Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
Email: cassiano.leonel@terra.com.br
Créditos:http://www.giffs.hpg.ig.com.br/
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1:06 PM
by Cassiano Leonel Drum
Para voce leitor que gosta da Revista Isto É independente, a capa é essa ai, também estará nas bancas amanhã bem cedinho e tras uma série de reportagens interessantes inclusive esta que coloco ai. Mas como ela está toda online, se vocês quiserem saber mais é só acessar o link. Boa leitura.
Capa EXCLUSIVO
Esquema milionário BC já confirmou que a Anacor faz parte de uma rede de lavagem de dinheiro
FACHADA A Norte Câmbio e Turismo funciona na mesma sede e com os mesmos funcionários da Anacor No final de agosto, chegou à Procuradoria da República em Pernambuco um dossiê com cinco mil páginas produzido pela fiscalização do Banco Central. A papelama relata a existência de uma rede milionária suspeita de acolher operações de desvio e lavagem de dinheiro. A teia, que movimentou mais de R$ 200 milhões nos últimos seis anos, envolve diretamente a Anacor, Josebias Vitorino da Silva e o deputado Luciano Bivar (PFL-PE), além de outras agências de câmbio, laranjas e empresários nordestinos. Os documentos comprovam que, como relatou Alexandre Magero Araújo ao Ministério Público na Paraíba, Josebias era sócio-gerente da Anacor até 8 de dezembro de 1998, quando foi excluído da empresa. A mudança ocorreu 45 dias depois que o BC descredenciou a Anacor como instituição autorizada a trabalhar com troca de reais por dólares e remessas ao Exterior. No entanto, como também mostra a documentação reunida pelo BC, nem a Anacor se afastou de operações cambiais, nem Josebias, dos negócios da agência. Em fevereiro de 2001, a Anacor foi flagrada tentando trazer o equivalente a US$ 155 mil do Exterior. A operação foi recusada porque a conta da empresa que seria usada para receber o dinheiro estava paralisada há anos. Três meses depois, Josebias recebeu um cheque em nome da Anacor, no valor de R$ 336 mil. O esquema revela a participação de outras empresas do ramo de câmbio e turismo que, suspeitam BC e Ministério Público, integram a mesma lavanderia, embora no papel pertençam a sócios diferentes. Depois da destituição da Anacor como operadora de câmbio, emerge no esquema a Brasicor Agência de Viagens, com escritório no mesmo shopping onde funcionava a irmã mais velha. Além de clientes e movimentação financeira, as duas empresas também dividiam outras coincidências: o sócio-gerente da Brasicor, Rubens Barbosa Filho, conforme a ficha de uma das quatro contas correntes identificadas em seu nome, já foi diretor da Anacor. Com um rendimento de R$ 6,5 mil mensais, recebeu depósitos de quase R$ 3 milhões apenas em 1996 e 1997, descompasso que chamou a atenção do Banco Central. Junto com Barbosa, surge um terceiro personagem, apontado como peça-chave em todo o esquema: Jorge Torquato David da Costa, dono de uma movimentação de pelo menos R$ 50 milhões entre 1997 e 2001 e também ligado à Brasicor. Torquato, sob investigação da Receita Federal em Pernambuco desde o ano passado, chegou a tentar impedir a quebra de seu sigilo bancário na Justiça, mas o pedido foi sumariamente indeferido. Na pendenga judicial com o Fisco, informa ser um ¿músico, autônomo e estar passando por grandes dificuldades econômico-financeiras¿. Por falta de rendimentos, nem sequer apresentou declaração de Imposto de Renda em 1997. Depois da derrota judicial, sumiu.
Na teia identificada pelo Banco Central, Torquato, Josebias e Rubens dividem a função de receptadores de depósitos junto com outros sete laranjas. De lá, o dinheiro partia para destinos igualmente surpreendentes e boa parte dos trajetos leva ao deputado Luciano Bivar. Entram nas contas dezenas de cheques da Sasse, a Seguradora da Caixa Econômica Federal, o que aponta para a suspeita de um esquema de desvio de recursos originários do pagamento de indenizações em sinistros de imóveis da CEF. Privatizada no ano passado, a empresa é responsável pelo seguro contra danos de milhões de imóveis financiados pela Caixa. Coincidentemente, há dez anos, a Gerencial Brasitec, pertencente a Bivar, administra os serviços de vistoria, avaliação de danos e execução de reparos em casas, prédios e apartamentos construídos com empréstimos da instituição, segurados pela Sasse. A Brasifactor e a Brasitur, também de Bivar, aparecem como beneficiárias de recursos movimentados pelo esquema. Há ainda rumores de que Bivar também é ligado à Brasicor e a Rubens Barbosa.
O deputado Luciano Bivar é tido como um dos líderes do esquema da Anacor, mas diz que não tem nada a ver com as mutretas investigadas pelo BC Relações ¿ Até o Sport Club Recife, o principal time de futebol pernambucano e presidido por Bivar até 1999, recebeu pelo menos R$ 1 milhão em depósitos que transitaram por contas de laranjas ligados à rede. Por enquanto, no nome do próprio deputado, apareceu apenas um cheque de R$ 18 mil. Também integra o mesmo esquema a Norte Câmbio Turismo, herdeira dos negócios da Anacor. Especialistas da área e procuradores que investigam o caso dizem que o mesmo gerente Manolo, conhecido nos bastidores do mercado de câmbio do Recife e citado por Araújo como o administrador da Anacor, é o responsável pela Norte Câmbio. Agora, a pedido do Ministério Público, o BC vai se debruçar sobre o braço da rede dedicado a remessas de recursos para fora e ao leva-e-traz de malas de dinheiro revelado por Araújo em seu depoimento aos procuradores.
Na quinta-feira 21, o deputado Bivar afirmou que não conhece Araújo nem possui relações com a Anacor, Brasicor ou Rubens Barbosa Filho, a quem diz só conhecer de nome. Também assegurou que não participa de nenhum esquema irregular e não sabe de nenhuma investigação em que esteja envolvido. ¿Pode ser que algum cheque meu tenha ido parar em alguma empresa dessas, porque elas trabalham com isso, mas não tenho nada com a área de câmbio¿, concluiu.
Esses são os destaques da Revista Veja que amanhã bem cedinho estará nas bancs de todo o País e essa acima é a capa da mesma especialmente preparada para vocês leitores deste Blog.
Especial Tudo que ela anuncia vira sucesso, tudo que ela faz repercute. Gisele Bündchen é há algum tempo a modelo mais famosa, mais bem paga e mais requisitada do mundo da moda. Nem mesmo o escorregão de assinar um contrato com fabricantes de casacos de pele comprometeu sua carreira. No site: acesse galerias de fotos da modelo.
Sucessão Para ganhar a eleição o PT costurou o apoio de forças políticas que no passado recente o partido não deglutia. O problema daqui por diante é saber até quando a harmonia reinará entre políticos com histórias e objetivos tão diferentes. No site: leia noticiário diário sobre política.
Posse Sem conseguir mudar a data, o PT prepara uma cerimônia formal e uma festança popular para o dia primeiro de janeiro. A expectativa é de que Brasília reúna 1 milhão de pessoas nas ruas.
Entrevista Eric Beumard, um dos grandes sommeliers do mundo, diz que a democratização do consumo de vinho é boa, mas não se deve banalizar a bebida nem uniformizar seu sabor. Ele também desfaz alguns mitos sobre o bom vinho.
Imprensa Jornalistas estrangeiros que trabalham no Brasil são em geral profissionais de muita influência e levam a vida que pediram a Deus. Eles moram em lugares privilegiados, viajam com freqüência e têm muito tempo livre para ir ao cinema, ler e se divertir.
Automóveis O objetivo dos carros do futuro não será reproduzir a tecnologia de naves espaciais, mas copiar o aconchego do lar. Alguns modelos atuais já possuem minigeladeira, massageador, aparelho de DVD e outros luxos para garantir o conforto da família.
Sociedade Japonesas gastam fortunas em peças de grifes caríssimas como Prada, Louis Vuitton e outras. A maioria torra tudo que ganha, muitas vão além e se endividam para andar de acordo com as regras da última moda. No site: acesse galeria de fotos com alguns dos modelos exóticos.
Saúde Adolescentes obesos começam a recorrer à cirurgia de redução de estômago para perder peso e garantir saúde e qualidade de vida. O recurso, porém, só é recomendado em casos de obesidade mórbida, aquela que traz problemas de pressão, diabetes e até apnéia de sono. No site: leia mais sobre obesidade infantil.
Medicina Um novo exame de sangue, que mede a intensidade dos processos inflamatórios nos vasos sangüíneos, é em alguns casos mais eficaz que o exame de colesterol para detectar risco de ataques cardíacos.
Beleza A corrida para deixar o corpo em ordem no verão já começou. Conheça os prós e contras dos novos produtos e tratamentos estéticos que serão usados nas clínicas nesta temporada.
Artes e Espetáculos
Livros - Num trabalho monumental, o jornalista Elio Gaspari reconstitui os anos de chumbo do regime militar e desnuda a anarquia que o caracterizava. A Ditadura Envergonhada e A Ditadura Escancarada são os dois primeiros volumes de uma série de cinco com os quais Gaspari se debruça sobre a época. No site: leia trechos de A Ditadura Envergonhada.
Música - O cantor inglês Robbie Williams assinou com a EMI o terceiro maior contrato de todos os tempos: 130 milhões de dólares pela gravação de seis discos. Ele é um dos principais nomes do cenário musical inglês, mas não consegue emplacar no resto do mundo, principalmente nos EUA. No site: acesse clipes e ouça os sucessos do cantor.
DVD - Para comemorar os 40 anos do espião mais charmoso do cinema, chega ao mercado uma caixa com nove DVDs e algumas das principais aventuras de James Bond. Entre elas, 007 contra Goldeneye e O Mundo não é o Bastante. No site: acesse trailers e galerias de fotos de algumas produções e dos cinco intérpretes do agente secreto.
