário hoje para repor as perdas com a alta do preço no mercado internacional. Mas segurar integralmente os prejuízos talvez se torne insustentável. É possível, portanto, que seja determinado aumento gradual do preço dos combustíveis" disse o especialista, ressaltando que a defasagem no preço do diesel ainda é maior que a da gasolina, chegando a 19%.

Já o preço do GLP, o gás de cozinha, continua com tendência queda. No levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), de 1.º a 7 de setembro, o preço médio nacional do botijão estava em R$ 23,62, com redução de 9,43% em relação ao registrado na semana de 4 a 10 de agosto.


Para aqueles que gostam de natureza, já que falamos em qualidade de vida, essa foto é um convite para visitar e conhecer o Salto do Yucumã, no Rio Uruguai, município de Derrubadas.




Germano Schüür Retratos não tem filiais e atende em todos os sábados e domingos, exclusivamente no Parque Aldeia do Imigrante de Nova Petrópolis, RS na Aldeia Histórica, ao lado da Capela. Seu telefone é (54) 212 17 35. Alertamos que as fotos originais são feitas apenas por Germano Schüür desde a criação do Parque Aldeia do Imigrante, em 1985, a convite da Prefeitura Municipal que, por "relevantes serviços prestados no campo da arte e da fotografia ao município de Nova Petrópolis (Lei Municipal 1.093/89 assinada pelo atual Prefeito Municipal, Sr. Augusto Schranck Júnior)", concedeu a Germano o título honroso de Cidadão de Nova Petrópolis.

Nessa bela cidade, vizinha de outras tão belas quanto, my friends Dr Anerom e a Dona Rejane estão construindo seu refugio, não só de fins de semana, mas para permanecer por lá, com uma qualidade de vida de dar inveja. Parabens e cuidem-se amigos.


Voltando no Tempo com Germano Schüür


Gente, foco, clic, foto. Famílias, amigos, casais enamorados ou crianças, por minutos, vivem uma história onde carros de boi, chapéus de palha, óculos redondinhos, suspensórios, roupas de algodão, sombrinhas, cachimbos e bengalas, em pleno Parque Aldeia do Imigrante de Nova Petrópolis, fazem parte de um cenário repleto de nostalgia e romantismo. É o "photographo" Germano Schüür proporcionando uma fantasiosa viagem no tempo, uma divertida volta ao passado.




Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Mário Quintana.



Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Mário Quintana.


Minha estrela não é a de Belém:
A que, parada, aguarda o peregrino.
Sem importar-se com qualquer destino
A minha estrela vai seguindo além...

Mário Quintana.


Receita Federal queima 14 milhões de isqueiros falsificados

10h52 de hoje do Correio Brasileiense - A Receita Federal vai incinerar, às 11 horas, 14 milhões de isqueiros falsificados, apreendidos nos portos de Paranaguá (PR) e de Santos (SP), nos últimos dois anos. A queima do produto será feita na região metropolitana de Curitiba. Para destruir as cerca de 30 toneladas do material serão necessários cerca de 5 meses de trabalho e a operação custará aproximadamente R$ 300 mil.

A empresa BIC , principal interessada na destruição do produto, decidiu arcar com os custos de armazenagem e incineração, que corresponde à venda de 1 milhão de isqueiros. Apesar da semelhança com os originais, os isqueiros falsificados apresentam segurança duvidosa e consequentes riscos para o consumidor. Por se tratar de um produto inflamável, a incineração requer cuidados especiais. Com informações da Agência Brasil.

Será que a preocupação é mesmo somente pela segurança do consumidor de isqueiros..?


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Quem tem direito

Rendimentos do PIS
Os rendimentos correspondem à rentabilidade sobre o saldo atualizado das quotas do trabalhador. São disponibilizados anualmente aos trabalhadores. Têm direito ao benefício os trabalhadores cadastrados no PIS-Pasep até 4 de outubro de 1988 e que possuam saldo de quotas na conta.

Abono Salarial
O abono representa um salário mínimo (R$ 200). Para ter direito ao abono salarial é necessário que o trabalhador:
- Esteja cadastrado no PIS-Pasep há pelo menos 5 anos
- Tenha tido média de até dois salários mínimos mensais em 2001
- Tenha trabalhado pelo menos 30 dias com carteira assinada durante 2001 para empregador contribuinte do PIS-Pasep
- Tenha os dados informados corretamente pelo empregador na Rais de 2001.




Bem que no Parcão, na Redenção ou no Marinha poderia ter umas tividades assim como essa que está contecendo na nossa Capital Federal e que termina nesse fim de semana.

Academia no Parque

Este é o último fim de semana do Academia no Parque, evento reúne professores de três academias da cidade em uma festa de muita saúde e malhação. As atividades, todas gratuitas, acontecem sábado e domingo, a partir das 8h30.
Realizado durante três fins de semana alternados em frente à administração do Parque da Cidade, o Academia no Parque conseguiu reunir cerca de 300 pessoas por dia em quatro horas de atividades.

Quem quiser participar tem que chegar cedo e se inscrever. A ficha de pré-inscrição vem seguida de um questionário que irá avaliar se o interessado tem condições físicas para participar da maratona de atividades. Uma equipe de enfermeiros e médicos acompanham os exercícios.

Serão duas aulas de spinning (exercício em bicicleta), jump fit (cama elástica), body combat (ginástica baseada em movimentos de boxe) e tae fight (golpes adaptados à ginástica). Os dois dias dedicados à saúde serão encerrados com uma aula de Aero-Bahia.

Participam do evento 15 professores de Educação Física. Todos os equipamentos estarão disponíveis no local das aulas de cada uma das modalidades.




Essa ai em cima continua podendo ser vista no Aeroporto Salgado Filho, fazendo o check-in de quem parte.




No inicio não tinha essa pretensão, nem passava pela minha cabeça chegar a tanto. mas como veem, estou na relação dos Blogs que mais chamaram atenção. Parabens aos meus leitores, dos trinta e tantos mil, voces estão em um dos dez mais.


Quinta-feira, Setembro 12, 2002


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O R E L Ó G I O

Tenho um trabalho mais pesado que qualquer mortal, mas faço-o com mais facilidade porque faço um segundo de cada vez.

Tenho de fazer milhares de tics-tacs todos os dias, mas tenho um segundo para fazer cada um deles, não os faço de uma só vez, nem tento.

Nunca me preocupo com os eu já fiz ontem, nem sei como terei que fazê-los amanhã. Meu negócio é hoje, aqui e agora.

Sei que se fizer isso bem, não me preocuparei com o passado ou futuro.

Se quiseram ser tão sossegados e contentes como eu, não procurem viver toda sua vida já, nem assumir todo o fardo do trabalho do futuro. Vivam o agora!

Há um meio fácil e um difícil de se fazer o que se tem de fazer.

Olhem para mim, nunca me preocupo, nunca me atropelo, mas o que tenho para fazer, faço.

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There are pat animals, cat and fish. I'm Sure you like them.


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É interessante como se comportam as figurinhas assim, expiremente esse para cima e para baixo. Quando enjoar faça para a esquerda e para a direita.


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Nesse ponto, deram eles com trinta ou quarenta moinhos de vento que se erguiam naquele campo. Assim que Dom Quixote pôs-lhe os olhos, virou-se para o seu escudeiro e disse:
- A fortuna nos está guiando melhor do que poderíamos imaginar; porque vês diante de ti, amigo Sancho Pança, uns trinta ou mais gigantes desaforados, com os quais tenho a intenção de lutar até tirar-lhes a vida; e com os espólios deste embate começaremos a enriquecer, porque esta ~e uma guerra justa, pois é um grande serviço a Deus obliterar tal raça maldita da face da terra.
- Que gigantes? - perguntou Sancho Pança. – Aquele que ali vês – respondeu o amo – de longos braços, alguns até com quase duas léguas de comprimento.
- Olhe bem Vossa mercê – disse o escudeiro – que aquilo não são gigantes, mas moinhos de vento, e o que parece com braços são as pás, as quais, tocadas pelo vento, fazem trabalhar as mós.
- bem se vê – retrucou Dom Quixote – que tens pouca familiaridade como os negócios de aventuras. Se estás com medo, põe-te ao largo e diz tuas preces enquanto vou arremeter em feroz e desigual combate.
Isto dito, esporeou seu cavalo Rocinante, sem dar ouvidos aos brados do escudeiro, que repetia sem cessar que eram, sem dúvida, moinhos de vento, e não gigantes, aqueles que ele iría acometer. Nem mesmo quando já estava próximo deles deu-se conta do que realmente eram. Então berrou a plenos pulmões:
Não fujais, cobardes e vis criaturas que sois; É um só cavaleiro que vos dá combate.
Naquele instante, um leve vento soprou e as grandes pás começaram a girar.
- Ainda que movais mais braços do que os do gigante Briareu – bradou Dom Quixote, quando os distinguiu – tereis de haver-vos comigo.
O restante quem sabe ainda escreve por aqui, mas o fato que essas são apenas poucas linhas da história fantástica do Cavaleiro da Triste Figura.


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Quando você precisar de um cronômetro esse ai funciona com certeza, experimente e confira.




Tolices amorosas

Uma das teses amorosas mais fantasiosas que existem é a dos opostos que dão certo. Duas pessoas inteiramente diferentes se complementariam e, como nas novelas mexicanas, viveriam felizes para sempre. "Os contrários se atraem", dizem os defensores dessa tese obtusa. Pois tudo que vi e vivi me fez convicto do seguinte: os contrários se repelem. Não existe maneira mais eficaz de conseguir uma relação frustrante do que dar seu braço a uma pessoa diferente, na essência, de você.

Não sou uma das pessoas mais organizadas do mundo, como vocês sabem. Ah, não sabiam? Então agora sabem. Estou quase sempre procurando papéis, contas, documentos, livros, chaves que não sei bem onde guardei. (Me esforço sinceramente para melhorar, mas os progressos, apesar do suor, são pequenos. Tenho para mim que você é o que é aos 16, 17 anos. Depois suas características básicas, boas ou ruins, apenas mudam de tom. Não conheci nenhum adolescente de caráter ruim que tenha se tornado um adulto admirável.)

Mas voltando. Estou longe de ser um gênio do método e da organização. Uma vez apareci diante de Tio Fabio com uma nova namorada. Cristina tinha olhos verdes e quentes como as águas de Itapoã e (impossível não ser cruamente sincero) peitos de fazer um padre engasgar no sermão. Pensei que Tio Fabio, um homem sábio do interior, fosse me aplaudir pela notável conquista. Talvez fosse mesmo, se não visse Cristina arrumar rapidamente minha camisa tão logo notou que saíra levemente de dentro da calça.

O gesto sôfrego e imediato de arrumação revelou uma personalidade impiedosamente metódica à mente sagaz de Tio Fabio. Com seu palavreado franco, Tio Fabio me disse depois: "Sabe as chances de você ser campeão mundial dos 100 metros rasos? Pois é. São as mesmas de você dar certo com ela". Fiquei desapontado. Teimoso como bom taurino, fui em frente. Os dias acabaram me mostrando que, na verdade, eu tinha mais chances de ser campeão mundial dos 100 metros rasos do que de dar certo com Cristina, a despeito dos seios de engasgar padres.


Continuação
Rendição

Lembro perfeitamente sua expressão de mal disfarçada repulsa quando viu meus livros espalhados pelo criado- mudo. Eu tinha a ilusão secreta e vã de que ela pudesse se impressionar com os títulos que jaziam ali. Confesso que coloquei Ulisses, que jamais tive coragem de abrir, apenas para fazer bonito. Mas não. Minha pequena trapaça literária nem sequer foi notada. Cristina reparou apenas na desordem. Quando ela pôs para tocar em seu carro Djavan, me rendi a Tio Fabio. Éramos completamente diferentes. Irremediavelmente diferentes. (Faço tudo pela mulher amada, menos escutar Djavan. Meu limite, aí, é Caetano.)

A questão amorosa me traz muitas dúvidas e poucas certezas. Melhor: cada vez mais dúvidas e cada vez menos certezas. Uma dessas certezas que escasseiam é que, para dar certo com uma mulher, você tem que amar basicamente as mesmas coisas. Vou adiante. O ideal é que os dois também detestem basicamente as mesmas coisas. O resto é fantasia. Pensar que quando duas pessoas diferentes se juntam uma vai acabar mudando a outra é de uma ingenuidade comovente.

Existe uma expressão em inglês perfeita, e de dificílima tradução, para esses casos. Accident waiting to happen. Como traduzo? Sei lá. Acidente à espera de acontecer, talvez. Não, não ficou bom. Acidente inevitável? Também não gosto. Desisto. Digo então, como meu Tio Fabio, que é mais fácil ser campeão mundial dos 100 metros rasos do que dar certo com alguém diferente de você.


* Fabio Hernandez é jornalista e colunista da revista VIP




Você é apenas um menino

Você é um menino. Treze, catorze anos. Inseguro, tímido. Começa a se interessar pelas mulheres. E não vai demorar para perceber que mulheres e problemas aparecem juntos em sua vida. Você não sabe lidar com o mundo novo no qual está entrando. Sua voz está mudando. Os pêlos estão aparecendo. O futebol já não é seu único interesse. Aparecem os primeiros bailes. Você não sabe direito que roupas escolher. As sugestões de sua mãe lhe parecem horríveis. Mãe nunca acerta na roupa do filho, uma lei tão velha e tão eterna quanto as estrelas no céu e as ondas no mar. Ser criança era muito mais fácil.

E então você olha para os garotos um pouco mais velhos. Eles estão nas classes um ou dois ou três anos mais adiantadas que a sua. Seu olhar mistura admiração e inveja. Eles parecem tão seguros. Tão confiantes. Alguns ameaçam um bigode, uma barba. A voz já está definida. E as meninas da sua classe estão apaixonadas por eles, não por você. Eles são mais altos que você. Eles são melhores que você. Já devem até ter dormido com alguma menina. E você jamais viu uma mulher nua que não fosse sua mãe ou não estivesse numa revista. Eles se libertaram daqueles programas sem graça com a família. Mas seu dia chegará. Os dias hão de passar. Você vai crescer e seus problemas desaparecerão. Você será um homem firme, forte, como os caras mais velhos.

E eis que você é como eles. Os caras maiores que você via de longe. Você imaginava que sua vida seria outra. Mas não foi bem assim. Você cresceu, sua voz engrossou. Você até viaja sozinho, sem os pais, com os amigos. A virgindade ficou para trás, mas você já percebeu que o sexo não é o fenômeno extraterrestre que você pensava ser antes de experimentá-lo. É bom, às vezes muito bom, algumas vezes ótimo. Mas não é coisa do outro mundo. A terra não treme sempre ao fazer sexo, ao contrário do que você sonhava. Você já é um homem. Ou quase um homem. E pensava que a segurança máscula viesse com o tempo, com a mesma naturalidade com que a terra se molha quando vem a chuva. Mas não.


Continuação

Seu dia chegará

E então você olha para os homens feitos. Formados, empregados. Alguns casados. Eles, sim, são os típicos homens. Basta olhar para o andar seguro, o olhar firme. Eles não têm dúvidas, não têm medos como você. Os mais ricos têm carros chiques. Pagam com cartão de crédito, e não com o dinheiro pedido a seu pai, como você. Uns vestem gravatas que devem valer duas mesadas suas. Alguns têm um cartão em que estão escritos o nome e o cargo. Nada parece ser capaz de abalá-los. Eles não sentem vontade, nas noites mais escuras, de pedir um refúgio na cama dos pais. Você sente, às vezes. Seja honesto: você fez isso outro dia.

Seu dia chegará. E chegou. Você se formou. Arrumou um emprego promissor. Tem um cartão profissional. O carro podia ser melhor, mas é bom. Tem ar-condicionado e som. O namoro é firme. Deve terminar em casamento. Seu armário tem até um blazer Armani que você comprou num momento de entusiasmo e desvario. Mil reais. Você parece o cara mais seguro do mundo, como todos os seus colegas e amigos. Mas só parece. Lá dentro continua uma criança, como todos os seus colegas e amigos. Todos disfarçam bem. Todos aprenderam que ser homem é ser forte. Você queria gritar socorro, mas não convém demonstrar fraqueza. Você queria se abrigar no colo de seu pai, mas ele já não está lá. E então você ri, porque a vida é mesmo engraçada, repleta de crianças fingindo-se de homens até o último dos dias.


* Fabio Hernandez é jornalista e colunista da revista VIP


Quarta-feira, Setembro 11, 2002




Nudez

Por que o vestido de seda bordada,
a cara pintada de blush e baton...

Por que as sandálias tão caras, tão altas
pivôs das vitrines e martírios nos pés...

Por que o trejeito, o sorriso sem jeito,
o broche no peito, o andar estudado,
o olhar desconfiado de fera enjaulada
querendo fugir...

São flashes do dia que a noite esvazia
sem seda bordada, sem cara pintada,
sandálias jogadas, sem broche sem nada.
Responde: por que...

Lise maria R.Fanck



Para quem não leu e gosta do Paulo Coelho a reflexão publicada na data de hoje no jornal ZH está fantástica. Para quem não gosta do Paulo Coelho acredito que passará a ter outra visão do mesmo depois dessa reflexão, na Pág 24 inteira. Em um parágrafo, por exemplo, ele narra que: Há alguns anos no Japão, estudantes de Zen Budismo estavam reunidos em uma casa de campo quando o caseiro chegou , contando uma tragédia: uma casa incendiou-se, deixando mãe e filha desabrigadas. Imediatamente, uma das estudantes iniciou uma coleta para ajudar a família a reconstruir a casa. Entre os presentes estava um escritor pobre, e a moça resolveu não lhe pedir nada. - Um momento disse, quando ia passando adiante. - Também quero dar algo.
No minuto seguinte, escreveu o que havia acontecido e colocou dentro do pote que estava sendo usado para arrecadar o dinheiro. -Quero dar a todos esta tragédia. Que ela seja sempre lembrada quando pensarmos nos pequenos incidentes de nsosas vidas.

"..Quando as torres cairam, não foram apenas aquelas pessoas que morreram: todos morremos um pouco, e o mundo ficou menor."


Olha só quem está por aqui. Da 24 de outubro para Viamão e para Imbé. As vezes nos tres lugares no mesmo dia, às vezes num lugar só por três dias e assim a vida vai passando. Cuidem-se por esses caminhos e procurem não se cansar.


Essa patota são meus colegas do CCAA as garotas são as professoras. Fabi and Any, só que a Fabi também é Fabiane.


Yesterday I recept the visit of my brother Edward. Very Well, guy visited me more shortly.




PALAVRAS DO TEMPO

Deslizando pelas areias do Tempo, ao longo de trilhões de experiências, dentro da ampulheta do universo, descobri que o Tempo odeia nosso ego. Ele soterra nossas ilusões sob o peso de toneladas de realidades relativas.

O TEMPO É O GRANDE IRMÃO!
Ele rasga nossos enganos e diz: "Entre na jangada do crescimento e siga..." Olho o passado e o futuro e só vejo Ele. Então, percebo-O no presente, chamando-me para a vivência do eterno agora da vida. Deslizo por suas trilhas... sabendo que Ele não espera, mas transmuta tudo.

TUDO PASSA!
Teoricamente, Ele é relativo, mas, na prática, as rugas estão surgindo e as coisas passando e renovando-se. Dizem que Ele não existe, mas estamos viajando com Ele, por um tempo (não resisti ao trocadilho, mas isso passa).

ELE ODEIA O EGO!
Por isso, as rugas e experiências que decepam nossa arrogância e tonteira. Não O conhecemos direito, mas Ele nos conhece profundamente, há muito tempo. Ele diz: "Nada é fixo, tudo é movimento. A principal característica da existência terrestre é a impermanência das coisas e seres".

TUDO SEGUE!
O cadáver vira pó, o espírito volta para casa, só por um tempo, entre vidas. No entanto, a Terra formará novo corpo à frente e chamará o espírito novamente, por um tempo, entre períodos extrafísicos. Ao longo do Tempo, entre entradas e saídas de corpos, o espírito perceberá o óbvio: - É um viajante da Eternidade!
Daí, o Tempo lhe dirá: "Pois é, leva tempo para aprender isso!"


continuação

HAJA TEMPO!
Certa vez, ele disse a um peregrino espiritual: "Continue andando, mas sorria mais. Enquanto você caminha, Eu vou ensinando-lhe algumas coisas. Uma delas, é que as flores desabrochando são mais espontâneas e sagradas do que os livros que você lê. A Natureza ensina mais do que os gurus, pastores e sábios do mundo. Você já notou o sorriso de uma plantinha à luz do sol? Já percebeu a alegria da mamãe-urso vendo seu filhote todo lambuzado de mel pela primeira vez? Já conversou com o suave brilho da lua em noites de poesia nos momentos mágicos de amor? O rugido do tigre, as ondas do mar, seu coração e todos os seres, de raças, religiões e países diferentes, são irmãos planetários. Em sua caminhada e em seus estudos espirituais, você percebe a UNIÃO?




O S D O I S I R M Ã O S

Era uma vez dois irmãos que cultivavam a terra juntos e sempre compartilhavam suas colheitas.

Um dia, um dos irmãos despertou durante a noite e pensou: “meu irmão é casado e tem filhos. Por isso, tem necessidade e despesas que eu não tenho. Então, colocarei algumas de minhas sacas em sua despensa, o que é mais do que justo. Farei isso na calada da noite pois, senão, por sua generosidade, não vai querer aceitá-las”.

Levou as sacas e voltou para a cama.

Pouco depois, o outro irmão despertou e disse: “Não é justo que eu tenha a metade de todo o milho de nossa terra. Meu irmão, que é solteiro, carece do prazer de Ter uma família e, portanto, tentarei compensá-lo, passando um pouco do meu milho para sua despensa

Ë assim fêz.

Na manhã seguinte, ambos ficaram surpresos ao ver que havia o mesmo número de sacas em sua despensa e não puderam compreender como, ano após ano, o número de sacas continuava sendo o mesmo, ainda que as transferissem às escondidas.

Geralmente, o homem pensa de forma contrária a esta, mesmo que o negue. Tem medo e uma espécie de rancor ante a possibilidade de obter uma porção menor do que aquela que lhe corresponde, e sempre estima que merece muito mais do que o que recebe. É devido a esta forma equivocada de pensar que ele se encontra no estado em que o vemos hoje.




O professor de Bill Gates
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Esta estória é meio lenda meio fato, mas merece ser contada como se fosse real. Quando Bill Gates estudava em Harvard, ele tinha um professor de matemática fantástico e muito exigente. Tanto isso é verdade que Bill Gates se classificou em 18º lugar num teste nacional de matemática. Esse professor dava uma prova final dificílima e poucos alunos conseguiam acertar todas as questões.

"Se alguém conseguir acertar completamente esta prova, eu renunciarei ao meu cargo de professor de matemática e trabalharei para ele", dizia o professor no início da prova, com total seriedade. Em inglês esta frase soa bem mais forte, tipo "eu serei seu subordinado para sempre", uma forma simpática de dizer que se aceita a derrota e que finalmente se encontrou alguém superior. Bill Gates foi o aluno que mais próximo chegou de encontrar todas as soluções, tendo errado uma questão, somente no finalzinho da dedução.

Passados vinte anos, se alguém for para Boston poderá encontrar o tal professor batendo a cabeça na parede de Harvard Square, balbuciando: "Porque eu fui tão rígido? Porque que eu fui tão rígido?'' Tivesse sido menos rigoroso, o agora anônimo professor seria hoje, provavelmente, o segundo homem mais rico do mundo.

