Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
Email: cassiano.leonel@terra.com.br
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8:55 PM
by Cassiano Leonel Drum
Revista Isto É - Comportamento Sem essa de Amélia o que conta agora é a vaidade. Pesquisa mostra que o brasileiro supervaloriza a aparência física
Vaidade campeã Números de beleza Lia Bock e Marina Caruso Colaboraram: Liana Melo e Sara Duarte
MISS BRASIL Juliana Borges fez lipo, correção de orelha e implante de silicone Nem luxúria, nem preguiça, nem inveja, nem qualquer outro dos sete pecados capitais. É do excesso de vaidade que padecem os brasileiros. A prova disso está numa recente pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, em parceria com o laboratório Allergan ¿ pai do mais cobiçado produto dos últimos tempos, o Botox. O estudo, feito com cinco mil homens e mulheres entre 18 e 64 anos, foi conduzido no Brasil, nos Estados Unidos, na França, no Canadá e na Austrália. E revelou que os brasileiros são, em disparada, os mais vaidosos do planeta. Apesar de ser o único país em desenvolvimento da pesquisa, o Brasil é o que mais se preocupa com a imagem. Por aqui, 61% dos entrevistados consideram a atração física um fator muito importante para prosperar na sociedade. Nos outros países, esse número não passa de 26%. A dermatologista Ligia Kogos, responsável pela parte brasileira do estudo, explica o fenômeno. ¿Os latinos, em geral, são mais vaidosos. E os brasileiros, que exibem corpos nus quase o ano todo, têm que estar sempre com tudo em cima¿, afirma.
DONNA HRINAK ¿Estava cansada de me ver na imprensa com o nariz pontudo¿
Mais do que se preocupar com a beleza e fazer das tripas coração para conseguir o corpo dos sonhos, os brasileiros gostam de anunciar os procedimentos a que se submetem nesta busca. A Miss Brasil Juliana Borges, 24 anos, é um bom exemplo disso. Às vésperas de se candidatar à vaga de miss, no ano passado, a bela gaúcha e seu cirurgião plástico saíram anunciando aos quatro ventos que ela havia feito 19 incisões cirúrgicas para ¿facilitar a conquista do título¿. Mas não foi bem assim. ¿Na verdade, fiz apenas três cirurgias: lipoaspiração, correção de orelha e silicone nos seios. Esses procedimentos envolvem ao todo 19 incisões. É que num país onde a vaidade é tudo, quanto mais cirurgia, mais espaço na mídia.¿ A estratégia deu certo. Juliana ganhou páginas de revistas e jornais contando suas peripécias cirúrgicas e causou inveja a muita gente. Tanto que, como revela o Instituto Gallup, 75% dos brasileiros aceitariam se submeter a tratamentos estéticos para conseguir o visual perfeito (leia quadro com dados da pesquisa). Até quem está de passagem por aqui parece se contaminar com a febre da vaidade. Mesmo nascida no país campeão de cirurgias plásticas, a embaixadora americana Donna Hrinak, 51 anos, até a semana passada chamava a atenção não apenas pelo excelente trabalho que desenvolve, mas principalmente por seu avantaj
Se voces preferirem as capas animadas tem também para todo o gosto. Saliento que a capa, obviamente e só uma apresentação do que contém a revista, contudo é elaborada depois de exaustivos estudos. Então tem semanas que acho que a Isto É foi mais feliz, outras a Veja e assim é uma constante guerra de marketing e que vale a pena ser observada.
As capas de Veja e Isto É estão aqui para vocês verificarem e coloquei abaixo parte de uma reportagem da isto É sobre a fome e depois três textos dos colunistas da revista veja que como está em área restrita aos assinantes vocês poderão ler em primeira mão. No mais boa leitura, bem abaixo estão todos os destaques da Revista Veja, e lembro que as duas estarão nas bancas amanhã bem cedinho, por isso não deixem de adquirí-las.
Programa de Lula para combater a fome no Brasil já interessa à ONU, ao BID e ao Bird. A idéia é mobilizar toda a sociedade
As ações imediatas Florência Costa Colaboraram: Juliana Vilas e Madi Rodrigues (SP) e Neila Fontenelle (CE). Agradecimento: Dilma Cruz, da Lanchonete Embrasa
A cara da fome é feia e assustadora. Mas não intimidou Luiz Inácio Lula da Silva. Afinal, ele será o único presidente brasileiro que sentiu na carne a dor e a humilhação da miséria. Derrotou-a na infância, quando se alimentava apenas com um mingau de farinha e café pela manhã e só comia carne quando os irmãos mais velhos conseguiam caçar preá ou rolinha no sertão pernambucano para fazer a ¿mistura¿.
Deixar de ser um prisioneiro da miséria foi uma proeza. Chegar onde chegou foi quase um milagre. Como diz a música de Caetano Veloso: ¿Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome.¿ Eleito, decretou sua segunda guerra contra a miséria. Suas palavras ecoaram pelo mundo: Se ao final do meu mandato cada brasileiro puder se alimentar três vezes ao dia, terei realizado a missão de minha vida. O anúncio teve reação imediata da Organização das Nações Unidas (ONU), do Banco Mundial (Bird) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), principais instituições multilaterais de financiamento, ao lado do FMI. A aposta destes organismos internacionais em Lula é alta: a de que ele poderá protagonizar um modelo mundial no combate à fome. Este é o recado enviado do Exterior ao general petista.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ligou para Lula na quinta-feira 31, dizendo que vai colaborar com o projeto para aplacar a desnutrição. O relator da ONU para a Fome, Jean Ziegler, vai convidar Lula para uma reunião, em dezembro, onde combinará estratégias contra a miséria.
EX-SEM TERRA Manoela, com a filha Mônica, sonha com trabalho e dignidade.
Autor de um relatório sobre a situação da fome no Brasil, ele aconselha Lula a aumentar o salário mínimo e acelerar a reforma agrária. A FAO, organismo da ONU responsável pelo combate à fome, vai dar seu valioso aval para que o governo Lula consiga recursos. O presidente do Bird, James Wolfensohn, e do BID, Enrique Iglesias, enviaram mensagens de apoio ao petista. São sinais mais do que promissores. Só o Bird tem um fundo de empréstimos de US$ 5,3 bilhões. ¿Em nome do Banco Mundial, gostaria de expressar nosso desejo de trabalhar com Lula e sua equipe em nossa agenda comum de combate à pobreza e melhoria das condições de vida dos brasileiros¿, afirmou Wolfensohn. O empresário Oded Grajew, interlocutor do petista com empresários e entidades internacionais, conta como está a expectativa lá fora com relação ao governo do PT: ¿Os organismos internacionais envolvidos no combate à fome querem parcerias com governos e a aposta ag
Aviso aos incautos: o Brasil continua. E mais: que seria de nós sem as frases, os provérbios e as metáforas do futebol?
Caso não se queira mal ao governo Lula, recomenda-se deixar de lado idéias como "novo começo", "refundação" ou "nova era". Tais idéias são perniciosas, em primeiro lugar, porque são grandiosas demais para ser eficazes. Têm ressonâncias proféticas, místicas, apocalípticas demais para ter lugar neste imperfeito mundo terreno. Em segundo lugar, num plano mais miúdo, são perniciosas porque arriscam ocasionar atrasos indesejáveis na implementação dos programas do novo governo. Examinemos esses dois pontos, um a um.
As idéias de começar de novo, de partir do zero, conduzem à de "revolução". Não se pode falar propriamente em "revolução", no caso da vitória do presidente Lula, porque ela se deu por meio de eleição, num ambiente de democracia, e por "revolução" em geral se entende um processo que se desencadeia pelo assalto súbito ao poder. Mas os que falam em recomeço, em refundação do Brasil e em coisas que tais acionam a corda revolucionária no sentido de que, como nas revoluções, acreditam ter sido transposto o umbral da nova aurora, do tempo prometido, da idade de ouro. O tempo em que se imporá a justiça, os bons triunfarão sobre os maus e a virtude ganhará do vício. Por aí se vê quanto o conceito de "revolução" tem origem na religião. Corresponde, no plano político e social, ao conceito religioso de "conversão". A pessoa se converte para iniciar vida nova. Zera o acervo que acumulou do passado. Zera-se. E assim cruza o umbral que a conduzirá à recompensa, quando não ainda nesta vida, pelo menos na outra. O recomeço, na vida política e social, precisaria, portanto, tal como ocorre nos recomeços individuais, de uma espécie de milagre.
O poeta francês Paul Claudel (1868-1955) conheceu a experiência do recomeço. Foi no Natal de 1886. Até então um católico pro forma, assistia à missa na Catedral de Notre-Dame, em Paris, de pé, junto ao "segundo pilar à entrada do coro, à direita, do lado da sacristia", segundo descreveu, e ouvia o Magnificat, quando foi invadido por um benfazejo turbilhão interior. "Em um instante meu coração foi tocado, e eu acreditei." Há de se convir, no entanto, que não é com todo mundo, nem a toda hora, que ocorrem milagres. Até a Cúria romana é cautelosa no reconhecimento deles. E se é assim no plano individual, em que bastam a fé e a disponibilidade espiritual de uma só pessoa, com muito mais razão o será no plano político e social, em que se precisará da fé e da disponibilidade espiritual de muitos. Lamenta-se informar que o Brasil não vai começar de novo. Apenas ¿ e ainda bem ¿ o Brasil continua.
