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Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
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Sábado, Abril 05, 2003
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10:11 AM
by Cassiano Leonel Drum
E como sempre em todos os fins de semana ai estão as capas das duas revistas para voces decidirem. Na dúvida, a orientação é de que fiquem com as duas.
Mulheres exploradas
Na novela das oito, há todo tipo de empregada. E como elas trabalham!
Fotos divulgação
Suzana Vieira, com suas funcionárias de ficção: a patroa dá pano para manga
Sempre atento aos detalhes da vida urbana brasileira, o noveleiro Manoel Carlos parece ter decidido traçar uma tipologia das empregadas domésticas no atual folhetim das oito da Rede Globo, Mulheres Apaixonadas. Dos 105 personagens, nada menos do que treze são domésticas. E tem para todo gosto, das fofoqueiras às discretas, das independentes às que são quase parte da família, das que são perseguidas pelo garotão da casa àquelas que, de tão sestrosas, causam ciúmes à patroa. Só não tem empregada gazeteira. Todas trabalham loucamente. Na segunda-feira passada, por exemplo, a personagem Maria (Idelceia Santos) apareceu duas vezes. Numa delas servia o café bem cedinho a Tony Ramos. Na outra, bem tarde da noite, aparecia para perguntar se o patrão, que acabava de chegar em casa, ainda queria jantar. Somente depois de ele dizer não ela arriscou um tímido "então eu vou dormir". A novela só não merece inteiramente o nome de Mulheres Exploradas por causa da personagem Sônia (Priscila Dias). Ela teve um filho logo nos primeiros capítulos. O Sindicato das Empregadas Domésticas encaminhou então um e-mail à Rede Globo, pedindo que ela ganhasse o direito à licença-maternidade. Manoel Carlos acatou a sugestão.
O empregado bonitão: o trabalho duro agora é outro
Num ponto, a novela tem falhado com o realismo. Não há uma empregada sequer que trabalhe com o radinho ligado. Em vez disso, elas pegam no batente ao som daquela irritante bossa nova que serve de trilha sonora para quase todas as cenas da novela. Mas alguns hábitos ancestrais da família brasileira estão muito bem retratados na trama. Por exemplo: a iniciação sexual do adolescente com a empregada. O casal em questão é formado por Carlinhos (Daniel Zettel) e Zilda (Roberta Rodrigues). "Agora ele deu para andar de cueca na frente dela. E o pior é que fica excitado", disse a mãe do garoto num diálogo recente. A novela também está ótima ao explorar as taras nutridas pelos patrões. Shirley (Renata Pitanga) desperta a inveja da neurótica e mal-amada Silvia (Natália do Vale). Fogosa, a empregada sempre que possível se entrega a um chamego com um taxista ¿ e Silvia vive a espreitá-la, lembrando do tempo em que ainda tinha vida sexual. E há o caso entre Lorena (Suzana Vieira) e Expedito (Rafael Calomeni). Só que aqui, para variar, ele é o empregado e ela a patroa. Os dois se envolveram numa paixão tórrida e, na semana passada, protagonizaram cenas de cama. Agora vão morar juntos. Prato cheio para as empregadas de Lorena, Célia (Fabiana Karla) e Cândida (Marise Gonçalves), que não param de falar sobre o assunto, enquanto se esfalfam de trabalhar de sol a sol.
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9:51 AM
by Cassiano Leonel Drum
E esta é a capa da Revista Veja deste fim de semana que entre outras reportagens trás a crônica abaixo do Diogo Mainardi. Boa leitura e bom fim de semana.
A comédia da fome
"Agora querem lançar o bolsa-figuração.Guaribas vai virar um pólo de cinema.O único inconveniente é que nordestinos famintos só servem para interpretar nordestinos famintos"
O Iraque será reconstruído pelas mesmas empresas que construíram o Brasil. A Halliburton, por exemplo, quando ainda era comandada pelo atual vice-presidente americano, Dick Cheney, construiu o gasoduto Brasil¿Bolívia. A Bechtel também foi convidada para repartir o bolo bilionário da reconstrução iraquiana. Em suas atividades no Brasil, a Bechtel ergueu desde usinas elétricas até fábricas de meias de náilon, mas seu nome é recordado, sobretudo, pelos reatores nucleares de Angra dos Reis.
A Fluor, cujo nome é associado à instalação de grandes siderúrgicas e fábricas de automóveis no Brasil, irá participar, igualmente, da boca-livre iraquiana, da mesma forma que a Washington Group International, a empreiteira responsável, entre nós, pelas obras da hidrelétrica de Itaipu. Tudo indica, portanto, que o Iraque, depois da guerra, ficará igual ao Brasil. Bagdá será uma réplica exata de Teresina. Basra, uma réplica de Francinópolis. Nassiriah, uma réplica de Guaribas.
O trabalho de reconstrução do Iraque será coordenado pela Usaid, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Andrew Natsios, seu diretor, ficou conhecido no mundo todo por ter declarado, algum tempo atrás, que os africanos não deveriam receber remédios contra a Aids porque nem sabiam ler as horas. A Usaid sempre foi muito ativa no Brasil. Em 1964, depois do golpe militar, mandou seus técnicos para cá e reformou nosso ensino, do primário até a universidade. Se aplicar a mesma receita educacional no Iraque, conseguirá dobrar o número de analfabetos em poucos anos. Até hoje a Usaid financia programas assistenciais no Brasil, ligados à preservação da floresta tropical, à prevenção da tuberculose e à luta contra a exploração sexual de crianças. Durante a viagem de Lula aos Estados Unidos, cogitou-se inclusive de a Usaid ajudar no Fome Zero.
Não que o Fome Zero precise de ajuda. As melhores mentes do governo já estão engajadas no projeto. Outro dia, o Ministério da Cultura anunciou que pretende oferecer incentivos fiscais aos produtores que se dispuserem a rodar seus filmes em regiões carentes, usando mão-de-obra e figurantes locais. Depois do bolsa-escola, bolsa-renda, bolsa-alimentação, bolsa-criança cidadã e bolsa-qualificação profissional, agora também querem lançar o bolsa-figuração. Guaribas vai virar um pólo cinematográfico, a futura Hollywood do agreste. O único inconveniente é que nordestinos famintos só servem para interpretar nordestinos famintos. Ficam um pouco inverossímeis em outros papéis.
Temo que, nos próximos anos, tenhamos de assistir a uns dezoito filmes sobre Antônio Conselheiro e Canudos. Mas nunca se sabe. Pode ser que surja um novo Marlon Brando por lá. Ou um novo Fred Astaire, que revolucione o gênero musical. Se a experiência de implantar um pólo cinematográfico em Guaribas der certo, os técnicos do Ministério da Cultura, em direta concorrência com os da Usaid, podem ajudar a implantar um em Nassiriah, transformando-a numa Hollywood do deserto. Será nossa contribuição desinteressada para a reconstrução do Iraque. O problema da fome, pelo menos, estará resolvido. Tanto aqui como lá.
Diogo Mainardi
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9:34 AM
by Cassiano Leonel Drum
Isso é que é uma incógnita, pois enquanto a TAM e a VARIG amargam relevantes prejuizos e entregam aviões, e não só essas duas mas a maioria das companhias aéreas no mundo todo, primeiro em função do11 de setembro e agora em razão da pneumonia asiatica, a VASP planeja adquirir mais 30 e está, como se estivesse voando em céu de birgadeiro. Por que será que as outras não dão uma espiadinha para ver o que a VASP anda fazendo sozinha para estar com este otimismo todo?
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 5 DE ABRIL DE 2003
Vasp investe na compra de mais 30 aviões
A Vasp programa investimentos de R$ 400 milhões para os próximos três anos na aquisição de 30 aviões, que já estão em negociação com a Embraer. As aeronaves, com capacidade para 70 a 90 passageiros, irão ser empregadas na expansão das rotas operadas pela empresa, em especial no mercado de aviação regional. A Vasp pretende criar no início do ano que vem uma nova divisão, voltada para este mercado.
A intenção é fazer rotas regionais que liguem cidades do interior às capitais, em vôos diretos. A meta para a futura divisão é atuar em todo o país. os primeiros mercados ainda não estão definidos. A estrutura da divisão deverá seguir o modelo da do sistema de transporte de cargas expressas Vaspex, criado há seis anos e que hoje já responde por 20% do faturamento de toda a empresa.
Com 70 anos de mercado, a serem completados em outubro, a Vasp conta com uma frota de 32 jatos próprios e um volume de 4 milhões de passageiros transportados anualmente, equivalente a 14% do mercado doméstico de tráfego aéreo. Segundo o gerente comercial no RS, Leandro Costa, a participação da companhia no Estado é de 12%. Os dados foram apresentados ontem em almoço no Ritter Hotel.
A empresa, com 4,6 mil funcionários, fechou os últimos três anos com um faturamento de R$ 1 bilhão, valor que deve ser repetido este ano e que a deixa em terceiro lugar no ranking nacional do setor. Para 2004, quando entrará em operação a divisão de vôos regionais, é esperado um incremento de receita. Em 2002, a Vasp foi a empresa aérea mais pontual do país, segundo o DAC.
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9:23 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
05/04/2003
Guga e Gisele
Ouvi falar que a Gisele Bündchen anda telefonando para o Guga. Se esses dois namorassem, formariam um lindo e alto casal. Quanta felicidade para os filhos e quanta infelicidade para o tênis brasileiro! Como o Guga jogaria tranqüilo tendo a Gisele eternamente na cabeça? Ele num torneio na Bahia e ela liga:
Oi, amor, estou aqui em Nova York. Vou no aniversário do Brede.
Brede?
Pitt, amor. O Brad Pitt.
Meia hora depois, lá está o Guga, rebatendo bolinha, pensando na Gisele e o Brad, a Gisele e o Brad, a Gisele e o Brad. Impossível concentrar-se. Mulheres como a Gisele Bündchen são como a Previdência Social: inadministráveis.
Palavra de amigo
Uma das funções do amigo é se meter. Dar palpite. Avisar que estou agindo errado.
David, tu está exagerando.
Costumo exagerar.
O problema é que a maioria dos amigos tenta se manter a uma distância educada dos dramas da vida da gente.
Cada um com seus problemas dizem.
É por isso que há cada vez mais psicanalistas comprando coberturas com piscina e viajando para a Curaçao.
Gosto quando as pessoas dão sua opinião, mesmo que não seja favorável. Pessoas reservadas, que não falam o que pensam, pessoas atrás do biombo da cautela, dessas pode-se esperar todo tipo de surpresas. Geralmente desagradáveis.
Claro, a crítica tem de ser bem-intencionada. Mas os amigos quase sempre querem que melhoremos, não é?
Fico imaginando como se sentem os profissionais do futebol. Todos os dias o trabalho deles é avaliado e comentado. Nos jogos, a torcida se manifesta sem eufemismos: se está gostando, aplaude; se não está gostando, vaia. Pode ser aflitivo, mas será que em algumas circunstâncias eles não podem aproveitar a crítica saudável para crescer?
