Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
Email: cassiano.leonel@terra.com.br
http://www.giffs.hpg.ig.com.br/
Os Thornberrys O Filme (The Wild Thornberrys Movie, Estados Unidos, 2002) Um dos desenhos mais populares do canal animado Nickelodeon, os Thornberrys são uma mistura de Mundo Animal com Doutor Doolittle. Os pais Nigel e Marianne produzem documentários sobre a vida selvagem. Debbie, a filha mais velha, é uma "aborrescente" que prefere o shopping center à vida na selva, enquanto Eliza, a filha mais nova, adora conviver com os animais. Ela possui o dom de conversar com todos os bichos (seu melhor amigo é um chimpanzé batizado de Darwin). Thornberrys ¿ O Filme agradará mesmo a quem nunca assistiu à série. Os roteiristas se preocuparam em explicar a origem de cada personagem antes de a ação engrenar. A trama bem urdida mostra os esforços de Eliza para evitar que caçadores dizimem uma manada de elefantes africanos.
Praticamente uma Pamela
Oscar Cabral
Cristina: quase 1 metro de busto
"Mulher, quando cisma com uma coisa, tem de fazer. E eu cismei." É desse modo que a modelo Cristina Mortágua explica por que decidiu radicalizar a linha de frente: trocou a prótese de silicone de 295 miligramas por outra de exageradíssimos 365 miligramas e saiu da clínica com um busto de quase 1 metro (exatos 99,5 centímetros). O cirurgião plástico Samir Mauad, autor da façanha, acha que é recorde. "Já coloquei uma prótese de 485 miligramas, mas foi em travesti", recorda. Assim amplificada, Cristina aproxima-se de seu ídolo, a bem fornida atriz canadense Pamela Anderson, na sua opinião "uma mulher sexy e de atitude".
"Só o doador faz a vida prosseguir / Basta se conscientizar / A família querer aceitar / Pro sonho se realizar" Assim o Mainardi está melhor, este fim de semana sua coluna na Revista Veja não foi sobre o Governo Lula.
Vou desfilar no Rio
"Seria bom substituir um daqueles
sujeitos que, com um bastão, ditam
a progressão da escola de samba,
empurrando as baianas ofegantes
ou dando pauladas nos atores da
Globo apressados demais"
Qualquer um pode desfilar no Carnaval do Rio de Janeiro. Basta pagar. No ano passado, caí na besteira de ir ao camarote da Brahma. Este ano, ninguém me engana: vou direto para a avenida. Tudo é feito pela internet. Você escolhe uma escola de samba, compra uma fantasia com cartão de crédito ou depósito bancário (pagamento em duas vezes, sem juros), e aparece no Sambódromo na hora do desfile. De todos os enredos, o que mais me intrigou foi o da Mocidade Independente de Padre Miguel. Concebido pelo carnavalesco Chico Spinosa, cujo nome indica um claro pendor filosófico, trata da doação de órgãos: "Só o doador faz a vida prosseguir / Basta se conscientizar / A família querer aceitar / Pro sonho se realizar". A Mocidade Independente promete que seu desfile irá refigurar transplantes de córneas, medula, ossos, pele, rins e fígado. Interessei-me por algumas fantasias. "Anjo Arterial", por exemplo. Ou "Odisséia Genética Alfa". Ou "Rejeição Zero". Ou "Hepato-Folia". Esta última combina comigo. Fico bem de roxo. Custa apenas 400 reais. Com entrega em domicílio. É só dar a medida do pé e partir para a passarela.
A Mangueira também optou por um enredo importante: "Os Dez Mandamentos: O Samba da Paz Canta a Saga da Liberdade". Tem Moisés, Faraó, Fuga do Egito, Mar Vermelho, Bezerro de Ouro. O assessor de imprensa me explicou que a ambição do carnavalesco não é simplesmente narrar episódios bíblicos, mas apontar caminhos para a solução dos conflitos no Oriente Médio. No último sábado, fui à quadra da Mangueira. Era dia de ensaio. Todos os mangueirenses pareciam desanimados. Os únicos que sambavam sem parar eram italianos com a camiseta do Ronaldo e latas de cerveja morna na mão. Eu inventei que tinha um grupo de trinta italianos dispostos a comprar a fantasia "Pragas do Egito: Doença de Chagas", da ala Fome e Destruição. A responsável pelas vendas me informou que o preço oficial era de 450 reais, destinados aos trabalhos sociais da Mangueira, mas sugeriu que eu, como todas as agências de viagens, cobrasse dos italianos 300 dólares por fantasia, embolsando a diferença. Gostei muito da idéia. Agora só falta encontrar os trinta italianos.
Quem ainda conserva o clima de otimismo e orgulho pátrio, que sempre caracterizou o Carnaval, é a escola de samba Grande Rio. Ao descrever seu enredo, o carnavalesco Joãosinho Trinta exalta nossa fauna, nossa flora, nossas riquezas minerais, nossos índios, nossas artes: "Meu coração brasileiro vibra de emoção e alegria!". Joãosinho Trinta também afirma que "preservamos, com carinho, nossos rios e mares". O curioso é que, no mesmo instante em que eu lia essa frase, um grande rio de esgoto cortava a Praia de Copacabana ao meio. Vou desfilar fantasiado de "Hepato-Folia", portanto. Ou de "Praga do Egito". Melhor do que isso, só se eu conseguisse substituir um daqueles sujeitos que, com um bastão, ditam a progressão da escola de samba, empurrando as baianas ofegantes ou dando pauladas nos atores da Globo apressados demais.
Obrigado pela premiação Renatinha, você possui um espaço enorme de meu coração.
QUERO
correr para os teus braços
feito criança saudosa e carente,
pendurar-me em seu pescoço e
rodopiar às gargalhadas.
QUERO
segredar os meus anseios
num diálogo sem limites,
sem censuras, sem receios.
QUERO
ao dividir os meus temores,
receber o seu apoio,
seu carinho, seu afago.
QUERO
nos momentos de derrota,
receber o seu consolo,
ter seu ombro para o choro,
sua mão amiga, seu amor, seu colo.
QUERO
nos momentos de vitória,
ter você vibrando, suspirando,
subindo comigo ao pódium
e no banho de champagne,
ter seu abraço,
seus beijos,
suas carícias.
QUERO
poder falar besteira,
dar risada a toa,
contar piadas bobas e obcenas,
falar palavrões,
gritar a esmo,
cantar desafinado,
sambar na roda,
tomar cerveja,
comer pipoca,
pular amarelinha,
amassar papel,
chutar pedrinhas na rua,
QUERO
andar sem rumo,
correr no mato, na chuva,
nadar no rio,
saltar a cerca,
pular o muro,
ficar calado,
feliz da vida,
com você ao meu lado...
Maria Iza Pinto de Amorim Leite
E como sempre ai estão as capas das duas Revistas semanais para voces saberem o que cada uma tras na Capa e no conteúdo. Boa leitura e Bom fim de semana, e não esqueça de cuidar-se do sol.
E esta ai acima é a capa da Revista Isto É que está toda on line no site do Terra com o link sempre na própria imagem. E amanhã para levar para a praia já estará nas bancas bem pertinho de sua casa, na praia é claro.
BRASIL
DOSSIÊ ITURAMA Ministro dos Transportes e senador são acusados de desvio de verbas em prefeitura de MG
A PARADA DE ALBANO Tucano deixa Sergipe com
índices sociais de fazer inveja
DECISÃO ACATADA Adiamento de compra de caças da FAB recebe apoio da Aeronáutica
MEDICINA E BEM-ESTAR
O POVO CONTRA O McDONALD´S Obesos culpam rede de sanduíches por seus problemas de saúde
MEU OMBRO DIREITO Por que o presidente está com a mão no ombro? Clique e descubra
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
RUMO À ANTÁRTICA Brasileiro usa veleiro pequeno
para chegar ao Pólo Sul
BRINCADEIRA REAL SimCity, clássico dos games,
volta em uma nova versão
ESPORTE
O FENÔMENO Brasileiro é sensação
dos ringues no Japão
MUNDO
JOGADA PERIGOSA Coréia do Norte faz chantagem nuclear e explora sentimento antiamericano por ajuda financeira
FOGO: saiba mais sobre o arsenal do país
COMPORTAMENTO
DEMOROU, MAS SAIU Enfim, o novo Código Civil contempla mudanças sociais
ECONOMIA E NEGÓCIOS
DÓLAR COMPANHEIRO Cotação da moeda americana
cai e facilita a missão de manter
a inflação sob controle rígido
ACEITA PALMAS? No País do Real, os mais
pobres driblam a falta de
dinheiro com moedas próprias
CINEMA
IDADE DO LOBO
Filme do 007 celebra os 40 anos do carismático agente britânico e traz ainda mais ação do que o anterior.
GALERIA: confira as fotos de objetos
usados por espiões de verdade
Capa: montagem com fotos de Oscar Cabral/Ricardo Stuckert/Ana Araújo/Antonio Milena/Pedro Rubens/Ed Ferreira/AE sobre ilustração de Attilio
Esta é a Capa da Revista Veja que estará nas bancas amanhã bem cedinho, mas quem se interessar pelas matérias, cujos destaques estão baixo, já dá para se ter uma idéia no site da Revista.
Brasil
Lula monta na motoca de eleitor: factóides demais. Internacional
Kim Jong Il, ditador norte-coreano: ameaça nuclear. Livros
Cary Grant, o galã, era louco por Randolph Scott.
Edição 1 785 15/1/2003
Seções
Carta ao leitor
Entrevista: Fernanda Keller
Ponto de vista: Luiz Felipe de Alencastro
Cartas
Radar
Holofote
Em foco: Sérgio Abranches
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas
Diogo Mainardi
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Internacional
Especial: As loucuras atômicas do ditador coreano
Congo: Pigmeus são vítimas de antropofagia
Economia e Negócios
Conjuntura: O mercado aprova Lula
Bebidas: O sucesso dos sucos Del Valle no Brasil
Artes e Espetáculos
Cinema: Blue Crush, de John Stockwell
Cinema: Planeta do Tesouro, da Disney
Livros: Bastidores de Hollywood, de William J. Mann
Televisão: Seriado Friends vai continuar
Música: Sucessos clonados
Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo
Brasil
Governo: Os factóides do governo Lula
Governo: A ex-guerrilheira Dilma Rousseff
Estados: A dívida é uma bomba-relógio contra a estabilidade
Diplomacia: Itamar pediu para ser embaixador na Argentina
Geral
População: A Índia vai combater a fome com transgênicos
Internet: eBay, a nova economia que deu certo
Turismo: Monumentos kitsch são atração nas estradas americanas
Saúde: Não adianta fumar menos, o risco é o mesmo
Saúde: Cerveja faz bem à saúde
Automóveis: Salão mostra carros maiores e mais luxuosos
Transporte: O Boeing gigante que pode levar 3 000 soldados
Pecuária: A criação do búfalo pegou no Brasil
Crime: Jovens gaúchos matam índio a pontapés
Estilo: Herchcovitch assina uniformes dos atletas olímpicos
Guia
Fotografia: Software tira os "bicões" das fotos
Elegância: A roupa certa para cada festa
Filhos: Está mais seguro ter um bebê na maturidade
O que estou lendo
Foi com essas palavras - de que o Código Civil é a constituição do homem comum - que o professor Miguel Reale apresentou o projeto do qual resultou a legislação que entra em vigor neste sábado no Brasil. Para o jurista, um país tem duas leis fundamentais: uma é a Constituição que estabelece a estrutura e as atribuições do Estado, a outra é o Código Civil que se refere "à pessoa humana e à sociedade civil como tais, abrangendo suas atividades essenciais". Pois é essa segunda lei fundamental que entra em vigor neste histórico 10 de janeiro de 2003, alterando profundamente o primeiro desses códigos, de autoria de Clóvis Bevilácqua, que era de 1916.
Juristas e analistas sociais têm dado destaque às deficiências da nova lei, identificando suas inadequações à realidade deste começo de milênio. Algumas dessas críticas podem ser pertinentes, mas o conjunto da legislação que foi aprovada em agosto de 2001 representa avanços que os próprios críticos reconhecem. Não será uma obra perfeita, como aliás nenhuma lei é, pois nunca é possível que um conjunto de normas, mesmo elaborado pelo trabalho de especialistas, consiga captar a dinâmica das sociedades, mas será um passo à frente.
Um código pode ter a pretensão à perenidade ao consagrar alguns princípios gerais, mas no conjunto é uma obra humana que envelhece e que precisa ser adaptada à evolução. Essa foi a tentativa dos autores do projeto. Depois de um quarto de século de tramitação, ao entrar em vigor hoje, o Código Civil incorpora disposições recentes e avanços significativos como os representados pelo Código do Consumidor, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela própria Constituição de 1988.
Dois elogios principais têm sido feitos. O primeiro é de que o novo código estabeleceu uma inversão conceitual em relação ao antigo: o caráter mais individualista do Código de 1916, que privilegiava os direitos dos cidadãos dissociando-os do meio em que vivem, foi sutilmente depreciado. Os mesmos direitos individuais foram mantidos, mas estão colocados numa perspectiva da sociedade, do ambiente natural - que precisa ser protegido - e dos direitos dos outros cidadãos.
O novo Código Civil, como obra
humana, não é perfeito, mas
certamente representa avanços
O outro elogio destaca a incorporação na legislação brasileira de uma preocupação de igualdade ampla e irrestrita entre o homem e a mulher, propondo um direito de família mais amplo e compreensivo. Neste sentido, mais do que fazer a troca da expressão "homem" por uma politicamente mais correta de "pessoa", a nova lesgislação elimina discriminações, dá tanto ao homem como à mulher a faculdade de adotar o sobrenome do cônjuge, estabelece que a mulher também pode ser levada a pagar pensão alimentícia, prevê que na separação dos casais a guarda dos filhos vai para o que tiver mais condições de cuidar deles e exclui o polêmico conceito de "filho legítimo", dando a qualquer filho a igualdade de direitos.
Mais liberais ainda foram as alterações no âmbito da constituição da família: para a maioria dos efeitos, a união estável entre um homem e uma mulher gerará para ambos os direitos que pelo Código Bevilácqua, o de 1916, só seriam concedidos a quem estivesse ligado pelo casamento legal.
Seja bem-vinda pois a constituição do cidadão comum.
Pela bebida, perdem-se os reflexos, pelo cigarro, eles são mais ainda excitados. E eu acrescentaria e quantos começaram a fumar como se bebe, muitas vezes no mesmo cigarro o que não é diferente de beber no mesmo copo. Assim uma tragada ali, outra acolá. Conheço alguns que fumam compulsivamente depois de começarem apenas segurando o cigarro para os então coleguinhas que iniciavam a triste caminhada dos fumantes. Meu nobre Sant'Ana não fumo, não bebo, e não tenho inveja de quem o faz nesta busca de prazer. Numa refeição, ou num festa já é diferente, mas todo o dia..!!!