O interessante dessa estória é o fato de que alunos de Harvard ouvem de seus professores o seguinte conselho: "Se um dia você encontrar alguém, um colega ou um subordinado, mais competente que você, faça dele o seu chefe, e suba na vida com ele". No Brasil, um colega de trabalho que comece a despontar é imediatamente tachado de picareta, enganador e puxa-saco. Em vez de fazê-lo chefe, começa um lento e certeiro boicote ao talento. Nossa mania de boicotar chefes lembra a mentalidade do "Se hay gobierno soy contra".


continaução
Nestas condições, equipes dificilmente conseguem ser formadas, e temos um excesso de prima-donas, donos da verdade sem nenhuma equipe para colocar as idéias em prática. Se não aprendermos a escolher os nossos chefes imediatos, como iremos escolher deputados, governadores e presidentes da República? Milhares de jovens acreditam ingenuamente que, apesar de ter cabulado a maioria das aulas, quando adultos contratarão pessoas inteligentes que suprirão o que não aprenderem.

Ledo engano, pessoas inteligentes são as primeiras a procurar parceiros competentes para trabalhar. Melhor do que procurar as melhores empresas para trabalhar é procurar os melhores chefes e trocar de emprego quantas vezes seu chefe trocar o dele. Como fizeram as dezenas de programadores que decidiram trabalhar para a Microsoft, na época em que ela era dirigida por um fedelho de 19 anos e totalmente desconhecido. Achar um bom chefe não é fácil. Temos muito mais informações sobre empresas do que sobre pessoas com capacidade de liderança.

Mas, na próxima vez que encontrar um amigo para saber se o emprego dele paga bem, pergunte quem são os bons chefes e líderes da empresa em que ele trabalha. É muito melhor promover um subordinado a seu chefe se ele for claramente mais competente do que você, do que ficar atravancando a carreira dele e a sua. Subordinar-se a um chefe competente não é sinal de submissão nem de servilismo, mas uma das melhores coisas que você poderá fazer para sua carreira. Embora ser o número 1 de uma organização seja o sonho de muitos jovens, a realidade é que 95% de sua carreira será desenrolada como o número 2 de algum cargo desconhecido.




VIVA O AQUI E AGORA

Vivenciar é também aprendermos a perdoar os que nos ofendem e nos fazem sofrer injustamente. É também suportar os que nos irritam e esgotam nossa paciência. É sermos mais amáveis com nossos familiares, e acima de tudo com nossos superiores e nossos companheiros de trabalho.

Isso também quer dizer que, é preciso aprendermos a ser mais compreensivo com nossos subordinados, mais caridosos com os pobres, mais generosos com os necessitados e também, mais solidário para com os que sofrem.

Viver melhor, é não esquecermos de sempre pedir a Deus a serenidade para aceitar as coisas que não pudermos mudar, a coragem para mudar as que pudermos e sabedoria para saber a diferença. Porque a mão que se move e escreve; e, tendo escrito continua, nem toda a nossa piedade, nem todo nosso entendimento, podem fazê-la voltar para apagar meia linha, e nem toda as nossas lágrimas que derramarmos apagarão uma palavra do que tiver escrito.

E cuidemos deste dia! Ele é a vida, a própria essência da vida. Em seu breve curso estão todas as verdades e realidades de nossa existência: a benção do crescimento, a glória da ação, o esplendor da realização.

Ratificando, o dia de ontem não é senão um sonho e o de amanhã somente uma visão. Mas o dia de hoje bem vivido transforma os dias de ontem num sonho de ventura e os de amanhã numa visão de esperança.

Cuidemos bem, pois, do dia de hoje!




A apalavra happy “Feliz” deriva do verbo happen (acontecer). Em outras palavras, felicidade deve ser encontrada simplesmente na observação daquilo que acontece. Se não formos capazes de ser feliz nem como a perspectiva de almoçar, não seremos felizes com nada porque o que acontece em cada segundo, é que é felicidade.

De sorte que as pessoas simples vivem nessa consciência e encontram a felicidade num mundo interior rico, a despeito de quais sejam as circunstâncias exteriores. As pessoas dotadas da consciência iluminada conhecem este nobre fato e vivem uma filosofia e uma atitude de pura felicidade. Para elas, a felicidade é a ponte que liga o mundo interior e o fato objetivo, uma conexão que o homem simples não é capaz de fazer.

O ato relevante é que para os hindus a mais alta forma de adoração é simplesmente ser feliz. Esta felicidade só é conhecida pelos homens simples e pelos iluminados. O homem complexo, a exemplo de você e eu que está a meio caminho da consciência, fica preso à nostalgia do passado ou à antecipação do futuro, e isso, em grande parte, faz com que sua motivação se esvaia. por que lutar pelo que vou perder? – isso no fundo representa perda de tempo e de energias. E isso não é próprio do nosso caráter.

Real ou não , isso torna impossível que a paz se estabeleça em tal homem, pois ele sabe muito para ser simples e, por outro lado, ainda não sabe o suficiente e o necessário para ser um todo. Sabe-se que Fausto é uma professor universitário de meia-idade, que é sábio o suficiente para saber que nada sabe. Atingiu o pináculo do sucesso – a posição mais alta a que poderia chegar -, mas vê-se solitário, sem relacionamentos, e sua vida carece de um sentido maior. Goethe, certa vez, comentou que se um indivíduo estiver com a cabeça nas estrelas, então, as nuvens irão brincar com seu pés. E coisas comuns e corriqueiras são o melhor remédio para o egoísmo ou a inflação do ego. Abraçar aquilo que é corriqueiro poderá restaurar em nós a dimensão humana e acabar com esta inflação.

O episódio de Hamlet nos mostra como ele é um homem com nobreza e consciência parcial, que tem uma visão do significado da vida. Mas não é nem forte nem completo o suficiente para dar a nitidez necessária a essa visão. Ele é bastante inteligente para ver isso, mas não forte o bastante para concretizar o que já sabe que deve ser. Fica preso entre o ver e o pôr-em-prática, e falha inapelavelmente em ambos. Nisso ele é o protótipo de inúmeros homens de nossos dias que vêem o mundo da imaginação, mas não tem os elementos necessários para materializá-lo. Ah se pudéssemos materializar os sonhos que sonhamos... Não seria maravilhoso..?


Voces veem que tem até uma parábola ZEN que nos diz: ”Quando eu era jovem e livre, as montanhas eram montanhas, o rio era rio, o céu, o céu. Quando perdi o rumo, as montanhas não eram mais montanhas, o rio não era mais o rio, o céu não mais era o céu. Depois ao atingir a iluminação, as montanhas voltaram a ser montanhas, o rio novamente era o rio e o céu uma vez mais era o céu. E na India é admirável como as pessoas que, embora pouco ou nada tenham para serem felizes, ainda assim vivem uma felicidade inabalável. É o testemunho do milagre do homem simples encontrando a ventura num mundo interior muito rico e não perseguindo-a como miragem ou como meta determinada. Quanta alegria em ser apenas perfeito, com dois olhos, duas orelhas, duas pernas... Nossa como Deus é generoso em nos fazer assim como a maioria.


Esses foram os homenageados na noite de 30 Ago p.p em Cruz Alta, conforme pode-se ver no endereço abaixo, inclusive o meu amigo de algum tempo Dr Gilmar Roger Miron. Parabens guy, voce merece pelo que faz pela sua cidade.
http://www.premioreconhecimento.com.br/

Homenageados
Acica
Amélia Malheiros
Carlos Corrêa Camargo
Centro de Pinturas
Cibeli Dotto Goi
Clecy Di Pietro
Clube Arranca
Dalgás-Liquigás
Easa
Gilmar Roger Miron
Gimene Vieira da Cunha
Gisele Sucolotti
Herbalife
Hospital Santa Lúcia
Hotel e Churrascaria Azeredo
James Ricachenevsky
João Pedro Cunha Calçada
Jorge Hoffmeister
Labovid Farmácia
Lúcia Mallmann de Oliveira
Maria da Graça Sampaio Juchem
Maria de Fátima Cruz
Nápoli Sorveteria
Neida Maria da Luz de Jesus
Nilo Trentini
Nunes Advogados
Paróquia São João Batista
Ricardo Marchionatti
Salvador Farmácia
Senir Quatrin
Sérgio Malheiros da Fonseca
Sirineu Nunes
Unicruz
Unimed Cruz Alta
Valeriano Leal Beck




Amar o que eu sou
Todo indivisível que constitui o ser
E o acontecer do meu corpo
No espaço e no tempo.

Amar as coisas que eu estou fazendo
E o modo que eu as faço.

Amar as minhas limitações
Como amo as minhas possibilidades
E nos meus acertos e erros,
Amar o meu projeto
Que vai se transformando em obra
No trabalho da construção de mim mesmo.

Às vezes gostar de mim é um desafio
Uma prova de fogo
Que revela se eu realmente me amo
Ou apenas finjo amar-me.

Gostar de mim quando erro
Quando fracasso, quando não dou conta
Quando não faço bem feito
E ainda encontro quem me critique
Ou zombe de mim por eu Ter sido
Apenas o que eu sou:
- Limitado, vulnerável, imperfeito, humano.

Amar-me é responder ao presente
À chamada presente.

Gostar de mim
É fazer aquilo que eu posso
Para alcançar aquilo que eu quero.



Quando eu compreendo
O que se passa comigo
Posso compreender o que se passa com o outro
O outro deixa de ser um enigma
Quando eu compreendo o enigma que eu sou.

Eu me relaciono com as outras pessoas
Do mesmo modo como eu me relaciono comigo.
Celebro no amor a mim mesmo
O nascimento do amor pelo meu próximo.

Para lhe dizer eu te amo
Devo aprender a me dizer eu me amo.
Do contrário meu amor por você
É apenas uma desculpa
Um artifício para conservá-lo
Na minha coleção particular de objetos úteis.

Antes de você, existe Eu
Sem que isso signifique presunção
Da minha parte
Ou menosprezo pela sua pessoa.

E embora eu me sinta muito feliz
Com a sua presença
Antes de estar com você, estou COMIGO,
Não lá num lugar imaginário de encontro,
Mas AQUI.
Não ontem ou amanhã, mas AGORA.




ABENÇOA SENHOR MEUS AMIGOS


Abençoa Senhor os meus amigos
E minhas amigas e dá-lhes paz.
Aqueles a quem ajudei,
Que eu ajude ainda mais.
Aqueles a quem magoei,
Que eu não magoe mais.

Saibamos deixar um no outro
Uma saudade que faz bem!
Abençoe Senhor meus amigos
E minhas amigas, Amém!

Luzes que brilham juntas.
Velas que juntas queimam
No altar da esperança;
Trilhos que juntos percorrem
Os mesmos dormentes
E vão terminar no mesmo lugar.

Aves que voam em bando
Versos que seguem versos
Nas rimas da vida.
Barcos que singram os mares
Até separados
Mas sabem o porto
Onde vão se encontrar.
São assim os amigos que a vida me deu.
Meus amigos e minhas amigas e eu!

Gente que sonha junto, gente que brinca e briga
E se zanga e perdoa.

Um sentimento forte
Mais forte que a morte
Nos faz ser amigos no riso e na dor.

Vidas que fluem juntas
Rios que não confluem
Mas vão paralelos;
Aves que voam juntas
E sabem que um dia
Por força da vida não mais se verão.
Resta apenas o sonho que a gente viveu.

Meus amigos e minhas amigas e eu!



A importância de ser você mesmo !

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao Mestre: - "Pôr que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Pôr que estou me sentindo assustado agora?". O Mestre falou:- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.".

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente: - "Agora você pode me responder pôr que me sinto inferior?". O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse: - "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca.houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: " Pôr que me sinto inferior diante de você? " Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.".

O samurai então argumentou: - "Isto se dá porque elas não podem se comparar.". E o Mestre replicou: Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.

Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!


A Favela da Alma
Estêvam Fernandes de Oliveira

Com justa razão, sociólogos, economistas, políticos e cientistas sociais têm se preocupado com a trágica realidade das favelas urbanas. Na verdade, elas são o retrato de uma sociedade desigual e excludente. As favelas urbanas são também a vergonha explícita da nossa iniqüidade social. Tirar o homem da favela será pois o grande desafio urbano/humanístico deste próximo milênio.

Conquanto seja deplorável ver o homem na favela, também é lamentável constatar o crescimento de uma "favela" no coração do homem. Tirar a favela de dentro do homem será pois um grande desafio para os terapeutas, teólogos, conselheiros, educadores, em fim, para todos que tem um compromisso com a existência e dignidade humana. A "favela interior" é o resultado do crescimento de um tipo diferente de pobreza, marcada pela ausência de sentimentos, valores e atitudes nobres, cada vez mais escassos em nossa sociedade materializada. Esta pobreza interior é denunciadora também de um "lixo interior" que o ser humano permite que vá se acumulando pelas esquinas da alma, ao longo da vida.

Pelo menos, três diferentes tipos de pobreza interior denunciam a existência de uma "favela" dentro de nós. Primeiro, é a pobreza de espírito, não tomada aqui como uma virtude ressaltada por Jesus Cristo, no Sermão do Monte mas, como um espírito pobre, cuja pobreza se dá pelo excesso de egoísmo, maldade, mesquinhez, avareza, arrogância e outros sentimentos desta natureza. Alguém pode ter muito dinheiro, bens ou propriedades, todavia, se possuir um espírito pobre, vive numa grande miséria. São pessoas desprovidas da verdadeira riqueza, que é a riqueza do "ser", onde os sentimentos, valores e atitudes nobres constituem o maior patrimônio.

Uma segunda pobreza interior que denuncia a "favela" que habita em nós, é a pobreza espiritual. É o coração humano vazio de fé, esperança, em fim, vazio de Deus. A ausência de Deus no ser humano empobrece a sua vida. A fé é de um valor imensurável e enriquece a existência na medida em que liberta a vida dos limites da matéria, abrindo as cortinas do infinito e do sobrenatural. "Tudo é possível ao que crê".



Por fim, a "favela" que existe dentro do homem é fruto também da pobreza afetiva provocada pela ausência do amor. Quem não ama vive mergulhado numa verdadeira miséria existencial, desprovido de tudo que dignifica e enobrece a vida. Até a religião sem amor se transforma em fanatismo e radicalismo. O amor produz a compaixão, o perdão e a solidariedade. O amor enriquece a vida!


Esforçar-se para tirar o homem da favela e tirar do seu caminho o lixo que a sociedade produz é uma tarefa tão nobre quanto urgente. Todavia, é também urgente e igualmente nobre, o esforço para retirar a "favela" de dentro do homem, e limpar a sua alma do lixo produzido pelos sentimentos mesquinhos e pela ausência de Deus. A verdadeira riqueza é a presença de Deus em nós.

Somos um banco especialista em financiar imóveis, removendo e melhorando as vilas e favelas das grandes cidades. Mas que podemos fazer, para melhorar e remover as vilas e favelas do coração das pessoas, tornando-as mais belas junto a si mesmas ou a comunidade???


Terça-feira, Setembro 10, 2002


Hoje recebi a visita do meu classmate Eduardo. Very well guy visite me more shortly.


http://vidanova.terra.com.br/

No endereço ai em cima para quem gosta de esoterismo, textos legais e mensagens fantásticas, acredito que voces vão gostar da dica. Aproveitem e enviem aos seus amigos.




Me Jane, you Tarzan
Thais Delboni


Charuto na mão, ombros erguidos, nariz empinado. Viva o macho, do alto de sua auto-suficiência gerada no seio da malta! Tão fortes, seguros, agressivos... Nutridos por seus iguais tornam-se deuses e senhores de todas as coisas. Apiedam-se dos devaneios e emoções confusas de suas parceiras, reservando-se o direito de interpretarem, avaliarem e julgarem os sentimentos alheios como se fossem mestres em psicologia humana e na alma feminina.

Grandes homens que diante das próprias dificuldades emocionais, correm tal qual garotos aos braços daquelas que, frágeis e instáveis, são agora seu porto mais que seguro. Com olhinhos de meninos assustados, encontram nas “despóticas” mentes femininas, o apoio, o aconchego e o espaço sereno para que suas angústias se desvaneçam.


continuação

Pobres mulheres que amam esses homens! Esperam demais, querem demais, exigem demais e decepcionam-se demais. Amam homens nobres, mas convivem com meninos egoístas. Abrem suas almas a uma pessoa e são expostas a tantas outras que nem sequer imaginam.

Entretanto as relações continuam...

Afinal, também são elas carentes, passionais e possessivas. Querem dedicação irrestrita, juras de amor e fidelidade. Buscam nos braços fortes o aconchego que as faça sentirem-se as mais belas, importantes e amadas criaturas sobre a face da Terra. E ai do homem que não cumprir essa missão!

“Tortura” emocional altamente elaborada com o uso das meias palavras, o dito pelo não dito, as livre interpretações, o silêncio e o derradeiro ar de menina ferida, são armas poderosas para se conseguir – da pior maneira possível – aquilo que se quer: ser o centro da vida dele e a razão de suas vidas. Quanta presunção!

Pobres homens que amam essas mulheres! Esperam demais, querem demais, exigem demais e decepcionam-se demais. Apaixonam-se por anjos e sonham com princesas, mas encontram meninas inseguras. Esforçam-se por dizer as coisas certas, porém quase sempre é tarde demais.

Triste vida onde os falsos encontros e os inúmeros desencontros – quer para os homens, quer para as mulheres – dificultam, atrapalham, impedem ou simplesmente adiam o melhor final e o único aspecto real em toda essa história: saber, sentir, viver e dizer AMO VOCÊ!

Thais Delboni é Psicóloga, trabalha há 16 anos com Crescimento Pessoal e Organizacional, atuando como consultora, psicoterapeuta, professora, terapeuta floral e escritora.
Email: thais@vidanova.com


Veja em que número você reconhece suas características:

Isso é um pouco do Eneagrama

1 - Crítico de si mesmo e dos outros. Convencido de que existe apenas um caminho correto. Sente-se eticamente superior. Protela por medo de cometer um erro. Usa muito os verbos "precisar" e "dever". Pensa sempre ter razão.
2 - Sempre quer dar e ajudar, gosta de elogios, busca ser amado e apreciado, tornando-se indispensável para a outra pessoa. Empenhado em satisfazer as necessidades alheias.

3 - Carreirista, competitivo, seguro de si, busca ser amado poe seu desempenho. Obsecado pela imagem de vencedor e pelo status competitivo. Mestre em aparência.

4 - Romântico, atraente, atraído pelo inacessível, o ideal nunca é aqui e agora. Concentrado no amor ausente, na perda de um amigo.

5 - Pensador, observador, mantém distância emocional dos outros, protege a privacidade, sente-se esgotado por compromissos e pelas necessidades alheias, desligado das pessoas, sentimentos e coisas.

6 - Legalista, acredita em hierarquia, zeloso, responsável, dependente, medroso, atormentado pela dúvida, o pensamento substitui a ação. Identifica-se com causas de injustiça social. Anti-autoritário, vive imaginando intenções ocultas.

7 - Otimista, generalista, impulsivo, amante volúvel e descartável, superficial. Tem problemas com compromisso, quer manter as opções em aberto. Tem interesse por tudo.

8 - Lider, chefe, ditador, seguro de si e extremamente protetor. Toma a defesa de si mesmo e de amigos, adora uma briga, precisa estar no controle. Faz contato através do sexo e de confrontação face-a-face. Estilo de vida excessivo.

9 - Pacificador, intermediário, obsessivamente ambivalente, conhece as necessidades alheias melhor do que os próprios; tendência ao devaneio, sem a certeza de que quer estar aqui ou não. A raiva sai por caminhos indiretos. É agradável.


Livre Pensar
por Marcelo Herrera Gonçales

Aceitar a natureza dos fatos e a naturalidade das manifestações pode ajudar a derreter posturas cristalizadas e a quebrar preconceitos que se baseiam em observações sem fundamentos
Bom dia!!! Sorria para essa manhã maravilhosamente nublada e chuvosa!
Pode soar esquisito alguém considerar bela, uma manhã nublada e chuvosa. Normalmente o que se diz é: "Que dia feio!"; "Que manhã horrível!"; "O tempo hoje está ruim."; "Chovendo de novo?!!", etc. Poucos são aqueles que compreendem conscientemente as razões da mãe Natureza quando ela se apresenta de maneira diferente do esperado. É como se ela tivesse, por obrigação, que atender às expectativas de todos. Pois é, nem mesmo em sua absoluta perfeição, a Natureza consegue imunizar-se das críticas. Mas ela vai cumprindo o seu papel, buscando o próprio equilíbrio e a transformação contínua do globo, fazendo-o girar e promovendo a vida na Terra.
Sorria, então, para a Natureza. Para que você possa ver toda a beleza e esplendor das chuvas, do alvorecer, das noites escuras e sem luar, assim como das noites estreladas de brandas brisas. Sorria e procure compreender seus fenômenos como naturais e necessários. Só assim, conseguirá ver o arco-íris e entender seu colorido.


continuação
Assim como a natureza, são as pessoas (que são parte dela). Olhe para os lados e veja as pessoas. Cada qual concentrada numa atividade. Quantas coisas estarão se passando no interior de cada uma delas? Pensamentos, preocupações, incertezas, medos, euforia, angústias reprimidas, desejos, ansiedades, conflitos... Aí, então, a gente se dá conta de que, tanto eu quanto você, passamos por essas mesmas tempestades a todo momento.
A luta, desse modo, é travada internamente. Cada qual precisa buscar, incansavelmente, o equilíbrio necessário à felicidade e à paz de espírito. Essa tarefa, além de ser extremamente árdua e dolorosa, conta com um inimigo implacável: a intolerância e a incompreensão daqueles cujo prisma mental se converge fundamentalmente para os aspectos negativos dos outros, em detrimento de seu colorido e de sua beleza interior.
A mesma coisa pode ocorrer comigo e com você. Algumas vezes, tornamo-nos vítimas dessa crueldade, outras somos os próprios algozes, mesmo sem ter consciência disso.
Sabe aquele colega com pose autoritária e prepotente? Quem sabe por trás dessa pose toda não se esconda uma pessoa assustada e insegura? E aquele outro, com verniz de egoísta e individualista! Quem sabe tudo o que ele precisa é de um convite à participação e à troca, sem sentir-se usado pelos outros... E aquele, então, escondido numa redoma de isolamento! Talvez lhe falte apenas uma mão confiável estendida... E o outro, atrás daquela máscara de expressões indecifráveis, quantos foram os tapinhas nas costas enquanto tapetes lhe eram puxados sob seus pés? Será que ele não desejaria encontrar um amigo de verdade e, assim, poder mostrar-se exatamente como é, isento da insegurança de ser novamente traído por ter sido verdadeiro?


continuaçãoQuantas vezes as pessoas nos machucam e nos magoam com palavras, gestos e olhares?

E eu? E você? Quantas vezes ferimos os outros com palavras que não queríamos dizer, com olhares desconcertantes de reprovação, com gestos que atingem, mesmo sem maldade?
Quando nos damos conta, percebemos um ciclo vicioso (como uma bola de neve) que anula, muitas vezes, um ambiente de confiança, de cooperação, de respeito, de tolerância e compreensão, e que nos deixam sem saber quem "sacou as armas primeiro", quem "deu o primeiro tapa", "quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha".
Vamos reaprender a rir de nossas limitações (para podermos superá-las sem traumas) e a compreender os motivos dos outros. Olhe pela janela e agradeça à mãe Natureza pela chuva, na espera do arco no céu e do germinar da semente da vida na terra. Olhe ao seu redor e sorria aos seus colegas, num gesto de aprovação incondicional de que somos tão imperfeitos quanto eles.
E, então, agradeça a Deus por estar aqui, refletindo sobre essas coisas e por ter, ao seu redor, pessoas que, de tão diferentes e cobertas de defeitos (a serem corrigidos na medida de seu amadurecimento), assim como você e eu, tornam-se especiais, únicas, indivisíveis e maravilhosamente complexas.
Sorria... E receba um sorriso... Estenda a mão e jamais se esqueça de que todos nós somos filhos da Natureza.






Se você tiver curiosidades sobre o assunto acesse o endereço http://www.idhi.org.br/_Eneagrama/Eneagrama/eneagrama.html que é um dos que trás muitas coisas sobre o mesmo.


