E N T R E L A Ç O S
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Sábado, Fevereiro 01, 2003




Para uma sábado assim quando, muitas vêzes, dirigimos nosso carro sem destino ou quando o destino é um Shopping cheio de gente, mas ninguém é assim conhecido. Ou quando todos sairam e nós ficamos sós... ou porque os filhos cresceram ou porque escolhemos nunca unir-nos a outra pessoa. Ou por que esta outra pessoa que buscamos até hoje ainda não cruzou o nosso caminho. Em todas essas situações talvez o texto abaixo ajude a ficarmos mais em paz e aceitemo-nos melhor da forma como somos e do jeito que estamos.

1. Deus não escolhe pessoas capacitadas, ele capacita os escolhidos.

2. Um com Deus é maioria.

3. Se quiser ficar desanimado olhe para si, se quiser ficar decepcionado olhe para os homens, mas se quiser ser salvo olhe para Jesus.

4. Vale muito mais uma porta fechada por Deus do que uma aberta pelo diabo.

5. Você quer ajudar? Então se envolva com quem precisa de ajuda. Quer fazer a diferença? Seja diferente, Quer ser usado por Deus? Esteja disponível.

6. NUNCA PONHA UM PONTO DE INTERROGAÇÃO, ONDE DEUS JÁ COLOCOU UM PONTO FINAL.

7. Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.

8. Deus não fala com PESSOAS APRESSADAS E SEM TEMPO.

9. Com Jesus, jamais uma desgraça será a última noticia.

10. Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém, 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.

11. Só terei tudo de Deus, quando Ele tiver tudo de mim.

12. Sou apenas um detalhe, mas com Jesus, faço a diferença.

13. A fé ri das impossibilidades.

14. A fé não nasce com uma quantidade de fatos que uma pessoa ouve a respeito de Deus. Há pessoas que se convertem com um folheto apenas,enquanto outras irão para o inferno conhecendo a Bíblia inteira.

15. Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.

16. Perdoar é a melhor maneira de vingar-se.

17. A mágoa olha para trás, a preocupação olha em volta, a fé olha para cima.

18. O tempo é de longe mais valioso que o dinheiro, porque o tempo é INSUBSTITUÍVEL.

19. Não temas a pressão, lembre-se que é ela que transforma o carvão em diamante.

20. A Bíblia nos foi dada para nos dar conhecimento e mudar nossa vida.

21. O mais importante não é encontrar a pessoa certa, e sim ser a pessoa certa.

22. NÃO CONFUNDA A VONTADE DE DEUS, COM A PERMISSÃO DE DEUS, NEM TUDO O
QUE ACONTECE É DE SUA VONTADE, MAS NADA ACONTECE SEM SUA PERMISSÃO.

J.C. Orbatiuck




Se amar fosse fácil...

Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal amada.

Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome. Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal amadas, nem mixês, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...

Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.

Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria,no máximo ajudariam no combate ao cão feroz. Mas o amor é sentimento que depende de um "eu quero", seguido de um "eu espero"; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu "eu" por isso, o amor é difícil.

Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E, quando morreu amando deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!

( Pe. Zezinho, scj )




My friend Orbatiuck, que bons ventos o tragam sempre. Porto Alegre, continua aqui pertinho da sua Curitiba, umas horinhas de viagem apenas, por belas paisagens. Abraços e continue enviando suas mensagens, são sempre esperadas e na medida do possível colocadas aqui para nossos leitores.

Bunda mole é ?

Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.

Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.

No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.

Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.

Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.

Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.

Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado. Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor. Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.

Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório! Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área. Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.

Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir. Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo.

Jantaram em silêncio. Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono.
Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles movimentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.

Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário: - Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar. Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!

Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados! Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto- ajuda: como controlar as emoções negativas.

Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...

Resolveu agir com sabedoria. No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas. de lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de caju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele.

E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada. Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localizá-la pelo celular e descobrir por que ela havia sumido.

Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele. -A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa...




Uma questão de perspectiva

O indivíduo surpreende a mulher em sua cama com outro. Tirou o revólver da cintura, armou o gatilho e já ia metendo bala nos dois, quando parou pra pensar e foi percebendo como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos.

A esposa já não pedia dinheiro pra comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda. Os meninos mudaram da escola pública do bairro para um cursinho superchique, na zona Sul.

Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar dele estar há quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela. E o mercado então, nem se fala, eles nunca tiveram tanta fartura quanto nos últimos meses. E as contas de luz, água, telefone, internet, celular e cartão de crédito, fazia tempo que ele nem ouvia falar delas.

O caso é que a mulher dele era mesmo um avião, uma mistura de Tiazinha com Vera Fisher, temperada no caldo da Feiticeira. Coisa de louco. Guardou a arma na cintura e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois. Parou na porta da sala e disse pra si mesmo: O cara paga o aluguel, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesas e eu ainda vou pra cama com ela todos os dias. E fechando a porta atrás de si, concluiu: - Pô, o corno é ele.
Do meu amigo João Carlos Orbatiuk




Para você que lê Entrelaços, ai estão as capas das duas revistas semanais Veja e Isto É que amanhã estarão nas bancas. Abaixo a reportagem da Revista Veja sobre a pirataria que apesar da represssão continua a mil.

A vitória dos piratas

A indústria não sabe mais como conter os falsificadores, que agora começam a entrar no ramo de DVDs

O pirata venceu a indústria. Em todo o mundo, os produtos falsificados, especialmente na área de entretenimento e programas de computador, superam em número e, em certos casos, em faturamento os artigos legítimos. A situação chegou a um ponto em que alguns especialistas acreditam que o melhor a fazer é jogar a toalha, admitir a derrota e relaxar, em vez de tornar mais rígidas as leis de direito autoral, o chamado copyright. A revista inglesa The Economist sugeriu em editorial na semana passada uma mudança radical na maneira de combater a pirataria de programas de computador, músicas e filmes.

"Para que as leis de copyright possam sobreviver, elas precisam ser menos abrangentes. Com o avanço das técnicas digitais e de cópia e distribuição, não se concebe mais que uma lei assegure o direito setenta anos após a morte do autor", escreveu a revista. A idéia é baratear o licenciamento e, assim, atrair para a legalidade uma parte dos piratas. Para Hollywood, a indústria fonográfica e as empresas que produzem jogos eletrônicos e programas de computador, a proposta de relaxar as leis é uma saída desesperada, equivalente a descriminalizar as drogas para acabar com o tráfico. "Os falsificadores são ladrões e precisam ser tratados como criminosos", disse na semana passada Frits Bolkstein, comissário de comércio da União Européia, ao anunciar medidas mais duras de combate à pirataria.

Os números da falsificação no Brasil são assustadores, mas o mercado nacional não difere muito da situação na Ásia e na Europa do Leste. De cada dez games vendidos a consumidores brasileiros, nove são piratas. Seis de cada dez CDs com programas de computador são falsificados. Metade dos CDs musicais é pirateada. Mais recentemente, a pirataria mundial descobriu o mercado de DVDs. No Brasil, a polícia calcula que as vendas de DVDs piratas tenham chegado a cerca de 40 milhões de dólares no ano passado. O ataque dos falsificadores ao produto parecia quase impossível quando esse formato começou a se popularizar no mundo, cinco anos atrás. Os DVDs, que têm capacidade para armazenar o conteúdo de até 25 CDs, são gravados digitalmente com o emprego de raios laser, e seu conteúdo é inteiramente digital.

Quando a indústria apostou nesse formato, ele foi declarado indevassável devido à complexidade técnica de copiar seu conteúdo. Bem, a realidade agora é outra. Os computadores mais caros já saem de fábrica com leitores e gravadores de DVD. Um disco regravável com capacidade para armazenar um filme de longa metragem com todos os recursos de imagem e de som custa cerca de 90 reais.

É um preço muito alto para o mercado pirata. Por essa razão, apenas uma ínfima parte dos DVDs piratas é realmente um DVD. A maioria dos falsificadores simplesmente copia o conteúdo de imagem numa resolução mais baixa e com um único canal de som do original. Depois, com a ajuda de um programa de computador chamado DVD-Squeeze, o pirata armazena o filme num CD comum regravável, que sai por cerca de 1 real. Ele vende sua obra por 10 reais. Um DVD original custa, em média, 40 reais.





Continuação
Parte do sucesso dos piratas vem da ousadia natural na profissão. "Eles muitas vezes roubam as matrizes ainda nas fábricas e, antes que o produto genuíno chegue ao mercado, já estão vendendo cópias", afirma Paulo Fleury, delegado de Crimes contra a Propriedade Imaterial de São Paulo. "A pirataria não conhece limites. Se não conseguem roubar as matrizes, eles pegam o conteúdo na internet e até subornam funcionários dos cinemas para gravar os filmes na sala de exibição." O contra-ataque dos fabricantes e da polícia tem surtido pouco efeito. Mesmo quando a repressão é vigorosa, os falsificadores encontram uma alternativa. No ano passado, 295 sites ligados à máfia da pirataria de DVDs foram tirados do ar no Brasil, sem que se registrasse redução significativa da pirataria. Os sites flagrados foram prontamente substituídos por outros. A audácia dos piratas pode ser verificada nas bancas de camelôs nas grandes cidades brasileiras. Cópias piratas de O Chamado, da Universal Pictures, já eram vendidas livremente no centro de São Paulo duas semanas antes do lançamento do filme.

O Monge à Prova de Balas (Bulletproof Monk) tem a pré-estréia mundial marcada para abril, mas exemplares da trama já são vendidos ilegalmente em diversos países. O preço varia em torno de 1 dólar. As cópias ilegais do filme são de uma versão ainda não finalizada pelo diretor. "A certeza de impunidade é tão grande que os comerciantes piratas se estabelecem até mesmo perto de delegacias", diz o promotor José Carlos Blat, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

A semana passada foi marcada por várias ofensivas contra a pirataria no mundo. Na quarta-feira, a União Européia anunciou que vai fiscalizar bagagens nas fronteiras, o que não deixa de ser um retrocesso na política de livre circulação de mercadorias no continente. A Microsoft de Bill Gates, que domina o mercado mundial de programas para computadores pessoais, anunciou que vai investir 500 milhões de dólares em novas tecnologias antipirataria. Há dois meses, diversos estúdios cinematográficos anunciaram a entrada em operação de um serviço que visa inibir a pirataria oferecendo maneiras mais baratas de assistir a um filme. O serviço permite buscar via internet um trabalho inteiramente gravado de forma digital, cuja exibição pode ser feita apenas em um período de trinta dias. Depois disso, o arquivo se autodestrói. Custa 3 dólares.