Só agrava a imensa culpa minha por fumar o fato de eu não beber. É que eu sinto inveja de alguns amigos meus que todas as tardes correm para um bar e deitam-se a beber seu uísque ou seu chopinho.
Eles, chegada a tardinha, se tornam impacientes no serviço, não vêem a hora de seguir para o bar.
Beber é um excelente estratagema para espantar o tédio. Talvez fumar também o seja, mas este encontro diário dos meus amigos com seus companheiros de drinques soa-lhes como um ideal existencial.
É de ver-se o contentamento estampado nos rostos das pessoas que bebem. Elas vão dormir à noite já com a deliciosa expectativa de que poderão beber novamente amanhã.
A vida tem solução para quem bebe, é o que fico cismando enquanto os invejo.
O homem que bebe é um ser gregário. Podem ver, todos os que bebem têm roda garantida em algum lugar. Acabam se encontrando por algum encantado fatalismo e formam confraria. Raros são os espécimes, como meu pai o era, que bebem sozinhos e em casa.
Beber tem de ser em lugar público. Se for lugar privado, em turma. Logo, beber é um ato agressivo à solidão.
Não é o caso de fumar, que é uma ação introspectiva, individual, reflexiva. Beber é uma forma de encontrar-se com os outros.
Já fumar é esconder-se, encaramujar-se, defrontar-se consigo próprio, emaranhar-se na teia dos problemas íntimos. Beber é deixar de pensar, é recordar, é fugir do mundo.
Fumar é enfrentar o mundo e encarar de frente o ataque das aflições.
Eu às vezes me arrependo de não ter adquirido nunca o gosto pela bebida. É verdade que não gostaria de fumar e beber ao mesmo tempo, dizem os especialistas que esta associação é trágica para a saúde e para a sobrevivência.
Mas eu gostaria mais de só beber do que desta situação em que me encontro, em que o cigarro não vence minha melancolia, acho até que, pelo contrário, a aprofunda
Enquanto que a bebida está ligada umbilicalmente à alegria, tanto que é componente indispensável de todas as festas.
A bebida é nitidamente instigadora do diálogo, da conversa, do bom humor. Porque a bebida implica claramente o esquecimento, enquanto que o cigarro faz acentuar a realidade.
A bebida é uma fuga, o cigarro é uma contrição. Pela bebida, dribla-se o destino, já com o cigarro a gente bate de frente com ele.
Em ambos os casos, tanto a bebida quanto o cigarro são recursos para satanizar a tristeza, só que a bebida é uma retirada estratégica, enquanto o cigarro é uma contracarga, uma forma de arremeter sobre o inimigo ameaçador e parcialmente vitorioso.
Pela bebida, perdem-se os reflexos, pelo cigarro, eles são mais ainda excitados.
Quem bebe, debanda das circunstâncias adversas, quem fuma, não podendo desertar, trata de adquirir consciência mais nítida do perigo.
E eu queria só beber em vez de só fumar, porque desconfio que os períodos de trégua seriam longos e reconfortantes.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
Como uns ratos assustados, nos desviamos do espelho que faz olhar para dentro de nós. Cada vez mais amadurecemos tarde ou mal. Somos crianças tendo crianças. Ainda bem que nosso Presidente levou uma quantidade de jornalistas e acabou salientando em seus discursos a realidade gritante de lares sem pais, onde as mães acabam tendo que fazer os dois papéis e ainda dar o sustento aos seus rebentos e que não foram concebidos por elas sozinhas.
Claro que quanto mais civilizados estamos, menos estamos naturais. Na época em que mais se fala em natureza, menos somos naturais. Ser natural passou a não ser natural.
Assim é com criar filho. Perplexos diante das mil teorias que nos batem à porta em toda a mídia, e a proliferação de consultórios com todo o tipo de terapias (pelas razões mais singulares), estamos nos convencendo de que ter e criar filho também não é lá muito natural.
Alimentados com duvidosas teorias de uma pedagogia de revista, passamos do extremo antigo de achar que criança não pensa, ao outro extremo: criança é complicação. Mil receitas de como tratar do bebê ao adolescente atormentam gerações de pais aflitos. A aflição não é boa conselheira. Afobado, aliás, a gente ama bem mal...
Esquecemos o melhor mestre: o bom-senso. A escuta do que temos no nosso interior, aquela coisa antiquada chamada intuição, lembram? Claro que para isso precisamos ter bom-senso e ter algo dentro de nós para ser escutado.
Ou cada vez que o bebê chorar desafinado, a criança ficar menos ativa (ela em geral está simplesmente pensando e querendo que, finalmente, a deixem um pouco quieta) vamos correndo procurar um especialista. Para que ele nos ensine a segurar o bebê, dar a mamadeira, olhar no olho, aconchegar ao peito a criança nossa de cada dia.
É que somos, além de aflitos e desinformados, muito superficiais. Falta-nos o hábito de observar e de refletir. Como uns ratos assustados, nos desviamos do espelho que faz olhar para dentro de nós. Cada vez mais amadurecemos tarde ou mal. Somos crianças tendo crianças.
O medo de refletir, analisar, decidir (se a gente parar para pensar, tudo desmorona, me disse alguém), é o receio de encontrar a ponta do fio dissimulada na confusão do novelo, e, puxando por ela, ver tudo se desmontar.
Mas talvez fosse bom: poderíamos recolher os cacos e recomeçar. Quem sabe criar uma estrutura interior mais natural e boa do que essa em que nos fundamos, e, baseados nela, dar aos filhos um legado - e um recado - tranqüilo e positivo, que não está em livros e nem em consultórios.
Ser natural está em crise grave. Crise é bom para fazer pensar - ou para repensar muita coisa.
Nordestão esse é o nome daquela brisa, que nada tem a ver com brisa, pois é forte, consistente e teima em ser mais forte e mais consistente quanto mais teimamos em levar o nosso jornal e le-lo lá naquela faixa de areia.
Você sabe por que o jornal que você está segurando é deste tamanho? Uma das muitas peculiaridades gaúchas, como o hábito de votar na oposição e fazer churrasco em sacada, são os jornais tablóide. O Houaiss define os tablóides como tendo a metade do tamanho dos "jornais habituais", para você ver como nós somos inabituais. Já me disseram que a tradição vem da Espanha, mas acho que a explicação está no vento. Tente ler um jornal em formato standard numa praia gaúcha. Aliás, tente ler numa praia gaúcha qualquer coisa que não esteja escrita num pedaço de madeira. Estes dias, o Roger Lerina foi xingado por citar uma frase que eu escrevi, "Esta é a maior e pior praia do mundo". Quem diz isso não sou eu e sim um personagem de um filme, o que é bem diferente. E eu nem concordo com ele.
Conheci uma praia pior que a nossa: Haia, na Holanda, onde o vento é tão chato como, mas é muito mais frio, a praia é tão molhada como, mas a areia é grossa e as pessoas são muito, muito mais brancas. O bom das praias gaúchas, todos nós sabemos, nunca foi o que o resto do mundo chama de praia, aquela faixa de areia quente e aconchegante junto ao mar, onde os habituais em férias nadam, bóiam, dormem, conversam, lêem jornais e, veja só, até jogam cartas! Nossa praia é outra coisa, é sair de casa mas não muito. E, isso é importante, torcer para a cidade virar um forno, o que justifica suportar a ventania. Tem dias que até dá para correr atrás das crianças, dar um mergulho rápido mentindo que hoje não está tão frio e correr para casa.
Praia gaúcha só é boa para fazer castelos de bruxa. Equipamento necessário: pazinha de plástico ou unhas. Local: faixa de areia semi-úmida, a cerca de três metros da faixa propriamente úmida, território das tatuíras. Com a pazinha ou as unhas, faça no chão um buraco de aproximadamente 30 centímetros de diâmetro. Utilize a primeira areia retirada do buraco para fazer as bases do castelo de bruxa, seguindo um modelo gótico padrão. Ao encontrar água, pegue, com uma mão em concha, do fundo do buraco, um punhado de areia bastante molhada. Una as pontas dos cinco dedos e, com a mão em pronação, deixe a areia e a água escorrerem entre os dedos sobre as bases das torres. As gotas d´água, carregadas de areia, podem formar torres muito altas e finas, como as bruxas gostam.
Pois quero denunciar aqui que a construção de castelos de bruxa em nosso litoral está ameaçada por pessoas que, acreditem, deixam lixo na praia! A sujeira nas praias só acaba se as pessoas pararem de sujar as praias. A regra é clara e única: leve de volta com você tudo o que trouxe para a praia. Tudo quer dizer isso mesmo, tudo: seus filhos, brinquedos e cadeirinhas e também baganas de cigarro, papel de sorvete, cascas e sabugos de milho, caroço de pêssego, papel, latas e tampinhas de plástico. Tudo, enfim. Lixo zero na praia parece óbvio e é mesmo. O óbvio é quase sempre um bom começo.
Graças à latitude do Rio Grande do Sul, surfistas como este da foto, no Cassino, freqüentam a praia em horários em que os postes de luz já se acenderam no resto do Brasil. A noite gaúcha só chega depois das 20h30min (foto Flávio Neves, especial/ZH)
Meu povo estas são as principais alterações do novo Código Civil que entra em vigor hoje, exatamente neste sábado 11 de janeiro. Algumas inovações e adequações aos tempos que em que estamos visto que o anteriormente em vigor era de 1916. Para os nossos avós até que foi fantástico. Como tudo, o tempo muda os costumes e os costumes mudam as leis.
IGUALDADE ENTRE SEXOS Enquanto o Código Civil de 1916 faz referência ao "homem", o código que entra em vigor no próximo dia 11 emprega a palavra "pessoa". A mudança está em conformidade com a Constituição Federal de 1988, que estabelece que "homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações". A modificação reflete o objetivo de igualdade entre homem e mulher.
PROTEÇÃO DA PESSOA Na nova legislação, há um capítulo sobre "os direitos da personalidade" -por exemplo, o direito à integridade do corpo, o direito ao nome, o direito à privacidade etc. Prevê perdas e danos em caso de ameaças ou lesões a esses direitos, também válidos para pessoas jurídicas. Proíbe, por exemplo, todos os atos de disposição do corpo mediante pagamentos que reduzam a integridade física do indivíduo ou que contrariem os bons costumes o moral ou a decência, tal como a comercialização de órgãos.
MAIORIDADE CIVIL A pessoa alcança a sua autonomia civil aos 18 anos, e não mais aos 21. Isso significa que, após os 18 anos, ela pode praticar todos os atos da vida civil -não é necessária a autorização dos pais para celebrar nenhum tipo de contrato. Haverá, por exemplo, perda do vínculo de dependência do filho ao completar 18 anos em empresas assistenciais e em clubes de lazer. A redução também privará o jovem adulto da proteção legal dos pais.
EMANCIPAÇÃO A emancipação do filho é concedida por ambos os pais ou só por um deles na ausência do outro. No código anterior, a mãe só podia emancipar o filho se o pai deste houvesse morrido. Com a redução da maioridade para 18 anos, a idade mínima para antecipação por ato dos pais cai paara 16 anos.
FAMÍLIA O novo código estabelece que a "família" abrange as unidades familiares formadas por casamento, união estável ou comunidade de qualquer genitor e descendente.Segundo o código de 1916, a "família legítima" é aquela formada pelo casamento formal, que é o eixo central do direito de família.
VIRGINDADE Acaba com o direito do homem de mover ação para anular o casamento se descobrir que a mulher não era virgem. Da mesma forma, o texto acaba com o dispositivo que permite aos pais utilizar a "desonestidade da filha que vive na casa paterna" como motivo para deserdá-la
Posted
12:35 AM
by Cassiano Leonel Drum
CASAMENTO A nova legislação estabelece que o casamento é a "comunhão plena de vida", com direitos iguais para os cônjuges, obedecendo à regra constitucional segundo a qual "os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher". O código de 1916 dispõe que o objetivo do casamento é constituir família. O novo código considera o casamento apenas como uma das formas de cosntituição da família.
CASAMENTO GRATUITO O novo código estabelece que todas as custas do casamento são gratuitas para as pessoas que se declararem pobres.
CASAMENTO RELIGIOSO O código de 1916 não fazia referência ao casamento religioso. O novo código seguiu as disposições da Lei de Registros Públicos de registro. O casamento religioso, para que tenha efeito civil, deve ser registrado em até 90 dias (e não mais em 30).
ADOÇÃO DE NOMES O marido poderá adotar o sobrenome da mulher -o que era possível só com autorização judicial. Antes, apenas a mulher pode adotar o sobrenome do homem (ou manter o seu de solteira).
FIM DO PÁTRIO PODER O poder do pai sobre os filhos passa a ser chamado de "poder familiar" -a ser exercido igualmente pelo pai e pela mãe. Da mesma forma, o homem deixa de ser o "chefe da família", que é dirigida pelo casal, com iguais poderes para o homem e para a mulher. Se marido e mulher divergirem, não havendo mais a prevalência da vontade do pai, a solução será transferida ao Judiciário
PERDA DO PODER FAMILIAR Seguindo a mesma orientação do Estatuto da Criança e do Adolescente, o novo código dispõe que perderá o poder familiar o pai ou a mãe que castigar imoderadamente o filho, deixá-lo em abandono ou praticar atos contrários à moral e aos bons costumes.
REGIME DE BENS Permite que o casal mude o regime de bens durante o casamento, o que é proibido atualmente. Os três regimes clássicos são mantidos: comunhão universal, comunhão parcial e separação de bens. A mudança favorece, por exemplo, quem se casou no regime da comunhão universal de bens e depois se arrependeu
NOVO REGIME Cria-se um novo regime de bens, a participação final nos aquestos (bens adquiridos), que se assemelha ao regime da comunhão parcial de bens. Neste último, os bens adquiridos durante o casamento são comuns, exceto os recebidos por herança e doação. Os bens anteriores são de quem os possuía. Na separação, os bens comuns são partilhados. Segundo o novo regime, os bens comprados durante o casamento pertencem a quem os comprou, mas eles são divididos na separação. O novo regime dá autonomia a cada cônjuge, que poderá administrar seu patrimônio autonomamente.
REPRODUÇÃO ASSISTIDA Filhos concebidos por reprodução assistida têm sua paternidade reconhecida e os mesmos direitos que os outros filhos. O novo código civil estabelece a presunção de paternidade em favor dos filhos havidos por inseminação artificial mesmo que dissolvido o casamento ou falecido o marido.
DIREITOS DOS FILHOS Desde a Constituição de 1988, os filhos adotados e os concebidos fora do casamento têm direitos idênticos aos dos filhos do casamento. Isso é atualizado pelo novo código, que acaba com a distinção entre filhos "legítimos" e "ilegítimos", adotada pelo código de 1916.
SEPARAÇÃO O novo código permite a separação após um ano da realização do casamento. O código de 1916 permitia a separação voluntária do casal (o desquite) apenas depois de dois anos, mas as disposições a respeito disso foram revogadas pela Lei do Divórcio, em 1977.