Considerações sobre o Eneagrama

As idéias da parte referente ao eneagrama planetário têm muito em comum com o pensamento da Nova Era, mas encerram uma mensagem especial para aqueles grupos que estão buscando se preparar para os futuros tempos de perturbações.

Por mais diferentes que sejam os modos como tais grupos vêem a situação e por mais conflitantes que possam parecer suas devoções específicas, é necessário que eles se conheçam mutuamente e partilhem, tanto quanto possível, sua experiência e compreensão. Não há caminho exclusivo na direção da verdade, nem mesmo um caminho melhor, embora cada um de nós pense assim.

O Trabalho, como a Natureza, produz uma quantidade enorme de sementes e as espalha por toda a parte para garantir que, embora muitas possam cair a beira da estrada, no seu tempo a colheita virá. Devemos fecundar nossas próprias sementes, mas nem por isso desprezar as dos outros.


continuaçãoÉ preciso consciência de que “Conhecer é conhecer tudo; não conhecer tudo é não conhecer. Para conhecer tudo é preciso conhecer muito pouco, mas, para conhecer esse pouco, é preciso primeiro conhecer muito”. O eneagrama é uma experiência desse pouco, mas para compreende-lo, precisamos de muita experiência.

Ele pode se tornar para cada um de nós uma fonte inesgotável de compreensão e inspiração, porque permite que os nossos processo de pensamento se ajustem tanto à forma do mundo como à do nosso próprio ser. Ele é um instrumento que nos permite ver quando e de que modo os eventos se ajustam às leis cósmicas e reconhecer, assim, o que é possível e o que não é possível nos empreendimentos humanos.

O eneagrama é um instrumento que nos ajuda a adquirir uma percepção e uma ação mental triádicas. Enquanto nossos processos mentais comuns são lineares e seqüenciais, o mundo em que vivemos é tríplice. A triplicidade é uma das Leis Cósmicas Sagradas fundamentais” e deve ser estudada por todo aquele que quer compreender-se a si mesmo e compreender o mundo no qual vive.


Continuação
Achamos difícil ver o conjunto do que está ocorrendo dentro de nós e à nossa volta, porque nosso pensamento é linear, o que significa pensar ao longo de uma só linha ou por associação. Deixamos escapar episódios importantes e não podemos compreender como é que os processos seguem o caminho que seguem. Quando as coisas vão mal, é raro

sabermos onde ou como corrigi-las. Isso não é uma desvantagem séria, quando pensamos nos processos que são por si mesmo lineares, tais como a maioria dos que ocorrem no mundo material. No entanto, é um fracasso, quando tentamos pensar no homem e nas suas ações, porque essas coisas não são lineares.

O homem é muito complexo e sua vida é sempre constituída de diferentes processos que não podem ser separados sem deturpação. Para pensar de maneira satisfatória sobre o homem temos que ir além do pensamento linear a fim de ver a coesão interior. O mundo espiritual é absolutamente não-linear; por isso não podemos, de forma alguma, pensar nele de maneira comum.

Temos, portanto, que encontrar uma nova maneira de pensar. Para mudar nossa maneira de pensar, devemos reconhecer, antes de tudo, que não se trata de olhar a um só tempo várias linhas diferentes, mas de reconhecer que há uma estrutura no que se está olhando. A estrutura pode ser imperfeita mas, se não estivesse presente de algum modo, não poderíamos compreender nada.




TUDO PASSA

Martha Medeiros


Meus amigos, não sei se tenho razão mas uma das músicas mais bonitas da MPB é aquela composta pelo Nelson Motta e cantada pelo Lulu Santos, que diz que na vida tudo passa, tudo sempre passará, como uma onda no mar. Linda. Mas é mentira. A garota está sofrendo o diabo porque brigou com o namorado e a mãe consola com a frase de sempre: vai passar. O garoto levou bomba no vestibular e o melhor amigo diz: na próxima vez você passa. Analisando superficialmente, é verdade, todas as nossas dores, um dia, cessam. Para dar lugar a novas dores. Tudo passa? Nada passa!

Apenas, o que acontece, é isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão até o fim dos nossos dias. Elas não passam. Elas ficam. Elas aninham-se dentro da gente, o que não deve servir de motivo para pularmos de uma ponte. Mario Quintana escreveu que nós somos o que temos e o que sofremos. Sem dor, sem vida interior.

Realmente, não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeças da nossa vida, um quebra-cabeças de 100.000 peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, aquela festa para a qual você não foi convidada, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é.

Assim não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando menos você esperar, ela vai ser necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.




O I N T I M I D A D O R

Incrível como pode ser, mas os Intimidadores conseguem que todos prestem atenção neles por meio de uma atitude espalhafatosa, da força física, de ameaças ou de explosões inesperadas. Eles mantém todo mundo nervoso, com medo de desencadear comentários embaraçosos, irritação, e, nos casos extremos, acessos de cólera.

Na verdade, a energia avança na direção dessas pessoas por causa do medo e da desconfiança do “evento seguinte”. Os Intimidadores sempre dominam a conversa. Eles nos fazem sentir receosos ou ansiosos.

Totalmente egocêntricos, o comportamento dessas pessoas pode variar entre a mania de mandar em todo mundo, falar continuamente, Ter um comportamento autoritário, ser infalível e sarcástico, e ser violento.

Inicialmente eles envolvem os outros criando uma aura de poder. Cada um dos quatro dramas de controle cria uma dinâmica específica de energia chamada de drama combinado. Por exemplo, o drama combinado criado por um Intimidador é basicamente o Coitadinho de mim – uma dinâmica de energia extremamente passiva.

Mas o Coitadinho de Mim, sentindo que o Intimidador está lhe roubando energia numa escala assustadora, tenta interromper o intercâmbio ameaçador assumindo uma atitude submissa e indefesa como: “Olhe só o que você está fazendo comigo.

Imagine, pense que sou muito fraco, por isso, não me magoe. “O Coitadinho de mim está tentando fazer o Intimidador sentir-se culpado a fim de interromper o ataque e recuperar o fluxo de energia.

De certo modo, temos quase certeza que os Intimidadores são provavelmente os indivíduos mais desligados da energia universal

A outra possibilidade para um drama combinado é o contra-Intimidador.


Deste drama, o resultado que ocorrerá se a atitude do Coitadinho de Mim não funcionar, ou, o que é mais provável, se a personalidade da outra pessoa também for agressiva, é uma grande confusão.

O que não se imagina é as cenas desta pessoa reagindo ao Intimidador original. Se seu pai ou sua mãe tiver sido um Intimidador, é bem provável que um dos pais dele ou dela tenha sido um Intimidador ou um passivo Coitadinho de Mim.

Raiva, enfim é o que pode resultar deste drama combinado e o que é certo também é que com vontade de se vingar o Intimidador sempre diz lá no seu interior: “Você não é capaz de me magoar. Eu o enfrentarei.


Cassiano Leonel Drum – Profecia Celestina



NÃO POSSO DIZER
"PAI NOSSO"
Não posso dizer "Pai Nosso", se não vejo em todos os homens irmãos meus.
Não posso dizer " Que estais no Céu", se o que me preocupa são só os bens da terra.
Não posso dizer " Santificado seja o vosso nome", se minha vida cristã é falsa.
Não posso dizer "Venha a nós o vosso Reino", se não deixo o amor de Deus crescer em mim.
Não posso dizer "Seja feita a vossa vontade", se o que me importa é só o que eu quero.
Não posso dizer " O pão nosso de cada dia nos dai hoje", se não sou capaz de repartir o pão com os necessitados.
Não posso dizer " Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido", se minha vida é permanente ofensa à justiça e à caridade.
Não posso dizer " E não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal", se fecho os olhos e fujo de minhas responsabilidades na construção de um mundo melhor.
Não posso dizer " Amém", porque minto, se não aceito tudo isto.


Continuação do texto do Frei Betto recebido do meu amigo Agelino Rogério o homem que atende ao FIES - Financiamento Estudantil dos alunos da UNICRUZ. Grande Angelino, músico, poeta e outros qualificativos a mais. Homem viajado por esses mundos, tendo oportunidade de se apresentar até lá pela nossa Pátria Mãe - Portugal.

Ensina a teu filho evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que tenta nos incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética.

Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e Frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Helder Camara e Chico Mendes.

Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz se unir-se àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.

Ensina a teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem, e se a maioria tiver a mesma reação será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito.
Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.


ENSINA A TEU FILHO

Frei Betto


Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros como Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro, que revelou na mídia seu contracheque de parlamentar e devolveu aos cofres públicos jetons de procedência duvidosa.

Saiba o teu filho que, no monolito preto do Banco Central, em Brasília, onde trabalham cerca de 3.000 pessoas, a maioria é honrada e, porque não é cega, indignada frente a maracutaias de autoridades que deveriam primar pela ética no cargo que lhes foi confiado.

Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes, e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.

Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais férteis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou, mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.

Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas e prédios públicos são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de suas vidas no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória, que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.


Segunda-feira, Setembro 09, 2002



Procura-se em vão por exemplos do homem de consciência simples em nosso mundo ocidental, tão complexo. Frequentemente, projetamos esse tipo de consciência em minorias de cor e nas mulheres - e depois nos queixamos das consequências.

Pesquisando-se sobre a palavra Happy (feliz) descobre-se que ela deriva do verbo to happen (acontecer). Em outras palavras, felicidade deve ser encontrada simplesmente na observação daquilo que acontece. Se você não é capaz de ser feliz nem com a perspectiva de almoçar, não será feliz com nada. O que acontece é a felicidade.

Sobre isso há uma bela história que se conta sobre Madre Tereza de Calcutá. Um repórter, a muito custo, havia conseguido marcar uma entrevista com essa freira católica que tanto impacto havia causado na India, por cuidar dos pobres e moribundos. Ao entrar em sua sala modesta, foi logo explodindo:
Que horror, Irmã! Dez mil refugiados invadem Calcutá a cada dia, vindos da sitiada Bangladesh, e não hã nem alimento nem teto para eles!
- Não retrucou Madre Tereza -, é maravilhoso.Veja, ele acabou de comer.
Ela tinha nos braços uma criança esquálida, a qual acabara de alimentar com uma colher de leite. Uma verdadeira santa, manifestando uma forma de consciência iluminada: havia presenciado um milagre e encontrara esperança e razão para viver naquele fato presente.
O repórter, certamente um homem de consciência complexa, estava perdido na situação que o envolvia, somente vendo o horror e a falta de sentido.


Existe uma parábola Zen que diz: "Quando eu era jovem e livre, as montanhas eram montanhas, o rio era o rio, o céu, o céu. Quando perdi o rumo, as montanhas não eram mais montanhas, o rio não era mais o rio, o céu não era mais o céu. Quando porém, atingi o satori" - o nome zen para designar iluminação - "as montanhas voltaram a ser montanhas, o rio novamente voltou a ser o rio e o céu uma vez mais era o céu".




Espero que o entrelacos esteja conseguindo ser util, porque a utilidade é um dos seus objetivos.




A FELICIDADE

Muitos de nós estamos procurando o tesouro escondido.
E, assim, uns fogem de casa para serem felizes.
Outros fogem para casa em busca da felicidade.
Uns se casam pensando em serem felizes.
Outros se divorciam para serem felizes.
Uns desejam viver sozinhos para serem felizes.
Outros desejam possuir uma grande família a fim de serem felizes.

Uns fazem viagens caríssimas buscando a felicidade.
Outros trabalham além do normal também, buscando a felicidade.
Uns desejam ser profissionais liberais para comandar a sua própria vida
E poderem ser feliz.
Outros desejam ser empregados para ter a certeza do salário no final do mês e, assim, poderem ser felizes.

Outros ainda, desejam trabalhar por comissão, assegurando que o seu esforço se transforme em melhor remuneração e assim serem felizes.
É uma busca infinita.

Anos desperdiçados.
Nunca a lua está ao alcance da mão.
Nunca o fruto está maduro.
Nunca o carinho recebido é suficiente.

Mas, há uma forma melhor de viver!!
A partir do momento em que decidirmos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim.
É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa.

E jamais está a venda.
Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós mesmo, é inútil procurar em outra parte.
Sempre que dependemos de fatores externos para ter alegria, estamos fadados à decepção.

A felicidade não se encontra nas coisas exteriores.
A felicidade consiste na satisfação com o que temos e com o que não temos.
Poucas coisas são necessárias para fazer o homem sábio feliz, ao mesmo tempo em que nenhuma fortuna satisfaz a um inconformado.

As necessidades de cada um de nós são poucas.
Enquanto tivermos algo a fazer, alguém para amar, alguma coisa para esperar, seremos felizes.




Esse texto é, talvez, bem conhecido, contudo com acróstico assim, acredito que ainda não e por isso reparto com vocês.

Aprendi que se aprende errando. Que crescer não significa fazer aniversário. Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem. Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.

Pode ser que as pessoas não acreditem mas aprendi que amigos a gente conquista mostrando o que somos. Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim. Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.

Reclamando aprendi que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela. Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.

E aprendi que amar significa se dar por inteiro. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos. Que se pode conversar com estrelas. Que se pode se confessar com a Lua.

Nas muitas viagens que fiz, aprendi que se pode viajar além do infinito. Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde. Que dar um carinho também faz e que fazer alguém feliz pode nos fazer sentir também a maior felicidade.

De tudo quanto sonhei aprendi que sonhar é preciso. Que se deve ser criança a vida toda apesar da idade e que nosso ser é livre em que pesem alguns grilhões, muitas vezes querem acorrentá-lo..

Imperiosamente aprendi que Deus não proíbe nada em nome do amor. Que o julgamento alheio não é importante. Que o que realmente importa é a Paz interior. E finalmente, aprendi que não se pode morrer, para se aprender a viver.


!

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga-lume que só vivia para brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse à cobra:
Posso fazer três perguntas?
- Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então por que você quer me comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR.....

Pensem nisso e selecionem as pessoas em quem confiar.


Nesse endereço você encontra uma instituição com vocação para ensinar e pelos resultados práticos dos concursos, também bem eficiente. http://www.idc.org.br/home/conheca.htm


http://www.bonecadetrapo.hpg.ig.com.br/index2.htm - Neste endereço nós encontramos músicas, aliás a entrada trás a música What A Wonderful World com a letra traduzida, inclusive. Só pela música já vale clicar nesse endereço, mas depois lá dentro dá para navegar, navegar. É admirável como existe bom gosto sem que se tenha extravagâncias.

Que Mundo Maravilhoso!
Louis Armstrong

Eu vejo árvores verdes, rosas vermelhas também,
Eu vejo-as florescer para eu e você,
E eu penso comigo mesmo: "Que mundo maravilhoso!"

Eu vejo céus azuis e nuvens brancas,
O resplandescente dia abençoado, a escura noite sagrada,
E eu penso comigo mesmo: "Que mundo maravilhoso!"

As cores do arco-íris, tão lindas no céu,
Estão também nos rostos das pessoas passando ao lado.
Eu vejo amigos apertando as mãos, dizendo "Como vai você?"
Eles realmente estão dizendo "Eu amo você".

Eu ouço bebês chorando, eu observo-os crescerem.
Eles aprenderão muito mais do que eu jamais saberei.
E eu penso comigo mesmo: "Que mundo maravilhoso!"
Sim, eu penso comigo mesmo: "Que mundo maravilhoso!"

E no original

What A Wonderful World
Louis Armstrong
I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself what a wonderful world.

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself what a wonderful world.

The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands saying how do you do
They're really saying I love you.

I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more than I'll never know
And I think to myself what a wonderful world
Yes I think to myself what a wonderful world



Lendo o blog do Dennis, senti toda a sua ira contra os posers, para quem não sabe do que tata-se sugiro, visitar o endereço http://www.cadernomagico.blogspot.com/.


Domingo, Setembro 08, 2002


TIM promete celular mais barato e moderno com GSM

Empresa espera conseguir autorização da Anatel ainda este mês
Imagine um telefone celular com maior velocidade de acesso à internet e cobertura internacional, sem que se tenha de pagar mais por isso. Essa tecnologia está disponível no Brasil e deve chegar ao Paraná em breve ( e no RioGrande, quando), com a entrada da TIM na operação da tecnologia GSM (Global System for Mobile Communications, sistema global para comunicações móveis).

Esse sistema de telefonia celular, bastante usado no resto do mundo, deve oferecer ao consumidor vantagens em preços e variedade de aparelhos. "O GSM é a tecnologia mais difundida no mundo hoje, com mais de 600 milhões de usuários e um grande trabalho no desenvolvimento de novos produtos. Por isso, a tendência é o consumidor ter acesso a aparelhos mais evoluídos e mais baratos", prevê o presidente da TIM Sul, Álvaro Morais.

A variedade e sofisticação dos celulares GSM que devem ser oferecidos vai desde aparelhos simples, mais voltados para a transmissão de voz, até aqueles que permitem a transmissão de imagens e vêm com câmera digital embutida. Os preços dos aparelhos, segundo o diretor de comunicações móveis da Siemens Brasil, Humberto Cagno, podem ser entre 20% a 30% mais baratos que os de mesmo porte das outras tecnologias. As tarifas também podem cair, mas Morais diz não acreditar que haja uma queda muito grande. "A tendência são os preços serem mantidos, sem repasse do aumento da inflação, o que acaba significando diminuição", afirma o presidente da operadora.

Segundo ele, o sistema GSM a ser implantado pela TIM vai permitir maior velocidade de acesso à internet e a transmissão de textos e até imagens. Mas o ganho de velocidade é ainda maior com a evolução para GPRS (General Packet Radio Services, serviços de transmissão por pacote), uma ferramenta acoplada ao GSM que permite acesso à internet duas vezes e meia mais rápido do que com um telefone fixo. Essa tecnologia permite transmissão de dados, imagens e pequenos vídeos. O GPRS está em operação em Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, onde a operadora é a Oi, do grupo Telemar.


"Outro diferencial do GSM é que nesse sistema você não compra uma linha, compra um chip", diz Morais. O SIMCard é uma pequena placa onde estão armazenados a linha, os créditos, a agenda e os dados de configuração do celular. Esse chip é acoplado na parte de trás de qualquer aparelho GSM. "Quando a bateria do seu celular acaba, você pode tirar o SIMcard, colocá-lo no aparelho de uma outra pessoa e usar como se fosse o seu. Além disso, por ser totalmente digital, o celular GSM não é passível de clonagem", explica o presidente da operadora.

Cobertura

Quando a TIM começar a operar o GSM, caminhará no sentido de oferecer cobertura nacional. A TIM, de acordo com Álvaro Morais, dará prioridade, inicialmente, às capitais e principais cidades onde a empresa ainda não tem cobertura e em que a Oi também não atua. As duas operadoras já assinaram contratos de roaming (utilização da rede uma da outra). Hoje a Oi está presente em 14 estados, do Rio de Janeiro ao Amazonas.

Além de cobertura nacional, há também a internacional. O GSM é o sistema adotado em 179 países e o chip SIMcard funciona em todos eles. Quem viajar ao exterior com um celular desse tipo poderá utilizá-lo em todos os países que tenham acordo com a operadora brasileira.


Quem tem celular TDMA (Time Division Multiple Access, acesso múltiplo por divisão de tempo), atual sistema da TIM, não precisa se preparar para trocar de aparelho. O presidente da TIM Sul afirma que as duas tecnologias, TDMA e GSM, serão mantidas paralelamente por muitos anos.

A empresa não divulgou ainda um cronograma de implantação da nova tecnologia, pois espera a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para poder operar em todo o país. Mas o presidente da Telecom Itália, controladora da TIM, Giorgio della Seta, afirmou que a operação pode começar ainda este mês.

No Paraná, a entrada do sistema ainda não tem data prevista. Mas, de acordo com o presidente da TIM Sul, as principais cidades do país serão cobertas ainda este ano.

Sem migração

TDMA está estacionado

Para o diretor de comunicações móveis da Siemens Brasil, Humberto Cagno, o TDMA, sistema usado pela TIM atualmente, é uma tecnologia morta. "Os geradores de novas tecnologias não estão mais trabalhando com esse sistema e ele vai acabar sendo descontinuado", diz. O TDMA, que é de segunda geração, não permite uma migração para a geração seguinte (2,5G). Já o CDMA e o GSM permitem. A entrada da TIM no mercado com o GSM fará com que outras operadoras comecem a pensar na migração, para enfrentar a concorrência", afirma Cagno.

Deise Roza


FINANCIAMENTO - Dinheiro com juro que varia de 2,5% a 2,9% ao mês pode ser liberado em até dez dias

Caixa abre crédito para microempresa

Recursos somam R$ 200 milhões para o Paraná e R$ 100 milhões para a Grande Curitiba.
As pequenas e microempresas do Paraná contam a partir desta semana com recursos de R$ 200 milhões da Caixa Econômica Federal para financiarem suas vendas ou aplicarem em capital de giro, com taxas bastante atrativas. Só para Curitiba e região metropolitana, as agências da Caixa têm à disposição dos interessados R$ 100 milhões. O dinheiro é liberado em até 10 dias.

Segundo o gerente de Mercado da Caixa, Arielson Bittencourt, ao destinar recursos para as pequenas e microempresa a instituição tem como objetivo melhorar a situação destes estabelecimentos, dar condições para que possam melhorar a rentabilidade e gerar mais empregos.

Para obter o financiamento, o micro ou pequeno empresário não precisa ser cliente da Caixa. Basta que a empresa esteja operando há mais de um ano, não tenha restrições cadastrais e que apresente capacidade de pagamento para a linha de crédito pretendida.

O limite do financiamento, explica Bittencourt, dependerá do faturamento da empresa e da sua capacidade de pagamento. "A Caixa sabe que está chegando o fim de ano e como há dificuldade de comprar à vista, optou por abrir nova linha de crédito para que o empresário possa financiar as suas vendas ao consumidor", destaca o gerente de Mercado da Caixa.

Juro

O custo da linha de crédito para a micro e pequena empresa financiar suas vendas é de 2,5% ao mês. Para capital de giro o juro estipulado pela Caixa é de 2,9% mensais. O prazo para as operações de financiamento das vendas é de 120 dias, enquanto que se o recurso for destinado para capital de giro o período de pagamento passa para 12 meses.

E no RS quanto será que foi destinado para os nossos microempresários..


A mesma empresa poderá obter simultaneamente as duas linhas de crédito da Caixa, ou seja, dinheiro para financiar vendas e para capital de giro. Não existe valor mínimo ou máximo para obtenção do crédito, destaca Arielson Bittencourt. "Tudo dependerá da capacidade de pagamento da empresa."

Segundo ele, o diferencial dessa linha de financiamento em relação aos demais bancos é que, além do juro ser menor, a Caixa não cobra a taxa de abertura de crédito.

A liberação do dinheiro também é rápida. Em se tratando de micro e pequena empresa a análise do crédito é feita nas agências da Caixa e em dez dias a operação é contratada. Para as médias empresas que também poderão pleitear o dinheiro – e que possuam faturamento acima de R$ 1,2 milhão/mês – o prazo de análise do crédito é de 30 dias.

Este ano, informa Bittencourt, a Caixa aplicou recursos próprios para as micro e pequenas empresas no valor de R$ 157 milhões. "Com isso estamos cumprindo parte do nosso papel social."

Empréstimo

A Caixa facilita o crédito para pequenas e microempresas que já podem contar com dois tipos de operações nas agências da instituição espalhadas pelo Paraná. Uma operação é para financiar a venda para clientes e a outra para capital de giro. Confira os exemplos:

Financiamento das vendas (*)
Empresa com faturamento mensal de R$ 19 mil
Despesas de R$ 14 mil ao mês
Lucro líquido mensal de R$ 5 mil
Poderá comprometer R$ 3 mil do lucro na capacidade de pagamento.
Neste caso, a Caixa poderá liberar R$ 7 mil para o empresário financiar suas vendas.
O juro será de 2,5% ao mês
O prazo de pagamento será de 120 dias

Capital de giro (*)
Empresa que fatura R$ 19 mil por mês
Despesa mensal de R$ 14 mil
Lucro líquido de R$ 5 mil
Neste caso, a Caixa Econômica Federal poderá emprestar para capital de giro R$ 25 mil.
O pagamento previsto é de R$ 2,5 mil ao mês
O prazo é de12 vezes.