O preço de uma entrada de cinema nos Estados Unidos gira em torno de 8 dólares. Na semana passada, a Organização Mundial das Aduanas divulgou uma estimativa que coloca o comércio total de falsificações no mundo no patamar de 450 bilhões de dólares por ano, o equivalente ao PIB de um país como a Índia. Esse número quadruplicou na década de 90 e já chegou a assustadores 9% do comércio mundial. Além de CDs e artigos de luxo, como as bolsas Louis Vuitton, os falsificadores estão produzindo até detergente.

As falsificações e as cópias piratas ganham mercado em todo o mundo. Dezenas de países, especialmente na Ásia, foram consideradas pela organização das aduanas áreas absolutamente fora de controle, verdadeiras possessões dos piratas. Só na União Européia, o número de apreensões nas fronteiras cresceu 900% em três anos. Mesmo com o fechamento do Napster, a mais conhecida empresa de software de troca de arquivos musicais via internet, os prejuízos da indústria fonográfica totalizaram 5 bilhões de dólares no ano passado. Todas as tentativas convencionais de deter a pirataria fracassaram. Nesse contexto, a proposta da revista The Economist de tentar algum acordo comercial com os falsificadores não parece tão absurda.



Capa: foto Reuters

Para voces em primeira mão a capa da Revista Veja deste fim de semana. E os destaques estão ai abaixo.

Internacional

Bush ganha apoio para a guerra contra o Iraque. Brasil
Lula com o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin. Economia
A pirataria resiste apesar da repressão policial.


Edição 1 788 5/2/2003

Especial: Tudo pronto para o ataque a Saddam

Artes e Espetáculos

Música: Bryan Ferry, o mais chique
Cinema: Gangues de Nova York, de Martin Scorsese
Showbiz: Chilenos se encantam com axé paranaense
Televisão: Nickelodeon ganha os pré-adolescentes
Televisão: Por que o Mad Max deixou o Big Brother

Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo

Brasil

Governo: A viagem de Lula à Europa
Conjuntura: O Brasil na corrida dos emergentes
Miséria: A confusão do Fome Zero
Diplomacia: Chávez, o muy amigo
Partidos: O PMDB dos escândalos faz acordo com o PT

Geral

Crime: O cirurgião que matou e esquartejou a ex-amante
Justiça: O procurador de encrencas
Turismo: Movimento supera as expectativas
Diversão: Game The Sims é sucesso mundial
Saúde: Pesquisas desvendam mecanismos da memória
Saúde: Cigarro de fumo transgênico, sem nicotina
Segurança: Guarda-costas contratados por hora
Sociedade: Produtos que facilitam a vida dos gordos

Economia e Negócios

Falsificação: A pirataria venceu

Guia

Legislação: Como o novo Código Civil vai afetar sua vida
Corpo: Livre-se das manchas de sol
Corpo: Ginástica zen para não suar a camisa
Corpo: Implante de dentes de acrílico
Internet: Como criar um blog

O que estou lendo
Pergunte ao Guia





Viu só para você que está na praia considere-se um felizardo. Para você que está na capital é bom aproveitar o sábado para revisar o ar condicionado do carro, do quarto de dormir, da sala, ou ainda, os seus ventiladores. Para quem está saindo de ferias, aproveitem. Para os que estão indo para Maceió, a Pajuçara das jangadas continua linda, mas Ponta verde passou a ser o point da moçada. E meu amigo Valdemar - O nefando, onde anda, foi para a Ilha do Mel é? O Sirlei e aquela mansão lá em Matinhos, ali pertinho de Guaratuba continua a disposição é?

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 1º DE FEVEREIRO DE 2003
Calor pode chegar aos 42 graus


Sombra das árvores foi o local preferido pela população

O forte calor que atinge a região Metropolitana deve continuar nos próximos dias, podendo chegar a 42 graus. O aviso é da Rede de Estações de Climatologia Urbana de São Leopoldo. Ontem foi o dia mais quente do ano, com 39 graus na Grande Porto Alegre. A temperatura foi constatada em Campo Bom. Segundo o meteorologista Eugênio Hackbarth, dias 'insuportáveis' devem ocorrer nesta semana, sobretudo na segunda e terça-feira. 'Estamos diante de uma massa de ar quente de proporções históricas, com temperaturas não vistas há meio século', avalia. Hackbarth prevê que este sábado será o dia mais quente das últimas décadas em fevereiro na região Metropolitana. Durante a semana, podem ocorrer tempestades de verão.




Se voces quiserem saber porque estão reduzindo o percentual do alcool na gasolina que é a minha questão também, eu escrevo a minha opinião. É simplemsente para aumentar o preço, pois que efeito prático, não se verifica, ou é transparente. É que daqui há um tempo, eles aumentam outra vez o percentual de alcool para ajudar os produtores de alcool de cana e ai o preço permanecerá o mesmo.
E assim os trabalhdores que tem que se deslocar de carro para o seu trabalho vão passar a ganhar menos, não porque seu salário seja rduzido, mas porque suas despesas estão aumentando. Depois telefones, na outra semana as passagens de ônibus para R$ 1,50 e todas as demais coisas até porque aumentou o custo de transporte sobem todas as mercadorias em cadeia. É bom começar fevereiro assim, ainda mais que lá no finalzinho teremos o carnaval para alegrar o povo. Ótimo fevereiro meu amigo de sempre e procure não esquentar muito até porque o sol está cumprindo com o seu papel.

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 1º DE FEVEREIRO DE 2003


Gasolina terá novo aumento hoje
Postos repassam aos consumidores a redução do percentual do álcool no combustível, de 25% para 20%

Troca de preços, uma constante no setor de combustíveis

Fevereiro começa com aumentos em setores estratégicos da vida dos consumidores. Hoje, sobe o preço da gasolina num índice médio de 4% a 5%. Na próxima semana, as tarifas dos telefones celulares serão reajustadas, num percentual bem maior, próximo a 26%. A majoração do valor da gasolina corresponderá, nas bombas, a R$ 0,07 a R$ 0,09 por litro, variando de acordo com a distribuidora e custos dos postos. A alta decorre da redução do percentual do álcool anidro na gasolina, a partir de hoje, de 25% para 20%.

Como a gasolina é mais cara comparativamente ao álcool, os postos de combustíveis repassarão o custo de 5% a mais de gasolina, explica o vice-presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis (Sulpetro/RS), Adão Oliveira da Silva. O preço médio do litro da gasolina em Porto Alegre, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do dia 26 de janeiro, atualizada até o dia de hoje, é de R$ 2,27, variando do mínimo de R$ 2,20 ao máximo de R$ 2,37. Na telefonia celular, o aumento era aguardado para este sábado, mas a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não definiu nenhum índice. As 39 operadoras reivindicam a aplicação cheia da variação do indexador, o IGP-DI, calculado pela Fundação Getúlio Vargas - os 26,4% dos últimos 12 meses. Porém, segundo a assessoria da Anatel, no cálculo da tarifa, é aplicado o índice de produtividade das operadoras, fato que rebaixa um pouco o percentual final.

A definição do índice de reajuste das tarifas dos celulares é aguardada para segunda-feira, com efeito retroativo a 1º de fevereiro. No RS, não haverá correção das tarifas da operadora TIM. A Anatel somente autoriza a aplicação da alta às empresas com, no mínimo, 12 meses de operação.


Sexta-feira, Janeiro 31, 2003




Avance a fita
A idéia é boa um vídeo que mata quem o vê. Pena que O Chamado não faça justiça a ela
Isabela Boscov

Veja também
Estação VEJA: trailer e fotos do filme



Duas adolescentes sozinhas em casa, à noite, são atacadas por uma força estranha, que mata uma delas por derrame, aos 16 anos de idade. Intrigada com uma causa de morte tão improvável, a tia da menina, Rachel (Naomi Watts), uma jornalista, começa a investigá-la já no velório. Descobre que a tragédia pode estar ligada a uma fita de vídeo. Quem a assiste recebe imediatamente um telefonema, que anuncia o fim iminente com apenas duas palavras: "sete dias". É todo o tempo de vida que resta à vítima. Como Rachel obtém a fita e assiste a ela, esse é o prazo de que dispõe para decifrar o mistério e tentar escapar ao seu poder. Até aí, O Chamado (The Ring, Estados Unidos/Japão, 2002), que estréia nesta sexta-feira no país, vai bem. Seus problemas começam naquele ponto que aflige tantos outros filmes que tratam do sobrenatural: a tentativa de bolar um fenômeno que, uma vez explicado, se prove à altura dos augúrios que ele provoca.

Naomi descobre que seu filho viu o que não devia: "estilo" demais

É um desafio grande demais para o diretor Gore Verbinski. Quanto mais ele avança, mais aquele sentimento inicial de perturbação e incômodo se desfaz má notícia para um gênero que depende tanto da colaboração da platéia para funcionar. A interpretação de Naomi Watts resume bem as limitações do filme. Em Cidade dos Sonhos, de David Lynch, Naomi se mostrou uma atriz extraordinária, daquelas capazes de abarcar várias oitavas num acorde só. Aqui, ela não sai da mesma nota, simplesmente porque não há material para tanto. Verbinski nem sequer sabe trabalhar aquele que seria o apelo maior do filme: o fato de que também o espectador viu as imagens da fita e, portanto, está credenciado a dividir com a protagonista o seu temor.