Talvez os jogadores exagerem um pouco nos desafogos contra os críticos. Marcam um gol, fazem um desabafo. Qualquer vitória vale um desabafo condoído, uma declaração de revolta. Todos são injustiçados. Mas será que a crítica não pode, ao menos de vez em quando, estar certa?
david.coimbra@zerohora.com.br
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9:15 AM
by Cassiano Leonel Drum
Mas acho que está mais difícil digerir este embrolho todo é pelos próprios deputados e senadores do PT. O nosso amigo Paulo Paim que queria um salário de U$$ 100,00, daqui há pouco terá suas pretensões concretizadas: é só o dólar cair para os U$$2,40. A senadora Eloisa Helena e nossa conterrânea deputada Luciana Genro é que não estão gostando nenhum pouquinho do que está se negociando dentro do partido. Mas é a vida, meus caros congressistas. Nossos ideiais nem sempre se concretizam.
Paulo Sant'ana
05/04/2003
Tudo trocado
Quando Jô Soares voltar de suas "férias" de verão, que incrivelmente já invadiram o outono, repetindo já há quase três meses entrevistas surradas, vai ter que recriar aquele seu personagem que, depois de longo período de coma no hospital, acordava-se e percebia que tudo no mundo estava de pernas para cima.
Não dá para acreditar no que está acontecendo. Em primeiro lugar, dois ministros de Lula, Luiz Furlan e Guido Mantega, estão declarando que a queda do dólar acende "uma luz vermelha" para o governo.
Aduzem que, caso o dólar descendente baixar até R$ 3, preteia o olho da gateada: "Menos de R$ 3 começa a ser preocupante".
Não dá para entender mais nada, baixa do dólar ameaça economia brasileira e o governo pode intervir para provocar alta?
E nós imbecilmente torcendo para baixar!
E o governo torcendo para o dólar subir!
Ninguém mais entende a economia.
Do jeito que vai, estou esperando a qualquer momento a seguinte manchete: "Risco Brasil sobe com a queda do dólar".
Em segundo lugar, outra notícia inacreditável: Partido dos Trabalhadores ameaça expulsar de seus quadros deputados que votarem contra a emenda constitucional que concede autonomia ao Banco Central!
Mas não foi o PT quem sempre lutou contra a autonomia do Banco Central?
E logo agora, no governo, o PT renuncia ao pleno controle governamental sobre o Banco Central?
Continuam os paradoxos: com três meses apenas de gestão no Banco Central, Henrique Meirelles dá de relho em Armínio Fraga, baixou o dólar, baixou em 30% o Risco Brasil, ganha elogios do FMI e os investidores estrangeiros voltam a aplicar bilhões de dólares em nosso país.
Isso em pleno desenvolvimento da guerra no Iraque.
Não dá par acreditar, o Lula está vencendo a guerra.
Onde se temia o Lula, na gestão da macroeconomia, aí é que o Lula está entusiasmando.
No plano internacional, a surpresa não é menor. As forças anglo-americanas já cercaram completamente Bagdá, dominaram o aeroporto, e o ministro iraquiano da Informação, Saeed al-Sahaf, faz dois dias que aparece de duas em duas horas na televisão afirmando que o Iraque está vencendo a guerra! E apresenta dados das baixas americanas!
Como é que o Iraque pode estar vencendo uma guerra em que foi sitiado e se sabe que vai inevitavelmente perder?
E, para culminar, Saddam Hussein apareceu ontem na televisão, passeando pelas ruas de Bagdá, sendo saudado como vitorioso por seus compatriotas.
Especialistas dizem que não é Saddam, é um sósia dele.
Sósia? A cara é igual, mas como é que pode a barriga também ser igualzinha? Se matar um Saddam já é difícil, imaginem dois.
Será que o Iraque não é um sósia do Vietnã?
E o Grêmio ganhou do Peñarol de 4 a 1. O mundo está mesmo virado de cabeça para baixo.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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9:03 AM
by Cassiano Leonel Drum
Muitos cronistas como o Jorge preferem escrever sobre a outra Guerra, até porque dá mais Ibope. É mais sensacional do que a nossa, que não é mais nem noticia, pois se todo o santo dia acontecem crimes bárbaros como o do casal de namorados que acabou de assassinar a mãe batendo com a sua cabeça na pia e vazo sanitário e ainda chama o socorro dizendo que ela foi atropelada. Posteriormente vai junto com a mesma para o hospital e só desaparece quando são nformados que ela morreu, nada mais é novidade.
Jorge Furtado
05/04/2003
Um drink para Bush
A democracia pressupõe que a maioria deve escolher, entre os dispostos a aceitar o cargo e o salário, aquele que melhor representa suas idéias e sentimentos e tem mais capacidade para governar. A tese é cheia de furos. Quem está disposto a aceitar o cargo já é diferente da maioria, quase ninguém quer ser síndico. A tal maioria é composta apenas por cidadãos maiores de idade dispostos a sair de casa num feriado e entrar na fila. O julgamento prévio das qualidades do pretendente ao cargo é intermediado pela publicidade, que ano após ano aperfeiçoa seu poder de transformar água com corante em néctares afrodisíacos. E a real competência para governar só aparece mesmo quando o sujeito já está no poder, às vezes muitos anos depois de ele deixar o poder. Não é à toa que freqüentemente acabe em Fujimori. Como ninguém achou idéia melhor, a democracia continua, ainda bem. Pessoas e sociedades são imperfeitas e costumam eleger representantes imperfeitos. Os defeitos dos governantes variam muito e talvez sejam representativos dos defeitos predominantes de suas sociedades num determinado período. Há eleitos vaidosos como FHC e Koizumi, corruptos como Collor ou Menem, emocionais como Lula, incoerentes como Chirac, perigosos como Berlusconi, sabonetes como Blair, toscos como Hugo Chavez. Mas só um grande império, um país com uma economia tão poderosa, uma sociedade tão rica, fechada e dominada pela mídia como a americana poderia eleger um imbecil como George W. Bush.
Já em 1922, em seu livro Opinião Pública, o americano Walter Lippmann alertava para as dificuldades de construir uma democracia numa sociedade totalmente dominada pela mídia, onde a maioria da população "não se sustém por convicções e tradições e quer, e tem que ter, uma emoção atrás da outra".
Ele conclui: "Talvez este apetite sempre tenha estado presente, mas a nova máquina publicitária é peculiarmente adaptada a alimentá-lo. Ainda teremos de descobrir qual será o efeito sobre a moral, as religiões e o governo popular, quando assumir o controle a geração que teve suas principais experiências públicas sobre o clarão intermitente dessas sensações".
A terrível resposta é George W. Bush. Ele fugiu do alistamento militar durante a guerra do Vietnã quando era apenas mais um bêbado milionário (e estava certo!), mas é capaz de mandar jovens para a morte com a promessa de que serão recebidos de braços abertos ao invadir a casa alheia. Ele parece incapaz de encontrar o próprio nariz usando as duas mãos e um manual de instruções, mas comanda (ou finge que comanda) a mais poderosa máquina de guerra da história. Alcoólatra redimido por delírios religiosos, ele é burro, teimoso e vingativo como só um convertido pode ser. Ele não teve a maioria dos votos, mas, graças a um sistema eleitoral primitivo, se elegeu para destruir o que havia sobrado da mais antiga democracia do mundo.
Acredito que a América vai sobreviver a George W. Bush, mas sua democracia, em ruínas, terá que ser reconstruída. E isso vai levar muito tempo. Só há uma maneira rápida e pacífica de acabar com essa guerra: por favor, alguém sirva um gole de uísque para Bush, misture cachaça nos seus sucrilhos, ponha vodka em seu anapion. Um drink para Bush! Rápido!
Muitos textos contra a guerra, inclusive de americanos como Noam Chomsky, Robert Bowan, Immanuel Wallerstein e Michael Moore, podem ser encontrados em www.nao-til.com.br.
Não à guerra!
jorge.furtado@zerohora.com.br
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8:55 AM
by Cassiano Leonel Drum
Pois é minha amiga Lya, a outra guerra, espera-se, acabe logo, mas e esta nossa aqui, que não há um único protesto nas ruas, que ninguém convida alguém para sair de roupa branca, pedindo paz, que não há Mac Donalds para apedrejar, nem fábicas de Coca-colas para invadir, que nada vai adiantar, e as pessoas inocentes vão continuar morrendo, como moscas assim de balas perdidas. É para sábado não está nada poética sua crônica de hoje. Mas ainda que seja, uma única voz, acredito que valha a pena. Se mais um aqui, outro cronista lá, forem enchendo as páginas de jornais, deverá incomodar alguém e fazê-lo repensar tudo isso.
Lya Luft
05/04/2003
Do poder e da impotência
Era demais poética a crônica que eu pretendia fazer, sobre o tempo em que, se dissessem que hoje viveríamos em casas protegidas por grades e arame eletrificado, íamos morrer de rir. (Isso foi quando as crianças achavam que o governo tomaria conta da gente e que o poder estava do lado dos honestos, dos éticos e dos pacíficos.)
Devo é falar da sobrevivência no campo de batalha de um país onde se trava, no cotidiano, a luta pela vida nua e crua. Não! Não falo do Iraque: é aqui mesmo, aqui. Sem falar no que acontece numa Porto Alegre que apesar de tudo ainda está menos sanguinária do que o Rio de Janeiro, lá agora jogam bombas no hotel Meridien em plena Copacabana, e metralham a estação do bondinho do Corcovado... fora o resto.
Os meandros da segurança envolvem política e muitas manhas, mas, imagino eu, também significam algo de competência e vontade real. Como para nós se trata atualmente de in-segurança, valeria indagar por que somos incompetentes (ou algo mais grave) a ponto de não se conseguir resgatar o país do terror que o comanda. Hoje ainda corremos apenas feito ratos assustados, como escrevi outro dia: logo teremos de ser guerrilheiros.
No meio desse caos, observo com susto e ironia a novela de um Il Capo brasileiro - que aliás cumpre seu ofício melhor do que muitos de nós cumprimos os nossos. Tenho medo de descobrir por que isso parece uma questão insondável. Tudo consagrado pelos omissos ou pelos de rabo preso, e confirmado cada vez que um trágico viciado, ou um irresponsável que deseja um pouco de animação, fuma ou cheira.
Enquanto escrevo, o Don está passando uma temporada em Alagoas. Foram prometidos alguns milhões de reais para melhorar a segurança por lá: também ali irão parar - se lá chegarem - os impostos inacreditáveis que pago, pagas, pagais, pagamos e pagaremos em troca de quase nada.
Não precisamos da alucinada guerra do Iraque para nos ferrar por tabela. Pois aqui em casa mesmo, sem ter de invadir territórios alheios, se cuida muito bem disso.
Não vejo saída. Não tenho esperança.
Quem sabe um dia me façam repensar esta afirmação. Pois acredito que o ser humano não é essencialmente burro nem perverso, e isso inclui governos e autoridades. Mas me perturba o que andam fazendo conosco: não temos poder, estamos ameaçados, e desinformados do que se passa atrás dos bastidores.
Sorry pela crônica nada engraçada de hoje. Mas às vezes também eu me canso desse teatro do absurdo, e da tragicomédia das desculpas e explicações em que nem as crianças acreditam mais.