O mestre das agulhas Médico do governador Geraldo Alckmin, da apresentadora Luciana Gimenez e da cantora Elba Ramalho, o chinês Jou Eel Jia é o acupunturista mais requisitado da cidade
Fasano à Carioca Sinônimo de tradição e requinte na gastronomia de São Paulo, Rogério Fasano abre em Ipanema o Gero, seu primeiro restaurante no Rio
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12:27 PM
by Cassiano Leonel Drum
A Capa da Revista veja é a nossa querida e gaúcha Gisele Bundchen, que coloco para voces em primeira mão. Mas na revista tem tudo, dezenas de fotos, papéis de parede e muito mais. Aproveitem e leiam a reportagem que coloco aqui porque ela está em área reservada aos assinantes.
O furacão Gisele Anna Paula Buchalla e Paula Neiva
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12:22 PM
by Cassiano Leonel Drum
Jamais me levanto da cama por menos de 10.000 dólares." A frase, atribuída à modelo canadense Linda Evangelista, no início dos anos 90, demarcou o início de uma era: a das supermodelos. Além de Linda, Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Elle MacPherson, Kate Moss, Christy Turlington e Naomi Campbell fulguravam nas passarelas da década passada. Elas foram muito mais do que rostos belíssimos e corpos perfeitos a servir de cabide para as criações de estilistas famosos. Conquistaram o status de estrelas, ganharam mais notoriedade do que as roupas que desfilavam e entraram para o rol das celebridades milionárias. Na segunda geração de supermodelos, ninguém é páreo para a brasileira Gisele Bündchen, de 22 anos. Dizer que ela reina absoluta não é força de expressão. Gisele foi incluída na lista das 100 maiores celebridades do planeta, elaborada pela revista Forbes. Desde 1998, quando foi alçada ao estrelato, a brasileira faturou cerca de 100 milhões de reais, o equivalente a 30 milhões de dólares. Nunca houve uma modelo que ganhasse tanto. Para se ter uma idéia, segundo a publicação inglesa Business Age, a americana Cindy Crawford e a australiana Elle MacPherson foram as que conseguiram amealhar as maiores fortunas. Cindy tem hoje 36,3 milhões de dólares e Elle, 35,2 milhões. São valores maiores do que o de Gisele. Ambas, no entanto, levaram dez anos para juntar esse dinheiro. Gisele conseguiu faturar quase o mesmo na metade do tempo. E, do jeito que seus negócios prosperam, deverá superar a marca dos 40 milhões de dólares. Linda, rica (e absoluta, e necessária, e vitaminada), ela não sai da cama por menos de 16.000 verdinhas.
Gisele, que é um colírio para os olhos de todo mundo, virou uma pedra no sapato dos ecologistas. Isso porque ela aceitou ser garota-propaganda de um fabricante de casacos de pele, a Blackglama. Nas fotos da campanha, que começou a ser veiculada nos Estados Unidos há coisa de vinte dias, Gisele, exuberante como sempre, aparece envolta em vistosos casacos e estolas de mink. Foi o estopim para que se declarasse uma guerra contra a modelo, que teve seu ápice há duas semanas. Durante a gravação do desfile da grife de lingerie Victoria's Secret para a rede de televisão americana CBS, no momento em que Gisele vinha em direção às câmeras, de cinta-liga preta e sapatos de salto alto vermelhos, quatro ativistas da organização People for the Ethical Treatment of Animals (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), a Peta, pularam na passarela. Elas carregavam cartazes com a frase "Gisele, a escória da pele" e xingavam a modelo. Profissional tarimbada, a beldade brasileira continuou a desfilar, enquanto seguranças do evento se encarregavam de tirar as manifestantes dali. Pouco depois da confusão, a entrada de Gisele foi regravada.
De anjo a vilã
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12:13 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ao posar para a marca de casacos de pele Blackglama (primeira foto no alto), Gisele atraiu a ira dos ativistas da ONG Peta, que invadiram o desfile da Victoria's Secret com cartazes: "Gisele, escória da pele" (no centro). Em outro protesto da ONG, a cantora Sophie Bextor aparece num anúncio com uma raposa morta: "Aqui está o resto de seu casaco de pele"
Fosse outra modelo, os ecologistas não teriam ficado tão irritados. Mas Gisele é Gisele. Ao fazer a campanha da Blackglama, é como se ela, "o mais belo animal sobre a Terra", para usar o elogio que o diretor francês Jean Cocteau endereçou à atriz Ava Gardner, desse a chancela para que as mulheres pudessem usar sem culpa casacos que, para ser confeccionados, exigem a morte de dezenas de bichinhos. Com isso, acreditam os ecologistas da Peta, foram por água abaixo anos de luta pela conscientização contra essa indústria, considerada uma das mais cruéis do mundo. Muitos especialistas em marketing e consultores de moda se perguntam por que Gisele, dona de uma carreira tão bem pavimentada, aceitou emprestar sua imagem a algo tão malvisto e politicamente incorreto. A julgar pelo que Gisele tem dito a respeito, inclusive na entrevista que deu a VEJA, ela simplesmente não fazia idéia de que estava se metendo numa enrascada. "Fazemos força para acreditar que a participação de Gisele no anúncio da Blackglama ocorreu mesmo por ignorância, e não por falta de coração", diz Lisa Franzetta, coordenadora da Peta. "Se ela soubesse que, para fazer um único casaco, são necessários no mínimo cinqüenta minks, e visse esses animais sendo mortos por inanição, eletrocutados ou envenenados, não aceitaria anunciar casacos de pele."
O contrato de Gisele com a Blackglama tem dois meses de duração. Representantes da Peta procuraram a agência da modelo em Nova York, a IMG, para tentar fazer com que o acordo com o fabricante de casacos de pele seja rompido. É improvável que isso ocorra, mas Gisele afirma estar pronta a colaborar de alguma forma com a organização, que não lhe dá trégua. Uma das hipóteses cogitadas para reparar o dano à sua imagem e amainar a fúria dos ecologistas é uma doação financeira à Peta. Participar da campanha da Blackglama foi um deslize que poderia ter conseqüências mais funestas se Gisele tivesse uma concorrente para a qual pudesse perder contratos. Como ela não tem, pelo menos até o presente, é difícil que a trajetória da brasileira sofra turbulências.
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12:11 PM
by Cassiano Leonel Drum
O que, afinal de contas, faz de Gisele Bündchen uma modelo única? O 1,79 metro, os 51 quilos, os 89 centímetros de busto, 57 de cintura e 89 de quadris certamente são medidas embasbacantes. Os olhos azuis e a farta cabeleira dourada também são de outro mundo. Mas mulheres com aparência deslumbrante não são exatamente raridade no mundo da moda. Já que não existem instrumentos de aferição de graus de beleza, toda e qualquer resposta só é possível no terreno das aproximações. Pode-se dizer, então, que Gisele, parafraseando Shakespeare, "ensina as tochas a brilhar". De fato, o seu colorido de pele, cabelo e olhos, combinado às formas perfeitas, irradia luz e ofusca quem está do seu lado. Além disso, ela é dona de um estilo todo próprio, que foge às caras e bocas típicas das modelos. Gisele desfila de um jeito inteiramente singular, que ninguém consegue imitar. Quando chega à extremidade da passarela, toda modelo dá aquela paradinha de praxe, para que os fotógrafos façam a festa. Essa paradinha dura um segundo, no máximo, depois da qual a modelo dá uma volta e inicia o retorno aos bastidores. Pois bem, é nessa fração ínfima de tempo que Gisele é mais Gisele do que nunca. Com as mãos na cintura e um olhar oblíquo capaz de aquecer as almas mais gélidas, ela arqueia o corpo, lançando o tronco para a frente e empinando o derrière ¿ e é nesse vácuo posterior, onde deveria estar a sua coluna lombar, agora arqueada, que moram todas as fantasias masculinas, bem como a inveja feminina.
CHINELAS PODEROSAS Tudo o que ela anuncia vira sucesso. A sandália Ipanema Gisele Bündchen, o primeiro produto licenciado com a marca da modelo, superou as expectativas de venda do fabricante. Desde julho, foram vendidos cerca de 5 milhões de pares
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12:04 PM
by Cassiano Leonel Drum
Outra característica especial de Gisele, atestam os fotógrafos e maquiadores, é a sua capacidade de transmutação. Seu rosto, que não tem nada daqueles traços de bonequinha de luxo e apresenta como marca principal o nariz proeminente, permite que ela assuma os ares de diversos tipos de mulher nos ensaios fotográficos e desfiles que protagoniza ¿ seja o da vamp, o da jovem senhora ou o da profissional independente e liberada (veja quadro). Por último, mas não menos importante, Gisele chegou aonde chegou porque é de um profissionalismo ímpar. Um exemplo que encanta os estilistas: os códigos impregnados de narcisismo que permeiam informalmente o universo dos desfiles estabelecem que a primeira modelo a entrar na passarela ou a última a aparecer é a mais importante do evento. Nada afeita a estrelismos, Gisele não reclama quando deixa de ser escolhida para abrir ou fechar um desfile. Pontual, compenetrada, paciente e zelosa, Gisele cuida da carreira e das finanças pessoalmente. Conta com a assessoria de advogados e contadores nos Estados Unidos, Europa e Brasil e de duas empresárias ¿ uma americana e outra brasileira ¿, mas a última palavra é sempre dela. Ao contrário do que costuma fazer a maioria dos famosos brasileiros, Gisele mantém a família afastada de seus negócios. "Quero somente profissionais trabalhando para mim. O motivo é simples: se um deles não estiver fazendo um bom trabalho, é só dispensá-lo", explica ela. É assim, com pulso firme e um incrível tino para os negócios, que Gisele toca a sua carreira.