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7:44 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continuação Quanto ao segundo ponto, o do atraso que a idéia de começar tudo de novo pode acarretar aos programas de governo, teve-se uma ilustração dele logo ao anúncio do primeiro projeto de Lula, o de combate à fome. Ato contínuo, descobriu-se que isso já existe. Descobriu-se, pelas reportagens de imprensa, o que a primeira-dama Ruth Cardoso e a coordenadora dos programas de assistência social do governo, Wanda Engel, andaram fazendo, na constituição daquilo que chamam de Rede de Proteção Social. Houve considerável avanço, no setor, com relação aos tempos da demagogia populista da LBA e da corrupção das cestas básicas. Agora que não está mais em campanha, o PT já não precisa fazer crer que o atual governo foi tão ruim quanto insistiu em dizer que foi, ao longo dos últimos oito anos. Não que não se deva dar novo impulso ao combate à fome e outras carências básicas. Mas, já que estamos numa transição civilizada, seria de bom-tom ¿ e economizaria dinheiro e energia ¿ que, em vez de começar do zero, fosse utilizado o que já existe como ponto de partida.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, disse na semana passada que, em matéria de negociações sobre a Alca, sua função, agora, é "prender a bola no meio do campo até o juiz apitar o fim do jogo". O presidente Lula, quando instado a falar sobre o ministério, mais de uma vez comparou-se a Felipão, na hora de escalar a seleção. Antes, na campanha, pediu os militantes que não baixassem a guarda até os noventa minutos do segundo tempo. Também na campanha, o candidato Ciro Gomes, quando ia bem nas pesquisas, disse uma vez que em time que está ganhando não se mexe. Outro candidato, José Serra, cansou de citar o grande Didi ¿ "Treino é treino, jogo é jogo" ¿, ao argumentar que não subia nas pesquisas porque a verdadeira campanha, travada no horário político da televisão, ainda não começara. E quantas vezes citou-se, por todo lado, a pergunta de Garrincha ao técnico: "E o senhor combinou isso com o adversário?".
Se não fosse o futebol, como nos entenderíamos? Se não fossem os provérbios do futebol, as frases célebres, as metáforas nele inspiradas, nós nos veríamos, para nos comunicar uns com os outros, mais indefesos que goleiro na hora do pênalti, mais perdidos que time tomando olé.
A pompa e a circunstância "Bush telefonou para prestigiar Lula, mas também para vender seus aviõezinhos, antes que Jacques Chirac, o presidente francês, pusesse suas manguinhas de fora em favor da Dassault"
Ilustração Ale Setti
A eleição de Lula para a Presidência da República ocorre num cenário paradoxal. De um lado, a transferência de poder entre o atual e o futuro governo se desenrola na mais inédita civilidade. De várias partes do mundo chegam saudações à maturidade política do país. De outro lado, paira o espectro da crise econômica. De várias partes do mundo, ecoam alertas à bancarrota financeira, à retaliação dos "mercados" contra o veredicto das urnas.
A extravagância da situação aparece retratada nas declarações de Paul O'Neill, secretário do Tesouro dos Estados Unidos. No ano passado, O'Neill dissera que a Alcoa ¿ empresa estabelecida no Brasil e dirigida por ele há alguns anos ¿ havia incorporado à modernidade operários brasileiros que "viviam no século XIV". Agora, quando um ex-metalúrgico chega à Presidência, O'Neill adverte que os mercados examinarão cuidadosamente as declarações de Lula "para assegurar-se de que ele não é uma pessoa maluca". Há mesmo muita maluquice no ar. Tivemos uma boa prova disso, logo no dia seguinte à eleição presidencial. Ao felicitar Lula, o presidente Bush, num telefonema de quinze minutos ¿ descontado o tempo da tradução sobraram uns sete minutos de conversa ¿, deu uma cavadinha em favor dos aviões americanos F-16, da Lockheed, concorrendo à licitação da FAB. Trata-se de um contrato de 800 milhões de dólares. Empresas de vários países estão no páreo, num jogo pesado que transcorre há algum tempo (veja-se o site www.defesanet.com.br).
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7:38 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continuação No ano passado, Lula tomou posição em favor do avião Mirage 2000 Mk2, da firma francesa Dassault, sócia da Embraer. Os franceses se propõem a transferir a tecnologia para a fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP), destinada a tornar-se a maior unidade industrial do gênero na América Latina. Na Gazeta Mercantil (17 de setembro de 2001), Lula sublinhava as vantagens da proposta francesa, redundando na geração de empregos e na exportação futura de aviões de alta tecnologia fabricados no Brasil. No final, ele concluía: "Espero que a concorrência não se decida depois de um telefonema da Casa Branca para o Palácio do Planalto a favor dos caças americanos..." Na época, ele temia uma decisão precipitada da parte de FHC. Mas o contrato será decidido pelo próximo governo. Por isso, a Casa Branca nem esperou o novo presidente assumir suas funções no Palácio do Planalto e telefonou direto para a casa de Lula em São Bernardo. Detalhe: os F-16 são produzidos em Fort Worth, no Texas, terra de Bush.
Boa parte do noticiário brasileiro a respeito do telefonema de Bush não se referiu à conversa sobre os caças americanos. Tampouco há menção do assunto no comunicado da Casa Branca.
Nas antigas cortes européias, o tempo que o soberano dedicava a cada um dos nobres se transformava em medida de prestígio e hierarquia de nobreza. Um grande escritor francês, o duque de Saint-Simon (1675-1755), deixou oito volumes em que explica em detalhe como o cerimonial articulava o poder do rei Luís XIV sobre a nobreza na corte de Versalhes. No mundo da hiperpotência americana, um telefonema de Bush pode marcar a sina de um governante e o rumo de uma nação. Há poucas semanas, depois das eleições alemãs, Bush não ligou para felicitar o primeiro-ministro Gerhard Schroeder, manifestando assim seu desagrado pela recusa do governo alemão em engajar-se na cruzada americana contra o Iraque. Na eleição de Lula, houve gente observando quantas horas Bush levaria para felicitar o novo presidente, e cronometrando em seguida o tempo da conversa entre os dois dirigentes.
Os cálculos devem agora levar em conta que Bush telefonou para prestigiar Lula, mas também para vender seus aviõezinhos antes que Jacques Chirac, o presidente francês, pusesse suas manguinhas de fora em favor da Dassault. Como diria o duque de Saint-Simon, especialista em manguinhas e cortes imperiais, é preciso sempre fazer uma distinção entre a pompa e as circunstâncias do poder político.
Luiz Felipe de Alencastro é historiador e professor titular da Universidade de Paris ¿ Sorbonne (lfa@workmail.com)
"A vitória de Lula e o espetáculo de educação política proporcionado pelo governo que se retira parecem sugerir que amadurecemos uns 100 anos nessas últimas semanas"
É enorme a expectativa sobre os novos rumos da economia, mas está difícil de antever, pois a primazia está na política, em que tudo parece diferente do que sempre foi. A vitória de Lula e o espetáculo de educação política proporcionado pelo governo que se retira parecem sugerir que amadurecemos uns 100 anos nessas últimas semanas. Tudo é visto com a naturalidade de quem sempre viveu numa veterana democracia européia, embora saibamos que estamos desbravando território inteiramente novo. A esquerda nunca esteve no poder.
Com efeito, na política como na economia, mudanças atmosféricas estão ocorrendo com extraordinária velocidade, o que torna muito difícil para os atores sociais exibir "coerência". Essas eleições estiveram repletas de alianças estranhas e inimigos reconciliados, além de notáveis revisões de conceitos anteriores. Ninguém é mais o que era, ou é o que parecia ser. O Lula de hoje não é mais o de 1989, e por isso mesmo venceu Serra, que se parece com o Mário Covas de 1989. Aliás, se estivesse vivo, Covas teria sido um contendor muito mais forte para Lula, pois, como Lula, mudou muito desde 1989.
O mundo é muito complexo mesmo, e os políticos têm de estar em constante movimento, ainda que todos na mesma direção. Circunstâncias e agendas estão em contínua transformação, mas dentro de pressupostos institucionais muito bem estabelecidos: desapareceram as alternativas fora da economia de mercado e da democracia representativa. Por isso mesmo eu não acho que vai haver "mudança de modelo econômico", pois o presidente, este como qualquer outro, terá de encontrar termos de convivência com o mercado, um ator obrigatório no jogo econômico, e com o Parlamento, a expressão institucional da democracia em movimento.
Por isso, convém começar a despir o presidente eleito de dotes messiânicos, inclusive para seu próprio bem. Não há dúvida de que o presidente eleito tem ótimas intenções, mas não vamos esquecer que isso também existiu em todos os governos anteriores, e seria irreal aceitar que tudo o que foi feito até aqui, na economia e na área social, foi inteiramente errado, e que todos os governantes anteriores foram incompetentes, ou era gente mal-intencionada a serviço de interesses escusos. E que apenas agora, com o PT, teremos competência, probidade e prioridades corretas.
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7:30 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continuação Como essa hipótese é falsa, ainda que repetida por muitos áulicos do PT, o encontro com a realidade será questão de tempo. Faria bem o presidente eleito em reconhecer os méritos daqueles que o precederam, principalmente porque não foram poucos, mas também em razão de seus interesses, uma vez que serve como hedge contra a possibilidade (altíssima) de ele próprio não atingir os níveis (inatingíveis) de excelência que impôs a seus predecessores.
O presidente que se retira chama a atenção para outro paradoxo interessante no âmbito do jogo parlamentar. O governo que termina pode, com toda razão, queixar-se da atuação parlamentar do PT, que sempre foi destrutiva e contrária a tudo o que vinha do Planalto, pouco importando se fizesse bem ao Brasil.