Posted
8:44 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
Saddam vai à rua antes da batalha
Para desafiar o cerco promovido pelas tropas da coalizão a Bagdá, o ditador iraquiano ¿ ou um sósia perfeito ¿ passeou ontem pela capital do país (foto reprodução, AP/ZH)
Posted
1:36 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ai já estão já os destaques da Revista Veja, mas ainda não houve a publicação da Capa deste fim de semana, que deveriaestar ai acima. Bom fim de semana a todos, curtam.
Especial O que vem depois de Saddam - O governo americano já escolheu um general para governar o Iraque depois da guerra. Os países vizinho vêem com ceticismo a intenção de criar ali um regime modelar.
Acesse no especial Guerra no Iraque os vinte principais personagens do confronto.
Brasil
O governo Lula teve bom desempenho no período da lua-de-mel com a população. Em cem dias, o novo presidente colheu aplausos na economia e vitórias na política, mas há tumulto nos bastidores.
No site: acompanhe notícias diárias sobre política nacional.
Entrevista
Michael Schumacher, o pentacampeão mundial de Fórmula 1, diz que não teme morrer nas pistas e que os pilotos de hoje precisam de mais técnica que coragem.
Saúde
Pela primeira vez, foram calculados os custos da obesidade no Brasil: 1,5 bilhão de reais por ano. É muito dinheiro consumido por um mal que na maioria dos casos poderia ser evitado com adoção de hábitos de vida saudáveis.
No site: leia reportagens relacionadas ao tema.
Religião
Um dicionário organizado pela Igreja Católica afirma, entre outras pérolas, que homossexualidade é doença.
Tecnologia
A cidade indiana de Bangalore tornou-se referência mundial em alta tecnologia. Ela é uma manifestação extremada do que se pode ver nas metrópoles brasileiras.
Artes e Espetáculos
Cinema: Carandiru, de Hector Babenco, procura transpor para a tela o universo retratado pelo médico Drauzio Varella no seu best-seller Estação Carandiru.
No site: acesse trailer, fotos e textos de arquivo.
Música: Renato Russo Presente é um catadão de raridades e entrevistas do astro. O álbum já bateu a marca das 300.000 cópias.
No site: ouças músicas e leia textos sobre o cantor.
Televisão: Nunca tantos apresentadores sofreram tanto com a queda do Ibope de seus programas. Gugu Liberato, Ratinho e Xuxa são alguns deles.
Altas dicas e baixas calorias
Quarenta endereços na cidade onde é possível comer bem sem se preocupar com a balança, de restaurantes sofisticados a pizzarias.
Radicalismo
A turma que voa sobre skates, bicicletas e patins é protagonista e público de um torneio que promete levar 50.000 pessoas à Praia do Leme.
Posted
1:24 AM
by Cassiano Leonel Drum
Esta é a capa da Revista Isto é deste fim de semana que entre outras reportagens trás esta abaixo sobre a pneumonia Asiática:
Alerta geral
A pneumonia asiática já atinge 17 países e desafia a ciência
a encontrar meios de controlar sua expansão
Cilene Pereira, Juliane Zaché, Lena Castellón e Mônica Tarantino
Em Hong Kong, seguranças
se protegem e guardam a
entrada de uma área isolada
O Brasil está em alerta. Na semana passada, com a divulgação de dois casos suspeitos de síndrome respiratória aguda grave (Sars) no País, muita gente ficou mais temerosa em relação à doença, que já se espalhou por boa parte do mundo, deixando dezenas de vítimas fatais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até sexta-feira 4 haviam sido notificados 2.353 casos e 84 mortes. A maior concentração de pacientes está na Ásia (China, Cingapura e Vietnã) e em Toronto, Canadá.
Por aqui, um dos suspeitos foi internado na quinta-feira 3, no Hospital São Paulo, na capital paulista. O doente é um japonês de 48 anos que mora no Brasil. Esteve no Japão e chegou com febre e tosse. Como os sintomas são semelhantes aos da Sars e ele ficara dois dias na Tailândia, onde há casos, foi encaminhado ao hospital. Até sexta-feira 4 estava em observação. A rigor, as autoridades sanitárias não o consideravam suspeito. Isso porque o governo segue os critérios da OMS, segundo os quais devem ser classificadas como possíveis contaminadas apenas as pessoas com sintomas, mas que tenham estado em locais onde há transmissão da doença. Não é o que ocorria na Tailândia. Os sete casos registrados no país eram de pessoas contaminadas em outros lugares. Mas na avaliação de Antônio Carlos Pignatari, diretor clínico do hospital, tratava-se de um caso suspeito. Segundo ele, o paciente reunia sintomas que remetiam à enfermidade. O caso estava em análise.
A outra suspeita de ser portadora da Sars é a inglesa Sally Blower, 41 anos, produtora da rede britânica de tevê ITV. Ela chegou ao Brasil na terça-feira 1º, procedente de Londres. Sally cobre a F-1 e esteve na Malásia há três semanas, no grande prêmio anterior ao de São Paulo (realizado neste domingo). A produtora deixou a Malásia, parou duas horas em Cingapura e partiu para Londres. Na segunda-feira 31, pegou um vôo da British Airways. Não se sentia bem, mas não comentou o fato com a tripulação. ¿Tinha febre e estava cansada, mas não tossia¿, disse a ISTOÉ. Sally estava no hotel quando procurou ajuda. O infectologista Rudolf Uri Hutzler, do Hospital Israelita Albert Einstein, foi chamado. A história da produtora foi suficiente para levantar a suspeita de Sars. Seu caso, inclusive, já faz parte da lista de notificações da OMS.
Análises Até sexta-feira 4, não estava confirmado se Sally isolada num quarto no qual a saída do ar é dificultada ¿ tinha a doença. Amostras de sangue e de secreções de sua garganta foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz (SP). Análises iniciais não apontaram a presença de bactérias, mas isso não exclui completamente essa chance. Há micróbios desse gênero que só são detectados 15 dias depois. De concreto, os resultados reforçam a suspeita de que ela seja vítima da Sars. Há fortes evidências de que a doença seja causada por um vírus ¿ e não bactéria ¿ da família dos coronavírus (um deles causa resfriado). Também não está descartada a hipótese de que outro agente virótico, da família dos paramixovírus, tenha papel na doença. E na sexta-feira 4 apareceu outro suspeito. Cientistas chineses anunciaram que um microorganismo parecido com a bactéria clamídia estaria associado à Sars. Como se vê, identificar o inimigo é difícil. Por isso, em relação a Sally espera-se um resultado mais esclarecedor somente em três semanas. Até agora, não há um teste disponível para confirmar a enfermidade. O único exame criado para essa finalidade foi desenvolvido pelo Centro de Controle de Doenças, o CDC, dos EUA. Mas ainda está sendo usado de maneira restrita.
Apesar da dificuldade de diagnóstico, o caso de Sally serviu para revelar algumas falhas na execução do plano de controle da doença montado pelo governo federal. Foi somente na quinta-feira 3, depois que a notícia da internação de Sally assustou o País, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde, decidiu distribuir nos portos e aeroportos folhetos explicativos sobre a síndrome a todos os passageiros que chegam ao País. Antes, o trabalho de prevenção baseava-se na fixação de informativos em painéis próximos às áreas de embarque e desembarque. A estratégia foi insuficiente. Tanto assim que a produtora inglesa não recebeu nenhum papelzinho que a alertasse para o problema.
Sexta-feira, Abril 04, 2003
Posted
8:45 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Ueba! Saddam vira DJ e bomba Bagdá!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! E você sabe quando você está ficando velho? Quando a Xuxa faz QUARENTA anos! E sabe qual a diferença entre Bagdá e o Rio? É que lá em Bagdá, pelo menos, eles tocam sirene antes do ataque! E um amigo aderiu ao boicote: 'Não como mais americanas. Não adianta a Julia Roberts insistir, pra Sandra Bullock bye bye e a Madonna sem chance'.
E já que os americanos estão com tanta raiva dos franceses por que eles não devolvem a Estátua da Liberdade? E vocês viram a foto do soldado americano com uma revista de mulher pelada no colo? E a legenda: 'Soldado americano lendo revista'. Lendo? Então eu quero saber com que mão ele vai ler a revista. Eles devem estar matando camelo a grito!
E aí eu entrei no site da Wanessa Camargo (ué tão rindo de quê? Ninguém é perfeito) e adorei a seção chamada 'Diário' onde ela declara que: 'Hoje os negócios estão indo de vento em POLPA!'. Rarará. Polpa de vento. Deve ser da Maguary. Você bate a polpa de vento no liqüidificador e faz um suco de vento. Suco de vento com nada dentro!
E eu adoro aquele ministro iraquiano Al Sarraf, quando ele aparece na televisão. Devia se chamar Al Sarrafo. Ele desce o al sarrafo em todo mundo: invasores, criminosos, assassinos, chama o príncipe saudita de capacho e o Blair de histérico. Passa o dia xingando!
E eu continuo com a minha campanha para salvar o mundo: procura-se voluntária para fazer um blow job no Bush! A Chupeta Humana! Só que uma amiga minha disse que não dá pra colaborar porque o Bush deve usar cueca bordô e transar de meia! Ué, mas fazer um blow job no Bush é um martírio! Rarará!
E naquele site Kibeloco aparece uma foto do Saddam como DJ! 'Saddam, diz aí, como estão as noites em Bagdá?' 'BOMBANDO!' Pra dançar isso aqui é... bomba! Pra balançar isso aqui é... bomba! Pra mexer isso aqui é... bomba! Saddam vira DJ e bomba Bagdá!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. É que um comentarista da Sportv, na transmissão do jogo de tênis, disse que o Guga estava tirando o agasalho em razão da 'amplitude térmica'. O quê? Tucanaram até o calor? Temos que chamar o Oswaldo Cruz pra erradicar o tucanês!
Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Muçulmano': irmão do Muçum! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! Na orelha! UFA! Que bomba!
Email simao@uol.com.br
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8:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Crédito
CEF voltará a financiar a classe média
Tarso defende uso preferencial do FGTS no setor
São Paulo
A Caixa Econômica Federal (CEF) deve retomar o financiamento de imóveis novos e usados para a classe média, ou seja, famílias com renda mensal superior a 12 salários mínimos (R$ 2.880). A proposta deve ser apresentada na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, no fim deste mês.
Os financiamentos de imóveis novos e usados para a classe média com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foram suspensos no começo de março por falta de recursos disponíveis.
O governo federal também planeja um esforço para acabar com o déficit habitacional das camadas de baixa renda.
O secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Tarso Genro, disse ontem que o governo federal lançará um grande programa de crédito popular. Ele não quis detalhar a proposta, porque essa atribuição cabe ao ministro das Cidades, Olívio Dutra. Tarso afirmou que a liberação de crédito é fundamental para aquecer o setor da construção.
- Esse é um setor de relação intensiva de mão-de-obra, inclusive de mão-de-obra não-qualificada. Isso é um elemento estratégico para o nosso governo - disse ele.
