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Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
Email: cassiano.leonel@terra.com.br
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Sábado, Abril 12, 2003
Posted
11:49 PM
by Cassiano Leonel Drum
E eu amo de paixão o IGUATEMI, o de Porto Alegre, o de São Paulo, o de Salvador e o de Maceió, mas evidente que o de Porto Alegre, já proporcionou-me momentos inesquecíveis.
Moacyr Scliar
13/04/2003
A ilha do consumo (e da fantasia)
Iguatemi chega aos 20 anos, e todo o empreendimento que atinge esta idade provecta (provecta em termos de sociedade de consumo; jovem, em termos de pessoa) é uma instituição. Aliás, não só o Iguatemi. O shopping se tornou um símbolo de nossos tempos. É uma invenção americana, como a tevê e a Internet, o que faz algumas pessoas torcer o nariz, mas é uma realidade que se impôs. Melhor shopping do que bombas, inteligentes ou não.
É claro que o shopping não surgiu do nada. A idéia de concentrar várias formas de venda num mesmo local vem desde as feiras medievais. Mas estas eram temporárias e sujeitas a intempéries. Aí apareceram as galerias, sobretudo as francesas, que tanto fascinavam Walter Benjamin e das quais temos um modelo na tradicional Galeria Chaves. As galerias realmente impressionavam pela elegância. Mas na verdade eram locais de passagem, com uma entrada e uma saída. O shopping é diferente. O shopping é um sistema fechado, uma ilha de consumo no meio do caos urbano.
A gente vai ao shopping para lá ficar; é um programa, garantido pela tríade consumo-comida-diversão. Fazemos compras (ao menos em época de liquidação), depois entramos no cinema para ver o último filme que Hollywood nos oferece, e por fim vamos à praça de alimentação, onde aliás se come razoavelmente bem. Enfim, ali estão todas as gratificações capazes de nos transformar em bebês satisfeitos.
Há um estilo de vida do shopping, como o provam os jovens que lá marcam encontro, que lá batem papo com amigos, e lá namoram (a esta altura, muito casamento deve ter nascido no Iguatemi). "Dating is like shopping", dizia um artigo numa dessas revistas americanas de psicologia-pop que por acaso li (e que me dei ao trabalho de copiar). Marcar um encontro é como ir às compras. Explica a autora: às vezes entramos na loja certa e encontramos o item perfeito, às vezes dá tudo errado. Mas a sábia senhora tem conselhos para evitar a frustração: "Vá a lugares onde você poderá encontrar a 'mercadoria' exata. Se você gosta de arte, entre num museu". E nem uma palavra sobre shoppings, ingrata terapeuta?
No inverno americano, as pessoas vão ao shopping de manhã para caminhar ao abrigo da intempérie - e há longos trajetos a fazer lá dentro, desde que as vitrinas não nos distraiam, claro. É um programa de terceira idade, porque este é um outro efeito dos shoppings: eles "compartimentalizam" a clientela. Nos cinemas do Moinhos de Vento, por exemplo, o público é em geral de meia-idade. O consumo de pipoca e de refrigerante é muito menor, o barulho da mastigação também, o que pode ser uma boa notícia para os cinéfilos.
Mas a maior prova de que o shopping se tornou uma instituição é que ele hoje faz parte do folclore urbano, aquelas historietas apócrifas que a gente ouve e que passam por verdadeiras. Em qualquer lugar do mundo as pessoas contarão a história do menino que se perde dos pais num shopping e que é encontrado na manhã seguinte, semi-anestesiado e com uma cicatriz cirúrgica: um rim lhe foi retirado, obra da máfia dos órgãos para transplante. Quem são estes invisíveis vilões, ninguém sabe.
Como o Fantasma da Ópera, eles se escondem nos desvões e nas sombras que existem mesmo nos shoppings feericamente iluminados. E que nada mais são do que a projeção dos labirintos de nosso próprio inconsciente. O shopping é um refúgio para muitos pesadelos da vida urbana. Mas, mesmo nele, não fugimos de nossas fantasias. O que podemos fazer é trocar estas fantasias por outras. Neste sentido, as ofertas dos shoppings representam o ápice da sedução.
scliar@zerohora.com.br
Posted
11:37 PM
by Cassiano Leonel Drum
Martha Medeiros
13/04/2003
Nossos velhos
Foto(s): Reprodução/ZH
Pais heróis e mães rainhas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Fizeram 80 anos.
Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça?
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.
Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
martha.medeiros@zerohora.com.br
Posted
11:32 PM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
13/04/2003
Miss Simpatia
Os organizadores do baile pediram para as quatro, Aline, Monica, Elvira e Maria José, esperarem num camarim para relembrarem aquela noite inesquecível, 30 anos antes
Aline foi Rainha do Sesquicentenário da Independência, Mônica e Elvira, Princesas, e Maria José, Miss Simpatia. E aconteceu de se encontrarem numa festa, justamente a festa com que o clube festejou os 30 anos do memorável baile em que as quatro tinham sido eleitas. Aline, Rainha. Mônica e Elvira, primeira e segunda princesas, respectivamente. E Maria José, a Zequinha, Miss Simpatia. No encontro, elas gritaram e pularam e se abraçaram exatamente como tinham feito naquela noite, ao ouvirem o resultado do concurso. Bem, não exatamente. Estavam trinta anos mais velhas. Mônica e Elvira tinham engordado bastante, como se engordar fosse uma sina das princesas. Aline não podia pular muito por causa do rosto e dos seios novos, sua última plástica fora semanas antes. Quem gritou e pulou com o mesmo entusiasmo foi a Zequinha. A Zequinha era assim. Esfuziante. Desde pequena. "Esfuziante" era um adjetivo criado para ela. A Zequinha continuava esfuziante.