Agora que é governo, todavia, é fácil ver que o PT não apenas terá de propor temas e projetos contra os quais lutou, como também se verá na posição de vetar temas e projetos pelos quais trabalhou. De forma simétrica, a futura oposição, integrada por porções do PSDB e da antiga base governista, ficará tentada a comportar-se como o PT, adotando a lógica de "jamais rechear a empada do governo" e, assim, será contrária a temas e projetos que propôs ou apoiou, e proporá temas e projetos que vetou na encarnação anterior. O próprio presidente que se retira teve a grandeza de propor que o PSDB não repita a "ação destrutiva do PT" no Congresso. Uma ironia finíssima, já que não vai ser possível atendê-lo, e ele sabe disso.
Enfim, está oficialmente inaugurada a tão esperada alternância no poder.
Gustavo Franco é economista da PUC-RJ e ex-presidente do Banco Central (gfranco@palavra.com www.gfranco.com.br)
Revista Veja Edição 1776 de 06 nov 2002 DiogoMainardi
O Brasil do Zé Carioca
"O programa cultural do novo governo exalta os mestiços alegres, cheios de ginga. E calcula que eles podem render um bom dinheirinho. Com Lula, voltaremos a ser o Brasil brejeiro dos tempos da Aliança para o Progresso"
"Somos mestiços." É a primeira frase do programa cultural do governo Lula. De uma classe dirigente que pretende representar o novo, seria de esperar uma idéia um pouco menos caduca. Um pouco menos de preguiça intelectual. O elogio da mestiçagem podia fazer sentido nos anos 20 ou 30. Contrapunha-se a um determinismo racista que via o mestiço como um ser inferior, como um degenerado. Hoje, na melhor das hipóteses, lembra o "pé-na-cozinha" que Fernando Henrique Cardoso atribuiu a si mesmo. Populismo rasteiro. E um tanto ofensivo. Nossa mestiçagem é resultado de uma limpeza étnica, de um estupro coletivo praticado por senhores de engenho brancos contra escravas negras. Nada do que se orgulhar, portanto. Até porque o elogio da mestiçagem acaba embutindo um furto cultural. Como reagiria um negro americano se lhe dissessem que o jazz é fruto da mistura abastardada entre brancos e negros? Mas o problema é ainda mais grave. O programa do novo governo exalta, paternalisticamente, os mestiços alegres, musicais, cheios de ginga, antropofágicos, festeiros. E calcula que eles podem render um bom dinheirinho para o país. Basta aproveitá-los direito. Basta fazê-los dançar frevo ou maracatu e exibi-los no mundo inteiro. Com Lula no poder, voltaremos a ser o Brasil folclórico e brejeiro da Aliança para o Progresso. O Brasil do Zé Carioca.
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7:24 PM
by Cassiano Leonel Drum
Continuação Uma das principais propostas do novo governo é "democratizar o acesso à cultura". Na prática, isso significa levar a Orquestra Sinfônica para tocar no Piscinão de Ramos. Foi o que fez Antonio Grassi, secretário da Cultura do Rio de Janeiro e um dos signatários do programa de governo. Outro signatário, Beto Almeida, sugeriu suspender o pagamento da dívida externa para poder distribuir jornais e revistas grátis entre os pobres. O projeto de "TV regionalizada" é de Hamilton Pereira. O modelo ideal desse tipo de televisão, segundo ele, é uma reportagem da TV Cultura sobre a Semana do Tropeiro de Sorocaba, seu curral eleitoral. Já a prefeitura petista de Porto Alegre contribuiu com as "oficinas de descentralização". Nelas, "deixa-se aflorar o sensível e o imaginário, ao aportar o benefício da dúvida, o prazer e a emoção na descoberta de relações invisíveis ao primeiro olhar". Entendeu? Na era Lula, "oficinas de descentralização" irão difundir-se por todo o país.
O PT é o partido do funcionalismo público. Por esse motivo, é natural que a estratégia do novo governo seja burocratizar ao máximo. Na área de cultura, promete-se criar uma infinidade de novos órgãos, dotados de siglas sugestivas como SNPC, ou PNIC, ou PNC, ou INRC. Os signatários do programa lulista se queixam de que FHC destinou poucos recursos à cultura. É curioso notar, porém, que quase todos eles sobreviveram nos últimos anos graças à benevolência do Estado, recebendo salários do Estado, ensinando em universidades do Estado, produzindo obras subsidiadas pelo Estado. O igualitarismo do novo governo embaralha alta cultura e baixa cultura. E difunde a idéia demagógica de que todos os brasileiros possuem talento artístico, embora muitos se encontrem escondidos por causa do nosso "apartheid cultural". Não sei se o Brasil realmente tem tantos artistas escondidos. Sei que tem muitos que poderiam se esconder.
A Petrobrás sobe o preço dos combustíveis com a desculpta de que o dólar está muito alto e os usineiros de cana sobem o preço do alcool porque dizem que um aumento só de 500 milhões de litros na produção não será o suficiente. As companhias aéreas vão subir só 6% na suas passagens embora a querozene de aviação suba 14%. E os ônibus e o trasporte de mercadorias quanto será que vai subir. E o nosso bolso até quando vai segurar essa barra..?
Gasolina sobe 12% no fim de semana
Postos antecipam reajuste da Petrobras previsto para segunda. Diesel e gás de cozinha também têm alta Ricardo Rego Monteiro e Mila Poli Repórter do JB e Especial para o JB
A Petrobras anunciou ontem novos reajustes dos preços, nas refinarias, da gasolina (12,09%), do óleo diesel (20,50%) e do gás de cozinha (22,80%), o que deverá elevar o custo de vida em novembro e sepultar de vez as metas de inflação, segundo analistas de mercado. Apesar da previsão de entrar em vigor somente na próxima segunda-feira, muitos postos da Zona Sul do Rio já haviam aumentado seus preços em até 7% ontem. O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis, que representa os postos de gasolina), Luiz Gil Siuffo Pereira, diz que a antecipação do reajuste poderá ser ainda maior, durante o fim de semana, caso os consumidores optem, a partir de hoje, pela tradicional corrida aos postos. Com a perspectiva de esvaziamento dos estoques, os postos deverão adotar os novos preços para evitar o prejuízo de ter que renová-los, já na segunda-feira, tendo arrecadado pelo preço antigo.
Embora a Petrobras calcule um impacto de 9% para o consumidor final por conta do reajuste de 12,09% da gasolina, a Fecombustíveis prevê aumentos nas bombas de até 12%. A entidade justifica que os postos deverão agregar ao reajuste da estatal um aumento de 3%, que já começou a ser praticado ao longo da semana em alguns postos, como resultado da alta de 21,97% dos preços cobrados pelos usineiros para o álcool anidro - usado na mistura com a gasolina.
A Petrobras não revela o nível de defasagem entre o valor do barril de petróleo no exterior e os preços dos combustíveis no mercado interno, embora analistas de mercado calculem em até 30%. Segundo a Fecombustíveis, o reajuste levou em conta um dólar a R$ 3,70, o que não foi confirmado pela estatal.
Embora o reajuste tenha sido muito criticado por Siuffo Pereira, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, afirma que os preços nas refinarias poderão ser reduzidos pela estatal, nos próximos meses. Basta, para isso, que persista a tendência de queda do dólar verificada nos últimos dias. O diretor da Petrobras também anunciou o fim da política de reajustes quinzenais, o chamado ''gatilho'', adotada pela empresa no primeiro semestre.
Nas ruas, postos como o Charanga Plus, do Flamengo, já se anteciparam à Petrobras. Lá, a gasolina sofreu dois reaj
O bibliófilo Waldemar Torres, do Espaço Engenho e Arte, não apenas cultiva a arte de colecionar livros: generosamente, ele tem disponibilizado ao público, preciosidades de seu acervo através das exposições que tem realizado. Para esta edição da Feira do Livro, reservou aos que como ele amam os livros um instigante "catálogo de atrações". A mostra vai estar no terceiro andar do Clube do Comércio (Rua dos Andradas, 1085). A Obra Oculta dos Grandes Escritores, dedicada à memória de Barbosa Lessa, revela diferentes vertentes pelas quais as obras dos grandes escritores podem ser observadas. A mostra incita o visitante a olhar o livro e a literatura por vários ângulos e foi estruturada a partir de 10 mesas temáticas: literatura infantil, discursos e conferências, teses e manifestos, pseudônimos, editores e dispersos, artes, traduções e versões, obras renegadas e edições especiais. A exposição reúne livros raros que revelam ao público produções que por alguma razão hoje estão esquecidas. Ao percorrê-la, o público poderá conhecer um pouco mais sobre o trabalho de importantes nomes da literatura brasileira. Vão poder apreciar, por exemplo, um exemplar das histórias de Tarzan, traduzido por Manuel Bandeira; ou então Quintana em chinês e Guimarães Rosa em japonês. O poeta Carlos Drummond de Andrade se valeu de pseudônimos para escrever em jornais e revistas, reunidos no livro Conversa de Livraria. Assim também o fez Mário de Andrade e Nelson Rodrigues, dentre outros.
A Obra Oculta dos Grandes Escritores sinaliza as múltiplas facetas dos escritores, às vezes ligada à literatura e em outras não. Quem conhece a tese de doutorado do psiquiatra Dyonélio Machado, Definição Biológica do Crime? É da década de 40 a tese filosófica Crise da Filosofia Messiânica, assinada por Oswald de Andrade. Mas há ainda aqueles livros escritos no início da trajetória dos autores, que de alguma forma foram renegados, como Sete Anos de Pastor, de Dalton Trevisan; Espectros, de Cecília Meireles, Sobrados e Porões, de Lygia Fagundes Telles, e Aventura no Mundo da Higiene, de Erico Verissimo. Vários outros escritores também têm múltiplos ângulos ocultos de sua obra presentes nesta mostra, entre eles, Clarice Lispector, Patrícia Galvão, Moacyr Scliar, João Cabral de Melo Neto, Sérgio Milliet e Pedro Nava. Vale a pena conferir o que pode haver de oculto na obra de cada um.