(*) Sujeito a análise da capacidade de pagamento.

Mirian Gasparin


Comprtamento -GP de Curitiba de hoje
Expor sentimento é uma necessidade

A necessidade de beijar, abraçar e tocar está relacionada ao apego, uma das características do amor romântico, explica a psicóloga Lídia Weber, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A professora diz que os enamorados têm o desejo de expressar os sentimentos em locais públicos, o que não é bem aceito pela sociedade.

Segundo ela, a questão principal é a definição de limites para essas atitudes. "Os casais precisam entender que os outros não fazem parte deste relacionamento. "Se passa de dois ou três beijos e as mãos começam a participar, constrange quem está por perto", explica. Em todos os casos, ressalta ela, é fundamental assumir que algumas coisas devem ser essencialmente privadas.

Lídia acredita que os beijos não devem ser proibidos, mas aconselha os casais a evitar excessos. "Algumas sociedades são mais conservadoras. A brasileira é mais liberal que a européia, por exemplo", diz. Durante o namoro prevalece a paixão exacerbada, demonstrada através do amor romântico. "Não importa a idade, os casais querem ficar o tempo todo juntos e se tocar", diz.

Ela acredita que a maioria das cenas públicas são protagonizadas por jovens porque as pessoas mais maduras já desenvolveram mais habilidade social. Além disso, diz Lidia, a paixão diminui com o passar do tempo e com o casamento, quando a intensidade e o compromisso tendem a crescer, estabelecendo o que ela chama de amor concreto.


COMPORTAMENTO-Parques, cinemas e shoppings mantêm vigilância e tentam desestimular carinhos
Gazeta do Paraná de hoje.
É proibido beijar

Já que não há regras a medida do excesso é a reação das outras pessoas.
"Por favor, aqui não pode beijar". A frase, que soa antiga, ainda é dita em locais públicos e causa, invariavelmente, constrangimento nos casais que se empolgaram nos carinhos. Apesar de não ser proibido por lei, o beijo em praças, parques, cinemas, bares e shoppings de Curitiba está sob vigilância. O limite entre o aceito e o proibido não é claro: depende das outras pessoas que estão no local. A repressão acontece quando outros freqüentadores reclamam ou a "autoridade" – seja ela o segurança ou o policial – acha que os beijoqueiros estão indo longe demais.
Os estudantes Luís Felipe Simioni, 16 anos, e Tathiana Tonetti, 17 anos, sabem bem o que é ser abordado durante um beijo.

Luís beijava a namorada em frente à escola dela, quando um inspetor pediu para que eles parassem. "Não estávamos fazendo nada demais", reclama. Para evitar outra situação assim, eles agora não se beijam mais em frente a escola e, em outros locais, procuram ser mais discretos.

Casada há sete anos, Maria Passos, 35 anos, fala que foi abordada por um garçom, em um barzinho da moda, porque estava sentada no colo do marido. "Foi horrível. Nos levantamos na mesma hora e fomos embora", recorda.

Há sete anos na profissão, o segurança Henrique Silveira, de 23 anos, que trabalha em um shopping de Curitiba, diz que os jovens costumam se empolgar com as carícias, exigindo uma intervenção. As pessoas mais maduras não cometem excessos, pois já sabem lidar com seus sentimentos em público, analisa. O limite é ultrapassado quando a cena incomoda as pessoas que estão, por exemplo, na mesa ao lado. Silveira confessa que se sente constrangido quando tem que repreender um casal.

Marlene da Silva dos Santos, 32 anos, trabalha há seis em um cinema e além de atender na bilheteria faz a função dos antigos lanterninhas. Com a lanterna em punho ela percorre as fileiras do cinema, de olho em atitudes mais ousadas. "Na portaria já dá para notar se vai haver problema, especialmente se tem garotada muito novinha", diz. Beijos são tão comuns no cinema quanto a pipoca, mas em algumas situações – quando tem crianças ou pessoas de idade por perto – os fiscais conversam com os casais e pedem moderação.

Os guardas municipais estão nos parques e praças da capital para garantir a conservação do patrimônio, mas também desempenham o papel de guardiões da moral e dos bons costumes. Segundo a coordenação do setor, é recomendado que apenas se aproximem dos casais. A aproximação do policial por si só esfria o ânimo de 95% dos apaixonados. Se o casal insistir nos carinhos, ele deve pedir que se contenham. Em casos extremos, pode deter os enamorados e levá-los ao distrito policial.


É fantástico como um desenho ou uma charge consegue expressar tão claramente aquilo que nem sempre as palavras conseguem dizer. Assim é essa do Tacho publicado no dia 16/08 no www.jornalnh.com.br, aliás o qual leio sempre que tenho um tempinho para dar uma passeada por lá.



Quem entende o nosso sobe e desce dos preços, não me refiro só ao do gás, mas ao da gasolina, dos automóveis, do feijão, da farinha de trigo e de milho que uma vez era bem mais econômica. Tira-se um imposto aqui outro acolá, baixa uns dias, aí os fornecedores ou fabricantes resolvem de aumentar, afinal o dólar não está estacionado na casa dos R$ 3,00. E assim, acredito não há uma dona de casa que consiga acompanhar esse sobe e desce. Ainda bem que de quando em vez desce.. será...


Para quem gosta de fazer shopping via on line o endereço abaixo é uma boa pedida, pois há uma variedade bem grande de artigos, não sei se os preços são competitivos, mas para quem costuma fazer isso, não custa dar uma comparada.
http://www.amx.com.br/


Eu sei Porto Alegre pós feriado estava cheia em todos os lugares, super mercados, inclusive, com estacionamentos cheios. E considerando que já é dia 08, as pessoas ainda estão com grana, ou será um cartãozinho para daqui a 30 ou quarenta dias que está valendo


Pode ser coisa do vício, afinal já são tantos anos ou ainda para melhorar a prática ou, ainda as duas, quem sabe...

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Esse é mais ou menos igual ao anterior, mas dá para melhorar bem mas e fazer algumas coisas bem legais.


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Trabalahar com Swift é espetacular mas exige muita prática ou muito tempo para se renderizar e construir alguma coisa, mas enfim é fazendo e gastando-se tempo que se chega a prática.




Boris quase perfeito é o que escreve Tutty Vasques na sua página de humor que tem uma foto montagem fantástica dos quatro candidatos vestidos com roupa de neve.


André Forastieri, escreve na página 95 sobre o direito de copiar e distribuir sem lucrar como estou fazendo aqui e agora. A manchete é "Nós não vamos pagar nada daqui pra frente", achei fantástico. Ao invés de copyright, vamos aderir ao copyleft. Gostei e estou com voce meu caro André.


Crédito: Financiamento para pequenos empresários cresce, mas ainda é tímido
Talvez uma das melhores reportagens da ÉPOCA 225 seja o da manchete acima que ainda não está em hipertexto para colocar trechos ou mesmo toda ela aqui. Na página 59, mostra que não são bancos públicos ou ONGs que vão até os bairros de grandes cidades atrás de clientes. O chamado crédito popular cresce no Brasil através de iniciativas como a do Real ou a do Banco do Povo de Santo André, que já fêz empréstimos a mais de 2 mil microempresários da cidade paulista com a juda de um ônibus que percorre os bairros.
Narra que apesar dos avanços, o microcrédito ainda é uma gota d'agua no oceano. Cerca de 120 instituições , entre governamentais, não governamentais e privadas, atendem 158 mil clientes, emprestando R$ 200 milhões. É menos de um milésimo da carteira de crédito total mantidas pelos bancos no país e o assunto será debatido nesta semana no RJ, no V fórum Interamericano da Microempresa, promovido pelo BID. E a minha empresa que tem o perfil e vocação para isso o que estará fazendo...

Vlamidir Brandão é o jornalista que assina a reportagem.


RELIGIÃO - Páginas 76 e seguintes da Época 225 de 09 SET 02

Chá sem fronteiras

Cultos baseados no consumo de alucinógeno da Amazônia fincam raízes no Exterior

IVAN PADILLA
A origem e a força do Santo Daime


NO BRASIL

No Céu do Mapiá, no sul do Amazonas, estrangeiros aprendem os preceitos do Santo Daime
A italiana Jacqueline Knowles, estudante de dança contemporânea de 27 anos, visitou o Brasil durante uma viagem de férias, em 1997. Na Bahia, conheceu o Santo Daime, uma religião genuinamente brasileira, baseada no consumo da ayahuasca, um chá de propriedades alucinógenas feito com plantas da Floresta Amazônica. Dois anos depois, Jacqueline se mudou para São Paulo, onde começou a participar com assiduidade dos rituais da doutrina. Após uma temporada de seis meses, voltou para a Itália – mas não precisou abandonar os cultos. Passou a freqüentá-los em Assis, terra de São Francisco, a apenas 170 quilômetros de Roma.





Jacqueline é uma das cerca de 1.000 pessoas que atualmente seguem a religião do Santo Daime no Exterior. Os daimistas estão presentes em 20 países – Itália, Espanha, Alemanha, França, Inglaterra, República Tcheca, Holanda, Suécia, Dinamarca, Irlanda, Portugal, Suíça, País de Gales, Bélgica, Estados Unidos, Japão, Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia. São, em sua maioria, jovens urbanos, bem-nascidos e com boa instrução. No Brasil, há por volta de 3 mil seguidores espalhados por cidades de todos os Estados. A comunidade daimista italiana se reúne na igreja construída no jardim da casa em que moram sete adeptas da seita. Os poucos mas fiéis devotos italianos atendem aos preceitos estabelecidos no coração da Floresta Amazônica. Com o tradicional uniforme branco, conhecido como farda, homens de terno e mulheres de vestido varam a noite cantando hinos de tom monocórdico. Os temas são religiosos. Fala-se em Jesus, Maria, José – e também no rei Salomão e em Iemanjá. O sincretismo daimista mistura crenças e símbolos do catolicismo, do candomblé, do espiritismo e do judaísmo. Assim como o árabe é sagrado para o islamismo, o português é a língua oficial do Santo Daime. Entoados por estrangeiros, os hinos são marcados pelo sotaque. Em intervalos regulares, eles fazem uso da ayahuasca, a bebida de cor de terra e gosto amargo.


Preparada a partir do cipó-jagube e da folha chacrona, próprios da floresta equatorial, a ayahuasca induz estados alterados de percepção. A ingestão do líquido costuma provocar vômitos e diarréia, mesmo em usuários de longa data. De acordo com depoimentos dos adeptos, depois da 'limpeza do organismo' atinge-se um estágio chamado de miração. Segundo os daimistas, é quando se entra em contato com o Espírito Santo e tem início um processo de autoconhecimento e melhor compreensão do mundo. 'O Santo Daime me ensina a levar uma vida mais saudável e feliz', relata Jacqueline.

A doutrina do Santo Daime foi criada por Raimundo Irineu Serra, um seringueiro de origem maranhense, encarregado de demarcar os territórios brasileiros da Região Norte. Nascida nos arredores da Basiléia, no Acre, na década de 20, foi adotada inicialmente por índios e caboclos, mas não ficou presa aos limites da floresta. Com o passar dos anos, migrou para as capitais nortistas, chegou aos grandes centros urbanos e se espalhou para o resto do mundo. Hoje, está presente em meios cultos e nas universidades.

Como centenas de estrangeiros, a italiana Jacqueline aprendeu os fundamentos da doutrina durante uma visita à vila do Céu do Mapiá, a Jerusalém do Santo Daime. Escondido no sul do Amazonas, o povoado foi construído por adeptos da seita no início de 1983. De lá para cá, tornou-se um centro de peregrinação. 'A religião despertou interesse devido ao consumo do chá', conta a antropóloga Beatriz Labate, organizadora do livro recém-lançado O Uso Ritual da Ayahuasca. Segundo ela, no fim dos anos 80 e início dos 90, mochileiros e hippies começaram a ouvir histórias de um povo da Amazônia que tinha por hábito tomar uma bebida alucinógena. Em busca de mais um barato, encontraram uma religião.

Para os seguidores de nacionalidades diversas, o Santo Daime acaba sendo uma porta de entrada para uma nova cultura. 'Traduzimos alguns hinos para o francês para compreender a letra. Dessa maneira aprendemos também o português', conta o professor de matemática Jean-Phillippe Fabre, de 46 anos. Fluente na língua portuguesa, ele conheceu a doutrina em Marselha, em solo francês, há quatro anos. Mais tarde, começou a freqüentar os cultos da igreja de Portes Les Valences, a 80 quilômetros ao sul de Lyon. Como bom embaixador da doutrina, passou uma temporada no Céu do Mapiá, onde participou de atividades como colheita e maceração do cipó, aprendeu a origem dos dogmas e capacitou-se para divulgar os ensinamentos de mestre Irineu.


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Existem coisas que a gente cria e depois não encontra mesmo a razão ou utilidade e esse trabalho, talvez seja uma dessa coisas.


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Faço todos os anos no dia 19 de janeiro e portanto sou Capricorniano aniversário. Em 2012 não sei que dia da semana cairá meu aniversário. Então uso o calendário acima com míseros kbites e fico sabendo o dia para preparar a minha festa daqui a dez anos. Espero que seja útil a todos.


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O interessante do Flash é que os arquivos são tão pequenos que a vontade que se tem é fazer tudo em Flash. E por que não...


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Por exemplo esse ainda nos lembra da obrigação de que é chegado a hora de se fazer alguma coisa, ou parar de fazer.


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Existem dezenas desses aparelinhos que são uma graça, eu acho-os pelo menos além de serem úteis.



She is my sister. Vende sonhos e de quando em vez eu compro-os, mas até agora não tive a sorte de realizá-los. Pelo menos a minha parte eu faço.



He is other brother. Sempre muito ocupado e a vida vai-se por entre os dedos. Mas ele participa e faz parte dos católicos carismáticos...penso. Mas ajuda a sua cidade crescer proporcionando alguns empregos e pagando muitos impostos.


Todos nós sabemos que é preciso tomarmos muito cuidado com o que pedimos em nossas orações, pois quando pedimos com fé , corremos o risco de termos nossos pedidos sempre atendidos.

Assim queridos leitores quando eu tiver partido, não digam e não pensem que deveríamos ter sido mais amigos, convivido mais e nos conhecido melhor. Quem sabe quanta coisa em comum, afeto, carências e o mesmo dessejo de amar, porque neste caso será tarde demais.

Não digam que não tolerarão eu ter partido e que sentirão em muito minha falta. Que a despedida é por demais tristonha porque não fossem as despedidas, não haveriam reeencontros. E reencontrar-se depois de tempos e de vidas é sempre verdadeiro para aqueles que um dia tornaram-se amigos.

Não releiam as poesias, se assim pode ser chamado, o que lhes escrevi, tentando entenderem o significado maior não entendido na primeira leitura. Muitos ficaram indiferentes na espera de que eu os encontrasse e não sairam em busca deste que os procura e os procurará ainda por muito tempo, mesmo depois de haver partido.

Não é preciso que me defendam , se alguém me agredir, quando eu tiver-me ido: ausente não poderei estar aqui nesta página, conversar com vocês, ainda que em silêncio. Não poderei discutir projetos de melhoria, tecer comentários mesmo que impertinenetes nem ler trechos de revistas e jornais como hoje fizemos. Depois que não estiver aqui entre vocês, não abram os braços aguardando o abraço que poderiam ter recebido e que eu queira lhes dar.

Não tenham medo: minhas mágoas se as tiver não as levarei muito longe, mas atira-lás-ei no primeiro rio que passar para que nele se afoguem. Também não deixarei as minhas omissões, nem minhas faltas para atribulá-los. Quando eu tiver partido, se falhar a pira onde queimá-las que a neve do olvido sobre elas caia em avalanche sepultando-as para sempre e para nunca mais.

Não fiquem tristes, lhes peço quando eu tiver partido. Acreditem, eu teria ficado se me houvessem pedido para o fazê-lo. E quando não fosse possível ficar, porque o vento frio da chuvas de junho me houvesse arrebatado, eu teria deixado em suas mãos, o calor reconhecido das minhas, ou, até mesmo, o meu beijo de agradecimento.

Não posso deter a marcha do tempo meus leitores e amigos que ficam. Mas posso sonhar com a saudade e reanimar-me com a esperança, as duas paralelas das linhas que sonho. Sonho de que eu nunca me afastaria de vocês e nunca teria que partir. E que continuaria a sonhar e a imaginar que não parti e, que estou com cada um, mesmo de pois de haver-me ido.

Não me aflijo, sabem? Não me angustio de todo porque sei profundamente, que mesmo quando eu tiver partido, voces terão ficado comigo, na recordação dos momentos bons de algum trecho qualquer, de algum texto ainda que pequeno e na certeza que compreenderão que o que confortar-me-á quando eu tiver partido é a certeza de que partirão um dia rumo a mim..



He is my brother Dilson e trabalha na DP de Cruz Alta city. Cuide-se my brother.




Essa é a dona Agnes e pode ser encontrada na Ulbra onde finaliza Arquitetura. Vamos lá dona Agnes o pior já passou.


Sábado, Setembro 07, 2002



Visite o caderno mágico do Dennis de quem sou leitor diário e do qual leio todos os textos. Tem sempre assuntos fantásticos além de ótimos links.
http://www.cadernomagico.blogspot.com



Gosto tambem da dona Clara Temporal, tem sempre uns Blogs lindos alem de escrever coisas fantásticas no seu dia a dia. Se tiverem um tempinho deem uma passada no endereço acima, prometo que não irão arrepender-se.




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Essa é a capa de Veja de 11 de Setembro como não poderia ser diferente.
Depois de lê-la até amanhã colocarei alguma coisa que achar interessante. Por agora colocarei umas características de um enatipo fantástico que é o nove ou a PREGUIÇA:
São os fazedores compulsivos. Possuem a doença dos mosteiros, o filho que ia ser padre, ninguém consultava. Vivia a vida buscando Deus de forma mecânica sem nunca encontrar, evidentemente. Assim ficava barrigudo de comer pão e tomar vinho, desenvolvendo o tédio. Cumpria a vida assim como ela é. Se perguntar como foi sua infância dirá: normal. Só tem dois neurônios. Só que um inibe o outro. Alguns tem 2 ou 3 e isso faz uma diferença muito grande. Dependência incontrolável. Deus faz tudo. São pais e mães substitutos, ninguém tem tempo para mim, pensam. O Pai e mães tem uma capacidade incrível para perdoar. Auto postergação. O outro merece mais. Não tem auto-estima muito alta nem muito baixa. Normalmente são Maria vai com as outras. Acomodados. Evita o conflito tremendamente. Tem muita dificuldade de dizer não. Normalmente são síndicos de prédios. Fazem para o grupo. Acumulam conhecimentos. Parece muito com a Gula. Lê, Lê mas não entende nada. É o Sancho Pança. Dado muito a provérbios. Filosofia de pára-choque de caminhão: “Se querem ver como as formigas trabalham, veja no formigueiro sua união”. Não vê nuanças, são muito cristãos. Levam ao pé da letra. Mas pegam a primeira parte. A ficha demora a cair. Eles também são gente. Choram, riem, colocam panos quentes. Ou eles estão na inércia ou na inércia do movimento. São senhoris, intuitivos. Energia de robô. De fazer, fazer. Maníacos depressivos é a tendência de doença predominante nesta tipologia. É paquidérmico. Mais pacifista que agressivo. Cidadão na essência da palavra. Voce deve conhecer muitas pessoas assim.




Anthony Storr, no seu livro chamado (O mundo das Crianças – The World of Children), diz que somos todos crianças, mesmo que a maioria de nós tenha se esquecido disso. Acho que seria bom se conseguíssemos voltar a ter contato com o que eram as coisas no princípio desse processo, quando estávamos todos começando a conhecer o mundo pelo método Braile.Ver a primeira árvore. Cada um de nós teve de passar pelo processo de descobrir a primeira flor e redescobrir o fogo. É um processo demorado e ainda estamos metido nele, ou espero estarmos. Ainda estamos descobrindo o mundo pelo processo Braile. Não nos basta ver a árvore, temos que trepar nela, queremos cheirá-la, queremos abraçá-la, queremos prová-la, queremos mastigá-la, queremos experimentá-la de verdade. E é isso que dá à vida sua maravilha e sua magia.

Storr escreveu: Que ignomínia, ser criança. Ser tão pequeno que se pode ser carregado, ser movido de um lado para outro à vontade dos outros. Ser alimentado ou não. Ser limpo, ou ficar sujo. Fazerem-nos felizes ou nos deixarem chorando. É certamente uma indignidade tão grande que não é surpresa que alguns de nós nunca se recuperem disso. Pois certamente um dos medos básicos da pessoa humana é não ser tratada como pessoa, e sim como coisa. Manipulados, movidos por forças impessoais, tratados como sem importância pelos poderosos e superiores. Cada um de nós pode ser um pequenino átomo num universo enorme, mas precisamos da ilusão de que contamos – que a nossa individualidade exige atenção. Podermos ser totalmente desrespeitados como pessoa é um tipo de morte em vida, contra a qual somos levados lutar com toda nossa a força.


Nós, os considerados seres normais nos negamos a sofrer dores, de modo que tomamos comprimidos, ingerimos medicamentos, ficamos aturdidos, ficamos bêbados.

Temos medo de viver, mas temos ainda mais medo de morrer. Culpamos o passado, adoramos culpar o passado, e gostamos de culpar todos do passado, mas na maioria das vezes somos impotentes para fazer alguma cosa quanto ao presente e ao futuro.

Desconfiamos dos outros, mas acima de tudo desconfiamos de nós mesmos. Nós nos esquecemos de escutar as nossas próprias vozes.Somos incongruentes com o que parte de nós. Sentimos falta do presente. Deixamos que se vá. Não sabemos que temos escolha e que podemos escolher a alegria. Falta-nos um propósito e não compreendemos bem de que trata a vida. Nunca nos perguntamos: “O que estou fazendo aqui..” Será que o nosso papel aqui nessa vida é só ocuparmos um lugar...E sabem Existe um Projeto, trabalho em grupo de uma semana chamado o “Minotauro” onde numa parte as pessoas são instadas a ir para o centro do círculo e gritar o seu nome, ou seja, o seu grito de identidade. E pensem, questionem, “como será que isso se processaria comigo?”


O Príncipe Myshkin, personagem do livro gordinho mas que vale a pena dar numa passeada por ele de Dostoievski é uma espécie de santo mal-orientado num mundo de pecado. Parece que tudo o que ele toca se transforma em dor e desespero, e ele não pode compreender isso. Tem crises epiléticas e, cada vez que tem uma crise, adquire uma percepção extraordinária. A magia da pena de Dostoievski o descreve assim:
De repente, no meio da tristeza, trevas espirituais e opressão, pareciam haver, em momentos, um lampejo de luz em seu cérebro. E, com um ímpeto extraordinário, todas as suas forças vitais, de repente, começavam a trabalhar com o máximo de tensão. Sua mente e coração eram inundados por uma luz extraordinária. Toda a sua ansiedade, todas as suas dúvidas eram logo aliviadas. Mas, nesse momento, os lampejos eram apenas o prelúdio do instante final, em que começava a crise.
Mas cada vez que ele tem um acesso, a percepção lhe ocorre e, em certo ponto, quase no fim do romance, tudo aparece em sua mente e ele grita: “ Ah, Deus, por que não contamos às crianças.” E nós, será por sermos ainda crianças que não contamos tantas coisas a elas...?


