E N T R E L A Ç O S
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Sábado, Janeiro 18, 2003




A superprodução, que custou 10 milhões de reais, tem tela fotografia e exuberantes paisagens da Serra Gaúcha.

O folhetim tem 52 capítulos e impressiona pela fotografia e pelas cenas de batalhas.





Gostei deste mapa ai publicado na Revista Isto É com a quantidade de bombas atômicas por País. E por ai podemos ver a discrepância que existe entre algumas nações.




E como sempre e em todos os fins de semana aqui estão as capas das duas revistas semanais, antecipando as matérias e colocando algumas conforme o tempo disponível. Boa leitura e não deixem de adquirí-las naquela banquinha de revista aí pertinho de sua casa.

Estilo

Quanto maior, melhor
Piercing de umbigo vira jóia e aumenta de tamanho

Laura Ancona Lopez


ENFEITE O piercing clássico de duas bolinhas deu lugar aos modelos compridos

Até há pouco tempo, ele era o horror dos pais. Mas hoje o piercing não assusta mais ninguém, ainda mais se ele estiver instalado no umbigo. De cinco anos para cá, o acessório se tornou muito popular principalmente entre as adolescentes, que vestem blusinhas curtas e calças baixas para exibir o adereço. E justamente por ter se tornado quase tão comum como o brinco na orelha, o piercing clássico, aquele com duas bolinhas simples de metal, perdeu a graça. Por isso, as usuárias têm procurado novos modelos para enfeitar a barriga: comprido, colorido, em forma de coração, estrela, borboleta ou até tribal.

Muito antes de virar moda, colocar adereços no umbigo já era comum entre os índios e algumas tribos africanas, de onde a técnica foi importada. Foi apenas em 1975, em São Francisco (EUA), que se inaugurou o primeiro estabelecimento especializado na colocação de piercings. Mas a moda não pegou logo de cara. Até o início dos anos
90, o acessório era restrito aos moderninhos e aos punks, que nem sempre eram vistos com bons olhos. Isso até a cantora Madonna exibir, em seus clipes e shows polêmicos, piercings no umbigo e no nariz. A partir daí, virou febre: primeiro entre atores, cantores e modelos,
e depois, entre a meninada.

André Meyer, proprietário da Body Piercing Clinic, em São Paulo, conta que a procura por novidades é grande. De uns tempos para cá, as clientes começaram a exigir peças diferentes. Passamos então a fabricar e importar muitas delas, diz. Há até peças em ouro com detalhes em pedras preciosas, mas as mais apreciadas são as que chamam a atenção pelo formato e pela cor, produzidas, em sua grande maioria, em aço cirúrgico ou titânio, materiais que causam menos alergia e irritação.


CUIDADO Feitas de aço cirúrgico, titânio ou ouro, as peças não causam irritação

É bom saber, no entanto, que os piercings grandes exigem cuidados redobrados. Não recomendo furar já com um maior, pois é mais difícil de limpar e há maiores riscos de infecção. Como o furo leva cerca de seis meses para cicatrizar, é recomendável que se troque a peça após esse período, explica André. A dermatologista Violeta Gonzalez lembra também que critérios na hora de escolher o profissional são essenciais. É importante escolher pessoas experientes e se certificar que todo o material usado é descartável. E evitar o atrito com roupas e outros acessórios, esclarece.




Esta aí é a capa da Revista Isto É que já está online no endereço do Terra www.terra.com.br/istoe e amanhã pode ser já esteja nas bancas de todo o País.
BRASIL

DÉCADA DE REMESSAS
Documentos mostram que Silveirinha faz depósitos ilegais no exterior desde 1989

MAIS CLARO
Nomeações nos Transportes geram mais suspeitas sobre ministro

DEPOIS DA CONFUSÃO...
Brasil e EUA dividem liderança para a solução da crise na Venezuela

É BOMBA!
Galeria traz fotos de armas nucleares de potências mundiais
Acesse ainda:

ESPIÕES: objetos usados por agentes

FÉ: lugares sagrados do mundo

VULCÔES: quais estão em atividade

DINOS: os gigantes brasileiros

MUNDO

EM PROL DA UNIÃO
Ministro da UE defende a entrada dos países pobres e o fim dos subsídios agrícolas

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DAMAS DO ESPAÇO
A história de mulheres brasileiras que fizeram descobertas
de peso na astronomia

MEDICINA E BEM-ESTAR


BELEZA ROUBADA
Uso do Lipostabil, a injeção "antigordura", é proibido no País

ESCRITAS À MÃO
Cartas de Drummond e Mário de Andrade revelam críticas sobre escritores nacionais

OS MAIS ACESSADOS
HIERÓGLIFOS
Escreva seu nome usando a escrita
sagrada dos faraós

CORAÇÃO
Calcule seu risco de ter problemas cardíacos

GUIA DE POSIÇÕES SEXUAIS
Bonecos articulados mostram o que fazer entre os lençóis

ECONOMIA E NEGÓCIOS

EM FASE DE CRESCIMENTO
Bancos vão às compras prevendo queda das taxas de juros

TUFÃO DE DÍVIDAS
Atolada na crise, a Varig refaz acordos, mas vive sob alerta

MODA

INFLUÊNCIA NACIONAL
Jeans brasileiro inspira criações
de grifes internacionais

TESTES

PERDÃO: Ressentimento aumenta risco de doença

IMAGENS: O que elas dizem sobre sua personalidade

TAL DONO, TAL CÃO: Descubra que tipo de cachorro você seria

DESEJO: Qual sua marcha quando o assunto é sexo?

JOGO DE CINTURA: Você tem malícia para escapar de "pegadinhas" do dia-a-dia?

Confira outros testes




Esta ai é a capa da Revista Veja desta semana e os destaques estão abaixo.

Edição 1 786 22/1/2003

Brasil
O ministro Berzoini: previdência igual para todos?

Dieta
Vanessa Camargo: dieta sob medida.

Internacional
Estados Unidos prontos para atacar Saddam.

Geral
Imigração: Espanha abre as portas a seus descendentes
Dieta: A moda dos regimes personalizados
Saúde: O Lipostabil é proibido
Sociedade: Athina faz 18 anos e assume a herança de Onassis
Justiça: Governador de Illinois salva 167 da pena de morte
Esporte: Nenê, o brasileiro que faz bonito na NBA
Religião: Encontrada prova da existência do Templo de Salomão
Diplomacia: A estranha política externa do governo Lula

Seções
Carta ao leitor
Entrevista: John de Mol
Ponto de vista: Claudio de Moura Castro
Cartas
Radar
Holofote
Em foco: Gustavo Franco
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
Diogo Mainardi
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

Internacional
Iraque: À espera dos bombardeios

Economia e Negócios
China: O país supera os EUA na atração de investimentos
Empresas: Steve Case deixa o comando da AOL

Artes e Espetáculos
Televisão: A Casa das Sete Mulheres
Cinema: Femme Fatale, de Brian De Palma
Cinema: Ricardo Darín e o bom cinema argentino
Livros: A influência das drogas na literatura
Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo

Guia
Carro: Como pôr uma van na garagem sem quebrar a antena
Turismo: Hotéis de charme controlam qualidade do grupo
Lazer: As melhores praias para surfar
Segurança: Alugue um carro blindado
Informática: Os supercomputadores




É muito Veríssimo não é mesmo, mas quem ganha somos nós e ainda bem que são daqui mesmo. E para quem ainda não visitou o Centro Cultural EricoVeríssimo, está na hora hein.

Ricardo Silvestrin
18/01/2003


Os 3 Verissimos

Esses dias, minha esposa estava lendo o 100 Melhores Contos Brasileiros. Depois de ler Machado de Assis e Erico Verissimo, entre tantos outros excelentes contistas, ela disse que os grandes escritores não são famosos à toa. São famosos porque são grandes. Nesses tempos de marketing, digo eu, é preciso evitar a armadilha de ser o tal da noite pro dia. Mais do que a fama, o que conta de verdade é o longo caminho de construir uma obra. Caminho que só se faz no convívio dedicado com a palavra. Ter sucesso, ser festejado e até famoso, tem que ser o fim e não a premissa.

Estava assistindo no Canal Brasil ao filme Ed Mort, o personagem das crônicas do Luis Fernando Verissimo. Lá pelas tantas, Ed está num avião e vai ser jogado sem pára-quedas pra fora. Ele pergunta aos bandidos se por US$ 1 milhão poupariam sua vida. Os bandidos respondem que sim. Ed se lamenta: "Nessas horas, é que a gente vê a falta que faz US$ 1 milhão...".

Ouvi o CD da Tom Bloch. No encarte, está escrito "letras de Pedro Verissimo, exceto quando indicado". Olha só: "Eu encontrei o amor / e foi como quebrar os dentes / o amor foi como um acidente / foi cortante e de repente / o amor foi como um acidente / e olha o que restou / do amor / eu desviei do amor / mas foi como bater de frente / o amor foi como um acidente / foi cruel e inconseqüente / o amor foi como um acidente / e ninguém se salvou / do amor". Muito bom!

A produção dos 3 Verissimos mostra que a palavra acolhe a todos. Dá pra fazer romance, saga, calhamaço dividido em tomos. Dá pra fazer conto de poucas páginas. Crônicas inteligentes e divertidíssimas publicadas em jornais, livros e revistas. Letras de música espertas e anti-amorosas em CDs de rock. E cada um na sua. Cada um com a sua arte, seu estilo, seu universo pessoal e intransferível. Apenas o que parece ter passado de pai para filho, do Erico para o Luis Fernando e do Luis Fernando para o Pedro, é a criação com a palavra. Digo parece porque os caminhos do inconsciente não são em linha reta. Com uma boa análise, muitas vezes se descobrem os lugares surpreendentes em que as coisas estão.

Mas essa hereditariedade da palavra teve na minha família um caminho inverso. Eu, o mais novo, fui o primeiro a escrever poesia. Depois de um tempo, o meu irmão Roberto, seis anos mais velho, também começou a praticar o gênero. Lançou, inclusive, o Árvore Caduca, saudado com entusiasmo pelo Donaldo Schüller. E nos últimos três anos da sua vida, nosso pai também passou a escrever poemas. É claro que a matriz de tudo era dele, com seus jogos de palavras e piadas divertidas que tinham como centro a linguagem. Havia uma velhinha amiga da família que até anotava suas frases.

Com esse caso familiar de hereditariedade ao contrário, os Silvestrins abrem um precedente para os Verissimos. Quem sabe a partir de agora o Luis Fernando não vai virar vocalista de rock and roll?
ricardo.silvestrin@zerohora.com.br




Está ai a indicação Sant'Ana para o Planeta Atlândida. Quem ama Pagode, quem curte pagode, quem apenas ouviu falar, poderá enfim ter o Zeca Pagodinho aqui e entrar não só no samba que é o seu forte mas no ritmo do Pagode também.