Uma multidão acompanhou nesta sexta-feira a abertura da 48a Feira do Livro de Porto Alegre. O patrono Ruy Carlos Ostermann foi cercado pelo público e não parou de distribuir abraços, cumprimentos e autógrafos enquanto percorria os corredores entre as bancas. A venda de livros, segundo os livreiros, foi maior do que a esperada para o primeiro dia do evento. A expectativa é que Divã, de Martha Medeiros, A Casa das Sete Mulheres, de Letícia Wierzchowski, e Mais Receitas do Anonymus Gourme, de José Antonio Pinheiro Machado, concorram como os mais vendidos deste ano. Com a previsão de um sábado ensolarado, a presença do público deve ser forte na Praça da Alfândega. É hora de aproveitar as boas ofertas dos balaios, que vendem excelentes obras, geralmente, a R$ 10 ou ainda menos. A programação deste dia de finados tem ainda debates e atrações para as crianças. Às 14h30, Harry Potter está vivendo no País das Maravilhas? é a questão discutida por três psicanalistas no Santander Cultural. Às 16h, o espetáculo A roupa nova do rei será apresentado pelo Teatro Oculto no No Palco Infantil.
Entre as sessões de autógrafos, destacam-se as de Edney Silvestre, que assina o livro Outros Tempos ¿ Crônicas e Memórias, Luís Augusto Fischer, com Rua Desconhecida e Rubens Figueiredo, que lança Barco a Seco.
Caro amigo leitor deste Blog, aqui estão os destaques da edição de VEJA desta semana. Boa leitura e bom fim de semana.
Kátia Perin - VEJA on-line vejaonline@abril.com.br
O conteúdo integral das revistas estará disponível na internet a partir de sábado à tarde O trio de ferro do governo petista
Em sua primeira semana como presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao país sua santíssima trindade, o deputado José Dirceu, o prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci e o ex-deputado Luiz Gushiken. Todos terão papel relevante na formação de seu governo. Outras notícias:
Ribeirão Preto, o laboratório do PT moderado O peso dos novos governadores O desafio do combate à fome
No site: leia noticiário diário sobre a transição de governos. Entrevista O economista inglês John Williamson, que criou o termo usado como sinônimo para neoliberalismo, diz que chegou a hora da distribuição de renda. Diz ainda que o governo de FHC foi social-democrata e admite que há muita curiosidade internacional sobre como o governo do PT irá funcionar.
Economia Uma parte do mercado aposta na volta da inflação. Os investidores estão desistindo dos títulos atrelados ao dólar e comprando fundos em que ganham se os preços subirem. No site: leia notícias diárias sobre economia.
Dieta Universidade da Califórnia dá aval a um tipo de regime muito criticado por especialistas, aquele que só permite ingestão de líqüidos. O coordenador do programa, porém, avisa que os líqüidos recomendados nas dietas supervisionadas pela universidade são preparados especialmente para suprir a necessidade mínima de nutrientes ao organismo.
Segurança Novos sistemas de rastreamento permitem acompanhar em tempo real pela internet, por meio de um mapa digitalizado, a localização de um carro, fotografar seu interior e falar com o motorista. O recurso é muito usado para vigiar filhos e cônjuges.
Estilo Construtoras criam novidades para preencher a área de lazer dos novos edifícios. Às vezes os apartamentos são pequenos - com 45 metros quadrados - mas os luxos do condomínio incluem coisas como uma sala vip, espaço gourmet, pomar, child care, pet care e até champanheria.
Beleza A barba está na moda, sim. Mas aquela rala, um pouco desleixada, que dá ao homem uma aparência do tipo "levantei e saí de casa sem me barbear". Nada a ver com as barbas exibidas pelos neogovernistas como Antonio Palocci, José Graziano ou o próprio Lula.
Meio ambiente O Etna, o vulcão mais ativo da Europa, explodiu no dia 27 lançando jorros de material incandescente a mais de 100 metros de altura. Em sua fúria, ele torrou uma estação de esqui e uma floresta de pinheiros. No site: acesse galeria de imagens.
Artes e Espetáculos Cinema - No filme Dívida de Sangue, Clint Eastwood retoma seu assunto pr
E como já é sábado, e minha cama me chama assim docemente, com aquele chamado que voces sabem é impossível recusar, deixo-os com Vinicius e com aquele célebre poema Por Onde Anda Você. Pois eu gostaria de saber, ficou de me visitar não foi, de telefonar não telefonou, de enviar e-mail e não enviou. Por onde anda você...? Ah e era para eu estar lá no Usted Cultural - Oscar Bittencourt, 397 - Menino Deus, hoje que está havendo uma festa enorme para um povo sensacional. Ih e eu também não fui..
ONDE ANDA VOCÊ
E por falar em saudade, onde anda você Onde andam seus olhos que a gente não vê Onde anda esse corpo que me deixou morto de tanto prazer E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia nas noites dos bares de então Onde a gente ficava, onde a gente se amava em total solidão Hoje eu saio na noite vazia, numa boemia sem razão de ser Na rotina dos bares, que apesar dos pesares me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver Você bem que podia me aparecer nestes mesmos lugares Na noite, nos bares, onde anda você...
Como a grande Clarice eu sigo tal qual nesta sexta-feira "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Meu inconsciente embora não queira ser pessimista sabe que não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
"É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que eu preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção...porque parece que sou portadora de uma coisa muito pesada. Sei lá porque escrevo! Que fatalidade é esta?"
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector
E existe uma versáo em CD que pode ser adquirida no site abaixo que é mais completa que a versão on line. O que peço para voces que me leem não esquecer é que das cem pessoas de que se fala abaixo, você é um dos quatro que possui computador. Portanto quando ás vezes o Blogger não funciona, e a linha de ADSL está uma droga, você ainda deve se contentar e estar com um sorriso largo no rosto, porque noventa e seis pessoas de cem nem sequer tem computador.
If we could turn the population of the earth into a small community of 100 people, keeping the same proportions we have today, it would be something like this:
61 Asians 12 Europeans 14 Americans (from North and South America) 13 Africans 01 Australian (Oceania)
50 women 50 men
10 are homosexuals
33 are Christian (Catholics, Protestants and Orthodox) 18 are Muslims 16 are Hindus 16 are non-religious 6 are Buddhists 11 practice other religions
41 live without basic sanitation 16 live without an improved water source
6 people own 59% of the entire wealth of the community
13 are hungry or malnourished 14 can't read only 7 are educated at a secondary level only 8 have a computer only 4 have an internet connection
1 adult, aged 15-49, has HIV/AIDS.
Of the village's total annual expenditures of just over US$ 3,000,000 per year: US$ 181,000 is spent on weapons and warfare... US$ 159,000 is spent on education... US$ 132,000 is spent on health care.
If you keep your food in a refrigerator And your clothes in a closet If you have a roof over your head And have a bed to sleep in You are richer than 75% of the entire world population.
If you have a bank account You're one of the 30 wealthiest people in the world.
25 struggle to live on US$ 1.00 per day or less... 47 struggle to live on US$ 2.00 per day or less.
Work with passion Love without needing to be loved Appreciate what you have And do your best for a better world.
Para quem já conhece vale a pena rever porque ele é atualizado quase que diariamente, para quem ainda não conhece é fantástico e vale a pena sim dar uma olhada no site. E a minha querida e mui amada Carla Zanetti mandou-me por email um endereço em português que traduz ou pega desse site original que também merece uma olhada que é o seguinte: http://www.hpmaster.com.br/Nova/miniatura.htm
If we could turn the population of the earth into a small community of 100 people, keeping the same proportions we have today, it would be something like this:
61 Asians 12 Europeans 14 Americans (from North and South America) 13 Africans 01 Australian (Oceania)
50 women 50 men
67 are not christian 33 are christian (Catholics, Protestants and Orthodox)
6 people own 59% of the entire wealth of the community
13 are hungry or malnourished 14 can't read only 7 are educated at a secondary level
Of the village's total annual expenditures of just over US$ 3,000,000 per year: US$ 181,000 is spent on weapons and warfare... US$ 159,000 is spent on education... US$ 132,000 is spent on health care.
If you keep your food in a refrigerator And your clothes in a closet You are richer than 75% of the entire world population.
If you have a bank account You're one of the 30 wealthiest people in the world.
25 struggle to live on US$ 1.00 per day or less... 47 struggle to live on US$ 2.00 per day or less.
Work with passion Love without needing to be loved Appreciate what you have And do your best for a better world.
Sexta-feira, Novembro 01, 2002
Posted
10:49 PM
by Cassiano Leonel Drum
E já que estamos falando em Santos no dia 03 de novembro no domingo portanto, comemoraremos o dia de São Martinho e leiam a história para ver se não é fantástico o referido Santo.