Os números de Gisele são todos faiscantes. O contrato para estrelar as campanhas da grife de lingerie americana Victoria's Secret lhe renderá, até 2005, 20 milhões de dólares. Em março do ano passado, Gisele foi contratada para fazer os comerciais da C&A. Recebeu em torno de 10 milhões de reais por um ano e meio de trabalho. Os executivos da loja de departamentos comemoram cada centavo investido em Gisele. No primeiro ano de campanha publicitária com a modelo, as vendas cresceram 20%. Com a marca de biquínis Cia. Marítima, ela selou um acordo estimado em 1 milhão de reais pela campanha e um desfile. Com a administradora de cartões de crédito Credicard, fechou outro contrato de 3,5 milhões de reais, aproximadamente. Em julho, em parceria com a fabricante de calçados Grendene, Gisele lançou as sandálias de dedo GB Ipanema ¿ G, de Gisele, e B, de Bündchen, claro. Foi um dos melhores negócios que a modelo fez. Até agora foram vendidos 5 milhões de pares, o que totaliza cerca de 70 milhões de reais. Embora os diretores da Grendene não falem no assunto, sabe-se que o acordo com Gisele estabelece que ela receberá no mínimo 5 milhões de reais de royalties. "Ela não dá ponto sem nó", comenta um alto executivo da indústria da moda. Não mesmo. As "chinelas", como Gisele se refere às sandálias, são o primeiro produto com a marca da modelo e servem de balão-de-ensaio. Em 2005, aos 25 anos, ela quer se aposentar das passarelas e se tornar empresária
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12:00 PM
by Cassiano Leonel Drum
Com esse objetivo no horizonte, Gisele vem reduzindo a participação em desfiles. Hoje, não faz mais de vinte por ano. Seu cachê é de 8.000 a 10.000 dólares por hora. A título de esclarecimento: o tempo começa a contar a partir do momento em que ela chega ao local do evento. Como permanece, em média, duas horas à disposição dos organizadores, isso significa que ela não sai de um desfile com menos de 16.000 dólares. Os estilistas pagam com prazer. Tê-la na passarela é garantia de fotos publicadas em revistas e jornais do mundo inteiro. Invariavelmente, as imagens são acompanhadas por adjetivos derramados. Gisele é The Body (O Corpo), na definição do estilista inglês Alexander McQueen. Encarna um novo padrão de beleza, o "padrão Bündchen", segundo a revista W, uma das bíblias da moda. É "a garota mais bonita do mundo", na acepção direta da revista Rolling Stone. Antes de assinar contrato com a americana IMG, uma agência especializada em trabalhar para celebridades, como o jogador de golfe Tiger Woods, Gisele fazia parte do elenco da Elite, a agência que a descobriu. O rompimento, em 1999, foi conturbado. Irritado com a saída de Gisele, justamente no momento em que a carreira dela decolava, John Casablancas, o então dono da Elite, chamou a brasileira de gananciosa e avara. "Ela é uma menina mimada e provavelmente a criatura mais egoísta que conheci", disse. Falou ainda que Gisele só conseguia entrar na passarela se fumasse maconha antes. Ela não deu pelota para Casablancas. A IMG não demorou a abrir uma filial brasileira, para garimpar novas beldades. Aliás, esse foi um efeito do sucesso de Gisele: chamar a atenção para o Brasil. A top das tops abriu as portas dos desfiles e campanhas internacionais para modelos como Caroline Ribeiro, Adriana Lima e Fernanda Tavares, entre outras (veja reportagem). Além disso, Gisele ajudou estilistas brasileiros a ganhar espaço no exterior. Carlos Miele, da M. Officer, Tufi Duek, da Forum, e Amir Slama, da Rosa Chá, foram beneficiados pelo fascínio despertado por ela nos grandes centros da moda.
Como ocorre em relação a qualquer celebridade, a vida particular de Gisele desperta curiosidade. Especialmente quando o assunto é companhia masculina. A verdade é que, de tão focada na carreira, a modelo deixou os namoros para terceiro plano. Gisele prefere "ficar", para usar o jargão dos adolescentes. Seu relacionamento mais sério foi com o ator Leonardo DiCaprio. Durou dois anos ¿ mais cheios de idas que de vindas. Ela já foi vista aos beijos com o empresário João Paulo Diniz, herdeiro do Grupo Pão de Açúcar, e andou jantando com o ator Rodrigo Santoro, de quem parece ser apenas amiga. Recentemente, conheceu ¿ em mais de um sentido ¿ o playboy Ricardinho Mansur, filho do enroladíssimo empresário Ricardo Mansur. Consta que o moço está apaixonado. Mas, para tristeza de Ricardinho, por enquanto só mesmo a cachorrinha "Vida" tem lugar cativo na cama de Gisele. Quem disse que ela não gosta de animais?
Não é fácil ser Gisele
DESDE 1998, QUANDO FOI LANÇADA AO ESTRELATO, GISELE JÁ PASSOU... 13 000 horas em estúdios de fotografia 2 000 horas sentada em uma cadeira de cabeleireiro 4 dias mergulhada em espuma, fotografando para uma campanha da francesa Dior
... JÁ DESFILOU... 4 800 modelos de roupas
... E JÁ PERCORREU... em mais de 600 desfiles, cerca de 200 quilômetros nas passarelas, o equivalente à metade do percurso entre Rio de Janeiro e São Paulo. E de salto alto
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11:52 AM
by Cassiano Leonel Drum
As mil faces de Gisele
Um dos aspectos que mais agradam a fotógrafos e maquiadores é a sua capacidade de transmutação. Seu rosto, que não tem nada daqueles traços de bonequinha de luxo e apresenta como marca principal o nariz proeminente, permite que ela assuma os ares de diversos tipos de mulher nos ensaios fotográficos e desfiles que protagoniza
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11:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Gisele não namora, fica
COMO VEIO, FOI Ela e o empresário paulista João Paulo Diniz já eram amigos quando rolou um clima. Eles ficaram juntos algumas vezes ¿ numa delas, a top apareceu de seios nus na sacada da casa de praia dele Ronaldo Ceravolo
SE ELE NÃO QUER, ELA MUITO MENOS Com o galã Leonardo DiCaprio, o namoro durou dois anos. No Carnaval passado, ela trouxe a mãe dele para visitar o Brasil. Dizem que foi a modelo quem pôs fim à relação, em junho último. A gota d'água? DiCaprio dispensou a companhia da bela para se divertir com amigos AP
VAI OU NÃO VAI? Se dependesse da torcida, a modelo já teria casado com o ator Rodrigo Santoro. Eles ensaiam um romance desde o Carnaval do ano passado. Recentemente, a boataria ganhou mais força, quando estrelaram juntinhos uma campanha de um cartão de crédito Rafael Campos
RICARDINHO ESTÁ NO PÁREO O mais novo aspirante a namorado de Gisele é o playboy Ricardinho Mansur. O rapaz tem-se esforçado. Faltou à própria festa de aniversário só para levar a namorada ao aeroporto. Ela foi, ele ficou
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11:44 AM
by Cassiano Leonel Drum
"O que fizeram comigo não foi ético"
Na quinta-feira passada, de um estúdio fotográfico em Nova York, Gisele Bündchen falou por telefone à subeditora Anna Paula Buchalla sobre sua participação na campanha dos casacos de pele da Blackglama e os protestos dos ecologistas da ONG Peta. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Veja ¿ Por que você aceitou participar de uma campanha de um fabricante de casacos de pele? Gisele ¿ É importante que as pessoas saibam que eu estava apenas fazendo o meu trabalho. Os Estados Unidos são um país livre, onde todos têm o direito de opinar e cada um faz o que quer com a sua vida. Os manifestantes da Peta têm o direito de defender a sua causa, e eu tenho o direito de trabalhar no que bem entender.
Veja ¿ O que passou pela sua cabeça no momento em que as ativistas invadiram a passarela? Gisele ¿ É lógico que foi uma surpresa muito desagradável. De repente, apareceram aquelas mulheres raivosas, com cartazes nas mãos. Sinceramente, mal consegui ler o que estava escrito. Só vi o meu nome e pensei: "Mas o que é isso?" Só me restava manter a concentração e continuar desfilando. Foi o que fiz.
Veja ¿ A indústria das peles é considerada uma das mais cruéis. Isso não a incomoda? Gisele ¿ Eu adoro bichos. Tenho três cachorros e dois cavalos que são minhas paixões. Agora, se matam os minks, o que eu posso fazer? Matam galinhas e vacas e ninguém fala nada. Por que não protestam contra essas pessoas também? Só sei que o que fizeram comigo não foi nada ético. Além disso, invadiram o desfile de uma grife, a Victoria's Secret, que não tem nada a ver com a história das peles. No fim, eles é que fizeram papel ridículo.
Veja ¿ Mas mesmo depois dessa confusão você não se arrepende de ter posado com casaco de pele? Gisele ¿ Para mim, esse foi um trabalho como qualquer outro. Mas estou aberta ao diálogo. Fui informada de que a Peta procurou a minha agência, a IMG, em Nova York. Estou disposta a ouvir a reclamação deles e a colaborar no que for preciso.
Veja ¿ É verdade que, além de 500 000 dólares de cachê, você ganhou dois casacos para estrelar a campanha da Blackglama? Gisele ¿ Eu jamais falo sobre os valores de meus contratos. Agora, essa história de ganhar casaco como forma de pagamento é a coisa mais ridícula que já ouvi. Justo eu? Em primeiro lugar, não preciso disso. Em segundo, nunca usei casaco de pele. Esse tipo de roupa não faz o meu estilo. Sou adepta do jeans, camiseta e tênis. Salto alto, só para trabalhar, porque o meu pé dói. Fora do trabalho, ninguém jamais me viu ou vai me ver usando um casaco de pele.
Parabéns aos meus amigos queridos de Curitiba, Valdemar, Orbatiuk - grande Orbatiuk, Sirlei, Traudi, Dulce - você agora é Matogrossence ou Paranaense ou ainda é Gaúcha acima de tudo e a todos os demais amigos de lá. Vocês merecem essa obra e muito mais.
Presidente Fernando Henrique esteve na inauguração e visitou as sete exposições que abrem hoje ao público
Fernando Fenrique Cardoso, Oscar Niemeyer e Jaime Lerner na inauguração da obra. (Ivonaldo Alexandre)
O presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Jaime Lerner inauguraram ontem, no Centro Cívico, em Curitiba, o NovoMuseu ¿ o maior da América Latina. A cerimônia teve também a presença do arquiteto Oscar Niemeyer, que projetou o prédio original em que o museu foi instalado ¿ o antigo edifício Caselo Branco ¿ e criou o anexo do espaço, um edifício em forma de olho com 20 metros de altura.