Ele defendeu que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja utilizado só para financiar programas de habitação e saneamento básico.
A afirmação, feita na sede do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de São Paulo (Secovi-SP), contraria interesses de setores como o financeiro, que quer esses recursos para a compra de ações na Bolsa de Valores, e o automotivo, que pleiteia sua liberação para a compra de automóveis.
Para o ministro, os recursos do FGTS já são escassos por causa dos acordos de superávit primário firmados com o Fundo Monetário Internacional (FMI):
Questionado sobre como o dinheiro do FGTS poderia ser desvinculado dos acordos com o FMI, Tarso afirmou que não poderia entrar numa área de atuação que é do Ministério das Cidades, comandado por Olívio Dutra.
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8:37 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
04/04/2003
Não se irrite
O profeta Eliseu era um homem poderoso. E algo irritadiço. Certa feita, ele vinha caminhando por uma das paragens poeirentas da Palestina e uns garotos saíram-lhe atrás, caçoando da sua calvície (o que mostra que o comportamento da gurizada é o mesmo há pelo menos 28 séculos). Pois bem, aqueles meninos tanto incomodaram Eliseu que ele se agastou biblicamente e fez valer o seu prestígio junto ao deus Jeová - sem ninguém saber donde, surgiram dois ursos enormes e devoraram os garotos.
Tudo isso porque Eliseu não gostava de ser chamado de careca.
Conheço muita gente assim suscetível. Meu amigo Nei Manique, lá de Criciúma, por exemplo. Acompanhei seu processo de calvejamento. Foi rápido. Aos 28 anos, ele ostentava uma rebelde cabeleira de roqueiro. Aos 29, a lisura de sua testa já havia sido estendida para a fronteira com a nuca. Aos 30, apenas uns poucos e heróicos tufos resistiam atrás das trincheiras das orelhas, como se fossem soldados da Guarda Republicana do Saddam.
O problema é que o Nei não aceitava a calvície. Quando alguém o chamava de careca, ele enrubescia e protestava:
- Careca é a mãe!
Seu filho, o Luca, tentava consolá-lo. Passava a mão na superfície glabra da cabeça do pai e mentia:
- Tu não é careca, não...
O fato é que, se os amigos queriam importuná-lo, bastava falar qualquer palavra referente aos seus cabelos para sempre perdidos. Só agora que assumiu a carequice de vez o Nei resolveu o problema. A prova é que ninguém mais goza dele. Parece que se tornou cabeludo de novo.
O mesmo acontecia com um vizinho lá do IAPI. Ele já adulto; nós, guris como os que apoquentaram o profeta Eliseu. Descobrimos, de alguma forma, que o vizinho odiava ser chamado de Meia Longa. Para quê! Quando ele saía de casa para ir trabalhar, fazíamos coro:
- Meia loooongaaaa...
Ele saía correndo em nossa perseguição, furioso. Nem sabíamos por que detestava o apelido, mas era muito divertido vê-lo perder a paciência.
É assim mesmo, uma regra de pátio de colégio: quando a pessoa dá importância à gozação, aí é que a gozação se consagra. Por isso, espero que nossos gaudérios tradicionalistas assistam com bom humor ao programa que o Casseta & Planeta vai apresentar na próxima terça-feira, A Casa dos Sete Gaúchos, obviamente baseado em A Casa das Sete Mulheres.
É que os personagens do Casseta se chamam Gayúcho, Gayribaldi e Sento Gonçalves, entre outros. Prevejo uma indignação do tamanho do Itaimbezinho, por parte da brava gente pampiana. Não duvido nem que alguns queiram lançar ursos famintos sobre a turma do Bussunda. Mas não é o caso, pessoal. É só brincadeirinha.
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:33 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
04/04/2003
O poder vive do medo
Não há nada mais para dizer que não foi dito, nem há mais fome de saber que não tenha sido saciada.
Não mais se aturde a quem já está suficientemente aturdido, nem se pode violentar quem já foi totalmente violentado.
Procura-se por todos os cantos do planeta a razão para esta guerra, como se tivessem tido razões as outras guerras.
Pela mesma anti-razão que não se compreende que o assaltante, depois de ter dominado a sua vítima, tira-lhe ainda desnecessariamente a sua vida, freqüentemente depois de torturá-la, não há de se jamais entender que se tenha de matar tantas crianças e mulheres para só depois matar Saddam.
Ou então que se estejam matando ainda tantas crianças e mulheres se há a hipótese de que Saddam já tenha sido morto.
Não há outra lógica para esta guerra que não seja a brutal lógica do poder. Quem tem poder, quem detém as mais temíveis armas, não terá poder se não exercitar esse poder.
É preciso que morram muitos para que muitos mais ainda temam no futuro o poder, e ele então se consolide.
Como não há razão para a guerra, mais ainda ficarão intimidados todos, até mesmo os que doravante não oferecerem qualquer motivo para serem atacados.
Todo poder, até mesmo o pseudodemocrático, quanto mais o autoritário, erige-se pelo medo que infunde a seus súditos.
O poder é como a pena, seu caráter essencial é o intimidativo. O poder não foi feito para que as pessoas sejam obrigadas a fazer alguma coisa.
O poder foi feito para que os súditos tenham a noção muito clara do que não devem fazer.
Mas, principalmente, o requinte supremo do poder é obrigar a que não se faça o que se tem de fazer.
O traço de caráter mais perverso do poder nesta guerra é que os soldados, depois de bombardearem e metralharem uma vila ou cidade, são instruídos a oferecer alimentos, roupas e abrigo aos órfãos que restaram dos ataques.
Pela primeira vez na História, os soldados foram educados para serem dublês de combatentes e enfermeiros das almas dos que sobreviveram a seus pais, filhos e irmãos mortos.
- Primeiro, atirem em todos. Depois amparem os que restarem vivos. Para que eles não tenham má impressão sobre nós.
O soldado tem de matar e ser ator. Atirador e hipócrita.
E o massacrado é instado a amar o seu carrasco.
O poder de Saddam incutiu nos seus súditos não ter medo. O poder de Bush foi lá justamente para restaurar o medo. Qualquer povo que não tenha medo tem de ser atacado.
O objetivo principal desta guerra vai ser em breves dias atingido: é preciso que todo o resto do mundo fique com medo.
Depois do medo, a dominação vira uma questão diplomática.
Ainda mais quando é acompanhada de socorros.
Sempre foi assim em qualquer situação da vida: se se quiser identificar quem está com o poder em determinada relação, basta olhar para aquele que está prestando auxílio.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ana Amélia Lemos
04/04/2003
Crédito educativo
D aqui a 20 dias, a Caixa Econômica Federal deverá apresentar um quadro real da inadimplência no crédito educativo e oferecer um plano para as renegociações das pendências. A promessa foi feita pelo vice-presidente da Caixa, Carlos Borges, na audiência ao deputado João Mattos (PMDB-SC). A dificuldade dos acadêmicos em pagar o financiamento reside nos juros cobrados, que são impagáveis. O estudante Venceslau Possebon, de Caxias do Sul, fez financiamento para o curso de Relações Públicas. Devia R$ 12 mil à Caixa. Quando foi pagar, o valor era de R$ 22 mil e exigido pagamento à vista ou 99 parcelas de R$ 282 reajustadas semestralmente pelo INPC. A situação é parecida com a da estudante Elisabete Cerutti, que fez o curso de pedagogia em campus de Frederico Westphalen. O mesmo problema vive a estudante Viviane Souza, de Porto Alegre. O caso se repete, também, com Luciano Da Cas, de Santa Maria, que concluiu o curso de Direito com crédito educativo e está inadimplente.
O agora bacharel buscou na lei uma saída para a inadimplência e diz ter uma solução aceitável que quer discutir com outros estudantes que estão inadimplentes, através de seu e-mail (lucianodacas@yahoo.com.br). De Natal, no Rio Grande do Norte, o leitor e estudante Valdemar Avelino Trindade manda e-mail para defender a urgente reabertura do crédito educativo e diz que "por maiores que sejam as boas intenções do ministro Cristovam Buarque, não devemos priorizar mudanças que signifiquem retardamento do financiamento do crédito educativo".
O deputado José Ivo Sartori (PMDB-RS) protocolou um pedido de informações ao ministro da Fazenda com o objetivo de saber quantos alunos estão inadimplentes no Fies. Dados obtidos pelo parlamentar junto à Caixa Econômica Federal indicam que na carteira do Fies estão 218,2 mil alunos e que 10,6 mil estão inadimplentes. O parlamentar gaúcho decidiu apresentar projeto de lei incluindo no programa de parcelamento de dívida (Refis) os estudantes que estão em débito com a Caixa Econômica Federal.
Pela proposta do deputado Sartori, serão beneficiados os estudantes que tomaram empréstimo pelo sistema anterior, o chamado Creduc - Programa de Crédito Educativo - e com o atual sistema, conhecido como Fies - Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.
O valor das parcelas deverá ser limitado a 5% da renda bruta do devedor, é o que prevê o projeto já protocolado na Câmara Federal pelo parlamentar gaúcho. Em alguns Estados, como Santa Catarina, existe o sistema de bolsas de estudo para estudantes carentes, em cursos superiores. A demanda pelo crédito educativo nesse Estado é menor.
ana.amelia@zerohora.com.br
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8:25 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
EUA chegam a aeroporto de Bagdá
Localizado a 20 quilômetros da capital iraquiana, o aeroporto internacional de Bagdá foi cercado ontem pelas tropas aliadas. Na madrugada de hoje, fontes do comando americano afirmaram ter o controle do local e que mais de 300 militares iraquianos teriam sido morrido em combate. Bagdá está às escuras e centenas de soldados de Saddam, além de civis, teriam sido avistados deixando a cidade (foto David Lesson, AP/ZH)
Quinta-feira, Abril 03, 2003
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10:39 PM
by Cassiano Leonel Drum
Mas o que é esta vida? Mas o que é este viver?
Guilherme de Almeida
Um sábio me dizia: esta existência,
não vale a angústia de viver. A ciência,
se fôssemos eternos, num transporte
de desespero inventaria a morte.
Uma célula orgânica aparece
no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um monge me dizia: ó mocidade,
és relâmpago ao pé da eternidade!
Pensa: o tempo anda sempre e não repousa;
esta vida não vale grande coisa.
Uma mulher que chora, um berço a um canto;
o riso, às vezes, quase sempre um pranto.
Depois o mundo, a luta que intimida,
quatro círios acesos : eis a vida.
Isto me disse o monge e eu continuei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre,
a vida é o pão e o andrajo vil que o cobre.
Deus, eu não creio nesta fantasia.
Deus me deu fome e sede a cada dia,
mas nunca me deu pão, nem me deu água.
Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa
de andar de porta em porta, esfarrapado.
Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver,
dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Uma mulher me disse: vem comigo!
Fecha os olhos e sonha, meu amigo.
Sonha um lar, uma doce companheira
que queiras muito e que também te queira.
No telhado, um penacho de fumaça.
Cortinas muito brancas na vidraça
Um canário que canta na gaiola.
Que linda a vida lá por dentro rola!