O Chamado é uma refilmagem americana bastante fiel, aliás de Ringu, um cult japonês de 1998. Da sua origem, ele herda a forma quase animista com que os japoneses encaram os produtos da tecnologia, atribuindo a eles algo que pode ser definido como vontade própria. Se essa fosse a única herança carregada pelo filme, estaria de bom tamanho. Mas Verbinski (do tolíssimo A Mexicana) é um desses diretores que já viram de tudo e não digeriram nada. Seu filme é um recordista da apropriação indébita. De Um Cão Andaluz ¿ o marco zero do cinema surrealista, dirigido por Luis Buñuel e Salvador Dalí ¿ a Todo Mundo em Pânico, passando por Alucinações do Passado, Poltergeist, O Sexto Sentido e por aí vai, ele rouba de tudo um pouco. O que une todas essas partes não é o sentido, mas o que se costuma chamar de "estilo": fotografia azulada, locações estranhas, chuva constante e que tais. Os americanos acharam que era o bastante, e O Chamado teve ótimo desempenho na bilheteria. Vai aí então uma proposta para passar o tempo: tente identificar os "ganchos" que foram plantados ao longo do filme para a inevitável continuação.




Ai está a capa da Revista Isto É, que pela segunda semana ganha da Revista veja e sai na frente. Tras reportagens como as elencadas abaixo, e no domingo você já poderá encontrá-la numa banca pertinho de sua casa.

BRASIL

SENADOR NA MIRA
Aelton de Freitas terá de explicar seu envolvimento no "caso Adauto"

NOVA ORDEM NO PMDB
Aliados de Lula ganham poder e renovam cúpula do partido

OFÍCIO PORTENHO
Secretário do RJ era procurador de empresa off-shore no Uruguai

OS MAIS ACESSADOS REFLEXOLOGIA
Dor em pontos dos pés revela problemas de saúde. Saiba como Acesse ainda:

TRADUTOR: Seu nome em hieróglifos

SEXO: Guia de posições

GRAFOLOGIA: Sua letra mostra seu perfil

MUNDOS PROIBIDOS
Galeria de fotos explica hábitos e costumes que são tabus no Ocidente

MUNDO

GUERRA ADIADA
Falta de aliados, economia e popularidade em baixa fazem EUA esperar para atacar Iraque

FUTURO INCERTO
Sharon é reeleito em meio à crise econômica e ao medo da guerra

ECONOMIA E NEGÓCIOS

A VIDA CONTINUA
Fiat e Embratel enfrentam o calvário de suas controladoras com receitas próprias. E se dão bem

APOSENTADORIA SOB RISCO
Troca de diretoria em dois fundos de pensão estatais levanta suspeitas de má gestão

MECCA-COLA É QUE É
Muçulmanos protestam contra EUA boicotando ícones de consumo

COMPORTAMENTO

COMO TER O DOM
Talento é resultado de combinação entre aptidão, perseverança e um ambiente rico em estímulos

MIL EMOÇÕES
Passado e presente se unem nas Mil Milhas, prova mais tradicional do automobilismo brasileiro

CIÊNCIA

FEBRE DO GENOMA
Depois dos humanos, cientistas querem mapear outros seres vivos

TESTE

CÃES: que tipo de cachorro você seria

LIBIDO: em que marcha anda sua "máquina"?

MÁQUINAS QUE SALVAM
Equipamentos de última geração aumentam chances de prevenção
e cura de doenças

JEITINHO: Você tem malícia para escapar de "pegadinhas"?

PERDÃO: guardar ressentimentos oferece risco à saúde?

CALCULE

PESO: suas chances de obesidade

KM: quanto você andou até hoje?

CORAÇÃO: posso ter problemas?





Esta aí a noticia já sabida pelos investidores de recursos do FGTS na Vale, em média 30% daquilo que queriam investir. Mas o pouco está rendendo e assim já receberão dividendos. Pelo menos para estes começa bem a sexta-feira. Ah e não esqueça de programar seu fim de semana.

Dólar para acionista da Vale

Empresa anuncia que pagará no mínimo US$ 1,04 por ação em dividendos, inclusive para os que investiram o Fundo de Garantia O investidor das ações da Companhia Vale do Rio Doce, inclusive com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), vai ganhar US$ 1,04 de dividendo por papel durante o ano, independentemente do resultado da empresa. Hoje, a quantia equivaleria a R$ 3,70 por ação. A política de remuneração foi explicada pelo diretor financeiro da Vale, Fábio Barbosa (foto), que estima em US$ 400 milhões (R$ 1,42 bilhão) o desembolso total. A meta não impede uma quantia maior. ¿Há boas perspectivas para o futuro e estamos otimistas. Esses são dividendos mínimos¿, esclareceu o executivo.

Em dezembro, a empresa anunciou que a partir deste ano pagaria dividendos mesmo que não tenha lucro. O novo sistema, inédito na América Latina, leva em conta a geração de caixa da companhia. O pagamento será feito em duas parcelas iguais, uma em 30 de abril e outra em 31 de outubro.

¿Este ano vamos investir o dobro do ano passado e o nosso fluxo de caixa vai refletir dividendos compatíveis com esses investimentos¿, afirmou Barbosa. Na semana passada, a Vale informou que vai investir em 2003 o dobro do ano passado, ou US$ 1,8 bilhão. Isso foi levado em consideração no cálculo do pagamento dos dividendos deste ano, segundo o executivo.

Ele ressaltou que, mesmo que esse nível seja mantido, já significa um retorno de 4% em dólar para o investidor, ¿o que fica bem em qualquer comparação com outros investimentos¿. A notícia impulsionou a alta da ação ordinária (ON, com direito a voto), que lastreia os fundos mútuos de privatização com FGTS. O papel subiu 0,75% e fechou cotado a R$ 94,40.

Há analistas, contudo, que dizem que a Vale poderia até mesmo garantir um retorno maior, já que em 2002 o pagamento total ficou em US$ 589 milhões, valor 47,25% superior ao previsto para este ano. ¿Historicamente, a Vale paga dividendos altos e, se mantido esse nível, será negativo. A empresa tem condições de garantir um valor mais alto¿, avaliou o especialista em mineração do banco Credit Suisse First Boston, Lucas Bielawski.

O cálculo dos dividendos será feito com base no valor da Ptax (média da cotação do dólar calculada pelo Banco Central) do dia anterior à reunião do Conselho de Administração da empresa que vai aprovar o pagamento. As reuniões estão agendadas para os dias 16 de abril e 15 de outubro. No caso dos aplicadores de FGTS, o dinheiro será convertido em novas ações e permanecerá aplicado.




Mas pressinto que a burocracia é o grande inimigo do Fome Zero. Afinal, se a família está credenciada para receber os R$ 50,00, não importa onde ela irá gastar se em cachaça, ou em linguiça. Mas sabe aquelas listas de material escolar lá do Distrito Federal? Algumas já traziam até a loja onde deveria ser comprado. Assim logo vão dizer: tudo bem os R$ 50,00 devem ser gastos na loja do fulano ou do beltrano. E não é muito diferente da solenidade gigantesca do CRM de São Paulo para aplicar uma pena mínima e óbvia ao médico qeu está aí nas manchetes dos jornais. Estes são em síntese o estorvo gigantesco e a desimportância ociosa e daninha da burocracia.

Paulo Sant'ana
31/01/2003


A burocracia

E se o beneficiário do Fome Zero pegar os R$ 50 mensais e consumi-los na sua maior parte em cachaça e cerveja?

O dono da bodega pode assinar recibo de que ele comprou arroz e lingüiça, como exigem os organizadores do programa, mas ele comprou foi mesmo bebida de álcool.

Isso será impossível de fiscalizar.

De início não queriam admitir que os beneficiários do Fome Zero usassem qualquer quantia do cupom mensal de R$ 50 para comprar iogurte. Que bobagem!

Como impedir que a pessoa coma iogurte, nata batida ou truta? O sonho de um carente deve ser comer algum dia um sanduíche aberto. Seria desumano que a burocracia do programa Fome Zero de tal o impedisse.

Eu estou assim meio que ironizando as exigências burocráticas que querem fazer aos famintos porque chegou a haver uma fonte governamental que sugeriu que os beneficiários não poderiam comprar com o cupom de auxílio bolachinha recheada.

Meu Deus, se vão os pobres optar por bolachas, por que discriminar as recheadas das simples? Deixem os pobres comer bolachas recheadas ou waffles. Ou bolacha maria, o que bem entenderem.

Eu até acho que se deva exigir que seja gasto com alimentos o auxílio, mas a qualidade dos alimentos tem de ser escolhida pela pessoa beneficiada e cadastrada.

O governo só poderia impor cardápio aos carentes cadastrados se servisse a eles bandejão com comida quente. Como é impossível alimentar os carentes em refeitórios, em cada cidade, porque isso implicaria transporte dos convivas de lugares distantes, aumentando mais ainda as despesas e causando imensas complicações, não pode o governo querer se meter no rol de alimentos que as pessoas vão escolher.

Ou o governo dá a cesta básica aos beneficiados, impondo-lhes então os itens alimentícios, ou não tem estrutura para ficar vigiando-os e especulando sobre o que vão comer.

Eu já adivinho o que vai acontecer com o andar da carruagem, que por sinal será o bom senso. O governo vai se desgastar tanto na fiscalização do cardápio dos famintos que se cansará dessa ação e acabará fornecendo o cupom de R$ 50 mensais sem querer saber no que será gasto o dinheiro.

Cá para nós, se a pessoa beneficiada com o cupom tem mesmo fome, ela vai gastar o dinheiro, imediatamente, em comida. Não existe nada mais urgente que a fome.

Toda essa burocracia de controle deveria ser substituída somente por rigor no cadastramento. E cartão de identidade do cadastrado.

A partir daí, é todos os meses entregar o cupom para os cadastrados. E só. Querer escarafunchar a vida das pessoas atingidas pelo programa, fiscalizando sobre quais alimentos estão adquirindo, exigiria uma tal estrutura burocrática que acabaria custando mais em recursos do que os que serão destinados à alimentação.

Estou secretamente torcendo pelo sucesso do Fome Zero. Porque, se fracassar, nunca mais ninguém terá o topete de saciar a fome dos famintos.

Mas pressinto que a burocracia é o grande inimigo do Fome Zero.

A burocracia no Brasil é tão enraizada, que, anteontem, incrivelmente, sabem qual foi a manchete principal do Jornal Nacional?

Foi a seguinte a manchete: "Conselho Regional de Medicina quer cassar o registro profissional do cirurgião plástico que esquartejou a ex-namorada".

Mas como? O homem partiu os ossos da mulher, fez vários pacotes com plástico do cadáver - e estão cogitando de cassar o seu registro de médico?