Paulo Sant'ana
18/01/2003


Data histórica do samba

Eu não posso acreditar que aquele sonho que idealizei aqui nesta coluna há meses, a presença, que eu considerava como uma possibilidade remota, de Zeca Pagodinho no Rio Grande do Sul, fosse estar assim já assegurada.

Pois está. No dia 8 de fevereiro próximo, as margens do Oceano Atlântico, em pleno Planeta Atlântida, aqui juntinho da Capital, daqui a três sábados, nós os amantes do samba contamos nos dedos os 20 dias que faltam, o grande monarca do samba se apresentará pela primeira vez diante dos gaúchos.

Inigualável artista, ectoplasma do samba, encarnação mais pura dos mais saudosos sambistas cariocas de todos os tempos, desde Noel Rosa e Wilson Rodrigues, passando por Jorge Veiga, Blecaute, Chocolate, Noite Ilustrada, e o inesquecível João Nogueira, pois estará aqui para satisfazer a nossa gula rítmica e melódica o grande e insuperável Zeca Pagodinho.

Em número e entusiasmo, o Planeta Atlântida será um palco digno para o lendário sambista, que este ano é o artista homenageado fora do conceito de música pop divulgado pela Rádio Atlântida.

Se o Planeta Atlântida, no seu auge histórico, compreendeu 50 mil espectadores, no dia 8 de fevereiro terá de preparar-se para suportar em seus limites 80 mil almas.

Tal a ânsia dos porto-alegrenses e dos gaúchos pelo privilégio de assistirem a um show de Zeca Pagodinho, que temíamos nunca poder vê-lo junto de nós, o sambista de voz, timbre e colocação nunca jamais vistos em qualquer intérprete do nosso ritmo mais nacional e característico.

Eu estarei lá e já acertei com o Claro Gilberto um encontro nos camarins com este ícone folclórico, com este malandro da Zona Norte que se fez sambista porque era a única coisa que sabia fazer, mas faz como ninguém mais o sabe fazer.

Não se surpreendam que entre uma música e outra, sempre e inevitavelmente, numa mesinha com toalha que ele deixa para além do centro do palco, numa certa penumbra, ele vá beber o seu gole de cerveja e curtir quatro ou cinco tragadas no seu cigarro, é uma exigência que ele faz por não poder se afastar, nem em cena, da espontaneidade dos seus hábitos de anônimo carioca que não se concilia com a fama, que só traz complicações a sua contagiante e venerada simplicidade.

Parece mentira que vamos ter Zeca Pagodinho entre nós. Ele sentiu a responsabilidade que tinha com seus fãs gaúchos e acedeu em fazer este show, desde que não o obrigassem a levantar vôo no avião antes das onze da manhã.

Canta Pagodinho, bota pra quebrar, impõe aquele teu jeito maneiro de ritmo e de voz, faz derramar sobre o Planeta Atlântida toda a tua herança genético-musical, a tua ancestralidade africana, canta que nós depois de te aplaudirmos vamos nos ajoelhar na relembrança dos nossos inolvidáveis sambistas, que tu representas com a maior de todas as legitimidades.

Não é tão salgado o preço do show de sábado, 8 de fevereiro, eu paguei muito mais que estes R$ 35 há alguns meses quando fui ouvi-lo na Barra da Tijuca.

É o Planeta Atlântida estourando a fita. Além de Zeca Pagodinho e de tantos outros intérpretes solo e de conjuntos do agrado da juventude, terá também este ano a presença no palco do ministro Gilberto Gil.

Ô festança!
psantana.colunistas@zerohora.com.br




...Seu rosto enrugado e seu corpo já encurvado emanavam uma alegria de viver que me causou a mais confessável das invejas. Por um instante, desejei ter chegado, enfim, ao mesmo patamar - onde muitas coisas pelas quais hoje luto e sofro fossem uma celebração, recobertas de uma beleza menos ilusória.

Vivenciei certa vez a dificuldade que temos de amar o feio. E todos nós seremos num dia, menos bonitos do que somos hoje.Detestar ou temer a velhice mostra que ela tem, para a maioria, a marca da incapacidade, do feio e da deterioração. E aí seremos nós que estaremos neste lugar dos vélhinhos de hoje, então, é preciso trabalhar desde já esta certeza.

Lya Luft
18/01/2002


Velhice, por que não?

Sendo contraditórios - por isso interessantes - , não é estranho que na época em que mais tempo vivemos haja tanta dificuldade em relação ao que se convencionou chamar velhice. Por imaginarmos que as últimas décadas de uma vida são apenas decadência e deterioração, criamos o tabu que reveste essa palavra.

Palavras significam emoções e conceitos, portanto também preconceitos. Por isso quero falar de minha implicância com a implicância que temos com os vocábulos - e a realidade - velho, velhice.

Detestar ou temer a velhice mostra que ela tem, para a maioria, a marca da incapacidade, do feio e da deterioração. É algo a ser evitado como uma doença, um defeito. Não deixa de fútil, encarar a vida como um conjunto de gavetas compartimentadas nas quais somos jovens, maduros ou velhos - porém só em uma delas, a da juventude, com direito a alegrias e realizações. A possibilidade de ter qualidade de vida, saúde, projetos e ternura até os 90 anos é real, desde que levando em conta as limitações de cada período.

Quando não pudermos mais realizar negócios, viajar a países distantes ou dar caminhadas, poderemos ainda exercer afetos, agregar pessoas, ler bons livros, observar a humanidade que nos cerca, eventualmente lhe dar abrigo e colo.

Para isso não é necessário ser jovem, belo (significando carnes firmes e pele de seda...) ou ágil, mas ainda lúcido. Ter adquirido uma relativa sabedoria e um sensato otimismo - coisas que podem melhorar com o correr dos anos.

Mas predomina entre nós a noção de que a velhice é uma condenação da qual se deve fugir a qualquer custo, - até mesmo nos mutilando ou escondendo. Esse preconceito nos limita e nos faz sofrer. Porém, no espírito de manada que nos caracteriza, nós o adotamos ainda que seja em nosso desfavor. Isso se manifesta até na pressa com que acrescentamos, como desculpa: "Ah, sim, você está, eu estou velho aos 80 anos, mas...jovem de espírito!"

Por que ser jovem de espírito seria melhor do que ter um espírito maduro... ou velho?

Será pior, será menos belo, menos bom e respeitável, ter mais sabedoria, mais serenidade, mais elegância diante de fatos que na juventude nos fariam arrancar os cabelos de aflição?

Visitei uma artista plástica de quase 90 anos, que pinta telas de uns vermelhos palpitantes.E eu lhe disse:

- Seus quadros celebram a vida.

Ela respondeu junto do meu ouvido, brilho nos olhos:

- Eu os crio para mim mesma, para meu prazer.

Seu rosto enrugado e seu corpo já encurvado emanavam uma alegria de viver que me causou a mais confessável das invejas. Por um instante, desejei ter chegado, enfim, ao mesmo patamar - onde muitas coisas pelas quais hoje luto e sofro fossem uma celebração, recobertas de uma beleza menos ilusória.


Elas tomaram conta definitivamente, vejam: uma prende, a segunda acusa, a terceira julga e condena e a quarta providencia na cadeia para os marmanjos. E isso é aqui no RS, não é em outro lugar do País, não. Pode?

Santo Augusto
A cidade das cinco mulheres




Em Santo Augusto, o poder está nas mãos das mulheres. Beatrice de Almeida (E), é a delegada, Iracer Pólo, a prefeita em exercício, Andréia Rossato, a juíza, Ilza Cazarolli, a presidente da Câmara, e Carolina Vaz, a promotora pública (foto Renoir Sampaio/ZH)


Definitvamente elas estão tomando conta: Veja uma prende, a outra acusa a terceira julga, e a quarta providencia nas cadeias para os marmanjos. Pode?

Santo Augusto
A cidade das cinco mulheres



Em Santo Augusto, o poder está nas mãos das mulheres. Beatrice de Almeida (E), é a delegada, Iracer Pólo, a prefeita em exercício, Andréia Rossato, a juíza, Ilza Cazarolli, a presidente da Câmara, e Carolina Vaz, a promotora pública (foto Renoir Sampaio/ZH)




CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 18 DE JANEIRO DE 2003


Está ai mais uma razão para que o Forum Social Mundial continue em Porto Alegre, o que será difícil, mas foi preciso a realização do terceiro Forum para que a Prefeitura se sensiblizasse desta necessidade e treinasse os taxistas da Capital para receber melhor os gringos e soubessem onde levá-los, pelos pontos turísticos de Porto Alegre. Parabéns a todos os 411 motoristas, Prefeitura pela iniciativa e Porto Alegre que ganha muito com isso.

Taxistas recebem certificado de inglês e turismo



O grupo aprovou o trabalho da professora Ana Cristina



Num ambiente descontraído, 441 taxistas de Porto Alegre receberam ontem à tarde, no Ginásio Tesourinha, os certificados de participação nos cursos de inglês e turismo oferecidos pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) em parceria com o Escritório Porto Alegre Turismo. O treinamento buscou preparar os profissionais para melhor receber e entender os visitantes de todo o mundo, que já começam a chegar à Capital para o III Fórum Social Mundial (FSM). O prefeito João Verle participou da cerimônia.

A maioria dos taxistas declarou que valeu a pena ter deixado o volante por algumas horas para aprender inglês e saber mais sobre a cidade. De acordo com a professora Ana Cristina Wallau Kretzmann, muito aplaudida pelo grupo, todos estão em condições de cumprimentar em inglês, dar as boas vindas e entender indagações básicas dos clientes estrangeiros, como locais dos hotéis, dicas de turismo e rotas do FSM. A diretora do Escritório Porto Alegre Turismo, Maru Moesch, acrescentou que foram ministradas informações básicas sobre o turismo da cidade, destacando a necessidade de receber bem os turistas que chegam, para que levem uma boa impressão da cidade e dos profissionais gaúchos de táxi.

O motorista Carlos Antônio Estrela, um dos participantes, ficou satisfeito com os cursos. Ele disse que, apesar de conhecer as ruas de Porto Alegre como ninguém, não tinha noção sobre o número de pontos que podem ser mostrados como atração turística. O taxista Rafael Lourenço, que também participou do treinamento, afirmou ter gostado da iniciativa da prefeitura.

Ele espera ainda mais, pois vê a necessidade dos taxistas serem liberados para estacionamento em pontos turísticos, enquanto aguardam o passageiro que queira dar uma olhada na vista ou mesmo jantar e ter a garantia de um transporte seguro para retornar ao seu hotel ou local de hospedagem. Mesmo já tendo alguma noção de inglês, Lourenço apreciou os cursos e declarou ter aumentado os seus conhecimentos. A partir deste domingo, os taxistas que participaram dos cursos poderão retirar, na EPTC, as camisetas e adesivos do Fórum Social Mundial, informou o diretor-presidente da empresa, Humberto Kasper.