Pela primeira vez eu comecei a ver,
dentro da própria vida, o encanto de viver.
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10:30 PM
by Cassiano Leonel Drum
Como já estamos em abril, quarto mês do ano, aproxima-se os cem dias do Governo Lula. Pelas reportagens que leio, e em vários jornais, até para buscar correntes de opiniões diferentes, a tônica é sempre a mesma e as mesmas desculpas são colocadas em muitos deles: a de que o País é muito grande para entrar nos trilhos rapidamente. Aliás, isso o próprio Presidente falou: que havíamos que comparar o Brasil a um Transatlântico, dai porque não dava para dar cavalinho de pau como num fusquinha. Enfim resta a esperança de que hajam os trilhos e de que o comboio consiga se ajustar e buscar seus caminhos.
Cupido
Era meu primeiro dia no emprego
Fiz mira, retesei os dedos, lancei a seta
Atingi o alvo, é verdade,
mas derrubei um ninho,
assustei madames,
fiz mancar um pé-de-vento
(seu dono era grande e zangou-se),
pus em polvorosa uma assembléia de anjos da guarda
Acertei o alvo, é verdade,
mas não terá a paixão ficado
pelo caminho?
Fausto Rego
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12:10 PM
by Cassiano Leonel Drum
VAGALUMES NO CÉU DA BOCA
Belas asas têm as palavras que voam de nós para o mundo, em bandos de arribação, cantarolando canções entre nimbos, alados vocábulos completamente bêbados de encanto.
E como são belos os risos e os prantos que moram nessas palavras tão nossas, amorenadas no sol das manhãs, adocicadas com beijos de índios, alongadas com sotaques de imigrantes...
Lúdicas até, como são amigas essas latinas palavras, que nos abraçam em cirandas festivas, sussurram segredos maliciosos nos ouvidos, fazendo gracejos com as nossas pestanas.
Assim tão Doidas, tão lindas, tão macias e carnudas são todas elas, quando saem do vão dos lábios ou das pontas dos dedos, e caem sobre o mundo amplo dos significados, só para dançar um pouco, só para brincar um pouco, só para viver um muito.
Sim já não há lamentos portugueses no lombo das nossas palavras brasileiras, mas há pios de corujas caboré, há galharias de matas contra noites enluaradas, há cheiros de cipós verdes, há odores suaves de florezinhas caipiras e, sobretudo, há confetes e mais confetes de vaga-lumes... constelando o céu da nossa boca!
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12:08 PM
by Cassiano Leonel Drum
Possibilidade
Tão jovem, tão menino
E talvez eu morra amanhã -
Talvez um acidente,
Talvez uma bala perdida,
Talvez simplesmente da complicação desta febre,
Quem sabe da pneumonia asiática.
Talvez morra uma das que me amam,
Talvez morram todos as que me amam,
Talvez um rainha, uma presidenta, a apresentadora do telejornal...
Talvez um cataclisma,
Talvez um gigantesco meteoro,
Talvez a vontade de Deus,
E o Planeta tão jovem, tão menino
Morra amanhã...
E ficarão as estrelas
Brilhando por sonhos que não foram realizados.
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12:05 PM
by Cassiano Leonel Drum
Mutatis Mutandis
mudando o que deve ser mudado
Mais fácil que fazer é aconselhar, assim se você quer mudar algo em sua forma de lidar com o mundo e com as pessoas, algo que não funcione bem, que esteja provocando certa distorção entre o que você é realmente e o que você demonstra ser, utilize apenas uma coisa: a força limpa e eficiente da sua própria consciência.
Usando a consciência (o saber de si mesmo) que é uma amiga poderosa; ela mostra tudo, tudo, ela ¿faz ver¿, e com grande nitidez. Mas necessitamos estar predispostos a enxergar o que a consciência mostra. Se nos negamos a enxergar certas coisas desagradáveis da nossa personalidade... o poder da consciência fica neutralizado.
Daí que, quem deseja mudar precisa ter humildade, uma humildade sensata, inteligente. E quem tem humildade geralmente também tem flexibilidade, o que facilita a adaptação às novas posturas.
Ainda que eu queira, não acredito na veracidade dessas 'mudanças' advindas de esforços tremendos, mudanças conquistadas por meio de acirradas lutas internas ou severas autovigilâncias. Se você utiliza corretamente a força da sua consciência, do seu entendimento mais sincero, as mudanças começam a ocorrer natural e serenamente.
Reflita, não é necessário deflagrar guerras internas, roer as unhas, bater a testa na parede. Pelo contrário, tudo o que existe em nós, cada aspecto da nossa personalidade, os sentimentos, as experiências vividas, tudo isso se reúne em uma aliança sólida e tranqüila, com a finalidade única de melhorar o nosso desempenho humano.
Muda-se, então, em decorrência direta dos novos entendimentos que chegaram à mente, e não como resultado de uma imposição qualquer. Imposições não geram mudanças reais; geram fingimentos, trapaças. O caminho das verdadeiras mudanças é o caminho da abertura de consciência.
A modista mudou o vestido, / e o motorista mudou de sentido,/ e o mendigo mudou de abrigo, / e o soldado mudou de quartel, / e o bedel mudou de chapéu, / e o pintor mudou a tinta, / e a gorda mudou de cinta, / e o garçom mudou de mesa, / e o padre mudou de reza, / e o gato mudou de cadeira, / e o cachorro mudou de coleira, / e o aluno mudou de carteira, / e o carteiro mudou de rua, / e a folhinha mudou de lua, / e o camelo mudou de deserto, / e o malandro mudou de endereço, / e o preço mudou de novo, / e o ovo mudou a receita, / e a cozinheira mudou o bolo, / e o bolo mudou a festa, / e a festa mudou a semana, / e a rainha mudou de florista, / e a florista mudou de modista, / e a modista mudou o vestido, / e a gente mudou com eles!
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11:58 AM
by Cassiano Leonel Drum
HÁ SEMPRE ALGUÉM
O mundo inteiro está cheio de pessoas.
Há pessoas caladas
que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes
que precisam de alguém que as conforte.
Há pessoas tímidas
que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas
que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo
que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes
que precisam de alguém que as faça pensar
na melhor maneira de usarem a sua força.
Há pessoas habilidosas
que precisam de alguém para ajudar a descobrir
a melhor maneira de usarem a sua habilidade.
Há pessoas que julgam
que não sabem fazer nada e precisam de alguém
que as ajude a descobrir o quanto sabem fazer.
Há pessoas apressadas
que precisam de alguém para lhes mostrar
tudo o que não tem tempo para ver.
Há pessoas impulsivas
que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora
e precisam de alguém que lhes mostre o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem
que não servem para nada e precisam de alguém
que as ajude a descobrir como são importantes.
Precisam de alguém
Talvez de nós ...
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10:29 AM
by Cassiano Leonel Drum
Vontade de Um Abraço
De repente deu vontade de um abraço...Uma vontade de entrelaço, de proximidade..
de amizade..sei lá..Talvez um aconchego que enfatize a vida e
amenize as dores...
Que fale sobre os amores, que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.
Deu vontade de poder rever saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo e preencha todo espaço mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarzinho da magia da união dos corpos, das auras..sei lá.
Lembrar do calor das mãos acariciando as costas a dizer."estou aqui."
Lembrar do trançar dos braços, envolventes e seguros afirmando "estou com você"..
Lembrar da transfusão de forças com a suavidade do momento ..sei lá..abraço...abraço...abraço...
abraço...abraço..abraço...abraço...abraço...abraço...abraço...abraço...abraço...
O que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energia que harmoniza, integra tudo, e que se traduz no cosmo, no tempo e no espaço.
Só sei que agora deu vontade desse abraço!!
Que afaste toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima da alegria, e acalme o coração..
Que traduza a amizade,o amor e a emoção.
E para um abraço assim só pude pensar em você.nessa sua energia, nessa sua sensibilidade
que sabe entender o por quê dessa vontade desse abraço.
Autor - Desconhecido
MIL ABRAÇOS...
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8:50 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Buemba! Ataque cirúrgico acerta hospital!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! UFA! Acabou o Big Bode Plasil! Um 'reality show' a menos! Final ANTAlógico. Venceu a tradição: ganhou uma anta. Rarará! Primeiro BBB: o Bam-Bam, anta. Segundo BBB: o peão de boiadeiro, anta. Terceiro BBB: Dhomini. Tá tudo DHOMINADO! E você sabe qual a diferença entre uma anta e o Dhomini? Quinhentos mil reais! Rarará! E você sabe qual devia ser a música tema do BBB? A GENTE SOMOS INÚTIL!
Guerra! Big Bush in Bagdá! A Lucianta Gimenez não deve estar entendendo nada da guerra: Nassiriah fica na Síria ou no Iraque? Rarará! E alguma coisa está errada na ordem mundial: o Bush manda ouvir Deus, o Saddam manda ouvir Allah e o Papa manda ouvir a ONU! E adorei aquele cartaz na manifestação pacifista: 'Bombardear pela paz é como trepar pela virgindade'.
E continua a pontaria de caubói bêbado do piloto americano, o Mr. Magoo. O míssil Magoo acertou mais um alvo estratégico: uma maternidade em Bagdá! É pra não nascer mais árabe! Por isso que chama ataque cirúrgico: porque acerta em hospital! E vai sobrar algum iraquiano pra ser 'libertado' pelos EUA??
E o Beira-Mar? Um leitor mandou uma sugestão para onde mandar o Beira-Mar: para Washington! Pra ser estrategista do Rumsfeld! Então já temos três lugares pra mandar o Beira-Mar: 1) Pro Alto Mar. 2) Pra Bagdá. 3) Pra Casa Branca. E uma amiga minha está desesperada porque o símbolo sexual da mãe dela é o Fernandinho Beira-Mar. Na próxima visita íntima ela bota a mãe na fila. É mole? É mole, mas sobe!
E o Dhomini do BBB? Será que ele vai posar pelado pra 'G Magazine'? Já ganhou 500 paus e vai ganhar mais pra mostrar o pau. E o que você faria com os R$ 500 mil do Dhomini? 1) Passava o resto da vida tomando água-de-coco. 2) Fazia vasectomia pra não ter que dividir o prêmio. 3) Comia tudo o que queria. 4) Comia todas que eu queria!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. É que uma amiga entrou num chat na internet e um cara disse que era 'politicamente incorreto no trato com as mulheres'. Tucanaram o cafajeste! Rarará! E no estacionamento do shopping Pátio Higienópolis tem uma placa: 'Serviço de apoio à locomoção'. Tucanaram a cadeira de rodas! Socorro! Temos que chamar o Oswaldo Cruz pra erradicar o tucanês! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Kuait': fila do banheiro! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
e-mail:simao@uol.com.br
Posted
8:36 AM
by Cassiano Leonel Drum
O Governo que se preocupa com seus jovens e com o futuro de seu País, prioriza a educação, dando condições para que todos tenham acesso a Universidade. Todavia na contra mão de tudo isso, nosso Ministro da Educação corta o FIES, única chance que ainda havia para que os estudantes pudessem continuar frequentando. Sem condições de pagar os créditos em que estão matriculados, não resta outra alternativa que cancelarem e aguardarem outras oportunidades. Quando?