DIVÓRCIO O prazo para o divórcio é de dois anos após a separação de fato ou um ano depois da separação judicial. Outra norma nova é o fim da proibição do divórcio antes do término da partilha dos bens. Quem pede o divórcio sem comprovar a culpa do outro não perde o direito à pensão alimentícia.
GUARDA DOS FILHOS Na separação consensual, a Lei do Divórcio, de 1977, permitiu que os cônjuges determinassem livremente o modo pelo qual a guarda dos filhos seria exercida, em solução confirmada pelo novo código. Na separação judicial, a Lei do Divórcio atribuiu a guarda ao cônjuge que não tenha causado a separação e, sendo ambos responsáveis, determinou que os filhos menores, não havendo acordo entre os pais, ficariam em poder da mãe. O novo código determina que, na falta de acordo entre os cônjuges, na separação ou no divórcio, a guarda "será atribuída a quem revelar melhores condições para exercê-la". O juiz pode também atribuir a guarda dos filhos a outra pessoa. As melhores condições não são apenas econômicas _o juiz levará em conta os interesses do menor.
PENSÃO ALIMENTAR Pelo novo código, parentes, cônjuges ou conviventes podem pedir pensão alimentícia quando dela necessitarem. No código de 1916, ocorrida a separação, somente a mulher podia pedir alimentos, direito negado ao marido (apesar de admitido pela jurisprudência com base na Constituição). O novo código estabelece a possibilidade de que alimentos sejam fornecidos mesmo ao cônjuge culpado da dissolução do casamento.
ADULTÉRIO Pela nova legislação, o adultério continua sendo causa de dissolução do casamento, mas não acarreta impedimentos ao adúltero, como impossibilitar que este se case com o amante. O novo código permite que pessoas casadas, mas separadas de fato, estabeleçam união estável, inclusive com o amante.
HERANÇA A principal mudança acrescentou o cônjuge sobrevivente no rol dos herdeiros chamados necessários por definição legal, posição que, em 1916 cabia apenas aos descendentes e aos ascendentes. O texto de 2002 confirmou nos primeiros lugares da ordem sucessória os descendentes e os ascendentes do morto, mas também incluiu seu cônjuge sobrevivente como concorrente à herança. Não havendo descendentes, são chamados para a sucessão os ascendentes, também em concorrência com o cônjuge sobrevivente. Não havendo ascendentes ou descendentes, a herança vai inteiramente para o cônjuge. Não havendo o cônjuge, vai para os colaterais até o quarto grau (primos irmãos). Não havendo herdeiros, a herança vai para o município ou para o Distrito Federal.
TESTAMENTO Eram necessárias pelo menos cinco testemunhas tanto para o testamento privado quanto para o público. O novo código diminui o número para três, no caso de testamento privado, e para duas, no caso de testamento público. Continua o reconhecimento de testamentos sem testemunhas, caso seja essa a decisão de um juiz. O código de 1916 prevê o "testamento marítimo", elaborado em alto-mar, em caso de emergência. O novo código aceita também o "testamento aeronáutico". Pela nova legislação, as cláusulas de proibição de venda de bens herdados, de proibição de penhora e de impedimento de divisão com o cônjuge do herdeiro têm de ser justificadas no testamento.
USUCAPIÃO Hoje, o ocupante pode transformar-se em dono da área ou da casa na qual viva por 20 anos ininterruptos se a posse não for contestada nesse período. O novo código reduz esse prazo para 15 anos e até para apenas dez anos se o ocupante houver estabelecido no imóvel sua residência habitual ou nele tiver realizado obras ou serviços produtivos.
USUCAPIÃO ESPECIAL O novo código incorporou as regras constitucionais sobre o usucapião especial rural (áreas de até 50 hectares) e o usucapião especial urbano (terras de até 250 metros quadrados), que permitem sua aquisição depois de ocupação por cinco anos, se o ocupante não for proprietário de nenhum outro imóvel.
PERDA DE IMÓVEL EM DÉBITO O novo código prevê a possibilidade de o governo confiscar imóveis privados. Quando o imóvel urbano ficar abandonado, sem conservação, não ocupado, será declarado sob a guarda do município ou do Distrito Federal, quando estiver em sua área, por três anos; após esse prazo, passa à propriedade do município ou do Distrito Federal.O mesmo critério vale para o imóvel rural, mas a propriedade passará para a União. Se o proprietário deixou de pagar os impostos devidos incidentes sobre o imóvel, o abandono será presumido, podendo passar imediatamente à propriedade do poder público.
CONDÔMINO ANTI-SOCIAL A nova legislação prevê que o condômino que não cumpre reiteradamente com os seus deveres poderá ser multado em até dez vezes o valor pago mensalmente para o condomínio _o que poderia forçar a desocupação do imóvel.
A imposição dessa multa, contudo, precisa ser aprovada por três quartos dos condôminos. Também existe a possibilidade de aplicação de multas de até cinco vezes o valor da contribuição mensal ao condomínio no caso de descumprimento das obrigações condominiais.
MULTA DE CONDOMÍNIO Estabelece multa de, no máximo, 2% ao mês para os condôminos em atraso (antes era cobrada multa de até 20%). Ao mesmo tempo que reduz a multa, o novo acaba com o limite dos juros de mora, que era de 6% ao ano.
DESTITUIÇÃO DE SÍNDICO O novo código exige a maioria absoluta (metade mais um) dos condôminos para a destituição do síndico que praticar irregularidades, não prestar contas ou não administrar convenientemente o condomínio. O síndico pode ser uma pessoa estranha ao condomínio.
NEGÓCIO DA CHINA O texto prevê a anulação de contratos feitos "em decorrência de lesão ou estado de perigo".
Quem vender uma casa ou um carro por preço muito inferior ao de mercado para, por exemplo, ter dinheiro para pagar uma cirurgia de um parente poderá recorrer à Justiça e pedir a anulação da venda.
ONEROSIDADE EXCESSIVA Autoriza a resolução de um negócio quando uma parte fica em extrema desvantagem no contrato por motivos extraordinários ou imprevisíveis.
Um exemplo disso é o caso recente de carros comprados com prestação em dólar, que tiveram suas prestações reduzidas pela Justiça após grande valorização da moeda norte-americana.
CONTRATOS DE ADESÃO Quando em um contrato de adesão (plano de saúde ou prestação de serviço de TV paga, por exemplo) houver cláusulas ambíguas, deverá ser adotada a interpretação mais favorável a quem aderiu.
FIANÇA E AVAL Segundo a nova legislação, para uma pessoa ser fiadora ou avalista é necessária a autorização do cônjuge. Antes não era necessária a autorização para ser avalista.
AUTENTICAÇÃO Documentos utilizados para prova de qualquer ato só precisarão ser autenticados se alguém contestar sua autenticidade. Não é cabível exigir previamente cópia autenticada de documentos.
RESPONSABILIDADE DO ADMINISTRADORPelo novo código, os administradores, mesmo que não sejam sócios, têm responsabilidade solidária pelos prejuízos causados pela empresa à sociedade. Hoje, é necessário provar a má-fé e a responsabilidade direta do administrador para exigir ressarcimento por prejuízos causados pela empresa.
Fontes: Código Civil de 1916, Código Civil de 2002, Walter Ceneviva, Regina Beatriz Tavares da Silva, Giovanni Ettore Nanni, Renato Afonso Gonçalves e Mário Delgado (assessor jurídico do relator do novo Código Civil).
Sexta-feira, Janeiro 10, 2003
Posted
11:42 PM
by Cassiano Leonel Drum
Após 86 anos, vida cotidiana no Brasil ganha novas leis
O novo Código Civil que entra em vigor neste sábado não traz alterações radicais. O texto procura adequar a atual legislação à evolução da sociedade e transformar em lei as questões já consagradas. Leia íntegra do código. Juiz pode anular 'negócio da China' Condomínio poderá multar morador anti-social
FAMÍLIA Virgindade não é mais requisito para a anulação de casamento
Os homens que se casarem não terão mais o direito de devolver as mulheres.
Falta de amor pode indicar separação
Casal gay pode definir como dividir posses
HERANÇA Código protege cônjuge e facilita a aplicação do "golpe do baú"
O cônjuge sobrevivente passa a ter sempre direito à herança do morto.
Criticado, código civil muda no sábado 10.Jan.2003
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, confirmou para o próximo sábado a entrada em vigor do novo Código Civil, discutido e elaborado nos últimos trinta anos, que substituirá o atualmente em vigor, criado em 1916. A adoção do novo código recebe críticas de que ele começa a valer já desatualizado.
"Há uma imensidão de problemas. O código já nasce conturbado e, ao invés de criar a ordem, vai estimular uma série de litígios que vão desaguar no Judiciário", diz o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Rubens Approbato Machado, acrescentando que descorda mas não tentará impedir a entrada em vigor do novo texto.
O ministro Thomaz Bastos reconheceu a validade da crítica e admitiu que há discrepâncias, mas decidiu fazer valer o texto como está e trabalhar em correções menores em seguida. "Se há falhas, elas podem ser corrigidas", diz ele. O temor é que o trabalho de elaboração de um outro código se arraste por vários anos e invalide todo o esforço já realizado.
O trabalho de elaboração do novo Código Civil brasileiro começou em 1969, em uma comissão presidida pelo jurista Miguel Reale. A aprovação no Congresso veio em setembro de 2001 e a sanção presidencial, em janeiro de 2002.
As principais críticas dos opositores ao texto são que ele não incorpora leis criadas nas últimas duas décadas e que há um enorme desconhecimento do novo código na população e na própria comunidade jurídica.
A Caixa inicia, na próxima segunda-feira (13/01), mais uma fase de pagamento das diferenças do FGTS, referentes aos planos Verão e Collor I, para os trabalhadores que firmaram sua adesão e têm direito a receber entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. O crédito será feito em cinco parcelas semestrais e a primeira parcela correspondente a 1/5 do valor a que o trabalhador tem direito. A CAIXA estima que devam ser pagas nesta fase mais de 1,6 milhão de contas.
A CAIXA já efetuou o crédito das diferenças em 67,5 milhões de contas de FGTS dos trabalhadores. Desse total, 66,4 milhões de contas foram disponibilizadas para pagamento, sendo que 37,6 milhões já foram sacadas no valor total de R$ 7,2 bilhões.
Também, no próximo dia 13 acontece a retomada do pagamento para quem tem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, com o início do crédito da segunda e última parcela.
Os pagamentos em espécie de até R$ 300,00 poderão ser feitos nas casas lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA AQUI, com o Cartão do Cidadão e a senha. As agências da CAIXA farão os pagamentos de valores superiores.
Antes de ir a um ponto de pagamento, a CAIXA orienta o trabalhador a buscar informações por meio do telefone 0800-550101 (para a Grande SP 4196-6601) ou na Internet (www.fgts.caixa.gov.br), para não se deslocar desnecessariamente.
Os trabalhadores que tinham ação na justiça requerendo a correção do FGTS e assinaram o termo azul deverão aguardar sua homologação judicial. A CAIXA já protocolou mais de 385 mil petições junto à Justiça Federal. À medida que as homologações são expedidas pelos juizes, a CAIXA libera o pagamento dos valores aos trabalhadores, de acordo com a Lei.
Para quem tem a receber entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, o calendário de pagamentos começa em julho do ano que vem e, para os últimos da fila, que têm acima de R$ 8 mil, o crédito será feito a partir de janeiro de 2004.
As adesões continuarão sendo recebidas pelos CORREIOS e pela Internet, no site www.fgts.caixa.gov.br, até 30 de dezembro de 2003 prazo final para aderir ao Acordo de Pagamento dos Créditos Complementares do FGTS. Até agora 29,2 milhões de trabalhadores fizeram a sua adesão.
Vamos um por dia. A cada dia a sua agonia. Está corretíssimo o Ministro, pois já estou considerando uma agonia mesmo esta escolha e depois ainda temos todo o segundo e terceiro escalão, que já está sendo negociado com todos os partidos.
A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Minas Gerais, Piauí e Pernambuco serviu de argumento para o adiamento da definição do nome do novo presidente do Banco do Brasil (BB). A intensa disputa política por um dos cargos mais cobiçados do governo levou o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a afirmar ontem que não pôde concluir essa definição porque terá de acompanhar o presidente na viagem que se inicia hoje.
Arevelação do nome do contemplado ficou para a próxima semana. Enquanto isso, o atual presidente, Eduardo Guimarães, permanece no cargo. Ontem, a assembléia de acionistas do banco, que deveria ter apreciado o nome do novo presidente, nomeou apenas quatro integrantes do conselho de administração.
Na terça-feira, após o anúncio de Jorge Mattoso para a presidência da Caixa Econômica Federal (CEF), pressionado por repórteres sobre o nome do novo presidente do BB, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, respondeu:
- Vamos um por dia. A cada dia a sua agonia.
A indicação para o BB, como a do nome para a CEF, que Mattoso presidirá, é atribuição do ministro da Fazenda, mas passa pelo crivo do presidente da República.
Orientação de Lula não foi seguida no caso da CEF
São vários os "presidenciáveis", mas a aposta é de que o escolhido será um técnico. Nos bastidores, apontam-se como mais cotados Edson Monteiro, diretor da Brasilcap, Hermínio Tadei, ex-executivo da área internacional do BB, Antônio Lima Neto, diretor da área comercial do BB, e Nelson Rocha Augusto, ex-secretário de Planejamento da prefeitura de Ribeirão Preto na gestão de Palocci.
Augusto seria o preferido do ministro, mas Lula já declarou que o corpo de funcionários deveria ser privilegiado na nomeação da diretoria do BB e da CEF. Isso não foi seguido na escolha de Mattoso para a Caixa: ele nunca foi funcionário da instituição.
Estou gostando do Sant'Ana pela sua indignação com o que considera errado, e não tem tido medo de colocar suas críticas mesmo quando elas são dirigidas aos seus próprios colegas de redação. A Rosane de Oliveira, era uma das mais ferrenhas defensoras dos mecanismos de cobrança, escrevia, defendendo que as mortes diminuiram com as instalações e deu no que deu. Nas mesmas datas o Sant'Ana escrevia o contrário e ai está o Sant'Ana continua com a razão.
Eu era para estar perplexo, mas não estou: "Estradas gaúchas produziram 746 vítimas no ano passado, 7,3% a mais que em 2001".
Foi a manchete de capa de Zero Hora ontem. Quem acreditou na conversa fiada de que os pardais móveis, fixos, camuflados, mais os radares similares, iriam diminuir os mortos no nosso trânsito, ferrou-se.
Todo mundo sabe que as mortes e os acidentes aumentam quanto piores forem as estradas e maior movimento elas tiverem. Por isso é que nos feriadões cresce o número de mortos, feridos e acidentes.
Mas o interessante é que aumentaram as mortes com relação a 2000, mas as multas continuam a ser impostas, cada vez mais. 90% das multas por motoristas que não ultrapassam 72 km horários, isto é, inofensivos. E descuidados. Com cada vez mais recursos sendo indeferidos.
Eu sabia que ia dar neste brutal logro: mais mortes e mais multas.