Quando o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente ainda não é bem entendido e muito menos bem aplicado, sequer pelos doutos da Área – Nossos nobres advogados nos quais me incluo, é bom reler o que Haim Ginott escreveu:

Uma criança tem direito a receber mensagens sãs dos adultos. O modo como pais e professores falam com as crianças lhes ajudará a saberem como devem sentir-se quanto a si mesmos. As declarações deles afetam a auto-estima e o autovalor da criança. Em grande parte, a linguagem deles determina o destino delas. Pais e professores devem eliminar a insanidade tão insidiosamente oculta em sua linguagem de todo o dia. As mensagens que dizem às crianças para não confiar em sua percepção, negar seus sentimentos e duvidar de seu próprio valor. A conversa dita “normal” que prevalece deixa as crianças alucinadas. Culpar e envergonhar as crianças, pregar e passar sermões, mandar e tiranizar, advertir e acusar, ridicularizar e menosprezar, ameaçar e subornar, diagnosticar e prognosticar – essas técnicas brutalizam, vulgarizam e desumanizam as crianças. A sanidade só aparece quando confiamos na nossa própria realidade íntima e essa confiança só se aprende pelo processo da verdadeira comunicação.



O coração!

O mais forte e vivo órgão do homem!
O mais misterioso e inexplorado território!
Porque toda a nossa tecnologia não está sendo utilizada para pesquisar este espaço tão grande dentro de cada ser?
Ninguém, como ele, tem tantas possibilidades de conhecimentos enriquecedores!
Tanto poderá ser descoberto através dele !
Tudo poderá ser solucionado através dele!
Um coração que ama!
Nada mais lindo que um coração que ama!
Nada mais complexo que um coração que ama !
Nada mais enriquecedor explorar as intensidades de um coração que ama!
Porque o mundo não investe nesta imensa fonte de sabedoria?
A alegria, felicidade e paz que um coração que ama experimenta...
O alcance e a profundidade de luz e energia que um coração que ama produz!
Porque não utilizamos este grande professor para nos ensinar?
As dúvidas e ansiedades provindas de um coração que ainda está aprendendo a amar...
Os medos e as barreiras oriundas destas ansiedades...
Quantos sentimentos abrigam o coração humano!
Este coração, que indica os caminhos que não queremos seguir...
Que nos coloca em situações difíceis de resolver...
Que bate forte no momento que não devia...
Que dói quando não devia doer...
Este coração que incomoda tanto quando não está sendo observado devidamente...
Este coração que nos mostra a beleza da natureza que nos rodeia, justo no momento em que estamos preocupados em contas para pagar..
Este coração intrometido que não nos deixa pensar!
Grande coração sábio, que quer ser sentido, que quer ser ouvido e respeitado, porque tudo sabe e tudo quer.
Porque, diante deste campo de trabalho tão intenso, imenso, luminoso e útil, ficamos investindo em tecnologias e descobertas tão curtas e passageiras?
Porque?
Carmen Castro


Voces devem conhecer alguém assim: Considerado um excelente profissional, vez que é normal passar 12 ou mais horas no seu serviço, metade delas gastas em reuniões, onde, muitas vezes, nada se decide, ou se decide que o ideal é deixar-se a questão para ser resolvida numa próxima reunião.
Como na semana ainda resta o Sábado e o Domingo, ele aproveita para dividí-los entre os vários Shopping Centers da cidade. Pelo menos um dia em cada um, porque alguma vitrine deve ter mudado e tendo mudado, deverá apresentar novidades.
Almoça rapidamente, porque almoçar é coisa de todo o dia. Alimento, roupas, sapatos, não são interessantes. O que é interessante mesmo, são as livrarias, onde observa que os livros que estavam numa pratileira semana passada, mudaram de lugar. Encontra um não muito volumoso e enquanto não acabar de lê-lo poderá ser encontrado, sentado em uma mesa colocada a seu pedido num canto de leitura.
O bom mesmo é se estas livrarias modernas e até as virtuais já vendessem assim, no formato de livros, ou mesmo de revistas, afeto, carinho, amizade e ternura porque isso é o que realmente busca e o que mais procura. Mas nenhuma delas e nenhuma loja, ainda, vende amigos. Assim sua busca continuará por dezenas ou centenas de anos, até a vinda dessa possibilidade.
Realiza muitos cursos, seminários e até no SAT vai, para aprofundar seu auto conhecimento. E toma cada vez mais consciência do passageiro e da efemeridade das coisas e dos relacionamentos. É hiper amoroso e quer entregar muito todo um carinho e amor guardados por décadas, mas as pessoas não estão acostumadas a esta doação. Soa falso, não creditam ser isso verdadeiro e assim provocam logo a rejeição.
E o apegado sente os dias passarem no SAT de uma semana. E ele já conhece todos e até é por todos conhecido. Mas sabe que como nos outros seminários, até houve encontro e pensou ter feito grandes amigos. Mas depois das trocas de beijos, abraços, assim como de endereços e a volta para suas casas, poucos ligaram, menos escreveram e a maioria esqueceram os compromissos consigo mesmos, voltando a ser o que eram.
E assim o “Apegado” já sofre com a separação. Ele faz parte de um grupo com quem troca, a quem procura conhecer e sentir além do pensar a emoção nos seus abraços de corpo inteiro. Assusta as mulheres, principalmente pois, embora seja verdadeiro parece de fachada. Assim o “Apegado “ vai jogando os seus jogos. Colecionando saber. Querendo perpetuar coisas boas, mas que por assim ser, são transitórias seguindo a sua estrada: sozinho, cheio de carinho visitando uma série de casas como a da ira, a do orgulho, a da vaidade, a da inveja.
Detendo-se muito na da avareza, depois passando pela do medo, pela da gula, pela da luxuria, pela da preguiça, mas buscando a verdadeira morada: a morada do amor



Acredito ser bem interessante a resportagem da "Isto é" que está chegando como se vê. Sou apartidário, e não vejo nenhuma possibilidade do candidato em tela vencer. mas como exemplo de vida, família, religiosidade, pelas cinco adoções e pela mulher virtualmente eleita governadora do Rio considero-o já um vencedor.


Como é feriado nacional, sete de setembro, nada mais justo que escrever sobre o assunto ou encontrar algo escrito e bem como é o caso abaixo:

MOACYR SCLIAR
MÉDICO E ESCRITOR


Como nasce o patriotismo?

No começo do século 20, surgiu no Brasil um livro que, de tão conhecido, acabou gerando um neologismo: tratava-se de Por que me Ufano do meu País, e a palavra que daí surgiu foi justamente ufanista (Guimarães Rosa tem a versão “ufanático”, mas esta é pouco simpática). A preocupação do autor, o conde Afonso Celso, era fazer com que seus leitores, sobretudo os jovens, se orgulhassem do Brasil. Não sabemos qual foi o resultado à época, mas, cem anos depois, a missão foi cumprida com exemplar eficiência pela Seleção Brasileira que ganhou o Penta. Bandeiras nas ruas, nas casas, nos carros, vibração cívica – enfim, nem mesmo o conde poderia esperar melhor. Pergunta: por que o futebol – esporte que nem nasceu no Brasil – desperta desta maneira o entusiasmo das pessoas? Em primeiro lugar, o futebol está ao alcance de todo mundo. Os jogadores da Seleção representam uma elite, mas com eles se identifica cada garoto que, neste país, chuta uma bola. Já a independência esteve a cargo de um príncipe, como a abolição da escravatura esteve a cargo de uma princesa. Celebrações nas quais, ao menos do ponto de vista formal, a população esteve largamente ausente.
Agora: futebol a gente não joga todos os dias. E Copa do Mundo, como a eleição para presidente, só acontece de quatro em anos. Mas a nacionalidade não é uma condição esporádica. Ela precisa ser construída cotidianamente, como resultado de um lento, e às vezes difícil, processo de conscientização. A escola desempenha aí um papel fundamental. É nela que primeiro descobrimos o que faz do Brasil Brasil (para usar a expressão de Roberto Da Matta). Isto não significa necessariamente ufanismo. Visão crítica também faz parte do patriotismo. Temos de partir da realidade para descobrir o país que queremos. É um jogo difícil, em que muitos se lesionam, muitos abandonam o gramado; um campeonato no qual derrotas não são raras. Mas o jeito é tocar para frente e acreditar que um dia podemos chegar lá, como um dia chegamos ao Penta.


E a Martha escreveu sobre os traumas infantis, quem nâo os tem ainda que inconscientes. Acredito que é bem interessante dar uma refletida a respeito.

martham@terra.com.br
4/9/2002


Traumas infantis


Crianças costumam ter medo do escuro, eu nunca tive. Medo de ficarem sozinhas, eu nunca tive. Medo de a mãe ou o pai não virem buscá-los na saída do colégio, eu nunca tive. Mas convivi com dois temores na infância, quase dois traumas. Não sei se acontecia com você também. Vou contar, depois você me diz.
Um dos medos era de que ninguém aparecesse na minha festa de aniversário. Ou em qualquer festa que eu organizasse. Claro que já me aconteceu, todo trauma é deflagrado por algum motivo. Tinha uns 11 anos e resolvi fazer uma reunião-dançante num sábado. A brilhante idéia me ocorreu na véspera, sexta à noite. Minha mãe bem que avisou: está muito em cima, mesmo crianças precisam de um tempo para se organizar, faça na outra semana. Não, não, não. Pô, mãe, deixa, só pra pouca gente... Minha mãe ainda alertou: vai ter menos gente do que você imagina.
Convidei umas 15 pessoas. Vieram três, contando meu irmão.
Desde então, eu suo frio até quando convido o encanador pra arrumar o chuveiro. Fico achando que ele não virá até a minha casa, que não gostou da minha voz ao telefone, que tem coisa melhor pra fazer. Mas ele aparece. Se eu chamo 10 amigas para conversar, elas aparecem. Se eu chamo 50, aparecem. Nunca mais testemunhei falta de quórum. Mas ainda lembro, com um nó na garganta, do Elton John naquela noite cantando Skyline Pigeon e ninguém me tirando pra dançar, porque, descontando o meu irmão, as outras duas que apareceram na reunião-dançante eram garotas.
O outro trauma: quando eu brincava de esconder, era a que se escondia melhor. Por ser muito magra, era encoberta por qualquer arbusto, entrava em qualquer buraco. E não me achavam. Escurecia e não me achavam. As mães chamavam as crianças para jantar e eu permanecia escondida. Ficava um pouco espantada com a toupeirice alheia, mas o pensamento que mais me assaltava era: não deram falta de mim. Era uma humilhação sair do esconderijo sem ter sido descoberta, pois na minha cabeça significava que não havia sido procurada.
Hoje me escondo aqui na lateral desta página, mas o trauma passou. Quem procura direitinho me encontra.


Mais de cem livros, incluindo obras especiais para crianças sobre os ataques contra Nova York e Washington inundaram as livrarias americanas às vésperas do primeiro aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro.
E o colunista de ZH abaixo escreveu a respeito:
nilson.souza@zerohora.com.br
5/9/2002


Superpoderes



Encontro no calçadão um alegre garotinho fantasiado de Super-homem e a imaginação dispara.

Super-homem realizou num dos seus filmes um desejo que todos nós já tivemos pelo menos uma vez na vida: freou o movimento de rotação do planeta e fez o tempo retroceder. Quantas vezes não sonhamos com este poder impossível de voltar no tempo para a véspera de alguma data triste, para antes de uma perda irreparável ou para o minuto pretérito a uma palavra ferina que nos escapou da boca e atingiu o coração de alguém que amamos?

Pois estamos novamente em setembro e os setembros jamais voltarão a ser apenas floridos para a nossa geração. Na semana que vem todos seremos obrigados a recordar aquelas cenas catastróficas das torres da babel moderna desmoronando sobre a humanidade como uma maldição que nos empurra para uma nova era de ódio, racismo e intolerância. Isso quando todos pensávamos que no esperado Terceiro Milênio reinaria a deusa Tecnologia, que faria mágicas pela Internet e asseguraria megabites de prosperidade a todos.

Mas a paz era virtual.

Os senhores da guerra voltaram a governar o mundo e puseram em movimento as engrenagens de suas poderosas máquinas de matar.

Quem conseguirá esquecer aquela terça-feira trágica? Já vai fazer um ano, mas eu ainda me lembro de cada movimento que fiz enquanto o mundo desabava. Eu trocava um pneu do carro quando o locutor da hora começou a noticiar o atentado. Ainda me desloquei até uma borracharia, mas não consegui mais desgrudar os ouvidos do rádio. Enquanto o homem consertava o pneu furado, fiquei extasiado com o que ouvia, como devem ter ficado os ouvintes dos anos 30 com A Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Só que eu sabia que aquilo não era ficção.

Uma outra guerra de mundos estava começando – e ainda estamos todos em meio ao fogo cruzado da insensatez que varre desertos e vilas sem distinguir culpados de inocentes. Quanta gente já perdeu a vida desde que o mundo foi dividido entre justiceiros e terroristas, ocidentais e muçulmanos, palestinos e judeus, pacifistas e belicistas, e tantos outros rótulos sem sentido.

Ah, o Super-homem! Pena que ele também é virtual. Mas nada impede que num futuro próximo aquele garotinho feliz use os superpoderes da inocência para mudar de verdade os rumos deste planeta.


Voces lembram desse grande premio do Jockey Club, onde também é escolhido o casal mais elegante, pois é gostei do que o Liberato escreveu a respeito.

liberato.vieira@zerohora.com.br
3/9/2002


A deusa do Jockey Club



Volta e meia sou assombrado pela instantânea visão de deusas extraviadas pela Terra. Jamais saberão quem sou, sequer imaginarão que existo, mas o simples contemplá-las é reparação bastante para o meu penar no mundo.

Dia desses me surgiu outra. O jornal da TV noticiava burocraticamente os desvarios do milênio, quando se deteve, talvez pelo gosto do contraste, num grande prêmio de turfe. Mostrou primeiro a corrida sobre uma grama verde como a de um jardim inglês e logo a distinta platéia. Convivo há séculos com uma falha em minha cultura: só uma vez pisei num hipódromo e ainda assim apostei no cavalo errado. Não tenho fraque ou cartola, não disponho ao menos de um binóculo ou de um título de nobreza, de jeito que nunca seria admitido em Ascot. Desconfio mesmo que me barrassem nas tribunas que agora apareciam na telinha. Um sujeito para entrar ali devia ter ao menos uma conta em dólar, um veleiro oceânico, um Mercedes na garagem.

A câmera passeou pelas senhoras do pavilhão central, todas de chapéu, o que as tornava irremediavelmente antigas, tipo um retrato em sépia. E aí concentrou-se, por não mais que três segundos, na deusa. Era jovem e alta, dona de uma suave elegância ornada de jóias discretas. Vestia-se com um refinamento sem ostentação que lhe realçava as formas perfeitas. Nela o chapéu era um capricho inteiramente moderno, como se tivesse acabado de inventá-lo, rematando-o com um delicado toque de sedução: portava-o de um modo que atraía a luz para o infinito azul de seus olhos.

O jornal da TV enveredou por não sei que desastrosas trivialidades, mas minha atenção só se aplicava nos três segundos da deusa. Se um dia meus caminhos tropeçassem em algum engano seu, e nos encontrássemos na fila de um concerto, num cinema de shopping, numa espera de vôo, não atino com que lhe dissesse.

Acho que nada. Receio que, feito um garoto tímido, me limitasse a abrigar-me em seu perfume. Temo que, fingindo ser já um senhor liberto de paixões, propositadamente a ignorasse, como desconheço o pulsar das estrelas, os segredos do deserto, o mar absoluto, todas essas coisas viventes que Deus criou para que permanecessem inatingíveis.


L..F.Verísssimo 7/9/2002

As calçadas



O inglês tem um verbo curioso, “to loiter”, que quer dizer, mais ou menos, andar devagar ou a esmo, ficar à-toa, zanzar (grande palavra), vagabundear ou simplesmente não transitar. E, nos Estados Unidos (não sei se na Inglaterra também), “loitering” é uma contravenção. Você pode ser preso por “loitering”, ou por estar parado em vez de transitando, numa calçada. O que constitui “loitering” e portanto crime e o que é apenas inocente ausência de movimento ou direção depende, imagino, da interpretação do guarda, ou daquela sutil subjetividade que também define o que é “atitude suspeita”. Mas é difícil pensar em outra coisa que divida mais claramente o mundo anglo-saxão do mundo latino do que o “loitering”, que não tem nem tradução exata em língua românica, que eu saiba. Se “loitering” fosse contravenção na Itália, onde ficar parado na rua para conversar ou apenas para ver os que transitam transitarem é uma tradição tão antiga quanto a sesta, metade da população viveria na cadeia. Na Espanha, toda a população viveria na cadeia.

Talvez a diferença entre a América e a Europa, e a vantagem econômica da América sobre os povos que zanzam, se expliquem pelos conceitos diferentes de calçada: um lugar utilitário por onde se ir (e, claro, voltar) ou um lugar para se estar, de preferência com outros. Os franceses, apesar de latinos, não costumam usar tanto a calçada como sala, não porque tenham se americanizado tanto que adotaram o “loitering” criminalizado para aumentar a produção, mas porque preferem usá-la como café, e estar com os outros sentados. Desperdiça-se tempo mas ganha-se anos de vida, parados numa calçada.

As grandes cidades brasileiras que perderam o seu centro também perderam o hábito do papo ocioso na rua. A falta de segurança nos transformou em assustados bichos de toca. No nosso uso das calçadas, não somos mais europeus folgados e não somos americanos determinados. Somos fugitivos.


Na revista Época do dia 2/09 proximo passado às páginas 61 pode-se ler bastante sobre o Apocalipse, e onde transcreve um endereço de um ecritor portugues que acredita como mais 170 milhões nos Estados Unidos e 36 milhões no Brasil de que o fim do mundo está próximo. João Bianchi que reside em Lisboa e é católico carismático, preenche sua página na internet todos os dias depois de ler os jornais trazendo as noticias de catástrofes aqui e acolá.
www.amen-etm.org/grandessinaisdostempos.htm


Para os caçadores profissionais está ficando cada vez mais fácil, pois os finlandeses criaram um artifício desleal nas suas caçadas: passaram a utilizar o sistema de localização por satélite GPS (sigla de Global Positioning System) em cães perdigueiros. O dispositivo preso ao dorso do animal, monitora sua posição. As coordenadas são enviadas para o celular do dono por satélite que encontra a posição da ave abatida muito mais rapidamente. Se a moda pega por aqui, vamos ter uma super demanda pelo aparelinho.



Essa patota ai de cima participou da sétima comenda dos Revendedores Lotéricos no RS no último ano e agora estão juntos outra vez para realiazação da oitava. Junto o Presidente da Confederação Nacional dos Lotéricos. A propósito no endereço http://terra.com.br/album.cgi/cassiano.leonel tem todas as fotos dessa comenda só precisam me enviar o email para o acesso ser concedido.


Sexta-feira, Setembro 06, 2002


No endereço abaixo, da para por a criatividade a funcionar e elaborar muitas historias com imagens e fundos belissimos. experimentem e voces irao gostar.
http://www.dfilm.com/index_moviemaker.html



Recebi hoje da minha amiga Felicitas Hermany e reparto com voces.


entrelacos.swf


Acho que vale a pena ler todo o livro do jornalista e historiador Paulo Cesar de Araujo "Eu não sou Cachorro, Não" onde é abordado a história da chamada música cafona no período de 1968-1978 os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. Ele constata que os chamados cantores cafonas que embalavam as massas, mas que eram abominados pelos intelectuais, foram quase tão vitimados pela cesura quanto Chico e Caetano. O historiador faz justiça a esses ídolos populares nesse livro que traz Odair José com o "Uma vida só (Pare de tomar a Pílula)" de 1973 e Benito de Paula com "Tributo a um rei esquecido" de 1974.



Olha só o que o Dr Andre Ponssoni me enviou hoje pela manha. Dr te vi no Jornal ZH um dia desses está ficando famoso, Hein..
mu@via-rs.net


Como já é dia 06 de setembro, uma sexta-feira com previsão de muita chuva vou indo para a cama aguardá-la. Espero que seja sem vento, sem pressa e que não fique também por muito tempo... Só até eu acordar, se não for pedir demais.


Dia dos Namorados...

"Quando tinha 14 anos, esperava ter uma namorada algum dia. Quando tinha
16 anos tive uma namorada, mas não tinha paixão. Então percebi que precisava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.

Na faculdade saí com uma mulher apaixonada, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era a rainha dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava de se suicidar. Então percebi que precisava uma mulher estável.

Quando tinha 25 encontrei uma mulher bem estável,mas chata. Era totalmente previsível e nunca nada a excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava uma mulher mais emocionante.

Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não consegui acompanhá-la. Ia de um lado para o outro sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas e paquerava com qualquer um que me fez sentir tão miserável como infeliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Então decidi buscar uma mulher com alguma ambição.

Quando cheguei nos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com os pés no chão. Decidi me casar com ela. Era tão ambiciosa que pediu o divórcio e ficou com tudo o que eu tinha.

Hoje, com 40 anos, gosto de mulheres com bunda grande.. E só."

Luiz Fernando Verissimo.


Quinta-feira, Setembro 05, 2002



E esse tem além do analógico, um digital, tem som e ainda desperta na hora que voce marcar, isso é seu alarma funciona direitinho.Analog_Digital_Clock_Cassiano.swf



Esse é uma Nokia e funciona - marcando sempre esse tempo que teima em passar e passar...Nokia_relogio.swf






Horario_mundial.swf
Saiba do horario em diferentes partes do mundo.


fundacaosemear.bmp
Abaixo voce tem uma série de opções para cursos na Fundação Semear

Público alvo

Pessoas ligadas ao trabalho comunitário: instituições governamentais, ONGs, líderes comunitários, sindicalistas, militantes de movimentos sociais, conselheiros municipais de saúde, profissionais de saúde pública e privada, etc.

Objetivos

- Promover o estudo a reflexão e o debate sobre noções básicas de saúde na prática comunitária;

- Propiciar a articulação com o entendimento das políticas públicas de saúde em nível local, nacional e global;

- Orientar para a gestão de projetos com ênfase em saúde numa perspectiva integral;

Local do curso

Centro Diretivo da EST

Rua Amadeo Rossi, 467

CEP 93030-220

São Leopoldo - RS



Programação



18 e 19/10/02 - Módulo I (Sala 382)

- Histórico e metodologia do trabalho comunitário - 12h/a



08 e 09/11/02 - Módulo II (Sala 382)

- Histórico das políticas públicas de saúde no Brasil: elementos para uma análise sociológica e antropológica da saúde e da doença



22 e 23/11/02 - Módulo III (Sala 336)

- Saúde e meio ambiente. saúde e alimentação;

- Orientação para atendimento de emergência - 12h/a



13 e 14/12/02 - Módulo IV (Sala 382)

- Instrumental teórico e prático para elaboração, gerenciamento e avaliação de projetos sociais em saúde comunitária - 12h/a



Horário das atividades



Sextas-feiras: das 18h30 min às 22h

Sábados: das 8h30 às 12h e das 13:30min às 17h.



Local para inscrição



Pró-Reitoria de Extensão

Rua Amadeo Rossi, 467

93030-220 - São Leopoldo - RS

Fone: (51) 590 1455

Ramais 285 e 286


Um dos principais segredos para o candidato conseguir um emprego é tentar fazer com que seu currículo esteja entre os primeiros a serem analisados pelo recrutador. Mas há outras orientações que podem ajudar. Leia a coluna Pesquisa desta edição.
Na coluna Especial você vai ver também que algumas empresas estão utilizando a técnica dos jogos para identificar habilidades e limites profissionais.
Aproveite para verificar se há algo que você não esteja fazendo corretamente no seu marketing pessoal.
E há muito mais o que ler para aplicar em sua carreira profissional. Confira.
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=4567


NEGOCIAÇÕES COLETIVAS

A campanha salarial 2002/2003 teve início em 12 de agosto passado com a entrega da pauta de reivindicações pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito – CONTEC.