Ensino
Fies não abrirá novas vagas este semestre
Projeto prevê 100 mil novas bolsas ainda para este ano
Apesar da repercussão negativa, o Ministério da Educação não deve anunciar abertura de novas vagas para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) neste semestre.
O projeto em discussão em Brasília é a criação de 100 mil vagas para o segundo semestre. Destas, 30 mil devem ser concedidas a fundo perdido, onde seriam beneficiados os alunos dos cursos de licenciatura. Eles dariam retorno ministrando aulas em projetos de alfabetização do governo federal.
O estudo do Ministério da Educação, que prevê mudança na forma de concessão e pagamento do Fies, deve ser anunciado em maio pelo ministro Critovam Buarque. Hoje, ele expõe o projeto à bancada petista na Câmara.
- Atualmente, o crédito é como um empréstimo bancário, sem carência e altos juros. Precisa mesmo ser alterado - afirma o presidente da União Nacional de Estudantes (UNE), Felipe Maia.
É improvável que o ministério ceda à pressão de deputados e dos estudantes que apostavam no Fies para se manter em universidades particulares. O argumento para a cobrança é a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de triplicar o número de bolsistas.
A decisão de não criar novas bolsas não atinge os estudantes já beneficiados, cerca de 185 mil. Com a perspectiva de que o crédito educativo estadual seja reativado no segundo semestre, a única alternativa dos estudantes é recorrer aos programas das universidades.
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8:19 AM
by Cassiano Leonel Drum
Que dias há que na alma me têm posto/ um não sei quê, que nasce não sei onde/ vem não não sei como e dói não sei por quê". Ótima quinta-feira a todos nós, Ainda mais que ontem todos ficaram eufóricos com o índice da Bolsa lá nas alturas, o dólar lá embaixo, o Governo tendo sua primeira vitória retumbante na câmara e as forças da coalisão chegando a menos de 10 Km de Bagdá. Tomara que a tendência continue assim ao longo da semana.
Paulo Sant'ana
03/04/2003
Ilha entre abismos
Este exercício filosófico-psicanalítico que farei a seguir é absolutamente empírico, não tem nenhuma base científica.
Encorajo-me no entanto a fazê-lo porque não conheço nenhum especialista que tenha definido a importante diferença entre a tristeza e a depressão.
E me ocorre de repente que a diferença entre uma e outra é que a tristeza é detonada sobre o homem por fatos concretos e adversos, enquanto que o paciente da depressão desconhece objetivamente as causas do desabamento total do seu humor.
A volta do amor fracassado ou US$ 1 milhão podem solucionar a tristeza, mas não afetam minimamente a depressão.
Enquanto triste, o homem resiste à sua realidade e tem esperança de que ela possa ser modificada.
Já enquanto depressivo, o homem entrega-se a uma desilusão que não será demovida por um ou mais acontecimentos favoráveis.
O triste foi metido num labirinto, o depressivo está mergulhado na escuridão.
O triste ainda fita o horizonte, o depressivo é uma ilha cercada de abismos por todos os lados.
Ainda se acredita que o tempo pode ser o remédio para o mal do triste. O depressivo não tem nenhuma esperança de que o tempo possa socorrê-lo, ele acha que sua vida já acabou.
Melhor dizendo, o tempo pode acabar com a tristeza do triste, enquanto o depressivo entende exatamente que o tempo é o seu maior inimigo, quanto mais longo ele for, maior será o seu infortúnio.
O triste ainda pode evitar ir a um enterro, comparecendo a uma festa. Já para o depressivo não existe diferença entre uma festa e um enterro, ele evita os dois por vazio total de significado.
Se ao triste ocorre o porquê de sua tristeza, ao depressivo aturde o seu desmoronamento.
A melhor definição sobre a depressão encontrei-a em versos antigos do insuperável Luiz de Camões, feitos no tempo em que não se distinguia entre tristeza e depressão: "Que dias há que na alma me têm posto/ um não sei quê, que nasce não sei onde/ vem não não sei como e dói não sei por quê".
Um homem amado pelos seus familiares e respeitado por todos em Rio Grande, onde nasceu, e em Pelotas, onde vive, jogador do Rio Grande na juventude e desde moço até a velhice gremista dos quatro costados, o senhor Jayme de Oliveira Souto completa na data de hoje 80 anos de idade.
E como ele começa a ler Zero Hora por esta coluna há 30 anos, suponho que terá uma agradável surpresa ao perceber agora pela manhã que não poderia passar despercebida a este colunista tão significativa data.
Enfim uma grande e animadora vitória do Grêmio. Não é compatível com a qualidade do plantel gremista a má campanha do time em 2003.
É possível que agora o time se afirme onde tem que se afirmar: no campeonato brasileiro. A Libertadores é uma meta justamente desejada. Mas o Brasileirão é prioritário. Ontem pôde significar a grande arrancada.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
Posted
8:17 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nilson Souza
03/04/2003
A assinante
Uma senhora de voz doce me telefona para reclamar que o jornal está publicando muitas opiniões contrárias à guerra. Educadíssima, começa com a clássica apresentação que todos nesta Redação se habituaram a ouvir várias vezes por dia:
- Sou assinante do jornal e queria fazer um comentário.
Com toda a sinceridade, não acho que o leitor sempre tenha razão, mas acho que tem o direito de dizer o que pensa. Disponho-me a ouvi-la com a maior atenção e com a firme determinação de não contestá-la. Ela cita editoriais, artigos e cartas com críticas aos Estados Unidos no atual episódio e arremata, possivelmente interpretando o meu silêncio como uma espécie de cumplicidade:
- Nós sabemos por que os americanos estão atacando o Iraque, não é mesmo?
Sinto ganas de gritar-lhe que não sei.
Já ouvi todos os argumentos: para libertar os iraquianos de uma ditadura sanguinária; para acabar com armas de destruição em massa; para prevenir-se contra o terrorismo; para implantar a democracia. Nos primeiros dias de batalha, porém, todos se revelaram inconsistentes. Que libertadores são esses que retiram a bandeira do país invadido e a substituem pela sua? Bombas de várias toneladas sobre residências e mísseis teleguiados para um mercado público cheio de gente não seriam armas de destruição em massa? Será que a tal autodefesa preventiva consiste na eliminação de crianças para impedir que cresçam e se transformem em terroristas? E democracia se impõe contra a vontade da maioria?
Penso tudo isso, mas não digo. Deixo a moça de voz adocicada concluir a sua queixa e manifestar a sua simpatia pelo senhor Bush. Gostaria de dizer-lhe que a maioria absoluta das opiniões contra a guerra não são de simpatia pelo senhor Saddam, mas sim de respeito à vida. Evito, também, este comentário, temendo que ele seja mal interpretado. As pessoas andam muito sensíveis por esses dias.
Além disso, a amável belicista já provou que pelo menos em uma coisa tem muito bom gosto.
É assinante de um jornal que tem por slogan exatamente esta frase emblemática: A vida por todos os lados.
nilson.souza@zerohora.com.br
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8:11 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
03/04/2003
Represálias
Não concordo que haja o risco de represália dos Estados Unidos se o governo brasileiro insistir numa posição crítica em relação à invasão do Iraque, como andam dizendo. E se houver represália, o que pode nos acontecer? Um bombardeio de Brasília, desde que não seja entre terças e quintas, não afetará o funcionamento do Congresso, que não estará lá. O Executivo e o Judiciário também correm perigo mínimo: pouca gente sabe que o Niemeyer construiu boa parte dos edifícios de Brasília embaixo da terra já prevendo um eventual ataque americano. São poucas as probabilidades de o presidente ou sua família serem atingidos, a não ser que a Michelle fuja do abrigo e o Lula corra atrás dela. No Judiciário, os processos empilhados esperando julgamento agiriam como sacos de areia, dando proteção adicional aos juízes. E há sempre a esperança de os americanos bombardearem Buenos Aires.
Se o Donald Rumsfeld não decidir que as tropas terrestres devem invadir o Brasil pela Amazônia, onde o risco de tempestades de areia é mínimo, elas deverão desembarcar na Bahia, onde terão que avançar lentamente, respeitando as características locais, ou no Rio, onde enfrentarão o grosso do armamento pesado do nosso exército, que, como se sabe, está todo na mão dos traficantes, sendo improvável que consigam passar do Complexo do Alemão. Se desembarcarem em Santos para atacar São Paulo, terão que enfrentar o engarrafamento na Bandeirantes. E apesar da informação que a CIA tem de descontentamento interno e oposição feroz ao regime instaurado no país, os americanos se iludem se pensam que poderão contar com adesão da Heloísa Helena e do Babá. E há o perigo de armadilhas. Avançando pela Barra da Tijuca, onde todos os letreiros e anúncios são em inglês, os soldados invasores podem ter a enganosa impressão de que estão em casa ou no mínimo que houve uma rendição antes mesmo do ataque, baixarem a sua guarda e serem emboscados pelo Batalhão de Elite "Vera Loyola", furiosamente leal a Lula.
E se, mesmo assim, a invasão tiver sucesso e o regime for derrubado, devemos pensar no lado positivo da coisa: o país será totalmente reconstruído por empresas ligadas à Casa Branca, e quem pagará será o Tesouro americano. Finalmente teremos saneamento básico decente etc. sem falar em "marines" com visão noturna patrulhando as ruas contra o crime. E não é demais lembrar que foi o general MacArthur, chefe das forças de ocupação, que impôs a reforma agrária no Japão com a decisão que tem faltado aos nossos governantes.
Por enquanto, no entanto, os americanos se limitam a nos atacar com agências internacionais de fragmentação sob o seu controle que subjugam nossa economia e tratados multinacionais teleguiados que eternizam nossa dependência, em represália a... Em represália ao que, mesmo?
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8:09 AM
by Cassiano Leonel Drum
Futebol
Como nos velhos tempos
O Grêmio goleou o Peñarol por 4 a 1 no Olímpico, exibindo a raça de anos anteriores (foto Valdir Friolin/ZH)
Quarta-feira, Abril 02, 2003
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10:47 PM
by Cassiano Leonel Drum
Aprenda a dizer não
Deixar claro o que você pode ou não pode fazer é uma das ferramentas para ganhar credibilidade e respeito no ambiente de trabalho
Por Ilana Berenholc
Ter uma boa imagem é algo muito diferente do que fazer tudo para agradar os outros. Ao contrário de fortalecer sua imagem, ficar tentando parecer bem e não se indispor com ninguém acaba transmitindo uma ausência de valores pessoais. Dessa forma, torna-se impossível construir uma imagem sólida, pois seus princípios e sua personalidade não ficam evidentes. A forma como você lida com situações difíceis e como mantém sua palavra demonstram sinais de maturidade profissional.
