E N T R E L A Ç O S
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Sábado, Janeiro 04, 2003




Competição com Deus

Seita que alega ter criado o primeiro clone promete fabricar mais bebês e acende debate ético sobre os limites da pesquisa

Darlene Menconi
Colaboraram: Lia Vasconcelos e Marcelo Ferroni

Saiba quais são os dois tipos de clonagem: um é para copiar indivíduos, o outro para extrair células para fins medicinais

HOLOFOTE Brigitte Boisselier
(a cima); as cinco mães de aluguel, entre elas Marina (na foto central, a segunda a partir da esq.)

Estava tudo combinado para parecer manifestação divina. Na noite de 25 de dezembro, quando se comemora o nascimento de Cristo, chegaria ao mundo a nova encarnação da raça humana. O parto atrasou e a cesárea, cercada de mistério e em local desconhecido, foi adiada para a quinta-feira 26 de dezembro, quando teria vindo à luz Eva, o primeiro clone humano. A menina é a cópia idêntica da mãe, uma americana de 31 anos, casada com um homem infértil e que há dez lutava para ter o segundo filho, mas se recusava a procurar um banco de esperma ou gerar um bebê de proveta. A alternativa foi apelar ao sobrenatural. O casal disposto a gastar US$ 200 mil para realizar o sonho de procriar contratou os serviços da Clonaid, uma empresa surgida em 1997 da seita religiosa dos raelianos, que acredita na vida humana como obra de ETs que povoaram a Terra e incumbiram a humanidade
de clonar a si mesma para ocupar novos planetas.

Em vez de usar as células reprodutivas dos pais, como acontece na relação sexual, a equipe chefiada pela bioquímica francesa Brigitte Boisselier, presidente da Clonaid, teria produzido uma réplica usando uma célula materna. O processo, idêntico ao que deu origem à ovelha Dolly, acendeu o alarme na comunidade científica. Espera-se agora um teste de DNA para provar se Eva é uma cópia perfeita de sua mãe. Antes do resultado, a bispa Brigitte solta novos petardos, que, pelo absurdo, lembram as motivações nazistas de criar uma raça soberana e pura.

O grupo, composto de 55 mil almas, segue a filosofia ditada pelo ex-jornalista automotivo e bon vivant Claude Vorilhon. Em 1973, ele jura ter recebido a visita de aliens que o instruíram a difundir a clonagem como forma de alcançar a eternidade. Cercado de belas mulheres e defensor dos prazeres da vida e da carne, Vorilhon, ou Raël, como prefere, se diz um profeta em pé de igualdade com Cristo. ¿A clonagem é o primeiro passo. Logo teremos tecnologia para copiar um adulto. E no futuro será possível transferir a mente e a personalidade ao clone, como se faz num computador. Antes de morrer, cada um se transfere para um novo corpo¿, ensina Raël.

Sua principal seguidora, a bispa Brigitte, fala dos próximos clones como se anunciasse um novo xampu: ¿Implantamos dez embriões, houve cinco abortos e nenhuma aberração. Cinco vingaram e os bebês devem nascer em janeiro, quando vamos implantar mais 20 embriões.¿ Eva, o primeiro clone, nasceu num país da América do Norte, diz Brigitte, sem especificar qual. Nas várias vezes em que falou a ISTOÉ, por telefone, a bispa e o fundador da seita estavam no Canadá, onde funciona seu escritório. O próximo clone, diz a bispa, será filho de um casal de lésbicas do Norte da Europa. Os outros três estariam em gestação em países da Ásia e da América do Norte e foram gerados a partir de células de bebês mortos. Dentre as cinco mães que emprestaram seu útero para a gestação, uma delas é Marina, a filha de 22 anos de Brigitte.

¿O fato de um grupo religioso ter conseguido o primeiro clone a prova cabal de que a pesquisa entrou no lugar da religião, no sentido pensado por Freud e Karl Marx, para tapar buracos¿, analisa a psicanalista Miriam Shnaiderman. Na prática, o feito raeliano confirma a busca do ser humano sem falhas, perfeito. A ânsia por clonar humanos, diz Miriam, é a concretização da cultura do narcisismo, do corpo ideal, do egoísmo. ¿Vai ser preciso uma ética clara para definir em que condições e para que se pode produzir um clone.¿




ESPECIAL: POSSE 2003

HORA DE TRABALHAR
Novo ministério terá de fazer milagre com escassez de recursos


PRIMEIRAS MEDIDAS
Combate à fome e ao analfabetismo são prioridades

ESTICA E PUXA
Começam acordos para garantir maioria do governo no Congresso

CENAS DA POSSE
Confira os detalhes da cerimônia que entrou para a história do País

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AU REVOIR
FHC descansará por dois meses em Paris, antes de voltar à ativa

ESTRELA VERMELHA
O líder cubano Fidel Castro rouba a cena como um pop star

FESTA DA DEMOCRACIA
Em clima de paz e amor, multidão transforma a posse de Lula em uma celebração

JEITO PETISTA DE SER
Nada de grifes famosas ou ostentação. A regra é simplicidade

ELES CHEGARAM LÁGeração de 68, que sobreviveu à tortura, hoje conquista o poder

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

BARRIGAS DE ALUGUEL
Elas se candidataram a gerar os primeiros bebês humanos clonados

OS MAIS ACESSADOS

HIERÓGLIFOS
Escreva seu nome usando a escrita sagrada dos faraós

CORAÇÃOCalcule seu risco de ter problemas cardíacos

GUIA DE POSIÇÕES SEXUAIS
Bonecos articulados mostram o que fazer entre os lençóis

OS MAIS SEXIES
Mulheres | Homens

KM RODADOS
Quanto você já andou até hoje?

TESTES

IMAGENS: O que elas dizem sobre sua personalidade

TAL DONO, TAL CÃO:
Descubra que tipo de cachorro você seria

DESEJO:
Avalie em que marcha anda seu carro quando o assunto é sexo

JOGO DE CINTURA:
Você tem malícia para escapar de "pegadinhas" do dia-a-dia?

MIAUU!!: Ouça os miados do gato e confira se você é capaz

MEDICINA E BEM-ESTAR

O REMÉDIO É DESCULPAR
Tese afirma que o perdão ajuda a fortalecer o corpo contra doenças

INTERNACIONAL

AS NOVAS TORRES
EUA decide o que vai construir no lugar das torres gêmeas do WTC

ENTREVISTA

DE LUIZ INÁCIO A LULA
Biógrafa do presidente analisa como o exemplo do pai déspota e da mãe corajosa exerceu influência sobre sua trajetória política



Capa: foto de Eduardo Knapp/Folha Imagem

Esta é a capa da Revista Veja desta semana que amanhã bem cedinho estará nas bancas e abaixo os destaques da mesma.

Brasil

Lula e a mulher, Marisa: posse em meio à euforia popular. Sociedade
Ricardo Mansur com Gisele Bündchen: conquistador. Perfil
Claude Vorilhon: o embaixador dos extraterrestres.

Carta ao leitor Entrevista: Jeremy Rifkin
Ponto de vista: Stephen Kanitz Cartas
Em foco: Gustavo Franco
Contexto

VEJA Recomenda


Os livros mais vendidos

Guia

Telefonia: Empresas brigam e consumidor perde
Corpo: Recomendações aos atletas de verão
Animais: Os bichos também têm gravidez psicológica
Férias: Dicas para fotografar bem seus passeios

O que estou lendo

Artes e Espetáculos

Cinema: 007 Um Novo Dia para Morrer, com Halle Berry
Televisão: As belas da MTV
Livros: Contos perturbadores de Flannery O'Connor
Livros: O Último Natal de Guerra, de Primo Levi
Música: Chorão, o vocalista do Charlie Brown Jr.

Carta do Editor: Roberto Civita

Brasil

Sucessão:
Lula assume a Presidência nos braços do povo
O discurso do presidente
Gente que fez a festa
A esquerda no poder
Os novos governadores

Geral

Turismo: Lagoa do Peixe, o paraíso da passarada
Patrimônio: Abandono, descaso e pichação na Muralha da China
Futebol: Filho de Kadafi investe em times de futebol da Europa
Sociedade: Os namoradores do Brasil
Consumo: A guerra do charuto
Esporte: As surfistas brasileiras em altas ondas
Esporte: Atletas ganham salário e bolsa em universidades
Perfil: Claude "Rael" Vorilhon

Economia e Negócios

Consumo: Casas Bahia versus Marabraz
Beleza: A L'Oréal investe em produtos dirigidos às brasileiras

O charmoso espião inglês James Bond está de volta em mais uma aventura: 007 Um Novo Dia para Morrer. Acesse o trailer e as fotos do filme na Estação VEJA.




Em O Senhor dos Anéis ¿ As Duas Torres, o segundo filme da trilogia criada por J.R.R. Tolkien, o clima de fantasia do primeiro episódio agora dá lugar a muita guerra e ação. Dirigida por Peter Jackson, a megaprodução, que chega às telas brasileiras no dia 27, dá seqüência à saga de Frodo e de seus amigos na Terra-Média e traz cenas de grandes batalhas entre o bem e o mal.

Abaixo voces teem mais dez fotos, todos de mesmo tamanho 300 x 400 para copiarem e usarem como quiserem. Bom Fim de Semana, que hoje estarei na praia, talvez poste alguma coisa de lá.





A nova batalha pelo anel Em As Duas Torres, a segunda parte de O Senhor dos Anéis, o diretor Peter Jackson mostra que sua guerra para levar Tolkien à tela continua vitoriosa

Estação VEJA: Especial O Senhor dos Anéis As Duas Torres

Nada foi mais difícil no primeiro episódio de O Senhor dos Anéis, diz o diretor Peter Jackson, do que bolar as cenas expositivas: aquelas em que, disfarçadamente e sem interromper a ação, conta-se à platéia o indispensável para que ela compreenda a trama. Por exemplo, qual o poder do anel (trazer uma nova era de trevas), quem é Sauron (o senhor do mal), quem são os hobbits (seres semelhantes a homens, mas diminutos e de pés peludos), por que um deles, Frodo, aceita a missão de arriscar a vida na tentativa de destruir o anel (quanto mais poderosa a pessoa que o usa, mais perigoso o objeto se torna, o que faz dos pacatos hobbits os seus portadores ideais) e também por que o homem Aragorn, o elfo Legolas, o anão Gimli e o mago Gandalf se incumbem de proteger Frodo até onde possível na empreitada (eles representam os povos que ainda não sucumbiram às trevas).