E proclamavam os arautos da fúria arrecadadora: "As multas são para evitar as mortes".
Hipócritas! Estes eram os que estavam no governo.
Porque os que não estavam no governo e os apoiavam na tese tributo-salvacionista não são hipócritas: são esfericamente ingênuos. E burrinhos.
Estão todos, os tributistas e os seus beija-pés, de cara no chão.
O logro é uma especialidade dos governos. Basta que se calcule a fraude que cometeram com as pessoas que compraram carros a álcool há cinco ou seis meses.
Elas foram tentadas a fazê-lo porque o litro da gasolina comum custava naquele tempo R$ 1,65. Enquanto o litro de álcool nas bombas ostentava o tentador preço de R$ 0,85.
Menos da metade, portanto, custava o álcool com relação à gasolina.
Lícito que se prevesse que tal diferença iria ser com o tempo proporcionalmente mantida, afinal as montadoras fabricam carros a álcool em consonância com a política governamental para o setor.
O pobre do contribuinte caiu então no conto do pacote e comprou o carro a álcool.
O desgraçado hoje, passados quatro meses, está pagando R$ 1,50 pelo litro do álcool, enquanto a gasolina custa em torno de R$ 2,20.
Ou seja, fosse este aqui um país sério e confiável e o litro do álcool teria de estar custando R$ 1,10.
Mas que nada, aplicaram a marreta nos pobres compradores de carros a álcool.
E o álcool nada ou quase nada tem a ver com a alta do dólar, por que urdidura desonesta ele está subindo em proporção igual à gasolina? Agora igual, há pouco muito superior.
Bem, mas só em se saber que num litro de gasolina são adicionados 20% de álcool, já se pode avaliar da vigarice a que é submetido o consumidor brasileiro.
E quando se sabe também que um litro de gasolina custa no Brasil, em reais, repito, em reais, o dobro do que custa, em reais, nos EUA, pode-se ter uma idéia bem larga do martírio tributarista a que somos tangidos: o salário mínimo lá, em reais, é 10 vezes superior.
Um litro de gasolina comum a R$ 2,20, aqui em Porto Alegre, porque os pobres consumidores do Interior estão pagando, às multidões, R$ 2,40 e até R$ 2,50, aqui na Capital é um roubo praticado pela Petrobrás e pelo governo - e no Interior esse roubo se acresce do roubo praticado pelos postos de gasolina.
Um roubo! Não sei se consola levemente aos roubados que esta coluna proteste assim veementemente contra este roubo.
Eu acredito meu nobre Davi que sim pois esses meninos aprendendo a negociar desde pequenos, saberão quando e onde ceder aqui para ganhar ali, quanto custa para ganhar a vida e acima de tudo não cobar numa hora de um cliente para ganhá-lo para todo e sempre.
Olhei para o meu sapato. Um sapato moderno, desses de bico quadrado.
Estava em estado razoável, ainda luzia aqui e ali, mas decidi aceitar a proposta do menino:
- Vai graxa aí, tio?
Sou contra o trabalho infantil, contra dar esmolas e talicoisa, mas tenho simpatia por meninos engraxates. Por causa do Tio Patinhas, acho.
As crianças de hoje lêem Tio Patinhas? Ou os gibis de hoje são apenas de heróis mutantes e depressivos?
Enfim, para quem não conhece a saga do Tio Patinhas, explico: ele foi menino engraxate, também. No seu primeiro serviço, fez um trabalho tão competente nas botinas enlameadas do freguês, que o homem o presenteou com uma moeda de valor maior ao do que ele cobrava. Aquela ficou sendo a Moedinha Número 1, o famoso amuleto do mais tarde quaquilionário Patinhas.
O menino que engraxava meus sapatos devia ter uns sete anos, provavelmente a idade do Tio Patinhas quando da aquisição da Número 1.
Fiquei observando de soslaio o trabalho dele, enquanto sorvia um chopinho cremoso com o Dinho Eichenberg e o Eduardo Delgado. Ele lustrava com habilidade distraída, em movimentos rápidos, olhando para os lados, prestes a assobiar. Terminado um pé, batia com a escova na caixa e ordenava, cheio de autoridade profissional:
- O outro!
Eu obedecia de pronto.
Ao cabo do serviço, levantou-se, analisando meus sapatos tinindo de pretos. Emitiu um silvo de aprovação. Magrinho, pretinho, mesmo de pé não passava da altura do espaldar da minha cadeira.
- Quanto? - perguntei, levando a mão ao bolso.
Ele fez um gesto benevolente:
- Olha, eu não vou lhe cobrar, porque, se fosse cobrar, ia sair muito caro.
Olhei para ele, encantado, o dinheiro na mão. O Dinho e o Eduardo ficaram com os copos suspensos no ar, a caminho da boca, na expectativa.
- Não vai cobrar? Tá bom - respondi, levando o dinheiro de volta ao bolso, como que desistindo de pagar.
Ele não se abalou.
- Não quero lhe explorar. Ia ficar muito pesado - repetiu, já colocando os apetrechos de volta à caixa e já levando a caixa ao ombro e já ia saindo, quando, admirado, detive-o pelo bracinho ossudo.
- Toma aqui pelo show e como presente de Ano-Novo, artista - e lhe dei uma nota um pouco mais gorda.
Vendo-o se afastar gingando, matreiro, pensei que, com meninos como esse, o Brasil pode dar certo. Tem que dar certo. Vai dar. Basta que eles recebam mais chances do que têm recebido. Espero que aquele menino engraxate tenha as suas. E, quem sabe?, que a nota que lhe dei sirva também como talismã, que lhe seja uma alvissareira Número 1.
david.coimbra@zerohora.com.br
Temperaturas abaixo de zero e nevascas estão causando grandes prejuízos aos europeus. Em Hamburgo, na Alemanha, a temperatura atingiu -10ºC, e navios precisaram abrir caminho entre as águas congeladas do Rio Elba (foto Reuters/ZH)
Eu estou ao seu lado e sou aquele que nunca desacredita dos seus sonhos.
Sou eu que as vezes altero seu itinerário, e até atraso seus horários para evitar acidentes ou encontros desagradáveis.
Sim, sou eu que falo ao seu ouvido aquelas "inspirações" que você acredita que acabou de ter como "grande idéia".
Sou eu quem causa aqueles arrepios quando você se aproxima de lugares ou situações que vão lhe fazer mal, e sou eu quem chora por você quando, com a sua teimosia, insiste em fazer tudo ao contrário só para desafiar o mundo.
Quantas noites passei à cabeceira de sua cama velando por sua saúde, cuidando de sua febre e renovando suas energias.
Por quantas ruas escuras eu o guiei em segurança?
Não sei, perdi a conta, e isso não importa...
O que realmente importa, e o que me deixa triste e preocupado, é quando você assume a postura de vítima do mundo, quando você não acredita na sua capacidade de resolver os problemas, quando você aceita as situações como insolúveis, quando você para de "lutar" e simplesmente reclama de tudo e de todos.
Quando você desiste de ser feliz e culpa outra pessoa pela sua infelicidade.
Quando você deixa de sorrir e assume que não há motivos para rir, quando o mundo está repleto de coisas maravilhosas...
Quando se esquece de mim, seu anjo da guarda, aquele a quem Deus deu a honra de o auxiliar
nessa missão tão difícil que é viver e progredir.
E já que falo diretamente a você, gostaria de lembrar, que estou ao seu lado sempre, mesmo quando você acredita estar totalmente só e abandonado. Até nesse momento eu estou segurando a sua mão, consolando seu coração e, por amar demais, fico triste com a sua tristeza. Mas sei que você nasceu para brilhar, agradeço a Deus a oportunidade bendita de cuidar de você, porque você é realmente muito especial.
Assinado: Seu anjo da guarda, que acredita em você !
Voces que tem acompanhado a indicação dos presidentes das estatais, tem visto que não está fácil achar um nome de consenso para o Banco do Brasil. Felizmente, pelo menos para nós da CAIXA isso já é coisa do passado. Falta saber o dia da posse, que com certeza terá a presença do Ministro da Fazenda.
O nome do futuro presidente do Banco do Brasil (BB) ainda não foi indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o que deverá acontecer hoje. Ontem, porém, a assembléia geral ordinária dos acionistas do BB elegeu quatro novos integrantes do conselho de administração da instituição, para o mandato 2002/2003.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, foi escolhido pelo governo para ocupar a presidência do conselho de administração do BB. Joaquim Levy, secretário do Tesouro Nacional, e o ministro do Planejamento, Guido Mantega, também vão integrar o conselho. Os três representam a União (acionista majoritária do banco, com mais de 70% do capital total) no conselho. Além deles, foi escolhido um novo representante dos acionistas minoritários: o economista e professor da Universidade Federal Fluminense Carlos Augusto Vidotto.
Cada um dos quatro escolhidos receberá remuneração bruta fixa de R$ 1.785,65 por mês, independentemente do número de assembléias de que participem.
A União tem direito a indicar quatro conselheiros, incluindo o presidente e o vice. Pelo estatuto da instituição, o presidente do banco é automaticamente escolhido vice do conselho. Como até ontem o governo não tinha anunciado o nome do novo presidente da instituição, o atual presidente, Eduardo Guimarães, deverá permanecer como vice.
Goldberg assume Secretaria de Direito Econômico
Ontem, o novo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Daniel Krepel Goldberg, assumiu o cargo prometendo combater os cartéis clássicos:
- Toda vez que um processo de cartelização passa impune, perde o desenvolvimento e perde a sociedade - disse ele em discurso.
Segundo Goldberg, serão necessárias reformas operacional, institucional e de marco legal. A operacional, disse ele, exige um trabalho em conjunto com a Advocacia Geral da União (AGU) e a Polícia Federal no combate ao abuso do poder econômico.
Faço uma ressalva meu bom e nobre Sant'Ana, nem cachorro, nem gato, nem passarinho se mata assim, quanto menos um vélho indefeso de 77 anos. Isso efetivamente é voltarmos aos primóridos e, nem sei se é isso mesmo, porque por mais primitivo que se seja, não há razão para matar um ancião. Não lembro na história de que alguns povos fizessem isso, pelo menos.
E por falar em cachorro há um Blog super legal que deixou seu racadinho um dia desses que trata de animais chamado http://www.diariodeumcao.blogger.com.br/. Visitem-no ele além de cachorros tem gatinhos fantásticos também.
Agora já nada mais falta para que nos classifiquem como uma sociedade bárbara e primitiva: quatro jovens mataram a pauladas e pedradas um índio caingangue, em Miraguaí, município do nordeste do nosso Estado.
Igualamos os bandidos de Brasília, que queimaram vivo aquele outro índio. Qual o lucro, qual a vantagem que tiveram esses quatro jovens ao desferirem pontapés no corpo do índio caingangue e atirarem uma pedra em sua cabeça, até que ele morresse?
No que lhes incomodava o índio, que estava dormindo quieto na calçada? A vítima tinha 77 anos, uma pessoa totalmente inofensiva, nem revidar aos chistes ou às ofensas dos jovens podia.
Inacreditável que tenham se livrado inicialmente soltos os assassinos, embora a polícia tivesse posto a mão neles e colhido o seu depoimento. Se por acaso não tivesssem sido preenchidos os pressupostos da prisão em flagrante, não tem explicação que não tenha sido pedida a prisão temporária dos bandidos.
Mas recebo um telefonema do secretário da Segurança neste instante em que escrevo, dizendo-me que já foram tomadas as providências, pedidas e decretadas as prisões preventivas dos dois assassinos maiores de idade.
Aí é que está a grande questão nossa no setor: é preciso que a sociedade confie na polícia e não se sinta psicologicamente abalada e insegura.
Estes selvagens assassinos não podiam estar soltos, grassou um desânimo, ontem, de início, saber disso. Felizmente a polícia teve agilidade e prendeu-os com o auxílio da Justiça.
Porque só pode ser zombaria a declaração que deram: não se lembram se atiraram a pedra na cabeça do índio. Não se lembram! Só que a cabeça do índio afundou a pontapés e ao impacto do pedaço de concreto que estava ao lado do seu cadáver.
Ou seja, os assassinos fizeram o serviço completo. Enquanto o índio não morria, eles não cessavam a agressão. Só descansaram depois que o índio expirou.
E não se lembram se usaram a pedra! Tarefa homicida cumprida, massacre efetivado, que importância tem para eles que tenham usado a pedra ou não. Foi apenas um detalhe, para o qual não deram a mínima importância.
E se tivessem ficados soltos colaboraria para a descrença de que haja punição para culpados de crimes hediondos.
Toda a aparência desse caso é de que esses quatro jovens acham normal e lícito o que fizeram, que a vítima não passava para esses bandidos de um animal. E como não se pune quem mata um cachorro ou um gato, não se pune também quem mata um índio.
Eu vou dizer uma coisa: nós estamos penetrando numa época de barbárie.
Mas, só para dar uma idéia da precariedade em que se encontram os direitos civis no Rio Grande do Sul, basta que se atente para este fato de notável absurdo: são encontrados no gabinete do governador, na residência do governador, em outras dependência do Palácio Piratini, equipamentos sofisticados de escuta.
Não se sabe se dirigido ao governo anterior ou ao atual, um emaranhado de espionagem eletrônica é instalado em pleno palácio governamental.
Mas o que é isso? Como este know-how é restrito, só não esclarecerão essa sabotagem se não quiserem. Se não quiserem.
Alguém lá dentro do palácio franqueou o ambiente para a instalação demorada e meticulosa da aparelhagem furungadora da privacidade.
E se não esclarecerem isso fica a sociedade gaúcha à mercê desse poder supra-estatal tremendo e destruidor da ordem e da normalidade, que se imiscui perigosamente na vida dos outros. Isso é um governo paralelo!
Se o ex-governador ou o atual são espionados assim com esta facilidade incrível, imaginem a sorte dos cidadãos! Está todo mundo controlado por esta máfia poderosa.
Isto tem imensa gravidade. É o fim da picada.
O governo perderá a autoridade se não esclarecer a esbórnia.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
Vocês lembram que na ainda na feira do livro lá em novembro, havia um sabiá também lá na Praça da Alfândega, que teimava em cantar mesmo com aquele aglomerado de gente, pois bem passou a feira e ele foi embora junto com ela, pois não mais o ouvi. Agora a crônica do Nilson me fêz lembrá-lo. Por que lugares será que anda, ou será que é o posseiro do jardim do cronista..?
Nilson Souza
09/01/2003
Sócio emplumado
Cantado em prosa e verso por escritores, compositores e músicos de todos os ritmos, o sabiá acaba de ser reconhecido como símbolo nacional - por decreto presidencial, segundo a bela reportagem publicada no caderno Eureka da última segunda-feira e assinada pelo companheiro Humberto Trezzi. Fica-se sabendo, pela leitura do texto, que o simpático pássaro só conquistou a honraria depois de uma disputa com a araratinga - defendida por ornitólogos para o cargo por ter penas coloridas com o verde-amarelo da bandeira. Mas o que valeu mesmo foi a popularidade do seresteiro da madrugada, conhecido em todos os quadrantes do país pela sua barriga alaranjada e por seu assobio melancólico.