As quatro não tinham mais se visto desde o baile memorável. Aline, que estava noiva na ocasião (e, cochichava-se, grávida), casara em seguida, com um militar, e se mudara para o Rio. Mônica, que só viera à cidade para o feriado de 7 de Setembro e o baile, voltara para a escola. Elvira ficara na cidade até o fim daquele ano mas freqüentava pouco o clube, quase não era vista, falava-se que tinha problemas em casa. No fim do ano desaparecera, junto com a família. Só a Zequinha nunca fora embora. Zequinha continuava na cidade.
Os organizadores do baile pediram para as quatro esperarem num camarim, antes de serem chamadas ao palco para relembrarem aquela noite, 30 anos antes. As quatro aproveitaram para trocar informações sobre suas vidas. Aline contou que estava no quarto marido. Gritos das outras. Mônica contou que trabalhava muito (psicóloga, consultora de empresas), nunca casara, mas tinha um relacionamento com um homem bem mais moço. Mais gritos. Elvira contou que chegara a trabalhar como modelo, até tentara alguma coisa em televisão, mas agora só se dedicava a tratar do pai. As outras se lembravam, claro, dos problemas do seu pai. Ninguém se lembrava, mas todas fizeram ruídos de comiseração. Principalmente a simpática Zequinha. E quando as outras perguntaram como tinha sido a sua vida, Zequinha disse "A minha? Comparada com a de vocês, não foi nada!". Rindo, como se "nada" fosse tudo que ela queria. A Zequinha vivia para o marido, os filhos e os netos, não queria outra coisa. A Zequinha continuava contente da vida.
Foi quando a Aline ficou séria e perguntou:
- Você não ficou chateada com o que eu disse aquela noite, ficou?
- Que noite? - perguntou Zequinha, ainda rindo.
- Do concurso.
- Eu não me lembro do que você disse!
- Jura?
- Juro. A única coisa que eu lembro daquela noite é o pulo que eu dei quando anunciaram o resultado. Eu, Miss Simpatia!
- Eu lembro do que você disse, Aline.
- Eu também.
Mônica e Elvira, primeira e segunda princesa, lembravam-se da maldade da Rainha. Trinta anos antes, Aline dissera que escolher alguém como Miss Simpatia num concurso de beleza era apenas uma maneira polida de lhe dizer que estava na festa errada. A faixa de Miss Simpatia não era consolo suficiente para Zequinha por não ser tão bonita quanto ela, Aline, e suas princesas.
- Juro que não me lembro! - disse Zequinha.
Aline explodiu:
- Pare com isso, Zequinha! Quer parar com isso? Eu era uma beleza e me transformei nisto. Até o meu cabelo é falso. Que saber? Até o cabelo. Essas duas ficaram esses horrores. Quando eu olho a minha faixa de Rainha, choro, está entendendo? Choro. Nenhuma de nós é mais o que era. E você continua a ser simpática! Só você ainda merece a sua faixa. Pare de ser simpática, Zequinha!
Aline passou a soluçar. As duas princesas não lhe deram atenção. Zequinha tentou consolá-la. Abraçou- a . Disse "Pronto, pronto". O que poderia fazer?
Continuava simpática.
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11:22 PM
by Cassiano Leonel Drum
E para voces que curtem ele, e aliás achei merecido ter sido o campeão, e evidente que não foi de graça, senão por muito trabalho que chegou lá, ai está a foto do nosso Kayky Brito. Bom domingo a todos nós e fiquem com os anjinhos.
Posted
11:19 PM
by Cassiano Leonel Drum
Sem sair de casa
Experiências de quem abandonou o mundo corporativo e montou um escritório no aconchego do lar mostram o que há de vantajoso nessa opção
Leila Souza Lima
Em casa como no trabalho. Será essa a impressão das pessoas que optam por um novo estilo de vida e passam a trabalhar em casa? A resposta pode variar, de acordo com a realidade de cada uma. Mas algo é inegável: É cada vez maior o número de profissionais que, por inúmeras razões, resolvem abandonar o ambiente corporativo e montar um escritório na extensão da sala, em um cômodo extra e até no quartinho de empregada.
Foi o que fez a tradutora Elena Pires Ferreira, que, após 18 anos de secretariado e cinco como tradutora em uma empresa, resolveu transferir todas as atividades para seu apartamento, precisamente para o quartinho de empregada. ¿Meu marido se aposentou e optei por ficar perto dele. Não há como não ter interferência no cotidiano, mas já trabalho dessa forma há 10 anos¿, conta Elena.
Por interferência, leia-se solicitação dos familiares no meio do ¿expediente¿, chamado de amigos e vizinhos, ligação de clientes fora de hora, entre outros incômodos a que está sujeito esse profissional, também apelidado de houser (aquele que gosta de ficar em casa).
Margarete Rodrigues da Silva, que atuou por 20 anos em empresas do mercado financeiro, foi pelo mesmo caminho. Levada pela necessidade de acompanhar melhor a infância da filha de cinco anos, passou a operar de casa. ¿Esse lado compensa tudo. Agora tenho mais tempo para ficar com minha filha. A desvantagem é que a gente perde o contato direto com o público e, com isso, oportunidades de conquistar novos clientes¿, analisa Margarete.
Mudança requer estrutura, como um canto para montar o escritório
Em contrapartida, ela acha que ficou mais imune aos vícios do mercado, à boataria, e que assim consegue trabalhar melhor. ¿Não há problema em separar as coisas. Minha filha vai à escola, meu marido, para o trabalho, e eu fico sozinha, tranqüila¿.
Na balança de perdas e ganhos pesam, além da necessidade de estar perto da família, a busca por qualidade de vida, de liberdade para administrar o tempo e até a vontade de aumentar os rendimentos. Afinal, nem todo mundo que decide trabalhar em casa é casado ou tem filhos.
O modelo de vida requer alguma estrutura ¿ computador, telefone, escritório ¿, além de uma boa rede de contatos. O profissional pode ser contratado de uma empresa ou prestador de serviço, o chamado freelancer. O importante, segundo quem experimenta, é fazer essa escolha com prazer, e não só pelos ganhos. Se não, o efeito pode ser inverso. A pessoa pode ficar profundamente infeliz, se sentir sozinha e fracassar profissionalmente.