Pela quantidade de parênteses do período acima, pode-se imaginar o alívio do neozelandês Jackson em se ver livre de tantas explicações e o quão pouco esse alívio deve ter durado em face dos desafios ainda mais duros de O Senhor dos Anéis As Duas Torres (The Lord of the Rings The Two Towers, Estados Unidos/Nova Zelândia, 2002), que estréia nesta sexta-feira em circuito nacional.




Por ser a segunda parte de uma trilogia, As Duas Torres não tem um começo nem um fim propriamente ditos. Além disso, traz tanto enredo a cobrir que simplesmente não há tempo para recapitulações. O filme mergulha na ação desde o primeiro minuto para, três horas depois, fazer com que a platéia deixe o cinema num estado de suspense ¿ e agradável insatisfação ¿ que só se resolverá daqui a um ano, com O Retorno do Rei, que encerra a saga publicada pelo escritor inglês J.R.R. Tolkien entre 1954 e 1955. Há aí, claro, um obstáculo. Quem deixou de ver o primeiro episódio (deve ser pouca gente, já que ele rendeu mais de 860 milhões de dólares nas bilheterias) não tem a menor chance de acompanhar o segundo. Mas não é um problema difícil de remediar, já que A Sociedade do Anel está disponível em vídeo e DVD. Tomada essa providência, As Duas Torres se mostra um filme ainda mais bem resolvido, e consideravelmente mais monumental, do que o primeiro.

Nesta parte da história, a irmandade formada para conduzir o anel até sua destruição se cindiu. O mago Gandalf, mentor da missão, despencou num precipício junto com um demônio de lava e é dado por morto. Aragorn ¿ que começa a assumir seu papel de verdadeiro herói da saga ¿ lidera o elfo Legolas e o anão Gimli numa busca por dois outros hobbits que foram capturados pelos monstruosos orcs e uruk-hais, que formam a infantaria de Sauron e seu aliado, o mago decaído Saruman. A perseguição é malsucedida, já que os dois hobbits escaparam e foram dar numa velha floresta, onde estão sob a guarda de uma árvore ancestral, que anda e fala. Mas a trilha leva os três companheiros até o reino de Rohan, que não sabe como resistir à guerra iminente com Saruman, já que seu rei, Théoden, está velho e envenenado pelas palavras de um conselheiro traidor.

Lá, Aragorn, Legolas e Gimli ajudarão a organizar uma batalha absolutamente espetacular ¿ em que 300 homens encastelados no abismo de Helm terão de enfrentar 10.000 uruk-hais. Enquanto isso, Frodo e seu fiel jardineiro, Sam, continuam de posse do anel no caminho para Mordor, o domínio de Sauron. Perdidos e desesperançados, eles se vêem na contingência de aceitar um guia perigoso ¿ a criatura Gollum, que teve o anel em suas mãos por séculos e foi consumida por ele até se tornar um feixe de ossos e malevolência.




O diretor Jackson equilibra esses vários ramos do enredo de As Duas Torres com critério. Reduz certos trechos da história ao mínimo, amplia aqueles que são mais ricos do ponto de vista dramático e visual e ainda reescreve Tolkien, por assim dizer. Uma das cenas mais belas do filme, aquela em que se vê o destino malfadado que aguarda o romance entre o mortal Aragorn e a imortal Arwen, não está no livro. Que Jackson torne inteligível esse emaranhado de tramas já é digno de admiração. Mas ele vai mais longe: As Duas Torres deixa de lado o tom pastoral de A Sociedade do Anel para mergulhar de fato no universo épico, profundamente marcado pela mitologia nórdica, de Tolkien. O resultado não é apenas empolgante. Ele estabelece parâmetros para a técnica cinematográfica que devem estar deixando o americano George Lucas, o autoproclamado patrono dos efeitos digitais, verde de inveja.

Jackson filmou os três capítulos da saga de uma só tacada, ao longo de quase um ano e meio, o que garantiu o custo comparativamente baixo da produção (300 milhões de dólares, no total) e a unidade no visual e na atuação quase sempre notável de seu elenco. Nos três anos que antecederam as filmagens, as estrelas foram os artesãos. Cada copo, vestimenta, armadura, cota de malha ou espada que se vê em cena foi confeccionado manualmente, segundo técnicas medievais ¿ o período com que O Senhor dos Anéis tem maior afinidade. Nos doze meses anteriores a cada lançamento, o peso recai sobre os técnicos em efeitos.

Isso ao ritmo de 24 horas por dia: as equipes estão espalhadas pelo globo e trabalham sem parar, cada uma no seu fuso horário. Desde já, elas tentam cumprir o prazo para que O Retorno do Rei fique pronto nesta mesma semana de 2003. O saldo desse investimento pode ser conferido, por exemplo, na batalha de Helm, que só em filmagem consumiu três meses de atividade ininterrupta. Para essa cena, o diretor inventou um software em que os soldados digitais não são clones, como de hábito.

Eles sabem diferenciar inimigos de aliados e tomam suas próprias decisões. O efeito é absolutamente realista. A criatura Gollum é um marco ainda mais relevante. Jackson contratou o ator inglês Andy Serkis para dar voz ao personagem e também para desenvolver seus movimentos peculiares. Numa primeira etapa, Serkis participava das cenas com Elijah Wood e Sean Astin, que interpretam Frodo e Sam, para que eles acertassem suas marcações e não tivessem a sensação incômoda de contracenar com o vazio. Em seguida, Serkis repetia as cenas sozinho, vestindo um macacão dotado de sensores.

Tais sensores serviam para transmitir ao computador as coordenadas de seus movimentos, transformados depois em animação digital. Por fim, fez-se de Gollum um ator digno desse nome. Dividido entre a lealdade a Frodo, que o trata com compaixão, e o desejo pelo anel, ele é o personagem mais rico do filme, ao mesmo tempo trágico e patético. Em instantes, Gollum dissipa na platéia aquilo que poderia ser a ruína de As Duas Torres: a consciência de que ele, na verdade, não existe.




Só para quem tem dólar

Não há estúdio que queira colocar nos cinemas um filme com mais de três horas ¿ quanto maior a duração, pior para a bilheteria. É para isso que serve, hoje, o DVD: para que os diretores remontem seus filmes do jeito que haviam pretendido. A versão estendida de O Senhor dos Anéis ¿ A Sociedade do Anel é, nesse sentido, um triunfo. Lançada numa caixa com quatro discos, ela corrige pequenas falhas de ritmo do filme (por exemplo, na apresentação dos hobbits), desenvolve trechos que pareciam um pouco bruscos (como a passagem da irmandade pela floresta de Lothlórien) e ainda inclui dezenas de cenas curtas que dão mais robustez aos personagens ou são um deleite visual. Isso sem falar nos dois discos de extras, em que se pode conferir, passo a passo, todo o imenso trabalho exigido pela produção. Mas essa caixa é só para quem pode pagar por ela em moeda estrangeira ¿ 25,99 dólares na loja virtual Amazon.com, sem contar frete e imposto. Subestimando o potencial do mercado brasileiro, a New Line americana simplesmente se recusou a lançá-la por aqui.


Sexta-feira, Janeiro 03, 2003




Uma das reportagens principais da Revista Veja do Natal foi o filme as Duas Torres da trilogia o Senhor dos Anéis. Para os colecionadores coloco aqui algumas fotos garimpadas de sites americanos referente ao filme. E assim que tiver as fotos do James Bond destaque desta semana estarei postando por aqui.

Caro assinante, aqui estão os destaques de VEJA desta semana.

Boa leitura e bom fim de semana.

Kátia Perin - VEJA on-line
vejaonline@abril.com.br

O conteúdo integral das revistas estará disponível na internet a partir de sábado à tarde

Sucessão
A posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dia para entrar na história do Brasil. Calcula-se que cerca de 150.000 pessoas ocuparam o centro do poder em Brasília para acompanhar a passagem da faixa presidencial.

Os primeiros cem dias: Lula cumprirá os primeiros meses de seu governo num país maduro. Por mais alta que seja a expectativa com o novo governo, o brasileiro aprendeu que é preciso paciência.

A esquerda no poder

As caras da festa

Como ser o primeiro entre os emergentes

No site: galeria de fotos exclusivas dos bastidores da posse em Brasília.

Entrevista
O ativista da elite americana Jeremy Rifkin diz que depois de séculos usando combustíveis fósseis, a humanidade começa a dar os primeiros passos da era pós-petróleo.

Perfil
Claude Vorilhon, ou Rael, como ele prefere se identificar, é o líder da seita que anunciou a duvidosa criação de um clone humano. Rael acredita que as cópias levarão o homem à imortalidade.

Sociedade
Os playboys modernos levam vida invejável a bordo de brinquedinhos como lanchas, helicópteros e caminhonetes importadas. Além disso colecionam namoradas ricas, lindas e famosas.

Consumo
Uma ação da Polícia Civil suspeita de que tabacarias de São Paulo estejam vendendo charutos cubanos falsificados. A Puro Cigar de Habana, empresa distribuidora dos verdadeiros cubanos pediu a apreensão do material.

TurismoÁrea de preservação ambiental no Rio Grande do Sul é o melhor lugar do país para a observação de aves.

Patrimônio
Descaso do governo chinês e o turismo caótico ameaçam o que restou da grande Muralha, a maior obra de engenharia já feita pelo homem.

Artes e Espetáculos Cinema: Depois de quatro décadas em ação e vinte filmes, James Bond volta à sua melhor forma. No filme 007 - Um Novo Dia para Morrer, Pierce Brosnan acerta o compasso ao emprestar ao personagem características celebrizadas por Sean Connery. No site: acesse trailer e fotos do filme.

Televisão: A modelo Daniela Cicarelli, de 23 anos, será a musa da MTV no verão de 2003. Ela fechou contrato com a emissora para apresentar o programa Notícias de Biquíni. O posto de sereia da TV antes era de Fernanda Lima, que resolveu passar um tempo nos Estados Unidos.

Livros: O Último Natal de Guerra, do italiano Primo Levi, reúne 26 textos escritos entre 1977 e 1987, ano de sua morte. São contos belíssimos e surpreendentes. No site: leia trechos do livro.

O Guarujá volta à moda
Com praias mais limpas, preços menores do que no Litoral Norte e a nova pista da Imigrantes, o balneário prepara-se para uma invasão de veranistas

Temporada de Verão
A volta dos Paralamas aos palcos, o último 007, festas no mar, mundial de futebol de praia e outras atrações para quem vai curtir as férias na cidade

Catho online
7 dias grátis para você conseguir um emprego!