A escolha não podia ser mais apropriada. O bichinho tem tudo a ver com a nossa gente. Suspeito, inclusive, de que a Natureza, por algum inexplicável capricho, designou um sabiá para cada habitante deste país.
O meu aparece pontualmente às 6 horas da manhã, instala-se nos galhos mais baixos do ingazeiro em frente à minha casa e solta a voz. Dizem os especialistas que o canto do sabiá é alegre, mas de poucas notas e, por esta razão, torna-se monótono. É realmente repetitivo, mas nem por isso deixa de ser belo. Não conheço mais suave despertador.
Quando saio para a caminhada matinal, o sabiá que me coube neste latifúndio já está no chão, batalhando pela sobrevivência. Percorre o gramado preguiçosamente, atrás de insetos, minhocas e restos de frutas insepultas. Ao contrário dos pardais, que são ansiosos e brigões, é um pássaro confiante, demora-se na caçada, expõe-se sem receio algum mesmo quando passo muito perto dele. Acho que já se sente meio dono do meu jardim. A sociedade me agrada. Por mim, ele pode continuar enchendo o papo com o que encontrar no gramado, desde que cumpra a sua parte no contrato - o solo melodioso que me resgata do sono com doçura, sem o sobressalto de uma campainha mecânica de relógio ou telefone.
Pois agora este singelo ritual, que já se havia transformado em rotina, ganha uma nova conotação. Meu despertar adquire um colorido de nobreza e poesia. Afinal, não é pouca coisa ser acordado a cada manhã por um símbolo nacional.
Preciso me lembrar de, pelo menos, deixar uma metade de laranja no gramado do jardim.
nilson.souza@zerohora.com.br
Um acontecimento tão cheio de significados como a posse do Lula vai fatalmente virar mito. E gerações ainda por nascer ouvirão os relatos daquele dia mágico, quando tudo foi presságio e tudo foi simbólico, inclusive a bursite. Ouvirão que choveu e fez sol ao mesmo tempo, simbolizando a indecisão de Deus, que, como o PMDB, ainda não sabia que atitude tomar diante do novo governo. Ou a última chance que a Natureza dava a Lula para mudar de idéia e desistir de morar em Brasília, onde, como se não bastasse o PFL, o clima é muito estranho.
Ouvirão que um cavalo derrapou na pista e atirou um Dragão da Independência na frente do carro presidencial, simbolizando um futuro possivelmente desastroso das relações do governo do PT com as Forças Armadas. Ouvirão que, entrevistado depois, o cavalo teria negado qualquer conotação política no seu gesto, atribuindo-o à pista molhada, e declarado que a instituição está pronta a ajudar o governo desde que este assegure verba para, pelo menos, a ração. E ouvirão que alguns caças da Esquadrilha da Fumaça, sobrevoando a cerimônia, simularam ataques de tosse, para chamar a atenção para sua velhice e a necessidade de serem substituídos.
Ouvirão que o vice-presidente e o presidente subiram a rampa do Palácio do Planalto sem dificuldade, apesar da idade de um e da barriga do outro, ambas avançadas, mas que o mesmo não pode ser dito do Rolls-Royce, que falhou abjetamente e teve que ser empurrado rampa acima. Simbolizando o vigor e a disposição do novo governo e a falência das elites miméticas, do neocolonialismo cultural e, acima de tudo, dos modelos importados. Ouvirão que a transferência da faixa presidencial também teve momentos de grande conteúdo simbólico. Ao tirar a faixa do próprio peito, Fernando Henrique derrubou os óculos, simbolizando sua relutância em ver no peito de outro o objeto do seu amor. Lula abaixou-se para pegar os óculos, simbolizando uma regressão inconsciente ao servilismo proletário diante da classe acadêmica.
Felizmente, não se levantou quando Fernando Henrique se inclinava para passar a faixa, acertando uma cabeçada no seu queixo e pondo-a nocaute por cima da Dona Ruth, numa cena que, transmitida a todo o mundo, certamente espantaria os investidores. Enquanto Fernando Henrique tentava colocar a faixa em Lula, este tentava recolocar os óculos em Fernando Henrique, que acabou colocando os óculos no bolso depois de colocar a faixa em Lula, embora fosse claro que preferia colocar os óculos no Lula (transmitindo a este, simbolicamente, sua visão neoliberal) e a faixa no bolso. Quanto ao simbolismo da bursite, a inflamação na bolsa que envolve a articulação do ombro direito, este não é muito claro. Talvez signifique favorecimento da esquerda com panos quentes na direita. Ou tenha alguma coisa a ver com a Bovespa.
Posted
6:28 AM
by Cassiano Leonel Drum
Violência
Comoção em São Leopoldo
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Nelson Pafiadache da Rocha (com a cruz), chorou ontem durante o enterro do cunhado Ricardo Dantas, morto durante um assalto na terça-feira.
A polícia continua as buscas ao garoto de 14 anos reconhecido como o autor do assassinato. O mandado de busca e apreensão foi decretado ontem pela Justiça de São Leopoldo (foto Miro de Souza/Agência RBS/ZH)
Quarta-feira, Janeiro 08, 2003
Posted
12:46 PM
by Cassiano Leonel Drum
CBF confirma Parreira como técnico da seleção brasileira
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou oficialmente nesta quarta-feira que Carlos Alberto Parreira é o novo técnico da seleção brasileira.
Além de Parreira, que no ano passado dirigiu o Corinthians, um outro nome apontado como o possível substituto de Luiz Felipe Scolari na seleção brasileira era Oswaldo de Oliveira, treinador do São Paulo.
Campeão mundial pela seleção em 1994, Parreira havia afirmado que não voltaria a dirigir a equipe. O seu maior objetivo era ser coordenador-técnico, cargo que agora será ocupado por Zagallo. Paulo Paixão e Moraci Santana também integrarão a comissão técnica.
"Eu mudei a minha opinião e aceitei esse desafio. É um privilegio para qualquer treinador dirigir a seleção pentacampea mundial", disse Parreira em entrevista coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
Ganhar a Copa do Mundo passa a ser novamente o objetivo de Parreira na seleção brasileira.
"Agora a gente tem que pensar no futuro. Vamos começar a trabalhar para conquistar o hexacampeonato mundial. O objetivo é sempre a Copa do Mundo", disse Parreira.
A volta de Parreira à seleção era cogitada desde 2000, quando o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido após o fracasso nos Jogos Olímpicos de Sydney. Entretanto, Parreira negou a oferta e a seleção foi parar nas mãos de Emerson Leão e, depois, Luiz Felipe Scolari, que ganhou a Copa de 2002.
Parreira também conquistou títulos no ano passado. Dirigindo o Corinthians, ele venceu a Copa do Brasil e o Torneio Rio-São Paulo, além de ter sido vice-campeão do Campeonato Brasileiro.
O primeiro desafio de Carlos Alberto Parreira no comando da seleção brasileira será no dia 12 de fevereiro, quando o país fará um amistoso contra a China, provavelmente em Hong Kong.
Jorge Mattoso tem indicação confirmada e recebe elogios
Brasília - O novo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Mattoso, afirmou ontem que seu maior desafio será inverter a lógica de a instituição deter muitos títulos públicos e conceder pouco crédito. A indicação de Mattoso foi confirmada ontem pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Mattoso, atual secretário de Relações Internacionais da prefeitura de São Paulo, é definido por Palocci como 'uma pessoa de confiança e um formulador no campo da economia no PT'.
A indicação ainda será encaminhada ao Conselho de Administração da CEF. Mattoso adiantou que irá dialogar com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para tentar ampliar a atuação da Caixa em operações de microcrédito. Também deverá auxiliar o desenvolvimento de cooperativas de crédito e reforçar os financiamentos habitacionais. Segundo ele, 84% do déficit de moradias concentra-se em famílias com renda de até três salários mínimos. O governo federal planeja conceder empréstimos subsididados a essas famílias, com base em recursos previstos no Orçamento Geral da União. Assim, a rentabilidade do banco não estará sob risco.
O novo presidente da CEF irá conversar com os ministros e secretários das áreas sociais para definir os programas de crédito do banco que serão ampliados. Convidado para presidir a CEF na segunda-feira, ele esteve na transmissão de cargo no Banco Central e no Ministério do Planejamento.
Até acredito que como Banco exclusivo do Governo tenha que financiar seus títulos, mas convenhamos não é a vocação e a finalidade em si da Caixa. Por que efetivamente não ampliar aquilo que ela sabe fazer que é conceder crédito aos micros e pequenos empresários e ao setor habitacional que é seu forte...? Quem sabe agora ela pegue o tranco e siga a sua vocação!
Palocci confirma Mattoso para presidência de instituição financeira
O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, afirmou ontem que vai aumentar a oferta de crédito pela instituição: - O problema maior da Caixa é que detém muitos títulos públicos e concede pouco crédito.
Inverter essa lógica é, avaliou ele, seu maior desafio. A indicação de Mattoso foi confirmada no início da noite de ontem pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Mattoso é o atual secretário de Relações Internacionais da prefeitura de São Paulo e recebeu o convite, segundo Palocci, na segunda-feira, confirmado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Palocci disse que a indicação para o cargo será encaminhada ao Conselho de Administração da Caixa.
O novo presidente da Caixa disse que pretende dialogar com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem uma diretoria específica para programas sociais com o objetivo de ampliar a atuação da Caixa em operações de microcrédito.
- A Caixa tem condições não só de atuar no microcrédito mas também de ajudar a desenvolver cooperativas de crédito - comentou.
Uma das diretrizes do programa do governo é aumentar a oferta de crédito, sobretudo a pessoas sem acesso a empréstimos bancários. Outra questão que receberá atenção da nova gestão são as linhas de crédito habitacional. Segundo Mattoso, 84% do déficit de moradias concentra-se em famílias com renda de até três salários mínimos.
É uma tarefa ardua a escolha do nome de consenso para ocupar a presidência do BB, até porque dependendo dele o mercado se comportará assim ou assado. Esperamos que como na Caixa, as coisas de resolvam da melhor maneira.
Por diversas vezes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que montar um ministério é muito mais difícil do que ganhar uma eleição.
Quando fez tais declarações, Lula não conhecia ainda a dificuldade na escolha do presidente do Banco do Brasil.
A escolha do nome emperrou por que duas alas fortes do partido e do governo estão disputando o cargo. O ministro da Fazenda, Antônio Palloci, vetou o nome do ex-deputado Paulo Bernardo, e o presidente Lula vetou a indicação do deputado Geraldo Magela.
Um dos nomes que estão sendo cotados é o de Hermínio Tadei, que trabalhou na área internacional da instituição. Também está na disputa o presidente da Brasilcap, Edson Monteiro.
Lula chamou ontem Magela e Bernardo ao Palácio do Planalto. Deu esperanças a Bernardo e descartou de vez Magela. No estilo Tancredo Neves, que dizia aos interessados em ocupar o seu ministério que dessem uma entrevista contando que foram convidados mas rejeitaram, fez o mesmo com Magela.
O antes candidato à presidência do BB deixou o Palácio do Planalto dizendo que Lula não o convidara. Mas que, se fosse convidado, não aceitaria, porque seu plano é aguardar o julgamento da ação em que pede a cassação do mandato do governador Joaquim Roriz (PMDB), por abuso do poder econômico e corrupção eleitoral. Nesse caso, segundo Magela, seria ele o chamado para assumir o governo do Distrito Federal.
Quem não lembra nestes vinte anos dos primeiros TK-82, 83 e TK-85, depois o CP400 e o 500 da Prológica, estes foram os primeiros micros pessoais e foi neles que começaram muitos dos que estão ai na faina diária.
Quem hoje navega na Web nem pensa no medo de naufragar que acometeu certos profissionais responsáveis pela criação da Internet. Mas o fato é que quem fez parte do projeto ainda lembra das poucas horas de sono daqueles dias. Se você desconhece como tudo começou, vale um refresco na memória. Em 1º de janeiro de 1983, a antecessora da Internet, a Arpanet (um sistema desenvolvido pela Agência de Pesquisas Avançadas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos com fins militares) migrou totalmente para o protocolo TCP/IP. O processo foi anunciado em 1981 e o primeiro dia de 1983 era o prazo final para a mudança. Passados 20 anos, o governo dos Estados Unidos cogita agora ressuscitar a Arpanet criando uma espécie de GovNet, versão mais adequada da Internet para esses tempos de ciberterrorismo, que seria usada unicamente pelo governo federal. Tudo pela segurança.
2003 começa com mudanças
O setor de tecnologia começa 2003 em ritmo de mudanças. Nos últimos dias do seu mandato, o ex-presidente FHC aprovou a isenção de impostos para fabricantes de PCs brasileiros e a retirada das empresas de software do sistema SIMPLES. Enquanto a primeira novidade, que contemplará fabricantes de PCs de até R$ 11 mil, é positiva para a indústria, a segunda pode gerar mais prejuízos para as empresas de software. Outras decisões que afetarão o setor de tecnologia partem de Miro Teixeira, escolhido por Lula para a pasta das Comunicações. O novo ministro já decidiu que a verba de R$ 2 bilhões do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) será usada no programa de Internet nas escolas e provimento de acesso via banda larga no ensino público. A liberação das verbas, de acordo com Teixeira, deverá ser agilizada já no início do novo governo.
Foto(s): reprodução/ZH
Site da semana Las Vegas mais uma vez é a capital da tecnologia esta semana. A partir de amanhã, começa a feira das bugigangas eletrônicas, conhecida como CES - Consumer Electronics Show. Para quem adora uma novidade vale conferir os lançamentos no endereço http://www.cesweb.org/.
Acho que depois desta crônica o movimento do Copa, vai mudar muito para melhor, pois quem não quer sentar ao lado destas grandes figuras e se deliciar com um espagueti com vitela?
Paulo Sant'ana
08/01/2003
Comida amarga
Os jornalistas sempre escolhem um restaurante da sua preferência. O Copacabana sempre foi um restaurante freqüentado por jornalistas. O mais famoso de todos os nossos colegas entre os que diariamente iam ao Copacabana foi o Carlos Nobre. O Nobre era dono de uma página inteira, esta mesma página em que escrevo hoje em Zero Hora. Eu e os leitores ficávamos espantados com a capacidade do Carlos Nobre em fazer humor todos os dias, durante anos, lustros sobre lustros, alegrando os leitores com suas tiradas hilárias em cima do cotidiano.
Eu olhava para aquela figura bonachona do Nobre na Redação, ele grudado na sua longa piteira esfumaçante, no tempo em que se podia fumar na Redação, pelo que os textos tinham muito melhor qualidade, já pressentia nele a ansiedade de inspirar-se nas últimas piadas, na pressa de correr para o Copacabana e formar lá a sua roda de bate-papo incessante, em torno do chope ou do Campari.