A cerimônia iniciou perto das 19 horas, pouco depois de Lerner e Fernando Henrique terem visitado parte do complexo com mais de 30 mil metros quatrados de área construída que abrigam as sete exposições inaugurais. O presidente chegou à capital por volta das 17 horas e antes das 20 horas deixou o museu. Após os discursos, as exposições foram abertas para os mais de 3 mil convidados que compareceram ao evento. Em seu discurso (leia mais na reportagem abaixo), Fernando Henrique salientou a obra e o gênio de Oscar Niemeyer, "criador de espaços que possibilitam o encontro", e a quem se referiu como o maior artista e criador brasileiro. FH também fez referências à exposição de arte mexicana, que será aberta ao público a partir de hoje, em uma comparação da arquitetura do NovoMuseu com a de Brasília, cujo plano piloto é também de autoria de Niemeyer.
O governador Lerner, que discursou para uma platéia que contava com a presença de todo o conselho superior da União Internacional dos Arquitetos ¿ instituição internacional que ele presidirá a partir do ano que vem ¿, afirmou que o NovoMuseu se trata de "um centro irradiador de cultura e de nossa identidade". Em seu pronunciamento, Lerner citou todos os arquitetos envolvidos no projeto construído em tempo recorde e fez uma menção especial aos mais de 650 operários envolvidos na concretização do espaço "que fizeram esta obra cantando", segundo suas palavras.
Se dirigindo a Fernando Henrique, o governador sugeriu que o presidente voltasse para Brasília "com o carinho do povo paranaense e a imagem do imenso olho de Niemeyer". O governador também minimizou em sua fala os custos do projeto ¿ orçado em mais de 14 milhões de dólares ¿ o comparando com as obras de ampliação do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o Moma, que custraram 400 milhões de dólares.
O maior
Construído em uma área total de 144 mil metros quadrados, que inclui um bosque (do Parque Papa João Paulo II) e um jardim criado por Roberto Burle Marx, o NovoMuseu é o maior do Brasil e da América Latina. Em sua inauguração, abriga sete mostras artísticas ¿ Curitiba, Inovação e Solidariedade; Matéria Prima; Trajetória de Niemeyer; Panorama da Arte no Paraná; Uma História do Sentar; Personagens e Paisagens Mexicanas; e Pátio das Esculturas ¿, que têm visitação gratuita até 31 de dezembro. Todas as exposições contemplam a área de atuação do museu, centrada em artes visuais, arquitetura e design. Sua estrutura ainda comporta reserva técnica, laboratório de restauração, auditório, bar, restaurante e uma rede de computadores.
Voces verificam que essas declarações não são feitas pelo Governador de São Paulo, de Minas, Paraná, RS, Bahia ou tantos outros estados, mas pelo Governador do Estado do Acre Sr Jorge Viana. Gosto dos nossos irmãos de lá, acho Rio Branco pelas suas características uma bonita cidade mas me parece que o Governador não quer essa transição pacífica. Há que se fazer alguma coisa para que ela seja conturbada. FHC, diz que vai entregar um presente, pode ser um presente de Grego, mas aí que seja recebido em paz, sem essas declarações que estão sendo feitas lá no Rio, por exemplo, e depois arrume-se o que estiver errado e imprima-se o próprio ritmo, é meu pensamento.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, SÁBADO, 23 DE NOVEMBRO DE 2002 Governador do Acre acha que a lua-de-mel acabará
O governador do Acre, Jorge Viana, do PT, disse ontem que a lua-de-mel entre o governo Fernando Henrique e o sucessor vai durar até a apresentação do diagnóstico do país, que está sendo elaborado pela equipe de transição. Viana lembrou que o governo FHC diz que entregará um presente, com a mudança do Brasil. 'Quem receberá afirma que terá muitos problemas', alegou. Para ele, há impressão equivocada de que está tudo bem no país.
Eu não esperaria, nem voces, acredito, pos mais inocentes que fossem uma afirmação dessas, diria provocação até, ainda mais do nosso nobre Garotinho, quase Pastor, Pai de família exemplar, ex governador, etc, etc. Mas enfim, as pessoas estão sempre surpreendendo.
CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, SÁBADO, 23 DE NOVEMBRO DE 2002 PT chama Garotinho de racista
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho, do PSB, deu início na quinta-feira a uma crise com o PT por dizer que 'desinfetará o Palácio Guanabara', sede do governo fluminense, antes que sua mulher, a governadora eleita Rosinha Matheus, do PSB, tome posse no lugar de Benedita. Como Benedita é negra, setores do PT acusaram Garotinho de racismo, num confronto que poderá se refletir na aliança dos dois partidos no governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. O líder do PT na Assembléia Legislativa do Rio, Chico Alencar, exigiu explicações do comando estadual dos socialistas. 'Isso é parte da estratégia de Garotinho para disputar a Presidência em 2006', disse Alencar, que enviou carta ao presidente do PSB do Rio, deputado Alexandre Cardoso, e ao líder do partido na Casa, Manoel Rosa. No texto, ele expressou 'profundo desagrado' com as afirmações 'levianas e caluniosas'. Segundo ele, a frase de efeito choca ainda mais quando se pode inferir dela concepções racistas: 'Desinfetar é livrar do pestilento, limpar sujeira, eliminar mau cheiro e destruir micróbios'. Alencar exigiu que Garotinho se retrate para que o incidente seja superado.
O presidente nacional do PT, deputado federal reeleito José Dirceu, afirmou que as declarações de Garotinho não alteram em nada a relação política do PT com o PSB. Dirceu, porém, telefonou para Benedita para prestar-lhe solidariedade e lamentar o ocorrido.
Amilcar de Castro (1920 ¿ 2002) Morreu na quinta-feira o maior artista brasileiro contemporâneo
Foto Ronaldo Bernardi, Banco de Dados/ZH ¿ 5/12/01
Morreu na noite de quinta-feira, vítima de insuficiência cardíaca, o escultor mineiro Amilcar de Castro. Ele estava internado havia 15 dias no Hospital Felício Rocha, em Belo Horizonte. Tinha 82 anos.
Era o mais respeitado artista em atividade no Brasil. Era o maior deles, segundo o crítico Rodrigo Naves.
Na semana retrasada, Amilcar passara por uma angioplastia, cirurgia para desobstrução da coronária, mas não enfrentava bem a recuperação. Na última semana, o quadro se agravou com uma infecção. O artista foi sedado e respirava com a ajuda de aparelhos.
O enterro estava previsto para o final da tarde de ontem, no Cemitério do Bom Fim, em Belo Horizonte. Nascido em Paraisópolis, no interior de Minas Gerais, o artista vivia na capital mineira desde a juventude. Era casado com Dorcília Caldeira de Castro. Deixa três filhos: Rodrigo, Ana Maria e Pedro.
Nos últimos 12 meses, Amilcar esteve duas vezes em Porto Alegre. Em dezembro do ano passado, acompanhou uma exposição de trabalhos seus no Centro Cultural Aplub e fez uma série de gravuras em metal na Fundação Iberê Camargo. Na época, em entrevista a ZH, comentou:
O papel branco me dá grande alegria.
Amilcar voltou à capital gaúcha em janeiro de 2002. Vinha conferir uma retrospectiva de obras suas no Santander Cultural e a coletiva Tangenciando Amilcar, em que artistas de diferentes pontos do país propunham um diálogo com o trabalho do mestre.
O curador da mostra, o crítico paulista Tadeu Chiarelli, destacou então a profundidade da marca do escultor na cultura nacional:
Amilcar redimensiona o todo. Ele é todo certeza. Ele é um herói do modernismo. O herói de um único gesto. Ele está no auge de sua produção, mas já é um dado da história da arte no século 20. É impossível pensar a arte contemporânea no Brasil sem Amilcar de Castro.
Ao lado de Helio Oiticica e Lygia Clark, o artista foi um dos expoentes do neoconcretismo, movimento seminal da produção contemporânea nacional. Internacionalmente conhecido, com participação em nada menos que oito Bienais de São Paulo, ele pintava, desenhava e fazia gravura ¿ mas era célebre sobretudo pelas esculturas em que recortava e dobrava grandes chapas de ferro e aço.
Ele partia de um plano bidimensional ¿ chapa redondas ou quadradas ¿ para em seguida fundar nova geometria. O gesto era todo baseado na tensão entre a cisão e a torção. O ferro se submetia docilmente à indicação do artista. Amilcar obtinha ali, a partir de um movimento aparentemente simples, obras de grande força poética. Cada escultura continha em si uma lição de precisão, austeridade e concisão.
Já nos anos 60 o poeta e psicanalista Hélio Pellegrino chamava tais peças de ¿triunfo da vida sobre a morte¿ e ¿monumento à esperança¿. Esculturas dessa vertente foram vistas em Porto Alegre tanto na exposição da Aplub quanto na do Santander. Uma de suas esculturas em ferro está fixada no Parque Marinha do Brasil desde a 1ª Bienal do Mercosul, em 1997. Na época, a obra foi avaliada em R$ 50 mil.
O crítico Frederico Morais, curador da 1ª Bienal, associava a domesticação do metal a uma sexualização do gesto. O corte, dizia, continha a violência masculina. A dobra, o eterno feminino:
É como uma flor que nasce da rocha. Flor selvagem, viril.
A crítica argentina Irma Arestizábal identifica na obra de Amilcar um diálogo entre separação e equilíbrio:
Com a dobra, Amilcar imprime à superfície do ferro ritmos imprevistos, que dão dinamismo e espacialização ao seu trabalho, que cresce e se expande, mas fica, ao mesmo tempo, monumental, carregado de força.
Antes de se consagrar como escultor, Amilcar formou-se em Direito. Chegou a trabalhar na Secretaria de Segurança de Minas Gerais. Também foi diagramador e editor de arte, comandou a revolucionária reforma gráfica do Jornal do Brasil nos anos 50 e emprestou seu talento a publicações como Última Hora, Jornal da Tarde e a revista O Cruzeiro. Atualmente, respondia pela concepção gráfica do Jornal de Resenhas da Folha de S. Paulo.