A primeira reunião de negociação ocorreu em 27 de agosto, quando foi discutido o calendário das negociações e definida a manutenção, até 30 de setembro de 2002, das condições praticadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2001/2002, sem que a medida caracterize, para quaisquer efeitos, a prorrogação do referido Acordo.


A próxima rodada de negociação está agendada para o dia 09 de setembro.


A pauta de reivindicações está disponível para consulta no endereço a seguir só que na intranet: www.sureh.mz.caixa.
de todo o jeito acho que é válido dar uma conferida.



Parabens dona Regina



Essa garota estará fazendo aniversário amanha - Parabensssssssssssssssssssssss.


No dia 12/09 proximo a NOVELL que está comemorando 10 anos de Brasil estara realizando no Hotel Deville - Av dos Estados, 1909 em Porto Alegre, treinamento gratuito para quem queira ser certificado pela mesma para atender a pequenas e medias empresas.
Será dado aos participantes gratuitamente um KIT de avaliação e demonstração do Novell Small Business Suite 6. Se voce puder aproveite - Oportunidades como esta são raras nesse meio. oHorario sera das 8:30 às 18:00 h


Quarta-feira, Setembro 04, 2002


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Imaginação e Conhecimento
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando:
"Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!"

Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado. O tigre, furioso, diz:
Cachorro maldito! Vai me pagar!
cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas.
"Ah, macaco traidor! O que faço agora?", pensou o cachorrinho.

Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
- Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou!

"EM MOMENTOS DE CRISE, SÓ A IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE O CONHECIMENTO."



Igualzinho

Já faz um tempo que isso acontece. Encontro antigos companheiros, cumprimento-os, rio. Ao cabo de alguns minutos, acaba-se a euforia e nada mais temos a dizer. É um problema mútuo? É um problema meu? Acho que não, pois há alguns, raros, com os quais, após anos sem ver, continuo a conversa interrompida, como se, ao invés dos anos de ausência, um de nós tivesse saído apenas por momentos para comprar Coca-Cola.

Não que os encontre como os havia deixado; isso não. Ao contrário. Quando os encontro, são outros e eu também sou outro, e nós, outros, gostamos de nos ver transformados e das coisas que dizemos e aprendemos nessa transformação. O Problema não está nas transformações, mas na permanência. O problema está quando encontramos alguém e vemos que aquela pessoa está ali, no mesmo lugar onde a deixamos, sem ter renascido, sem ter se transformado de outra forma que daquela que o tempo implacável nos transforma. Sem ter se movido mais do que a vida a fez mover-se.

Pois o tempo, se não renascemos, opera em nós uma transformação cruel. Deixamos de crer no que pensamos, deixamos de crer nos nossos planos. Lá no íntimo, passamos a sabê-los vãos, mas permanecemos vestidos com eles. Eles vão ficando rotos, vão perdendo o viço que antes tinham nas nossas palavras. Quando falamos deles, eles já não nos empolgam, e tornam-se simulacros de planos, que repetimos para não perceber que já não temos mais nenhum, e que estamos sem planos e sem futuro, a esmo.

Quando falamos deles, o que fazemos é apenas uma imitação desanimada e vazia, teatro de nós mesmos no passado. Os planos nos movem, os planos nos animam, os planos nos regeneram. Os planos são a forma como o desejo de vida se enuncia para nós.

Daí que muitas vezes encontro cascas vazias, antigos companheiros que permanecem os mesmos. “Você está igualzinho!”, me dizem, mas quem me diz está igualzinho e eu não. Eu estou diferente, meus planos antigos abandonados, realizados ou não (isso não importa, afinal, e, confesso, poucos o foram), e outros planos, feitos do desejo de viver e da maneira como acredito que vá ser possível fazê-los, ocupam agora o lugar.

Se falo deles ao “igualzinho”, parece que estou apresentando uma comum cópia ao reverso, que ao invés de despejar riquezas e graças, suga a roupa puída, revelando a nudez do corpo envelhecido. Por isso o papo acaba. Já não sou o de antes, e já não consigo rebater a bola dos antigos sonhos, pois já não os sonho, mas a outros.

Tenho um olho bom para distinguir os que se regeneram. Gosto deles. Alguns não são fáceis, mas gosto deles mesmo assim. Guardo-os em uma coleção. Às vezes, como qualquer colecionador, examino as peças, sempre encontrando um detalhe novo. Sempre os encontro “igualzinhos”; indomáveis.

Ivan de Almeida



A Bunda, que engraçada (poema de Drummond)



A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo.
A bunda basta-se.

Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte/ por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem.
Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda/ redunda.


Preste atenção... Talvez você já tenha o que deseja!
A tendência humana é sempre querer mais. Por isso é tão importante nos darmos conta do que temos e do que conseguimos alcançar durante nossa vida.

Geralmente quem pouco tem é aquele quem procura mostrar mais do que possui.


A sua vida tem um propósito e um sentido

Você não está aqui apenas para preencher um espaço ou para ser um figurante no filme de outra pessoa. Pense nisto: o mundo seria diferente se você não existisse.

Cada lugar onde você esteve e cada pessoa com quem você já falou seriam diferentes sem você.

Estamos todos interligados e somos todos afetados pelas decisões e mesmo pela existência daqueles que vivem no mundo conosco.


ACIMA DE VOCÊ

Se você colocar um falcão em um cercado com um metro quadrado e o deixar inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua incrível habilidade de voar, será um prisioneiro absoluto. A razão é que um falcão sempre começa um vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, como é seu hábito, nem mesmo tentará voar, mas permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida em uma pequena cadeia sem nenhum teto.

O morcego, que voa através da noite, uma criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que consegue fazer é andar de forma confusa e, sem nenhuma dúvida, dolorosa, até que alcance alguma ligeira elevação de onde pode se jogar ao ar. Então, sai como um raio.

Um zangão se cair em um pote aberto, ficará lá até que morra, a menos que seja removido. Nunca vê os meios de fuga no alto, mas persiste em tentar encontrar saída de alguma maneira através dos lados próximos ao fundo. Procurará uma maneira onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente.

Da mesma forma, há muitas pessoas como o falcão, o morcego e a abelha. Se esforçam na luta contra todos os seus problemas e frustrações, não percebendo que a resposta certa está logo 'acima' delas.


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É bem interessante essa televisão ai em cima.


Terça-feira, Setembro 03, 2002


Doença das frases
"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.

Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito. Eu pensava que fosse um sujeito escaleno. -Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.

Ele fez um limpamento em meus receios. O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...E se riu.

Você não é de bugre? - ele continuou. Que sim, eu respondi. Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas - Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.

Há que apenas saber errar bem o seu idioma. Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de gramática."

(Manoel de Barros)


Perguntas e respostas

"... tenha paciência com tudo o que há para resolver em seu coração e procure amar as próprias perguntas como quartos fechados ou livros escritos num idioma ainda não dominado.

Não busques por enquanto respostas que não lhe podem ser dadas, porque não as poderia viver. Pois trata-se precisamente de viver tudo.

Viva por enquanto as perguntas. Talvez depois, aos poucos, sem que o perceba, num dia longínquo, consiga viver as respostas."

(R. M. Rilke, em Cartas a um Jovem Poeta)


A porta

Quando chegares, não bata à porta:
Ela está aberta e sem trinco.

Tampouco pergunte se tem alguém em casa...
Mesmo parecendo vazia,
pode estar cheia de invisíveis...

Quando sentir vontade de sair,
Não batas a porta...

Para quem escancara a sua própria porta,
qualquer barulho é ensurdecedor...


Agenda

Enquanto você vai montando mentalmente sua agenda para este dia, o gênio de Albert Eisntein aconselha...

“Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser simplesmente uma pessoa de sucesso”. Não esqueça que todas as coisa tem um preço mas nem todas as coisas tem valor.

E valores importantes que você carrega como honestidade e lealdade, nunca poderão ter um preço...

Uma ótima noite para vocês!!!


TUA CAMINHADA
Charles Chaplin


Não faças do amanhã o sinônimo de nunca,

nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.

Teus passos ficaram.

Olhes para trás ... mas vá em frente

pois há muitos que precisam

que chegues para poderem seguir-te.


Ficaram-me as Penas
Do poeta paulista Cassiano Ricardo:

O pássaro fugiu, ficaram-me as penas
da sua asa, nas mãos encantadas.
Mas, que é a vida, afinal? Um vôo, apenas.
Uma lembrança e outros pequenos nadas.

Passou o vento mau, entre açucenas,
deixou-me só corolas arrancadas...
Despedem-se de mim glorias terrenas.
Fica-me aos pés a poeira das estradas.

A água correu veloz, fica-me a espuma.
Só o tempo não me deixa coisa alguma
até que da própria alma me despoje!

Desfolhados os últimos segredos,
quero agarrar a vida, que me foge,
vão-se-me as horas pelos vãos dos dedos.

Cassiano Ricardo (C. R. Leite), jornalista, poeta e ensaísta,
nasceu em São José dos Campos, SP, em 26 de julho de 1895,
e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14 de janeiro de 1974.


“O tempo é o maior tesouro de que uma pessoa pode dispor.

Embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem até hoje, ter medida que o conheça.

O tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim. É um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo”...

"(Raduan Nassar - Lavoura Arcaica)


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Realizei ainda meu SAT 2 e esse ano a programação está fantástica, Acho que vale a pena pesquisarem mais e saber o que é o SAT e mais o que se vivencia no SAT.


SAT
"UMA ESCOLA VIVA"


-Através dos anos venho anunciando os Programas SAT com o sub-título ou parêntesis explicativo de "para o desenvolvimento pessoal e professional," e os participantes têm sido tanto buscadores como profissionais: psicoterapeutas, educadores e outros que desempenham ou estão formando-se para desempenhar alguma função de ajuda ao desenvolvimento dos demais. Chamei-o também "Um programa integrativo e transpessoal para a formação de agentes de mudança," e tenho dito às vezes que temos uma escola de novos "shamans", capazes de ajudar a si mesmos e a outros de maneira muito pessoal e creativa.
O Processo SAT é mais que um programa, pois depende íntimamente de equipes docentes em que, como no caso do programa, "o todo é mais que a soma das partes". Mais do que equipes docentes, se trata de uma especie de família em que os vínculos de afeto e apreciação mútua permitem uma dança creativa de coerencia mais que intencional.

Existem pessoas que têm falado "do SAT" como uma escola de amor, como um lugar em que se aprende a ser mais humano e mais verdadeiro. Para muitos significa uma descoberta da dimensão espiritual da vida, muitos deixam atrás velhas maneiras de sentir e de ver as coisas, e sentem que a sua vida encontra um rumo -- ou muda de rumo. É para a maioria dos participantes uma entrada em um caminho de transformação -- e para os mais comprometidos, uma parte considerável do caminho.

Um aspecto importante do Programa SAT é de natureza psico-social: o grupo de participantes se torna um grupo de verdade, no qual cada um pode mostrar-se como é, explorar comportamentos alternativos e descobrir que é aceito e querido além de seus papéis habituais. Porém o processo SAT não é apenas um lugar em que as pessoas se sentem aceitas e validadas, pois existe nele também um forte elemento de confrontação; tanto assim que cheguei a descrevê-lo como "uma máquina de moer egos." Nele estão bem equilibrados o aspecto nutritivo com a tarefa de uma "guerra santa contra o ego" -- o pequeno eu que está embaixo do caráter ou personalidade condicionada que desenvolvemos durante a infancia e que vai se tornando obsoleta.

Um tempo atrás convidei um grupo de colegas para compartir sobre o que a "experiencia SAT" havia sido para eles, e me chamou a atenção o ênfase que deram a como havia sido um presente para os participantes ter o estímulo de mestres que "trabalham sobre si mesmos," em vez de isolar-se atrás do papel profissional. Por mais que se reconheça amplamente hoje em dia que a psicoterapia depende mais da relação que da técnica ou mesmo do insight, do que se está realmente falando é da benevolencia do terapeuta, que lhe permite receber a seus pacientes de uma maneira que seus pais não souberam fazer. Menos amplamente, no entanto, se reconhece o valor terapêutico da autenticidade, que me parece um ingrediente fundamental desta escola viva.


Tem-se observado repetidamente como o programa SAT constitui uma educação na prática terapêutica que serve aos terapeutas de alto nivel tanto como aos principiantes e a leigos, e que cada um dos módulos é "quase um milagre" devido ao tanto que ocorre e ao tanto que se aprende. Me parece que efetivamente assim é, e considero este êxito uma confirmação experimental de minha missão inspiradora: que para ajudar aos outros não necessitamos de muitos estudos e sim da experiencia da propria viagem interior através do auto-conhecimento e dos esforços pertinentes, um treinamento prático-vivencial relevante, uma visão clara de certas coisas fundamentais e a capacidade de encontro com o paciente. Devido a proeminencia desta última na prática educacional que desenhei falamos às vezes de aprender uma "terapia pela verdade."

Termino com uma consideração sobre de como nosso mundo doente e em crise necessita do apoio para a transformação individual, pois a sociedade sadia se faz com individuos sadios e não podemos esperar que a necessidade de auto-realização seja satisfeita mais que parcialmente pelas vias tradicionais. É desejável algo assim como uma democratização da psicoterapia -- ou, mais amplamente, uma educação em como trabalhar espiritualmente e psicològicamente em si mesmo, e como neste nivel ajudar-se uns aos outros.

Difìcilmente podemos esperar um mundo melhor sem mudar nossa educação, tornando-a algo relevante ao desenvolvimento psico-espiritual. E para mudar a educação seria necessário injetar algo novo na formação de educadores.

O Instituto SAT começou em resposta a um grupo de buscadores na California durante os anos 70, renasceu anos depois na Europa, em resposta ao interêsse de terapeutas, e por mais que muitos educadores tenham assistido aos cursos, só ùltimamente as instituições começam a interessar-se. Da minha parte, me parece que desenvolvi algo que seria de grande utilidade pública através da educacão, e sonho com que meu "invento" possa algum dia contribuir a que tenhamos um mundo mais favorável para os que venham depois.



Claudio Naranjo



Gosto dos meus amigos irados do ENEAGRAMA e quem sabe aqueles que me lerem ao longo dos dias poderão descobrir o que eu seja. Para aqueles que tem curiosidade acho que vale a pena consultar e entrar de corpo e alma no assunto, porque aprendemos muito com ele, que mais que uma técnica é uma vivência espetacular. A propósito por anda meu Guru ALAOR....


Pecado de IRA: Ponto mais cego que temos sobre nós mesmos. Raiva, raivoso, contido. Negação inclusive na consciência. Postura crítica em relação a realidade. Algo deve ser melhorado, aperfeiçoado. Perfeccionista. Adepto do perfeccionismo. Predisposição a aperfeiçoar seja lá o que for. Ao ver que os outros não tem a mesmo empenho, fica irado. O perfeccionismo aumenta a raiva. Põe mais energia a aperfeiçoar e contém mais sua ira. Vem de trás e tem como conseqüência o número 4 que é a inveja.

Pecado de INVEJA: É resultante de uma sensação raivosa. Me faz sentir menos aquinhoado do que os outros. Inveja de sentimentos. É comparativo. Faz-se sentir vítima. O mundo deve algo. Passa a ser arrogante. Raiva competitiva. A outro foi dado o que não foi dado a mim. Falsa necessidade. Lá fora tem algo que me falta aqui dentro. O irado sente que as coi9sas estão erradas. O invejoso vai buscar lá fora porque lá fora tem. Todo mundo tem. Só eu que não tenho. Só não tenho porque não tive as mesmas condições que você teve. Do quatro vamos para o 2 – Orgulho e soberba.

Pecado de SOBERBA: Erro de perspectiva. Pensa que eu tenho muito. Sou auto suficiente. Fantasia muito para compensar um buraco sem fundo de carência. Eu desenvolvo uma atividade de generosidade. Reforça uma idéia de grandiosidade, mas é egocêntrico. Adulador. Enaltece o outro. São pessoas maravilhosas. Dão presente para receber atenção. Mas não de forma calculista. E sim já com a fatura embutida. São pessoas envolventes. Tem ardor no que dizem, mas no fundo há uma carência enorme de amor. Quando chegamos ao mundo já foi um processo traumático e pouco a pouco muito s de nós formos passando pôr traumas cada vez maiores. Nós tivemos tudo o que pensávamos. Hoje somos um estrangeiro exilado neste planeta. Será que sou filho mesmo desta família ou fui encontrado. Não somos daqui, estamos numa condição de exílio cósmico. E a necessidade da busca é cada vez mas rápida. São repostas que damos a uma condição de vida não satisfatória.


Pecado de LUXURIA: Ratinho de laboratório se comporta bem ganha um prêmio; se comporta mal ganha castigo. Não falamos só de sexualidade e sim da intensidade. Pré-disposição de hiperintensidade, para sentir que vale a pena. O mundo é ameaçante. Se foram dominados na infância tem sentimento de vingança. De ir a forra pelas próprias mãos. Ao serem independentes afirmam que ninguém mais passará pôr cima.

Pecado de AVAREZA: No mundo nada tem sentido. Não tem nada de bom para mim. Se o mundo me deu um pouco eu tenho que reter este pouco. Me isolar para não perder o que tenho. Distanciamento. Nada é importante lá fora. O bom é voltar-me para dentro de mim mesmo. Mas se mesmo assim o mundo quer tomar o que eu tenho me isolo ainda mais e pôr isso recebo mesmos ainda e se tenho mesmos retenho ainda mais. Vive sozinho. 2 já é comício. CONTENÇÂO.

Pecado de GULA: tem o fundo de avaraeza. Maximiza o muito que tem. Se o pouquinho que tenho é bom o mais é melhor ainda. Compensa-se com o mais. O faz de conta. Tira lições positivas das piores catástrofes. A busca do fácil, do leve, de prazer. Nenhum sentimento é mais atroz do que a morte. Medo de sofrimento, da doença, da busca de saúde preventiva. O ego é uma prisão do ser. A prisão da consciência. Compensa, racionaliza, não gosta de sujeira. A gula é muito falante. Planificador e cheio de idéias, uma mais brilhante do que a outra. É charlatão, tem a ver com a língua. São bem falantes, dominam bem as palavras. Egoico é mais sofisticado que os charlatães. Vende gato pôr gato mesmo. A busca de satisfação quando frustrada é a IRA que tem um pouco de GULA não satisfeita.

Pecado de PREGUIÇA: Preguiça de encontrar o tédio. Se da para facilitar porque complicar. Tem sempre de estar fazendo alguma coisa. Um trabalhador compulsivo. Joaninha trabalhadora. Atitude acomodada. Deixa estar para ver como fica. Esquecimento de si. Faz muito mais para os outros que pôr si. Super adaptado. Como logo existo.


Pecado de MEDO: O medo e suas implicações. FREUD já sabia. Tensão, ansiedade, defensividade. Erro de perspectiva do mundo. A realidade é ameaçadora. Percepção eivada de culpa. Será que eu valho a pena. Será que eu existo. Autoacusação. Dedica a vida a provar que existe. A dúvida metódica. O mundo ocidental ficou mais quadrado. Medo de Ter medo.


Pecado da VAIDADE: Brilho logo existo. Drama existencial eivado de ressentimentos. Marcado pelas imagens de como é a vida. Adequações aquilo que tem valor no mercado. Atitude narcisista. Apaixonado pela imagem reconhecida. Passa dar valor aquilo que quero. Simulação ou falsidade. Negação de si mesmo. Falta de autenticidade. Importa-se com o prestigio social. A mesma sensação de carência amorosa que tinha na infância.

A medida que subimos no eneagrama encontramos pessoas mais fortes. Coroa. Poder. Menos sensibilidade, menos sensíveis, menos sofredores. Hemisfério norte.

A medida que descemos são pessoas que procuram mais busca para uma saida. Mais sofredoras, mais sensíveis, razão para estarem fazendo este curso.


Wania você lembra uma vela na água...
Ao vento chegando macia e branca.
No verde só ela:
Imagem, vidro, espelho
Apenas um sistema exato.

Gosto de vida se largando
Ostensiva mas tranqüila e só.
Sobe a vela obediente e passiva
Toda branca na água decidida.
Oposto como uma violência doce

Diverso no ar um cheiro indefinido
E nuvens muito claras

Veja, refletem a vela
O seu ir-se sereno
Como serena é a paz total
E inexistente em um peito amante.

Isso foi escrito há algum tempo atrás para minha professora de bio dansa que foi para Salvador e nos deixou em plena Capital Federal. Gostaria de saber por onde andas dona Wania....


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B I O D A N Ç A

Aqui, todas as sextas-feiras há um compromisso total e envolvente entre os sons que se sucedem, assim também, entre os exercícios e sempre é encontrado aquele que não procura.

De verdade, é no silêncio de cada intervalo de um e outro poema, que a melodia do ser se expande e toca o outro. O fluir, o vir a ser se derrama em cataratas num véu brando de saudade, de amor e de ternura.

O lugar é aqui. Neste ambiente é o espaço e que pode ser ocupado por todas aquelas pessoas que carregam em si e projetam verdadeira torrente de poesia. Nos abraços, os que estão ao redor são sempre envolvidos, isso porque abraços são para quem se ama e para os verdadeiros amigos.

Razão quase não existe porque o coração é o que prevalece. É a temporalidade é o ser disponível que se projeta e capta no outro a harmonia de ser e de viver, que um leigo, com certeza, desconhece.

O importante é que, ser é estar presente na verdade e no amor. A luz interior de cada um pode ser captada pelo outro e se irradia como fonte. O fluir do ser é como a aurora vestida de mil côres ou como o sol saindo lentamente atrás dos montes.

Ver-se nem sempre é fácil. Muitas vezes não basta a observação ou o espelho porque a imagem é invertida. Mas aqui a proposta é ver-se no outro. Se ele está bem, nós também estaremos bem e a vida é só escolher o que nos cabe por gosto, ou por amor.

O mais legal de tudo é que seja lá o que for necessário para a fabricação do personagem, volta-se quantas vezes quiser, e vai-se retocando a modelagem, mas será isso legal?


Com certeza,não! É apenas uma forma de expressão. Essa situação só ocorreria num ambiente de muita tensão ou de cobrança e ao invés da resolução a opção está apenas sendo viajar, pensando que quando voltar as coisas estejam melhores.

E além de ser uma reação de fuga , não contribui em nada para a melhoria da situação e não é esta a proposta deste espaço. Até porque, não estamos falando de uma pessoa qualquer. Estamos falando de uma pessoa que você gosta e que é alguém muito especial, que é você mesmo.

Somos elementais. Queremos ser mais: Seres amorosos, de luz com todas as propriedades, velocidade, brilho e poder de cura. Não é nenhuma obsessão, também não é nenhuma loucura. Estamos apenas no começo, nem somos completamente amigos. Temos nossa líder e com certeza, iremos melhorar a cada Sexta-feira, tornando-nos criaturas mais ricas em todos os sentidos.


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Continuo a trabalhar por essa Empresa que ai está há algumtempo.



AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ..

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo,falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinícius de Moraes)

Longe ou perto o carinho sempre será especial...


PARA OS MEUS AMIGOS, MESMO QUE DISTANTES.

1. "Se você viver cem anos eu quero viver cem anos menos um dia, assim nunca terei de viver sem vocë"- Winnie Pooh

2. "A verdadeira amizade é como a saúde perfeita, seu valor raramente é reconhecido até que seja perdida" - Charles Caleb Colton.

3. "O verdadeiro amigo é aquele que aparece quando o resto do mundo desaparece".

4. "A amizade é um espírito em dois corpos"- Mencius.

5. "Se você morrer antes de mim, pergunte se pode levar um amigo"-
Stone Temple Pilots.

6. "Me apoiarei em você e você se apoiará em mim, e nós estaremos bem"- Dave Mathew's Band.