Icatu Hartford
Maior restituição ou menos IR a pagar. Mínimo de R$100,00.

Os destaques de VEJA on-line

Para sempre 007
Estação VEJA traz esta semana conteúdo especial sobre o novo filme do espião mais charmoso da Inglaterra. 007 - Um Novo Dia para Morrer, que estréia seta-feira no país, mostra James Bond em sua melhor forma. No site você pode acessar o trailer, fotos e ler outras informações sobre o filme.

Os anos FHC
Acesse as reportagens de VEJA que mostram as conquistas, as realizações, os limites e a herança deixada por Fernando Henrique Carodoso depois de oito anos no comando do Brasil. Na linha do tempo você poderá ler todos os principais fatos de marcaram a política brasileira durante esse período.




E este texto abaixo também foi recebido do Orbatiuk, que voltou a mil no Ano Novo. Há certas horas que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado, ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem dizer nada...Bom fim de semana meu amigo e a todos os leitores deste Blog.

Precisamos de um Amor...

Há certas horas que não precisamos de um amor,
não precisamos da paixão desmedida,
não queremos beijo na boca,
nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas que só queremos a mão no ombro,
o abraço apertado, ou mesmo o estar ali,
quietinho, ao lado, sem dizer nada...

Há certas horas,quando sentimos que estamos para chorar,
quando desejamos a presença amiga a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça,
que ache nossas tristezas as maiores do mundo,
que nos teça elogios sem fim e que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...

Que nos mande calar a boca, ou nos evite um gesto impensado, alguém que nos possa dizer:"Acho que estás errado,mas estou ao seu lado...
"ou alguém que apenas diga: "Adoro você




Dr Orbatiuk, meu amigo de Curitiba, me enviou esta coletânea de ditados gaúchos, que hoje ainda são muito usados por aqui e mais ainda na fronteira com nossos hrmanos Uruguaios e Argentinos. Vamos indo meu amigo Feliz que nem lambari de sanga.
Ditados Gauchescos:

- Mais ligado que rádio de preso
- Mais curto que coice de porco
- Firme que nem prego em polenta
- Mais nojento que mocotó de ontem
- Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
- Solto que nem peido em bombacha
- Mais curto que estribo de anão
- Mais pesado que sono de surdo
- Mais nervoso do que gato em dia de faxina
- Tranqüilo que nem água de poço
- Mais amontoado que uva em cacho
- Mais perdido que cego em tiroteio
- Mais perdido que cachorro em dia de mudança
- Mais faceiro que guri de bombacha nova
- Mais assustado que véia em canoa
- Mais angustiado que barata de barriga pra cima
-Mais por fora que quarto de empregada
- Mais por fora que surdo em bingo
- Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
- Feliz que nem lambari de sanga
- Mais ansioso que anão em comício
- Mais apertado que bombacha de fresco
- Mais apressado que cavalo de carteiro
- Mais arisca do que china que não quer dar
- Mais baixo que vôo de marreca choca
- Mais bonita que laranja de amostra
- De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
- Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
- Mais caro que argentina nova na zona
- Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
- Mais constrangido que padre em puteiro
- Mais conhecido que parteira de campanha
- Mais comprido que puteada de gago
- Mais comprido que cuspe de bêbado
- Mais coxuda que leitoa em engorde
- Devagarzito como enterro de viúva rica
- Mais difícil que nadar de poncho
- Mais encolhido que tripa na brasa
- Extraviado que nem chinelo de bêbado
- Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
- Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
- Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
- Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
- Mais feio que briga de foice no escuro
- Mais feio que sapato de padre
- Mais feio que paraguaio baleado
- Mais feio que indigestão de torresmo
- Mais firme que palanque em banhado
- Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
- Mais gasto que fundilho de tropeiro
- Mais grosso que dedo destroncado
- Mais grosso que rolha de poço
- Mais grosso que parafuso de patrola
- Mais informado que gerente de funerária
- Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
- Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
- Quente que nem frigideira sem cabo
- Mais sério que defunto
- Mais sujo que pau de galinheiro
- Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
- Bobagem é espirrar na farofa
- Mais gorduroso que telefone de açougueiro
- Mais perdido que cebola em salada de frutas
- Mais chato que chinelo de gordo




Não sei de onde virão os recursos, mas com certeza o retorno seria muito rápido, porque imaginem o custo que se concretize a cada sexta-feira quando em torno de 50.000 veículos se desloca para as praias e retorna no domingo.

Trilhos no Pampa

Se depender da determinação de um grupo de gaúchos, o Rio Grande do Sul também terá o seu trem-bala.

A idéia lançada na Assembléia em 2001 pelo deputado Paulo Azeredo tem ganho adesões e velocidade, garantem os arautos do projeto, depois de verem o trem levitante publicado na coluna ontem.

Os idealizadores relatam que já receberam manifestações de interesse de grupos de paíse como Japão (HSST), Espanha (Ineco-Nippon Shario) e Alemanha (Fokking), além de empresas nacionais, como Camargo Côrrea.

Pelo projeto em estudo, o trem deverá ser todo aéreo, com custo de R$ 700 mil
o quilômetro ¿ inferior à duplicação de uma rodovia, asseguram. Estão em análise os modelos diesel (270 Km/h), magnético (500 Km/h) e elétrico (350 Km/h).

A primeira fase está sendo planejada com 200 quilômetros, ligando Porto Alegre a Torres, passando por Cidreira, Tramandaí e Capão da Canoa.

É esperar para ver.




Vaga de reitor está em disputa na Uergs

Funcionários exigem permanência do atual dirigente da universidade, mas novo governo indicou outro nome
HUMBERTO TREZZI

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) se transformou no mais novo foco de atrito entre o governo petista que terminou e os peemedebistas que assumem agora.

Os servidores da Uergs realizaram ontem uma mobilização destinada a garantir, entre outros pontos polêmicos, a permanência do atual reitor, José Clóvis de Azevedo, nomeado pelo PT. O argumento é que ele e os cinco pró-reitores têm mandato até 2004. O governador Germano Rigotto anunciou Nelson Boeira para comandar a Uergs até 2007.

Sacar Azevedo do cargo representaria um golpe contra a autonomia universitária, argumenta o professor Francisco Rodrigues, presidente da Associação de Trabalhadores da Uergs (Atuergs). Ele se ampara no artigo 207 da Constituição Federal, que garante às universidades independência para decidir sobre seus dirigentes. Rodrigues diz que a Uergs não é um órgão do governo, e sim do Estado - e o único que teria poder de tirar o atual reitor é o Conselho Universitário, formado por 46 professores, funcionários, alunos e integrantes do governo.

O reitor Azevedo endossa a mobilização e assegura que faz isso por uma questão de princípios - se a troca da atual direção ocorrer, a autonomia estaria sendo "rompida de uma forma não-vista desde os regimes de exceção".

- Sem a autonomia, corremos o risco de partidarização universitária. Os dirigentes seriam nomeados ao prazer dos governantes, quando o certo é que sejam eleitos pela comunidade acadêmica.

Os cargos dos 225 professores e funcionários da Uergs estão garantidos, pelo menos este ano. No último dia 30, foi publicada pelo Diário Oficial do Estado a sanção do governador Olívio Dutra ao projeto que prorroga os contratos dos servidores da universidade até o final de 2003 (eles venciam em março). A medida visa a garantir a continuidade do período letivo deste ano.

( humberto.trezzi@zerohora.com.br )

O que diz a lei

Uma palavra polêmica

A palavra "até", no meio do texto de um decreto governamental, é o foco da polêmica sobre o mandato do atual reitor e pró-reitores da Uergs.
Duas legislações, uma complementar à outra, regem o funcionamento da Uergs. A primeira é a Lei 11.046, aprovada em 10 de julho de 2001 e que cria a universidade.
No seu artigo 22, ela estabelece que "a reitoria pro-tempore, a ser nomeada pelo governador, tem a incumbência específica de organizar o efetivo funcionamento da universidade no prazo de 12 meses".
Isso efetivamente foi feito, tanto que a Uergs teve seu primeiro vestibular em 2002.
A outra legislação é o decreto governamental 41.058, de 18 de setembro de 2001, que aprovou o estatuto provisório da Uergs. No seu artigo 13, o estatuto diz que "a reitoria pro-tempore será nomeada pelo governador para atuar por um período de até três anos a partir da sua posse".

É este último decreto que será usado como argumento pela gestão Rigotto para destituir o atual reitor.




Paulo Sant'ana
03/01/2003


Armados até os dentes

Éinjustificável que um popular, mais tarde identificado como professor, ao aproximar-se o carro aberto que trazia Lula ao Congresso, tenha mergulhado na direção do presidente eleito e conseguido dar-lhe um misto de abraço e gravata, assustando Lula e deixando os telespectadores tensos. A mim, por exemplo, pensei tratar-se de um atentado. Porque dois seguranças, atrasados, saltaram para cima do manifestante.

Só que tempo houve de sobra para que o atacante, caso fosse pérfido o seu fim, pudesse ter atirado em Lula ou o apunhalado.

Agora, passado o susto, é fácil achar normal o episódio. Mas a segurança de um presidente tem de estar sempre preparada para a pior possibilidade.

E falhou o esquema de segurança. Falhou gravemente e precisa ser revisto. É indesculpável que, com tantos grandalhões da segurança em volta de Lula, um homem consiga atirar-se sobre ele para dentro do carro aberto, envolvendo o pescoço do presidente com seu braço. Não foi um aperto de mão, foi um salto. Um escandaloso salto em direção de Lula.

Aqueles seguranças que estavam ali aos magotes revelaram-se uns palermas.

O carro estava aberto, o razoável é que ninguem pudesse aproximar-se de Lula num raio de dois metros e meio, no mínimo.

O presidente ser engravatado por um popular é fato digno de deposição do seu esquema de segurança.

Um presidente é um presidente, chega de brincadeira, o Lula terá de ser cercado doravante de uma proteção que, ainda que com aparência cordial, não permita que do meio de uma multidão irrompa irresponsavelmente um homem para enlaçar-lhe o pescoço.

Nem segurança de boate permite isso.

É de arrepiar o noticiário gaúcho dos últimos dias. Desde o assalto à Alfândega de Jaguarão que quadrilhas compostas de 15 ou mais homens, mascarados ou de rostos descobertos, com planejamento meticulosamente urdido, atacam prédios públicos ou empresas, levando largos despojos em sua sanha, emoldurada sempre pela impunidade.

E é espantoso que os saques sejam levados por caminhões, camionetas, carros, um séquito, uma frota criminosa cruzando estradas com cargas pesadas e incômodas, absolutamente livres de qualquer perseguição, barreiras e vigilância.