Essa Redação aqui onde escrevo vê perambular em seu salão por vezes o fantasma do Carlos Nobre. Há redações que não conseguem se livrar dos seus grandes vultos, a do O Cruzeiro do David Nasser, a do O Globo do Nélson Rodrigues, a da Zero Hora do Carlos Nobre, a da Última Hora do Stanislaw Ponte Preta.
Mas e os restaurantes em que pululam os jornalistas? O Copacabana é um deles, como também é o restaurante dos políticos e dos militantes. Interessante, as classes se reúnem nos restaurantes.
Então estávamos anteontem eu e o Cláudio Brito a comer o nosso espagueti com vitela no Copacabana, a mesa ao lado, é lógico, repleta de políticos. O Celso Bernardi comandava a roda de pepebistas que estão arregaçando as mangas no secretariado do Rigotto.
Lá na outra mesa do fundo, o deputado federal José Ivo Sartori se fazia acompanhar de sua mulher, a deputada estadual Maria Helena Sartori. No Copacabana é assim, quando um jornalista está jantando com sua mulher, ela também é jornalista, se for um deputado, a mulher é deputada.
É um restaurante uxoriamente corporativista.
Saiu da mesa do Celso Bernardi o deputado Frederico Antunes e veio nos falar dos preços ótimos dos vinhos argentinos em Libres, existem algumas marcas que custam R$ 16, enquanto são cobradas por R$ 90 em Porto Alegre.
E em toda a parte que se vai informam-nos que virou um paraíso beber vinho na Argentina, nunca os preços foram tão ridiculamente baratos. Nas outras coisas, comida, hotel, roupas, o que dizem os que vêm de Buenos Aires é que os preços estão justamte iguais aos daqui, o que não deixa de ser um refrigério, há dois anos tudo estava mais caro na capital argentina do que em Tóquio. Eu estou justamente tocando neste assunto porque há uma febre por turismo interno neste verão: com a alta do dólar, felizmente agora decrescendo, os brasileiros se apavoram com os preços que estão nos cobrando no estrangeiro.
Também presente no Copacabana, o deputado Valdir Andres, que sucede Dilma Rousseff na secretaria de Minas e Energia, entrou na conversa para dizer que recentemente esteve em Londres, onde um prato de espagueti, sem carne, está custando R$ 100. E em Roma, R$ 80, preços assustadores para as nossas possibilidades.
Na Europa não dá mais para ir. Embora já estejamos a lamentar a alta violenta que tiveram os preços da comida nos restaurantes aqui mesmo em Porto Alegre. Andaram subindo entre 50% e 80%. Só em Florianópolis está mais cara a comida em restaurantes, como no Rio de Janeiro.
Em suma, não está fácil fazer turismo para lugar nenhum. É um pouco mais barato no Brasil, mas acabou o tempo da comida barata, um jornalista desses como eu, que janta sozinho e fora todas as noites, não gasta menos do que R$ 1,5 mil por esta meia pensão mensal.
As melhores férias, assim, são as que fazemos aqui em Porto Alegre no verão, como eu estou fazendo, mas comendo em casa. Só que aí vai ter que haver alguém sempre disposto domesticamente a cozinhar para nós, o que já redunda ou numa encrenca conjugal ou em despesa extra com cozinheira.
E se todos os preços subiram por causa da alta do dólar, porque não são rebaixados agora para nós, depois dessa queda entusiasmante da moeda norte-americana nos últimos dias? Quem nos devolve essa diferença em tudo? A sensação é de que estamos sendo logrados.
E como a melhor e mais nítida lembrança do Fernando Henrique foi o preço baixo da comida - e não a alta desproporcional nos preços da comida nos seus últimos dias de governo - a impressão que se tem, com esta violência que nos assola com o preço atual do que nos põem à mesa, é de que nesse particular o governo Lula vai levar uma grande desvantagem psicológica na relação com o seu antecessor.
Já está dando saudade daquela época de 15 cacetinhos ou vinte maçãs pequenas por apenas R$ 1!
Será que foi mesmo verdade aquele sonho? psantana.colunistas@zerohora.com.br
Mantenho correspondência por e-mail com algumas pessoas que moram fora de Porto Alegre e fora do Brasil. Não há um único e-mail, de ida ou volta, em que não se fale rapidamente do tempo. "Aqui está um calor dos infernos". "Pois aqui choveu o dia inteiro e refrescou".
Uma conversa mundana que eu achava típica de pessoas mundanas como eu, mas quando li o livro que traz as cartas que Clarice Lispector trocava com alguns de seus amigos, reparei que 90% delas também continham observações meteorológicas. Por mais filosófico ou intelectual que fosse o teor da carta, sempre havia um momento para falar do sol ou do nublado lá fora.
Fico pensando o que significa isso. Que me importa se em Paris está chovendo ou se no Rio faz 42 graus à sombra, já que não estou de passagem marcada para lá? O que importa para meus amigos forasteiros se em Porto Alegre choveu muito em 2002? Todos os dias chove ou faz sol, está frio ou quente, úmido ou seco, e a cada manhã isso nos parece um fenômeno sobrenatural e espantoso.
Creio que compartilhar as condições climáticas do lugar em que se está é um recurso de aproximação. É uma maneira de nos situar geograficamente, de preparar um cenário "visível" para quem não está nos enxergando. Lá no hemisfério norte a pessoa está encarangada, congelada, e no entanto pode nos imaginar bronzeada e suando, vestindo uma leve blusinha de alças. E talvez seja também uma maneira de justificar nosso humor: temos nossas próprias variações de temperatura, somos pessoas nubladas ou ensolaradas, gélidas ou quentes. A meteorologia nos influencia tanto quanto a posição dos astros, e se não estamos muito pra conversa, vai ver é porque tem uma ventania lá fora que está perturbando por dentro também.
Não sei se você está lendo este texto na beira da praia ou embrulhado num cobertor. Não sei onde você está. Não sei se há um temporal se armando ou se está um daqueles dias cinzas que provocam melancolia na gente. Se eu soubesse, talvez soubesse um pouco de você. É um mistério que a natureza não explica: nossa necessidade de localizar o outro climaticamente. Relutamos em perguntar: você está deprimido hoje? Chorando muito? Com vontade de cometer uma loucura? Com saudades de alguém? Em vez disso, é tão mais fácil: como é que está o tempo aí?
Aqui, agora, chove, mas acho que vai abrir.
martha.medeiros@zerohora.com.br
Caravana do rali Paris-Dacar atravessou ontem as areias do deserto
da Tunísia (foto) e agora enfrenta o risco das minas terrestres na Líbia (foto AP/ZH)
"Trazendo luar nos cabelos. Constelações na memória. Orvalho no olhar"
Faz tanto tempo, quase cem anos, quase um século. São 90 anos bem-vividos e bem-cantados e decantados, com muita alegria e poesia, anos, meses, dias, noites de lua, dias de sol. Noventa anos de vida vivida completa. Helena Kolody, beleza no ser, beleza no viver, beleza no fazer. Nela, poeta, a fonte não secou, o sol não se apagou, nem lhe fugiu a poesia: "...Melodiosa filigrana, que uma bailarina tece em gestos delicados..."
Noventa anos: "Tudo o tempo leva. A própria vida não dura. Com sabedoria, colhe a alegria de agora para a saudade futura".
Noventa anos de Helena Kolody ¿ a vida vai durando com alegria poesia, beleza. Ela sempre diz: "Meu instrumento de arte e de trabalho sempre foi a palavra. Aprendi a conhecer o poder extraordinário que a palavra tem e adquiri consciência da responsabilidade que a palavra gera. Ela tem um valor presente e um valor futuro incalculável... Que a palavra esclareça, encoraje, console, encaminhe. Seja uma luz no mundo, um instrumento de paz e fraternidade".
E Helena Kolody escolhe em suas poesias aquele que acha ser um retrato de sua vida: "Essa poesia descreve a minha vida. É que abre um flash de realidade, é minha infância transfigurada pela saudade". Valêncio Xavier
Cineasta e escritor, autor de Mez da Grippe e Outros Livros.
(Qualquer semelhança com seres humanos que você conheça, pode não ser coincidência). Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás.
Eram elas, um cavalinho e uma borboleta. Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo. A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem. Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue à natureza.
Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada. A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso. Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso. Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso.
Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil. Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu,bb preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto. E vieram outras manhãs e mais outras e milhares de outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta. Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela. Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou. Cansado se deitou embaixo de uma árvore.
Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali. -Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu. -Ah, é você então o famoso cavalinho? -Famoso, eu? -É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta que você está procurando? -É uma borboleta colorida, alegre, que sob revoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos. -Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu e já faz muito tempo. - Morreu? Como foi isso? -Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém.Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você. Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento. - Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste e sucumbiu e morreu. -E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias? -Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte:
Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele vir até aqui." Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas. Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal muitas vezes, foi você mesmo que o colocou no seu dorso.
Jane Marion,SP
Pelo menos é gaucho e veja que diferença, antes haviam que mudar os estatutos da Caixa para poder colocar o Presidente indicado, pois que ele não tinha curso superior. Agora, este além de ser professor da UNICAMP ainda tem mestrado na SOURBONE, que chique...
O economista Jorge Mattoso, secretário de Relações Internacionais da prefeitura de São Paulo, deve ser anunciado hoje como o novo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF). Mattoso, gaúcho natural de Porto Alegre, confirmou que recebeu o convite e o aceitou.
Outras duas estatais também tiveram seus presidentes confirmados. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será ocupada pelo ex-reitor da Universidade Federal do Rio. O porta-voz da Presidência da República, André Singer, por sua vez, anunciou que o deputado federal eleito Jorge Miguel Samek (PT-PR) será o presidente da Itaipu Binacional.
Mattoso afirmou que vai se reunir hoje com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para conhecer o trabalho da equipe de transição sobre a Caixa e amadurecer idéias sobre a gestão da instituição. Segundo o economista, a função social da CEF foi "menosprezada" nos últimos anos.
- O maior desafio será compatibilizar a eficiência econômica necessária ao funcionamento de uma instituição financeira com a revalorização da dimensão social do banco.
À frente da secretaria de Relações Internacionais, Mattoso foi o intermediário da prefeitura de São Paulo em diversos contatos com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento para obtenção de financiamentos.
- Ele integra o grupo tradicional de economistas do PT, ao lado do (senador Aloízio) Mercadante e Guido Mantega (ministro do Planejamento) - diz o secretário de Comunicação Social da prefeitura paulista, José Américo Dias.
Diferentemente de João Vaccari, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo que teve sua indicação à presidência da Caixa vetada supostamente por não ter concluído o curso superior, Mattoso é professor doutor da Universidade de Campinas (Unicamp) e tem mestrado pela Universidade de Sorbonne.
A prefeita Marta Suplicy empenhou-se pessoalmente na indicação de Mattoso para a CEF. Oficialmente, Marta nega o lobby, mas integrantes do PT confirmam o empenho da prefeita na nomeação.
Saiba mais Quem são:
Jorge Mattoso, futuro presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), tem 53 anos e é gaúcho de Porto Alegre. Atualmente é secretário de Relações Internacionais da prefeitura de São Paulo. O economista tem ligações antigas com o PT. Participou da assessoria econômica das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, 1994 e 1998.
O economista Carlos Lessa, que foi confirmado à frente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, é ex-reitor da Universidade Federal do Rio. Lessa indicou que o BNDES é um banco de desenvolvimento e a prioridade deve ser o projeto nacional.
Jorge Miguel Samek (PT-PR), deputado federal eleito, vai presidir a Itaipu Binacional. Natural de Foz do Iguaçu, lembrou que a propriedade de seu pai foi uma das primeiras a serem desapropriadas para a construção da hidrelétrica. Engenheiro agrônomo, Samek é especializado em planejamento urbano.
Boa terça-feira a vocês, vou daqui há pouqinho para minha aulinha de inglês com a dona Luciana. Aliás desde o ano passado que não a vejo, porque a noite e ontem a noite já tive aula, é outro professor. Em tempo, fico com a penhina da Britney abaixo, veja só, ela ainda fica nervosa com o assédio dos fãs mais vélhos...
Fico um pouco nervosa com relação aos fãs homens mais velhos
BRITNEY SPEARS, cantora americana, a respeito do assédio masculino.
A primeira Playboy do ano traz na capa a moreninha das fotos aí, a ex-Big Brother Brasil Thaís Ventura, 19 anos, que encantou o público masculino com a sua participação no reality show global e agora está fazendo um curso de formação de atores.
A produção do ensaio carregou no apelo adolescente de Thaís, que fotografou de aparelho sua marca registrada ¿ num clima cor-de-rosa, com direito a 16 bichos de pelúcia. No último dia da sessão, Thaís elegeu o seu urso preferido, que apelidou de Magrelo ¿ os dois aparecem juntos em algumas fotos da revista. Quanto aos seus atributos que mais chamarão a atenção nas fotos, a menina diz que gosta de seu olhar mas acaba entregando que suas pernas farão sucesso entre os leitores da Playboy:
Gosto das minhas pernas porque jogo futebol, então é a parte que eu trabalho mais. E gosto da minha barriga também... Ah, e o peito é de fábrica! Papai e mamãe que fizeram!
Acompanhando o ensaio, trechos de Ne me Quites pas, música que Thaís costumava cantar durante o BBB e que foi traduzida livremente por ela na revista (que medo!). O site da revista ¿ www.playboy.com.br disponibiliza em áudio um trecho da canção francesa na voz da morena jambo.
Felizes os que ainda estão sob a égide dos pais, pois não tem que se preocuparem com estes números e estatísticas. Com estes berros de alguns cronistas e até de acharem chato isso que recoloco praticamente todos os dias. Poderia usar estes espaços com outros assuntos, falando de bandas, colocando algumas fotos de mulheres ou de homens para alegria de nossos olhos.
Mas a questão é que isso está aí presente e afetando os humores de nossos pais, tios, avós. E muitas das nossas reinvindicações dependem desse bom humor deles, então é preciso estarmos atentos a estas coisas também, lamentavelmente.
Paulo Sant'ana
07/01/2003
Socorro, PFL!
Olhem que eu procuro ser isento. Ainda ontem, dei a maior força à ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.
Mas ontem mesmo a ministra viria a me decepcionar profundamente, afirmando que vai manter o aumento de 30% nas contas de energia elétrica em 2003.
Este cálculo de 30% de aumento foi levantado quando o dólar estava em torno de R$ 3,60.
Mas agora o dólar baixou para R$ 3,33 e a ministra desconhece essa queda enorme no preço dos insumos e acredita que os cálculos antes feitos devam ser mantidos?
Triste decepção com uma ministra em quem eu acreditava tanto!
O povo brasileiro não vai poder suportar em 2003, nem sob o governo do PT nem sob qualquer governo, reajustes de 30% na energia alétrica e de 60% a 70%, ou mais ainda, nos combustíveis.
Isto é um desvario e um desmando governamentais.
Não bastasse essa cessão primeira da ministra das Minas e Energia aos fornecedores, a outra notícia que deixou a todos os trabalhadores e à nação estupefatos foi a declaração do ministro do Trabalho.