Sexta-feira, Janeiro 17, 2003




Seria bom se eu fosse um sonho. Mas...Muitos sonhos voam à noite sem ter alguém para sonhar. E a cada noite após orar e fechar os olhos para dormir é que meus pensamentos ficam a viajar e a lembrar das vezes em que estivemos juntos a caminhar por copacabana...
Que chique hein.. Quem bom tê-la sempre por perto minha amada Cely... ainda mais numa sexta-feira assim... como esta sexta-feira. Beijos no seu coração...


"Seria bom se eu fosse..."
um sonho
para voar atrás
de alguém sem sonho
E fazer este alguém
sonhar.

Voaria em um cavalo
cor do vento
e mais veloz
que o pensamento
Para não deixar
o sonho de ninguém
morrer

Para aqueles que
não acreditam na paz
Daria um sonho
de um futuro
fecundo de paz
Essa paz brilharia
tanto que no escuro
teria um brilho especial.

Para aqueles que não
acreditam no amor
Daria um sonho
de amor tão grande
que nenhuma palavra
pôr mais linda que fosse
conseguisse expressar.

Mas ... que fosse mais que
palavra
Mais que promessa
Seria como a chuva
que sacia a sede da terra.

Seria bom se eu fosse um sonho.
Mas...
Muitos sonhos voam à noite
sem ter alguém para sonhar.

Nelim Monti




Nossa o homem nem assumiu e já está querendo fazer tudo isso, vamos aguardar para ver se a prática se coaduna com o discurso.

Sexta-feira, 17/01/2003 - 15h12m
Tesoura no BNDES: Carlos Lessa vai enxugar superintendências e cortar salários
O Globo

RIO e BRASÍLIA - Assim que receber o cargo das mãos de Eleazar de Carvalho Filho, em cerimônia marcada para esta sexta-feira, o novo presidente do BNDES, Carlos Lessa, pretende promover uma revolução na estrutura do banco. Segundo técnicos da instituição próximos a Lessa, o número de superintendências deverá cair de 26 para 12, o que representará o corte nos salários de pelo menos 140 executivos. Estes funcionários estão sediados basicamente no Rio de Janeiro. Eles não deverão ser demitidos, mas perderão os cargos de confiança ¿ em geral, de assessores ou superintendentes, que recebem comissões.

Funcionários contratados de outros órgãos ou de consultorias privadas serão devolvidos ou exonerados. Isso já começou a ser feito pelo ex-presidente do BNDES, que demitiu todos os seus assessores.

Segundo esses técnicos do banco, a redução de gastos não é a principal razão para os ajustes. A avaliação de Lessa seria de que a atual estrutura do BNDES acaba tornando dispersas e mal distribuídas as atividades do banco. Por exemplo, há diretorias com até três superintendências. O BNDES deverá ter uma estrutura mais concentrada e hierarquizada.

O banco tem um orçamento de R$ 34 bilhões este ano, valor 6,38% superior ao de 2002. Pela programação do governo anterior, cerca de 42% desse montante seriam para financiar as exportações e R$ 2,4 bilhões se destinariam à área social, contra R$ 1,5 bilhão no ano passado. Nesse caso, os recursos seriam aplicados em projetos, já aprovados e contratados, de microcrédito, saúde, educação, agricultura familiar, gestão municipal e infra-estrutura urbana.

Não se sabe se com a chegada de Lessa ao banco haverá alterações na destinação dos recursos. Ele tem afirmado que o grande desafio da instituição é promover a inclusão social. Isso, segundo Lessa, significa ter o social como estratégia central para o crescimento do país.

Depois que foi confirmado no cargo, Lessa avisou que o BNDES passaria por alguns ajustes. Em sua opinião, nos últimos dez anos o banco acabou fugindo de sua estrutura clássica, de promoção do desenvolvimento. Ele nunca escondeu que não concorda com o fato de o BNDES ter sido usado para promover a privatização e a desestatização. Lessa anunciou que, além da inclusão social, o banco terá como foco as cadeias produtivas, sempre priorizando as micro e pequenas empresas, além da geração de empregos.

A escolha de Lessa, ex-reitor da UFRJ, causou polêmica devido ao fato de ele divergir do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em relação à retomada do desenvolvimento do país. Enquanto Lessa criticava a atuação do banco, defendendo que este se voltasse para o social, o projeto de Furlan para o BNDES ¿ subordinado ao seu ministério ¿ era de dar prioridade ao financiamento das exportações e à promoção comercial.

Os dois parecem ter afinado seus discursos nos últimos dias, agora voltados para a inclusão social mas sem deixar de lado a questão das exportações e da promoção comercial. Há dúvidas, porém, se Lessa terá autonomia para desenvolver seus projetos ou se terá de submetê-los ao ministro do Desenvolvimento, como acontecia nas gestões anteriores.




Parece que, como escrevi pela manhã, não há mais volta mesmo desta promessa de guerra. E a questão é como os pequenos poupadores e outros tantos vão poder fazer uso da operação que é conhecida como ''fly to quality'', que significa voar para a qualidade e a segurança.

Sexta-feira, 17/01/2003 - 09h32m Atualizado às 15h16m
Bovespa cai 2,05% nos negócios da tarde; dólar sobe 2,36%
Paula Dias - GloboNews.com

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém o ritmo de queda nos negócios desta tarde, dando continuidade à tendência da manhã. Às 14h46m, o Índice Bovespa tinha 11.706 pontos, com queda de 2,05%. O volume financeiro era de R$ 249,8 milhões. A bolsa paulista vem operando atrelada aos mercados externos e hoje repercute a tensão nas demais bolsas com a sensação de guerra iminente entre Estados Unidos e Iraque. Também os números negativos sobre a economia americana contribuem para o mau humor.

No mercado de câmbio, que retorna agora do horário de almoço, o dólar sobe 2,36%, cotado a R$ 3,375 na compra e R$ 3,383 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em fevereiro está em R$ 3,39, com alta de 1,89%.´

ROLAGEM DA DÍVIDA - Apesar dos temores de que a crise no Iraque pudesse contaminar a tentativa do Banco Central de rolar a dívida cambial que vence em 22 de janeiro, o BC obteve sucesso na operação esta manhã, rolando 67% da dívida, e anunciou nova operação à tarde (saiba mais clicando aqui).

AÇÕES - Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, tem queda de 2,25%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas são de Tele Centro Oeste PN (-8%) e Telesp Celular Participações PN (-7,4%). Já as altas mais significativas do índice são de Klabin PN (+2,6%) e Bradespar PN (+1,7%).

GUERRA - A sensação de guerra iminente se intensificou ontem, quando inspetores da ONU anunciaram a descoberta de ogivas químicas vazias no Iraque. Muitos analistas acreditam que esse era o pretexto que o presidente dos EUA, George W. Bush, esperava para iniciar uma ofensiva militar. Temendo os efeitos da guerra, os investidores estão reduzindo seus investimentos em países emergentes e migram para aplicações consideradas mais seguras, embora de menor rentabilidade. Essa operação é conhecida como ''fly to quality'', que significa voar para a qualidade e a segurança.

TÍTULOS - O T-Bond, título do Tesouro americano de longo prazo, considerado o mais seguro do mundo, foi o mais procurado hoje. Com isso, atingiu a cotação de 106,78% do seu valor de face, pagando juros de 4,92% ao ano. Na mão contrária, os papéis de países emergentes sofrem ordens de venda, por representarem maior risco. O C-Bond, principal título brasileiro, fechou a manhã cotado a 69,62% do seu valor de face, contra 70,62% do fechamento de ontem.

Além da questão relacionada à guerra, os mercados reagiram mal a resultados de grandes empresas americanas, como a IBM, e indicadores negativos sobre a economia dos Estados Unidos. As ações americanas negociadas na Europa tiveram fortes quedas e o dólar se desvalorizou frente a outras moedas consideradas fortes, como a libra, euro e o iene. Essa depreciação é outro sinal de que os recursos procuram alternativas de investimento. Até o ouro voltou a se apreciar, por se apresentar como um ativo real.Sexta-feira, 17/01/2003 - 09h32m Atualizado às 15h16m
Bovespa cai 2,05% nos negócios da tarde; dólar sobe 2,36%
Paula Dias - GloboNews.com

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém o ritmo de queda nos negócios desta tarde, dando continuidade à tendência da manhã. Às 14h46m, o Índice Bovespa tinha 11.706 pontos, com queda de 2,05%. O volume financeiro era de R$ 249,8 milhões. A bolsa paulista vem operando atrelada aos mercados externos e hoje repercute a tensão nas demais bolsas com a sensação de guerra iminente entre Estados Unidos e Iraque. Também os números negativos sobre a economia americana contribuem para o mau humor.

No mercado de câmbio, que retorna agora do horário de almoço, o dólar sobe 2,36%, cotado a R$ 3,375 na compra e R$ 3,383 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em fevereiro está em R$ 3,39, com alta de 1,89%.´

ROLAGEM DA DÍVIDA - Apesar dos temores de que a crise no Iraque pudesse contaminar a tentativa do Banco Central de rolar a dívida cambial que vence em 22 de janeiro, o BC obteve sucesso na operação esta manhã, rolando 67% da dívida, e anunciou nova operação à tarde (saiba mais clicando aqui).

AÇÕES - Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, tem queda de 2,25%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas são de Tele Centro Oeste PN (-8%) e Telesp Celular Participações PN (-7,4%). Já as altas mais significativas do índice são de Klabin PN (+2,6%) e Bradespar PN (+1,7%).

GUERRA - A sensação de guerra iminente se intensificou ontem, quando inspetores da ONU anunciaram a descoberta de ogivas químicas vazias no Iraque. Muitos analistas acreditam que esse era o pretexto que o presidente dos EUA, George W. Bush, esperava para iniciar uma ofensiva militar. Temendo os efeitos da guerra, os investidores estão reduzindo seus investimentos em países emergentes e migram para aplicações consideradas mais seguras, embora de menor rentabilidade. Essa operação é conhecida como ''fly to quality'', que significa voar para a qualidade e a segurança.

TÍTULOS - O T-Bond, título do Tesouro americano de longo prazo, considerado o mais seguro do mundo, foi o mais procurado hoje. Com isso, atingiu a cotação de 106,78% do seu valor de face, pagando juros de 4,92% ao ano. Na mão contrária, os papéis de países emergentes sofrem ordens de venda, por representarem maior risco. O C-Bond, principal título brasileiro, fechou a manhã cotado a 69,62% do seu valor de face, contra 70,62% do fechamento de ontem.