Agora mesmo foi atacado o Hospital Divina Providência, numa ação demorada e solta, 15 homens armados de metralhadoras, assim como em Jaguarão.

Quando não são metralhadoras, são fuzis. E em outros assaltos também são usadas granadas e outras bombas, que derrubam as paredes e investem contra os cofres e caixas eletrônicos.

A população lê perplexa o noticiário, antes nunca visto entre nós. São milícias equipadas, não se sabem saídas de onde, a demonstrar que não existe qualquer controle policial sobre população marginal ou flutuante.

O raro é encontrar-se alguém que não tenha sido assaltado, não há mais qualquer família gaúcha que não tenha tido um de seus membros roubado.

Não há mais dúvida de que há um exército de assaltantes misturado à população: uns agindo, outros planejando, todos de prontidão para ações improvisadas ou estratégicas, encorajados ineditamente pela mais completa impunidade, como se sua atividade fosse lícita, tal a total alienação das forças da ordem sobre sua tarefa de proteger a população.

A impressão que passa esse caos é que há mais bandidos do que policiais em nosso meio, aliás, disso não resta mais dúvida. A única dúvida que resta é se já não há mais ladrões do que pessoas idôneas, tais os vendavais de atentados ao patrimônio que nos assolam, marcados por um sem-número de mortos e feridos, entre eles policiais.

Salve-se quem puder. E de que adianta pretenderem impedir à população a aquisição de revólveres ou seu porte, se os ladrões estão armados de fuzis e metralhadoras, armas que sempre foram proibidas?

Contem outra piada.

É aterrorizante o noticiário.

Se o Alexandre Garcia, jornalista experimentado e competente, cuja atividade permanente é lidar com o idioma, pronunciou duas vezes na cobertura da posse "metereologia'', o Lula tinha o direito de pronunciar no seu discurso de posse "mendingar''.
psantana.colunistas@zerohora.com.br





David Coimbra
03/01/2003


Avós tatuadas

Escrevo diretamente de um naco privilegiado da Orla do Atlântico. Mas não me invejem, vocês aí na canícula da cidade de concreto armado ¿ estou em missão de observação. Analiso o comportamento dos praianos a fim de confeccionar relatórios que lhes enviarei a cada semana. Assim, vocês ficarão inteirados de tudo o que ocorre nestes lugares de prazeres fáceis e condenáveis.

Vamos ao primeiro informe. Falemos das mulheres.

Caiu-me nas mãos uma revista destinada especificamente ao público feminino, sobretudo ao que se deslocará para a Orla durante o verão. Lá encontrei sugestões de apetrechos que as mulheres devem levar na bagagem durante a migração. Poderia relacionar vários itens, como ¿uma pulseirinha de contas com elástico para fazer as vezes de um anel de pênis¿ ou as ¿balas de menta para refrescar o sexo oral¿, mas pouparei os leitores que estão mourejando e produzindo enquanto os praianos pândegos se divertem. Vou reproduzir apenas uma dica. A da escova de dentes elétrica. O conselho da revista para as praianas é o seguinte: ¿O cabo (não as cerdas!) da sua escova é o caminho mais curto e seguro para levá-la ao orgasmo. Pressionando-o contra o clitóris, aproveite o prazer que ele proporciona!¿
É assim, com suas escovas de dentes elétricas em punho, que as mulheres estão desembarcando nas fímbrias azul-ensolaradas do oceano. Seu comportamento é uniforme. Sempre que ouvem a Marisa Monte fazer uuuuu naquela música dos Tribalistas, levantam os bracinhos e começam o requebro. Nas areias escaldantes, podemos vê-las com variados tipos de piercings de umbigo (o que mais gosto é o do sapinho escalador), com anéis nos dedos mínimos dos pés e, principalmente, com tatuagens. Isso é de enorme relevância: a maioria das mulheres está adornada com tatuagens, grande parte delas no cóccix, algumas nas ilhargas, outras até mesmo nas esquinas da pélvis.

Pois bem, agora me diga o que acontecerá com essas mulheres tatuadas daqui a 30, 40 anos. Isso mesmo: elas serão avós. Avós tatuadas.

É o que me preocupa. O uso impróprio de uma escova de dentes, o sapinho escalador, tudo isso vira passado. A tatuagem, não. Uma avó tatuada terá condições de dar conselhos de avó? Poderá ser a avó de que precisamos? Terá ela credibilidade para lhe mandar sair do sereno? Para recomendar chazinhos? Para, enfim, ser uma verdadeira avó? Mais: uma avó tatuada faz bolinhos de chuva? Ou pede pizza por telefone? Oh, Deus, haveremos de ver a extinção das autênticas avós?

É possível, não estou certo. Continuarei atento, aqui na Orla. Em breve, mandarei novos relatos. Sigam firmes, aí na canícula. Vocês têm a minha solidariedade. Agora câmbio, que o Professor Juninho chegou com uma cerveja gelada.
david.coimbra@zerohora.com.br


Quinta-feira, Janeiro 02, 2003




Entre farpas e beijos

Rosinha não poupa críticas a Bené, afirma que governo
petista foi fracassado e diz que o estado está falido.
Ex-governadora não rebate.

Mulheres hein, mas estão ai e o Rio está na vanguarda uma Governadora sai e outra entra.




Abraço histórico

Professor de matemática do interior paulista sai do anonimato ao conseguir driblar o esquema de segurança e se atirar nos braços do presidente, dentro do Rolls-Royce. Apesar do susto, Lula foi amigável com o militante petista

Luiz Roberto Magalhães
Da equipe do Correio
Edilson Rodrigues


O petista Pedro Ângelo viajou 18 horas para conseguir a proeza


Ele fez o que as milhares de pessoas que estavam na Esplanada dos Ministérios (70 mil nas contas da PM ou 130 mil nas do PT) gostariam de ter feito. Esperou o momento certo, calculou, assumiu os riscos e, quando notou uma brecha no esquema de segurança, avançou. Foi recompensado. Pedro Ângelo da Silva de Lima, 24 anos, um professor de matemática do ensino médio de Jupitiba, cidade a 70km de São Paulo, protagonizou uma das cenas mais inusitadas da cerimônia das comemorações do dia da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eram 14h45 quando o Rolls-Royce que levava Lula e o vice-presidente José Alencar começou a descer a pista que dá acesso ao Congresso Nacional. Durante todo o trajeto desde a Catedral, o passeio era tranqüilo. Lula e José Alencar acenavam para o povo e recebiam aplausos e gritos eufóricos em troca. Mas ali, próximo ao Congresso, o presidente ganhou um presente inesperado de um eleitor aventureiro. Pedro Ângelo simplesmente não resistiu à tentação de abraçar o homem que em breve tomaria posse como o 36º presidente da República Federativa do Brasil.

Pedro Ângelo se atirou no Rolls-Royce e conseguiu se agarrar ao pescoço de Lula, para surpresa e desespero dos seguranças que rodeavam o carro. ¿¿Quando sobrou um espaço para eu poder pular, me joguei no Rolls-Royce e o abracei. O meu medo de que pudesse acontecer alguma coisa comigo acabou quando consegui abraçá-lo e pude, assim, representar essas milhares de pessoas que queriam fazer o mesmo¿¿, contou Pedro.

Se o professor de matemática que enfrentou 18 horas de ônibus para chegar a Brasília (desembarcou às 10h de ontem e retornou para casa às 20h) já gostava do presidente antes do abraço, passou a admirá-lo ainda mais após o contato. ¿¿O Lula em nenhum momento se esquivou de mim. Ele me abraçou de volta e tentou me proteger quando os policiais estavam me puxando. E ele fez isso porque veio das massas e sabe o que ele representa para nosso povo e para o futuro do Brasil¿¿, elogiou.

Filho de uma família de classe média baixa, Pedro Ângelo, que ganha R$ 900,00 por mês, há tempos admira o presidente Lula. É filiado ao Partido dos Trabalhadores e, paralelamente às aulas de matemática, coordenador da juventude do PT em Jupitiba.

Por isso mesmo, aproximar-se de Lula e abraçá-lo em um momento tão especial será uma lembrança inesquecível. ¿¿Eu consegui um abraço do cara que sempre foi o meu ídolo. Ele representa a mudança de um país que é um dos mais conservadores do mundo e que há muito tempo vinha sendo dominado pelas elites.¿¿

Mas se voltará para casa com um abraço histórico na memória, Pedro Ângelo ¿ que poderia ter sido preso por ter se aproximado de Lula da maneira que fez ¿ não pôde assistir ao resto da cerimônia muito bem. É que, enquanto abraçava o presidente, seus óculos de grau caíram dentro do Rolls-Royce e ele não teve como recuperá-los. Como Pedro tem cinco graus de miopia, o resto da festa, pelo menos no campo visual, ficou comprometido. ¿¿Mas não tem problema¿¿, conformou-se. ¿¿Perdi um óculos, mas consegui algo muito mais forte. O mais importante eu já senti, que foi o calor do abraço dele. Então não preciso de mais nada.¿¿




Ministro da Cultura, Gilberto Gil cochila entre Ciro Gomes e
Aloizio Mercadante (à esq.) na posse de Henrique Meirelles no Banco Central.


Voces não acham que é uma sacanagem colocá-lo ai, coitado, não está acostumado a ouvir discursos... Vocês dirão mas ele aceitou o cargo e uma das atribuições do mesmo é ouvir discursos. Sim mas os discursos longos são cansativos, claro, e aí é preciso um ombro amigo para apoio. Como nem Ciro, nem Mercadante colaboraram, foi preciso cochilar de cabeça erguida mesmo.



Evidente que o mercado se comportará conforme forem as indicações dos nomes para estas instituições. Esperamos que o critério técnico prevaleça sobre o politico.

Presidente do BB será anunciado até quarta-feira
Palocci nega troca política com cargos nos bancos públicos



Ficou para depois da posse o anúncio dos nomes que irão ocupar as presidências do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal (CEF) e quem ocupará a secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae). O futuro ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse ontem, ao anunciar o restante dos nomes do primeiro escalão de sua equipe, que as escolhas da área econômica "não podem passar por nenhum tipo de negociação política". Palocci confirmou que o presidente do BB será anunciado até o dia 8 de janeiro.

Segundo Palocci, "ninguém está excluído nem muito menos desqualificado para o cargo". Questionado sobre a exigência de diploma de curso superior para a presidência da CEF.

- O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) sabe disso e vai escolher de acordo com o que tem hoje - afirmou Palocci.