Amilcar começou na arte estudando com Alberto da Veiga Guignard, também professor do gaúcho Iberê Camargo. Depois, foi aluno de Franz Weissmann e Max Bill, mas citava sempre Guignard como seu mestre:
Ele era severo. Nos obrigava a desenhar uma árvore, cheia de detalhes, com o lápis 7H, um lápis muito duro. Se você não for muito firme, ele não risca. Se depois você quiser apagar, ele não sai. Isso me ajudou muito.
Ao Mais Jovem Por Amilcar de Castro
Preste atenção às coisas mais próximas e mais simples E procure somente dentro de você mesmo A força e a grandeza para construir. Por exemplo: Olhe que beleza aquela forma redonda. É apenas uma laranja. Mas que força explode E canta o canto do ser no espaço pendurada.
Astro guardando sementes Contendo o futuro De milhares de laranjais E de laranjas iguais.
Sempre diferentes Em círculo e cor laranja Perseverança da geometria Harmonia das esferas ¿ Filosofia Colorida na mesma cor. Provocando imagens e imaginação Vida em tempo de terra Em tempo de verde Em tempo de sol Amarelo. Amarela. Laranja. De mistério tangente De um gesto de colheita. Ao alcance da mão.
Acredito que Deus sempre faz as coisas pela melhor forma e assim foi-se a Princesa, como foi a Baleia de Graciliano Ramos, para o céu dos cães. Não fosse e que seriam de todos os seus filhotinhos quando desse a luz? Como o sem teto sustentaria todos vez que já há um outro em sua companhia e na do menino que zanza com ele? Por isso acho que foi providencial a morte da Princesa, Deus pensando em tantas dificuldades futuras deve tê-la colocado frente ao automóvel. Pena. Mas são especiais assim, lidos numa manhã de sábado que fazem com que os quase R$ 40,00 da assinatura do jornal já valham pena.
ESPECIAL
Drama ignorado na rotina da cidade grande CARLOS WAGNER
Foto José Doval/ZH
Uma amizade de 10 anos entre um homem e seu cão terminou na manhã de ontem na movimentada Avenida Loureiro da Silva, esquina com Lima e Silva, bairro Cidade Baixa.
Seria mais um acidente de trânsito que sequer constaria nas estatísticas da Capital não fosse a cena comovedora que se verificou no local tão logo a cadela Princesa foi atropelada. Sem-teto, Clóvis Ferreira Rodrigues, que calcula sua idade em cerca de 30 anos, chorava ao lado do corpo do animal agonizante. Princesa, cor de tijolo, era sua mais antiga companhia, a mais fiel nas andanças sem fim e sem destino do andarilho pelas ruas da cidade. E estava grávida. Quando a acolheu, há cerca de uma década, tratava-se apenas de um cão raquítico, típico de rua, conta Clóvis. Faz ele uma descrição física do animal que parece o auto-retrato de um homem maltratado pela vida, que veio da região central do Estado para acompanhar os pais, a quem perdeu muito cedo. Desde lá nunca conseguiu se reerguer e passou a viver na rua.
Como faz todos os dias, Rodrigues empurrava um carrinho igual aos de supermercado, usado para transportar trapos velhos, garrafas plásticas, pedaços de madeira e outras bugigangas sem aparente utilidade. Ao seu lado estava um garoto com idade entre 10 e 12 anos, magricela, olhos arregalados, rosto assustado, arredio a conversas, igualmente sem-teto, que se juntou ao grupo há aproximadamente cinco anos, por um motivo que eles nem sabem mais contar.
Nos encontramos na rua simplifica Clóvis. E ficamos juntos.
Lenta e desajeitada devido ao peso da gravidez, a cachorra foi atraída por sabe-se lá o que até o meio da rua.
Alguma coisa atraiu o bicho para o meio da rua. Os carros começaram a buzinar. Princesa correu para o lado errado e acabou sendo atropelada ¿ descreveu o andarilho.
Depois do acidente e da agonia do animal, o amigo enrolou o corpo em um plástico, comovendo mesmo os apressados que passavam pelo cruzamento. Sem ter um local mais apropriado para o sepultamento da cachorra, Clóvis deixou-a em um terreno baldio, a cem metros do local do acidente.
Afastou-se com seu enferrujado carrinho de compras, ao lado do garoto e de um outro cachorrinho, que se agregou à trupe há apenas um mês.
Voces concordam com o Scliar de que "Sem um cuidador ou cuidadora, o interesse pela saúde e pela vida diminui, e com isso, a sobrevida e que por isso os casados teriam uma maior expectativa de vida"..?
Independentemente de todas as controvérsias sobre casamento ¿ uma instituição que sempre deu lugar a muito bate-boca ¿ uma coisa parecia certa: os casados teriam maior expectativa de vida. Que diminuiria bastante, aliás, quando da viuvez, o que confirmava a premissa inicial: quando as pessoas cuidam umas das outras, como acontece, ou deveria acontecer no casamento, as chances de viver mais são maiores. Sem um cuidador ou cuidadora, o interesse pela saúde e pela vida diminui, e com isso, a sobrevida.
Havia aí uma discussão do tipo o que vem primeiro, o ovo ou a galinha: as pessoas sobrevivem porque estão casadas, ou casam porque estavam destinadas de antemão a uma maior sobrevivência? Não haveria, no perfil dessas pessoas, uma atitude diferente em relação à existência que favoreceria tanto a aproximação amorosa com os outros, com uma maior disposição para o autocuidado? Questão muito difícil de responder, e à qual se associa agora um novo questionamento: será que o matrimônio é sempre bom para a saúde?
Nem sempre, dizem Janice Kiecolt-Glaser, professora de psiquiatria na Ohio State University, e Ronald Glaser (seu marido, por sinal), que é imunologista. Para esses pesquisadores, o casamento é bom ¿ desde que não haja brigas. A discussão entre marido e mulher tem efeitos fisiológicos: eleva os níveis de dois hormônios, a epinefrina, ou adrenalina, e o cortisol. E isso, por sua vez, aumenta a pressão sangüínea. O que não é exatamente uma novidade: desde 1998 sabia-se que a pressão arterial das mulheres sobe depois de brigas com os maridos. Brigas parecem também agravar doenças como artrite reumatóide, Parkinson e Alzheimer, e até a capacidade de cicatrização de feridas. O efeito das brigas é sempre mais intenso nas mulheres.
Que conclusão deve-se tirar desses estudos? Difícil dizer. A convivência nunca ocorre sem problemas, especialmente entre marido e mulher. Há muita coisa em comum: a cama, o banheiro, os filhos, as finanças. Portanto, há muita coisa que serve como motivo de conflito.
O importante é reconhecer que o conflito é inevitável, mas a briga não é. O conflito pode ser resolvido por uma palavra que torna-se cada vez mais importante em nosso mundo: negociação. No passado, esse termo era visto com aristocrático desprezo, porque lembrava negócio. Não mais. Hoje sabemos que a ausência de negociação acarreta riscos perigosos, dos quais o maior é a guerra: a guerra entre nações e a guerra conjugal, muito bem mostrada no filme A Guerra dos Roses, com Michael Douglas e Kathleen Turner, em que marido e mulher transformam a casa no cenário de uma feroz luta de guerrilhas (ao final da qual ambos morrem). ¿Vamos falar sobre isso¿ talvez seja a fórmula para evitar o arranca-rabo, a elevação da adrenalina e do cortisol e um enterro precoce.
Como é interessante quando o humano quer ser menos humano e quando o técnico quer ser menos técnico.E assim o equilibrio entre os dois quando acontece passa aser fantástico.
Luis Fernando Veríssimo 23/11/2002
O encontro
O começo foi difícil. Os dois meio sem jeito, tensos. Afinal muitas coisas tinham sido ditas, muitas coisas precisavam ser esquecidas. O ressentimento mútuo era palpável. Custaram a vencer as primeiras formalidades. Houve alguns desacertos iniciais. Pequenos, mas que só serviram para aumentar o mal-estar. Por exemplo: o PT pediu um uísque sour, para mostrar que também podia ser sofisticado. O FMI pediu uma caipirinha, para mostrar que não estava assim tão alheio ao popular. Acabaram os dois pedindo chope.
Mas chope vai, chope vem e a conversa não deslanchava. Comentaram o tempo, o futebol (e o Palmeiras, hein?), filmes vistos, livros lidos...
¿ Gostas do Paulo Coelho?
Finalmente o PT falou na família e o FMI se surpreendeu. Família? Por alguma razão, nunca imaginara o PT com uma família. Assim, mulher e filhos legítimos, essas burguesices. Mas o PT não só tinha família como fotos da família na carteira! Logo o FMI também sacara a sua carteira e os dois comparavam fotos. Jeitosa, a patroa. E não me diga que o júnior também usa brinco. Fazer o quê? Garçom, outra rodada aqui. E sai uns pastéis.
Em pouco tempo, estavam trocando confidências. O PT confessando que também nunca imaginara que o FMI gostasse dos filhos, tomasse chope em boteco ¿ enfim, essas humanices. Para dizer a verdade, sempre imaginara o FMI como um tecnocrata frio e distante, incapaz de um arroto, quanto mais de um sentimento. E o FMI confessando que viera ao encontro preparado para ser doutrinado por um chato dogmático e não conquistado por aquela simpatia toda. Foi nesse momento que os dois se abraçaram, quase derrubando a mesa.
Houve quase um desentendimento na hora de pagar a conta. O FMI insistindo que era com ele, o PT não querendo saber. No fim combinaram que o PT pagaria e o total seria descontado do superávit primário do ano que vem. Na rua, os dois, bêbados, ficaram discutindo o que fazer para que aquela noite não acabasse. A idéia de ir acordar o Malan com uma serenata foi do FMI. E saíram os dois pela noite de Brasília, um escorando o outro. Dizem até que fizeram xixi juntos, na Praça dos Três Poderes.
Meu vizinho faz barulhos estranhos pela manhã. É o vizinho do apartamento de cima. Bem cedo, lá pelas seis horas, ele desperta febril de energia. Então ouço um ruído esquisito, parece água enchendo uma chaleira, só que não pode ser água enchendo uma chaleira ¿ leva muito tempo, teria de ser uma chaleira do tamanho de um Fusca. Às vezes ele também usa aparelhos elétricos. Uma serra, talvez. Uma furadeira. Essas coisas delicadas.