Ele declarou com todas as letras, anteontem, que tinha de acabar a multa de 40% imposta no Fundo de Garantia aos empregadores que demitem os empregados sem justa causa.
O ministro justificou a sua pretensão de acabar com a multa pela fraude que ela está ensejando: simulam-se demissões, os trabalhadores recebem o saldo do seu FGTS e devolvem a multa de 40% ao empregador.
Ora, isso não é uma fraude, isso é um acordo, isso é um artifício. E assim mesmo é um acerto feito entre uma minoria de trabalhadores e seus patrões.
Querer acabar com a multa de 40% sobre as demissões sem justa causa por ela estar ensejando "as fraudes" é a mesma coisa que o marido tirar o sofá da sala onde foi traído.
Dizem-me aqui apressadamente que o ministro tentou contornar o que declarara anteontem, concedendo ontem uma entrevista tristemente tergiversante e confusa, de novo infeliz.
Tão infeliz que, ontem pela manhã, os empresários ouvidos sobre as declarações do ministro se mostravam perplexos, afirmando que não sabiam aonde ele queria chegar.
Se até os empresários se mostravam indiferentes à multa de 40%, sua extinção não faz parte de suas reivindicações, como é que o ministro pensa ou pensava assim em retirar da classe trabalhadora uma conquista tão importante e definitiva, altamente inibitória às demissões?
Na verdade, o ministro declarou claramente isso. E só voltou atrás ontem à tarde para manter-se no cargo, o absurdo da sua colocação foi tão grande que com ela já não havia mais clima para que permanecesse no ministério.
Mas serviu para se saber o que o ministro pensa. E o governo pensa o mesmo?
Este tarifaço de 30% na energia elétrica é injusto, é desproporcional. é acintoso num instante de entusiástica queda do dólar. Para o orçamento dos assalariados e dos humildes é selvagem.
E será imposto pelo governo do PT? Sob a alegação de que é atado a contratos pré-estabelecidos? Mas não foi a própria ministra da Energia que assumiu voltada para a proteção dos consumidores?
Só esta agora é que nos faltava: o PT excedendo-se em seu direitismo, querendo acabar com a multa sobre um Fundo de Garantia que rende 3% ao ano de juros aos trabalhadores. 3% ao ano, que afronta!
Socorro, PFL! Está em marcha uma ditadura de direita, eleita, pelo voto, no Brasil!
psantana.colunistas@zerohora.com.br
Para nós basileiros o imporante é que os programas saim dos discursos e do papel, independentemente de quem fêz de maneira análoga há um tempo. Na verdade, todos sabemos, muitos programas que são implantados ou ditos que serão, já foram testados de alguma forma num passado não muito distante, então continua válida aquela premissa de Lawoiser, se não estou errado: De que hoje em dia nada se cria... Tudo se copia. E o que importa mesmo, é que seja feito, posto na prática. os resultados com certeza virão.
De um governo de esquerda, os mais radicais (e os mais paranóicos) esperariam que citasse como inspirador Fidel Castro, ou Stalin, ou Lenin, ou, no mínimo, Marx. Nada disso. Quem deu a idéia para o Fome Zero, dizem os pronunciamentos governamentais, foi ninguém menos que Franklin Roosevelt, o presidente americano que criou o New Deal. E existem, mesmo, algumas analogias entre o Brasil de hoje e os Estados Unidos de 1933. A crise de 1929 chegava então ao auge naquele país. Milhões estavam desempregados e pedindo esmola (Buddy, can you spare a dime?), 5 mil bancos tinham quebrado, sepultando as economias de uma boa parte da população. Exatamente no dia da posse, a Bolsa de Valores de Nova York anunciava que estava fechando (para alguns nunca deveria ter reaberto).
O que fez Roosevelt? Ele ousou. Ousou desafiar o dragão da inflação com maciços investimentos governamentais. Mas estes investimentos foram dirigidos para um setor até então subdesenvolvido nos Estados Unidos, o da geração de energia elétrica. Imensas usinas foram construídas, dando trabalho para muita gente. Em relação à agricultura, de início o governo pagava aos agricultores para não produzir - já era o começo da política de subsídios que vem até hoje. Disse então o escritor William Faulkner que agricultura não se fazia mais no campo, fazia-se nos gabinetes de Washington pedindo dinheiro. Mas depois Roosevelt resolveu auxiliar também os bóias-frias americanos, aqueles indigentes que outro escritor, John Steinbeck, retratou em As Vinhas da Ira. Mais dinheiro público - e mais inflação? Não. Como hoje, nos Estados Unidos, a inflação estava controlada. Poderia, sim, ter escapado ao controle. Mas surgiu o nazismo, o conflito mundial e a economia de guerra fez o resto (economia de guerra da qual Bush parece estar atrás).
O governo Lula começa pela agricultura. Ela é quem deve gerar as frentes de trabalho que, no Brasil do passado, eram providas pela construção das estradas. É mais comida, mais emprego, mais gente na terra. Dará certo? Ainda não se sabe, e daí o ponto de interrogação no título. Mas certamente vale a pena tentar.
scliar@zerohora.com.br
Olha ai uma dica para os obsessivos fumantes e para os demais que fumam passivamente ambém. Além é claro de uma boa leitura para os dias de férias de muitos amigos e visitantes deste Blog.
Um romance para nossas neuroses Tem esse tema das resoluções de Ano-Novo, como parar de fumar. Não é pra me gabar, mas daqui uns dias fecho dois anos sem botar um crivo na boca. (Sim, ainda tenho saudade, mas é uma coisa abstrata, assim de longe e na boa. O problema mesmo está nas duas primeiras semanas, quando, como disse uma amiga ex-fumante, dá vontade de tirar as calças pela cabeça. Mas em seguida passa, garanto.)
Longe de mim querer sugerir isso ao eventual leitor. O que me anima é indicar a leitura, ou a releitura, de um romance magnífico, ainda que meio difícil pela extensão e pela relativa lentidão: A Consciência de Zeno, de Ítalo Svevo (1861-1928), publicado em 1923. (Do mesmo autor, está na praça uma ótima coletânea de contos, Argo e seu Dono, da editora Berlendis & Vertecchia.) A história de Zeno, que eu releio nestes dias de começo de ano, inicia com um de seus tormentos obsessivos, justamente parar de fumar.
Narrado em primeira pessoa, com um impressionante ânimo pelo exame minucioso das ações e reações do protagonista, é um romance de altíssimo interesse para qualquer adulto que já tenha passado por algumas experiências radicais - paixão, amor, separação -, com o detalhe de que a história de Zeno vem precedida de um estranho prefácio, assinado pelo psiquiatra que tratava dele e de quem ele fugiu, sem dar explicações. A partir daí, ficamos sabendo que todo o texto é uma intensa narrativa destinada originalmente ao próprio psiquiatra, que a publica, segundo diz, para vingar-se do paciente fujão.
Só aí já temos uma equação de valor, para nossas neuroses de estimação. E o que se segue aprofunda cada vez mais o interesse, com Zeno recordando sua tensa relação com o pai (rico, que lhe deixa grosso cabedal e uma ordem para não trabalhar), seu casamento com Augusta (acontecido depois de o cretino haver tentado atrair duas de suas irmãs), seu caso com a pobre Carla. Tudo visto pela lente auto-irônica de Zeno, impiedoso com todo mundo mas complacente consigo, um tipo meio por vezes depressivo mas simpaticíssimo que, guardadas certas fronteiras, é parente de um velho conhecido do leitor brasileiro, um outro cretino bem educado e agradável, igualmente herdeiro de riqueza larga que nunca trabalhou em vida, trazido ao mundo pela mão de Machado de Assis em 1881, aquele Brás Cubas que conta sua vida de além-túmulo.
fischer@zerohora.com.br
Ah o meu nobre cronista Liberato sempre com suas lembranças, mas a gente tem que lembrar que um dia nós também chegaremos lá e o que ficará, senão as lembranças deste tempo em que muitas vêzes, queremos antecipar..?
É novembro de uma ida manhã, e parece que choveu. De outro modo por que estas quatro lindíssimas garotas usariam lã num final de primavera? Os trajes realçam sua beleza, são inspiradoramente femininos, não era nascida, na época desta foto, a antimoda dos jeans. Deve ser quase meio-dia: as aulas recém terminaram, elas se detiveram um momento ante a lente de uma Rolleyflex num cenário que ainda resiste nesta cidade mutante: o jardim da faculdade, ornado de árvores centenárias. Temo que não sobreviva é este Simca Chambord amarelo, luzente em suas linhas arrojadas, que às vezes surpreendo transitando por minha memória.
Partiu também uma das quatro. É a que está à direita, a que eu chamava de Sol, por seu jeito doce de sorrir, o mesmo que revejo agora, suavemente atemporal. A seu lado está Z., a que nunca mais encontrei, embora saiba que é feliz, como era desde sempre sua vocação.
A terceira é I., a dona do carro: fez bonita carreira, segundo correspondia a seus méritos, e descobriu a fórmula de manter-se imune ao tempo, a exemplo de certas obras de arte. A da esquerda é B., a que subiu mais alto, a que já presidiu uma corte federal, suponho que confundindo as Excelências com um modo sedutor, sapeca de existir em estado de graça.
Foi B. quem me deu esta foto no último jantar da nossa turma do Direito. É esse um excelente costume que, por enquanto poucos, temos cultivado a capricho. Não julguem que são reuniões voltadas à nostalgia. É claro que convocamos lembranças, mas no fundo somos o que éramos: navegadores do presente do indicativo.
Tem noites em que examino minha luzida circunstância, aqui desembargadores, ali auditores, adiante advogados de fama. É quando me bate a noção de que talvez seja um intruso. Não colecionei títulos, posições, fortuna.
A mim coube este ofício de cronista, trivial mister que no entanto me contenta. Pois sou quem sabe o único a provocar torrentes de pensares à simples contemplação de uma foto.
liberato.vieira@zerohora.com.br
Os Três Reis Magos desfilaram pelas ruas da cidade durante a cerimônia que encerrou o Natal Luz. Desmanchar osenfeites natalinos no dia 6 de janeiro, data da chegada dos Reis para visitar Jesus, é uma tradição secular (foto Adriana Franciosi/ZH)
Bom meu povo esta semana começa definitivamente o ano de 2.003. Na sexta-feira nós iremos ter a estréia do novo filme do James Bond, conforme já postado aqui neste Blog abaixo. Definem-se os nomes para as Presidências dos dois maiores bancos brasileiros: Banco do Brasil e Caixa e ocorre a primeira visita do ministério do Goveno aquela zona pobre para que sintam na pele como que é estar no outro lado. Acredito que começaremos bem, vamos ter esperanças...
A expectativa do início desta semana gira entre as nomeações dos presidentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal e a cerimônia de posse, amanhã, de Henrique Meirelles no comando do Banco Central. Até o momento, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e sua equipe têm sido responsáveis pela calmaria no mercado financeiro, que parece ter dado um voto de confiança ao governo Lula.
Foi o próprio Palocci que, na sexta-feira passada, sugeriu calma ao mercado, afirmando que não há datas para anunciar os novos presidentes e diretores dos banco federais. Segundo ele, o importante é que a escolha se paute pela qualificação técnica e a experiência administrativa, em detrimento de posições políticas-partidárias:
- O presidente fará as suas escolhas. Alguns nomes citados são, de fato, possíveis, e não têm qualquer contencioso político ou limitação profissional.
Para a presidência do BB, o maior banco comercial do país, são candidatos Antônio Nogueirol, ex-diretor da Previ e atual diretor da Telemar, e Jorge Matoso, assessor na prefeitura de São Paulo. A indicação para a Caixa é igualmente importante, pois a instituição lidera o segmento de crédito habitacional e administra o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Além desses assuntos, Palocci vai concentrar a ação para garantir a credibilidade do mercado em relação à política econômica para reduzir a pressão cambial e, assim, conter o crescimento da inflação.
Preocupação do novo governo é definir política econômica
Segundo o ministro da Fazenda, o importante agora é trabalhar o detalhamento da política econômica e construir um ambiente de credibilidade do novo governo.
Ele também descartou possibilidade de intervenção em preços por considerar que uma medida como esta não dá resultados. O caso dos preços dos medicamentos, que não serão reajustados por três meses, lembrou o ministro, foi resultado de um acordo entre o governo e os fabricantes.
Eu sou rebelde porque o mundo quis assim..." Você não vai lembrar dessa música, e, se lembrar, vai ser esperto e mentir que não lembra. É o choramingo de alguém que acha que foi injustiçado na sua tenra infância, e que agora o mal está feito. Tá assim, ó, de gente que credita seu insucesso ao passado: "Meu pai não me amou, minhas roupas eram todas de segunda mão, meus professores faziam piada com o meu nariz e o primeiro garoto por quem me apaixonei disse que preferiria namorar uma drag queen paraguaia a ter que me encarar". Putz, é de frustrar qualquer esperança no futuro.
Todo mundo tem uma história triste pra contar. Todos, não escapa um. E é muito natural a gente justificar as besteiras que faz culpando o episódio a, b ou c da nossa biografia. Você simplesmente é assim desse jeito (fútil, ou agressivo, ou inseguro) por causa do que fizeram com você.
Pois outro dia um amigo virtual me escreveu um e-mail muito interessante.
Ele, que é humano como nós, teve lá seus percalços durante sua criação, e teria todos os motivos pra enfiar a cabeça dentro de um forno e declarar-se inapto para a felicidade. Mas descartou essa atitude covarde. Diz ele: "Não importa o que fizeram com você, importa o que você vai fazer com o que fizeram de você".
Adorei. É isso aí. Dane-se que não lhe deram carinho, que não se interessaram pelas suas dores. Uma banana para os que lhe fecharam a porta, para todas as respostas negativas que você ouviu. A melhor vingança é não se deixar abater, é transformar este pote até aqui de mágoa em combustível para seguir viagem sozinho. Até mesmo os que estão no topo do ranking dos bem-sucedidos já levaram seus trancos no passado. E no entanto estão lá em cima da pirâmide, abanando para os vampiros e canibais que deixaram pra trás.
Sem desculpa. Você sofreu, todo mundo sofreu, e vem mais provação por aí, que a vida é isso, paz e chumbo grosso, alternadamente. O que foi, afinal, que fizeram com você? Se ainda não chorou toda esta dor, chore agora, chore até o fim da vida, mas não deixe que isso lhe paralise. O que importa é o que você fez e faz consigo mesmo.
martha.medeiros@zerohora.com.br
Amigo, aí distante onde te encontras, saibas que entrou o ano idêntico a todos os outros.
O ano sempre entra com calor e desesperança, a gente solta foguetes e até brinda com champanha para espantar os maus augúrios.
O único consolo para o terror da inflação, do desemprego e da alta crucial dos combustíveis é que foi empossado o Lula, debaixo de grande esperança geral, não só dos famintos, mas muito principalmente dos assalariados, dos aposentados e dos desempregados.
Um governo, amigo, é julgado pelo que ele faz e não pelo que ele diz, daí que todos desconsideraram o péssimo discurso de posse do Lula, que foi capaz de desanimar o próprio Lula enquanto o lia.