A pergunta foi feita em referência ao presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Vaccari Neto, que não tem curso superior, cotado para a presidência da CEF. As nomeações nos bancos públicos são consideradas supersensíveis porque qualquer definição nessas três instituições tem repercussão imediata no mercado financeiro.

- O presidente não vai politizar as estatais. Onde puder, colocará funcionários de carreira - afirmou o presidente do PT, José Genoino.

Já teria sido descartada a indicação do deputado Paulo Bernardo (PT-PR) para a presidência do BB. Bernardo é considerado peça-chave do novo governo no Congresso, especialmente em função de sua habilidade com o Orçamento. A outra razão diz respeito ao equilíbrio regional. O deputado paranaense eleito Jorge Samek (PT) teria sido indicado para presidir a Itaipu Binacional, o que significa que o Paraná estaria ocupando dois postos importantes no governo.

José Dirceu diz que cargo exige perfil técnico

O futuro ministro da Casa Civil, José Dirceu, teria, inclusive, comunicado a Paulo Bernardo a decisão. O perfil do novo presidente, traçado por José Dirceu, indica que será "extremamente técnico e competente e de carreira do banco". Ainda estão cotados para o cargo o Antonio Nogueirol, ex-diretor da Previ e atual diretor da Telemar, e Jorge Matoso, assessor da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.




Nilson Souza
02/01/2003


O filho do palhaço

Os dois palhaços vendem pipoca numa sinaleira da zona sul da Capital. São pai e filho. Ele, um homem alto, robusto, beirando os 30 anos. O menino tem nove anos e é uma graça. Pequeno e frágil, movimenta-se com desenvoltura entre os veículos que aguardam o sinal abrir e vai oferecendo sua mercadoria aos motoristas. É quase impossível resistir ao apelo delicado e ao olhar inteligente que se projeta da máscara de tinta colorida. As crianças adoram:

- Olha, um palhaço! - exclama a menina no banco de trás do automóvel que se dirige ao shopping para o almoço de sábado.

- E um palhacinho também! - completa a mãe-motorista, num misto de encanto e piedade.

É realmente desconcertante ver aquela dupla de palhaços sem circo, batalhando pelo sustento da família sob o sol escaldante do verão porto-alegrense. Não são de fazer palhaçadas. Apenas pintam-se com esmero, vestem fantasias improvisadas com roupas baratas e oferecem os saquinhos de pipoca em troca de moedas. Também não são insistentes. À primeira negativa, agradecem e seguem adiante. De vez em quando, abanam para as crianças e esboçam sorrisos indecifráveis sob a maquiagem pesada.

Encontro-os sempre que vou à padaria ou ao supermercado nos finais de semana. Na volta, costumo trazer um lanche para o garoto. Sei o seu nome e gosto de perguntar como está o seu desempenho no colégio. Da mesma forma, ele já me identifica. Faz questão de demonstrar gratidão e insiste para que eu leve de graça um saquinho de pipocas. No último sábado, porém, ele me avisou, antes de se afastar:

- O pai quer falar com o senhor.

Esperei pelo homem pintado. Ele aproximou-se, cumprimentou-me educadamente e fez um discurso que acabou de vez com a fantasia:

- Moço, desculpe lhe fazer um pedido. Mas estou precisando de um emprego. Não agüento mais trazer o guri para esse sacrifício. Se o senhor souber de alguém que precisa de empregado para serviços gerais, para trabalhar como guarda, para fazer qualquer coisa, por favor, me avise.

Olhaí, Mister Da Silva, o problema número 1 do nosso país. Tem gente com fome, é verdade. Tem gente doente que precisa de atendimento. Tem violência demais. Mas o desemprego está na base desta pirâmide de desafios que o novo governo e a sociedade brasileira precisam enfrentar.

Enquanto isso não ocorre, quem se habilita a empregar um palhaço educado, que pinta o rosto para o filho não perceber toda a sua preocupação?

nilson.souza@zerohora.com.br




Paulo Sant'ana
02/01/2003


A romaria da esperança

Emocionante a romaria dos brasileiros que acorreram de diversos Estados para Brasília, prestigiando a posse de Lula, ansiando uma nova República em que se concedam oportunidades aos desfavorecidos, aos que nunca foram ouvidos nos governos outros que se ergueram, eleitos de soslaio, sem a marca da origem popular que o novo presidente ostenta em sua imagem.

Nunca se viu tanta gente vindo de tantos lugares do Brasil para a posse de um presidente, alguns caminhando de pés descalços por milhares de quilômetros, outros pedalando, mais outros montados em motocicletas arcaicas, uma peregrinação que fez de Brasília a nova Meca nacional, um povo inteiro depositando o seu destino num governo chefiado por um homem nascido do seu sofrido e genuíno ventre.

E o que se nota por onde se vai é que Lula assume o governo com o apoio de todos os brasileiros, até mesmo dos que não votaram nele, até mesmo dos que o temem ou temiam como o protótipo de um tirano que pudesse implantar no Brasil uma República sindical e esquerdista, derrubadora das instituições tradicionais.

O que se nota é que o país está em apuros, então todos torcem para que o governo tenha sucesso em tirar-nos do atoleiro.

E não é para menos esse misto de apreensão e esperança. Agora mesmo se instala na economia uma inflação avassaladora. A cesta básica, mantida durante tantos anos estável, subiu indomavelmente em 32%.

Esta semana mesmo os combustíveis tiveram outra alta aterrorizante. Diretamente, são atingidos por esses aumentos sucessivos dos combustíveis todas as pessoas que utilizam os veículos automotores para circulação ou profissão, além das donas e donos de casas que consomem gás de cozinha, isto é, todos os brasileiros.

Indiretamente e ainda mais gravemente, também todos os brasileiros: os preços todos sobem em razão dos fretes.

Estes dias passei por algumas lojas e restaurantes do Centro e percebi que seu proprietários estão aturdidos: todas as mercadorias que lhes chegam diariamente para serem revendidas ou se constituem em insumos do seu comércio vêm com preços reajustados.

Eles não entendem essa inflação. E eu lhes expliquei que o principal fator desses aumentos gerais é esta escalada sinistra dos preços da gasolina e do óleo diesel.

Tudo, absolutamente tudo, claro que também os alimentos, é transportado. E a alta dos combustíveis é imediatamente repassada para as mercadorias, numa atitude de defesa dos que intermedeiam o processo econômico.

O governo do Lula se empossa debaixo dessa ameaça terrível. O petróleo está subindo no seu preço internacional, a guerra dos EUA com o Iraque já está marcada para fevereiro, o que elevará o preço do produto a níveis insuportáveis para nós brasileiros.

Vai ser preciso muita raça e muito talento para governar o Brasil este ano.

O tamanho da esperança é tão gigantesco quanto o da ameaça. Melhor que se mobilize para a árdua luta que vem aí um governo eleito por maioria esmagadora e que tenha tanto respaldo popular.

E rezemos para que esta sintonia tão pronunciada entre povo e governo não se desfaça pela desilusão.

Acaba desde hoje a festa para Lula. Daqui por diante só lhe restarão atribulações. Tomara que ele as vença. Estamos todos metidos nessa encrenca. Queira-se ou não se queira, a sorte de Lula será a sorte de todos os brasileiros.
psantana.colunistas@zerohora.com.br




Luis Fernando Verissimo
02/01/2003


Eras uma vez

Na Idade Média, um personagem do Woody Allen justifica a pressa em levar uma mulher para a cama com o argumento de que dali a pouco chegará a Renascença e todos estarão pintando, sem tempo para mais nada. Infelizmente, não temos a mesma capacidade de prever as eras que virão, ou sequer identificar a era em que vivemos. Só puderam dar um nome à Guerra dos Trinta Anos depois que ela completou 30 anos. Só saberemos em que era estamos metidos a longo prazo, e a longo prazo não interessa, ou a longo prazo estamos todos condenados à morte, que é a pior forma de ignorância. Mas a ânsia de catalogar tudo, inclusive o tempo, é grande, e leva à etiquetagem prematura de períodos históricos e até à pré-rotulagem apressada do que ainda não começou, como quando o Sergio Motta declarou que o PSDB precisaria de 20 anos no poder para fazer seu trabalho e carimbar a era. Cuja primeira missão, segundo o próprio Fernando Henrique, era fazer esquecer a Era Vargas.

A eleição do Lula, o primeiro estranho ao patriciado que governa o Brasil desde os primeiros Pedros a chegar ao poder, seria uma ruptura suficientemente nítida com o passado para ser chamada de começo de era. O que se teme, com a continuação do modelo econômico atual (que na verdade começou com o Collor, ou no vestíbulo da era Fernando Henrique) é que em vez de inaugurando uma nova era se esteja assegurando os doze anos que faltam para completar o projeto do Serjão. A Era Lula seria a Era Collor/Fernando Henrique disfarçada de outra coisa, já que estaríamos seguindo as mesmas ordens, marchando pelo mesmo tambor ou qualquer outra analogia militar de obediência cega cabível. Claro, quem pensa assim está sucumbindo ao hábito de catalogar o que ainda não existe. E, ao contrário do personagem do Woody Allen, prevendo que nenhuma Renascença virá encerrar esta Idade Média. A "outra coisa" que Lula no poder representa pode ser mais forte do que a necessidade realista e passageira de acalmar mercado e não assustar ninguém, e marcar, sim, uma nova era. Mas por enquanto, das escolhas na área econômica, só o que se pode deduzir é que o tal Pensamento Único não era único porque suas alternativas eram desconsideradas, era único porque não tinha alternativas mesmo.


Ano novo, Governador e Presidente novos, Deus queira que as esperanças depositadas nas urnas sejam realidades concretas.



Com o Palácio Piratini ao fundo, Germano Rigotto é saudado ao chegar à Assembléia (foto José Doval/ZH)
Emocionado, o governador Germano Rigotto assumiu ontem com atitude e discurso apaziguadores. Em pronunciamento, criticou a "perniciosa polarização" do Estado.

¿ Transpor esse impasse, reconciliar o Rio Grande consigo mesmo, torná-lo aberto para as suas melhores oportunidades e elevar a sociedade gaúcha a novos patamares de prosperidade, justiça, civilidade e cultura foi e será nosso chamamento insistente ¿ afirmou.

A transmissão de cargo, porém, foi marcada pelo enfrentamento. Olívio Dutra foi vaiado nove vezes durante seu discurso



Governo federal
"Vamos acabar com a fome"

Em seu discurso de posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou todos os seus compromissos de campanha. Reforçou a promessa de combate à fome e a necessidade de uma reforma agrária "pacífica, organizada e planejada" em "terras ociosas".