Posted
11:08 PM
by Cassiano Leonel Drum
Domingo, 13 de abril de 2003.
Receita de bolo
A convite do DIA, atrizes assistem a Como Perder um Homem em 10 Dias e falam o que é proibido e permitido no início de uma relação
Zean Bravo
Paula, 24 anos,e Gisele, 21, que levou a amiga Raquel Cardoso, 21, (da esq. para a dir), se divertiram e se identificaram com as situações mostradas no filme
Não esqueça objetos fofinhos e coloridos, nem mesmo a utilitária escova de dentes na casa do sujeito com quem você está saindo há uma semana. Muito menos deixe 17 mensagens na secretária eletrônica, ou ligue para falar amenidades no trabalho dele. E nunca pense em apelidar o órgão sexual do cara na primeira transa. A menos que você queira levar um fora, como a jornalista Andie (a carismática atriz Kate Hudson), na comédia romântica Como Perder um Homem em 10 Dias, que estréia dia 25 nos cinemas. Para escrever um artigo que leva o título do filme, ela inicia um relacionamento com o publicitário Ben (Matthew McConaughey) e faz de tudo para que ele se livre dela. Detalhe: por conta de uma aposta, Ben atura absurdos sem reclamar.
Exageros à parte, a trama agradou às atrizes Gisele Policarpo e Paula Picarelli, ambas no ar em Mulheres Apaixonadas, que assistiram a uma sessão exclusiva do filme a convite do DIA. Eu me identifiquei. Esse jogo, a ansiedade de não saber se liga ou não é assim. Você não conhece bem a pessoa, mas cria fantasias. Existe essa coisa que o filme mostra de ela se imaginar casada e com filhos. Acontece comigo, admite Paula, 24 anos, que está começando uma relação. Aprendi a não fazer uma viagem distante nesse início. Você não sabe como ele vai se portar¿, ensina.
Solteira há seis meses, Gisele acredita que num relacionamento não existe certo ou errado. Você pode ser grudenta no início, dar muito mole e o cara não se assustar. Tem os românticos que gostam. Mas a minha experiência mostrou que gostamos dos mais difíceis, entrega Gisele, 21 anos, que dispensou um pretendente que ligava demais. Ele era lindo e estava gostando, mas perturbou tanto que perdi o tesão de conhecer¿, continua a atriz.
Para o escritor e guitarrista da banda Glamourama, Carlos Jazzmo, não existe nada mais broxante do que mulher imitando voz de criança. Apelidinho também não rola, revela o músico de 26 anos. Jazzmo não esquenta se a menina liga no dia seguinte, desde que para um número dado por ele. Mas não gosta quando ela deixa claro que ele é especial. Se ela me compara com outros para elogiar, eu fujo. Transei com uma menina na primeira noite e ela veio com essa história, toda romântica. Quando percebeu que não agradou, virou o jogo. Mostrou que não estava para papo e se transformou numa fera sexual. Dispensei mais sexo.
A secretária Aline Souza, 32 anos, lembra que se revelar uma maratonista sexual na primeira transa também pode assustar. Deixe para ir evoluindo depois, diz ela, que fica aflita enquanto não é chamada de namorada. Sei que homem não gosta, mas forço uma barra para ele decidir logo. É complicado sair com ele e não saber como apresentá-lo aos outros, resigna-se.
Posted
10:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
ANDRÉ FORASTIERI
Nós não vamos pagar nada daqui pra frente
O direito de copiar e distribuir sem lucrar
Information Wants To Be Free é o famoso lema da Electronic Frontier Foundation, a ONG que luta pelos direitos do cidadão digital. Mas a nova geração global está traduzindo 'free' por 'grátis'. Em pouco tempo nós não vamos pagar nada por músicas, filmes, games, softwares e revistas como esta. Tudo o que pode ser digitalizado pode ser copiado facilmente. Mas hoje as leis de propriedade intelectual (ou copyright) dão ao criador, pessoa ou empresa, direitos exclusivos de copiar, modificar ou distribuir sua obra. A primeira lei do gênero é inglesa, de 1710. Dava direitos ao autor de um livro por 14 anos e, se ele estivesse vivo depois disso, mais 14.
Depois a reprodução era livre. Hoje, nos Estados Unidos, que têm as leis mais abrangentes, o copyright vale por 75 anos após a morte do criador. É assim que Mickey, Ernest Hemingway ou Louis Armstrong continuam rendendo para as empresas que detêm seus copyrights.
Mas hoje existe o movimento copyleft, que quer revogar os direitos de copyright para que qualquer um possa copiar e distribuir qualquer obra. Sempre sem tirar lucro disso. É o que diferencia o copyleft da pirataria.
É eticamente defensável e uma radicalização do movimento do software livre, cujo líder, Richard Stalmann, acaba de visitar São Paulo. Seu objetivo é 'criar e disponibilizar software grátis e eficiente para todas as necessidades de toda a humanidade'. Está dando muito certo. Um dos resultados é o famoso Linux, o sistema operacional gratuito. Quem precisa de PC para funções básicas já tem ótimas opções na faixa, inclusive em português confira o novo site http://www.openoffice.org.br.
Além da teoria tem a prática. Ninguém vai pagar se puder obter de graça, especialmente os mais jovens e os mais duros. Basta ter acesso a um PC, que hoje se monta por R$ 1.000. Mas temos alternativas populares pipocando: o PC do Milhão, as LANhouses, projetos como os Telecentros paulistanos, escolas informatizadas e até o Wal-Mart, que anunciou esses dias PCs por US$ 200 nos EUA e em breve no planeta.
Fora tudo isso há a pirataria, que (como as drogas) repressão nenhuma consegue deter e gerou prejuízo de US$ 4,2 bilhões em 2001 apenas para as gravadoras US$ 1 bilhão só nos quatro maiores pirateiros, Brasil, Rússia, China e México.
A grande pergunta é: os criadores vão continuar produzindo sem a expectativa de retorno financeiro sem a chance de ficar milionários? Spielberg, os Racionais, escritores, editores, criadores de softwares e games vão morrer de fome? E as empresas de comunicação, vão falir ou vão se reinventar?