Além da questão relacionada à guerra, os mercados reagiram mal a resultados de grandes empresas americanas, como a IBM, e indicadores negativos sobre a economia dos Estados Unidos. As ações americanas negociadas na Europa tiveram fortes quedas e o dólar se desvalorizou frente a outras moedas consideradas fortes, como a libra, euro e o iene. Essa depreciação é outro sinal de que os recursos procuram alternativas de investimento. Até o ouro voltou a se apreciar, por se apresentar como um ativo real.




Todos os jornais do centro do País dão destaque a posse do novo Presidente da Caixa ontem em Brasília. Mas o Estado de São Paulo destaca a sua primeira tarefa e que não seria diferente. Contudo o homem já promete para semana que vem os nomes dos Vices-Presidente, quiça dos Diretores também. Mas dá quase para apostar no André Luiz de Souza para a Vice-Presidencia do Desenvolvimento Urbano.

Primeira tarefa é administrar pressões políticas por cargos
Nomes serão anunciados na semana que vem e já existem diversas indicações


BRASÍLIA - A primeira missão do novo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, será administrar as pressões políticas para indicação dos nove vice-presidentes que comporão sua equipe. Dentro e fora do governo, os nomes são aguardados com ansiedade e sinalizarão a força que Mattoso terá no comando do banco. Ontem, minutos após tomar posse, ele admitiu que já sofre pressões para a montagem da diretoria da instituição, mas considerou legítimo o lobby político para o preenchimento dos cargos.

"Pressões existem e fazem parte do jogo democrático", disse Mattoso na curta entrevista que concedeu logo após a cerimônia de transmissão de cargo. No entanto, ressaltou que não aceitará indicações que sejam contrárias às tarefas que recebeu do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de manter o equilíbrio financeiro da Caixa e ampliar o perfil social do banco. Segundo ele, todos os nomes serão anunciados na semana que vem.

O auditório lotado de políticos, empresários da construção civil e professores da Unicamp, além dos oito ministros que prestigiaram a posse, dão a dimensão do interesse pela Caixa, que desempenhará papel importante no governo cuja ênfase é o Estado voltado para a inclusão social. O novo presidente da Caixa negou que já tenha o nome do vice-presidente de Desenvolvimento Urbano, cargo reivindicado pelo ministro das Cidades, Olívio Dutra.

Na quarta-feira, após encontro com o ministro da Fazenda, Dutra disse que indicou o nome do representante da CUT no Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), André Luiz de Souza, para o posto.

Mattoso evitou polêmica sobre a questão. Ele reconheceu que esse cargo é um dos mais importantes da Caixa. "Vou almoçar hoje com o ministro porque a Caixa vai precisar trabalhar muito de perto com o Ministério das Cidades", desconversou.

Olívio Dutra e outros ministros e políticos estão interessados nas nove vice-presidências da instituição que compõem a diretoria colegiada e podem ser preenchidas por pessoas de fora do quadro. Para os demais cargos, inclusive o de diretores - que atualmente são 14 mas podem chegar a 20 -, além dos superintendentes, o novo estatuto da Caixa exige funcionários de carreira. É claro que o estatuto da Caixa, assim como o do Banco do Brasil, pode ser alterado, mas um custo alto para o governo já que a nova regra foi percebida pelo mercado como um passo importante na transparência da gestão.

"Qualquer tentativa que indique um retrocesso vai ser precificada pelo mercado, e isso significa uma visão pior sobre os bancos públicos e sobre o País", disse uma fonte do alto escalão do governo. (V.C. e S.D)




Conheço o André e a Lires e evidente que o Ministro Olivio quer colocar os seus antigos assessores na Instituição até porque ele tem grandes objetivos com a Caixa, vamos ver o que dá esta queda de braço entre o Presidente e o Ministro. A Lires inclusive participou ativamente da negociação das carteiras da COHAB e da antiga Caixa Estadual para a Caixa. Quer dizer, na ENGEA ela voltaria administrar esses mesmos créditos daqui a pouco.

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 17 DE JANEIRO DE 2003


CEF reforça a sua atuação social
Novo presidente destacou ainda o compromisso de implementar programas de moradias aos carentes




Antônio Palloci (D) cumprimenta o novo dirigente Jorge Mattoso

Brasília - O novo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Mattoso, anunciou ontem, em seu discurso de posse, que dará prioridade à ampliação da captação de recursos para créditos, à recuperação da poupança e ao aumento do microcrédito. Ele acrescentou que buscará manter relação complementar e cooperativa com os demais bancos oficiais. Na cerimônia de transmissão de cargo, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, destacou o compromisso social do novo presidente da CEF e a sustentabilidade que a instituição dará ao país no desenvolvimento da política econômica e social. Mattoso frisou que a Caixa deve promover a qualidade de vida dos municípios e do desenvolvimento urbano.

O dirigente, no entanto, admitiu a necessidade de compatibilizar uma maior eficiência e equilíbrio econômico e operacional com a expectativa de revalorização da dimensão social e urbana. Mattoso quer fortalecer a CEF como instrumento das políticas de governo definidas nos ministérios e nas secretarias. O ministro das Cidades, Olívio Dutra, defende a ampliação dos financiamentos habitacionais para famílias com renda inferior a cinco salários mínimos. Também propõe a criação de sistema que regule os custos das operações, para evitar as altas taxas de juros.

Mattoso já se comprometeu a implementar programas de moradia para a população carente, para enfrentar o déficit de seis milhões de habitações. Ainda prometeu dar atenção aos recursos para saneamento, educação, saúde, melhoria da administração pública e previdência. Mas a primeira missão do novo gestor da CEF será administrar pressões políticas para indicação dos nove vice-presidentes da instituição que compõem a diretoria colegiada. Esses cargos podem ser preenchidos por pessoas alheias à Caixa.

Olívio Dutra já esteve reunido com Palocci esta semana, reivindicando o posto de vice-presidente do Desenvolvimento Urbano da CEF, para onde indicou André Luiz de Souza. Ele ainda requisitou a presidência da Empresa Gestora de Ativos (Engea), responsável pelos créditos habitacionais de difícil recuperação, que ficaria a cargo de Lires Marques. Mattoso afirmou que o lobby político é legítimo, porém, enfatizou que não aceitará indicações que sejam contrárias às tarefas que recebeu do ministro da Fazenda. O presidente da CEF declarou que anunciará todos os nomes que integrarão sua equipe na próxima semana.




Com uma carteira de crédito de 22 bilhões e uma aplicação em títulos púbicos de quase o triplo disso disvirtua-se, com certeza, a grande vocação da Caixa de promotora do Desenvolvimento Social Urbano e de apoio às e micro pequenas empresas para mera financiadora do Govêrno. Quem sabe agora a gente retome a direção correta para atingir os objetivos...

Mattoso exige bom desempenho
Novo presidente da Caixa assumiu ontem


Não basta estar equilibrada, a Caixa Econômica Federal tem de dar lucro, defendeu o novo presidente do banco, Jorge Mattoso, na primeira entrevista depois de tomar posse ontem. Segundo ele, quanto melhor for o desempenho da instituição, maior será sua contribuição para o desenvolvimento de programas na área social.

Seguindo a linha do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que destacou a importância da manutenção da saúde financeira da instituição para garantir vida longa ao banco, Mattoso disse que além de conciliar bom desempenho financeiro com ampliação dos projetos que atendam demandas sociais, sua missão será impedir subsídios maquiados no balanço, como ocorreram no passado e que geraram prejuízo à instituição.

- A Caixa não é só um banco, mas um banco social. Temos de fazer com que ela aprimore seus indicadores ao mesmo tempo em que amplia o conjunto de programas - disse.

Antes de tomar qualquer medida, o novo presidente vai pedir um balanço geral sobre as atividades da instituição nos últimos anos.

- Recebi um relatório, feito pela equipe de transição, mas agora preciso de mais detalhes - explicou ele, que terá reunião com o ministro das Cidades, Olívio Dutra, para tratar de políticas voltadas ao desenvolvimento urbano.

Na solenidade, Olívio defendeu a ampliação do papel social da Caixa. O ministro quer que a instituição aumente os financiamentos destinados às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos. Ele também deseja ver os bancos privados assumirem um papel maior na oferta de créditos para a classe média. Segundo ele, o mercado privado tem de absorver 70% da demanda por moradia da classe média, mas hoje responde por apenas 30%.

Críticas ao governo anterior no discurso de posse

O tom do discurso do novo presidente da Caixa, recheado de críticas, contrastou com a cordialidade do seu antecessor, Valdery Albuquerque.

- No passado recente, vivemos um longo período de menosprezo na constituição de um projeto nacional. A política econômica baseada, inicialmente, em uma abertura comercial e financeira indiscriminada e na sobrevalorização do real, teve por resultado uma maior vulnerabilidade externa, o crescimento econômico medíocre, o desemprego e a pobreza - disse Mattoso.

Ao citar os grandes desafios, disse que a Caixa precisa "voltar a prover crédito à economia nacional". Para isso, pretende reduzir a parcela de títulos públicos na carteira do banco, aumentando as operações de crédito.

Saiba mais

Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal
Temos de fazer com que a Caixa aprimore seus indicadores
A situação

Segundo o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, depois da reestruturação do banco, realizada em 2000, a instituição acumulou um volume expressivo de papéis público, aproximadamente R$ 56 bilhões. Além disso, segundo ele, a carteira de crédito soma hoje R$ 22 bilhões.




Pode até parecer pouco, vejam, mas se o Governador Rigotto ficasse pra a história como o Governador que erradicou o analfabetismo no RS, seus descendentes, com certeza ficariam orgulhos do feito. Mas, com certeza, ele poderá fazer bem mais que isso, se arregaçar as mangas como diz ai a nossa cara Rosane.

Rosane de Oliveira
17/01/2003


Metas ambiciosas

Se não quiser passar os próximos quatro anos como um simples gerente do varejo da administração pública, o governador Germano Rigotto terá de pensar grande, se comprometer com metas ambiciosas e não se conformar em trabalhar apenas para pagar o funcionalismo. Em três coisas o Rio Grande do Sul pode ser pioneiro, se o governo arregaçar as mangas agora e começar a trabalhar: erradicação do analfabetismo, redução da mortalidade infantil e atendimento qualificado à primeira infância.

A Unesco está disposta a apoiar um projeto que torne o Rio Grande do Sul o primeiro Estado livre do analfabetismo. Não se trata de uma escolha aleatória: nenhum outro Estado brasileiro tem mais possibilidades de erradicar o analfabetismo no curto prazo, graças aos programas realizados nos últimos anos e ao grau de escolaridade da população. Os contatos entre a Unesco e o governo do Estado já foram iniciados, e o compromisso pode ser selado nos próximos dias. Como o combate ao analfabetismo também é meta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, crescem as chances de sucesso se houver um trabalho integrado. Rigotto deveria aproveitar o Fórum Mundial de Educação para assumir esse compromisso com os gaúchos e propor uma parceria - sua palavra preferida - com o ministro Cristovam Buarque.