Quarta-feira, Janeiro 01, 2003


Voces tem ai as dez mulheres mais sexy do mundo segundo a Revista VIP, que jura que a eleição foi feita democratiamente pelo site da revista. Aliás a primeira fico devendo até porque está em página reservada aos assinantes da mesma.


10 - Luciana Gimenez
Ano passado: 19

Hot stuff
Convenhamos: o programa dela, na Rede TV!, é de doer. Mas, com aquelas pernas, aquele corpão... Este ano ela desligou à frente da bateria da Grande Rio, apresentou o Festival de San Remo, foi capa da VIP, atropelou a fala dos seus convidados e pagou uns micos. E a gente continuou babando!







9 - Xuxa
Ano passado: 6

Mãe do seu filho
Lá vem ela outra vez com aquele papo de procriar. A idéia até que não é ruim. O problema é que a loira insiste no tal de Szafir, que parece não estar nem aí. Se fizesse uma convocação, não faltariam candidatos para conceber a criança. Torça, cara! Essa é sua única chance.



















8 - Daniela Cicarelli
Ano passado: 31

Só no bocão
Viva o refrigerante que nos apresentou Daniela! Hoje, pouco mais de um ano depois da propaganda, ela já ganhou as passarelas, revistas, outdoors e a nossa imaginação, que fica pra lá de animada só de olhar pra esse par de olhos azuis e pro erótico bocão.




















7 - Luana Piovani
Ano passado: 14


Deusa Capitu
Questionada no Fantástico se já havia traído, Luana mandou ver: "Pô, o Brasil todo sabe que eu traí". Atitude ela tem: não foge da raia, vive a mil, não importa quantas pessoas deixe tontas pelo caminho. A voz deliciosamente rouca parece sofrer com o ritmo da balada. Bem, a de Vera Fischer também, e daí?





















6 - Joana Prado
Ano passado: 4

Feitiço encorpado
Ela já aposentou a fantasia de Feiticeira há algum tempo, mas continua com tudo em cima. Tanto que, entra ano, sai ano, sempre fica entre as dez mais. E por trás do Mega Mass também bate um coração: tudo o que Joana quer agora é juntar o arroz integral com o assaí do lutador Vítor Belfort e ter muitos filhinhos saradinhos.











5 - Deborah Secco
Ano passado: 30

Baba, baby
Em um passado não muito remoto, ela foi uma garotinha sem graça. Bastou colocar silicone, clarear os cabelos e posar nua para que a mulherada entrasse em pânico. Não fomos apenas nós, pobres machos (e maridos) indefesos, que percebemos que a menina cresceu.

















4 - Sandy
Ano passado: 3

Sem o Junior
A carreira internacional da dupla Sandy & Junior foi pro vinagre, o que só nos leva a duas conclusões: gringo não gosta de mulher ou a culpa foi do Junior. O investimento dos irmãos agora está na carreira cinematográfica. Sugestão: Junior produz, Sandy atua, os pais ficam em casa.















3 - Suzana Alves
Ano passado: 5

Moça meiga
Ela participou da segunda edição da Casa dos Artistas e disputou com a igualmente meiguinha Ellen Rocche o título de "melhor boa moça muito boa". Faltou pimenta, é verdade. Mas pelo menos Suzana não deu mole pra nenhum daqueles gêmeos insuportáveis que o Silvio Santos arrumou.



















2 - Sheila Mello
Ano passado: 2

E esse tchan, vai bem? Mesmo com o É o Tchan desaparecido e a desoladora ausência de suas coxas e retaguarda na TV, a loirona está firme e forte em seu posto na nossa lista. Outra coisa que não muda: ela continua namorando aquele pagodeiro engomadinho que canta em portunhol.












Quem ainda não tem o seu Lap Top, o seu Not Book ou outro que se possa carregar assim junto nas férias, poderá adquirí-lo agora com preços reduzidos, espera-se de até 18%. Espera-se também que aquele seu de mesa e que já está lerdo, devagar quase parando possa ser trocado por um assim com um processador de 2 GIGA para cima sem ter que ir muito fundo no bolso. Espera-se...

31/12/2002 - 12h19
Governo dá incentivos fiscais para reduzir preço de PCs em até 18%
SANDRA MANFRINI
da Folha Online, em Brasília


O governo Fernando Henrique Cardoso anunciou hoje, no seu último dia de mandato, uma medida de incentivo à produção doméstica de computadores. A partir de 2003, os computadores de valor até R$ 11 mil estarão isentos da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até o dia 31 de dezembro do próximo ano.

O anúncio foi feito pelo ministro Sérgio Amaral (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e os incentivos estão na Medida Provisória 100, publicada numa edição extra do Diário Oficial.

Segundo Amaral, a isenção, associada às medidas já tomadas pelo setor, deverá representar uma redução no custo de produção de até 18% no preço final ao consumidor. A Lei de Informática já tinha reduzido o IPI sobre computadores para as empresas que cumprissem um plano de investimento e pesquisa no setor.

A Lei, no entanto, estabelecia um aumento progressivo na alíquota. Em 2000, os computadores produzidos no país estavam com isenção do IPI. Em 2001, a indústria passou a ter uma redução de 95% sobre o IPI devido, que é de 15%. Neste ano, a indústria estava pagando 90% do imposto e a tabela indicava um aumento de cinco pontos percentuais até 2006, quando chegaria a 70% e ficaria até 2009, terminando a redução em 2010.

Com a MP de hoje a alíquota do IPI em 2003 volta a ser zero e em 2004 haverá uma redução de 95% sobre o imposto devido. Em 2005, a redução será de 90%; e de 2006 a 2009 a redução será dos 70% já previstos.

Além disso, o governo reduziu a exigência de investimentos para o setor ganhar o benefício de pagar menos impostos. A obrigação de investimento em pesquisa e desenvolvimento era de 5% do faturamento e agora cai para 2,5%.

Amaral anunciou também a redução da alíquota do Imposto de Importação sobre computadores. Em 2003, a alíquota cairá de 26% para 16%. Segundo o ministro, o objetivo é possibilitar a competição entre o computador importado e o que ele chamou de ''mercado cinza'' (produto contrabandeado). Amaral disse que, no Brasil, de 3,6 milhões de computadores comercializados por ano no país, apenas 1,3 milhão são comercializados no mercado formal.

''O governo quer aumentar a produção interna e combater o mercado cinza'', afirmou o ministro. Ele não soube estimar qual será a renúncia fiscal com as medidas anunciadas, mas disse que ela será compensada com o recolhimento para o Fundo Verde e Amarelo, que é um fundo de recursos orçamentários.




Este primeiro post de 2003 já começa com uma interrogação e que fica ai para os leitores: Será que nesse universo enorme de petistas e simpatizantes não há duas pessoas com curso superior que tenham capacidade para exercer esses cargos, e que a singular solução seja alterar os estatutos dos bancos para permitir que os únicos capacitados e que não tem curso superior possam asssumir?

Já conheço muitos jovens que estão na berlinda, porque estudar, se formar, e continuar sem uma garantia de emprego e gastando mundos e fundos além dotempo num bancode faculdade... Será que o melhor mesmo não é aprender em alguma escola ou na prática como ser líder sindical?


31/12/2002 - 13h31
Resolução do BC abre brecha para sem-diploma presidir BC e Caixa
FABIANA FUTEMA
da Folha Online


A falta de diploma universitário não será empecilho para os cotados para a presidência da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil assumirem os respectivos cargos. O comitê sindical que negocia a indicação do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Vaccari, para a presidência da Caixa, e do deputado eleito Paulo Bernardo (PT-PR) para o BB, encontrou uma brecha para que os dois sejam nomeados. É a resolução 3.041 do Banco Central, editada no dia 29 de novembro.

Pela resolução, os nomes das pessoas que exercerão cargos em instituições financeiras precisam ser homologados pelo Banco Central. No entanto, a regra não se aplica aos indicados para exercer cargos em bancos públicos federais, caso da Caixa e do BB.
Neste caso, a exigência é que os nomes dos indicados sejam apenas comunicados ao Banco Central, que não terá de homologar as nomeações.

Depois de negociar a indicação de Vaccari e Bernardo para a presidência dos dois bancos, o comitê sindical se deparou com decretos e estatutos da Caixa e do BB, que exigem que os presidentes das instituições tenham curso superior.

"Não vejo problema algum em alterar o estatuto dos bancos para permitir que os indicados pelo comitê sindical sejam nomeados. Se o presidente do país não precisa de diploma universitário, o presidente do banco federal também não precisa'', disse um dos representantes do comitê sindical.
Segundo ele, a resolução do BC exige capacidade técnica e formação acadêmica para o exercício de cargos executivos nos bancos federais. "Mas não determina qual é essa capacidade nem a formação acadêmica."

No caso do BB, outra alternativa para atender o estatuto da instituição seria a indicação do integrante da equipe de transição e atual diretor da Previ, Sérgio Rosa, formado em jornalismo. Só que Rosa teria dito aos petistas que prefere presidir o fundo de pensão dos funcionários do BB em vez da própria instituição.

Além de Bernardo, também estão na lista de cotados para o BB os nomes do vice-presidente de Agronegócios e Governo do banco, Ricardo Conceição, e do vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do BB, Rossano Maranhão Pinto.

O movimento sindical que trabalha a favor das indicações de Vaccari e Bernardo dizem que Conceição, por exemplo, tem "problemas com a Justiça", o que também impediria sua nomeação para o BB.


Terça-feira, Dezembro 31, 2002




E já é 2003 no outro lado do mundo. Logo, logo será aqui para você, para mim. Que seus desejos, como os meus sejam todos atendidos no ano de 2.003.



Austrália, 31/12/2002 - A palavra paz foi escrita com luzes na ponte de Sydney



Japão, 31/12/2002 - Japaneses aplaudem o novo ano no templo budista Zojoji, em Tóquio




Felizes os brasileiros e dentre eles os Portoalegrenses que terão sua festa de virada de ano junto a Usina do Gasômetro num clima de muita festa e muita alegria, quiça com alguma polícia mas com pessoas de todas as regiões da cidade numa festa planejada pela Prefeitura da Capital.

31/12/2002 - 13h03
Países reforçam segurança na celebração do Ano Novo
da Reuters, em Sydney (Austrália)

Diversas cidades do mundo reforçaram a segurança para as comemorações do Ano Novo, com Jacarta, capital da Indonésia, organizando 200 mil policiais e Sydney, na Austrália, tomando precauções da magnitude da Olimpíada para uma festa onde se esperava 1 milhão de pessoas.