São Martinho de Lima (ou de Porres), Confessor (+ Lima, 1639)
Filho natural de um nobre espanhol e de uma panamenha de origem africana, ingressou aos 15 anos como oblato de um convento dominicano de Lima, no qual mais tarde professou como irmão leigo. Exerceu habitualmente os mais humildes serviços com despretensão e amor de Deus. Encarregado da enfermaria, possuía um verdadeiro dom para tratar os doentes, curando-os não apenas fisicamente mas também às suas almas fazendo bem. Tinha grande espírito de oração e penitência, praticava jejuns severos e se flagelava diariamente. Recebeu graças místicas extraordinárias, e eram tão freqüentes os milagres que fazia que certa ocasião seu superior até o proibiu de os fazer, por achar que eles estavam atrapalhando a calma do convento. O Santo humildemente obedeceu. Algum tempo depois, ele caminhava pelas ruas de Lima quando viu um pedreiro cair de um andaime alto. Lembrando-se de que não podia fazer milagres, gritou ao pobre homem: "Espere aí que já volto!" E foi correndo ao superior, pedir licença para fazer o milagre de salvar o homem. O superior, atônito, consentiu, e São Martinho retornou ao local do acidente, e fez com que o homem pousasse suavemente no chão. Durante todo esse tempo ele ficara milagrosamente suspenso no ar, sem cair...
1 de novembro é dia de todos os Santos e é interessante saber porque comemora-se nesse dia e mais quem são todos os Santos. Ia viajar hoje porque estava de folga, mas acabei ficando por aqui mesmo na Capital e amanhã devo curtir uns filmes legais desses que estão em cartaz, tomar uns sorvetes e comer umas pipocas e assim é que deverei passar esse dia de Finados, segundo a Igreja Católica de fiéis defuntos.
Todos os Santos
Neste dia é celebrada a Igreja Triunfante, constituída por todos os bem-aventurados que salvaram sua alma e estão no Paraíso, na posse da visão beatífica de Deus. Os inumeráveis heróis anônimos, na sua imensa maioria esquecidos pelos demais homens e pela História, que ao longo dos tempos foram passando desta vida para a Eternidade em estado de graça, e pelos méritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no Paraíso -- todos esses, embora esquecidos na Terra, são santos e são honrados pela Igreja neste dia. E amanhã por consequência é dia de finados.
Fiéis Defuntos
Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de suas indulgências.
Pode até não ser sofisticado como efetivamente não é, mas a frase em negrito por minha conta, pelo menos me parece, confunde muitas pessoas o que é uma pena, não concordam?
Ser (Mauricio R. Soares)
Por que competir, com o mundo? Por que competir? Por que competir, comigo mesmo? Por que querer o que não posso?
Querer é poder... Mas quem disse que eu preciso querer Quem disse que eu preciso poder Se o que realmente quero... é não querer
Eu posso não querer... E isto é poder... O verdadeiro poder... Pois minha verdade é ser, não ter ou... poder...
Para ser, é só sentir... Para sentir é só ir... Para ir é preciso ser... Este é o meu ser, é o meu serei...
Serei o que quiser... Terei o que puder... Poderei o que pensar... Pensarei em ser... com você...
Em você estarei eu... Se você for feliz... eu serei. Senão, tentarei... Senão, só direi ... Você é, você pode... Você me faz ser...
No centenário de Drummond, todo o dia vi e ouvi nas TVs e Rádios as homenagens mais que merecidas ao mesmo, e ai abaixo está a biografia deste imortal poeta mineiro.
Carlos Drummond de Andrade Poeta, contista e cronista mineiro (1902-1987) . Considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura latino-americana. Nasce e passa a infância numa fazenda em Itabira. Estuda em Belo Horizonte e em Nova Friburgo (RJ). Forma-se em Farmácia (1925) em Ouro Preto, mas não exerce a profissão. Volta a Belo Horizonte, onde freqüenta as rodas de escritores. Integra o grupo que funda A Revista, publicação literária de tendência nacionalista que se torna o veículo mais importante do modernismo mineiro. Em 1926, entra para o jornalismo no Diário de Minas. Lança o primeiro livro, Alguma Poesia, em 1930 e, quatro anos depois, assume a chefia de gabinete do Ministério da Educação no Rio de Janeiro. Permanece no serviço público até a aposentadoria. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) no início dos anos 40, escreve poesias de fundo social, como Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945). Mas a indignação pelas desigualdades sociais não lhe tira o profundo lirismo, o senso de humor e a emoção contida. A partir de Claro Enigma (1951), volta a registrar o vazio da vida humana e o absurdo do mundo. Em 1954 passa a escrever crônicas no Correio da Manhã e, em 1969, no Jornal do Brasil. Entre suas obras estão Lição de Coisas (1962), Os Dias Lindos (crônicas, 1978) e Boca de Luar (crônicas, 1984). (Dados extraídos do Almanaque Abril Cultural 1997)
Pessoal, para quem gosta de metáforas o melhor site que conheço a respeito é o Golfinhos, onde a dessa semana é essa ai abaixo que reparto com voces. Vale a pena visitar o site e voces podem clicar no Golfinhos e ir direto para lá e bom proveito.
A Flor
O local estava deserto quando sentei-me para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois tinha a impressão que o mundo estava tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou perto de mim, cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria: - Veja o que encontrei! Na sua mão uma flor. E que visão lamentável! Estava murcha com muitas pétalas caídas... Querendo ver-me livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e virei-me. Mas ao invés de recuar, ele sentou-se ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa: - O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei. Pegue-a, é sua! A flor à minha frente estava morta ou morrendo. Nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então estendi-me para pegá-la e respondi: - Era o que eu precisava... Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, e que não podia ver o que tinha nas mãos. Senti minha voz sumir. Lágrimas despontaram ao sol, enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim. - De nada... - respondeu sorrindo. E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Sentei-me e comecei a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU! E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada segundo que é só meu. Então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela flor, e sorri enquanto via aquele garoto com outra flor em suas mãos prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade...
As melhores coisas da vida são vistas com o coração!
Você controla algumas das ferramentas mais poderosas já criadas. Estique sua mão, pegue um lápis e repare como você tem o controle completo das suas ações. Pense na última vez que saiu para jantar com um amigo, e repare como consegue controlar seus pensamentos. Fale ''''hoje o dia está repleto de oportunidades'''', e entenda que você tem controle completo sobre as coisas que diz.
Com estas mesmas ferramentas ¿ pensamentos, ações e palavras ¿ muitas pessoas criaram vastas fortunas, construíram cidades, produziram obras imortais de arte e literatura. Outras usaram essas mesmas ferramentas para o mal ¿ muitas mais ainda simplesmente não fizeram nada e desperdiçaram suas oportunidades.
Seus maiores triunfos e seus maiores arrependimentos virão das coisas que você pensa, diz e faz ¿ não das circunstâncias que a vida lhe apresenta, mas sim como você usa essas ferramentas quando as circunstâncias se apresentam.
Então pratique esse controle com cuidado, com propósito, com direção. A cada momento, todos os dias, é você que está no controle. Pense como se tivesse o controle, fale como se tivesse o controle, aja como se tivesse o controle ¿ porque você certamente o tem.
Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão.
Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu.
O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio -, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento.
Se a barreira fosse alguma outra pessoa, poderíamos nos desviar. Mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar - quem vai desviar-se de quem? Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra.
Esse é o ponto onde nós estamos - juntos da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro. Alguma coisa nos segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem é conhecida, é familiar e pular no rio é ir em direção ao desconhecido. O medo sempre diz: "agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido".
E as nossas misérias, nossas tristezas, nossas depressões, nossas angústias, nossos complexos, nos são familiares, são habituais. Nós vivemos com eles por tanto tempo e nos agarramos a eles como se fosse um tesouro. O que nós temos conseguido com isso? Será que não podemos renunciar às nossas misérias? Já não vivemos o bastante em elas? Será que já não nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando? Esse é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino, entre nós como uma semente e nós como uma flor. Não há ninguém nos impedindo, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter auto-piedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos. Vejamos o que está acontecendo com nossa vida. Escolhamos o certo e decidamos dar o salto.
(Extraído do livro "Antes Que Você Morra", de Osho Rajneesh).
Que perseverança, que vontade de vencer. Por que depois de perder 3 eleições para presidência da república, Lula decidiu participar da 4ª eleição? Por que o fenômeno Ronaldinho depois de ser operado por 2 vezes, e com o bolso bem cheio de dinheiro resolveu jogar e ainda ser o artilheiro da copa do mundo de 2002? Seria muita vontade? Seria ter sempre objetivos?
Mas o que têm esses exemplos em comum com as finanças pessoais? Tem muita gente que desiste por coisas insignificantes. As dívidas são um exemplo ou um motivo para que muitas pessoas desistam e parem de viver.
No mês de outubro dia 16 foi o dia da Santa Edwiges padroeira dos endividados e dia 28 é dia de São Judas Tadeu padroeiro das causas impossíveis. Muitas pessoas passam para o santo a obrigação de resolver a situação das dívidas ou dos problemas no orçamento. Quem não é católico e não acredita em santos pede ajuda a Deus ou a Jesus Cristo. Porém, todos eles na minha opinião querem saber se você está fazendo a sua parte para resolver o problema.
E se o santo ou Deus perguntar para você: Meu filho qual é exatamente o montante da sua dívida? Muita gente não sabe responder a essa pergunta. Ele poderá dizer o seguinte: Meu filho, se você não sabe o montante de sua dívida como posso lhe ajudar?
Abraham Lincoln escreveu no IV Mandamento da Prosperidade em 1865 " Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente, se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios".
Quem construiu uma dívida deve ter por meta a sua eliminação. Peça ajuda sim, porém, não queira que as pessoas resolvam os seus problemas. Tenho clientes que por medo, receio ou pressão da sociedade não querem falar dos problemas financeiros com irmãos, amigos ou parentes. Muitos procuram ajuda em agiotas, financeiras e bancos para ajudar na eliminação das dívidas.
Muito cuidado com estes três últimos citados, uma vez que o negócio deles é emprestar o dinheiro cobrando juros. Abra-se com alguém, procure uma pessoa profissional como o consultor de finanças pessoais. O que você não pode é perder a batalha contra as coisas que não deixam você tranquilo. Não deixe as dívidas serem motivo para que você desista de algo.