O Rio Grande do Sul também pode ser o primeiro a reduzir a mortalidade infantil a um dígito - menos de 10 em cada mil nascidos vivos. É essa a pretensão do secretário da Saúde, Osmar Terra, que quando foi prefeito de Santa Rosa conseguiu reduzir a mortalidade infantil de 19 para sete em mil. Para ser bem-sucedido, Terra planeja incrementar o Programa de Saúde da Família, assegurar acompanhamento à gestante e investir na prevenção à gravidez na adolescência.

Outra intenção louvável do secretário da Saúde é investir na criança de zero a três anos, convencido pela ciência de que é nessa fase que se formam as estruturas decisivas para uma vida saudável. Sem preconceito ideológico, Terra vai se inspirar num modelo cubano de atenção aos bebês, convencido de que o exemplo de um país pobre é mais apropriado para um Estado com escassez de recursos.




Isso é mexer em direito adquirido, porque a norma legal manda que os reajustes dos aposentados sejam iguais aos dos servidores em atividade. Está provado que se diz uma coisa e se quer fazer outra. Pode até ser justo o que se quer fazer, mas é contra o que se diz. E isso tudo é muito bom para os escritórios especializados de advocacia pois que todo o dia nós pagamos reclamações trabalhistas com honorários de 10% na média, que não precisariam estar sendo pagas se os administradores cumprissem o que está na Lei. Eles preferem pagar para ver e assim uns poucos recebem o que deveria estar sendo recebido por todos.

Paulo Sant'ana
17/01/2003


Direito adquirido

Abadalada reforma previdenciária praticamente não interessa aos trabalhadores das empresas privadas ou autônomos.

Ela só interessa e prende a atenção dos funcionários públicos. Porque tudo que pretende a reforma previdenciária é restringir os direitos dos funcionários públicos, tidos como privilegiados na relação com os trabalhadores comuns no que se refere às aposentadorias.

Então quem está prendendo a respiração são os funcionários públicos. E, entre eles, as categorias de maior poder de influência já começaram a se mexer para ficar fora do enxugamento. E vão ficar fora.

As categorias que não têm lobby organizado nem poder de influência, estas se reservam à passividade, à assistência nervosa das negociações, tendentes a marchar indefesas para o patíbulo.

Mas a marcha da reforma previdenciária, sob certo aspecto, tornou-se cômica, no meu sentir.

O ministro da Previdência declara que a reforma não vai mexer nos direitos adquiridos. O presidente do PT, José Genoino, declarou que a reforma vai respeitar os direitos adquiridos. O secretário especial do Desenvolvimento Econômico e Social, nível de ministro, Tarso Genro, de importante papel na reforma previdenciária, declarou que não serão tocados os direitos adquiridos.

E finalmente o presidente do Supremo Tribunal Federal declarou anteontem que só uma revolução pode mexer nos direitos adquiridos, na democracia não se pode modificá-los.

Temos então que são intocáveis os direitos adquiridos.

Só que, incrivelmente, tudo que a reforma previdenciária quer é praticamente mexer nos direitos adquiridos.

Se querem que eu dê uma prova, darei duas. Tarso Genro, por exemplo, diz que tem de acabar o absurdo de funcionários públicos que percebem de R$ 35 mil até R$ 70 mil por mês. E o mesmo repetem várias outras pessoas ilustres.

Eu também acho de uma violência imoral estes salários acintosos, constituem-se em odiosos privilégios.

Só que a Constituição diz que não se pode reduzir remuneração de ninguém. Ou seja, acabar com estes salários inaceitáveis e insultantes ao bom senso é mexer no direito adquirido.

Teoricamente, o que a reforma previdenciária pode fazer é impedir que esses alarmantes privilégios se reproduzam no futuro.

Mas será uma reforma só para o futuro?


O segundo exemplo: vários ministros e outros vultos governamentais estão lançando na imprensa um robusto balão-de-ensaio: a reforma da Previdência vai dispor que o reajuste dos proventos dos funcionários públicos aposentados será menor do que aquele que será dado aos vencimentos dos funcionários da ativa.

Isso é mexer em direito adquirido, porque a norma legal manda que os reajustes dos aposentados sejam iguais aos dos servidores em atividade.

Está provado que se diz uma coisa e se quer fazer outra. Pode até ser justo o que se quer fazer, mas é contra o que se diz.

Então a reforma caminha para um brete e um impasse monumentais.
psantana.colunistas@zerohora.com.br




David Coimbra
17/01/2003


O Bob e a Margarida

A única coisa viva lá em casa, além de mim, é uma violeta que batizei de Margarida. Não sei como a Margarida entrou no meu apartamento. Não a comprei, isso é certo. Alguém deu. Não sei quem foi, mas agradeço de público. O fato é que a Margarida tem enorme resistência. Ela é tipo Volkswagem - não precisa de água para sobreviver. Ou precisa de um mínimo. Às vezes passo dias sem me lembrar da Margarida, então entro na sacada, vejo-a esquálida e sufocada, e dou um tapa na testa: desculpa, Margarida! Coloco-a sob a torneira. A Margarida suga a água, aliviada e feliz.

À exceção da Margarida e seres humanos eventuais, não aprecio a companhia de nada que respire, lá em casa. Dia desses, uma dupla de pombos teve o desplante de ir arrulhar na janela do meu quarto. Espantei-os. Eles voaram para a outra janela. Espantei-os. Foram para a sacada. Espantei-os. Voltaram para a primeira janela. Não sabia que pombo era tão chato.

Agora, incomodado mesmo fico com os insetos. Não gosto de nenhum deles. Pouco se me dá sua atuação no ecossistema, quero distância dos insetos e os assassino sempre que um se aproxima. É justamente esse o problema da Natureza - junta muito bicho.

Lembro do Bob. Era um dos heróis do IAPI, o Bob. Tinha um bom emprego, era centroavante goleador e, o principal, alto e loiro feito um surfista sueco, o Bob fazia enorme sucesso com as mulheres. Pois apesar de toda a sua vitoriosa carreira social, o Bob, um dia, decidiu fazer o que todos de vez em quando decidimos, mas não fazemos: largar tudo.

O Bob largou. Foi para o Farol de Santa Marta. Tornou-se pescador. Imagino que ainda hoje o Bob se levante antes de o sol despontar na curva do oceano, arraste seu barquinho até as ondas procelosas e só volte para sua casinha tosca à noite. Como o Bob consegue? Eu não conseguiria. Natureza demais.

Não sou, portanto, nenhum ecologista entusiasmado. Mas sei que certos desmazelos ecológicos são mais do que desmazelos: são crimes. O desmatamento de encostas é um deles. Vi ontem as cenas da enchente em São Paulo e Minas, no Jornal Nacional. Morros desabando sobre casas toscas como a do Bob. Isso é causado pelo desmatamento de encostas. Desmatamento que está acontecendo aqui pertinho, em algumas das praias idílicas de Florianópolis, em nome da especulação imobiliária. É tão simples: desmatamento de encostas acaba em tragédias às quais nem a violeta Margarida sobreviveria. Nem a Margarida. Não é pouco, acredite.
david.coimbra@zerohora.com.br


Reportagem Especial

Sombras de guerra nas duas Coréias



Os atritos entre os EUA e a Coréia do Norte semearam o medo de um conflito na península coreana. Para chantagear os EUA, o ditador Kim Jong-Il ressuscitou a ameaça nuclear. O país comunista tem o quarto maior exército do planeta. A Coréia do Sul intensificou os exercícios militares perto do Paralelo 38, considerado a última fronteira da Guerra Fria (foto AP/ZH).

Já nos Estadus Unidos a preparação para a guerra com o Iraque continua a treinar e enviar mais soldados para o Oriente Médio e assim está parecendo que não há volta mesmo dos objetivos.


Quinta-feira, Janeiro 16, 2003




"Uma pessoa jamais entrará pela segunda vez em um mesmo rio. Sim, pois nem o rio, nem a pessoa serão mais os mesmos. Parece absurdo? Mas não é. Os rios têm suas águas que correm em busca do mar incessantemente. Da terra constantemente brota água nova, renova-se, irriga e fertiliza seu leito. Leva e traz a vida por onde passa. Evapora, umedece o ar e cai novamente em chuva.

A mesma água que lava a terra com a terra também se purifica. Nós temos o sangue corrente em nossas veias. A cada segundo células nascem e morrem em nosso corpo, nossas glândulas reagem com a produção química e hormonal para cada situação, nosso aprendizado é incessante, nossos neurônios se interligam levando informações a velocidades incalculáveis, o coração cadencia seu compasso como que com vontade própria. Por isso muitas vezes nos arrependemos do que fizemos ou falamos há um minuto atrás, isto porque um único minuto é o suficiente para mudarmos. Imagine em um mês... um ano... Você age como agia há 10 anos atrás? Cometeria os mesmos erros? Pense nisso ao resgatar suas mágoas e rancores.

Formamos conceitos de minutos sobre determinados pessoas e mantemos estes conceitos ao longo da vida, sem refletir que ela possa ter mudado. Ouvimos sobre o comportamento de outras, nem sequer as conhecemos, mas isso já é suficiente para imaginarmos que ela é assim ou assado. Vivencio isso todo o dia, quando vejo colegas antigos serem postos de lado de cargos importantes que ocupavam, e nunca mais são convidados para o exercício de outros.

Pense que o conceito que temos das coisas e pessoas estão sempre ultrapassados porque tudo e todos se modificam constantemente. Costumamos preservar nossos julgamentos por décadas e pequenas desavenças têm condenação eterna. Portanto, refaça também sua auto-avaliação, entenda que os erros e fracassos anteriores não foram resoluções definitivas sobre sua pessoa, foram somente uma etapa de aprendizado e evolução. Seja humilde e encare os acertos e sucessos da mesma forma. A capacidade de renovação do rio é inesgotável.

Com o tempo ele arrasta as impurezas, dilui, deposita nas margens, leva ao mar, não importa o quanto tempo possa levar, mas certamente ele irá se purificar. Devemos cultivar esta inesgotável renovação também dentro de nós, eliminando mágoas, rancores, culpas e ressentimentos. Precisamos deixar fluir da lama a água limpa e transparente que lava a terra e com a terra se purifica também. Jamais podemos ignorar os fatos ocorridos em nossa história, são eles que fazem nosso aprendizado e moldam a essência do nosso ser, mas sempre re-avalie tudo e todos. E não se esqueça de fazer o mesmo com você."





09 O paulista Massumi, 28 anos, trabalha como massoterapeuta.

10 Sabrina é estudante de jornalismo e trabalha como modelo. A moça de 21 anos e vem do interior de São Paulo.

11 A carioca Samantha é personal trainer e tem 28 anos.

12 A advogada Viviane tem 28 anos e trabalha em São Paulo.






5 Elane é a mais nova do Big Brother Brasil 3. Tem 18 anos e é professora na Bahia.

6 O paranaense Emilio, 30 anos, trabalha como mergulhador.

7 A bela Joseane, 21 anos, nasceu em Canoas (RS). A moça é a atual Miss Brasil.

8 O DJ Marcelo tem 22 anos e nasceu em Santa Catarina.




Para voces que curtem o BBB. da esquerda para a direita.