Uma das situações que mais tentamos evitar é negar alguma solicitação que tenha sido feita. Dizer "não" pode ser algo bastante estressante, mas não dizê-lo pode trazer conseqüências muito mais sérias para sua imagem. Se você nunca nega nenhum pedido por medo de parecer antipático ou por não saber como fazê-lo, acaba se tornando alguém que todos vêem como disponível e que não encara seu próprio trabalho como prioridade. No final, você acaba atolado de coisas para fazer: as suas e as dos outros, o que não é nenhum pouco agradável. Negar algum pedido não requer tanto esforço -- é só uma questão de prática. Veja como tornar esse momento menos difícil:
1 Antes de tudo, saiba de fato quais são obrigações e responsabilidades.
2 Seja direto na resposta. Não hesite dizendo coisas como "hum", "deixa eu ver" ou "vou pensar".
3 Lembre-se de que a palavra "não" é uma das opções que temos para negar um pedido, mas não é a única.
4 Não reaja emocionalmente. Para dizer "não", você não precisa se indispor. Seja educado. E muito importante: não use o momento para dizer tudo o que pensa.
5 Assuma o que você está dizendo e não culpe outras pessoas por sua atitude. Explique quais são suas obrigações, pendências e prioridades.
6 Não use problemas pessoais para se justificar. Proponha uma outra solução ou indique outra pessoa para fazer o que lhe pediram.
7 Não faça nada que vá contra seus princípios ou de que irá se arrepender depois.
8 Cumpra o que prometeu. Se disser que não pode fazer algo, não o faça. Honre sua palavra para ter credibilidade.
9 Não faça disso uma disputa pelo poder. Perceba quando está sendo inflexível e saiba também quando dizer "sim".
10 Para que sua mensagem tenha consistência, também é necessário que você use sua linguagem corporal para reforçar o que está dizendo. Olhe diretamente nos olhos do seu interlocutor. Desviar o olhar transmite incerteza e se a outra pessoa captar isso, irá insistir até que você ceda. Adote uma expressão facial positiva para transmitir segurança no que está dizendo e fique com uma postura relaxada. Cuidado com gestos nervosos, como morder o canto da boca ou bater com a caneta na mesa.
11 Fale clara e pausadamente para não demonstrar ansiedade, mas sim veracidade.
12 Por fim, não espere que todos gostem de você sempre. É provável que isso não aconteça, mas tenha certeza de que dizendo "não" na hora certa todos irão respeitá-lo. Assim não posso esperar que você goste de mim, mas tenha certeza, eu gosto de você, ainda que na distância, ainda que a reciproca não seja verdadeira. Fiquem com os anjinhos e até amanhã.
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10:28 PM
by Cassiano Leonel Drum
CLÁUDIO HUMBERTO
A FOME TÁ NO FUNDO DO PALÁCIO
(Deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), lembrando que há esfomeados em toda parte e não apenas nas cidades pequenas)
Paralisia tira 120 mil empregos
O presidente Lula se distancia do compromisso eleitoral de gerar emprego e renda. Na seqüência dos cortes no orçamento, seu governo mandou parar obras de grande importância, em todo o País - só no âmbito da Codevasf, no Nordeste, são cinco obras paradas, provocando a demissão de 1.200 trabalhadores. A indústria de construção civil estima que a paralisia do governo já gerou pelo menos 120.000 desempregados no setor.
Rede verde
A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) abre hoje, na Universidade Santa Úrsula, no Rio, o III Encontro da Rede de ONGs da Mata Atlântica. Até sábado diversos convidados debaterão temas como conservação da biodiversidade, direito ambiental e ICMS ecológico.
Pena de morte
O filósofo Olavo de Carvalho, conhecido pela erudição e por suas críticas à esquerda, denuncia a ameaça de morte no site midiaindependente.org. Uma ong CMI pede o fim físico dele, e o boicote, com coquetéis molotov, pedras e paus, à livraria Cultura (SP), anunciante do site olavodecarvalho.org. Ele se diz morto só de ler o que o site escreve.
Companheiro excelência
O ministro Cristovam Buarque (Educação) detesta formalismos, por isso pediu ao colega José Dirceu (Casa Civil) que o dispense do tratamento de excelência. Mas reconhece que chamar de companheiro pega mal.
Parece mentira
Com o anúncio do novo salário mínimo de R$ 240, o deputado tucano Eduardo Gomes (TO) ironizou: 1º de Abril passará a ser conhecido também como o Dia das Propostas Não Cumpridas, exatamente no Dia da Mentira.
Clima de terror
O presidente do INSS, Taiti Inenami, é sabido: trata bem os que exerceram cargos de confiança no governo anterior, insinua que permanecerão e, após obter deles todas as informações que deseja, demite-os inapelavelmente. Tem servidor pedindo para trabalhar no posto do INSS na Rocinha, à noite.
Pá de cal
O ex-senador ACM Jr. teve acesso à gravação da conversa entre seu pai e o repórter Luiz Cláudio Cunha, da revista IstoÉ, e levou ao velho babalaô uma transcrição do telefonema comprometedor. ACM ficou desesperado.
Toma lá, dá cá
A cúpula do PMDB no Senado só pensa naquilo: os senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) tratam com Sílvio Pereira, o Silvinho, auxiliar de José Genoíno, das nomeações para escalões inferiores do governo.
Uma sugestão
Medida emergencial das autoridades para combater a guerra do Rio: tirar a segunda-feira do calendário.
Candomblé carlista
Muito chegado ao misticismo, o povo baiano bem que poderia tentar desvendar os mistérios que envolvem a empresa Netra Tecnologia Ltda, o deputado mirim ACM Neto (PFL-BA) e a Secretaria de Educação da Bahia.
Desde criancinha
Filiou-se ao PSDB o ex-governador do Ceará Gonzaga Motta (Totó), aquele das forças do atraso, como diziam Tasso Jereissati e Ciro Gomes.
Está difícil
O ex-deputado mineiro Marco Lima (PMDB), que sempre se manteve distante dos colegas, agora recolhe assinaturas de apoio, na Câmara, para ser indicado presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
Súbita rapidez
O engavetador-geral agora quer agradar os novos ocupantes do poder. No processo em que o PT tenta ganhar o governo de Brasília no tapetão, um recurso de Joaquim Roriz foi solicitado para exame às 18h e recebeu parecer (contrário, claro) de Geraldo Brindeiro às 22h30 do mesmo dia 20.
Namoro conservador
O PPB e o Prona negociam a fusão. Enéas Carneiro (SP) vai conversar hoje com sua bancada sobre o assunto. O futuro presidente do PPB, Pedro Correia (PE), diz que suas idéias são muito parecidas com as de Enéas.
Penhora de 20%
O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Ronaldo Lopes Leal, limitou em 20% o percentual passível de penhora sobre créditos da Rede TV! (ex-Manchete), decorrentes da venda de espaço. A penhora garante a execução de ação ajuizada por um ex-funcionário.
Vidas separadas
O jornal La Repubblica acompanha o drama do brasileiro Francisco, impedido de entrar na Itália para acompanhar o tratamento contra a Aids do italiano Andrea, com quem vive há 20 anos no Brasil. A lei local não reconhece o casamento gay. O caso vai à corte européia, em Estrasburgo.
Poder sem pudor: Decisões fundamentais
A reunião do colégio de vice-líderes do PT na Câmara dos Deputados, ontem, tomou duas decisões da maior relevância. Primeiro, ficou acertado que o líder Nelson Pelegrino (BA) vai oferecer um almoço à bancada, na residência do presidente da Câmara, e o prato principal será o baianíssimo caruru. Deliberou também articular um time de futebol de deputados do PT para enfrentar o selecionado do presidente Lula. Mas Pelegrino avisou:
É para perder, hein? Se a gente ganha, o pessoal vai dizer que a bancada do PT impôr uma derrota ao governo e isso não pode de jeito nenhum!
Claudio Humberto com Teresa Barros
e-mail: claudiohumberto@odianet.com.br
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4:08 PM
by Cassiano Leonel Drum
Imaginem o preço dos relógios e a matéria prima abundante que existe por estes campos deste vasto estado chamado Rio Grande. Daqui a pouco o conteúdo vale mais do que o continente, ou seja: o esterco vale mais do que o Boi.
Quarta, 2 de abril de 2003, 10h04
Alemão faz relógios de pulso com esterco de vaca
O artista alemão Bernd Eilts, de 43 anos, que faz relógios de parede e pequenas esculturas com esterco de vaca seco quer inovar e transformar a inusitada matéria-prima em relógios de pulso.
"Os artistas estão sempre procurando novos materiais. Eu utilizava estrume de ovehas, mas é muito pequeno. Então mudei para esterco de vaca", disse à agência Reuters. Ele afirmou que a idéia surgiu há dez anos, quando passeava nos campos de uma montanha. Sem dúvida, o lugar devia ter muito material inspirador.
Eilts deixa o esterco secar por algumas semanas. Depois, esculpe e pinta. Os relógios custam 150 euros, cerca de US$ 140,00. Ele disse que os relógios de pulso logo estarão à venda, incluindo modelos com alarme.
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8:56 AM
by Cassiano Leonel Drum
As palavras são vírus
No céu de abril, se relacionam o Sol e Netuno, e a Lua ainda é nova em Áries. Aqui na Terra, vítima de sua própria recusa de enfrentar a crua realidade, nossa humanidade espalha doenças quando abre a boca para falar. As palavras são vírus que se instalam na mente das pessoas, criando alucinações cuja cura não depende de remédios químicos, mas da profilaxia dos pensamentos.
A guerra química e bacteriológica só é possível porque na prática ela já existe há muito tempo, com nossa humanidade espalhando mentiras e criando realidades ilusórias por meio das palavras, sob títulos ribombantes como "construção e assessoria de imagem". Não existem mentiras úteis ou inocentes, toda vez que nossa humanidade mente ela reforça o vírus letal que a vampiriza lentamente sob o peso da ilusão.
E para os Capricornianos, a responsabilidade não é necessariamente um peso a mais nas costas de nossa humanidade, ela é uma virtude, a capacidade de responder ao chamado da vida para sintonizar-se com ela e cooperar com o plano cósmico.
Se você quiser saber o que reserva seu horóscopo é só clicar no link ai acima. Tenhamos todos um bom dia e paa quem está saindo de férias, ótimas férias, aproveitem, relaxem e curtam a folga.
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8:46 AM
by Cassiano Leonel Drum
Joelmir Beting
Quarta-feira, 2 de abril de 2003
Círculos n'água
"Estão à venda as nossas mercadorias. Nossos princípios não estão à venda."
Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores
Caçapa cantada. Esgotou-se o prazo, segunda-feira, 31, para o arredondamento das bolas quadradas do processo de desmanche pactuado e fatiado do protecionismo agrícola dos países ricos - que dificultam o acesso aos respectivos mercados dos produtos de arrimo nacional dos países emergentes, Brasil à frente.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) bem que tentou azeitar a carpintaria de um acordo agrícola global entre seus 145 parceiros. As formalidades e as comodidades deveriam ter sido casadas até 31 de março para informar a discussão da abrasiva matéria na assembléia geral da OMC, agendada para setembro, no México.