Ninguém sabe responder. Mas enfrentar o copyleft, o movimento do software livre e a pirataria é derrota certa. Nós não vamos pagar nada e cada vez mais gente sabe disso.
André Forastieri é editor
Posted
10:17 AM
by Cassiano Leonel Drum
E ai estão as capas das duas revistas semanais Veja e Isto É, com reportagens interessantes, fundamentalmente, sobre a guerra, ainda. E abaixo a crônica do Diogo Mainardi para a Revista Veja. Boa leitura e ótimo sábado a todos nós.
Diogo Mainardi
conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL
Enfim, como diria Gil...
"Lula atribuiu-se o mérito de ter salvado a economia. Como os índices só haviam piorado porque acreditaram em suas bravatas, não há do que se gabar. Ele só consertou um pouco do estrago que havia feito"
Gilberto Gil almoçou na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Depois do almoço, discurso. Depois do discurso, entrevista coletiva. Depois da entrevista coletiva, deslocamento para a Biblioteca Nacional. Outro discurso. Não sei para onde Gil foi depois disso. Desisti de segui-lo. Cansei. Durante o almoço, Gil revelou gostar da vida de ministro. Há algo de errado em quem gosta da vida de ministro.
Entre uma coisa e outra, acompanhei Gil por cerca de cinco horas. Não consegui colher uma única declaração aproveitável. No discurso da Biblioteca Nacional, por exemplo, a propósito de um dicionário de música popular brasileira, ele citou Octavio Paz, que teria escrito sobre a "suspensão no ar, na atmosfera, no éter, de signos, símbolos, microrganismos, partículas, células, em extraordinária rotação sobre nossas cabeças, que são os verbetes, em seu próprio suporte, as palavras, com todos os seus interstícios, em suas materializações nos livros...". Preciso reler Octavio Paz urgentemente. Nesse ponto do discurso, perdi a concentração. Deixei de transcrevê-lo. Para passar o tempo, comecei a contar quantas vezes Gil empregava a interjeição "enfim". Foram dezessete.
Bem melhor do que ouvir um discurso de Gil é ouvir um de Lula. Nunca houve, em nossa história, um presidente que falasse tão claro quanto ele. Poucos dias atrás, em Barcarena, no Pará, Lula disse que o Brasil foi castigado por políticos que pensam apenas em seu mandato. No mesmo discurso, ele demonstrou que, como o resto dos políticos, pensa apenas em seu mandato, reivindicando mais quatro anos no poder. Ou seja, 100 dias depois da posse, já estamos novamente em campanha eleitoral. E podemos contar com um presidente que, segundo sua própria definição, se considera um castigo para o país.
Na semana anterior, Lula havia declarado algo ainda mais espantoso. Ele reconheceu que, quando estava na oposição, disparava bravatas o tempo todo. Indiretamente, ele chamou seus eleitores de otários. Porque quem acredita em bravatas só pode ser otário. Lula está certo, claro. Porém é surpreendente que ele tenha a coragem de debochar de seus eleitores em público, de forma tão ostensiva. Nem o mais brucutu dos coronéis nordestinos trataria seu curral eleitoral com tanto desdém. Estou começando a desconfiar dessa história de que Lula saiu de Pernambuco num pau-de-arara. Ele deve ter algum parente latifundiário em Garanhuns.
Na segunda-feira, em cadeia nacional, Lula traçou um balanço de seus primeiros meses de governo. Atribuiu-se o mérito de ter salvado a economia, melhorando câmbio, balança comercial e risco país. Como esses índices só tinham piorado porque os investidores acreditaram em suas bravatas, não há do que se gabar, visto que ele se limitou a consertar um pouco do estrago feito anteriormente. Com muito laquê e piscando o olho esquerdo sem parar, Lula levou cinco horas para extrair nove minutos de programa. Pois eu passei cinco horas com Gil e extraí ainda menos. Ponto para Lula.
Posted
9:46 AM
by Cassiano Leonel Drum
E esta é a capa da Revista Isto É, praticamente igual, não fossem as manchetes. Acima voce terá as duas juntinhas para comparar melhor.
ESTAREI VIVO AMANHÃ?A ciência descobriu um jeito de avaliar a velocidade de sua caminhada rumo ao destino final
BRASIL
A NOSSA GUERRA
Confrontos vitimaram mais PMs no RJ que soldados dos EUA no Iraque
NA SURDINA
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tratar doenças
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SEXO: Guia de posições
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O REAL NAS ALTURAS
Valorização da moeda brasileira
vai ajudar a combater a inflação
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A FACE DO TERROR
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Força bélica dos EUA não
impõe limites a seus ataques
CIÊNCIA E MEIO AMBIENTE
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Experiência brasileira abre caminho a uma nova era na medicina para tratamentos sob medida
COMO SERÁ SEU BEBÊBrinque com a genética
e calcule as chances de seu pimpolho, prestes a nascer, puxar pelo pai ou pela mãe
TRISTE RESCALDO
Ainda são amargos os prejuízos
do vazamento que poluiu dois rios
MEDICINA
O CERCO SE FECHA
Cientistas identificam o vírus
da pneumonia asiática
INFOGRÁFICOS
ALERTA GERAL
Vírus desconhecidos são
ameaças de epidemia
ARMAS NUCLEARES
Confira o arsenal atômico das maiores potências do mundo
BOICOTE GERAL
Protestos no mundo tentam brecar consumo de produtos americanos
Posted
9:43 AM
by Cassiano Leonel Drum
Capa: foto AP
Edição 1 798 16/4/2003
Ai está a capa da Revista Veja deste fim de semana, cujos destaques estão abaixo para que você de uma olhadinha.