1 O rapaz Alan tem 26 anos é promotor de vendas, carioca e promete conquistar as moças com seu belo sorriso.

2 Andrea é a mais velha do grupo. A paulista tem 38 anos e fez publicidade.

3 O goiano Dhomini tem 30 anos e trabalha como secretário parlamentar.

4 O bad boy Dilson é empresário e mora no Mato Grosso do Sul.


Novo presidente da Caixa toma posse

14:28 16/01

Cristiane Campos, do DIA para o iG (editorultimosegundo@ig.com)

RIO - O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, assumiu a presidência do banco nesta quinta-feira pela manhã e afirmou que uma das metas é fazer com que a instituição desenvolva o seu papel social. A declaração mostra que o banco vai trabalhar em sintonia com o Ministério das Cidades.





Cidinha, como está Campanha nas nossas Minas Gerais? Sabia que seu email está cheio e ai não há como enviar mensagens, todas retornam!!!

O vendedor que queria entrevistar a Deus

Uma fábula que mostra o lado esquecido da arte de vender.
Maurício Góis



Era uma vez um vendedor muito ético e que gostava muito de gente.
Um dia, ele pensou:
Para me sentir um profissional completo preciso vender para Deus. Se ao menos eu conseguisse marcar uma entrevista com Ele! Mas como farei a pré-venda?

O vendedor sempre ouviu falar que vender é diagnosticar necessidades, levantar problemas e apresentar soluções. Mas, quando se trata de Deus, como vender para Ele? Quais são as necessidades de Deus? Que problemas Deus tem para eu oferecer algum benefício? Ah! Se ao menos eu conseguisse marcar uma entrevista com o Eterno e conhecer os Seus problemas!

Naquela noite o vendedor foi para a cama pensativo e teve um sonho. Um anjo com muita luz se aproximou dele e falou:

O Criador ouviu seu desejo e marcou uma entrevista com você terça-feira que vem às 17:35. Esteja lá na rua G, número 438 onde acontecerá o encontro. Deus manda avisar que é para você não chegar atrasado. Seja pontual com o Senhor do Universo.

O homem acordou e viu que era verdade, o Eterno ouvira mesmo seus pensamentos e marcou uma entrevista. E eis que chega a tão esperada terça-feira. O vendedor vai ao melhor posto de lavagem de carro e deixa seu automóvel brilhando, passa na melhor loja e compra o melhor terno. Afinal, o Cliente era muito especial. Ao se dirigir para a rua G o vendedor entra num engarrafamento e é abordado por um garoto que lhe suplica:
Moço, eu estou vendendo essas balas para ajudar minha mãe, o senhor poderia me comprar algumas?

O vendedor pensa na dor daquela família e resolve comprar todo o estoque de balas da criança. O menino salta de alegria e diz:
Obrigado, agora eu, minha mãe e meus irmãos vamos ter o que comer.

Tão alegre e saltitante de felicidade ficou o garoto que atravessou a rua correndo sem notar que um carro vinha em alta velocidade e o atropelou. O vendedor coloca o garoto sangrando em seu carro e se dirige ao hospital. Ao chegar lá diz:

Por favor, cuidem deste garoto para mim. Aqui está o número de meu cartão de crédito, eu pagarei todas as despesas, tratem dele como se fosse meu filho.
O vendedor se apressa. Entra de novo na avenida que leva à rua G, número 438. O tempo parece voar. Já são 17: 29 e o que ele menos quer é chegar atrasado. O atropelamento, a burocracia no hospital, tudo isso lhe tomara grande parte do tempo. Já são 17:32, eu não posso perder o encontro de minha vida, pensou apavorado. Mas, ao entrar na rua e se aproximar do número o vendedor olha para o seu relógio e vê que são 17: 43. Em sua mente abatida pela frustração pulam as palavras do anjo:
Não chegue atrasado, seja pontual com o Senhor do Universo.

O vendedor percebe que seu esforço fora em vão. Uma grande tristeza toma conta de seu coração. O Ser mais importante do Cosmos jamais lhe perdoaria esse atraso. Que desrespeito enorme! E logo para com o Eterno! Enquanto ele coloca a mão no rosto e chora pela entrevista perdida alguém bate no vidro fechado de seu carro. Ele aciona o abridor automático e, enquanto o vidro vai se abaixando o vendedor vê a figura iluminada do garoto que socorrera minutos atrás. O garoto sorri e diz:
Perdoe-me, querido, é que eu fiquei tão ansioso por essa entrevista que não agüentei esperar pelas 17: 35.

Essa fábula nos conta uma grande lição na área profissional. Os resultados somente acontecem quando colocamos os problemas e necessidades dos outros em primeiro lugar. Até Deus tem problemas que é convencer aos humanos do dever e do privilégio de amar ao próximo e o vendedor da fábula fez sua parte. Quantas vezes você visita seu cliente pensando apenas em você mesmo ou em faturar, ganhar sua comissão ou atingir suas cotas? Se tiver seu coração e mente apenas concentrado em fazer seu cliente feliz você venderá mais que benefícios. Mais que soluções. Você venderá o produto mais desejado do mundo: o Amor. E até Deus será seu cliente.

Mauricio Góis, é Consultor de Desenvolvimento Profissional e Organizacional, trabalha em programas e projetos de desenvolvimento em Marketing, Vendas, Estratégia, Motivação.
http://www.mauriciogois.com.br




Continuo gostando do Sant'Ana por estas e outras razões. Ele fica completamente indignado e eu faço sempre minhas as suas palavras. Ou seja, os impostos aumentam em 100% em três anos, enquanto inúmeras categorias sociais estão há oito anos sem receber sequer um tostão de aumento em seus salários ou vencimentos. A minha meu nobre e ilustre defensor Sant'Ana é uma delas.

Paulo Sant'ana
16/01/2003


Outro tarifaço selvagem

À medida em que vão sendo entregues os carnês do Imposto Predial de Porto Alegre, os proprietários de imóveis na cidade, cuja grande maioria é composta de trabalhadores, repito, trabalhadores de carteira assinada, trabalhadores informais, trabalhadores aposentados, funcionários públicos, esta grande massa vai conhecendo a cifra do reajuste do IPTU.

E essas pessoas todas são tomadas de assombro e não têm a quem recorrer: o reajuste do IPTU, por decreto do prefeito João Verle (PT), foi de 25,31%.

Esse reajuste não foi submetido à Câmara de Vereadores. Então o prefeito bateu o martelo e jogou lá em cima o aumento do IPTU, utilizando para isso o que a lei lhe confere, o índice do IGPM, justamente a referência inflacionária mais injusta e cruel para os assalariados e desempregados em geral. Nem mais socorro se pode pedir ao vereador Isaac Ainhorn e a seus colegas da Câmara. Passaram por cima deles de trator.

Que bela tacada do governo municipal. Em um só item tributário, faturará 25,31%! Sem falar que com o aumento selvagem nos combustíveis em 2002, quase três vezes superior a esse IGPM, a prefeitura de Porto Alegre viu encher os seus cofres milionariamente, mediante a parte que lhe cabe no repasse do ICMS, em nível que se pode chamar de mirabolante.

Que tacada, prefeito João Verle. Parabéns. Isso é que é arrecadar, como se estivéssemos na Suíça, com povo de renda opulenta, sem crise, sem desemprego e com reajustes salariais civilizados e pontuais.

E onde que que se fosse ontem pela cidade, no Parcão, na Rua da Praia, por todos os recantos em que se verificassem conversas, as pessoas protestavam com esse aumento desproporcional do IPTU.

Em três anos, aumentando assim pelo IGPM o IPTU, como o fez com audácia e desenvoltura notáveis o governo municipal do PT, teremos reajuste quase da ordem de 100%.

Ou seja, os impostos aumentam em 100% em três anos, enquanto inúmeras categorias sociais estão há oito anos sem receber sequer um tostão de aumento em seus salários ou vencimentos.

Como pode não ser infeliz e marchar para a falência de seus orçamentos essa estupenda massa de espoliados?

Já se anuncia que o reajuste das tarifas de energia elétrica será da ordem de 30% em 2003, o mesmo sucederá com os telefones, melhor nem falar no gás de cozinha, no diesel e na gasolina, que nesse setor os aumentos beiram a imoralidade econômica e social.

Vivemos um período nitidamente de governos ricos e de povo pobre. De governos que se comprazem em aumentar as suas arrecadações em ritmo esplendoroso, enquanto o povo pena e se dilacera para pagar os preços dos tributos e dos demais índices da sua sobrevivência, vendo-se empobrecido e envilecido com a infamante perda de seu poder de compra e nível de vida.

E em cima desse tarifaço espetacular do IPTU circula um boato insolente e desaforado: o de que a prefeitura de Porto Alegre pretende enviar nos próximos meses à Câmara de Vereadores um projeto de reavaliação da planta de valores do Imposto Predial.

Mas, com reajuste de 25,31% no IPTU, querer ainda ganhar em cima de valorização da planta de valores será um escárnio.

Parem com isso, já foi irresponsavelmente transposto todo o limite do que se possa crer em matéria de aumento de impostos.

Parem com isso! Quem vive de salários congelados ou arrochados, quem nem tem mais salários por vegetar em desemprego, o povo, os trabalhadores, os aposentados, ninguém suporta mais este macabro cálculo de reajustes em tudo! É desumano e é desigual. E o que é pior: essa fúria fiscal tem origem em governos de todos os partidos, já não há mais nenhuma salvação nem socorro nas urnas.

Parem com isso!
psantana.colunistas@zerohora.com.br




Como estávamos equivocados. Não era um castigo. Era uma aula de humanidade. Era um desafio para a capacidade destes bípedes que dominam a vida sobre o planeta. Era um teste de coragem, inteligência e compaixão. E, infelizmente é preciso fatos como este, acontecerem para a gente ter presente que estes aspectos continuam sendo importantes em nossas vidas.

Nilson Souza
16/01/2003


Maria e Maria

As meninas da Guatemala voltaram para casa esta semana em carrinhos separados. Não são mais siamesas, mas certamente serão mais irmãs do que nunca depois de terem vivido durante um ano unidas pela cabeça e de terem passado juntas por uma delicada cirurgia de 23 horas num hospital da Califórnia. Foi o primeiro grande milagre da ciência no novo século: os médicos separaram os crânios das gêmeas e desuniram os vasos sangüíneos interconectados que drenavam sangue do cérebro para o coração das meninas.