Uma solenidade gigantesca para aplicar uma pena mínima e óbvia!

Estes são em síntese o estorvo gigantesco e a desimportância ociosa e daninha da burocracia.
psantana.colunistas@zerohora.com.br


Se a moda pega, as empresas que produzem essas correntes irão ter que contratar pessoal, com certeza.

Drogas
Garoto viciado é acorrentado pela mãe



Para tentar salvar o filho do vício do crack, uma mãe prendeu o garoto de 16 anos no pilar da área de casa, em Novo Hamburgo. O jovem havia sido detido em uma operação antidrogas e foi entregue à família quarta-feira (foto Marcelo Oliveira, Agência RBS/ZH)


Quinta-feira, Janeiro 30, 2003




Sonhos eróticos: o que eles querem dizer

Você já sonhou que estava na cama com um ator de cinema? Decifrar esse e outros sonhos pode revelar muito sobre a sua sexualidade
Laura Müller

Foi bom pra você? A resposta a essa pergunta-clichê abre uma das principais portas para descobrir o que os sonhos eróticos querem dizer. As sensações que eles despertam dão indícios de como anda a sua sexualidade e o que você poderia fazer pra lidar melhor com ela. "Esse é um momento em que você está em contato com o inconsciente e bem mais livre de censuras internas", explica a terapeuta sexual Aparecida Favoreto, do Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e Sexualidade (Cepcos). "Por isso, através dos sonhos é possível enxergar o que vive escondido dentro de nós."

Em alguns casos, eles aparecem apenas como uma forma de obtenção de prazer sexual. Isso é comum nos períodos de carência de sexo: o marido viajou, a freqüência caiu, falta tempo para se render ao desejo... Qualquer que seja o motivo, no entanto, é importante saber que um mesmo sonho carrega os mais variados significados. "Tudo depende da sonhadora. E do momento que ela vive", afirma a psicanalista Suely Gevertz, professora do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.




Ainda bem que não era o avião do Presidente Lula, voces imaginaram que transtorno iria ser. O certo é que, se não se resolver este problema da VARIG em breve, a situação deve agravar-se mais e aí ficarem com aeronaves retidas nos aeroportos internaciaonais das cidades para onde ela viaja é só uma questão de detalhes.

30/01/2003 - 15h51
Boeing 777 da Varig é proibido de voar de Paris para Brasil
SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online


O Boeing 777 da Varig está proibido de voar hoje à noite de Paris com destino a São Paulo e Rio de Janeiro.

Os passageiros vão ser transportados em um MD-11. A aeronave foi apreendida pela empresa de leasing ILFC (International Leasing Finance Corporation).

A companhia diz que recebeu hoje o comunicado da ILFC. O motivo da proibição não é conhecido oficialmente. A Varig não confirma que o aviação foi retido por falta de pagamento do aluguel.

"Estamos em processo de negociação com nossos credores", diz a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Diariamente, a Varig faz dois vôos provenientes de Paris _um com o Boeing e outro com o MD-11. A companhia diz que não haverá prejuízos nem atrasos para os passageiros, pois o MD-11 tem capacidade para transportar os passageiros previstos para o vôo do Boeing.

Hoje ou amanhã, o presidente da compnhia, Manoel Guedes, vai se reunir com o comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos da Silva Buenos, para discutir a crise financeira da companhia. Guedes está em Brasília. A Aeronáutica confirmou a reunião de Guedes com o comandante.

Fusão com TAM

Um ajuda do governo federal à Varig só vingaria no caso de uma fusão da companhia com a TAM. A análise é do analista Marcelo Ribeiro, da corretora carioca Pentágono.

Ele sustenta que esse caminho se encaixa melhor na visão do PT sobre o setor de aviação.

Ribeiro considera que a Varig ainda é viável, apesar de sua situação financeira delicada. A empresa acumula uma dívida total de US$ 780 milhões. Nos próximos meses, há vencimentos no total de US$ 220 milhões.

Ontem, a Varig anunciou um novo diretor de vendas. O escolhido é Faustino Albano Pereira Junior, ex-presidente do Amadeus Brasil, braço do Amadeus Internacional, maior sistema de distribuição de reservas e produtos de viagem do mundo.

"Um estudo realizado pela Bain&Co indica que com uma estrutura de capital adequada e medidas de reestruturação administrativa e operacional, a Varig poderá voltar ao azul em 2004", diz o analista da corretora.

Na sua avaliação, as medidas de reestruturação e a recuperação cíclica do setor de aviação comercial devem confirmar a viabilidade da companhia a longo prazo, o que permitira à Varig continuar operando de forma independente, nas mãos da Fundação Ruben Berta.





Ainda que o novo Presidente do BB diga que quer trabalhar de braços dados com a Caixa Econômica Federal e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para cumprir as prioridades do governo, é bom a CAIXA, bem como os outros bancos fazerem aguma coisa bem relevante, pois do contrário como ele promete, terão seus mercados tomados pelo BB.
Quinta-feira, 30 de janeiro de 2003


Presidente do BB promete combate à concorrência

Cássio Casseb assume o cargo e fala em combinar lucratividade do banco com projetos sociais do governo

BRASÍLIA - O novo presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb Lima, disse que vai adotar uma estratégia agressiva para que o Banco do Brasil não perca espaço no mercado para seus concorrentes. Mesmo com as aquisições sucessivas do seu mais forte competidor, o Bradesco, Casseb garantiu que a instituição continuará sendo o maior banco do País. "Se tiver mercado para crescer, nós vamos crescer e, se não tiver, nós vamos crescer tomando mercado dos outros", afirmou durante a entrevista coletiva que concedeu após a cerimônia de transmissão de cargo.

Casseb disse que o lucro continua sendo um imperativo para a instituição, que também estará, enquanto banco público, cada vez mais engajada na política de desenvolvimento econômico e social do governo. Ele também se comprometeu a colocar o BB no novo mercado da Bovespa. Para isso, o Tesouro Nacional terá de fazer nova oferta de ações, operação semelhante à que foi tentada sem sucesso pelo antigo governo, no fim do ano passado.

Emoção - A cerimônia de transmissão de cargo lotou o auditório do centro cultural do Banco do Brasil em Brasília. Sete ministros de Estado prestigiaram a solenidade, além de vários representantes do setor financeiro. Bastante emocionado, Casseb quase chorou, e optou por fazer um curto discurso de improviso, em vez de ler o que tinha escrito.
O contrário aconteceu com Eduardo Guimarães, que estava entregando o cargo.

Sua assessoria informou que ele falaria de improviso, mas, na última hora, optou por ler o discurso. Guimarães fez um rápido balanço dos seus dois anos à frente da instituição, lembrando que deu continuidade à política do governo de transformar o BB num banco forte, moderno e competitivo. Ele só lamentou não ter concretizado a venda das ações, o que colocaria o BB no novo mercado.

Para o novo presidente do banco, o BB deve cumprir duas grandes missões:

produzir resultados e servir de instrumento à política social do governo Lula. Casseb Lima prometeu prestigiar o corpo técnico do banco e disse que quer trabalhar de braços dados com a Caixa Econômica Federal e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para cumprir as prioridades do governo. "O BB pode ser o meio de atingir o que o BNDES formular", explicou. (V.C.)




Se voces lembrarem por quanto foi vendido o Banespa, podem verificar que o lucro de apenas um ano representa mais da metade do custo do banco todo e ai a razão do Santander ter tido com o Banespa todo o rendimento apresentado e que o diferencia de todas as demais aplicaçõs do grupo. E os Sãopaulinos, na sua maioria, é que estão contribuindo para todo esse lucro.

Conjuntura
Banespa lucra R$ 2,818 bi no ano passado
São Paulo

O banco Banespa, controlado pelo espanhol Santander, teve lucro líquido de R$ 2,818 bilhões no ano passado. O resultado é 158,74% superior ao R$ 1,089 bilhão ao de 2001.

O lucro por ação ficou em R$ 0,07273. As receitas de intermediação financeira somaram R$ 5,842 bilhões, com alta de 10,62%. As despesas com a intermediação subiram 28,40%, para R$ 2,434 bilhões.

De forma geral, o desempenho de 2002 veio da continuidade do programa de redução de custos, além de uma carteira bem posicionada em títulos do governo. O patrimônio líquido do Banespa ficou em R$ 4,305 bilhões no ano passado. O resultado operacional em 2002 foi de R$ 3,083 bilhões, segundo comunicado à Bovespa.

O desempenho do Banespa se diferenciou das demais unidades do Santander na América Latina, que tiveram impacto negativo nos resultados do grupo.




Mesmo para uma quinta-feira, é bem sinistra esta crônica do meu amigo Sant`Ana. Mas a força que tem a escrita prova uma vez mais que através da palavra podemos levar os leitores a ver as imagens. E efetivamente foi a vítima quem, no final das contas, obteve a vitória definitiva no colossal combate.


Paulo Sant'ana
30/01/2003


O ódio

O país está assombrado com a carnificina provocada pelo cirurgião plástico Farah Jorge Farah, 53 anos, que esquartejou o corpo de sua ex-companheira Maria do Carmo Alves, 46 anos, em São Paulo.

Não se sabe como ele a matou, mas depois disso ele cortou o cadáver em no mínimo nove partes, quebrando as articulações.

Ainda não satisfeito na sua sanha sanguinária, em várias partes do corpo da mulher ele retirou a pele.

Além disso, dissecou quase todo o cadáver. Ou seja, extraiu a pele e separou os músculos, para que se tornassem mais visíveis.

Ele se nega a prestar declarações detalhadas, mas visivelmente o assassino e dissecador foi movido por um único e poderoso sentimento: o ódio.

É impressionante a facilidade com que o coração e a mente humanos sucumbem ao ódio.

O que aconteceu com este médico assassino é o que sempre acontece com as pessoas dominadas pelo ódio: elas sentem muito medo de quem lhes provoca o ódio.

E uma outra característica primordial do ódio é que a pessoa que o cultiva foi perseguida implacavelmente pelo objeto da sua ira.

Foi exatamente este o caso, claro que com suas nuanças características. A ex-companheira do médico vinha extorquindo dinheiro dele, sob a ameaça de denunciá-lo por supostos e ao que parece inexistentes abusos a clientes, segundo testemunha, no caso de que não reencetasse as relações amorosas com ela.