Seções
Brasil
Previdência: Os principais pontos da reforma
Funcionalismo: Servidores ganham 1% de aumento
Justiça: Os candidatos ao Supremo
São Paulo: Marta Suplicy entre crise, vaias e a reeleição
Artes e Espetáculos
Música: Os últimos discos cubanos de Ry Cooder
Cinema: Jennifer Lopez, a queridinha de Hollywood
Livros: Diário de um Fescenino, de Rubem Fonseca
Livros: O Ajudante, de Robert Walser
Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo
Especial
O que os EUA farão com tanto poder
O desafio do pós-guerra
Democracias não guerreiam entre si
A repercussão nos países islâmicos
Atrás dos bilhões
Internacional
Cuba: Fidel Castro põe a oposição na cadeia
Economia e Negócios
Turismo: Os estrangeiros sumiram
Geral
Sociedade: A dura vida da segunda esposa
Ambiente: O tubarão-martelo ameaçado de extinção
Beleza: Radiofreqüência contra as rugas
Saúde: Quando a redução de estômago compensa
Guia
Crianças: Ministério da Saúde condena a chupeta
Alimentos: Como pode haver ovo de Páscoa branco?
Crédito: Como sair das listas dos inadimplentes
O que estou lendo
Pergunte ao Guia
Posted
9:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Joelmir Beting
Sábado, 12 de abril de 2003
Mitigando riscos
A morosidade anedótica do aparelho judiciário verde-amarelo de hepatite tem muito a ver com o mau funcionamento da economia e, por extensão, com o mau condicionamento da sociedade. Recente estudo do Ipea enquadra o problema e esboça a solução. É preciso reorganizar e reaparelhar o sistema em todas as suas esferas e instâncias. Incluído o manicômio legiscrativo em que opera.
Ocorre que o orçamento do Judiciário para 2003 acaba de sofrer um corte linear de 60,2%. Ano passado, já havia sido mutilado em 43,2%. Exposição de motivos do novo arrocho orçamentário que só faz por agravar a aflição da cidadania no rodapé da magistratura anacrônica e entulhada: os tribunais têm de enquadrar-se na Lei de Responsabilidade Fiscal. Casa de ferreiro, espeto de ferro, uai.
Fiquemos na frágil ponte pênsil que liga o emperrado sistema judicial ao espaçoso sistema financeiro. Ontem, nesta coluna, tratamos da sobrecarga das despesas processuais no regime de crédito bancário curto e caro - caro e curto até por causa disso. A taxa de juros não deixa de expressar a taxa de riscos dentro de um sistema juridicamente poroso e gasoso.
O novo Sistema Central de Risco de Crédito (SCR), instalado pelo Banco Central, com plataforma online de provisão, consulta e análise, já permite patrulhar por controle remoto a "gestão de risco" por banco, por linha de banco, por cliente de banco e por operação por cliente. O grampo digital pode identificar indícios de gestão temerária.
Cada instituição financeira passa a fornecer ao SCR algo mais que a CPF ou o CNPJ do cliente - também a ficha do cliente, o histórico da relação, o tipo e o porte de cada operação, o leque de garantias colaterais, os indexadores embutidos, as condições renegociadas, as inclinações da inadimplência... Que trabalheira!
A mitigação dos riscos operacionais e jurídicos do regime de crédito (na direção do rebaixamento dos juros) vai depender da qualidade da regulação do sistema financeiro. Tarefa já iniciada pelo Congresso. Próximo passo: calibrar o grau de autonomia do Banco Central. Que já se livrou da cobertura oblíqua de riscos de crédito em sua conta Reservas Bancárias, por obra e graça da ignição, ano passado, do chipado Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).
Outra medida de bom tamanho é a da disseminação da Cédula de Crédito Bancário (CCB). O novo instrumento, a juros menores, aguarda o sinal verde do Congresso. Ele abriga trâmite judicial simplificado na retomada do empréstimo a perigo. A disseminação da alienação fiduciária para créditos lastreados por garantias contratuais em títulos e recebíveis igualmente veste a camisa da redução de riscos e de juros.
No mesmo espírito, investe-se em novas regras de transparência bancária (com site já instalado) para municiar as opções do cliente e atiçar a competição entre os bancos. Nessa mesma onda, vem aí a portabilidade de informações cadastrais de um banco para outro(s) banco(s) - se solicitado ou autorizado pelo próprio cliente.
E mais: deve ser ampliada e acelerada a chamada Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Ela garante aos bancos autenticidade, integridade, privacidade e validade dos contratos eletrônicos de crédito. Sem que os mutuários saiam do escritório ou do dormitório.
Secos & molhados
Lei de falência - Já nas dores do parto no Congresso, a nova Lei de Falência vai igualmente rebaixar os riscos bancários. Ela hospeda um arremedo de Proer para cada empresa na marca de pênalti (para apartar e salvar o lado bom da própria). A empresa pode salvar-se. Os responsáveis, não. Até aqui, ocorre o contrário.
Preferências - Falta remover um conflito de interesses na formação da fila de credores do espólio. Os funcionários continuam na cabeça da fila, mas com limite linear para o resgate automático de salários e direitos. Os credores de garantias contratuais querem o segundo lugar, ocupado até aqui pelo Fisco.
Faz sentido - O consultor jurídico Jairo Saddi propõe os fornecedores em terceiro e o Fisco em quarto. Justifica: 1) os funcionários entraram com o trabalho; 2) os banqueiros entraram com o dinheiro; 3) os fornecedores entraram com
Posted
9:25 AM
by Cassiano Leonel Drum
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SÁBADO, 12 DE ABRIL DE 2003
MEC tem novas regras para Fies
Cristovam Buarque
O Financiamento Estudantil (Fies) terá novas regras a partir do segundo semestre e atenderá a 70 mil novos estudantes. O governo também pretende criar o Programa de Assistência Estudantil (PAE). A idéia é conceder 30 mil bolsas integrais a universitários, que irão prestar serviço voluntário na alfabetização de jovens e adultos durante o período em que utilizarem a bolsa de estudos.