Com os ataques de outubro em Bali ainda na memória, onde mais de 180 pessoas morreram, dois terços da polícia de Jacarta estão nas ruas vigiando lojas, centros de entrenimento, mesquitas, igrejas e instalações públicas.

Em Sydney, a polícia empregou uma segurança somente vista nos Jogos Olímpicos de 2000, proibindo carros de circular no centro comercial na tarde de hoje e bloqueando ruas onde acontece a festa da virada de ano.

No mês passado, a Austrália entrou em alerta médio de segurança depois que o governo disse ter recebido informações seguras de uma ameaça terrorista.

Bali
Nações ocidentais como os Estados Unidos, a Austrália e o Canadá avisaram seus cidadãos na Indonésia sobre possíveis ataques no período das festas.

"Os possíveis alvos desses ataques incluem hotéis luxuosos, igrejas, bares, restaurantes e locais de entretenimento que receberam muitos estrangeiros para as comemorações", disse o porta-voz das Relações Exteriores do Canadá, Rodney Moore.

Há dois anos, uma série de ataques na Indonésia no Natal matou 19 pessoas.

Em Jacarta, rodovias importantes serão fechadas para uma festa de rua. Mas, apesar da segurança reforçada, milhares de indonésios são esperados para a festa de Ano Novo.

Mesmo com a indústria do turismo devastada pelos ataques de outubro, Bali irá assumir uma corajosa posição nas festividades de Ano Novo na famosa praia de Kuta, onde duas bombas atingiram danceterias lotadas de turistas.

Em Bangcoc cerca de 5.000 policiais estarão nas ruas enquanto 500 mil tailandeses são esperados para a festa da capital do país.

Do outro lado do mundo, mais de mil policiais estarão nas ruas de Paris para supervisionar as comemorações. Carros não poderão circular próximo ao Champs Elysees, onde ser esperam mais de 300 mil pessoas.

Outras áreas sob especial segurança incluem a Torre Eiffel, estações ferroviárias, aeroportos e centros comerciais.

A segurança foi reforçada na cidade após uma série de prisões de supostos militantes islâmicos neste mês.

Na Rússia, 250 mil policiais iam inspecionar as ruas para evitar a violência e agitação entre dezenas de milhares de festeiros apesar do frio intenso.

A prefeitura de Moscou disse que o comércio não venderia bebidas alcóolicas no centro da cidade para evitar a violência, como a que atingiu o país durante a Copa do Mundo.

Na Cidade do Cabo, capital turística da África do Sul, as autoridades disseram também ter reforçado as medidas de segurança, mas afirmou não haver informações específicas de possíveis ameaças.

Londres provavelmente terá um Ano Novo sob garoa, com a Trafalgar Square -tradicional local de festas públicas- fechada para a construção de uma via.

A polícia disse que as pessoas devem ficar em sua própria região, já que no centro da cidade não há festa planejada.




31/12/2002 - 11h10
Sob forte esquema de segurança, Sydney celebra Ano Novo
da Folha Online



A cidade de Sydney, na Austrália, comemorou a chegada do Ano Novo sob forte esquema de segurança e com um grandioso show de fogos de artifícios sobre a baía de Sydney, que atraiu cerca de 700 mil pessoas.

O espetáculo durou aproximadamente 15 minutos, com fogos explodindo sobre a ponte do porto de Sydney e a imagem de uma pomba levando um ramo de oliveira sob a ponte.

A operação de segurança organizada hoje em Sydney é comparável apenas ao esquema adotado na cidade durante a Olimpíada de 2000.



Cerca de 90 australianos morreram em outubro em um atentado em uma casa noturna na ilha de Bali, na Indonésia. Desde então, o país reforçou seu esquema de segurança. O governo australiano disse que teria recebido um aviso de que um ataque terrorista seria realizado "em breve" no país.

Apesar do forte esquema de segurança, autoridades pediram que as pessoas não se rendessem ao medo.

"Não seja um prisioneiro na sua casa. Saia e festeje o Ano Novo, independentemente do local aonde você deseja ir", afirmou comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Dick Adams.

Uma queima de fogos que costuma acontecer três horas antes da virada do ano foi cancelada devido aos fortes ventos na região.


Informe economico - Lurdete Ertel
31/12/2002


Foto(s): Arte/ZH

ZAPEANDO 2002 - Sai de baixo
Inflação, o dragão ruge
Eleições, farra da especulação
Combustíveis, preço inflamável
Bush X Saddam, novo round
Israel X Palestina, ódio explosivo
Escandalos contábeis SA
Pedofilia, à solta
Barbárie em família
Venezuela, em convusão
Seqüestros, praga incontrolável
Aviação, urubu nos céus
Disparada do petróleo
Vulcão Etna, violento despertar

Foto(s): Arte/ZH

Quem diria!
Companheiro Mercado
China, éden capitalista
Brasil, pentacampeão
Dengue, até entre famosos
Tucano no ninho petista
Santa brasileira
Lula lá
Enéas eleito
Herbert Vianna, a volta
EUA, a águia sangra
Paulo Coelho, imortal
Xuxa sem Marlene Mattos

Foto(s): Arte/ZH

Parada de sucessos
Copa do Mundo
Piscinão de Ramos
Ronaldinho, a volta
Reality shows Cultura árabe
Cidade de Deus Edredon
Produtos nacionais
Celular, PC de bolso
Casamento grego Botox Showmício
@mor pela Internet DVD, ainda

Foto(s): Arte/ZH

Só deu eles
Patrícia Pillar
Os Osbournes
Fátima Bernardi
Seu Creysson
Harry Potter
Felipão
Bond, James Bond
Barbie, sempre em forma
Elvis vive, 25 anos depois
Drummond, cem anos
Spam, a praga virtual
FMI
Caetano, sessentão

Glossário
Corralito
Risco-país
PT light Panelaço
Dívida cambial
Pesificação
Afeganistão
Alca Efeito Enron
Torpedo
Especulação
É Penta! Dívida Externa
Tá dominado Companheiro
Fokkerfobia

Foto(s): Arte/ZH

Ibope nacional
Tim Lopes, a comoção Thyrso e Manuela
Assalto à lotação Pedrinho, o drama
Big Brother x Casa dos Artistas
Washington Olivetto
Celso Daniel, assassinato brutal
Roseana, o tombo
Rússia, teatro do horror
RS: coração x estrela
Dólar a R$ 4
Franco-atirador nos EUA
Plataforma P-34, a pique Gretchen, surra nupcial

Foto(s): Arte/ZH

Que novela!
Gloria Trevi, novela mexicana
Argentina à deriva
Varig, perda de altitude
Ameaça de guerra no Golfo
Caça a Bin Laden
Mercosul, cai-não-cai
Regina Duarte, a patrulha
Futebol gaúcho, que sufoco!
Pesquisas eleitorais
Recall de carros
Comércio gaúcho aos domingos

Foto(s): Arte/ZH

Au Revoir
A estabilidade do Real
Chico Xavier
A âncora cambial
José Lutzenberger
Pleno emprego
Mário Juruna
Viagens ao Exterior
Carlos Zara
Velas do apagão
Paridade do peso
Punidos das CPIs
Boom automotivo


informe.economico@zerohora.com.br




Ana Amélia Lemos
31 e 01/01/2003


Esperança e expectativa

Luiz Inácio Lula da Silva assume a Presidência da República nesta quarta-feira e sabe que não pode falhar. A esperança de que poderá reduzir as injustiças e o desequilibrio social no país levou os eleitores brasileiros a convocá-lo a realizar essa tarefa hercúlea. Não falta ao ex-metalúrgico, líder sindical, fundador do Partido dos Trabalhadores e deputado federal constituinte capacidade política para cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral nesse campo. Eleitores não petistas apoiaram Lula porque acreditaram que, enfim, um líder da nova geração da política brasileira, forjado nos anos dificeis da ditadura militar, seria capaz de promover as mudanças na área social, sempre reivindicadas pela sociedade e nem sempre executadas pelos governos.

O desafio do presidente Lula é gigantesco porque giganteca é a expectativa criada no país em relação ao futuro e às mudanças. A mobilização para a festa da posse é a referência mais clara quanto às esperanças do povo de que Lula vai mesmo reduzir os níveis de pobreza e, portanto, da fome que consome exércitos de brasileiros na região nordestina. O tamanho desse desafio exigirá do novo governo iniciativas criativas e socialmente eficazes. Na oposição, o Partido dos Trabalhadores sempre combateu as medidas paternalistas de distribuição de cestas básicas, usadas, em grande medida, com interesse eleitoral.
Nesse aspecto tem o dever, portanto, de inovar e provar que existem saídas, fora do fisiologismo político ou das ações paternalistas que não melhoram a condição de cidadania da camada miserável da população brasileira.

Não se espera de Lula outra coisa do que colocar em prática, em toda a extensão, o sábio ensinamento chinês, que prega: "não se deve dar o peixe, mas sim a vara de pescar a quem tem fome". Não é diferente o princípio bíblico que diz ser preciso "tirar do suor do rosto o pão de cada dia". As medidas emergenciais para saciar a fome de milhares de brasileiros devem ser seguidas de políticas públicas capazes de estimular o crescimento econômico como fator de geração de empregos e de renda para a população dos excluídos. É isso que o país precisa, com urgência. Essa é a esperança do povo no novo governo.
ana.amelia@zerohora.com.br




Acredito que voces como eu também tenham os mesmos desejos do Sant'Ana para 2003. Só não entendi o de número 4 se efetivamente é uma ironia já que nenhum dos outros são, ou se foi trocado isso é: Que a prefeitura não permita mais que os comerciantes do Centro continuem sofrendo a concorrência desleal aos camelôs.

Paulo Sant'ana
31 e 01/01/2003


Meus desejos para 2003

1) Que o talentoso Jô Soares não apresente mais entrevistas com artistas de teatro cinco vezes por semana. Ele pode ser obsessivo por teatro, os seus telespectadores não têm o mesmo gosto.

2) Que o governo federal deixe de anunciar, quando do aumento nos preços dos combustíveis, que os consumidores pagarão menor índice nos postos de gasolina do aquele que foi reajustado nas refinarias. Nunca foi assim como anunciaram, nos postos o índice foi sempre maior que o das refinarias, o que se tornou insuportavelmente irritante.
3) Que as autoridades parem de culpar a imprensa pelo alto índice de violência e assaltos e que a imprensa dê um jeito de publicar um pouco mais que o 1% que divulga dos casos de violência realmente ocorridos.