Isto foi minando, como sempre o faz o surgimento do ódio, todas as reservas de bondade e compreensão do médico. E, sentindo-se acuado pela mulher irremediavelmente, treslocou-se.

Matou por medo, por terror sobre o que ainda pudesse a vir lhe causar, mais ainda do que a devastação que já o atingia, a perseguição movida pela vítima.

Matou para livrar-se do poder maligno que a mulher exercia sobre ele.

É que a ele aquela mulher se mostrava tão eficaz e sinistramente poderosa que calculou que a única forma de livrar-se dela era destruí-la.

E tinha tanto medo da mulher, considerava-a tão nocivamente equipada, que mesmo depois de morta acreditava que ela ainda poderia reagir e voltar a ameaçá-lo.

Por isso esgarçou meticulosamente a pele de várias partes de seu corpo. Por isso vivisseccionou detalhadamente seus músculos.

No seu delírio de medo e de ódio, era preciso que sua mente mórbida se convencesse de que não haveria mais qualquer possibilidade de ressurgimento daquela terrível força do mal que a ex-namorada representava para ele.

Por isso é que ele levou horas trabalhando com o bisturi e a pinça no destrinchamento das camadas corporais da sua verduga. Tinha medo de que aqueles feixes de músculos e nervos pudessem ainda rearticular-se e voltar a exercer terror sobre ele.

O ódio é o medo pânico da extensão do poder adverso.

Depois de morta, dissecada, passou ao esquartejamento.

E vendo o trapo humano em que se tornou, ali no canto da delegacia, este horrendo assassino, a gente é obrigada a concluir que era mesmo fabulosa e maquiavelicamente poderosa sua ex-namorada: foi ela quem, no final das contas, obteve a vitória definitiva no colossal combate.

Faz me lembrar o que alguém, esses dias, genialmente disse sobre a obsessão de Bush em atacar o Iraque: "Os EUA vão ganhar a guerra e perder a paz".
psantana.colunistas@zerohora.com.br




Se não foi a mim que você ofendeu, foi a meu pai! E assim é encontrada a razão para que eu possa me vingar do que ocorreu. É preciso justiificar o meu ato perante a comunidade onde vivo. Como hoje esta justificativa deve ser global, está mais difícil convencer a todos acreditarem. Mas enfim, uso meus recursos humanos e tecnologicos para encontrar esta razão e atacar, embora o número de convencidos seja menor do que os não convencidos.

Nilson Souza
30/01/2003


A última razão

Diz a fábula famosa que a razão do mais forte é sempre mais forte. Na história de Esopo e La Fontaine, o lobo estava decidido a devorar o cordeiro, mas precisava legitimar o seu ato. Primeiro, acusou-o de turvar a água que ele bebia - mas teve que se render ao argumento de que o riacho corria em direção oposta. Então, pretextou que o indefeso animal o havia ofendido um ano atrás - e o cordeiro lembrou que nesta época sequer tinha nascido. Por fim, sentenciou de modo irretorquível:

- Se não foi você, foi seu pai!

E a razão sucumbiu diante da brutalidade. Ah, a razão. No entanto, se move! - teria exclamado Galileu, já a uma distância prudente dos ouvidos dos inquisidores. A razão estava com ele, mas a força estava com o tribunal. E foi preciso que a Terra desse muitas voltas em torno do Sol para que a humanidade se convencesse de sua verdade. Nem sempre, porém, a esperteza consegue evitar o confronto desigual entre a razão e a força.

Agora mesmo, estamos todos novamente diante do impasse histórico. O lobo norte-americano acusa a raposa de Bagdá de turvar o oceano da paz, não com o seu petróleo (como seria crível), mas com invisíveis armas químicas. E não há argumento que o convença a desistir do ataque. Até parece que a lógica insensata da fábula vai se repetir:

- Se não foi a mim que você ofendeu, foi a meu pai!

Sei, não é tão simples assim. Ouvi atentamente as razões do lobo na última terça-feira e elas têm lá a sua lógica. Mas confesso que fiquei muito mais impressionado com os aplausos devotados, quase irracionais, de uma platéia formada predominantemente por parlamentares. Eu, você e a humanidade inteira sabemos que o líder iraquiano não é nenhum cordeiro, mas sabemos também que nada justifica o morticínio de inocentes. Sobre isso, não temos o direito de silenciar como fez Galileu diante da irracionalidade cega. Seja lá por que motivo, a guerra deve ser repudiada. Adianta? Talvez não, mas ajuda a criar uma cultura de paz que um dia haverá de dominar o coração dos homens.

Conta a história que havia uma frase gravada nos canhões do rei francês Luís XV: "A última razão dos reis".

Foi apagada pela vontade do povo.
nilson.souza@zerohora.com.br




Parece prematuro e temerário no Brasil, onde a relação dos bancos com a sociedade tem sido a de saqueadores com vítimas indefesas e a principal crítica ao Banco Central tem sido sua conivência nisto. Quando havia a inflação, as pessoas recebiam nos seus rendimentos a inflação ocorrida e os bancos não cobravam todas esas taxas, pois que lucravam com a própria.

Com a desculpa de que não há mais inflação foram instituidas uma cenena delas em cima dos correntistas. paga-se 1% ao mês em média aos aplicadores e cobra-se de 6% a 12% dos tomadores e isso efetivamente tem inflado os lucros dos bancos que riem a toa. Enquanto a população foi enxotada dos estabelecimentos bancários que instituiram salas de autoatendimento, optaram pela internete e esconderam todos os seus caixas.

Luis Fernando Verissimo
30/01/2003


Altruísmo

Sou PT da linha Luma de Oliveira - não militamos mas apoiamos - e não quero criar problemas para o governo Lula, ainda mais que o governo está recém se firmando e o Lula ainda nem decorou onde fica o lavabo do Planalto. Mas... É obviamente absurda a tese de que o Palocci é o Malan disfarçado, o Malan com barba postiça. O tom da pele é diferente, o Palocci é mais alto e a sua barba parece mais genuína do que a do Genoino. Além de tudo, o Palocci e o Malan já foram vistos juntos e inclusive se abraçaram, na transmissão do cargo, lembra? Mas alguém tem visto o Malan ultimamente? Não. Só estou perguntando. Alguém viu o Malan depois da posse do Palocci? Ou devo dizer do "Palocci"? Nada mais importante para dar credibilidade à política econômica do novo governo e tranqüilizar as 17 alas do PT do que o Malan reaparecer ao lado do Palocci e os dois se cutucarem mutuamente para afastar a suspeita de montagem eletrônica.

A questão Meirelles também intriga a facção Luma de Oliveira. Há mérito na sua nomeação, além dos fatores competência e caráter. Embora contradiga todas as convicções conhecidas do PT, a escolha de um jubilado do Banco de Boston para dirigir o Banco Central do Brasil confirma um dos traços mais nobres da esquerda mundial, que é a sua crença no altruísmo. Na capacidade de desprendimento e ação abnegada do ser humano contra os seus interesses ou os do seu grupo. Uma crença que não está em Marx mas é obrigatória em qualquer defesa de um socialismo, ou coisa parecida, viável.

A escolha de Meirelles é desconcertante no plano prático e local, mas coerente com as nossas melhores expectativas para a espécie. A própria idéia da independência dos bancos centrais tem por trás esta pressuposição de altruísmo de uma casta que sabe o que nos convém, age acima de mesquinharias políticas e a salvo de palpites desinformados, e com renúncia monástica. Mas o que pode fazer sentido onde os bancos e os banqueiros convivem com a sociedade numa rotina capitalista que ninguém vai, concebivelmente, questionar num futuro próximo, parece prematuro e temerário no Brasil, onde a relação dos bancos com a sociedade tem sido a de saqueadores com vítimas indefesas e a principal crítica ao Banco Central tem sido sua conivência nisto. Mesmo descontando-se o exagero da comparação, ela não serve como base para tanta confiança.

Mas o governo acreditou no altruísmo, o que é bonito.




Pelotas
Mobília em leilão no Grande Hotel



Mais de 700 objetos e móveis que decoravam a última construção remanescente do ciclo do Charque, em Pelotas, serão vendidas no dia 14 de fevereiro (foto Nauro Júnior/ZH)


Quarta-feira, Janeiro 29, 2003




Quem ignora ou mesmo aceita uma traição não é também um cúmplice? Coloco aqui um pouco sobre a reportagem a que o Paulo Sant`Ana referiu-se ontem numa crônica sua. Os depoimentos estão no caderno Dona da ZH de domingo passado. E a questão fica aí para aqueles que tiverem uma idéia a respeito. Podem expor, refletir sobre ou simplesmente achar que não é interessante e passar de viagem.

Comportamento
Eu traí


Quatro mulheres contam por que traíram seus maridos e como é conviver com a infidelidade
PATRÍCIA ROCHA

Não é fácil admitir uma traição. Nas páginas a seguir, quatro mulheres contam sem pudores como traíram seus maridos e mostram duas faces da infidelidade: quem sofre com um amor proibido e quem com naturalidade se entrega a uma paixão fora do casamento para quebrar a a monotonia e reacender o desejo.

Como revelam esses quatro relatos, não é tão simples apontar culpados quando a mulher decide trair. Quem ignora ou mesmo aceita uma traição não é também um cúmplice? A terapeuta de família Stella Breitman destaca que sempre há indícios de adultério: roupas diferentes, brilho no olhar, saídas furtivas. Mas, às vezes, conscientemente ou não, o outro não quer perceber.

- Quem trai pode estar sendo fiel a um pacto inconsciente do casal, em que pode estar incluída uma terceira pessoa - destaca Ângela Brasil, presidente da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa).

A independência financeira incentivou muitas mulheres a abandonarem casamentos infelizes, mesmo depois de comemorarem bodas. As que, mesmo insatisfeitas, decidem ficar muitas vezes adotam uma postura já considerada exlusivamente masculina - a de dissociar amor e desejo. Juram ainda amar o marido, mas desejam o amante. Palavra essa que elas raramente usam, como você perceberá ao ler os relatos: preferem chamar o homem com quem traem de "namorado" ou "a pessoa". O termo amante parece não traduzir o que sentem, nem, muitas vezes, a culpa implícita nesta palavra faz sentido para elas. Mesmo as que cultivam remorsos insistem que a felicidade é a melhor justificativa para qualquer ato.