As medidas foram anunciadas ontem pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque. O MEC investirá R$ 140 milhões no Fies e R$ 50 milhões no PAE. Os alunos matriculados em cursos de licenciatura em Matemática, Física, Química, Biologia, Ciências, História, Letras e Educação Física terão pontos a mais para a concessão do Fies. Ex-aluno de escola pública e candidatos que são docentes do Ensino Básico terão preferência na fase de seleção. As instituições de Ensino Superior poderão aderir ao novo sistema, entre 30 de junho e 11 de julho. A inscrição de alunos ocorre de 21 de julho a 22 de agosto.
O ministro ainda adiantou que haverá concurso para contratar 7.700 médicos e enfermeiros para hospitais universitários, que receberão, em junho, mais de 7 mil novos equipamentos e R$ 100 milhões em recursos da Educação e da Saúde. E o governo enviará ao Congresso projeto de lei acabando com a lista tríplice para nomeação de reitores e irá liberar as universidades para definirem concursos, licenças de viagens de docentes e número de vagas para os professores substitutos.
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9:16 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
12/04/2003
Os ladrões de Bagdá
A decisão norte-americana de que suas tropas não se transformem em milícias policiais está causando um desmantelo gigantesco na ordem pública no Iraque.
Não há mais governo, não há mais Estado, portanto não há mais lei, e não há forças que substituam provisoriamente o governo. Instala-se assim um caos total nos últimos dias no Iraque, uma anarquia descontrolada, propícia aos mais desabalados e sangrentos distúrbios.
Bagdá foi entregue às pilhagens. Os saques às repartições públicas e às lojas do comércio estão sendo irrestritos. E se espalham sobre as propriedades particulares, com a classe média e os ricos refugiando-se em hotéis e guetos, à espera de que a ordem seja restabelecida.
Surgem nessa hora os aproveitadores de todos os tipos. Há gente que agora saúda os fuzileiros norte-americanos, que no entanto dias atrás pulava em torno dos tanques de Saddam, solidária com a resistência do ditador.
A diferença entre os pilhadores de hoje no Iraque e os das guerras antigas, entre as quais as protagonizadas pelos mongóis e pelos romanos dos tempos da República, é que os saques não são praticados pelos vencedores.
As pilhagens são feitas de vencidos sobre vencidos. Isso dá lugar aos ajustes de contas pessoais e políticas.
Evidentemente que esse morticínio não está chegando ao conhecimento da opinião pública mundial, ele acontece lá longe dos holofotes da imprensa, que estão dirigidos somente para os derredores das tropas invasoras.
Mas correm soltos nos anônimos cantões iraquianos os assassinatos, a tortura, os estupros e os roubos de toda ordem.
Tudo porque as forças invasoras lavaram as mãos sobre o poder de polícia que deveriam ter organizado para a hipótese de que fosse arrebentado o cordão da ordem pública, no instante em que se destituiu o poder antes erigido.
Tudo que não for ato de hostilidade contra as tropas inglesas e norte-americanas é permitido, pertence à indiferença das tropas invasoras.
E se houve saques recentemente ao comércio de diversas cidades norte-americanas que foram alvos de blecaute, imaginem a fúria de que ficam tomados os salteadores neste Iraque das estátuas do poder derrubadas, que não significam somente a libertação da tirania, mas o salvo-conduto para a barbárie da atmosfera da impunidade, ainda maior quando deparam os ladrões, os assassinos e os vingativos com a mais completa ausência de lei e de autoridade.
Esses acontecimentos são bem elucidativos de quanto a norma legal impede a natureza humana de dar vazão a seus instintos bestiais.
E de certa forma nos remetem para a reflexão do que acontece nas favelas cariocas e de outras grandes cidades brasileiras, onde a norma que rege as relações é ditada pelo poder armado dos traficantes.
Por vezes, essa lei é até boa reguladora dos costumes internos. Mas não raro ela franqueia o medo e a barbárie.
O coronel Ibes Pacheco me manda avisar que hoje e amanhã estará se realizando no Shopping Moinhos de Vento o 4º Encontro de Colecionáveis Cervejeiros do Mercosul e Europa, onde serão mostradas as coleções de latas de cerveja de todo o mundo.
Quem coleciona qualquer coisa vai ter um prato cheio. E a entrada é livre.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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9:11 AM
by Cassiano Leonel Drum
Teatro
E Deus criou o pecado
Quem disse que história antiga não traz gente para o teatro? Adão & Eva reuniu uma platéia de quase 2 mil pessoas em cinco sessões no Theatro São Pedro, durante o Porto Verão Alegre, usando música, dança comédia e melodrama para lembrar de onde viemos. Adão & Eva volta a cartaz de sexta a domingo, no Teatro do Ipe.
O segredo do sucesso de Adão & Eva é que a peça não termina com a expulsão do casal do Paraíso, condenado por ter cometido o pecado original.
- Tentamos recriar Adão e Eva nos dias de hoje - lembra Flávio Bicca, com a autoridade de quem interpreta Deus em cena.
O diretor Rogério Beretta explica como o primeiro casal da Terra se adaptou ao mundo pós-moderno. A passagem bíblica se limita ao 1º ato. No segundo, Adão (Marcelo Casagrande) e Eva (Chana Manica) são dois jovens escondidos numa ilha paradisíaca, tentando viver seu amor longe dos pais. Divino (Bicca), pai de Adão, é o deus dos novos tempos. Geneticista e megaempresário, tem o poder da criação. A mãe de Eva atende por Lucifernanda (Suzete Castro Martinez), famosa e inescrupulosa advogada, especializada em lavar dinheiro dos países do Eixo do Mal. Completam o elenco, Rafael Braga e Ana Guasque.
A atualização ganha contorno em duas torres de madeira erguidas no palco, que tanto podem ser colunas que elevam os espíritos ao Céu quanto os prédios do World Trade Center, em cenário criado pela artista plástica Zoé Degani. Beretta e Bicca concordam que Adão & Eva serve como metáfora para os tempos atuais.
- Não estabelecemos juízo de valor. Deus precisa do Diabo para que suas qualidades apareçam. E quem é que ia ensinar Adão e Eva a se multiplicarem? - completa Bicca.