Foi, também, um raro milagre de solidariedade e humanismo neste mundo comandado pelos senhores da guerra e horrorizado com a corrida biogenética. O drama das duas Marias comoveu populações inteiras, despertou uma mobilização profissional poucas vezes vista e provocou uma inédita corrente de orações. Enquanto técnicos das mais variadas especialidades bolavam instrumentos para facilitar o trabalho dos cirurgiões e doadores anônimos contribuíam com recursos financeiros, profissionais e voluntários treinavam exaustivamente todos os detalhes do atendimento para nada dar errado. Quem não podia ajudar de outra forma rezava.

No primeiro momento, lembro-me bem, as imagens mostradas pela TV causaram rejeição. As pessoas não queriam ver aquela cena chocante dos bebês colados pela cabeça, rolando na cama sem que ao menos um pudesse ver o outro. Mas a aparente perversidade da mídia acabou sendo o passo inicial da caminhada milagrosa. Não fosse a divulgação, dificilmente a família pobre da pequena aldeia de Belém, no município guatemalteco de Santo Domingo Suchitepéquez, teria condições de dar um destino digno para as gêmeas. Mobilizada a comunidade mundial, elas foram encaminhadas para um dos mais modernos hospitais dos Estados Unidos e agora retornam aptas a uma vida normal.

Por que nos recusávamos a ver aquelas imagens? Ora, porque a vida perde o sentido quando a natureza captura seres inocentes numa armadilha tão cruel e injusta. Que culpa poderiam ter aqueles bebês para receber tal condenação? Que providência divina era aquela, capaz de gerar anjos deformados? Melhor não ver.

Como estávamos equivocados. Não era um castigo. Era uma aula de humanidade. Era um desafio para a capacidade destes bípedes que dominam a vida sobre o planeta. Era um teste de coragem, inteligência e compaixão.

Maria e Maria nos deram uma lição inesquecível. Talvez o mundo ainda tenha jeito.
nilson.souza@zerohora.com.br


Rali Paris-Dacar
Nas areias do Saara



O francês Stephane Peterhansel, líder do Paris-Dacar, atravessa o Egito, seguido pelo helicóptero da organização, na última semana da prova (AP/ZH)




Voces imaginam o que é 390 mil inadimplentes poderem voltar as compras a prazo, pois que terão seus nomes retirados dos cadastros restritivos. Isso só no Paraná e a nível de Brasil quantos milhares serão.? E como sou advogado achei ótima a idéia das associações comerciais só o fazerem se o lesado entrar com ação na justiça, como as demais instituições sempre fizeram, aliás. Foi assim com o FGTS, com o SFH e assim por diante. Dessa forma já se entra com ações coletivas para ganhar tempo e mais honorários. ötimo para os meus pares e para os advogados novos que se formam a cada dia. Não que eu compactue com a idéia mas se o direito está assegurado as pessoas tem mais é que ir buscá-lo.

IMPASSE-Associações vão à Justiça contra nova norma de proteção ao crédito

Código Civil "limpa" o nome de 390 mil devedores do Paraná

Inadimplentes há mais de 3 anos continuarão com as dívidas

O novo Código Civil, em vigor desde o dia 11 de janeiro, permite a cerca de 390 mil paranaenses, que estão cadastrados como devedores no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) há mais de três anos, que tenham seus nomes excluídos da lista negra. Eles representam 36% do total de 1,1 milhão de inadimplentes cadastrados no SCPC no Paraná.

O perdão, porém, que significa nome limpo para novas compras a prazo no comércio, não está garantido. As associações comerciais de 233 municípios do estado ainda não cumpriram a lei e mantêm o mesmo cadastro.

Mudança

O antigo Código Civil obrigava a retirada do nome do devedor de listas de proteção ao crédito após cinco anos. A mudança não agradou a Rede de Informação de Proteção ao Crédito (RIPC), da qual fazem parte o Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. De acordo com o gerente de informações e serviços da Associação Comercial do Paraná (ACP), Adriano Fagundes, a Rede está preparando uma Ação de Inconstitucionalidade (Adin) contra este artigo do novo Código, com base em pareceres de juristas contrários à mudança.

Segundo Fagundes, a nova regra não dará perdão da dívida. Quem já foi protestado judicialmente pode ter o seu nome retirado da lista, segundo o novo Código, mas continua devendo para a empresa que vendeu o produto ou serviço.

Em Curitiba, a Associação Comercial já decidiu que não irá excluir da base de dados o nome dos devedores com mais de três anos de inclusão. Dos 594 mil cadastrados no SCPC, 194 mil se encaixam neste perfil. "A Associação vai entrar com recursos e ações administrativas para impedir que a exclusão seja feita", afirma Fagundes.

O gerente diz, porém, que só em caso do consumidor contestar essa decisão judicialmente, a Associação vai retirar o nome da lista. O Supremo Tribunal Federal deu ganho de causa a um consumidor no início dessa semana, já com base no novo Código Civil.

De acordo com o vice-presidente de SCPC da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná (Faciap), Walter Venson, a entidade considera uma grande perda deletar os dados de 2 anos de devedores.





Só fiquei pensando no custo beneficio dessa atitude, embora esteja registrado que foi efetuado pesquisa pra isso: é que se o Presidente vai acompanhado de 25 ou 30 assesssores, seguranças, ministros e outros, como normalmente acontecia, ainda vale mais ir em avião da Presidência do que lotar um voo comercial, não concordam?

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 16 DE JANEIRO DE 2003


Lula vai a Davos em vôo comercial


Brasília - O presidente Lula não fretará avião para viajar de São Paulo a Paris, onde fará escala a caminho de Davos, na Suiça, para participar do Fórum Econômico Mundial, segundo informou, ontem, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. A viagem está marcada para o dia 25, quando Lula e sua comitiva viajarão num vôo convencional da TAM, cujas tarifas foram pesquisadas como as mais baratas.

O governo suiço decretou Davos como zona aérea proibida, de 23 a 28 próximos, temendo manifestações antiglobalização. 'No entanto, estamos prevendo mais manifestantes em terra que incidentes aéreos', disse o ministro da Economia suiço, Joseph Deiss. A proibição afetará todos os aparelhos, incluindo asas deltas ou ultraleves, de acordo com o chefe da Divisão de operações da Força Aérea, coronel Peter Egger.





Existe um telefone que não testei na verdade se funciona e quanto tempo o cliente tem que esperar para saber se o seu FGTS foi creditado em conta para aqueles que tem conta ou se já está disponível para receber com o cartão do trabalhador, nas salas de auto atendimento, loterias, ou ainda no próprio caixa da Caixa.

Ai os clientes reclamam, e reclamaram a mim por email ontem, que ficam três horas na fila e quando chega a sua vez não está ainda disponível o dinheiro. Mas esse telefone que é divulgado e acredito que com possiblidade de acessar até de orelhão pois que ainda é a Caixa que paga - enquanto outros, como o da previdência, já trocaram para o 0300, a ligação é paga pelo cliente por que não é usado?

E ainda pela própria internete para aqueles que possuem micro.. ? Mas continuem a enviar suas indignações e o que for possível fazer para melhorar e diminuir estas filas estarei a disposição para, pelo menos, levar às pessoas competentes para dar uma solução para isso.

Maiores informações sobre os créditos poderão ser obtidas pelo telefone 0800-550101

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 16 DE JANEIRO DE 2003


Busca pelo FGTS lota Caixa Federal

A agência central da Caixa Econômica Federal (CEF), em Porto Alegre, registrou ontem um grande movimento de trabalhadores com direito a receber até R$ 2 mil de diferença do FGTS relativas aos planos Verão e Collor I. Esta é a segunda e última parcela (de R$ 1 mil) do calendário de pagamento (que finda amanhã) para aqueles que já efetuaram termo de adesão até 30 de junho de 2002. A gerente de FGTS da CEF, Ângela Scangarelli, alerta que para os trabalhadores que assinaram a adesão após aquela data, será lançada a segunda parcela seis meses após o crédito da primeira.

Para quem tem direito a receber R$ 5 mil, serão pagas mais quatro parcelas semestrais (a primeira começou a ser liberada no último dia 13). Maiores informações sobre os créditos poderão ser obtidas pelo telefone 0800-550101 ou através da Internet no site www.caixa.gov.br.


Quarta-feira, Janeiro 15, 2003




Olha ai só o seu dinheirinho que deveria estar nas contas a dez, 12 anos atrás. Como não foi creditado naquela época o direito a recebê-lo está sendo exercido somente agora, mas como diz ai na reportagem sempre chega em boa hora. Ah e a Agência Central é a Agência Praça da Alfândega.

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 15 DE JANEIRO DE 2003

Busca do FGTS lota agências da CEF

Recursos do FGTS chegam em boa hora para trabalhador



A agência central da Caixa Econômica Federal (CEF) em Porto Alegre registrou ontem um grande movimento de trabalhadores com direito a receber até R$ 2 mil de diferença do FGTS. Esta é a segunda e última parcela (de R$ 1 mil) e o calendário de pagamento se encerra no dia 17 de janeiro. A gerente de FGTS da CEF, Ângela Scangarelli, alerta que para receber esses valores é necessário ter feito a adesão até 30 de junho de 2002. Para os trabalhadores que o fizeram em data posterior, será lançada a segunda parcela seis meses após o crédito da primeira.

Para trabalhadores com direito a R$ 5 mil, serão pagas mais quatro parcelas semestrais - a primeira parcela também começou a ser liberada dia 13. Os valores da primeira parcela, de crédito até R$ 5 mil, estão sendo lançados aos que fizeram a adesão até o dia 31 de dezembro de 2002. Quem entregou a carta de adesão após esta data terá direito ao crédito da primeira parcela sempre no mês seguinte e das demais a cada seis meses.

Nas casas lotéricas, os trabalhadores poderão efetuar saques de até R$ 300. O mesmo valor poderá ser retirado via caixa eletrônico e correspondentes Caixa Aqui, com o Cartão do Cidadão e a senha. Valores superiores estão sendo pagos somente nas agências da Caixa Econômica Federal. As informações sobre os créditos complementares do FGTS poderão ser obtidas pelo telefone 0800-550101 ou pela Internet, no site www.caixa.gov.br.




Quem ai arrisca a mudar a aplicação de seu dinheirinho. Quem vendeu os dólares que possuia em janeiro e aplicou em ações ou em algum índice atrelado as mesmas está rindo a toa. Primeiro porque houve esta queda relevante no dólar que continua com tendência de queda e segundo porque houve esta valorização surpreendente da Bolsa, como não havia há tempo. Já quem fêz o contrário... que pena!

Mercado Financeiro
Bovespa atinge valorização de 8,04% no mês

A tranqüilidade predominou ontem no mercado financeiro como decorrência da melhora da percepção em relação aos ativos domésticos e da abertura de novas linhas de financiamentos externos às empresas e bancos brasileiros. O dólar comercial fechou a R$ 3,26 (venda), com desvalorização de 1,42%, e a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou alta de 0,53%, apesar das cotações terem flutuado bastante no decorrer do dia. O pregão paulista ampliou para 8,04% o ganho obtido no mês.