Lembre-se de pessoas que tiveram a coragem de mostrar o que queriam e conseguiram como o Lula, Ronaldinho e o próprio Abraham Lincoln que teve muita perseverança em ser presidente dos Estados Unidos.
No Brasil de hoje, a voz dos mais variados grupos sociais se faz ouvir no espaço público. Não há questão de interesse coletivo em relação à qual cidadãos não se mobilizem para cobrar ações do Estado e tomar iniciativas por si mesmos. Este protagonismo dos cidadãos determina uma nova experiência de democracia no quotidiano, um novo padrão de atuação aos governos e novas formas de parceria entre Sociedade Civil, Estado e Mercado.
Generaliza-se na sociedade brasileira a percepção de que o 'público' não se confunde nem se limita ao 'estatal'. Multiplicam-se as iniciativas privadas com fins públicos. Ampliam-se os recursos e competências necessários para o enfrentamento dos grandes desafios nacionais, como o combate à pobreza e a incorporação dos excluídos aos direitos básicos de cidadania.
No entanto, tudo isto é ainda muito recente e, como toda novidade, questiona velhas idéias e coloca novas questões. Novas realidades requerem novos mecanismos e procedimentos. O surgimento de um Terceiro Setor - não governamental e não lucrativo - redefine o Estado e o Mercado. Por outro lado, o Terceiro Setor também se vê, ele próprio, confrontado ao desafio de qualificar e expandir suas ações de promoção de uma solidariedade eficiente.
A idéia de uma Campanha pela Convivência com o Semi-Árido nasceu da experiência de décadas de trabalho com as comunidades sertanejas do Semi-Árido brasileiro. A lição mais importante aprendida e vivenciada lá é a de que, com idéias simples e baratas, colocadas em prática pelas próprias famílias, é possível salvar vidas nessa região.
Em 1998, quando o Semi-Árido enfrentou mais uma grande seca, a Cáritas coordenou, em nome da Igreja Católica, uma campanha de arrecadação de recursos e alimentos para fazer frente às necessidades básicas de milhares de famílias atingidas pela estiagem. A campanha teve uma resposta considerável dos mais diversos segmentos da sociedade. Foi a partir daí que nasceram ações duradouras, como a construção de cisternas caseiras.
Em 1999, a Cáritas elegeu a Convivência com o Semi-Árido como uma de suas linhas prioritárias fundamentais. O assunto deixou de ser uma preocupação apenas da própria região semi-árida, envolvendo todo o Brasil.
A campanha está dando, cada vez mais, bons frutos. Ou melhor dizendo, boa água!
Cap. IV: A Palavra do Povo (134 Kb) Cap. V: O Semi-Árido em fotos (1,54 Mb)
Água de Chuva, da Cáritas Brasileira, é um livro que nasce de uma longa e rica experiência de trabalho na região semi-árida brasileira. É, ao mesmo tempo, uma convocação a toda a comunidade, nacional e internacional, para uma ampla campanha de apoio e divulgação das experiências e estratégias do povo sertanejo na busca de vida melhor no Semi-Árido.
As entidades promotoras - Cáritas Brasileira, Comissão Pastoral da Terra e FIAN/Brasil - em conjunto com dezenas de outras entidades que compõem a Articulação do Semi-Árido, acreditam que é possível romper com o preconceito, a desinformação, o clientelismo e conquistar vida plena em pleno Semi-Árido.
O livro está dividido em cinco capítulos. Os três primeiros são artigos de Ivo Poletto, sociólogo, filósofo, teólogo e assessor da Cáritas; Roberto Malvezzi, sociólogo, filósofo, teólogo e coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra e Harald Schistek, teólogo e engenheiro agrônomo do Instituto Regional da Pequena Agropecuária de Juazeiro da Bahia. São textos de profunda riqueza, sabedoria, pesquisa, anúncio e denúncia, extraídos do cotidiano e da vivência prática. No quarto capítulo é o povo que fala: são depoimentos de pessoas que já experimentaram o sabor de ter água pura e vida melhorada. No último, cenas do cotidiano na luta pela água, registradas pelo fotógrafo Dieter Buehne.
Acompanha o livro o CD de Roberto Malvezzi, poeta e lutador, amante da terra, da água e das causas populares. Pachamama, a mãe terra, é uma coletânea de canções que nascem de um caso de amor em defesa da vida, da terra, dos rios, da água de chuva e de toda uma gente sertaneja que trabalha, canta e é feliz.
Adquirindo e divulgando este livro, você será um a mais na multidão daqueles que estão aderindo à campanha por um Semi-Árido com mais vida e mais água de qualidade para todas as pessoas. Em breve, ele será lançado também em inglês e alemão. Esta é a nossa meta: nenhuma família sem água de qualidade. Participe! Ser solidário é ser humano.
Ponto de Vista Breves artigos com opiniões sobre temas relacionados com o Terceiro Setor Lo comunitario: una gran laguna en las leyes *Adelfo Regino
Propiedad intelectual, propiedad territorial?
Al hablar de los derechos indígenas y de los derechos de propiedad intelectual, lo primero que tenemos que reconocer es que los pueblos indígenas de México y del mundo hemos hecho un conjunto de reivindicaciones y exigencias que tienen que ver con la totalidad de la vida misma, que cuestionan la realidad entera, y un conjunto de demandas que tiene que ver con soluciones integrales. Y en este aspecto tenemos que mencionar necesariamente la cuestión de la propiedad intelectual. ¿Dónde está el sujeto, quién es el sujeto, quién es la persona que debería de ejercer eso visto desde los pueblos indígenas? Ese sujeto no existe en la legislación nacional, ni en la estatal, tampoco existe en la legislación internacional. Recordemos que uno de los últimos debates que se han dado en el contexto internacional ha sido precisamente en torno al concepto de pueblos indígenas. Si no somos reconocidos en estos órdenes y niveles, difícilmente lograremos ejercitar nuestros derechos.
Un segundo problema es el consentimiento, previamente informado, de las comunidades. Me pregunto cómo va a existir, si precisamente uno de los derechos fundamentales que se niegan a los pueblos indígenas es la libre determinación y la autonomía. Hemos dicho que queremos ejercer libremente nuestras decisiones en el orden comunitario, municipal y regional. Cómo se puede concebir un mecanismo de consentimiento para que los pueblos puedan tomar una decisión, si se nos niega lo más elemental.
Lo mismo pasa en cuanto al espacio físico donde están los elementos naturales, culturales y biológicos. Cómo vamos a protegerlos, conservarlos y fortalecerlos si se nos niega el derecho al territorio. En las últimas discusiones alrededor de la reforma constitucional aprobada por el Congreso de la Unión, uno de los temas ausentes fue el del territorio, que sin embargo representa una de las reivindicaciones fundamentales de nuestros pueblos. Cómo garantizar el desarrollo, la protección, la conservación de esos recursos, que están allí, vivos en nuestros pueblos, si se nos niega algo tan elemental como el derecho al territorio. Y con esto trato de ligar los derechos indígenas con los "derechos de propiedad intelectual".
Y finalmente, un asunto que debe ser preocupación de todos: qué importancia tienen los recursos naturales en el marco de una sociedad con mentalidad colonizada (incluidos los indígenas), donde nuestra lengua no vale y nuestros valores deben permanecer ocultos. Nuestros conocimientos no son considerados conocimientos ni saberes, son brujería.
Creo que es una cuestión que debemos meditar. Cuando hablamos de propiedad intelectual nos referimos a los conocimientos, el pensamiento, la sabid
Posted
12:18 PM
by Cassiano Leonel Drum
La tierra es de todos, o sea de nadie en particular
Desde el punto de vista indígena la tierra y el territorio no son un objeto, una cosa, existe como un ente vivo. En todo caso lo que hay es una relación mediante el trabajo y nuestra religiosidad. Por eso pido muy respetuosamente que cuando hablemos de derechos indígenas y de derechos de propiedad intelectual también asumamos una posición crítica y revisemos el concepto de propiedad, si acaso puede ser aplicado a nuestros conocimientos, a nuestros valores, a nuestros recursos naturales y biológicos. ¿No existe otra palabra aplicable en este sentido? Debemos revisarlo precisamente porque arrastramos una tradición de colonización mental, no sólo en las ciudades, en los centros académicos; también en nuestras comunidades.
La base del pensamiento y la acción indígena es fundamentalmente lo que hemos llamado comunalidad, lo que se relaciona con la vida comunal, el trabajo comunal, el poder comunal, la fiesta comunal. Todo eso también deberá ser valorado y reconocido no sólo por la ley sino por las instituciones del Estado.
La primera responsabilidad en relación con nuestras tierras, nuestros territorios, recursos naturales, valores y conocimientos parte de nosotros mismos, de los propios pueblos y comunidades. Las organizaciones indígenas tendrían que estar impulsando procesos de concientización y reflexión que permitan, desde la base, discutir estas cuestiones. En todas las regiones indígenas hemos visto que en relación a nuestros saberes hay broncas: llegan antropólogos, etnobiólogos, personas ligadas a instituciones académicas, con sentido de caridad o solidaridad y nosotros proporcionamos la información, pero no sabemos a dónde llega. No sabemos qué uso tiene esa información.
Necesitamos "bajar" esta reflexión a nuestras comunidades y regiones, para hacer conciencia de que no sólo nuestros valores, no sólo nuestros conocimientos tienen vital importancia, sino también todos nuestros recursos naturales, nuestros recursos biológicos, que están allí en nuestras montañas y en nuestros ríos. La primera responsabilidad es nuestra.