Quarta-feira passada, dia do jogo do Brasil, meu vizinho resolveu serrar alguma coisa. Oito horas da manhã e ele ruec, ruec, ruec, ruec! Invejo tanta disposição matinal.
As horas de sono subtraídas me deixam meio moscão o dia inteiro, confesso, mas o que mais me preocupa não é isso. É algo horrível que tem acontecido comigo, sempre que o vizinho me acorda. Dá-se assim: ele faz lá aqueles ruídos, abro os olhos e, como se fosse um despertador soando, me vem à cabeça a música do Galeto do Régis.
Antes de pensar qualquer pensamento, antes de sentir qualquer sentimento, antes mesmo de saber que dia é, canto mentalmente a música do Galeto do Régis. Todos os dias, a primeira sensação do dia.
É medonho.
É desumano.
Você vai dizer que sou um inimigo dos galetos ou dos jingles comerciais. Não se trata disso. É que aí fico todo o dia com aquela melodia bimbalhando nos ouvidos, o coral a entoar com a galhardia típica dos imigrantes italianos:
Galeto do Régis! Galeto do Régis!
Oh, Deus.
Se pensasse na música do Galeto do Régis uma única vez no dia, tudo bem, sem problemas. Mas ela se repete e repete e repete, como certas flautas de gremistas em colorados e de colorados em gremistas. Como os imeils de xingamentos intertorcidas. Isso cansa. Vizinhos e torcedores cheios de energia, como conviver com eles?
A médica, o escritor e o Ibsen
Indagorinha na Feira do Livro, um muito bem-sucedido escritor gaúcho se deixou enlevar pelos encantos de uma funcionária da L&PM. Resolveu abordá-la. Aproximou-se e, com voz oleosa, mandou:
Não te dói ser tão linda?
Uau!
Só mesmo um muito bem-sucedido escritor para cerzir uma cantada dessas, feita com uma frase que poderia ter saído de entre os dentes do Ibsen Pinheiro. Como se sabe, o Ibsen é o barão das frases de efeito, um Churchill caboclo. Porque o Ibsen ama as frases de boa construção. As frases pensadas, de resultado calculado.
O que não quer dizer que uma frase casual não possa também ter lá o seu impacto. Até uma frase de natureza técnica é capaz de fazer parar um coração de emoção ou susto. Vou citar em seguida a frase de uma médica, frase esta que se inclui à perfeição na categoria das frases trepidantes. A tal frase, quando foi repetida aqui na Redação da Zero, fez o pessoal do Esporte uivar e ganir. O Benfica dava socos na mesa, o Serginho Villar se engasgou com o chimarrão, os óculos do Mário Marcos embaciaram, o computador do Boró apagou.
Que frase!
A médica que a proferiu é uma ginecologista. Informação fundamental, essa ¿ trata-se de UMA ginecologista, não UM ginecologista. Faz diferença. Afinal, um homem sempre tem seus motivos para ser ginecologista. Motivos nem sempre esconsos, nem sempre espúrios, nem sempre escabrosos, é verdade. Mas que sempre são motivos.
Enfim. Vamos à frase. A paciente que a ouviu é uma ex-namorada de um amigo meu, um jornalista conhecido. A frase foi cunhada depois de a moça, essa, ter se submetido a um criterioso exame ginecológico. Assim que deixou seu campo de trabalho, a médica enviou para a moça um olhar de indiferença científica, de isenção técnica, um olhar desprovido de emoção ou parcialidade, e disse, com perfeita e preocupante concordância verbal:
Tu vais dar muito prazer aos homens, pois és muito justa.
Nem o Ibsen Pinheiro seria capaz de elaborar uma frase dessas. Mas o Ibsen Pinheiro conta fábulas como a que usou para explicar a vitória do Inter sobre o Paysandu. É a fábula da lebre e do coiote: o coiote, que é um Luís Mário, um velocista, um ponta ortodoxo, que corre muito mais que a lebre, o coiote saiu atrás dela para devorá-la. Mas ela, ao se ver quase alcançada, reuniu forças e zzzum!, zuniu para a segurança da toca. Lá embaixo, as amigas lebres, admiradas, perguntaram:
Como você conseguiu???
E a lebre, arfante, explicou:
Ele estava correndo pela janta; eu, pela vida.
Muito bem dito, Ibsen.
Mas a frase da médica é melhor.
Dança do ventre na Redação
Fazer aniversário está ficando arriscado, nesta cidade. Os jogadores de futebol levam ovo e farinha na cabeça, e, para quem não é jogador, há aqueles carros de som. Jesus Cristo!, são alto-falantes possantes, nem sabia que um alto-falante podia ser tão poderoso. O carro estaciona na frente da casa da vítima e dê-lhe a render homenagens. O horror.
Aqui, na Zero, estamos nos sofisticando. Primeiro, passávamos o dia ameaçando cantar para o aniversariante a música mais odienta do planeta, o infalível Parabéns a Você.
Pá...
Só cantávamos mesmo ao final da tarde ou mesmo à noite. Uma tortura.
Depois surgiu o Jorge Correa. O Jorge Correa, além de ser um ótimo repórter de Economia, é dono de uma voz sonora, reboante. Não sei como a coisa começou, suponho que um dia, meses atrás, o Jorge foi cantar o tétrico Parabéns a Você para alguém e esse alguém se assustou com a tonitruância da voz dele. A partir de então, o Jorge é requisitado em todos os aniversários da Redação. Ele se esgueira por trás do inocente aniversariante e berra com uma força capaz de transformar ossos em maionese:
PARABÉNS A VOCÊ!!!
Aí, toda a Redação explode cantando, enquando o aniversariante tenta recuperar o fôlego.
Agora, ontem, ultrapassamos uma barreira importante.
Contratamos uma bailarina de dança do ventre. Ela irrompeu na Redação repleta, a eletricidade no ar, todos já sabedores da sacanagem, de pé, ansiosos, expectantes. Ondulou até a mesa do incauto aniversariante, o Ricardinho Stefanelli. E dançou para ele ali, diante de todos nós, sádicos e alegres, a bater palmas.
Que côsa.
Nos divertimos muito. O constrangimento do Ricardinho. A presença exótica da dançarina na Redação. Mas, terminada a festa, voltamos às nossas mesas inquietos. Algo se rompeu naquele momento. Como se rompeu com o exagero das provocações entre gremistas e colorados, ao cabo do episódio do cai-não-cai colorado. Até onde vão chegar os torcedores? O que será feito no próximo aniversário? Tempos perigosos, esses que vivemos.
Não entendi a razão de nessa sexta-feira que já está no ocaso, mais vinte minutos e será sábado, fui tão repetitivo com a primavera, mas também para que descobrir a razão se é que há..? O que importa é que é quase meia noite e
"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem diga nem todas, só as de verão e as outras das demais estações não. Mas no fundo isso também não tem muita importância.
O que é relevante mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que nós sonhamos e as pessoas sonham sempre. Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado".
As pessoas ficaram reduzidas a isso, horas, minutos e segundos. Hora para isso, hora para aquilo. Ora ora, inventaram os relógios...
O tempo e o Relógio
Certa vez, o tempo e o relógio se encontraram (embora estejam todo tempo juntos).
O tempo, revoltado há muito tempo, disse ao relógio tudo aquilo que, há tempos, vinha guardando.
Que ele, tempo, tinha saudades daqueles tempos em que não existiam relógios e todo mundo tinha tempo. Mas, quando o homem, ingrato, fabricou o relógio que começou a marcar tempo, ninguém mais conseguiu ter tempo. O homem ficou reduzido a horas, minutos e segundos.
"Antes, naqueles bons tempos" - disse o tempo - "todo homem tinha tempo de curtir a natureza. Viviam com o sol de dia, dormiam com a lua à noite".
"Quando a lua caprichosa não queria aparecer, era um bando de estrelas que piscavam brincalhonas, dando tempo para o sol nascer".
"Mas agora, nestes tempos, ninguém mais tem tempo de ver se a lua vem sorrindo para a direita ou para a esquerda, se está de cara cheia ou de mau humor, sem querer aparecer".
O tempo prosseguiu com um sorriso de tristeza.
"Antigamente - que tempos! - os homens nasciam no tempo certo em que tinham de nascer. Não havia incubadeira para os fora de tempo nem cesariana para os que passam do tempo. A natureza sabia, em tempo, quando era tempo. Hoje, o homem já obedece a você, mesmo antes de nascer. Os médicos estão apressados e sem tempo para perder".
O relógio só ouvia e, apressado, prosseguia no seu tic-tac sem tempo de retrucar, com medo de se atrasar.
"Noutros tempos" - disse o tempo - "o homem crescia sem pressa, com tempo de amadurar. Comia sem ter horário, dormia quando tinha sono. Fazia amor ao relento, como flores que se beijam, como aves que se aninham. Envelhecia aos pouquinhos, como um calmo entardecer. Depois, dormia o sono profundo e, no outro despertar, abraçava-me com carinho, no infinito...no infinito...".
O tempo enxugou uma lágrima, talvez de orvalho. A voz que estava embargada, tomou uma conotação de revolta:
"Hoje, vai logo para a escola e traz para casa um horário. Quando aprende a ler as horas ganha do pai um relógio e, assim, ensinam-lhe bem cedo a maneira mais correta de nunca ter tempo na vida".
O tempo não se preocupava mais com o tic-tac do relógio que nada retrucava para não se atrasar. Continuou a sofismar com voz mais branda.
"Come apressado, sem tempo. Dorme ainda sem sono, pois, de manhã bem cedinho, você começa a gritar arrancando-o da cama, quando ainda queria dormir".
"Amor? Nem sei se ainda faz... há gente que nem tem tempo. Quando faz é no zás-trás. Quando vê, já envelheceu, sem ver o tempo passar".
"Na hora do sono profundo, enterram-no apressados, para a vida continuar. E no outro despertar, chega tão abobalhado que não consegue me achar".
Ao relógio, sem poder nunca parar, só restava se calar.