Para mim, a grande vedeta do nvo governo é a nossa Dilma Rousseff: assumiu preocupada centralmente na perversidade dos preços que se cobram do povo pela conta da energia elétrica e nos postos de combustíveis, pela gasolina e o diesel. E o novo vilão da inflação: o gás de cozinha.
É a primeira vez que um ministro das Minas e Energia dá atenção ao que o povo paga pelas tarifas, prometendo que fará tudo para que cesse esse escalpelamento;
E já mostrando que não veio para brincadeira ganhou uma queda de braço com a Petrobras, que não ditará mais os reajustes nos combustíveis, a ministra é o que o fará.
Gostei. Porque não existe nada mais político e mais social que os preços dos combustíveis, não pode ser administrado pelo presidente de uma empresa. E a Petrobras só quer saber de lucros, desprezando o caráter eminentemente social que ela encarna: até agora não repassou um tostão para o povo brasileiro das vantagens oriundas dela já estar produzindo 80% do petróleo que consumimos. Ela aumenta a produção e continua aumentando a nível insuportável o preço da gasolina. Confiamos que a nossa ministra Dilma ponha um freio a esse esquartejamento da bolsa popular e à espiral de reajustes nos fretes, que está nos levando para uma outra inflação inercial.
No mais, o dólar dá sinais de estafa na sua alta, embora não haja sintomas de que nos devolvam tudo que aumentou em face do reajuste cambial, o que não passa de uma vigarice econômica. No aguardo da trégua do carnaval, subscrevo-me atenciosamente.
A outra grande prioridade do governo Lula: o Fome Zero. Eu acho simplesmente sublime que todo o brasileiro coma três refeições diárias, como anuncia o Lula.
Mas como será o cadastro dos beneficiados? Fome é um negócio que não tem fim, durante toda a sua vida os famintos terão de comer três refeições diárias. A fome é um saco sem fundo.
Como catalogar e registrar os que receberão comida do governo? Será justa a classificação dos famintos? Quem vai receber comida realmente passa fome?
Não vão ser beneficiados do programa pessoas que não necessitam de comida, já a conseguem por sua atual condição? Não haverá usurpadores do benefício?
O governo terá organismos e pessoal capacitados a fazer esta distinção? E quem receber a comida do governo porque está desempregado, logo que arranjar trabalho perderá o direito ao benefício? Ou continuará a se beneficiar como se desempregado ainda fosse? Será possível este controle?
Mas enquanto eu escrevo aqui uma missão do governo Lula já está em Guaribas, no agreste piauiense, talvez o município mais pobre do Brasil, dando início à reforma das casas de seus habitantes e distribuindo cupons de R$ 50 mensais que dão direito à compra de comida.
Ou seja, algo já está começando a ser feito. E que seja bem e largamente feito. psantana.colunistas@zerohora.com.br
Além da esperança vencer o medo, a emoção venceu a prudência e a bagunça venceu o protocolo na posse do Lula. Bendita bagunça. Foi inaugurado o que promete ser o mais informal dos governos da República, mas o descaso com o protocolo promete outras coisas além de cenas simpáticas e seguranças aflitos.
O protocolo oficial existe não apenas para garantir a tal "liturgia do cargo" mas para que todos saibam onde ficar e o que fazer e as cerimônias não virem vale-tudo, mas "protocolo" também pode ser sinônimo de convenções arcaicas e costumes inexplicavelmente imexíveis. A primeira "quebra" do protocolo foi a própria eleição do Lula, uma possibilidade que a nossa etiqueta política não permitia, ou sequer concebia.
Assim como não ficava bem alguém como o Lula tomando um vinho caro, não ficava bem alguém como o Lula, que nem doutor é, na presidência. Antes de vencer o medo, a esperança teve que vencer dezessete preconceitos. Estabelecidos os precedentes, na eleição e na posse, está aberto o caminho para outras quebras de protocolo. Para a bagunça que interessa.
Faz parte do nosso protocolo não escrito que os discursos inaugurais exagerem na retórica das boas intenções. Não canso de contar que uma vez vi o Millôr Fernandes esperar que diminuíssem os aplausos entusiasmados que se seguiram à sua leitura de uma magnífica defesa da democracia e dos direitos humanos para informar que acabara de ler o discurso de posse, na presidência, do general Medici. Mesmo nos discursos inaugurais em que faltava sinceridade, sobrava estilo e brilho, e não há caso de um que não tenha dito - da forma esperada, protocolar - que combateria a miséria e promoveria a justiça social.
O discurso de Lula bagunçou esta tradição. Disse simplesmente, sem literatura, que não pode haver fome no Brasil. Que não está certo, que não dá, que tem que acabar. A fome é o chão, o básico que nenhuma retórica desconversa e nenhum brilho ofusca.
Falar em terminar com a fome assim sem estilo, num discurso inaugural, é pieguice, é ingenuidade, é simplificação grosseira - enfim, não fica bem. Uma das tantas perversões que a elite brasileira institucionalizou para se proteger é esse controle das regras, do que pode e não pode, do que fica ou não fica bem. Se for fiel à sua própria anti-retórica, Lula terá quebrado um dos protocolos mais antigos do estado brasileiro - o que regulamenta o descumprimento das promessas de campanha, desde que feito com bom gosto.
Bom essa semana próxima, retomo meu intensivo de Inglês até fim de janeiro, espero poder postar por aqui de quando em vez e dar notícias sempre, bem como receber os comentários de vocês. Que tenhamos todos uma boa semana e um bom fim de janeiro.
Fim de um, começo de outro, passado e presente sem contornos, a certeza, mais uma vez, de que o tempo não existe. Só existe o passar do tempo. O que nos falta, entre o ano que termina e o que começa, é um limite de precisão que não o do relógio. Não há tique-taque que meça isso a não ser o, amedrontado, do coração. Necessitamos saber - e não podemos - se já chegamos ou ainda estamos. Queremos pelo menos uma terra-de-ninguém, que nos dê tempo de respirar, enquanto abandonamos um ano e assumimos outro.
Será por isso que procuramos fazer tanto barulho quando o ano acaba? Mas não adianta tocar uma corneta, bater um bumbo, emitir um grito; as ondas se espalham, ainda!, igualmente, num ano e noutro, em círculos perfeitos que
estão, ao mesmo tempo, no fundo de 2.002, no primeiro degrau de 2003.
Círculos perfeitamente concêntricos de nada. O momento é totalmente vago, fugidio, não tem realidade. Estamos na angústia do que perdemos definitivamente - mais 365 dias que mergulham para sempre no buraco negro do ido - e no fulgor do primeiro minuto que virá, novo, polido, toda uma outra coisa, como nunca foi. É', ainda não chegou, e talvez jamais chegue.
Pois no meio, pavorosamente silenciosa, aquela fímbria, o instante e espaço fim/início. O intervalo invisível, inaudível, Tordesilhas de nossas vidas, linha nem sequer imaginária.
Um gesto de carinho, um copo erguido, um beijo. E o abraço do afeto, o cálice da saudação e os lábios da intimidade estarão de um lado e do outro, num tempo e noutro tempo, no aqui e agora, e no semper et ubique. Mas é isso aí. Feliz Ano Lula.
Millor
Charge do Amarildo publicada na Gazeta do Espirito Santo,ES.
Esta foi publicada pelo Aroeira homenageando o nosso Ministro da Cultura no Jornal O Dia do Rio de Janeiro.
Esta foi publicada pelo Melado no Jornal Diário da tarde de Belo Horizonte,MG
Esta cima foi publicada pelo Fausto no Jornal Diário de São Paulo de São Paulo.
Este trabalho é do Ique e foi publicado no Jornal do Brasil do Rio de Janeiro
Esta cima é do Ronaldo publicada no Jornal do Commercio de Recife,PE.
Trabalho do Sinfronio publicada no Jornal Diário do Nordeste.
Grande Sinovaldo dizendo no seu trabalho que o Governador Olivio Dutra hoje Ministro das cidades, se mudou de mala e cuia para Brasília e deixou para o seu sucessor, o cofre do Estado vazio. Publicada como sempre no Jornal NH do Vale dos Calçados.
E o Tacho como sempre publicando seu trabalho também no Jornal NH, relata as tres refeições a que o Presidente se refere. Café, Almoço e Jantar. Presidente, mas tem muita gente querendo fazer regime alimentar e ai como fica?
O ex-governador Olivio Dutra, recém-empossado como titular do novo Ministério das Cidades, revelou alguns de seus objetivos neste sábado. Ele pretende priorizar e destinar a maior parte dos recursos para o financiamento para construção de casas populares, em vez investir mais pesadamente na compra de imóveis para as classes média e alta, como acontece atualmente.
"Hoje há uma inversão: o maior déficit habitacional está entre as famílias de até cinco salários mínimos, mas o maior volume de investimentos com dinheiro público vai para famílias acima dessa renda", declarou ele, ao jornal Folha de S. Paulo.
Dutra planeja transferir para o mercado, para bancos privados, os financiamentos para as classes média e alta, hoje feito pela Caixa Econômica Federal. Segundo ele, será possível elevar para 6 bilhões de reais o total a ser gasto com habitações populares e saneamento básico ao longo dos quatro anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que elevaria a média anual para 1,5 bilhão, contra os 700 milhões previstos no Orçamento 2003.
Sobre a proporção entre compra e construção, Dutra diz que será preciso inverter o quadro atual. Segundo ele, cerca de 70% do dinheiro disponibilizado por financiamentos vão para a compra de imóveis usados e 30% vão para a construção de novos. Se esta proporção fosse invertida, a classe mais baixa seria beneficiada pela geração de empregos no setor da construção.
Outro projeto do novo ministro é a criação de um Conselho Nacional das Cidades que reuna representantes do governo e da sociedade civil para a discussão dos problemas de moradia pelo Brasil. Além disso, ele pretende convocar as universidades a oferecer ajuda às famílias de renda mais baixa durante a construção de suas moradias.
Em 2002, o agente inglês 007 completou quarenta anos de sucesso no cinema. Foram dezenove títulos que acumularam um faturamento de 3 bilhões de dólares. Mas não foi o bastante: a vigésima produção está a caminho. Um Novo Dia para Morrer estréia nos cinemas nesta sexta-feira, dia 10, e traz mais aventuras do agente secreto, interpretado por Pierce Brosnan. Desta vez, ele está à procura de um traidor que pode deflagrar uma guerra mundial.
Já de volta da praia onde postei isso que está abaixo, e conforme prometido estou postando aqui os comentários da Revista Veja sobre o Filme Um novo Dia para Morrer
Tudo em cima
Depois de quatro décadas em ação e vinte filmes, James Bond volta à melhor forma em 007 ¿ Um Novo Dia para Morrer Isabela Boscov
Quando a escultural Halle Berry emerge das ondas, a sensação é de puro déjà vu: até na reprodução daquele biquíni que é um ícone do figurino cinematográfico, a cena é uma homenagem àquela em que a suíça Ursula Andress, a primeira Bond-girl, fazia sua aparição em O Satânico Dr. No ¿ o filme que lançou o agente secreto britânico James Bond no cinema, há quarenta anos. Esse sentimento de nostalgia se repete todo o tempo em 007 ¿ Um Novo Dia para Morrer (Die Another Day, Estados Unidos/Inglaterra, 2002), que estréia no país na sexta-feira. E isso é ótimo. Significa, no caso, que Bond deixou de ser uma caricatura para voltar a ser algo bem mais interessante: o sujeito suave, perigoso e cavalheirescamente cafajeste que Sean Connery, o primeiro e ainda maior Bond, celebrizou. Significa também que Pierce Brosnan, em sua quarta investida no personagem, finalmente consegue emprestar a ele a dubiedade que mostrara em filmes como O Alfaiate do Panamá, mas nunca (ou pelo menos não na intensidade desejada) na série. Uma realização correta e inspirada para uma fórmula consagrada, e um ator capaz de preencher os requisitos criados por essa fórmula: para movimentar ainda mais as coisas, só se a Bond-girl tivesse personalidade na mesma proporção em que ostenta curvas, e pudesse competir de igual para igual com o herói. E aí está a terceira razão pela qual Um Novo Dia para Morrer é tão delicioso. No papel de Jinx, uma espiã da Agência Nacional de Segurança americana, Halle Berry é tão capaz, espirituosa e desafeita a regras quanto Bond, com quem troca os jogos de palavras mais picantes da história recente da série. Halle é linda, é sensual e é também uma boa atriz, a primeira Bond-girl oscarizada em toda a carreira do agente secreto. Quando ela entra em cena, o filme solta faíscas.
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Brosnan, com o indefectível dry martini: no quarto filme, ele acertou de vez o compasso
Tamanho saldo de acertos deve ser creditado, acima de tudo, a Lee Tamahori. O neozelandês de 52 anos é o primeiro diretor digno desse título que a série contratou desde que o agente secreto foi ressuscitado, com Timothy Dalton (este, o pior de todos os Bonds), em 1987. Tamahori ficou conhecido fora de seu país há oito anos, quando lançou o drama O Amor e a Fúria, sobre o relacionamento brutal entre os integrantes de uma família de maoris na Nova Zelândia. Chamado a trabalhar nos Estados Unidos, o cineasta estava à espera de uma ocasião que lhe permitisse revelar seu domínio do ofício. Parece ironia que essa chance tenha surgido por intermédio de uma franquia. É a pretensão autoral de Tamahori que lhe dá a segurança para descartar as invencionices com que os produtores procuraram revitalizar a série e voltar aos seus elementos básicos: sexo, sedução, humor e armas.
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O agente enfrenta o vilão: atuação saborosa de Toby Stephens
Não que o diretor tenha se furtado a algumas atualizações. Na extravagante seqüência de abertura, em que Bond tenta barganhar diamantes com um déspota norte-coreano, o agente se vê numa situação inédita. É descoberto, torturado e preso. E é também esquecido. Quando reencontra M (Judi Dench), sua chefe na Inteligência britânica, ela o demite, e justifica: "Você já não tem nenhuma utilidade para ninguém". Isso é o que vamos ver. Bond ainda é suficientemente útil para farejar o perigo representado por outros homens ¿ no caso, um magnata inglês que negocia diamantes e que o agente suspeita ter uma ligação com o norte-coreano que o aprisionou. Seguem-se os habituais planos de dominação mundial, mas nem eles soam tão tolos aqui. Mérito de Toby Stephens, que interpreta o magnata e é também ele um ator de muita força. Na cena em que Stephens e Brosnan duelam com espadas num clube inglês ¿ após uma breve ponta de Madonna, autora também da mediana canção-título ¿, a platéia tem uma amostra de um outro elemento fundamental, e quase nunca respeitado, da série: um vilão que nutra por Bond uma hostilidade francamente pessoal, e que seja correspondido pelo agente em toda a extensão dos seus sentimentos. O calor que esse ódio gera para o filme é inestimável. Mais quente do que ele, na verdade, só mesmo o biquíni de Halle.