Otra responsabilidad muy importante, ya entrando a terreno de lo formal, es que debemos precisar estos asuntos en nuestros estatutos comunitarios o comunales. El estatuto comunal es un instrumento jurídico, autorizado en la legislación nacional, el cual podríamos utilizar para preservar y desarrollar nuestros recursos naturales, y también para acrecentar y valorar nuestros conocimientos tradicionales.
Una tercera cuestión es el reconocimiento jurídico. En este terreno tenemos que seguir insistiendo por qué tenemos una legislación nacional e internacional ausente. En este sentido, el avance más importante es quizás lo que se ha venido discutiendo en el seno de las Naciones Unidas: el famoso proyecto de declaración de los derechos de los pueblos indígenas.
Existem tantas siglas que dificelmente saberemos o que significam muitas delas e essa ai debaixo é um exemplo clássico, mas vale a pena conhecê-la.
RPPN: você sabe o que é? As RPPNs, Reservas Particulares do Patrimônio Nacional, são uma das categorias de unidade de uso sustentável, previstas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC. Poucas pessoas sabem, mas, em teoria, qualquer propriedade pode ser transformada em uma RPPN - não há um limite mínimo de área. Considerando-se que a maior parte das florestas nacionais se encontra em propriedades particulares, a constituição de novas reservas poderia ajudar - e muito - na preservação ambiental no país.
No próximo sábado a meia noite já vai ser uma da manhã de domingo, porque teremos que adiantar uma hora nossos relógios. No iníco sempre perdemos com a vantagem que lá em 16 de janeiro ganharemos essa hora e teremos então um dia com 25 horas.
HORÁRIO DE VERÃO CONFIRA O NOVO EXPEDIENTE DE FUNCIONAMENTO DOS BANCOS COM O INÍCIO DO HORÁRIO DE VERÃO.
Com o início do horário de verão, à zero hora do dia 3 de novembro, os relógios serão adiantados em uma hora nos estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, TO, BA e no DF. Para garantir que todos os documentos sejam compensados nos prazos normais, a FEBRABAN determinou que, mesmo nos estados não abrangidos pelo horário de verão, as agências devem antecipar em uma hora o horário de atendimento ao público. Assim, os bancos de AC, AP, AM, AL, CE, MA, PA, PB, PI, PE, RN, RO, RR, e SE vão atender seus clientes sem horário diferente do habitual.
Há, no entanto, algumas exceções. Em Manaus (AM), Belém (PA), Fortaleza e região metropolitana do Ceará (Aquiraz, Caucaia, Euzébio, Maracanaú, Maranguape e Pacatu) e Recife e região metropolitana de Pernambuco (Abreu e Lima, Camaragibe, Jabotão dos Guararapes, Olinda e Paulista) o horário atual de expediente será mantido.
Pertencendo à família espiritual de Mario Quintana, de quem foi contemporâneo, Paulo Hecker Filho é um grande homem, homem prático, como ele mesmo confessa em seu recente Fidelidades (Porto Alegre: Alcance, 2002), um título que já revela a essência humana de sua poesia. Apesar de prático, é também um escritor respeitado tanto pelos jovens quanto pelos mais velhos. Em um dos textos do livro, relata uma conversa com Quintana, que lhe pede a opinião sobre um poema, julgado por outros mórbido. Paulo Hecker elogia o texto e Mario diz por telefone: "Eu queria saber a opinião de um homem decente". Os comentários sobre como ele é visto resumem a sua personalidade: "Estranhei o adjetivo, mas pelo tom reconheci a sua frase pensada, lapidar; era isso mesmo que queria dizer. Decerto era generoso, mas sem dúvida para sentir um poema a lealdade ajuda" (p.25). Com esta lealdade Paulo Hecker escreve sua poesia, rendendo homenagem a grandes poetas que o influenciaram e a autores menos conhecidos, todos colocados no mesmo nível, por uma questão de fidelidade.
Seus textos são híbridos, ocupando um lugar entre a crônica e a poesia, num território de águas mansas, em que o leitor passa momentos de agradável convívio humano e poético. Em cada linha, sentimos a presença calma do intelectual de leituras pensadas e visão humanizadora. Os seus melhores textos são quase historietas sobre pessoas conhecidas, como os poemas sobres crianças, estes seres límpidos.
Em todo o livro sobressai o autobiográfico, mas nas séries "As crianças" e "O filho" tal tendência se adensa, materializando-se em fotos de parentes, o que dá ao leitor uma intimidade com o mundo que aparece em versos focados neste extenso clã, que vai dos grandes artistas a amigos e familiares.
Se estes seres afetivos são os móveis de seus poemas, a literatura, a música, a dança e o futebol são mais do que temas, são elos entre as pessoas, reunidas por Paulo Hecker em torno da mesa acolhedora que é sua poesia. Daí o seu estilo não ser marcado por artificialismos, nem por rigores formalistas e sim pela prosa solta e espontânea das conversas entre amigos.
Pelo tom e pela temática, Fidelidades não traz nenhuma pretensão de revolucionar os meios da poesia, pois o autor quer apenas se relacionar com leitores que para ele não são seres distantes, mas amigos, com quem mantém colóquios descontraídos.
A figura do pregador
Poeta altamente profícuo, com a mesma necessidade expressiva de seu pai, que busca uma equivalência entre os verbos viver e escrever, Fabrício Carpinejar prefere ver o homem metamorfoseado em símbolos ¿ Biografia de uma árvore (São Paulo: Escrituras, 2002).
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9:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Pequeno baile de máscaras
Longe do tempo das ancestralidades divinatórias, mas sem deixar de eleger precursores, o mineiro Fabrício Marques, quer-se moderno em meu pequeno fim (Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2002). O seu projeto é "envelhecer dentro da juventude" (p.18), uma juventude estampada em versos curtos, jogos de palavras, variações frasais, diálogos com outros escritores e em uma poética de alteridades.
O que o distingue estilisticamente é o verso ligeiro, tipos grandes e a incorporação dos meios da prosa, mostrando um poeta que quer citar suas leituras. Para ele, não existem ancestrais, no sentido tradicional, pois o seu tempo é o da grande contemporaneidade, que vai de Duchamp a Padre Vieira:
atravesso a chuva e vou andando às vezes duchamp, às vezes padre Vieira
Tudo em letra minúscula, para marcar bem este tempo sem hierarquias de identidade. O agora é o momento paralisado em que se pode ser todos.
Um romântico no Leblon
No pólo inverso, dono de um lirismo atual e antigo, Eduardo Mondolfo revive o tema da amada como pátria em Canções de Marilia (Rio de Janeiro: Topbooks, 2002), colocando a musa no meio dos acontecimentos presentes e lugares marcados pela ética do prazer, mas também numa latitude mítica:
Fiz de Marilia um país entre o céu e o mar, gaivotas formam seu povo feliz que prescinde de pouso, e não morre. (p.66)
Mondolfo traduz uma passagem emblemática de nossa poesia para o Rio de Janeiro de agora, mas sem abrir mão de um verbo que se mantém ligado aos lugares recorrentes de um lirismo romântico.
Pressa, muita pressa
Neste vasto território da poesia, onde cada lugar tem seus encantos, podemos ir de um a outro extremo no ritmo das viagens turísticas de nossos dias.
Minha frase mais famosa "Não sou enólogo, enólogo é um sujeito que diante do vinho toma decisões, eu, diante de decisões, tomo vinho" fez carreira.
Ela foi formulada para ironizar aqueles aficionados de salão, como eu, que depois de duas ou três taças se metem a enólogos, ignorando o preceito básico que ser enólogo é meter a mão na massa. Apesar disto a frase foi tomada pelos enólogos, que a usaram para definir sua profissão. Assim foi citada pelo enólogo José Maria Franco da Sogrape, em Portugal; o Adolfo Lona, da Delantier, cita-a em suas palestras e incluiu-a no seu livro de vinhos e ela foi parar no Dicionário de Citações do Dualib.
Todos enólogos, obviamente, citam a autoria, mas como são mais conhecidos que eu, volta e meia alguém publica um artigo, ou um livro, atribuindo-a a um deles. E no dia seguinte recebo telefonemas, fax e e-mails protestando contra a citação indevida da autoria.
O Brasil é um país frasista. Os próprios pilares da nacionalidade, repousam sobre duas frases: "Ordem e Progresso" e "Independência ou Morte". Verdade que constatando que os sistemas mais eficientes deste país, escola de samba, jogo do bicho e tráfico funcionam na informalidade e que a miséria e sua sócia ostensiva, a morte, não pára de crescer, temo, haja o revisor misturado as conjunções, deveria ser: "Ordem ou Progresso" e "Independência e Morte"
Por isto, vou ter de arrumar uma frase nova. Não pela perda eventual da autoria, porque este tipo de reconhecimento é ilusório, ninguém disse a Osório, tudo bem que o Brasil espere que cada um cumpra o seu dever, mas esta frase foi plagiada de Nelson. O problema é que por excesso de exposição, vou acabar virando o "homem daquela frase", e ela vai acabar no meu epitáfio: Aqui jaz, sem vinhos e sem decisões.
Tenho de fazer uma nova frase, já e agora, porque está na hora da edição. Mas, com o dólar nesta gangorra assimétrica que só sobe, para vinho não me animo. Então, vamos aproveitar as eleições:
"Em política tudo se cria, tudo se destrói. Nada se transforma."