Adão & Eva
O QUE: Adão & Eva, direção de Rogério Beretta. Recomendado para maiores de 14 anos. Duração: 90 minutos
QUANDO: de sexta a domingo, às 21h
ONDE: no Teatro do Ipe (Borges de Medeiros, 1.945, fone 3221-8799)
QUANTO: R$ 15 e R$ 12 (Clube do Assinante), antecipados nas Farmácias Panvel do Shopping Bourbon Ipiranga e Praia de Belas
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9:06 AM
by Cassiano Leonel Drum
Lya Luft
12/04/2003
As perdas & os ganhos
A equipe de psicólogos de um grande hospital me pediu uma palestra sobre perdas: a perda de uma pessoa amada, a perda da própria saúde, a proximidade da morte: tudo o que desconstrói o que parecia sólido em nós.
O que lhes podia dizer, a eles, competentes profissionais que enfrentavam diariamente os dramas que afluem para um hospital? Então procurei ser simples: falar das naturais dificuldades em lidar com qualquer perda - também fora do contexto hospital, saúde, vida & morte.
Primeiro, não queremos perder. É lógico não querer perder. Aliás, nem deveríamos ter de perder nada: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas uma constante alternância de ganhos e perdas forma a nossa humanidade mais pessoal. Nós somos isso.
Segundo, perder dói mesmo. Não há como não sofrer. É tolice dizer "não sofra, não chore". Também o luto e a dor são importantes - desde que não nos paralisem demasiado por demasiado tempo.
Terceiro, precisamos de recursos internos para enfrentar a dor. O apoio dos outros é relativo e passageiro. A força decisiva terá de vir do nosso interior, onde vai sendo depositada a bagagem de nossa vida. Lidar com a perda vai depender do que encontraremos ali: se nesse lugar crescem árvores sólidas, teremos onde nos agarrar. Se houver apenas plantinhas rasteiras, estaremos mal. Por isso, aliás, a tragédia faz emergir forças insuspeitadas em algumas pessoas, e para outras aparece como uma injustiça pessoal ou uma traição da vida.
Uma doença grave, um insulto à dignidade ou o esvaziamento da nossa confiança nos deixam encurralados. Não vemos mais sentido em nada, e isso será mais difícil se até ali vivemos sem pensar; se corremos desnorteados no tempo em que possuíamos, sem refletir, isso que agora perdemos.
Não acho que todos devêssemos ser filósofos ou fanáticos de nenhuma religião. Não acredito em muita teorização sobre o sentido da existência. Mas creio numa expressão meio fora de moda, que no meu caso não tem conotação religiosa: vida interior. Que é o espaço da ética, dos afetos, da humildade, da coragem, e da crença na nossa transcendência. Somos parte de um misterioso ciclo vital que é o da própria natureza, e nos confere sentido. Dentro dele, mesmo sendo insignificantes, temos grandeza. Por tudo isso que não compreendemos mas podemos sentir, a vida vale a pena - mesmo quando o mundo parece desabar sobre nós.
PS: Falando em perdas: leio que alguns servidores federais terão o insultuoso "reajuste" de 1 (um, um, UM!!!) por cento; outros, quatro ou pouco mais. São as pessoas que trabalham e lecionam nas nossas universidades e hospitais, que em todas as repartições ajudam a fazer funcionar este país nosso. Eles também são trabalhadores, gente!
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9:01 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ana Amélia Lemos
12/04/2003
Fies e a dívida
O número de mensagens que esta coluna recebe sempre que o tema crédito educativo é abordado confirma a gravidade do problema, não só em relação à reabertura do Fies, como no pagamento dos financiamentos vencidos, cujo custo está alarmando, com razão, recém formados e suas famílias. Exemplos são muitos. A recém formada Josselma Merheb tem salário de R$ 530 e o pagamento mensal à Caixa, por causa do Creduc, é de R$ 560.
A Comissão de Educação da Câmara Federal pretende apresentar MP para aumentar os recursos das loterias para o crédito educativo, garantindo reabertura logo do Fies. A Comissão vai realizar, também, seminário em maio, tratando dessas questões. O problema atinge alunos e as faculdades que estão sem receber os créditos do governo. O deputado Osvaldo Biolchi (|PMDB) pediu ontem ao MEC a liberação desses recursos para evitar problemas ainda mais graves no ensino superior. Na segunda-feira, a Assembléia gaúcha se ocupa desse problema no grande debate organizado pelo deputado Sanchotene Felice (PSDB).
Fórum das Águas
Ercy Torma, presidente da ARI, ficou encantado com o tratamento que recebeu do presidente do Senado, José Sarney. Acompanhado dos senadores Pedro Simon e Paulo Paim e do secretário executivo do Fórum, José Roberto Ramos, Ercy falou da importância do evento que terá investimentos de R$ 2,5 milhões. A TV Senado abriu espaço pra o tema, com entrevista de 40 minutos com o presidente da ARI, que também esteve reunido com a diretora de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Maria de Fátima Coelho.
Transgênicos
O desembargador federal Catão Alves, presidente do TRF, em Brasília, prometeu a um grupo de parlamentares da Comissão de Agricultura agilizar a decisão sobre a soja transgênica, assunto que se arrasta desde 1987 naquela corte. Embora o magistrado não tenha se comprometido com datas, os parlamentares, entre os quais Darcísio Perondi (PMDB), saíram animados. "Acredito que a solução definitiva para a liberação das plantas transgênicas está mais próxima", resumiu Perondi.
Mulher
A gaúcha Ane Cruz acompanhou a ministra Emília Fernandes nos compromissos, ontem, em Porto Alegre. Ane integra a Subsecretaria de Monitoramento de Programa e Ações Temáticas e, no governo passado, foi coordenadora-geral adjunta da Coordenadoria da Mulher do RS.
Disputas
PMDB e PDT se engalfinham pela vaga no Tribunal de Contas do Estado. Pela tradição a vaga seria de João Luiz Vargas, do PDT. Mas na briga entrou agora João Osório, do PMDB. Em Brasília, divergências internas na bancada do PP. Como dizem os colunistas sociais, não se deve convidar para a mesma mesa os deputados Augusto Nardes e Júlio Redecker. Na raiz dos atritos, a sucessão no diretório nacional do partido.