A legislação, atualizada formalmente com o novo Código Civil, mantém a infidelidade como causa de separação, tendo como conseqüência a perda do nome de casado(a), embora não implique a perda da guarda dos filhos (que ficarão com quem tiver melhores condições de criá-los) ou da pensão alimentícia - uma vez comprovada a necessidade por desemprego ou inaptidão e ausência de outros parentes a quem recorrer.

- A questão da culpa na separação litigiosa está defasada, porque já há uma tendência ao acordo guiado pelo bom senso, evitando-se lavar roupa suja no judiciário - afirma a advogada de família Mônica Sartori Scarparo.

A culpa está definitivamente fora do vocabulário das que acham que trair é á única forma de escapar da monotonia do casamento, sem necessariamente deixar de cuidar do bem-estar e da felicidade dos filhos e do marido.




Quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Joelmir Beting


Barris versus fuzis

Está escrito: a paz no Oriente Médio estará selada no ano 2997. Mas alguns pessimistas sustentam que a fraternidade entre os homens de má vontade, que se matam em nome de Deus, talvez só ocorra ali pela altura do décimo milênio. Claro, se até lá sobrar algum litigante para empunhar a bandeira branca.

O problema é que repousa sob o oceano de areia, que vai do Norte da África ao Golfo Pérsico, um oceano de óleo que responde por nada menos de 72% das reservas mundiais de petróleo. Reservas comprovadas até junho de 2001. Logo, estamos tratando de um meganegócio que mistura barris de petróleo com barris de pólvora.


Continua

O resto é especulação de um mercado tipo bolsa. Afinal, como escrevia Daniel Bell, petróleo não é dólar; petróleo é poder. Com o advento da Opep, tanto mais: a confraria das grandes produtoras privadas sediadas nos dois lados do Atlântico Norte deixou-se atropelar pelo cartel das estatais opepianas centradas no Oriente Médio. Umas e outras dando carona a novos "players" estatais e privados, germinados na ainda União Soviética, na África Negra, na América Latina, no Mar do Norte, no Mar da China.

Pois cá estamos girando de novo a rosca sem-fim do "oil shock" intermitente made in Oriente Médio. Agora, por iniciativa de Bush, de míssil em riste na cara de Saddam. Sim, o Iraque está há 11 anos fora do mercado, punido pela frustrada invasão do Kuwait. Mas basta a "expectativa de guerra com aviso prévio" para tumultuar os negócios do petróleo em todo o mundo.

Felizmente, não mais se concebe um repeteco dos choques de 1973/74 e de 1979/80. No primeiro, a cotação média do barril subiu sete vezes em apenas sete semanas. No segundo, mais quatro em três semanas. Algo como remarcar a besuntada mercadoria de US$ 30 para US$ 210 até meados da próxima Quaresma.

As maiores petrolíferas do mundo, de domínio privado, não se emocionam com o fogo fátuo desta nova alta dos barris em pé de guerra. Sabem que meio mundo já aprendeu a conservar petróleo, a substituir petróleo, a pesquisar petróleo, a condenar petróleo. Barril acima de US$ 35, para um custo de extração pelo "mix" ponderado de US$ 5,70 (AIE/Opep), não seria sustentável.

Resultado: petrolíferas americanas e européias, prospectadas pelo Lehman Brothers, avisam que não vão aumentar a produção este ano para faturar esta alta friccional dos preços. A Shell antecipou-se e já rebaixou em 16,5% o orçamento de exploração para 2003.

Exposição de motivos: as empresas privadas pensam em 2010 ou 2020 e não nos espirros e esbirros de Bush, Saddam, Bin Laden ou Chávez. Elas preferem iniciar contatos para novas parcerias com a Rússia e a China e para nova investida na África Ocidental. Com sobras, ora, pois, aqui para o Brasil.

Azul-marinho - O certo é que barril pela faixa sustentável de US$ 25 dá um dinheirão até mesmo para petrolíferas pachorrentas. Wall Street espera dessas empresas o anúncio de lucros até 50% maiores no quarto trimestre de 2002, já sob o efeito Chávez/Saddam. Não por acaso, elas fizeram recompras de ações da própria grife nestas últimas quatro semanas.

Linha de fuga - O jornal The New York Times pespega um editorial incisivo: desfazer-se progressivamente dos suprimentos made in Opep deveria ser não apenas uma conveniência da indústria privada do ramo, mas uma estratégia ostensiva do salão oval da Casa Branca de susto. Isso incluiria também o "óleo fiel" da Arábia Saudita.

Cá entre nós - E o Brasil ainda do tamanho da Petrobrás? Temos de prosseguir na escalada da auto-suficiência, já consolidada a diversificação de fontes alheias. Nossa guerra é com o déficit cambial e não com toda essa falta de juízo global.




Ótimo para os passageiros que ainda terão todo o mês de fevereiro e março pela frente considerados de férias ainda, para viajar. E como ainda são considerados alta temporada pode ser, que depois disso baixem ainda mais, será? Vamos esperar que sim!

Companhias aéreas iniciam guerra de tarifas


São Paulo - Sem muito alarde, as companhias aéreas brasileiras deram início a uma guerra de tarifas nos vôos domésticos. A briga hoje é para trazer de volta os passageiros, que fugiram dos aviões depois dos reajustes de mais de 40% nas tarifas ao longo do segundo semestre do ano passado. E a novidade é a participação mais ativa da Varig na disputa, oferecendo descontos de quase 70% em algumas rotas e rivalizando com a Gol nas tarifas.

Entre São Paulo e Curitiba, por exemplo, é possível adquirir bilhetes da Varig por R$ 146,20, apenas R$ 21,00 mais caros que os da Gol, que atua no segmento de baixas tarifas. De São Paulo para Recife, a tarifa mais baixa da Varig está sendo vendida por R$ 432,20, quando o preço da tarifa cheia (sem nenhum desconto) é de R$ 1.280,20.

A própria Gol lançou, no fim de 2002, uma nova rota entre São Paulo e Porto Seguro (BA), com passagens vendidas por R$ 310,00. Ainda em janeiro, o preço foi reduzido para R$ 257,00 para melhorar a ocupação dos vôos. A Vasp começou o ano com redução de 10% no preço da ponte aérea Rio-São Paulo, e anunciou hoje (28) que oferecerá até 68% de desconto nas passagens de 22 rotas, em especial nas que partem de cidades do interior de São Paulo. Na TAM as tarifas promocionais estão condicionadas à compra do bilhete eletrônico, e valem para 47 rotas.

A maior agressividade da Varig na área comercial, segundo o diretor de Planejamento, Alberto Fajerman, se deve mais ao problema de falta de passageiros do que à necessidade de aumentar o fluxo de caixa para sobreviver à atual crise financeira. "Os índices de aproveitamento das companhias mostram que há excesso de oferta no mercado", afirma, citando que os 59% de ocupação média nos vôos domésticos da Varig em 2002 ainda foram superiores aos 57% da média da indústria aérea.

Fajerman diz que a Varig é sempre contrária às guerras de tarifas, mas lembra que, no ano passado, a companhia deu um duro recado ao mercado. "Estávamos satisfeitos com a ocupação de 50% na ponte aérea, mas a concorrência deixou os preços abaixo do custo. Quando vimos nossa ocupação baixar para 39%, cortamos pela metade os preços das passagens."

Segundo o diretor da Varig, "não há produto mais perecível do que uma poltrona de avião", e a falta de passageiros obriga as empresas a baixarem preços nas rotas e horários em que há baixa procura. "Há sistemas hoje que permitem oferecer várias tarifas diferentes em um mesmo avião, para manter a rentabilidade do vôo", explica.

À exceção da Gol, todas as companhias perderam passageiros em dezembro de 2002, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda no volume de assentos ocupados foi de 11,8%, enquanto a TAM perdeu 12,9% e a Vasp, 18,7% dos passageiros no fim do ano. Enquanto isso, a Gol, que quase dobrou a frota no ano passado, encerrando o ano com 19 jatos, aumentava em 105,5% o número de passagens vendidas.





Na minha opinião muito coerente o discurso do Presdiente Busch sobre todas as coisas. Sobre a guerra resta saber quem mais o acoompanhará na empreitada, Sobre o Plano de Saúde, desemprego, ajuda à Africa, poluição e clonagem perfeito. É isso mesmo que estamos esperando de lideres governamentais.

O capítulo mais extenso do discurso do presidente ante o Congresso dos EUA foi dedicado ao Iraque e a pedir aos legisladores de seu país que também levem em conta outra ameaça: os vínculos entre o Governo de Bagdá e grupos terroristas como a Al Qaeda. "Saddam Hussein ajuda e protege os terroristas, incluindo membros da Al Qaeda. Secretamente, e sem deixar marcas, (Saddam) poderia entregar uma de suas armas escondidas aos terroristas ou ajudar a desenvolverem as suas", alertou o presidente dos EUA.

Bush se dirigiu ao "bravo e oprimido" povo iraquiano para dizer que "vosso inimigo não está cercando vosso país, vosso inimigo está governando vosso país. E no dia em que ele (Hussein) e seu regime forem expulsos do poder, será o dia de vossa libertação".

O presidente americano, George W. Bush, também declarou que seu governo vai gerar empregos e estimular a economia com seu pacote de incentivos de US$ 674 bilhões. "Nosso primeiro objetivo é claro: temos que ter uma economia que avance o suficientemente rápido para empregar cada homem e cada mulher que procura trabalho", assegurou em Discurso do Estado da União no Congresso."Após a recessão, os ataques terroristas, os escândalos financeiros e a queda dos mercados, nossa economia está se recuperando, mas não está progredindo o suficiente", ressaltou.

George W. Bush, prometeu um suplemento orçamentário de US$ 400 bilhões em dez anos para reformar o sistema público de saúde americano, conhecido como Medicare. Citando a necessidade de estabelecer um "sistema de saúde de alta qualidade e acessível a todos" como sua segunda prioridade, o presidente afirmou que uma reforma deve "começar pelo Medicare, porque o Medicare é a marca do compromisso de uma sociedade protetora". "Meu orçamento consagrará 400 bilhões de dólares suplementares nos próximos dez anos para reformar e reforçar o Medicare", prometeu Bush. Além disso Bush disse que vai pedir ao Congresso que nos próximos cinco anos sejam dedicados US$ 15 bilhões para a luta contra a Aids, sendo 10 bi de fundos suplementares.