Além do sentimento de culpa que passou a carregar, a partir desse tempo, quando bate as doze badaladas no silêncio da meia-noite, o canto é tão melancólico que até parece chorar.
Quando começamos ouvir músicas de Natal nas lojas por onde passamos, no Shopping onde vamos, vem aquela necessidade de refletir sobre o que passou durante esse ano ou em outros ... ou apenas de refletir..
CRESCER É COMPARTILHAR
"Suas manhãs chegam, uma a uma... E você prossegue... Sua vida, sua conduta, suas confusões... Suas alegrias, suas tristezas, estados passageiros... Se olhar para traz verá quantas coisas já foram vividas. Quanto já chorou, quanto já sorriu, quanto já amou, quanto já se enfureceu... Quanto já ganhou, quanto já pareceu perder... Quanto cresceu! E, aos poucos, em seu curso, verá que os milagres estão presentes no dia a dia.
Um pouco de amor àquele que precisa, e saberá ter o amor em seu coração. Um pouco de compreensão àquele que necessita, e poderá compreender melhor a si próprio. Dar é receber. Este ciclo é o ciclo da vida, onde se aprende que crescer é compartilhar, que viver com amor é dar amor, que viver em paz é dar paz.
Desfrute dessa condição, ela foi feita para que você perceba a importância do compartilhar. Seja como as manhãs que acolhem a sua presença, compartilhando as suas cores, os seus ares, a sua leveza, para que o seu dia seja realmente lindo!"
Neste fim de tarde de sexta-feira nada melhor que escrever, compor versos e
Enquanto faço o verso, tu decerto vives. Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue. Dirás que sangue é o não teres teu ouro E o poeta te diz: compra o teu tempo.
Contempla o teu viver que corre, escuta O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo. Enquanto faço o verso, tu que não me lês Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala. O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas: "Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas".
Irmão do meu momento: quando eu morrer Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo: MORRE O AMOR DE UM POETA. E isso é tanto, que o teu ouro não compra, E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto Não cabe no meu canto.
Quando sai para almoçar, senti que a temperatura estava super agradável, nada parecido com os 25º constantes ai da página, mas olhando a previsão para o fim de semana a brisa fresca dará lugar para mais calor e a temperatura chegará aos 33º no domingo. Contudo é primavera ainda, que não virá conforme o poema abaixo do nosso imortal Fernando Pessoa porque já é presente.
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se eu soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo se eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
Antes de ficarmos contrariados e irritados com algumas coisas que não acontecem como gostariámos, seria interessante dar uma lida, ou pelo menos lembrar do que está escrito neste texto psicografado pelo Xico Xavier. Ah, pois acho que vocês como eu, vão simplesmente abrir o guarda-chuva e relaxarem.
Não estrague o seu dia Francisco Xavier
A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho
que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe
amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Logo após a 2ª Guerra Mundial, um jovem piloto inglês experimentava o seu frágil avião monomotor numa arrojada aventura ao redor do mundo.
Pouco depois de levantar vôo de um dos pequenos e improvisados aeródromos da Índia, ouviu um estranho ruído que vinha de trás do seu assento.
Percebeu logo que havia um rato a bordo e que poderia, roendo a cobertura de lona, destruir o seu frágil avião. Poderia voltar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo, perigoso e inesperado passageiro.
Lembrou-se, contudo, de que os ratos não resistem a grandes alturas.
Voando cada vez mais alto, pouco a pouco cessaram os ruídos que quase colocaram em perigo a sua viagem.
Se o ameaçarem destruir por inveja, calúnia ou maledicência, VOE ALTO... . Se o criticarem, VOE MAIS ALTO...
Se fizerem injustiças a você, VOE MAIS LTO !!!
Lembre-se de que os ratos não resistem as grandes alturas.
A temperatura conforme se vê ai na página está agradabilíssima para esta sexta-feira ainda de primavera, só que em muitos lugares a população se refaz do susto dos ventos da semana.
Toque no coração
Não sei ... se a vida é curta ou longa mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, e pura ... enquanto durar ...
Eu não sei como enquadra-se o ler e o escrever, mas como aquele que escreve obrigatoriamente tem de ler repetidamente aquilo que escreve, até para haver aquela ajustadazinha necessária, por vêzes, acho que quem escreve acaba tendo lucros em relação ao que apenas lê.
Como ouvir por Altino Carabolante, Sylvio Benedicto Cruz
excertos
"Atraves da historia, inumeraveis vezes ouvir tem sido a unica maneira de aprender .
Ralph Nichola e Leonardo Stevens
Ouvir e mais produtivo que falar, em todos os niveis.A pessoa que sabe ouvir e mais simpatica, conquista o interlocutor e, acima de tudo, acrescenta ao seu patrimonio cultural, a informacao que o interlocutor exterioriza.
Geralmente ninguem se preocupa em ouvir. Ouvir nao e facil. Ouvir requer atencao, atitudes...
Para a pessoa que deseja aprender ou que participe de um curso, ha momentos para ouvir e momentos para falar. E necessario respeitar esses momentos e estar apto para exerce-los.
1. Uma pesquisa sobre as comunicacoes pessoais de 68 pessoas de ocupacoes diferentes demonstrou que, em media, 75% das horas que passamos acordados eram gastas em comunicacoes verbais - 30% falando, 45% ouvindo.
2. Um dos problemas que impedem que a pessoa seja um bom ouvinte e que falamos em geral na razao de 125 palavras por minuto, mas pensamos quatro vezes mais depressa. Isso quer dizer que, em cada minuto que alguem fala conosco, nos temoss normalmente disponiveis cerca de 400 palavras - de tempo para pensar.
3. Ouvir e muito mais complexo de que escutar. Enquanto que escutar pode ser descrito como um processo neurofisiologico, ouvir implica um processo intelectual e emocional. E a sintese de muitas atividades, incluindo o escutar. Um microfone escuta, mas nao ouve.
4. Ouvir e, de fato, uma pericia adquirida atraves de praticas conscientes e inteligentes. Nao ha conexao automatica entre a acuidade de audicao e o ato de ouvir. Alguns dos que escutam melhor sao os piores ouvintes.
5. Interromper constitui violacao do principal objetivo da comunicacao humana na audicao: fazer com que o outro fale. Observacoes e comentarios podem ser guardados ate o final da exposicao.
6. "Seja rapido no ouvir, lento no falar" (Sao Tiago i, 19).
7. A aprendizagem e feita, em grande parte, atraves do ouvido: ouvindo, aprendemos.
8. Ouvir e renunciar. E a mais alta forma de altruismo, em tudo quanto essa palavra signifique de amor e atencao ao proximo. Talvez por essa razao, a maioria das pessoas ouve tao mal, ou simplesmente nao ouve.
9. Ouvir e um ato voluntario e consciente. A pessoa ouve porque quer ouvir e nao ouve porque nao quer ouvir.
10. Se o orador diz alguma coisa com a qual estamos de acordo, o seletor desperta-nos uma alegria intima, que nos leva a murmurar: "E isso ai", e emocionados, deixamos de ouvir.
11. Antagonismo apaixonado impossibilita a audicao. A concordancia, tambem. A maior dificuldade, na audicao, esta em nos comportarmos objetivamente
12. Ouvimos melhor sempre que precisamos compreender um assunto de interesse, sempre que nossa curiosidade for despertada ou alguem se referir a qualquer assunto que nos afete pessoalmente.
13. Saber ouvir paga bons dividendos. O bom ouvinte e tao raro,que adquire prestigio capaz de influenciar pessoas e mover acontecimentos. Ouvir, e frequentemente, mais persuasivo do que falar.
Voces verificam que querendo complicar a gente pode. Ai descobrimos que existem três tipos de amizade e teremos que encaixar nossos amigos num dos três. E eu gostaria de saber em qual deles você me encaixa..? Bom e ai acima, gostei desse marketing, só que procurando na página deles para melhorar a qualidade da imagem, vez que essa é scaniada não há isso. Que pena, como eles não exploram o que há de lindo.
Um tratado geral sobre a amizade João Camillo Penna
''Isso que chamamos comumente amigo e amizade não passam de ligações familiares, travadas ao sabor da oportunidade e do interesse'', escreve Montaigne, no ensaio clássico sobre o tema, ''Da amizade''. A crítica à confusão entre as relações de amizade e as familiares remete, no entanto, a uma distinção rigorosa entre as duas, que remonta a Aristóteles. Há para ele três tipos de amizade: a que visa ao prazer, a que visa ao próprio bem (incluída aí a relação familiar) e a que visa ao bem do outro. Só esta última, ''amizade perfeita'', é pautada pela virtude.
Com Genealogias da amizade, Francisco Ortega conclui um tríptico dedicado ao problema, que se iniciara com um estudo de caso, Amizade e estética da existência em Foucault (Graal, 1999), e continuado com um manifesto sobre a repolitização da amizade, em Para uma política da amizade: Arendt, Derrida, Foucault (Relume Dumará, 2000). Em Genealogias da amizade, ele reconstitui as grandes linhas da história dos discursos sobre o assunto, a partir de uma questão central. Salvo engano, a matriz da tese de Ortega vem de Hannah Arendt: o familialismo é um princípio antipolítico da política, generalizado como domínio do social, ou da ''lei da casa'' (do oikos, ou da economia), na modernidade.
Por um lado, a tradição aristotélica-ciceroneana, que representa o amigo como ''outro eu''. Devidamente despersonalizado, este modelo poderá se converter em estrutura política, na democracia grega, enquanto dispositivo igualitário, ou no cristianismo medieval, a partir do agápe de São Paulo, em humanidade universal. Universalidade, é claro, subordinada ao modelo abstrato do mesmo, transformado em critério de exclusão dos outros. Exclusão, desde Atenas, das mulheres, dos escravos, ou dos estrangeiros. E que será, mais adiante, convertida em máquina excludente que estrutura a política como um todo.
Por outro lado, a distinção entre relação familiar e amical é pontuada por uma referência recorrente à família, como modelo da amizade ideal. O amigo é, afinal de contas, ''como um irmão''.