Deu no que já era esperado: a União Européia rasgou o cronograma e o Japão bateu palmas. Com os Estados Unidos, rompedor confesso do multilateralismo nas relações diplomáticas entre os povos, lavando as mãos, feito Pilatos. Simples: se europeus e japoneses estão com o protecionismo e não abrem, por que fariam os americanos essa abertura? Nem na OMC nem na Alca, of course.
Para europeus e japoneses, a rejeição escapista de um acordo agrícola global tem agora o reforço político do próprio estado de guerra made in USA e abusa. A guerra pode acabar ainda neste semestre. O que não vai cicatrizar tão cedo é a rachadura do proselitismo multilateralista da OMC. Se as negociações multilaterais já eram um sonho de uma noite de inverno, nesta primavera da guerra sem causa na terra dos outros, a carpintaria diplomática da OMC (com sobras para a Alca) sai para o acostamento do isolacionismo de ocasião no rodapé do nacionalismo de sempre.
A própria União Européia se confessa rachada pelo desvario militarista de Bush & Blair. Franceses e alemães, ao contrário de espanhóis e italianos, romperam com o alinhamento automático sob o guarda-chuva militar da Otan. O novo racha europeu tem massa crítica para zerar a chance de um acordo agrícola na OMC - até mesmo para inviabilizar Washington na costura da Alca. Quem tem medo da Alca? Os europeus.
Ao Brasil interessaria a salvação de um futuro acordo agrícola na OMC e, por tabela, na Alca. O protecionismo dos países ricos retira pelo menos um quarto de nossa capacidade de competição no mercado global - nos cálculos de consultores brasileiros. Um protecionismo assentado no tripé: 1) barreiras tarifárias na importação de produtos agrícolas; 2) incentivos fiscais na exportação de produtos agrícolas; 3) subsídios diversos na produção da cadeia do agronegócio nacional.
A barragem do protecionismo, em relação ao valor total do PIB agrícola, é da ordem de 24% nos Estados Unidos, de 47% na União Européia e de 59% no Japão. O que levou até mesmo o diretor-geral do FMI, o alemão Horst Köhler, a suspirar na semana passada: "O protecionismo agrícola dos europeus é simplesmente ridículo."
Com resposta de bate-pronto do representante comercial da União Européia, o francês Pascal Lamy: "Não precisamos de conselhos e muito menos de sermões nos tratos da abertura agrícola com o resto do mundo. Trabalhamos a fundo para fechar uma primeira pauta global até 31 de março. Se não deu certo, há que se manter a cabeça fria."
Secos & Molhados
Cuca fria - Cabeça fria é o que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, recomenda aos exportadores brasileiros. Com guerra ou sem guerra, podemos aumentar nossas vendas em 12% este ano. E não há risco de retaliação comercial americana pela nossa posição soberana em defesa da paz em qualquer recanto do mundo."
Novo "front" - O "export drive" brasileiro descola-se cada vez mais do mercado americano (rebaixado para menos de um quinto de nossos embarques totais). Estamos alargando espaços no próprio Oriente Médio e entrando em órbita no planeta China. Em 2020, a China de US$ 7,5 trilhões estará importando 600 milhões de toneladas de alimentos.
E a Alca? - O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, também não esquenta a cabeça: quem está de olho gordo e rútilo na Alca é Washington e não Brasília.
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8:39 AM
by Cassiano Leonel Drum
Lula sabe das coisas
O Nilson Souza disse que ficou deprimido assistindo às cenas dos ministros jogando futebol no fim de semana.
Como são ruins ¿ lamentou o Nilson, com a autoridade de quem foi o melhor em campo no clássico em que o Esporte transformou o Segundo Caderno numa Bagdá bombardeada, meses atrás.
E a Rosane Oliveira, que nunca jogou bola, mas é uma jornalista perspicaz, acrescentou:
O Olívio era um dos poucos em boa forma. Mas ele é frangueiro.
De fato, talvez o primeiro escalão da República esteja precisando lá de um Paulo Paixão, mas que o presidente Lula tem estilo, isso tem. Observe a foto abaixo:"não publicada" o presidente vai chutar a bola com a canhota. Repare no perfeito enquadramento do corpo o braço direito estendido, permitindo o equilíbrio; o esquerdo acompanhando o movimento da perna para trás, conferindo ainda mais força ao chute. E o pé de apoio fincado ao lado da bola, como deve estar sempre o pé de apoio quando do chute. Um movimento de quem é bailarino de chuteira.
Foto(s): José Cruz, ABR, Banco de Dados/ZH
Já a foto ao lado mostra um Lula ambidestro, o que deve ser surpresa para quem, antes da eleição, achava que ele só jogava com a esquerda. Bem, agora ele bate com a direita. Mais: mete uma bola de três dedos, no melhor estilo Dunga. O Leozinho Oliveira, aqui do Esporte, sempre tenta dar passe de trivela, nos nossos jogos. Nunca consegue. Ele mira para a direita, a bola vai irritantemente para a esquerda. Ele calcula jogar para a esquerda, lá se vai ela, indisciplinada, para a direita. Uma tristeza.
O Lula, não. O Lula deu um passe escorreito. Note: a bola pegou tanto efeito que não se consegue divisar a pintura dos gomos. E tem ainda o detalhe do bracinho. O esquerdo. Ele está com o cotovelo dobrado, o punho quebrado, a mão torcidinha com a bossa do camisa 10 do time.
Quer dizer: Lula conhece o joguinho.
Já o Tarso Genro, não sei. O Tarso aparece ao fundo do lance, trajando um calção sumário, provavelmente de lycra, ou um desses outros tecidos elásticos que colam no corpo e delineiam as formas. A parte da frente da camiseta do time, o mesmo time do presidente, está enfiadinha. Manja ¿enfiadinha¿? Pois é. Realça a condição atlética do ministro, mas não pode ser considerada elegante, futebolisticamente falando. No quesito fardamento, o Tarso é segunda divisão.
Medo
O medo estava pendurado em cada vírgula do artigo que o correspondente da Folha escreveu ontem sobre sua saída de Bagdá. Sérgio Dávila, esse o nome do repórter, foi o último jornalista brasileiro a deixar o Iraque. Teve de percorrer 600 km até Tribil, na fronteira com a Jordânia, uma viagem tão arriscada que o motorista do carro que alugou lhe cobrou U$ 2 mil, 10 vezes mais do que o preço cobrado na ida. Mesmo assim, na hora da partida, o motorista disse que havia pensado melhor e desistira da empreitada. Mandou em seu lugar um primo fanático religioso, que não falava nem iés em inglês.
O tal primo passou a viagem recitando o Alcorão e ouvindo uma fita de cânticos de loas a Alá. A diversão do cara era atropelar as pombas que encontrava pelo caminho. Atropelava uma pomba, pena voando para tudo que é lado na poeira do deserto, e gargalhava, faceiro. Fiquei imaginando o repórter e o fotógrafo no fundo do carro, olhando para esse maluco.
Sérgio temia a ação das milícias armadas por Saddam, temia as barreiras americanas que o detiveram e interrogaram, temia as bombas que os invasores lançam naquela região. Não faltavam razões para ter medo. No fim da jornada, ao chegar à fronteira, surpresa: o funcionário da aduana lhe comunicou que faltava um carimbo em seu passaporte. Ele teria de voltar a Bagdá para apanhá-lo. Sérgio precisou de mais de uma hora argumentando em inglês para que o outro permitisse seu ingresso no país.
Sérgio foi acometido por um medo saudável, o medo que motiva a precaução. Evadiu-se de Bagdá antes que o pior acontecesse, e o pior tem acontecido em Bagdá. Esse é o medo bom. O medo que salva. Um medo que faria Sérgio colocar um eficiente volante de contenção no seu time, caso fosse técnico de futebol. Os técnicos competentes sabem da importância do primeiro volante que desarma o adversário, cobre os laterais, exerce uma vigilância feroz e eterna diante da grande área, como se fosse um sargento da Guarda Republicana de Saddam.
O desmantelamento do esquema do Grêmio começou com a saída de um volante desses. Eduardo Costa. Terminou com o fenecimento do futebol de um meia de criatividade. Zinho. Foi arrematado pelo cansaço atual do seu meia de movimentação. Tinga. Por fim, o Grêmio vê-se nas fímbrias da falência, no primeiro semestre, por estar jogando com medo. Mas não o medo bom do Sérgio Dávila, e sim o medo que paralisa e faz a sua vítima ficar acuada feito um Bin Laden na caverna. Hoje, para vencer, o Grêmio terá que atropelar esse medo. Terá que ter de novo o velho desassombro de 2001. Sem esquecer, claro, da cautela, que ninguém é louco de jogar sem proteção ou de esperar a tempestade de bombas em Bagdá.
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:31 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Fogaça
02/04/2003
E. T. para adultos
No filme Sinais, Mel Gibson encarna a figura de um pastor episcopal atormentado pelos conflitos existenciais e místicos que lhe invadem a alma. No meio da noite, a vegetação se agita estranhamente. Vultos longilíneos se esgueiram pelas sombras. Insólitos desenhos geométricos amanhecem nas plantações. São os primeiros sinais: a Terra está sendo invadida por seres extraterrestres em busca de seu espaço vital, o gênero humano e toda a obra da Criação divina se encontram sob ameaça de total destruição. Joaquin Phoenix, irmão de sangue, em meio ao caos e à incerteza, pergunta: "Deus não nos protegerá?". Impassível e sem comiseração, Gibson lhe responde:
Não. Estamos sós diante do Universo.
Até alguns dias atrás, Sinais passava batido para mim como apenas mais um subproduto da enjoada onda sobrenaturalista que grassa no cinema americano. No entanto, na semana passada, em meio à crise que se precipitou sobre o planeta, quando tentava colocar um pouco de racionalidade e ordem na compreensão dos acontecimentos, essa foi justamente a cena que me veio à lembrança.
"A primeira vítima de todas as guerras é a verdade", disse-nos em 1917 um senador dos Estados Unidos. Com esta guerra, entretanto, morrem, antes de tudo, todas as teorias recentes de equilíbrio dinâmico e paz permanente, surgidas no último quartel do século 20. Se um país concentrasse poderio bélico em demasia, a ele se oporia imediatamente uma coalizão que o obrigaria a recuar, restabelecendo-se rapidamente a simetria dentro de um sistema natural de freios e contrapesos entre as nações. Estaríamos protegidos não pela bondade ou pela vocação pacifista dos chefes de Estado, mas por um equilíbrio sistêmico, inerente à nova ordem internacional.
Esse sonho ruiu naquele alvorecer de segunda-feira, quando os primeiros mísseis partiram de suas ogivas em direção a Bagdá. Naquele momento, ficamos sabendo que nenhuma lei, nenhuma instituição, nenhum governo, nenhuma autoridade supranacional pode, por si só, garantir a paz no mundo. Não há uma autoridade central ou suprema em nível global, que assegure - pelo monopólio da força - o cumprimento dos tratados e dos acordos entre os Estados. O único poder coercitivo vigente é o da guerra.
Dissuasão e força - eis a linguagem do universo. Estamos todos, nações e indivíduos, verdadeiramente sós.
Pensando bem, o filme do Mel Gibson, não era, afinal de contas, apenas um E.T. para adultos.
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