Ele anunciou também que os Estados Unidos vão lançar um plano contra esta doença na África. "Para enfrentar a crise grave e urgente no exterior, eu proponho hoje um plano de urgência para a luta contra a Aids, uma obra de caridade que vai além de todos os esforços já realizados até hoje e que impedirá que mais de sete milhões de pessoas sejam contaminadas", declarou.

Bush mostrou sua preocupação com a natureza. O presidente dos EUA propôs dedicar US$ 1,2 bilhão para a pesquisa de "veículos limpos"."Proponho-lhes financiar 1,2 bilhão de dólares para a pesquisa, com o objetivo de que os Estados Unidos se tornem o pioneiro no mundo em matéria de carros limpos, movidos a hidrogênio", afirmou. Bush fez um apelo aos parlamentares para tomarem "uma medida crucial e proteger nosso ambiente de uma maneira que as gerações anteriores não puderam imaginar". "Unam-se a mim nesta importante inovação, para que nosso ar seja significativamente mais limpo e nosso país muito menos dependente de de fontes de energia externas", acrescentou.

Em outra questão polêmica, Bush confirmou sua oposição a qualquer forma de clonagem humana e pediu ao Congresso que aprove uma lei proibindo tal prática. "Nenhuma vida humana deve começar ou terminar por meio de um experimento, peço-lhes que aprovem uma lei contra a clonagem humana, declarou Bush durante seu discurso anual sobre o Estado da União no Congresso. Antes das eleições legislativas de 5 de novembro passado, a lei sobre clonagem humana estava parada no Congresso, devido a um desentendimento entre republicanos e democratas.




Que pena para esta quarta-feira, uma noticia destas, bem que poderiamos encerrar o mês com um anúncio de queda de preços e não de alta. Só que sempre é ao contrário o dólar ontem atingiu a maior alta do Governo Lula, a bolsa está baixando e agora essa, para quem fala muito pelo celular é bom ir fazendo as contas.

Preços
Operadoras de celulares pedem reajuste de cerca de 26% à Anatel
Conta vai aumentar em fevereiro


As ligações feitas de telefones celulares poderão ficar cerca de 26% mais caras a partir de 1º de fevereiro. O presidente da Acel, associação que reúne as empresas de celular, Mario Cesar de Araújo, disse ontem que as companhias pediram à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aplicação integral da variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), conforme previsto nos contratos.

A Anatel, segundo técnicos, está negociando a aplicação de um redutor de tarifas. O último reajuste das ligações de celular ocorreu em fevereiro do ano passado e foi de 9,9%, em média. O IGP-DI registrou alta de 26,41% no período de janeiro a dezembro do ano passado.




Somos todos novatos na vida, cada dia é uma incógnita, podemos ser surpreendidos pelas nossas próprias reações, repensamos mil vezes sobre os mais diversos temas: as ditas "certezas" apenas são escudos que nos protegem das mudanças. Mudar é difícil. Crescer é penoso. Olhar para dentro de si mesmo, profundamente, é sempre perturbador. E quantos não se conhecem, isso é nunca permitiram refletir sobe seus próprios pensamentos ou atos..?

Martha Medeiros
29/01/2003


Os inimigos da verdade

Acabo de ler um livro espetacular, Quando Nietzche Chorou, de Irvin Yalom, que narra, em forma de romance de ficção, o nascimento da psicanálise. É uma leitura inquietante e ao mesmo tempo acessível, que tem como personagem principal um dos maiores filósofos do século 19. Entre tantas frases geniais, escolhi e comento aqui uma: "Os inimigos da verdade não são as mentiras, mas as convicções". É isso mesmo. Nossas convicções é que impedem que a verdade se estabeleça em nossas vidas, são as convicções que nos aprisionam, nos limitam e nos segmentam por grupos, impedindo que a gente desenvolva nossa singularidade.

O amor é eterno: verdade ou mentira? O amor acaba: verdade ou mentira? São convicções que só podem ser comprovadas quando vivenciadas, e podem ser vivenciadas tanto uma coisa quanto a outra: amores finitos e infinitos. Costumamos teorizar sobre o assunto, mas nossas conclusões são meros chutes, pois os amores não simpatizam nem um pouco com estatísticas e enquadramentos, cada amor é de um jeito.

E seguimos nós: não sou mulher disso, não sou homem daquilo, nasci pra ser mãe, não nasci pra casar, eu me garanto, eu sei de tudo, aquele ali não presta, aquela outra não vale nada, só quem dá duro é que vence na vida, só os trouxas é que se matam trabalhando, não preciso de terapia, não vivo sem terapia, nasci pra brilhar, tudo dá errado pra mim: e todos têm certeza do que estão dizendo - certeza absoluta. Alguém lá tem certeza absoluta do que quer que seja?

Somos todos novatos na vida, cada dia é uma incógnita, podemos ser surpreendidos pelas nossas próprias reações, repensamos mil vezes sobre os mais diversos temas: as ditas "certezas" apenas são escudos que nos protegem das mudanças. Mudar é difícil. Crescer é penoso. Olhar para dentro de si mesmo, profundamente, é sempre perturbador.

Não somos todos iguais como damos a entender. Mas vivemos todos de um jeito muito parecido. É mais fácil se manter integrado, é mais seguro saber direitinho quem se é e o que se quer da vida. Eu nunca vou fazer isso, eu jamais terei coragem de fazer aquilo: será mesmo? Que medo temos das nossas capacidades. Melhor adotar meia-dúzia de convicções, assim fica mais fácil manter o rumo. Que pode ser o rumo da verdade, mas também da mentira.
martha.medeiros@zerohora.com.br




O preço do quilômetro asfaltado é uma fortuna, as obras de conservação das estradas custam uma fortuna e as histórias de corrupção no ministério são lendárias. Tudo isso até poderia existir e se permitiria que existisse desde que as estradas não fossem esse caus que é, exceção aos trechos cedidos às empresas privadas que cobram esses pedágios que nós pagamos diariamente quando queremos usar determinados trechos.

Paulo Sant'ana
29/01/2003


Bazar de cristais

O Ministério dos Transportes está literalmente parado. Imobilizado pela suspeita. É que seu titular, o ministro Anderson Adauto (PL), nomeado por indicação do vice-presidente José Alencar, tinha dois assessores legislativos ao tempo em que era deputado estadual em Minas Gerais. E seus dois assessores eram donos de uma empresa acusada de desvio de dinheiro da prefeitura de Iturama.

Até aí tudo bem. Só que o próprio ministro Anderson Adauto confessou ao presidente do PT, José Dirceu, que tinha sido sócio de seus dois assessores em outra empresa, de pesca, que funcionava no mesmo endereço da empresa antes envolvida no desvio, em Uberaba, local em que também estava instalado o escritório político do ministro, quando deputado estadual.

Até aí ainda tudo bem. Só que o Ministério dos Transportes é com certeza o mais nevrálgico setor do governo no que se refere à potencialidade de corrupção.

O preço do quilômetro asfaltado é uma fortuna, as obras de conservação das estradas custam uma fortuna e as histórias de corrupção no ministério são lendárias.

Vai daí que o atual ministro dos Transportes nomeou os seus dois antigos assessores na Assembléia mineira e ex-sócios na empresa de pesca como seus auxiliares diretos no ministério.

Um como assesssor especial, o outro no mais importante segmento do ministério, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura, o antigo e famoso DNER, justamente o gestor das estradas milionárias.

Se já causa estranheza que um ministro nomeie para postos importantes de sua pasta dois ex-sócios em empresa privada, mais ainda espanta que seus auxiliares no ministério tenham sido suspeitos de desviar verbas de uma prefeitura.

Tanto isso caiu mal que, tão logo espocaram as denúncias contra o ministro, ele não teve dúvidas em demitir seus dois assessores.

É que o próprio Chefe da Casa Civil do governo, ministro José Dirceu, declarou taxativamente que o ministro Anderson Adauto tinha uma missão precípua no cargo: combater a corrupção no Ministério dos Transportes.

O Ministério dos Transportes é um setor tão sensível da administração sob o ponto de vista moral que o PT não colocou lá um integrante dos seus quadros, certamente temeroso de que, mesmo fosse ele da mais absoluta idoneidade, ainda assim poderia ser traído por subalternos, aflorando escândalos na área.

Então foi nomeado um ministro pertencente ao PL. Só que no Ministério dos Transportes, pela natureza de sua atividade, nervo exposto à corrupção, por mais honesto que seja um ministro, ele acaba saindo de lá suspeito.

Pois ainda assim, incrivelmente, conseguiram uma façanha no Planalto: nomearam um ministro que já entrou suspeito.

É muita coisa!

Não pode administrar um tal barril de pólvora um ministro sobre cuja integridade recaem dúvidas. Não sou eu que estou dizendo isso, o próprio ministro afirmou o seguinte: "Se eu não tiver credibilidade para cumprir minha missão, não tenho condições de continuar. Eu tenho vergonha na cara".

O PT não tem o monopólio da moralidade. Mas é muito raro ver alguém do PT metido em maracutaia no setor público.

Então o que se esperaria é que fosse imediatamente substituído o ministro dos Transportes e nomeado um integrante do PT para o cargo.

É delicado o cargo, mas o ônus de um partido que se tornou em governo é exatamente este: enfrentar delicadezas. Transferi-las para o PL, partido do vice-presidente, já viram todos no rolo que deu.
psantana.colunistas@zerohora.com.br



Litoral
Os perigos do mar



O recorde em salvamentos neste ano foi batido ontem, quando 105 pessoas foram retiradas do mar. Na área central de Capão da Canoa, uma menina de sete anos foi salva, para alívio de seus familiares (foto Robinson Estrásulas/ZH)


Terça-feira, Janeiro 28, 2003




Esta é para terminar bem a terça-feira...E para tanto nada melhor que uma piada de advogado enviada pelo meu amigo orbatiuk.