A captação de US$ 300 milhões pela Companhia Vale do Rio Doce e de US$ 39 milhões pela Companhia Siderúrgica de Tubarão animou ainda mais os investidores, já otimistas com a obtenção de quase US$ 1 bilhão nos últimos dias por bancos do país. Os preços oscilaram na Bovespa, no entanto, devido à preocupação dos investidores em Wall Street. A movimentação somou R$ 541 milhões no pregão paulista. As ações de empresas endividadas em moeda estrangeira, como Embratel e Eletrobrás, foram destaques de valorização.

Os investidores norte-americanos atuaram com cautela ante a divulgação do crescimento nas vendas do varejo em dezembro nos Estados Unidos. O aumento foi de 1,2%, conforme o Departamento de Comércio, o que superou o índice de 0,9% de novembro, mas ficou abaixo das projeções do mercado de 1,5% para o período. A Bolsa de Nova York (Nyse) subiu 0,64%, e a Nasdaq (setor tecnológico) fechou com ganho de 1,04%.




Pois é imagine depois que todos os taxistas tiverem aprendido bem a lingua inglesa, cujas aulas estão sendo lhes dada de forma intensiva, mudam o forurm de lugar. Nossa eles vão desaprender tudo. Então para que eles continuem afiados é interessante que o mesmo contiune sendo realizado em Porto Alegre. E por todas as demais razões relevantes culturais e econômicas por exemplo.

Rosane de Oliveira
15/01/2003


De olho nos negócios

Se no início o Fórum Social Mundial era visto como "coisa do PT" ou "piquenique das esquerdas" por seus críticos, hoje é crescente o número de gaúchos que defendem sua permanência no Rio Grande do Sul. Ainda que não concordem com o eixo das discussões, é indiscutível que o Fórum é bom para os hotéis, restaurantes, bares, táxis, locadoras de automóveis e dezenas de outros negócios que se esvaziam no verão com a transferência de boa parte dos porto-alegrenses para as praias. Isso explica a torcida para que o Fórum continue em Porto Alegre, apesar de já estar praticamente decidido que o próximo encontro será na Índia.

Cálculos da prefeitura indicam que no ano passado cada estrangeiro que veio para o Fórum gastou, em média, US$ 59,73 por dia. As previsões para este ano são de que pelo menos US$ 55 milhões entrarão no Rio Grande do Sul até o final de janeiro por conta do Fórum Social Mundial e dos eventos paralelos.

O prefeito João Verle ainda tem esperança de que o Fórum continue na Capital. Graças ao Fórum, a Capital se qualificou para o turismo de eventos e, hoje, disputa com vantagem a condição de sede de grandes convenções.

Na viagem à Europa e aos Estados Unidos, o governador Germano Rigotto pôde perceber a dimensão do Fórum para o Rio Grande do Sul. Se dependesse dele, o encontro continuaria sendo realizado no Estado. Não depende. A decisão é de um comitê internacional, que está disposto a tornar o encontro itinerante, embora mantenha Porto Alegre como uma referência anti-Davos. Para efeito de negócios, essa referência não tem qualquer significado.

A última preocupação dos organizadores é com o lado turístico do Fórum Social Mundial. Pelo contrário, as adesões consideradas "interesseiras" podem pesar contra Porto Alegre na hora da decisão, embora a Capital reúna todas as condições políticas e materiais para continuar como sede do encontro. A decisão sai na próxima semana.
rosane.oliveira@zerohora.com.br




Está aí uma das explicações porque no mundo conemporaneo e agora mais presentemente as mulheres resolveram por ter filho único: Não há a mínima possibilidade de trocar os nomes. Quanto trocar o nome do marido, da mulher, da empregada ai não há jeito mesmo: havemos que nos policiar e esta é das razões porque a Martha continua de férias.

Martha Medeiros
15/01/2003


Coisa com coisa

É considerado normal uma mãe trocar o nome dos filhos, toda mãe troca: chama a Luiza de Roberta e a Roberta de Luiza, o Bruno de Eduardo e o Eduardo de Bruno. Eu faço a mesmíssima coisa, quero chamar uma e digo o nome da outra. Nunca me apavorei com essa disfunção porque toda mãe é assim, a minha trocou a vida toda os nossos nomes: inúmeras vezes fui chamada de Fernando.

Só que minha disfunção foi se sofisticando com o tempo. Comecei a trocar também o nome de outras pessoas. A moça que trabalha na minha casa chama-se Clair e uma de minhas grandes amigas, Clarisse. Troco sempre. Justifica-se: são nomes que começam quase igual. Só que eu dei pra trocar também Karin por Leticia, Ana por Neca, Suzana por Dorinha, e só não troco o nome do meu marido porque eu me concentro muito antes de pronunciá-lo: por mais que ele saiba desse meu defeito crônico, não convém levantar suspeitas.

Estava levando bem, até que certa vez fui lançar meus livros no Rio. No dia seguinte, de volta a Porto Alegre, havia um e-mail de um leitor me esperando na caixa postal. Dizia: "gostei muito de conhecê-la pessoalmente, mas acho que você me confundiu com algum amigo seu. Você autografou o livro para Marquinhos. E me chamo Romualdo".

Não era possível que eu tivesse escutado mal o nome do cara: Marquinhos e Romualdo sequer rimam. Resolvi achar graça da história, pedir desculpas e seguir como se nada estivesse acontecendo.

As coisas estavam num nível de anormalidade aceitável, até que um dia eu atendi o telefone dizendo "tchau". Razoável, se eu fosse italiana. Como não é o caso, passei a admitir que sou uma pessoa neurologicamente perturbada. Hoje, o quadro clínico é o seguinte: não digo coisa com coisa. Se quero dizer apoteótico, digo apocalíptico. Se quero dizer remendo, digo remédio. Troco termos prosaicos. Prosaico, aliás, é como chamei outro dia uma taça de prosseco, e eu ainda nem havia começado a beber. Claro que ainda me resta algum controle. Socialmente, engano bem.

Consigo entabular uma conversa sem dar vexame. Mas em casa, livre de qualquer patrulha e avaliação crítica, eu deito e rolo: libero as palavras desencaixadas e reinvento meu próprio português informal. Falar é o que menos me importa. Enquanto eu ainda conseguir escrever coisa com coisa, me sustento.
martha.medeiros@zerohora.com.br




Amar-me, muitas pessoas me amam, o que me lisonjeia. Agora, que ninguém me odeie, isso me arrasa e só deve ser o meu fim. Hoje efetivamente o Paulo Sant`Ana está inspirado, lembrando poetas e cantores e até admitindo que é amado por muitas pessoas que sabe, pois que recebe inúmeros emails por dia. Como destes ninguém o está chingando nem chamando-o de qualquer nome feio, ele não admite que ninguém o odeie.

Paulo Sant'ana
15/01/2003


Vida insípida

Nem sei qual é atualmente a maior das minhas duas aflições: se há longo tempo não ouvir de ninguém a expressão "eu te odeio" ou se extinguiu-se também dentro de mim, exatamente durante este tempo, a capacidade de odiar qualquer pessoa.

Eu nunca soube, nunca vivi, nunca li, nunca ouvi alguém que dissesse a outra pessoa "eu te odeio" que não a estivesse amando intensamente.

Certa vez contei aqui a história de um dos maiores poetas populares, seguramente o maior dos vates musicais gaúchos, que foi encontrado pelo seu amigo como protagonista da seguinte cena: era a sala de uma casa da amante do grande poeta, nela se via o artista ajoelhado, com a sua namorada a empunhar o revólver engatilhado, com o cano enfiado na boca do grande compositor.

O amigo entrou de surpresa e narrou depois da euforia orgástica, do delírio de prazer e realização que se estampava nos olhos do poeta. Em vez de terror, extasiamento.

Sua amada o estava odiando. Estava pronta a matá-lo. Enquanto não puxava o gatilho, enchia o poeta de ofensas e maldições.

E ele se deleitava até o sonho com aquele cano de revólver enfiado em sua boca e a raiva incontida da mulher que o empunhava, só então conhecendo sublimemente que era amado por aquela mulher .

A prova irretorquível e definitiva de que aquela mulher o amava é que ela o estava odiando com toda a força do seu coração.

E ao descrever aquela cena nietzscheana, certa vez em uma crônica, o saudoso Hamílton Chaves, o amigo do poeta, descreveu que maior ainda seria a felicidade daquele homem em perigo se a mulher puxasse o gatilho e ele pudesse depois sobreviver para crer para sempre no amor que tinha por ele a assassina.

Em matéria de amor, amor e ódio são exatamente sinônimos. Rodolfo Valentino, tido como um dos maiores conquistadores de todos os tempos, confessou certa vez que a forma mais fácil dele ter ereção era ouvir de qualquer mulher a expressão: " Eu te odeio".

Ignoro, mas pelo raciocínio inverso, nada devia ser mais broxante para Rodolfo Valentino que uma das suas centenas de mulheres conquistadas dizer-lhe '"Eu te amo".

Quase sempre, qualquer pessoa que odeie a outra, ou a ama ou a inveja. O Lupicínio Rodrigues tem um verso que para mim é a jóia da coroa da sua obra, centrada toda ela no triângulo amoroso ou nas brigas de amor: "Quem nos vê brigar/ quase a nos matar/ há de pensar que esta louca não gosta de mim".

Este verso contém ódio, loucura, agressão, escândalo, irascibilidade, mas o cerne poético desse verso é o amor.

Tenho um amigo que toda vez que me diz que "nunca estivemos tão afinados, eu e minha mulher", uma semana depois eles estão morando em casas separadas.

E quando ele me vem depois a lançar catadupas de acusações contra sua mulher, amaldiçoando-a e invectivando-a de defeitos, uma semana depois estão morando novamente juntos.

Por isso é que minha vida tornou-se lamentavelmente maçante nos últimos tempos. Ao contrário de Antônio Maria, eu deveria cantar: " Ninguém me odeia/ ninguém me quer".

Ah, que saudades do tempo em que me odiavam com chispas nos olhos e setas pontudas na língua!

Ou mais saudade ainda do tempo em que eu odiava tanto que era capaz de me convencer que ia matar.

O homem passa a ser um ser amorfo e insignificante quando perde a possibilidade de ser odiado ou a aptidão de odiar.

Nunca se é tão amado quanto quando se procede de forma a inspirar ódio a outra pessoa.

Eu estou convencido de que acabei num traste desprezível: ninguém mais me odeia, o que quer dizer definitivamente que não tenho mais qualquer significado.

Amar-me, muitas pessoas me amam, o que me lisonjeia. Agora, que ninguém me odeie, isso me arrasa e só deve ser o meu fim.
psantana.colunistas@zerohora.com.br