4) Que a prefeitura não permita mais que os comerciantes do Centro continuem fazendo concorrência desleal aos camelôs.

5) Que nunca mais uma mãe acompanhada de duas filhas menores peça socorro ao telefone 190 durante uma hora, diante de sua que casa está para ser arrombada por um assaltante, que os vários pedidos de socorro não sejam atendidos, que finalmente o assaltante arrombe a porta da casa, estupre a mãe e as filhas de 11 e 15 anos, e para tentar desculpar a monumental e indesculpável falha policial se insinue que os três estupros não tenham acontecido. Que nunca mais se duvide da vítima destroçada para inocentar a deplorável precariedade do atendimento policial.

6) Que paralelamente ao anúncio orgulhoso do governo de que são batidos, ano a ano, todos os recordes de arrecadação dos impostos federais, ainda assim sejam criados novos impostos e taxas, à base de um por ano, estrebuchando os contribuintes.

7) Que acabe de uma vez por todas, diante da instituição da livre concorrência nos preços dos combustíveis, com a suspeita intolerável e decepcionante de que o preço mais barato pode indicar gasolina falsificada.

8) Que se revise imediatamente a estupidez de não cobrar estacionamento em shopping para quem permanecer até 20 minutos em seu interior. Vinte minutos é quase o que se leva para estacionar e desestacionar. Que vantagem idiota é esta que pensam que instituíram? Ou será que têm medo de que eu vá lá e compre rápido uma lata de azeite, volte e retire o carro, entre de novo, vá lá e compre um litro de leite, volte e retire o carro, entre de novo, volte e compre correndo um par de sapatos, assim sucessivamente, fazendo um rancho, estacionando 20 vezes e não pagando estacionamento? Isto é um insulto à inteligência. E como o interesse do shopping é que o cliente fique lá o maior tempo possível, teoricamente gastando, que cínico estímulo é esse de que ele permaneça por lá só durante 20 minutos? Alguém quer me informar qual é o nexo dessa isenção de 20 minutos? Quem passar em qualquer caixa ou só for ao banheiro já perdeu a isenção.

9) Que finalmente se extinga que os pacientes do SUS morram ou fiquem mutilados no interregno entre a marcação da consulta ou da cirurgia e a sua realização. É surrealistamente macabro que as pessoas morram ou fiquem aleijadas tendo na gaveta o cartão de marcação da consulta ou da cirurgia. E é um atentado aos direitos humanos que depois de levar meses para consultar, leve mais meses ou anos para sofrer a operação. A Namíbia é aqui, senhores Lula e Rigotto.

10) E que nunca mais o Tite, quando está zero a zero, tire do time do Grêmio um centroavante e coloque em campo mais um volante a se somar à legião de contêineres da meia-cancha, como aconteceu na goleada sofrida frente ao Santos na Vila Belmiro e em mais outra centena de jogos marcados por um defensivismo insuportável. Que se arrisque, que se perca mas que se perca com alguma possibilidade de vir a se vencer. Já lá se vão sete campeonatos e no rumo de dois anos sem qualquer título no Grêmio. Sem o Marcelinho Paraíba, não ganhamos mais nada. Marcelinho Paraíba, este sim é que tinha de ter emprego estável no Grêmio.

11) E principalmente que as pessoas tenham mais acesso a um direito inalienável do ser humano: o emprego. Sem emprego, o ser humano perde toda a sua dignidade. 2003 tem de ser o ano da volta do emprego, valha Deus!
psantana.colunistas@zerohora.com.br




Martha Medeiros
31 e 01/01/2003


Posilipo

Nunca tinha escutado esta palavra antes: Posilipo. É um lugar na Itália, perto de Nápoles. Posilipo, em grego, quer dizer pausa da dor. Fiquei sabendo, através do livro da Clarice Lispector, Correspondências, que Posilipo é um lugar belo e doce, com mar, montanhas, árvores, e que realmente consegue suspender nosso sofrimento. Posilipo está longe demais, num pedaço de mapa que talvez eu nunca venha a passar, e talvez nunca você. Portanto é preciso recriá-la aqui mais perto, ao nosso alcance. Uma Posilipo cenográfica, que encante os olhos e a nossa alma, e ofereça pausa pra dor, que nossas dores merecem tirar férias também.

Posilipo pode ser, por exemplo, sua cozinha. Um lugar onde você cria, onde você aspira aromas, prova novos sabores, se alimenta, e alimenta os outros. Pausa pra dor.

Falando em cozinha, Posilipo pode ser Kitchen, o livro da japonesa Banana Yoshimoto. São duas novelas escritas com tanta delicadeza que parece que o livro flutua sobre nossas mãos. Pausa pra dor.

Aliás, livros. Alguns nos atingem tão profundamente que provocam dor, mas isso é igualmente pausa pra dor, porque a dor reconhecida, espelhada, acessível, é uma dor mais compreendida, e compreendida torna-se mais íntima, uma espécie de dor de estimação, menos dolorosa, quase um prazer. E outros livros trazem só prazer, sem dor.

Posilipo: um amigo ou amiga. Não um festão, que às vezes todos reunidos só fazem a gente se sentir mais sozinho. Um só. Uma só. E uma noite longa para conversar, uma tarde inteira trocando confidências, rindo juntos, ou pescando juntos, ou simplesmente juntos, fazendo nada. Pausa pra dor.

Ajudar os outros, aliviar a dor dos outros: pausa pra nossa. Ao socorrer alguém num acidente, ao levar apoio a quem precisa, ao fazer um favor, estamos inaugurando várias Posilipos. Afastados de nossos próprios problemas, tornamo-nos cidadãos de uma Posilipo na beira da estrada, outra

num quarto de hospital, Posilipo num orfanato. Dedicação à dor alheia, pausa pra nossa.

Por fim, o mar. Acho que nunca chorei em frente ao mar. Qualquer mar é Posilipo pra mim.

Estou saindo de férias, deixei os textos de janeiro prontos, e em fevereiro serei substituída. Uma pausa para escrever poemas, caminhar e tirar férias da Internet, estarei desconectada, não lerei e-mails. Onde? Num lugar que não tem o mar da Itália, nem as suas árvores e suas montanhas, e cujo nome não é Posilipo, mas que torço para que Posilipo me pareça.
martha.medeiros@zerohora.com.br


Segunda-feira, Dezembro 30, 2002




Quando a tristeza toma conta, quando chega sem aviso...

Nos tira da frente dos olhos o que de belo temos para ver,

e nos rouba os sentimentos e os sorrisos...

Neste momento é chegada a hora de sentar um pouco..

Sentar em um dos tantos espaços da vida...

Quietinho, e muito lentamente, trilhar o caminho ao início da mágoa ,

à fonte da tristeza.

E chegando nela, observar muito atentamente, sentir com toda intensidade,

conhecer realmente e encarar de frente a razão desta mágoa.

E a partir deste momento projetar a saída para a Vida , para a Paz novamente.

Porque lá chegando, no centro desta tristeza, terá sempre caminhos à escolher.

Você pode escolher permanecer neste espaço de infelicidade,

sentir sua vida se esgotando, e carregar com você pessoas que ama,

que te amam, e precisam de sua ajuda ,

Ainda e Sempre .

E passará o que resta de sua vida com uma lágrimas nos olhos...

E uma grande e pesada porta vedando seu coração...

Mas você pode perceber, que existe um caminho mais difícil de iniciar,

mas muito mais fácil de percorrer...

Você pode tentar se erguer e dar o primeiro passo para a Paz.

Porque sua tristeza pode ser imensa,

Mas com certeza você tem por perto uma, talvez até pequena , fonte de felicidade.

Se dê uma chance e se entregue à esta pequena alegria, deixe que um amigo se aproxime de você, receba o beijo carinhoso

de alguém que precisa te amar.


E aceite caminhar de mãos dadas, ainda que por pouco tempo.

E se além de imensa, tua tristeza é irreparável, sem chance alguma de sair de uma vez de tua vida,mesmo assim, não desista.

Guarde em teu coração o sentimento que esta tristeza cria em você.

Não fuja disto.

Enfrente Isto!!!

Você vai então perceber, que teu coração é imenso, como é grande este nosso coração...!!!

Porque mesmo com aquela tão nossa conhecida tristeza ocupando nele seu espaço,

ainda assim, existe outro espaço infinito, e quantos momentos de felicidade podem ainda ser aninhados dentro dele.

E apesar de serem "momentos" , de não serem eternos, a lembrança desta felicidade

permanecerá eternamente contigo.

Valorize cada uma destas lembranças.

Logo nos teus primeiros passos em direção à um amigo, você com certeza vai receber um sorriso.

Guarde Contigo !!!

Você quem sabe, receberá um olhar afetuoso, um afago no rosto, um cheiro de flor, um carinho de criança....

Guarde tudo isto em teu coração!!

Cada pedacinho de felicidade ...

Te dá força e coragem para mais um passo.

Porque a Vida é assim...

Ou você se deixa escorregar fácil e displicentemente pelas tristezas, ou você constrói a cada dia e a cada minuto,

Seu espaço quente e aconchegante de Felicidade!!

Acredite!!

É Muito Importante Que Você se Sinta Feliz!!




E mais um ano se finda...

Para alguns, marcados por extrema alegria

E para outros, embargados de dor.

Nada como uma pausa em nossos corações

Para podermos perceber a magia da vida!

Repensarmos os momentos que passamos,

Termos oportunidade para agradecer ao Senhor

E, mais ainda, termos a oportunidade de refazer

coisas que sabemos termos feito errado...

Um pedido de desculpas,

Uma reconciliação,

Um reencontro,

Uma dúvida respondida,

Um amor encontrado,

Uma dor desaparecida,

Um corpo sadio,

Uma alma desnuda,

Um grito de alívio,

Um beijo que não foi dado...

Aproveite que é tempo para refletir!

Tempo para apagar os erros do passado

E refazer um mundo inteiro!

Desejo à você,

Do fundo de minh'alma e de meu coração

Que todos os seus sonhos se realizem

No Ano Novo que vai nascer!


Mel Gama




U m A m o r


Um amor qualquer que seja...

Distante, platônico, impossível,

pouco importa sendo amor,

sendo luz, sendo alegria,

dá beleza, acende os olhos,

dá força pro braço, pro abraço.

Dá ilusão, dá fantasia,

dá vontade de crescer

dá suspiros, faz poesia.

Um amor aumenta o dia

faz a noite iluminar.

O amor é sempre grande

sempre forte, o primeiro!

Limpa o medo, lav