Uma instituição de caridade de uma cidadezinha do interior nunca havia recebido uma doação de um dos advogados mais ricos da cidade, um judeu milionário.

Então um dos diretores da instituição resolveu ele mesmo ir falar com o tal advogado:
-segundo nossos cálculos o senhor ganha mais de 700 mil reais por ano, e nunca sequer fez uma pequena doação para nossa instituição, o senhor não gostaria de contribuir agora, não ?

O advogado:
-a pesquisa de vocês por acaso apurou que minha mãe está muito doente, com câncer e os gastos médicos são muito superiores à renda anual dela?

O diretor meio sem jeito:
-hmmm..não..não..

O advogado,em voz mais alta:
-ou apurou que meu irmão é cego está desempregado e passando necessidades?
A essa altura o diretor está emudecido, já completamente sem jeito..

O advogado continua:
-ou essa porcaria de pesquisa diz que o marido da minha irmã paraplégica morreu e ela tem 5 filhos pequenos para cuidar??? O diretor já humilhado:
-me desculpe senhor, não tínhamos a menor idéia de tudo isso..

O advogado:
-então !! se eu não dou um tostão para eles porque vou ajudar vocês ??!!!




Pode até ser antigo, pode até ser repititivo, mas é sempre interessante relembrar e por que não fazer uso desta prece?

PRECE ÁRABE...

Deus, não consintas que eu seja
o carrasco que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade
na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras
para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu Deus! Se me deres a fortuna,
não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar, não permita que eu
perca a modéstia, conservando apenas o
orgulho da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade do que
a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da
glória, quando bem sucedido e nem
desesperado quando sentir insucesso.

Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.

Ó Deus ! Faze-me sentir que o perdão é maior
índice da força, e que a vingança é prova de
fraqueza.

Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me
com a graça da fé.

E quando me ferir a ingratidão e a
incompreensão dos meus semelhantes, cria em
minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu te esquecer,

te rogo mesmo assim, nunca te esqueças de mim!
Recebido do meu amigo J.C. Horbatiuk




Parabéns a Sandy, e também a todos os aniversariantes desta data. Para enviar a mensagem para a Sandy
clique neste link http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/exclusivo/noticias/2003/01/27/030.htm




Sandy completa 20 anos ao lado de familiares e amigos mais íntimos

Segunda, 27 de janeiro de 2003, 22h24
Rogério Lorenzoni / Terra

Com 20 anos de idade, essa aquariana de Campinas (SP) já colecionou mais sucessos do que muitos famosos e consagrados artistas com mais de 20 anos de estrada profissional.

» Envie sua mensagem de parabéns para Sandy!

Sandy completa nesta terça, 28 de janeiro, duas décadas de vida com uma sólida carreira, ao contrário do que muitos críticos possam ter previsto quando, ao lado do irmão Júnior, ela experimentou o primeiro sucesso com a música Maria Chiquinha, em 1989, ainda com seis anos.

Hoje, Sandy não é mais a filha do pai famoso, Xororó. Alcançou tanto sucesso junto às crianças e adolescentes brasileiros, que suplantou a fama da dupla que o pai forma com Chitãozinho. Talvez a performance de sua dupla com Júnior possa ser comparada somente com a do "rei" Roberto Carlos.

Sandy & Júnior já venderam mais de 10 milhões de cópias dos seus CD´s e foram os primeiros artistas brasileiros a receberem o prêmio da vendagem superior a 100 mil cópias do Home Video.

O fenômeno Sandy ultrapassou os palcos. De olho na audiência que poderia herdar dos milhões de fãs da música da dupla, a Globo, que sempre manteve ótimas relações com Chitãozinho e Xororó, tratou de trazer os jovens irmãos para seus domínios, onde protagonizam o programa com o nome da dupla.

Além disso, Sandy estreou em uma novela global já como protagonista: foi a atriz principal de Estrela Guia, onde fez par romântico com Guilherme Fontes. Agora, a cantora prepara mais um passo rumo à carreira de atriz: em fevereiro começa a filmar com o irmão o primeiro longa-metragem da dupla.

Bonita, meiga, estudiosa, apegada à família, trabalhadora. A imagem de boa moça rende a Sandy fãs e desafetos, que a consideram "certinha" demais. E suas atitudes não negam. Apesar do sucesso e do dinheiro que já conquistou como cantora (e atriz), ela ainda tem o sonho de fazer uma faculdade de Psicologia, quando tiver mais tempo livre.

Além disso, é um "exemplo" para as mães mais conservadoras. Sandy faz questão de deixar pública a sua virginidade, contrastante com a imagem de sex-symbol que os adolescentes lhe atribuem, e que ela mesma (ou sua produção) fazem questão de reforçar em seus shows.

No currículo amoroso, o cobiçado Paulo Vilhena e o colega de profissão Lucas, da família Lima. Aparentemente, nada além de típicos namoros de adolescentes. Hoje solteira, a musa prefere deixar em segredo sua vida amorosa.

Discrição que mantém em todas as áreas. Sandy não adere ao estilo de muitos famosos, que adoram a superexposição de suas imagens. Sente falta de ser anônima e, por isso, adora viajar a países onde pode andar tranquilamente pelas ruas sem ser conhecida. Nas férias, gosta do recolhimento na fazenda da família, no Mato Grosso do Sul.

Hoje, no dia em que completa 20 anos, a cantora não foge à regra. Em vez de dezenas de famosos e jornalistas, ela irá comemorar apenas com cerca de 80 familiares a amigos mais próximos.




É o Forum Social Mundial, não passou incolume pelas exortações à violência contra os inimigos. Não basta pedir e fazer passeatas pela paz, há que se incentivar a guerra contra alguém, pois que isto é bem mais retumbante do que apenas dizer faça amor não faça guerra.

Rosane de Oliveira
28/01/2003


Utopia necessária

Quem foi ao Gigantinho ontem à tarde testemunhou o momento mais emocionante do Fórum Social Mundial: um mar de gente de diferentes nações cantando Imagine, de mãos dadas, depois da leitura de um manifesto pela paz, escrito por três judeus e três palestinos. Era o ato de encerramento dos Diálogos pela Paz, patrocinados pela Unesco e pela prefeitura de Porto Alegre, que trouxeram a Porto Alegre pacifistas israelenses e palestinos.

A multidão que lotava o Gigantinho encenou um balé de braços, erguendo-os em um movimento sincronizado. A onda multicor que produziu na arquibancada parecia fruto de dias e dias de ensaio.

Você pode dizer que é o cúmulo da utopia imaginar, como John Lennon, um mundo sem guerras. Ou que é a suprema ingenuidade achar que um ato como esse possa produzir algum resultado concreto no conflito no Oriente Médio, marcado pela intransigência e pelo fanatismo. Mas o que seria do mundo sem as utopias? O que seria do futuro se todos nos conformássemos com os ataques dos homens-bombas, que matam judeus inocentes, ou com os ataques do exército israelense, que matam palestinos igualmente inocentes?

O Fórum Social Mundial que mudou a paisagem de Porto Alegre nos últimos dias foi pródigo em manifestações pela paz, mas não escapou de exortações à violência contra os inimigos. Na marcha de encerramento, viam-se cartazes com inscrições como "Viva a Intifada: comida, remédio e armas para os palestinos'' ou "Morra, morra, ianque assassino, e viva a luta do povo palestino!''.

Mesmo que o Fórum seja um sucesso indiscutível, terá de ser repensado para escapar do risco de esgotamento. Um encontro mundial que condena o "pensamento único" não pode se alimentar exclusivamente do pensamento único do outro lado. Que volte o Fórum em 2005 com suas estrelas e seus personagens anônimos, unidos pela confiança de que é possível melhorar o mundo. E que não se apegue a dogmas como o de que o modelo cubano é perfeito ou que instituições como o Banco Mundial são coisas do demônio.
rosane.oliveira@zerohora.com.br




Três das quatro que pulam a cerca deixam a impressão nítida de que não pretendem deixar seus maridos, elas os traem em busca da pimenta da felicidade, do complemento sexual que não obtêm mais no casamento. Meu caro Sant'Ana, basta ler os classifcados na coluna de recados que você vai ver que o grande sucesso do anúncio é colocar: casada. Se consultar as páginas amarelas de hoje do jornal ZH, você já pode constatar essa realidade. E lendo um deles diz: faço por que gosto. Dou e exijo sigilo. E é assim meu caro cronista. Par o bem ou o mal da instituição chamada casamento.

Paulo Sant'ana
28/01/2003


A prisão-albergue

Li com muita atenção as declarações de quatro mulheres que traem seus maridos, na Revista ZH Donna, de domingo passado, entrevistas concedidas à nossa colega Patrícia Rocha.

Três mulheres são porto-alegrenses, a quarta é de outro Estado. Com sua identidade preservada, elas se abriram para a repórter.

Três das quatro que pulam a cerca deixam a impressão nítida de que não pretendem deixar seus maridos, elas os traem em busca da pimenta da felicidade, do complemento sexual que não obtêm mais no casamento.

Interessante é que elas reservam seus maridos para quando forem velhas, enquanto dissipam sua juventude na curtição com os amantes. O marido passa a ser um seguro-previdência, espécie de proventos afetivos que usufruirão quando cessarem as erupções vulcânicas dos seus desejos.

Três delas têm também em comum uma motivação para o adultério: "Transar com o marido é, às vezes, quase uma violência, como se fosse com o pai ou com o irmão".

Interessante como a convivência doméstica entre marido e mulher acaba arremessando-os praticamente para uma relação sexual incestuosa.

Eu já tinha adivinhado isso quando, nesta coluna, aconselhei os casais, inicialmente, a dormir no mesmo quarto, mas em camas separadas. O próximo passo para a sobrevivência do casamento seria dormirem em quartos separados.

E nesta gradação de fuga do marasmo, teriam que, em seguida, morarem em casas separadas. E afinal em cidades diferentes.

É o meu ideal matrimonialista.

As quatro entrevistadas mantêm relações esparsas com seus amantes, duas ou uma vez por semana, conforme a intensidade da paixão extraconjugal.

Um traço comum entre todas elas é que os maridos percebem praticamente que estão sendo traídos: elas saem para a rua viçosas, arrumadinhas, bonitas.

Quando ficam mais bonitas, os maridos sente