Acredito que seja uma experiência fantástica, você ver in loco como funciona, com se processa afinal a montagem das reportagens e até a impressão dos jornais que saem todos os dias desses parques gráficos, que hoje para não onerar com custos de transporte são impressos em vários centros de impressão pelo Estado.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO DE 2002 Feira terá oficina de jornalismo
Turma acompanha a impressão do Correio da Feira
O Correio do Povo e o Palcohabitasul realizam nesta 48a Feira do Livro a segunda edição da oficina de jornalismo. Coordenada pelo CP e com apoio da Câmara Rio-Grandense do Livro, a oficina oferece a alunos do Ensino Médio, de pré-vestibulares e de cursos universitários a experiência da atividade jornalística. Os 24 selecionados, divididos em duas turmas, irão produzir as reportagens do Correio da Feira, cadernos encartados nos próximos dias 10 e 17, que têm como tema a Feira do Livro e assuntos ligados ao evento, como arte, educação e cultura. Estão programadas visitas à redação do CP e ao parque gráfico da Capital. Os encontros serão de segunda a sexta-feira, à tarde, e sábado, do meio-dia às 14h. Assiduidade e presença são fundamentais. A primeira turma começa segunda-feira e as incrições podem ser feitas no site www.palcohabitasul.com e no Labirinto da Palavra, na própria feira.
Que bom que na vida real também fosse assim, que depois que todos enfrentassem tragédias pessoais tivessem finais felizes como fazem crer os nossos diretores. CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO DE 2002
Eu falo, tu falas, eles falam com ela Novo filme de Almodóvar tem participação de Caetano Veloso no elenco e Elis Regina na trilha sonora
Personagens inusitados estão em 'Fale com Ela' Tiaraju Brockstedt
Pedro Almodóvar mantém sua fórmula de misturar dramas com o insólito, mas seu novo filme, 'Fale com Ela', que estréia amanhã, ainda que com aquele tradicional sabor de bolero, traz pitadas de Brasil em várias cenas. Num flashback, Caetano Veloso surge cantando numa festa, na qual também aparecem algumas das musas do recente passado 'almodovariano' (como Marisa Paredes e Cecilia Roth). Num outro momento, a gaúcha Elis Regina canta uma música de Jobim e o compositor brasileiro é citado em outro diálogo. Mas não se engane com esta brasilidade toda. O cineasta continua fiel ao seu colorido universo de tipos esquisitos, patéticos, solitários e tristes que, vez por outra, se envolvem em confusões surreais que mais parecem um espetáculo próprio para um palco. Não é à toa, portanto, que assim como em 'Tudo sobre Minha Mãe', ele comece o filme novamente com o abrir de uma cortina.
Almodóvar gosta também de brincar com a sexualidade de seus personagens. O enfermeiro Benigno (Javier Câmara) se confessa virgem, pois ocupou toda a sua vida cuidando da mãe; suas tendências sexuais oscilam durante todo o filme sem uma aparente definição. Dario Grandinetti é Marco, jornalista que, ainda marcado pelo fracasso do último romance, se envolve com Lydia (Rosário Flores), toureira profissional que foi abandonada por sua grande paixão, outro toureiro. As vidas destes personagens se entrelaçam, misturando passado, presente e futuro, a partir do momento em que Begnino se apaixona por Alicia (Leonor Watling) que estuda ballet na academia em frente de sua casa. Ele fica horas e horas na janela olhando seu objeto de desejo. Só que antes daqueles tristonhos finais felizes do diretor, todos enfrentam tragédias pessoais; Alícia sofre um acidente de carro e fica em coma; Lydia é quase morta por um touro na arena e também fica em coma; Begnino e Marco fazem amizade no hospital, período que funciona como o tempo suspenso, antes que todos estes quatro destinos 'em coma' sejam redirecionados.
Almodóvar está cada vez mais triste em seus roteiros. 'Fale com Ela' ('Hable con Ella') tem poucas cenas de humor, uma delas na entrevista de Lydia na TV, no começo da trama, quando o diretor aproveita para criticar a mídia. A fita tem participação de Geraldine Chaplin e do ballet de Pina Baush, que abre e fecha o filme procurando mostrar a importância e o poder das palavras contra a solidão. Por isso fale, mesmo, com ela, ou seja lá com quem for, mas
Coloco os primeiros parágrafos da coluna do Ruy porque afinal era o Rio Grande que estava jogando lá em belo Horizonte e bem que o inter saiu na frente, mas depois, depois o que se viu efetivamente não foi nada animador. Já por aqui os gremistas estavam rindo a toa.
ruy.ostermann@zerohora.com.br 31/10/2002
Contrastes
Com reconhecida dificuldade, o Grêmio obteve a primeira das três vitórias que precisa para se classificar. Foi extremamente difícil, o Atlético-PR revelou qualidade de toque de bola e de movimentação e forçou o tempo todo, mas o Grêmio teve uma jogada de ataque maravilhosa, marcou o segundo gol e, somando-se aquele do Anderson cobrando falta, conseguiu ganhar. Será assim, sempre muito difícil.
E o Internacional perdeu de 3 a 2 depois de perder muitos gols, segundo testemunhos dos companheiros que lá estavam. Cássio, marcando o segundo gol da derrota, atingiu o milésimo gol do Inter em campeonatos brasileiros. O passado, de vitórias, estava apenas aí.
Lula é o super-herói do momento, e toda história de super-herói requer um supervilão. Vai ser Super Lula contra quem?
Tem o ¿Fantasma da Fome, o Flagelo da Miséria, o terrível Desemprego, o Reação ou Direita Ressentida, o ¿Estruturas Viciadas todos vilões temíveis que darão muito trabalho ao nosso herói. Pode-se imaginar suas caracterizações extravagantes e os truques desprezíveis que usarão. E desejar que não sejam parecidos com os pitorescos arquiinimigos do Batman, aqueles que o Batman derrota, derrota e sempre voltam.
Mas nenhum deles é o grande vilão. Nenhum deles tem os poderes que tem o grande vilão. Alguns são até meros capangas do grande vilão.
O nome do grande vilão é... Superávit Primário!
Não é fácil imaginar a figura. O Fantasma da Fome usaria preto e teria uma caveira no peito. O Estruturas Viciadas¿ seria uma espécie de gigantesco monstro do dr. Frankenstein, feito de engrenagens e esquemas acumulados durante anos. Mas como seria uma personalização do Superávit Primário? Como visualizá-lo, e, sem visualizá-lo, como bater nele? E, sem ter no que bater já que o Superávit Primário é feito de promessas e números, nada muito soqueável ¿ como derrotá-lo?
O pior é que, além de não ser nada, ainda é um nada disfarçado. O Superávit Primário, quando não está roubando a pensão de velhinhas ou tirando a comida da boca de crianças, passa por bom. Passa por respeitável, por recomendável, por sensato. É um membro exemplar da comunidade, alguém que qualquer pessoa de bem não deveria hesitar em adotar, ou ter como genro, pois representa comedimento, responsabilidade fiscal, boas maneiras, higiene, bom caráter. Como lutar contra uma abstração que simboliza a virtude na sua forma mais etérea, que é a virtude contábil? Super Lula não sabe que forma tem o Superávit Primário, pois até o tamanho dele é o FMI quem determina qual é, ou deve ser. Como derrotá-lo?
Para voces que gostam de cinema, os filmes que estão em cartaz por aqui e que não deve ser muito diferentes das programações das demais Capitais do País.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2002 CINEMA
CÓDIGOS DE GUERRA - GNC Bourbon 1 (14h - 16h30 - 19h - 21h30), Cinemark 5 (14h50 - 17h50 - 21h), Iguatemi 5 (14h30 - 17h40 - 20h30), Rua da Praia Shopping 1 (14h - 16h15 - 18h30 - 20h45). De John Woo. Com Nicolas Cage. Para proteger um soldado indígena que fala um código secreto na 2a Guerra, um sargento é escalado para servir como seu guarda-costas. 14 anos.
ASTERIX E OBELIX: MISSÃO CLEÓPATRA - Cinemark 4 (Dublado - 14h10 - 16h40 - 19h20 - 21h50), Praia de Belas 1 (13h30 - 15h30 - 17h30), Moinhos 3 (13h45 - 15h45 - 17h45), Lindóia 2 (13h30 - 15h30 - 17h30 - 19h30 - 21h30). De Alain Chabat. Com Gérard Depardieu e Monica Bellucci. Depois de aposta, a rainha Cleópatra decide chamar Asterix e Obelix para ajudá-la a concluir um palácio. Comédia. Estréia.
REINO DE FOGO - Aerocine 2 (10h30 - 13h - 15h30 - 18h - 20h30), Guion Sol 1 (15h - 17h30 - 20h - 22h05), Center 4 (13h30 - 15h30 - 17h30 - 19h30 - 21h30), Cinemark 3 (13h10 - 16h - 18h35 - 21h10), Guarani (13h30 - 15h45 - 18h - 20h15), Iguatemi 3 (13h40 - 16h10 - 18h40 - 21h10), Strip Center 2 (15h - 17h - 19h - 21h). De Rob Bowman. Acidentalmente acordado após séculos de hibernação, um dragão leva o caos ao planeta. Até que surge um homem disposto a derrotá-lo.
UM ENIGMA NO DIVÃ - Moinhos 4 (14h15 - 16h45), Rua da Praia 1 (15h30). De Jean-Jacques Beineix. Um famoso psiquiatra dorme durante uma sessão e encontra a cliente morta.
UM DIA DE RAINHA - Guion Center 1 (15h - 16h50 - 18h40 - 20h30 - 22h15). De Marion Vernoux (França). Com Sergi Lopez. Um dia estranho na vida de diversos personagens.
POR UM SENTIDO NA VIDA - Moinhos 2 (13h30 - 15h30 - 17h30). Com Jennifer Aniston. Maquiadora infeliz busca novo rumo na vida.