7. "Os amigos são a forma de Deus cuidar de nós"

8. "Se todos meus amigos tivessem que pular de uma ponte, eu não pularia com eles; eu estaria no fundo para pegá-los"

9. "Todos ouvem o que você diz. Os amigos escutam o que você fala.
Os melhores amigos prestam atenção ao que você não diz".

10. "Todos nós tomamos diferentes trilhas na vida; mas, não importa aonde vamos, aproveitamos um pouco de cada uma delas em toda parte".
Tim McGrew.

11. "Meu pai costuma dizer sempre: quando você morrer, se tiver (feito) cinco amigos verdadeiros, então você teve uma vida notável"
Lee
Iacocca.

12. "Segure um verdadeiro amigo com ambas as mãos"- Provérbio
Nigeriano.

13. "Um amigo é alguém que sabe a canção de seu coração e pode cantá-la quando você tiver esquecido a letra" - Autor desconhecido.

"Se você gostou do texto que provavelmente jã esteve e contnua escrito em vários Blogs como este repasse a todos os seus AMIGOS, mesmo que seja enviado para alguém que já o tenha recebido, ainda assim tenho certeza ele gostará de recebê-lo de você também. E, se você receber este texto inúmeras vezes de diferentes pessoas, isto significa somente que você tem muitos AMIGOS. Mas, se você recebê-lo uma única vez, não fique desolado, pois você saberá que tem NO MÍNIMO UM BOM AMIGO'


A Rosa!

John Blanchard levantou do banco, endireitando a jaqueta de seu uniforme e observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grand Central Station. Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia, mas o rosto não: a garota com a rosa! Seu interesse por ela havia começado trinta meses antes, numa biblioteca da Florida. Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as palavras do livro, mas com as notas feitas á lápis nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele descobriu o nome do primeiro proprietário: Srta. Hollis Maynell. Com tempo e esforço ele localizou seu endereço. Ela vivia em New York. Ele escreveu-lhe uma carta, apresentando-se e convidando-a corresponder-se com ele.

Na semana seguinte ele embarcou num navio para servir na II Guerra Mundial. Durante o ano seguinte, mês a mês eles desenvolveram o conhecimento um do outro através de suas cartas. Cada carta era uma semente caindo num coração fértil. Um romance de companheirismo. Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou... Ela pensava que se, realmente, ele se importasse com ela, sua aparência não importaria...Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro - 7 da noite na Grand Central Station em New York. "Você me reconhecerá", ela escreveu, "pela rosa vermelha que estarei usando na lapela".

Então, às 7:00 ele estava na estação procurando por uma garota cujo coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto. Vou deixar John dizer-lhe o que aconteceu: "Uma jovem aproximou-se de mim. Sua figura era alta e magra. Seus cabelos loiros caíam delicadamente sobre os seus ombros; seus olhos eram verdes como água. Sua boca era pequena; seus lábios carnudos e seu queixo tinha uma firmeza delicada. Seu traje verde pálido era como se a primavera tivesse chegado. Eu me dirigi à ela, inteiramente esquecido de perceber que a mesma não estava usando uma rosa.

Como eu me movi em sua direção, um pequeno provocativo sorriso, curvou seus lábios. "Indo para o mesmo lugar que eu marinheiro?", ela murmurou. Quase incontrolavelmente dei um passo para junto dela, e então eu vi Hollis Maynell. Ela estava parada quase que exatamente atrás da garota. Uma mulher já passada dos 50 anos, ela tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque sobre um chapéu gasto. Ela era mais que gorducha, seus pés compactos confinavam em sapatos de saltos baixos.
continua


A garota de verde seguiu seu caminho rapidamente. Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão forte era meu desejo de segui-la e tão profundo era o desejo por aquela mulher cujo espírito, verdadeiramente, me acompanhara e me sustentara através de todas as minhas atribulações. E então ela parou! Sua face pálida e gorducha era delicada e sensível, seus olhos cinzas tinham um calor e simpatia cintilantes. Eu não hesitei... Meus dedos seguraram a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a identificou para mim. Isto podia não ser amor, mas poderia ser algo precioso. Talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio de gratidão. Eu inclinei meus ombros, cumprimentei-a mostrando o livro para ela, ainda pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento:



"Sou o Tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar?" O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso: "Eu não sei o que está acontecendo", ela respondeu, "aquela jovem de vestido verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa no casaco. Ainda me disse que, se você me convidasse para jantar, eu deveria lhe dizer que ela estaria esperando por você no restaurante da esquina. Me disse que isso era um tipo de teste! "Não parece difícil, para mim, compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell.

A VERDADEIRA NATUREZA DO CORAÇÃO DE UMA PESSOA É VISTA NA MANEIRA COMO ELA RESPONDE AO QUE NÃO É ATRAENTE!

Autor Desconhecido



ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
O Brasil pode no que diz respeito à promoção e defesa dos Direitos da Criança, por ser o primeiro país da América Latina - e um dos primeiros do mundo - a "acertar o passo" da sua legislação com o que há de melhor na normativa internacional.
De fato, o artigo 227 da Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90) supera de vez o desgastado modelo da doutrina da situação irregular substituindo-o pelo enfoque de proteção integral, concepção sustentadora da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembléia Geral da ONU em 20 de novembro de 1989. O mais notável nesse processo de mudança foi que ele não resultou, como é freqüente acontecer nesses casos, do trabalho isolado de um seleto grupo de especialistas.
Ao contrário, tanto o dispositivo constitucional como lei que o regulamenta foram produzidos no seio de um extraordinário processo de mobilização ética, social e política, que envolveu representantes do mundo jurídico, das políticas públicas e do movimento social. A implementação de um novo ordenado jurídico - nunca é demais repetir - longe de ser urna corrida de cem metros rasos, assemelha-se muito mais a uma maratona, isto é, trata-se de um processo lento, laborioso e difícil. Tirar o Estatuto do papel é uma operação que, além de implicar mudanças no panorama legal dos Estados e Municípios, requer também um corajoso e amplo reordenamento institucional dos organismos que atuam na área.
Este processo necessita, também, de um esforço concentrado e continuado de capacitação de todo o pessoal dirigente, técnico e auxiliar envolvido diretamente no atendimento à população infanto-juvenil, a fim de implantar práticas novas. Não há como negar que já se fez muita coisa. O Conselho Nacional e quase todos os Estaduais já estão funcionando.
Cerca de dois mil municípios implantaram ou já iniciaram a implantação de seus Conselhos de Direitos. Este é um processo inédito de mobilização em favor da criança. Nunca uma lei organizou tantas pessoas, em tantos lugares diferentes, em defesa de uma mesma causa.
Os avanços, porém, não se resumem ao plano da mobilização. A mortalidade infantil vem sendo enfrentada com seriedade e competência em vários estados do Brasil. Na educação, há estados e municípios traduzindo, em termos práticos, o direito à educação como ingresso, regresso, sucesso e permanência de todas as crianças na escola. No campo da proteção, a criatividade institucional e comunitária de estados, municípios e ONGs tem gerado um expressivo elenco de programas voltados para a idéia de "educação o dia inteiro, sem que isso signifique escola o dia inteiro".Finalmente, no que diz respeito ao judiciário, hoje já podemos apontar juízes, promotores e advogados capazes de enfrentar o problema da delinqüência juvenil com severidade e justiça sem, no entanto, abrir - continua abaixo



mão das garantias próprias do estado democrático de direito. Contudo, ainda resta muito por fazer. Principalmente no campo das políticas sociais básicas: educação, saúde e profissionalização. As culturas política, administrativa e técnica do passado continuam barrando os avanços dos Conselhos.
A burocracia, o corporativismo, o clientelismo e o fisiologismo seguem obstaculizando os anseios de participação e de transparência que o novo direito da infância e da juventude pressupõe e requer. Em meio a tantos obstáculos, entretanto, surgem, aqui e ali, sinais que nos autorizam a olhar com esperança para o futuro. A mobilização social em favor da criança, a cada dia se aprofunda e amplia em todo o país.
O Pacto pela Infância, por sua vez, é a demonstração cabal da capacidade da criança de servir de base para a edificação de consensos em uma sociedade democrática. As forças nele aglutinadas colocaram, de fato, os direitos da população infanto-juvenil acima de qualquer outro bem ou interesse, pondo de lado as divergências e antagonismos que os separam em outros planos da vida nacional. É inevitável, porém, que algumas vozes se ergam pregando o retrocesso. São pessoas e grupos que ainda não acreditam que o Brasil seja capaz de conviver com os avanços mais recentes no campo dos direitos da criança. Advogam, por isso mesmo, o retorno ao panorama legal anterior à redemocratização.
Para esses segmentos, o mais importante é lembrar que, se é verdade que existe no Brasil hoje uma enorme distância entre a lei e a realidade, o melhor caminho para diminuir esse hiato entre o país-legal e o país-real não é piorar a lei, mas melhorar a realidade, para que ela se aproxime cada vez mais do que dispõe a legislação.
As dificuldades de uma conjuntura adversa não podem justificar um retrocesso histórico nas conquistas do estado democrático de direito em favor da infância e da juventude. A hora é de trabalho, luta e esperança. Vamos tirar o Estatuto do papel e trazê-lo para o dia a dia das nossas comunidades. O Brasil é capaz. O Brasil pode.



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Segunda-feira, Setembro 02, 2002



Para os amigos que fazem aniversário hoje escrevo:
Não queiram ser eternos... sobreviver à passagem das eras é tarefa demasiadamente dura... prefiram continuar assim, com prazo estipulado de validade... só deste jeito poderão viver cada dia mais intensamente...
E nesta data meu desejo é que tenham muita saúde, muita paz e muito sucesso.

Abraços pelo aniversário hoje.

Cassiano



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A Vida correta nasce da naturalidade

Quem se ergue na ponta dos pés
Não pode ficar por muito tempo.
Quem abre demais as pernas
Não pode andar direito.
Quem se interpõe na luz
Não pode luzir.

Quem dá valor a si mesmo
Não é valorizado.
Quem se julga importante
Não merece importância.
Quem se louva a si mesmo
Não é grande.

Tais atitudes são detestadas
Pelos poderes celestes.
Detesta-as também tu, ó homem sapiente.
Quem tem consciência da sua dignidade,
De ser veículo do Infinito,
Se abstém de tais atos.

LAO TZE - ( 6º Séc. ª C.)


Sete anos
"Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
Que ela só por prêmio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo:- Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!"
Camões


QUEM SOMOS NÓS
Quem somos nós que nos arvoramos de juizes implacáveis quando avaliamos os outros e somos tão benevolentes com as nossas limitações, fraquezas e erros?

Quem somos nós que nos julgamos tão fortes quando temos que nos posicionar diante da sociedade em que vivemos, quando na verdade nem sequer temos coragem de enfrentar a nós mesmos, nossa consciência, nossas verdades íntimas?

Quem somos nós que esperamos tanto pelo carinho, pelo afeto, pela compreensão, que reclamamos tanto de falta de atenção, quando nunca nos preocupamos em compreender os outros, suas necessidades, suas carências?

Quem somos nós que compramos quase tudo, que negociamos os preços, que reclamamos de custos, quando na verdade preferimos muito mais pagar que conquistar, construir, descobrir, fazer?

Quem somos nós que desejamos ser aceitos, respeitados e acreditamos; mas que quase nunca confiamos, entendemos e verdadeiramente nos preocupamos com o que está se passando com quem convivemos?

Quem somos nós que consideramos tão sábios e inteligentes, tão capazes e preparados e não damos conta de orientar nossos filhos, nossa família, nossos amigos?

Quem somos nós que nos percebemos criativos e inovadores e vivemos praticando e defendendo os mesmos valores e tradições de uma época onde o conhecimento não era tão amplo e democrático?

Quem somos nós, construtores de teses brilhantes, mas que nem sequer temos um plano pessoal e consistente?

Quem somos nós que buscamos tanto evidenciar a melhorada aparência e não cuidamos quase nada do nosso eu interior? Que nos julgamos donos de tudo e nem propriedade da gente mesmo temos?

Quem sonos nós que vivemos pedindo e reclamando e nunca nos lembramos de agradecer e apreciar as maravilhas que nos são constantemente proporcionadas?

Afinal, quem somos nós? Que podemos ser quase tudo e nos conformamos em não ser quase nada.


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Canção africana

"Eles estão cantando sua canção"

Cada cultura com seus costumes. Quando uma mulher em uma tribo africana sabe que está grávida ela sai para a mata com algumas amigas e juntas rezam e meditam até ouvir a canção da criança. Elas sabem que cada alma tem sua vibração própria, que expressa seu propósito e aroma próprios. Quando as mulheres se afinam com a canção, elas a cantam em voz alta. Então retornam a tribo e ensinam a canção a todos os outros.

Assim quando a criança nasce, a comunidade se reúne e canta a canção para ela. Mais tarde, na idade de ir para escola, a vila se reúne para cantar a canção para criança. Quando da iniciação da fase adulta, novamente o povo se reúne e canta a canção. À época do casamento, a pessoa ouve sua canção. Finalmente quando a alma está pronta para sair deste mundo, a família e os amigos se reúnem em torno da cama da pessoa, como fizeram no seu nascimento, e cantam à cação da pessoa para a Próxima vida.

Não é só isso. Para esta tribo africana há outra ocasião na qual o povo canta para a criança. Se em algum momento de sua vida, a pessoa comete um crime ou um ato anti-social, o indivíduo é chamado ao centro da vila e as pessoas da comunidade formam um círculo ao redor dele. E então cantam sua canção para que a ouça.

Coletivamente a tribo reconhece que o corretivo para o comportamento anti-social não é a punição; é o amor e a lembrança da identidade. Quando você reconhece sua própria canção, não tem desejo ou necessidade de fazer nada que possa ferir outrem.

Analogamente, um amigo é alguém que sabe sua canção e a canta quando você a esqueceu. Os que te amam não são enganados pelos erros que você tenha cometido, ou por imagens obscuras que tenha de si mesmo. Eles te lembram sua beleza quando você se sente feio; sua totalidade quando você está partido; sua inocência quando se sente culpado; seu propósito quando está confuso.

O certo é que você, com certeza não nasceu numa tribo africana que possa cantar para você nas transições cruciais da vida, mas a vida está sempre te fazendo lembrar quando está afinado consigo mesmo e quando não está. Quando você se sente bem, o que está fazendo se compara a sua canção, e quando se sente mal, tal não acontece. No fim, todos nós reconheceremos nossa própria canção e a cantaremos muito bem.

Você pode se sentir como que apenas murmurando, mas assim acontece com todos os grandes cantores. Apenas continue cantando você vai encontrar seu caminho para Casa.

Allen Cohen _


ENCONTRO
Qualquer dia desses precisamos nos sentar, e trocar essas idéias
digitalizadas pela tecnologia, com o calor da alma, e o amor do coração

Qualquer dia desses, pode ser qualquer dia...
Precisamos conversar. E saber mais um do outro.
Para podermos dizer de nossas palavras
e poesias. E o porque de acreditarmos na
vida de maneira tão contundente.

Qualquer dia, desses dias quentes,
que seja... Dias em que nem
mesmo a gente sabe onde vão dar
Deveríamos conversar e nos ver na realidade.

Qualquer dia desses, o tempo passa,
e tudo se vai. Isso não deve acontecer,
pois nossas semelhanças são enormes.
Mesmo que não no ser, mas no amor pelas pessoas

Qualquer dia desses, devemos marcar
um encontro de amigos que seja. Daqueles de antigamente!
Ou daqueles que sempre haveremos de ter
Para deixar que a mente expresse seus pensamentos.
E juntos, todos, nesse momento, devemos nos exceder.
Ao nos declararmos todos apaixonados!
E brindarmos ao nosso encontro, bebendo uma taça de vinho
servida por Baco, o próprio. Pois que os deuses
gostam dos escritores que não só escrevem mas que sentem
o que escrevem.

Qualquer dia desses, devemos reunir nossa gente.
E conhecermos nossas vozes, olharmo-nos frente a frente,
para continuarmos nessa estrada. De mãos dadas,
corações entregues, e alma limpa.

Qualquer dia desses, a gente precisa é se encontrar.

Para nunca mais se perder.
Este deve ser da Clara temporal - Também tem uns Blogs lindos e demonstra muita sensibilidade
mas sou suspeito para falar face minha admiração pela mesma. Para comprovar é só ir http://www.claratemporal.com/blog/.


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Cheguei há pouco, cansado, a alma revirada e o coração quase parando. Deixei a porta aberta e fui urinar. Não sei o nome deste hotelzinho; se eu soubesse... diria.

Lá no banheiro, que coisa mais engraçada, havia um azulejo verdemarazulceleste, com uma mancha mais escura verdefolhaquasemorta, em forma de peixe-espada. Eu me perguntei: quantos pares de olhos já fitaram esta mesma mancha e descobriram este mesmo peixe-espada?

Dei a descarga e voltei ao quarto. Abri a mala. Duas camisas, duas calças, dois pares de meia, duas cuecas brancas, um sonho ainda inacabado, um nariz vermelho de palhaço, duas estrelas da Ursa Maior, meu primeiro riso, o retrato de um amor perdido, um lápis sem ponta, um beijo embrulhado em papel de seda roxo... e um vidro (quase cheio) daquela maravilhosa goma arábica que cola pedaços de coração.
(Dennis) ver http://www.cadernomagico.blogspot.com/ - Acho fantástico e dele sou um leitor assíduo.


Às vezes não enxergamos o que temos, pelo simples fato de ser nosso

Um dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: - Sr Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece.
Poderia redigir um anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou um papel e escreveu:

"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. - Nem pense mais nisso! - disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que eu tinha.

Muitas vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe, atrás de miragens de falsos tesouros.

Valorize o que tens: as pessoas, a família, os amigos, os momentos...

Um ótimo tarde para vocês!!!


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"ENVELHECER É INEVITÁVEL, MAS CRESCER É OPCIONAL!"

Recebi por email e gostei!

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos Apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.

Ela disse: "Ei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço? "Eu ri, e respondi entusiasticamente: "É claro que pode!", e ela me deu um gigantesco apertão. Não resisti e perguntei-lhe: "Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade? e ela respondeu brincalhona: "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar. "Está brincando", eu disse.

Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse: "Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!" Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo. No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!

No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou. Ela foi apresentada e se aproximou do pódium. Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente: "Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei." Continua..


Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou: "Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso. Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades. E por último, não tenha remorsos.

Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos. "Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa". Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.

Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.

LEMBRE-SE:
ENVELHECER É INEVITÁVEL, MAS CRESCER É OPCIONAL!


Como nasce um paradigma!

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Continua..


Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..." Você não deve perder a oportunidade de passar esta história para seus amigos, para que, vez por outra, questionem-se porque estão batendo...


"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO"
Albert Einstein


A Harpa Mágica

Havia em um venerado mosteiro conservava-se uma harpa mágica, da qual, segundo os antigos oráculos, brotaria uma melodia maravilhosa no dia em que fosse dedilhada por um artista capaz de tocá-la devidamente. Atraídos pelo oráculo e com a esperança de se tornar famosos, muitos iam ao santuário, garantiam que eram grandes harpistas e pediam para que lhes deixassem tentar tocar a harpa mágica. Mas todos fracassavam, do instrumento só saiam os mais desagradáveis ruídos.

Assim tanto os monges que viviam no mosteiro como todo o povo do lugar já haviam perdido as esperanças de que pudesse aparecer alguém capaz de tocar aquele instrumento misterioso quando, um dia, apresentou-se ali um humilde homem. Era um desconhecido e ninguém imaginava que chegaria a conseguir aquilo que tantos músicos célebres haviam fracassado.

Rapidamente quando o homem começou a dedilhar o instrumento com delicadeza, como se estivesse acariciando as cordas com os dedos, todos tiveram a sensação de que a harpa e o harpista haviam sido fundidos em um único ser. Durante bastante tempo, que a todos lhes pareceu como um segundo, ouviram uma melodia com a qual sequer poderiam ter sonhado.

Por fim, o homem acabou de tocar e devolveu com grande reverência a harpa aos monges, estes maravilhados, perguntaram-lhe como conseguira tocar aquela música com um instrumento do qual os mais famosos músicos não haviam sido capazes de tirar sequer uma nota afinada. Então o homem respondeu com grande humildade: todos os que me precederam na tentativa chegaram com o propósito de usar a harpa para se envaidecer. Eu, somente me submeti inteiramente a ela e emprestei-lhe meus dedos, para que não fosse eu a lhe impor minha música, mas que ela pudesse cantar tudo o que leva dentro de si.

Apenas então, a madeira da harpa, que havia sido uma árvore centenária vibrou para cantar o ritmo do sol e da lua, os resplendores da aurora e do ocaso, a força do vento, o rumor da chuva, o silêncio das nevadas, o calor do verão e o frio do inverno, a ilusão de tantas primaveras e a tristeza do outono; em suma a história da própria natureza. E um instrumento maravilhoso que não pode ser tocado por aqueles que estão cheios de si mesmos, é preciso esvaziar-se diante da harpa para deixar que ela mesma toque a sua melodia.


"Adiante segue uma sentença proferida pela Justiça. Curta e contundente.

Vejam o que os juízes são obrigados a julgar.

Vale a leitura."

Sentença publicada num site jurídico.

Autos n° 075.99.009820-0/0000
Ação: Reparação de Danos/Ordinário
Autor: Juliana Souza Soratto Repr. p/ mãe Rita de Cássia Souza Silva
Réu: Clube 7 de julho


Vistos, etc.

Juliana Souza Soratto, representada por sua mãe Rita de Cássia Souza Silva, ingressou com Ação de Indenização por Danos Morais contra Clube 7 de Julho, todos qualificados.

Aduz na inicial ter sido barrada na entrada de um baile, quando sofreu danos morais. Pleiteia uma indenização. Deu à causa o valor de R$ 5.440,00.
Juntou documentos. Recebida a inicial, foi registrada e autuada.

Citado, o requerido respondeu, via contestação, quando suscitou preliminar e combateu o mérito. Alega que tratava-se de um baile de gala e que a requerente não estava devidamente trajada. Imputa à mãe da requerente o escândalo ocorrido e, ainda, que a mesma participou, normalmente, do baile. Houve impugnação.

Realizada audiência de conciliação sem êxito. Saneador proferido no ato. Designada audiência de instrução e julgamento. Tomou ciência o Ministério Público.

Realizada a audiência de instrução e julgamento, com o depoimento das partes e testemunhas.

Alegações finais por memoriais, quando as partes analisaram as provas e requereram, respectivamente, a procedência e a improcedência da demanda. O Ministério Público manifestou-se pela improcedência da pretensão inicial.
Vieram-me os autos conclusos.

É o relatório.

Decido.


Excurso.

No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta já ultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passava fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada. Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz a sociedade. E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido. Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica?

Moda, gala, coluna social, são bazófias de uma sociedade extremamente dividida em classes, na qual poucos usufruem da inclusão e muitos vivem na exclusão. Mas, nos termos do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, cabe ao Poder Judiciário julgar toda e qualquer lesão ou ameaça a direito. É o que passo a fazer.
Da preliminar.

As questões preliminares são referentes às matérias processuais, que inviabilizam a tramitação normal do feito. No presente caso, a preliminar argüida refere-se ao mérito, ou seja, a possível "ausência de qualquer situação que caracterizasse constrangimento, vergonha ou humilhação para a Autora". (29). Isto refere-se aos fatos e não diz respeito a questões preliminares. Portanto, como preliminar, indefiro o pedido, pois o mesmo será analisado no mérito.


Do Mérito.

A celeuma refere-se ao fato de a requerente ter sido barrada na entrada de um baile provido pelo requerido. Segundo este, aquela não estava devidamente trajada, pois, nos termos do convite de fls. 11, o traje exigido era de "Gala a Rigor (smoking preto e vestido longo)", e a indumentária utilizada no dia, pela requerente (fotografias de fls. 12), não se enquadrava neste conceito. Já a requerente alega que sim, seu traje era adequado. Pelas testemunhas inquiridas, vê-se que os fatos não foram além disto, até a presença da mãe da autora, que "esquentou" a polêmica, dando início a um pequeno escândalo, pois exigia o ingresso de sua filha, o que, aliás, acabou ocorrendo, pois ela participou, normalmente, do baile. Diante destes fatos, o julgamento da lide cinge-se a verificar se o fato de a autora ser barrada na entrada do baile constitui-se em um ilícito capaz de gerar danos morais.

Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido, que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim. Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto.


Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos seus atos.

Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que fala-se de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trato de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas?

A pretensão inicial é improcedente, pois nos termos do art. 333, I, do CPC, a autora não comprovou qualquer ato ilícito do requerido capaz de lhe causar danos morais. Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos, em especial as de fls. 12, não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música.

Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento. Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão. Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seu tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral.
Pelo exposto, julgo improcedente a pretensão inicial e condeno a requerente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados, nos termos do art. 20, § 4º, do CPC, em R$ 1.000,00.

Publique-se.

Registre-se.

Intime-se.

Tubarão, 11 de Julho de 2002.
Lédio Rosa de Andrade
Juiz de Direito



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C O N T E N T A M E N T O


Curioso como a vida moderna atribui uma tarefa grande demais ao eu pessoal. A sociedade ocidental nos ensina que cada um de nós é um eu separado, isolado. Esquecemos a existência de uma camada mais profunda de experiências que partilhamos com toda a nossa cultura e com toda a criação. A essa camada, JUNG, por exemplo, deu o nome de inconsciente coletivo – uma fonte de sabedoria, de propósito, de significado.

O inconsciente coletivo é um grande mar de onde todos nós nascemos. Nesse mar vivem os sentimentos, as idéias, as capacidades, os comportamentos, os defeitos e virtudes que identificamos como nós mesmos; e desse mar brota cada indivíduo,cada ego, cada “eu”.

Na verdade muitas pessoas inteligentes de nossos dias recusam-se a admitir que têm um inconsciente. Insistem em dizer que sabem porque querem o que querem, e porque fazem o que fazem. Inconsciente é um termo curioso, como irresistível.

Trivial, diz o que algo não é, em lugar de dizer o que é. Mas o inconsciente não é tão vago e esotérico assim. Consiste em todos aqueles processos que ocorrem dentro de você e à sua volta, mas no segundo plano. Você sabe que sua pressão sangüínea e o ritmo de sua respiração ajustam-se quando você sobe um morro correndo, ou quando o tempo muda, e você não precisa pensar nisso conscientemente. O corpo faz muitas coisas sem precisar de pensamento consciente, e a mente também.

E dizer que temos um inconsciente também é uma forma de dizer que mental e fisicamente, fazemos parte da natureza. As profundezas do inconsciente são as profundezas da natureza. Mesmo quando nos sentimos inteiramente isolados dos outros, é importante lembrar que nosso lar psicológico comum continua o mesmo.

Na real, o mesmo doutor Young levantou questões importantes para pessoas modernas em relação a natureza de nossos verdadeiros eu, o self, lembrando-nos de uma coisa que as civilizações anteriores tinham como ponto pacifico – que o verdadeiro eu encontra-se numa camada muito mais profunda que a razão e o intelecto, mais profunda que nossa individualidade.

Também as proezas dos deuses e demônios dos antigos parecem fantásticas e irracionais pelos padrões de hoje, mas os povos pré modernos ao menos tinham conhecimento do fato importante de que há forças poderosas em ação em nossa vida, forças que têm uma existência própria, independente de nossos desejos e de nossa vontade consciente. Para chegar ao contentamento, não podemos simplesmente ignorar os poderes do inconsciente. Precisamos nos relacionar com eles.


Apesar disso,nós podemos simplificar. Um caminho para o contentamento é seguir a abordagem defendida por Thoreau e Gandhi: você pode simplificar. Reduzir a quantidade enorme de suas opções diárias limita efetivamente o que o “eu” tem de processar e diminui um pouco a ansiedade da vida moderna. Você precisa realmente de 101 canis de televisão por satélite? Pular de um canal para outro traz mais ou menos contentamento? O que você ganha com isso? Use essa medida padrão para muitas coisas em sua vida.

Maravilhoso para nós, é saber que liberdade é o maior grau possível de individualidade e o número máximo de opções. Exatamente como num experimento, procure descobrir como é viver com menos opções.neste fim de semana,em vez de sair de casa para consumir alguma coisa, prefira contentar-se em ficar quieto,dar uma caminhada em meio a natureza ou preparar um jantar simples com amigos.

E assim faça um inventário de sua vida e procure formas de simplificar . Será que um carro novo vai realmente lhe dar mais contentamento ou vai apertar seu orçamento e você vai ter que trabalhar muito mais? Quanto tempo vai se passar antes que a “novidade” perca a graça? E quanto a se mudar para outra casa, será que as oportunidades de curtir a vida serão compensadas por preocupações e inúmeros projetos? O fazer só por fazer é um fator importante do descontentamento moderno.

No mais há virtudes em simplificar sua vida. Vale a pena procurar formas de melhorar sua alimentação, diminuir suas prestações, reduzir suas dívidas e reservar mais tempo para os amigos e a família. Mas você precisa lembrar que os esforços de simplificação vão acabar não acerando o alvo de deixar você contente.Embora talvez seja seu maior desejo, não há como voltar ao Jardim do Éden. A consciência só anda para a frente nunca para trás.

Todavia nem com uma horta e um pomar orgânicos e pão feito em casa as pessoas modernas deixam de ser perseguidas pelo descontentamento. É porque o contentamento nunca é resultado de fazer ou ter. Reorganizar a vida do lado de fora não produz contentamento – ao menos não durante muito tempo. O contentamento é uma experiência interior resultante de seu nível de consciência.

O que existe em nós é um anseio de estar com alguém de forma absoluta, de sermos aceitos tal como somos e de sermos vistos pelos outros como a melhor pessoa que temos condições de ser. Nas relações entre “eu e você” , os outros são vistos como portadores da mesma humanidade que nós, bem como de um potencial divino. Em vez de tratar os outros como objetos a serem manipulados, você procura a melhor experiência possível em todas as circunstâncias e nenhum encontro deixa de ter um sentido oculto. Como seria seu dia se em todas as interações com os outros você os tratasse não apenas como um meio que leva a um fim, mas como o próprio sentido e realização de sua vida? Como você se sentiria se fosse tratado assim? Um dia como esse certamente traria uma medida


Essa ai embaixo é a dona Cassiandra e poderá ser vista ao vivo no check in de alguma companhia aérea no Aeroporto Salgado Filho. Espero que nesse setembro não se repitam os acidentes como os da última sexta-feira, muito menos como os de setembro passado.



Críticas
Você e eu devemos aceitar de bom grado as criticas que nos fazem, pois não podemos esperar que a razão esteja do nosso lado mais do que quatro quintos das vezes. Pelo menos, foi o que Theodore Roosevelt disse, quando podia esperar estar sempre com a razão quando estava na Casa Branca. Einstein, um dos mais profundos pensadores, confessa que as suas conclusões estão erradas noventa e nove por cento das vezes!
“As opiniões dos nossos inimigos” disse La Rochefoucauld, “aproxima-se mais da verdade do que as nossas próprias”.
Todos nós temos tendência a ressentir-nos ante a crítica e aceitar com satisfação os louvores, sem nos importarmos se a critica ou o louvor se justifica. Não somos criaturas de lógica. Somos criaturas de emoção.Nossa lógica é como uma canoa num mar profundo, negro e tormentoso de emoções. A maior parte de nós tem excelente impressão quanto a si mesmo – quanto ao que somos neste momento.mas daqui a quarenta anos, podemos olhar para trás e rir do que hoje somos.
William Allen White, “o mais renomado jornalista de cidade pequena que há na história”, olhou para o passado e descreveu o jovem que fora cinqüenta anos antes – “um jovem presunçoso... um idiota cheio de coragem... um arrogante fariseu... um reacionário complacente”. Daqui a vinte anos, talvez você e eu estejamos usando adjetivos semelhantes, ao descrever o que somo hoje. Pode ser... Quem sabe...
Dale Carnegie escreveu que conheceu um vendedor de sabonetes que costumava solicitar críticas. Quando começou a vender sabonetes para a Colgate, os pedidos eram lentos. Ficou preocupado, com receio de perder o emprego. Como sabia que não havia nada errado quanto aos sabonetes e ou ao preço, compreendeu que ele próprio deveria será causa da dificuldade. Quando deixava de efetuar uma venda, costumava, muitas vezes, dar uma volta pelo quarteirão, procurando descobrir o que é que não estava certo. Será que tinha sido muito vago, ou que lhe faltara entusiasmo. Freqüentemente, voltava ao negociante e dizia: “Não voltei aqui para procurar vender-lhe sabonete algum. Voltei para pedir seu conselho e ouvir a sua crítica. Poderia o senhor fazer a fineza de dizer-me em que estava errada a minha conduta, quando procurei, ainda há pouco, vender-lhe meus sabonetes. O senhor tem muito mas experiência e conseguiu muito mais êxito do que eu. Por favor, quero saber a sua opinião. Seja franco. Não tenha receio de magoar-me”.
Tal atitude fez com que conseguisse grande número de amigos e recebesse conselhos preciosos e o que aconteceu a esse homem. Hoje ele é presidente da Colgate-Palmolive-Peet Soap Company – os maiores fabricantes de sabonetes do mundo. O seu nome é E.H. little.
Por fim a crítica injusta é freqüentemente um cumprimento disfarçado. Quer muitas vezes dizer que você despertou ciúme e inveja. Lembre-se sempre do velho provérbio: “Ninguém chuta um cão morto”. Aja da melhor maneira que puder, depois, abra o seu velho guarda-chuva .....


Domingo, Setembro 01, 2002




Esse é para encerrar hoje:

A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial.
A pergunta era:
"Por favor, diga honestamente qual sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo."

O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso, porque:
Os europeus não entenderam o que é "escassez".
Os africanos não sabiam o que era "alimentos".
Os argentinos não sabiam o significado de "por favor".
Os norte americanos perguntaram o significado de "o resto do
mundo".
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre
"opinião".

E o congresso brasileiro ainda está debatendo o que é
"honestamente".


Continuação do teste abaixo:
JOGOS E BRINCADEIRAS

56. Você jogava bilboquê?
57. E bolinha de gude?
58. Rodava pião? E ioiô?
59. Roubava borrifador de limpador de pára-brisa de Fusca prá
fazer anel?
60. E chumbinho da roda de carro? (pra fazer o que, hem?)
61. Usava tampinha de guaraná para fazer distintivo de polícia?
62. Soltava bombinha de quinhentos em época de festa junina? E
biriba?
63. Teve um MUG?
64. Andou de carrinho de rolemã?
65. Consertava o pneu da sua bicicleta com michelin?
66. Brincou de pula-sela? (ou era uma-na-mula?)
67. E de queimada?
68. Bate-bate? (primo mais novo do bilboquê)
69. E, o mais importante, bambolê?
70. Brincou com saquinhos de arroz?
72. Teve avião de isopor e pára-quedas com soldadinho de
plástico para empinar na praia?
73. Pulou "amarelinha" na rua?

TELEVISÃO, CINEMA, MÚSICA E REVISTAS

74. Lembra quando o Ronnie Von jogava a franja de lado
cantando "Meu Bem"?
75. Lembra quem cantava "Pare de tomar a pílula"? E quem pedia
ao "Senhor
Juiz: Pare agora!"?
76. Assistia "Perdidos no Espaço" aos domingos? "Túnel do
Tempo"? "Terra de Gigantes"?
77. Sabia de cor a música de Bat Masterson?
78. Se divertia com os SOC, POW, CRASH do Batman e Robin?
79. Sabe quem foi Phantomas?
80. Sabe quem foi Teddy Boy Marino?
81. é fã do Jô Soares desde a Família Trapo?
82. Assistiu Direito de Nascer na TV Tupi? E na rádio Tupi?
83. Assistiu qualquer programa da TV Tupi?
84. E da TV Excelsior?
85. Assistia Repórter Esso?
86. Assistiu à Copa do Mundo de 1970 em preto e branco ou
colorido?
87. Lembra da escalação da seleção?
88. Assistia Toppo Giggio?
89. Lembra do anúncio das Casas Pernambucanas?
90. Lembra da Dorinha Duval no Sítio do Pica-pau Amarelo?
91. Assistia Vila Sésamo?
92. Assistia Almoço com as Estrelas do Aírton e Lolita Rodrigues?
93. Sabe quem foi Corey Baker?
94. Sabe quem foi Jonhnny Weismuller?
95. Lembra o nome da moça que saía de dentro de uma banana
no Planeta dos Homens? E o programa Time Square, assistiu?
96. Assistiu Balança mas não cai?
97. Assistiu Vigilante Rodoviário?
98. Sabe quem foi Dr. Bellows?
99. Assistiu filmes do Mazzaroppi nas matinês de sábado?
100. Ouvia Rita Pavone?
101. Assistiu Independência ou Morte no cinema?
102. Cantava "eu era nenê, não tinha talco, mamãe passou
açúcar em mim", do Wilson Simonal?
103. Dançou If, do Bread, colado?
104. Lembra do Amigo da Onça, na revista Cruzeiro?
105. Lia Diversões Escolares?
106. Lembra do quadrinho " Um Saturnino descobre a Terra"?
107. Lembra o que o Saturnino adorava beber?
108. Lembra do cumprimento entre o Arrelia e o Pimentinha?
109. Lembra quando o Michael Jackson era apenas o caçula dos
Jackson
Five"?


TESTE SUA IDADE

Seu RG e' baixo? Reumatismo, problema na vista? Faca o teste abaixo e
determine a sua verdadeira idade!

ALIMENTOS

1.Chupava Gotas de Pinho Alabarda?
2. Comia Dadinhos da Diziolli?
3. E Pingo de Leite?
4. Comia machadinha na porta da escola?
5. Você lembra que o mascotinho do Toddy era um índio?
6. Você colecionava os bonequinhos que vinham dentro do vidro de
Toddy?
7. O leite que sua mãe comprava vinha em garrafa de vidro com tampinha
de alumínio?
8. Você comia Amendocrem?
9. E geléia de mocotó Colombo?
10. Você tomou Kresto?
11. Sua primeira bebida alcoólica foi Cuba Libre?
12. Sua cuba libre era feita com Ron Merino?
13. Você tomava Caracu com ovo?
14. Você tomou sorvete Ki-Show?
15. E Eskibon?
16. E que tal Chicabon?
17. Você tomava Cerejinha?
18. Grapette?
19. Guaraná caçulinha?
20. Tubaína? (ou Itubaína?)
21. E refrigerante tamanho família?
22. De quem era o slogan: "Tem gosto de festa"?
23. E o que queremos na "hora do lanche, que hora tão feliz"?
24. Você tomou Groselha Vitaminada Milani? (Iahoo!)
25. Você comeu chocolates Sönksen?
26. Comia gelatina arco-irís? (aquela que tem quadradinhos de
todas as cores?)
27. Comeu muito espetinho de salsicha, picles e queijo espetado
no melão nas festas?
28. Comeu bolo Marta Rocha? Faz idéia quem foi ela?
29. Comprou "bengala" na padaria?
30. Lembra das bolachas Aimoré? E da Piraquê?
31. Sabe o que é uma "televisão de cachorro"?
32. Comprava frango (vivo) na granja?
33. Tomava café feito em coador de pano?

REMÉDIOS E PERFUMARIA

34. Você já tomou Cibalena?
35. Tomou Emulsão de Scott ou Biotônico Fontoura quando
criança?
36. Você cuidou de suas espinhas adolescentes com pomada
Minâncora?
37. Sua mãe usava violeta genciana para cuidar de seus
machucados? Ou
Mercurocromo? Mertiolate vermelho? Iodo?
38. Lembra do slogan do Gumex?
39. Sua mãe passou Nenê-Dent em você?
40. Você usou fralda de pano e calça plástica?
41. Seu pai usava aparelho de Gilette com lâminas substituíveis?
42. Você sabe o que é Rhum Creosotado? E Pronto Alívio
Radway?
43. Você conheceu o Óleo Glostora?
44. Sua mãe usava Creme Rugol?
45. Sua mãe usava Creme de Alface Brilhante?
46. Você sabe o que é Regulador Xavier? E a Saúde da Mulher?
47. Você usou sabonete Eucalol?
48. Ou você preferia o Lifebuoy (aquele que tirava o CC)?
49. Você usou papel higiênico Tico-Tico?
50. Você usou Gumex?
51. Você usou Brylcrem?
52. Sua mãe tinha secador de cabelos com touca?
53. Você sabe o que era Diptidu?
54. Gomalina te diz alguma coisa?
55. Te besuntaram de Caladril depois de muito sol na praia?


Fe l i c i d a d e


Existe uma história antiga, muito interessante, sobre os deuses. Com medo que, se o ser humano fosse perfeito, não precisaria mais deles, reuniram-se para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse: "Vamos dar-lhes tudo, menos o segredo da felicidade". "Mas se os humanos são tão inteligentes, vão acabar descobrindo esse segredo também!", disseram os outros deuses em coro. "Não", responde o sábio -"vamos esconder num lugar onde eles nunca vão achar - dentro deles mesmos".

Como disse Wayne Dyer: "A maioria das pessoas está procurando pela felicidade. Olhando em volta para ver se acham. Estão tentando encontrá-la em algum lugar ou pessoa lá fora. Esse é um erro fundamental. A felicidade é algo que você é, e o que você é depende diretamente do que você pensa".

Existe um ditado budista que diz: "Se você quer saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje". Nem só de grandes idéias em Marketing, sacadas, vendas fechadas, faturamento, etc., dependemos para o sucesso e, principalmente, para sermos felizes.

Existem outras coisas muito mais importantes do que o dinheiro. Afinal, não existe sucesso na vida que não passe pela satisfação e crescimento pessoal. A atitude é fundamental nestas horas. Se você não está fazendo o que ama fazer, acordar todos os dias pela manhã vai se tornar cada vez mais difícil - e isso é um grande problema num mundo cada vez mais competitivo. Você tem que amar o que faz, se não já acorda em desvantagem. E você, o que está fazendo para crescer e ser feliz? Pense nisso, e Viva melhor e Mais.
Não sei o autor


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TEM GENTE QUE TEM...


Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem para escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga para isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

E eu sempre soube e senti desde que a encontrei que você é um modelo dessa gente que tem....


Para pensar

Se ao sair de casa e notar que um pombo fez cacaca em sua cabeça

Relaxe, pense na perfeição da Grande Mãe Natureza

Que deu asas ao pombo e não às vacas...!

L E N D A

Lembro que é antiga esta lenda mas nunca é demais recordá-la. Conta-se que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:

"Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...." A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.

No silêncio da caverna a voz misteriosa falou novamente: "Você só tem oito minutos". Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco tempo e o desespero durou para sempre.

Do mesmo jeito acontece, às vezes, conosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte: "Não se esqueça do principal!" E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a família, os amigos, a vida enfim! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado...

Assim, esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial: "Os tesouros da alma!" Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de inesperado. E quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerão as lamentações.

Portanto, que jamais esqueçamos do principal!



A M O R E L

Alheio ao que se passava ao redor estava lendo uma história que começava assim: era uma vez um anjinho chamado AMOREL, muito distraído, que recebeu uma incumbência de Deus:- AMOREL, acabo de inventar os humanos. Eles estão classificados como homem e mulher, cada um tem seu par e já estão todos alinhados de par em par. Pegue esta bandeja de humanos e leve para que eles habitem a Terra.

Mais que depressa Amorel que ficou muito contente pois, há muito tempo, o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho pegou a bandeja e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada Amanda. A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram.

O pânico tomou conta de Amorel e Amanda. Ficaram desesperados e foram contar para Deus o ocorrido e o Senhor falou:- Vocês derrubaram, vocês juntarão! Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam. Os dois anjinhos, trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrem.

Realmente o trabalho dos dois é muito difícil, tanto é, que por muitas vezes eles juntam casais errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos, o tempo todo. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram, e por muitas vezes, esta separação é brusca, pois não se tem tempo a perder.

E assim dia desses, eu recordo, recebi um bilhete dos dois anjinhos e estou mandando para você agora: " Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também, não se isolem. Tentem se mostrar realmente, quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil.

Lembramos e aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que em algum canto neste vasto universo vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro".

Fiquem com Deus.

Um beijo
Amorel e Amanda.


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Palavras

Palavras não são só palavras... Nunca. Palavras têm forma, cor e textura. Palavras têm peso, cheiro e gosto. Palavras têm alma e têm rosto. Palavras têm vida.

Existem palavras-arma, que atiram e machucam, podem até matar. Não pessoas, sentimentos. Palavras-agulha, o que elas injetam faz efeitos diferentes em cada um. Ou não fazem efeito algum.

Palavras-bálsamo, se ditas na hora certa aliviam a dor. Palavras-chiclete, ficam marcadas e grudadas para sempre. Palavras-felpa, nunca dá para conseguir extrair por inteiro.

Palavras-chave, que abrem qualquer porta. São as mais perigosas, nunca se sabe o que vai encontrar. Pode ser um trem, que te atropela, um jardim ou um local de acesso restrito.

Palavras-kleenex, servem para secar lágrimas, Palavras-borboleta, que voam, palavras-pernilongo, zumbem no seu ouvido e você não sabe de onde vêm.

E meu Deus, as palavras-tumor, se retiradas a tempo não matam. As palavras nunca são só palavras. Sim, a boca só obedece o cérebro, logo, palavras são pensamentos, de momentos ou de uma vida.

Antes de sair, elas passam pela alma e pelo coração. E pela cabeça. Então, my brother, cuidado com as palavras, elas são tudo que eu tenho agora.


Auto-Retrato
Mario Quintana.



No retrato que me faço
traço a traço –
Às vezes me pinto nuvem,
Às vezes me pinto árvore...
Às vezes me pinto coisas
De que nem há mais lembranças...
Ou coisas que não existem
Mas que um dia existirão...
E, desta lida, em que busco
pouco a pouco –
Minha eterna semelhança,
No final, que restará?

Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!



Pontuação

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim: "Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres." Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.

O sobrinho fez a seguinte pontuação: Deixo meus bens à minha irmã? Não, a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres. A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: Deixo meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele. Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres. Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres. Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz a diferença.


O que eu pedi a Deus
Eu pedi força e Deus me deu dificuldades para me fazer forte.
Eu pedi sabedoria e Deus me deu problemas para resolver.
Pedi prosperidade e Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar
Pedi coragem e Deus me deu perigos para superar.
Eu pedi amor e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar.
Pedi favores e Deus me deu oportunidades.
Não recebi nada do que pedi, mas recebi tudo o que precisava.

ERA UMA VEZ

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga-lume que só vivia para brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse à cobra:
Posso fazer três perguntas?
- Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então por que você quer me comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR.....

Pensem nisso e selecionem as pessoas em quem confiar!


A P R E N D I


Aprendi que se aprende errando. Que crescer não significa fazer aniversário. Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem. Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.

Pode ser que as pessoas não acreditem mas aprendi que amigos a gente conquista mostrando o que somos. Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim. Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.

Reclamando aprendi que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela. Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.

E aprendi que amar significa se dar por inteiro. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos. Que se pode conversar com estrelas. Que se pode se confessar com a Lua.

Nas muitas viagens que fiz, aprendi que se pode viajar além do infinito. Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde. Que dar um carinho também faz e que fazer alguém feliz pode nos fazer sentir também a maior felicidade.

De tudo quanto sonhei aprendi que sonhar é preciso. Que se deve ser criança a vida toda apesar da idade e que nosso ser é livre em que pesem alguns grilhões, muitas vezes querem acorrentá-lo..

Imperiosamente aprendi que Deus não proíbe nada em nome do amor. Que o julgamento alheio não é importante. Que o que realmente importa é a Paz interior. E finalmente, aprendi que não se pode morrer, para se aprender a viver.


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