A amizade enquanto modelo universal e a amizade enquanto fraternidade acabam se unindo enquanto comunidade universal de irmãos. Assim, a Revolução Francesa formula uma Declaração dos Direitos do Homem, em que a humanidade é vista como fraternidade universal.
A duplicidade entre família e universalidade se amplifica com a família burguesa a partir do século 18, consagrando o declínio da amizade, à medida que declina também o espaço público, ou melhor, a medida que é progressivamente privatizado.
Encanto: Papai Noel de oito metros recepciona visitantes na Rua Coberta (foto Claiton Thieli, divulgação/ZH) Mais de um mês antes do Natal, as ruas de Gramado já exibem todo o colorido e a magia característicos da festa de Papai Noel.
O Natal Luz 2002, que começou no último final de semana, deve levar mais de 500 mil visitantes à cidade serrana até seu encerramento, no dia 6 de janeiro.
Na 17ª edição da festa, a Secretaria de Turismo de Gramado quer consolidar uma espécie de democratização do Natal Luz, descentralizando as datas dos grandes desfiles e shows. O objetivo é diluir a presença do público, que geralmente lota a cidade nos finais de semana.
Quem subir a Serra poderá assistir a pelo menos 15 grandes espetáculos. O Grande Desfile de Natal terá seis apresentações, e a Nativitaten, festa da Natividade, será apresentada em nove diferentes datas.
Outras atrações do Natal Luz deste ano devem emocionar o público. Uma delas é a Árvore Cantante, um coral em forma de árvore de Natal acionado a partir do som de tubas. Na Vila de Natal, os visitantes poderão adquirir artesanato natalino e presentes confeccionados por artesãos locais. Na programação dos Concertos da Primavera ¿ Natal 2002, as principais atrações são o show com Agnaldo Rayol e Orquestra, no dia 7 de dezembro, e o concerto da Família Lima, no dia 14.
Além das novas datas, a organização do Natal Luz quer proporcionar maior comodidade para os espectadores. Embora todos os espetáculos sejam gratuitos, será possível adquirir lugares em acomodações com localização privilegiada para assistir ao Desfile de Natal e aos shows Nativitaten.
Independentemente do local onde o turista pretende assistir aos eventos, a organização do Natal Luz dá uma dica aos visitantes: chegue ao local do show com pelo menos 30 minutos de antecedência para garantir um bom lugar.
PROGRAMAÇÃO Amanhã, às 21h, show um Presente de Natal, na Aldeia do Papai Noel As maiores atrações do Natal Luz serão apresentadas em diferentes datas. O Grande desfile de Natal, na Avenida das Hortênsias, tem como atrações quatro carros alegóricos, anjos patinadores e brinquedos articulados. As apresentações serão nos dias 6, 10, 13, 17, 20 e 27 de dezembro. O Nativitaten, um show realizado no Lago Joaquina Bier, em que uma sincronia de efeitos especiais de som, luz e fogos recontam a origem do natal, realiza-se nos dias 29 de novembro, 4, 8, 11, 14, 18, 22, 25 e 28 de dezembro. Informações sobre o Natal Luz podem ser obtidas no site www.natalluz.com.br
E a coca-cola, como sempre está presente, e por isso trouxe para vocês. Achei legal, afinal Natal Luz como o de Gramado tem-se que andar um bom bocado e ter muitos dólares para achar outro parecido.
Já estou de volta do Jantar da Comenda dos lotericos realizada agora a noite e no sábado próximo será o grande baile dos lotéricos onde já estão confirmados perto de 250 casais, mais de vinte prêmios a serem distribuidos e o arranjo todo será inerente e comemorativo ao Pentacampeonato Mundial. Acredito num belo espetáculo para o qual todos vocês já estão convidados. No mais finalizo, o dia de hoje com a Cecilia Meireles que espero voces gostem.
Encontrei essa relíquia publicada no JB em 1987, olha que lá se vão 15 anos, mas tem frases espetaculares como Nunca vi o sol se queixar no entardecer, nem a lua chorar quando amanhece e assim todo o texto achei-o muito bonito e por isso coloco para vocês.
Envelhecer : com mel ou fel ?
por Affonso Romano de Sant'anna Jornal do Brasil 30/07/87.
Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.
E alguns desses, no entanto, teriam tudo para ser o contrário : aparentemente tiveram sucesso em suas atividades. Maior até do que mereciam. Portanto a gente pensa : o que querem? Por que essa bílis ao telefone e nos bares ? Por que esse resmungo pelos cantos e esse sarcasmo que se pensa humor ? Isto está errado. Errado, não porque esteja simplesmente errado, mas porque tais pessoas vivem numa infelicidade abstrusa. E, ademais, deveria-se envelhecer maciamente. Nunca aos solavancos. Nunca aos trancos e barrancos. Nunca como alguém caindo num abismo e se agarrando nos galhos e pedras, olhando enquanto despenca. Jamais também, como quem está se afogando, se asfixiando ou morrendo numa câmara de gás.
Envelhecer deveria ser como plainar. Como quem não sofre mais (tanto), com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustivel, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e , quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar - o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.
O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se foi vivendo, vivendo, e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
Isto seria muito diferente de ir envelhecendo por um processo de humilhações sucessivas, como essa coisa de ir deixando rins, pulmões, dentes e intestinos pelas mesas de cirurgia, numa mutiladora dispersão.
Acho que o que atrapalha alguns maus envelhecedores é a desmesurada projeção que fizeram de si mesmos. Se dimensionaram equivocadamente. Deveria ser proibido, por algum mecanismo biológico, colocarmos metas acima de nossas forças.
Seria a única solução de acabar com a fábula da raposa e as uvas. Assim a raposa não envelheceria resmungando por não ter devorado o que não lhe pertencia. Deveria, portanto, haver um relais, que desligasse nossos impulsos toda vez que quiséssemos saltar obstáculos para os quais não temos músculos.
Assim sofreríamos menos e não amargaríamos não ter tido certas mulheres, conquistado certos reinos, escrito certas obras primas.
A literatura tem lá seus personagens-símbolos a esse respeito: o Fausto e Dorian Gray. Apavorados com a velhice e a morte, venderam a alma ao diabo, e em troca pediram a juventude de volta. Não deu certo. O diabo não joga para perder. Dizem que a única vez que foi realmente derrotado foi naquela disputa com o próprio Deus a respeito de Jó. Mesmo assim, deu um trabalho danado.
Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: " Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos".
Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.
Posted
2:44 PM
by Cassiano Leonel Drum
A poesia como fator modificador do mundo
Ecologicamente falando, quando todos os povos se concientizarem de que o amor é a coisa mais importante nesse mundo, então poderemos dizer que somos um só. As nações se dividem dentro de si mesmas, existem os partidos políticos e sua forma única de governar, existem as classes sociais de E assim éonde vem todo o racismo de uma sociedade. Nada aqui é uno e sólido, por isso tudo é passageiro. Se você ama muito o muito é muito pouco, então ame até o fundo de sua alma, pois o amanhã pode nascer sem sol e aí será o fim.
Na verdade o amor e o ódio são coisas que nascem dentro de uma pessoa, são tão opostas, mas que se fundem dentro de uma só e as pessoas sobrevivem dessa união, enquanto uma ama a outra odeia, é daí que vem os conflitos. O amor e o ódio são duas estrelas de brilho tão intenso que cega os olhos, o ódio nos impede de amar, por isso devemos estar atentos para aquilo que acontece dentro de nós mesmos e cortar pela raiz aquilo que nos impede de amar, pois sem amor nada seremos.
Triste, pode até parecer para quem pensa que sabe tudo, pois já dizia Shakespeare: "Há mais coisas entre o céu e a Terra, que jamais pode sonhar a nossa vã filosofia." O homem foi pré-destinado por um Ser superior, misterioso e sábio, que guarda os mistérios em lugares tão simples que a cegueira dos homens as vezes não os deixam enxergar e encontrar o que foi destinado à felicidade de si mesmos.
Richet tinha razão: existem no mundo mistérios inexplicáveis que a era dos homens não será suficiente para desvendá-los. Um dos grandes mistérios existe dentro do próprio homem. Talvez se todos os homens tivessem consciência do seu sexto sentido, em que Richet afirma, "... o homem desabrochará plenamente; é a grande esperança.", isso se ele realmente souber usar.
E a intuição é um desses mistérios, um tipo de adivinhação, que sabendo usá-la é muito mais que uma adivinhação; é um futuro trágico a ser evitado, é um futuro pródigo a ser realizado. O futuro foi e continua sendo previsto, isso não podemos negar. Nós somos um astro que o mundo gira em torno. Somos poetas de nós mesmos.
Logo, o futuro é nosso, é o resultado daquilo que fazemos no presente. Antes de fazer ou falar qualquer injustiça, pense no futuro, pense em Deus, Ele está justamente nos atos e nas palavras. Deus é todas as coisas do universo, é minha razão e também minha poesia. Não quero que todos os homens acreditem em minhas palavras, mas elas são frutos de minha alma e minha alma está em Deus. Deus também é criança.
Assim, dentro de todos os homens existe uma criança escondida. A vida é cheia de mistérios e são nesses mistérios que busco a poesia, nessa criança que há dentro de mim. A criança é ingênua, pura e simples, são nas coisas simples que estão as belezas do mundo. A poesia é uma criança, simples, pura, verdadeira e direta; vem de dentro da alma.
Crível é que talvez no mundo falte um pouco dessa eterna criança que é a poesia. Se eu pudesse ser um mago, assim como Merlin, lançaria essa criança sobre a Terra, criaria uma porção mágica de amor e introduziria no coração desses homens que controlam o mundo.
O "Mundo", palavra que tem um sentido tão gigantesco, mas que comparado ao universo, é apenas um grão de areia, frágil e sensível. Às vezes a poesia é meia brusca para dizer certas coisas, mas ela também sabe ser frágil e sensível. A poesia é tudo no universo e você também é um(a) poeta(isa) - porque todos nós somos.
Só que, às vezes somos para as multidões e outras somos para nós mesmos, não importa qual das duas formas seja: poeta é aquele que olha o mundo com os olhos do amor, e quando estiver lendo algo sublime, saiba que ali se encontra o amor, pois sem amor nada seremos.