Prioridades
O deputado Eliseu Padilha (PMDB) decidiu concentrar sua ação parlamentar na área de sua especialidade, a dos transportes. Ex-ministro do governo FH, Padilha coloca como prioridades a duplicação da BR-101. Lembra que 80% dessa obra foi feita na sua gestão, ligando Belo Horizonte a Palhoça/SC. Outro tema será tornar o Porto de Rio Grande como o porto do Mercosul, ampliando os investimentos que terão reflexos diretos sobre a economia da Metade Sul. Por fim, aponta como meta a linha 2 do Trensurb.
ana.amelia@zerohora.com.br
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8:51 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
EUA caçam 52 líderes iraquianos
Fotos de Saddam e assessores foram impressas em cartas de baralho
Mulheres espreitam curiosas o descanso de um marine do 3º Batalhão durante patrulha na periferia de Bagdá (foto Kuni Takahashi, AP/ZH)
Sexta-feira, Abril 11, 2003
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8:49 PM
by Cassiano Leonel Drum
Tão antigo, mas ao mesmo tempo tão recente. Como é sexta-feira, deixo-os com a poesia abaixo. Se voces não estivessem tão distantes fisicamente, estariam aqui, bem pertinho e eu estaria super feliz e contente. Mas voces estão no meu coração, nas sextas-feiras, nos sábados....em todos os dias... sempre.
Seria Tão Diferente
Seria tão diferente...
se os sonhos que a gente gosta
não terminassem tão de repente.
Seria tão diferente...
se os bons momentos da vida
durassem eternamente.
Seria tão diferente...
se a gente que a gente gosta
gostasse um pouco da gente.
Seria tão diferente...
se quando a gente chorasse,
fosse só de contente.
Seria tão diferente...
se a gente que a gente ama
sentisse o que a gente sente.
Mas, é tudo tão diferente!
Os sonhos que a gente gosta
terminam tão de repente!
A gente que a gente gosta
nem sempre gosta da gente!
E das vezes que a gente chora,
poucas vezes são de contente!
E a gente que a gente ama
não sente o mesmo que a gente!
Mas...poderia ser tão diferente!
Se dê uma chance de ser diferente! Tente, ouse, opte pela felicidade e
aí será diferente!
autor desconhecido
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8:38 PM
by Cassiano Leonel Drum
Se voces procurarem, apenas alguns dias atrás a noticia era de que a VASP estaria adquirindo mais 30 aeronaves, e estava com um lucro para lá de relevante em seus balanços. Até se comentou, por que as outras companhias não davam uma olhadinha para ver o que ela andava fazendo. Só que agora, apenas uma semana, ou nem isso depois os salários estão atrasados e a crise é similar. Então não dá para entender como muda a situação de uma empresa tão rapidamente.
Vasp atrasa salários, diz sindicato
Depois da TAM e Varig, agora foi a vez da Vasp acender a luz vermelha. A companhia deixou de pagar os salários de março de cerca de 4.000 funcionários. O pagamento deveria ter sido feito na segunda-feira da semana passada.
Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, a Vasp também deixou de pagar a diária de alimentação, de R$ 22, destinada para os tripulantes que viajam a trabalho e passam a noite fora de seu local de residência.
"Quando o tripulante viaja, tem de receber essa diária de alimentação para poder almoçar, jantar. E a Vasp não pagou os salários e ainda cortou a diária de alimentação´´, disse Baggio. Para a sindicalista, a situação da Vasp é muito preocupante. ´A empresa já passou por um forte processo de reestruturação e era uma das únicas que ainda não havia atrasado o salário dos funcionários´´, afirmou Baggio.
A Vasp empreendeu em 2000 um forte programa de reestruturação para sanear suas dívidas. A companhia cortou suas operações internacionais e reduziu de 9.000 para 4.000 o número de funcionários. A reestruturação concentrou suas dívidas no setor público e a empresa passou a voar apenas com frota própria.
O porta-voz da Vasp, José de la Peña, disse que o pagamento dos salários deve ser regularizado ainda hoje. ´Era para ter caído [o depósito] na conta dos trabalhadores ontem. Deve ter havido algum problema de sistema. Mas o dinheiro deve estar na conta de todos os empregados até o final do dia.´´
Segundo ele, o atraso no pagamento foi provocado por falta de dinheiro. ´Enfrentamos o problema de todas as outras companhias aéreas. O número de passageiros não cresce há 10 anos, o dólar e o preço do querosene da aviação dispararam.´´
Peña afirmou que não existe nenhum problema estrutural na Vasp. ´O nosso problema é o problema do país e do setor aéreo. A economia precisa voltar a crescer para as empresas não entrarem em colapso´´, disse ele.
(AF)
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11:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Porto Alegre marcha nesta sexta contra a guerra e pela paz
10/04/03 - 15:05 - CUT/RS
A capital do Forum Social Mundial está pronta para a grande marcha contra a guerra de Bush e pela paz, que será realizada nesta sexta-feira, dia 11, com saída às 17h no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre.
Ontem, dia 9, os organizadores da marcha concederam entrevista à imprensa no plenarinho da Assembléia Legislativa. Coordenada pelo presidente da CUT/RS, Quintino Severo, a coletiva contou com a presença do Chefe de Gabinete da Casa Civil, Carlos Alberto Pacheco dos Campos, o representante da Prefeitura de Porto Alegre, Gerson Almeida, a deputada Jussara Cony pela Assembléia Legislativa, o presidente da Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário, o diretor da Federação dos Bancários Juberlei Bacelos, a diretora da CUT e do Cpers-Sindicato Selene Michelin e a diretora da CUT no Comitê contra a Guerra do RS Rejane de Oliveira. Também participaram Saraí Brixner pela Via Campesina, Carlos Borges pelo movimento negro, e Rafael Freire pelo Comitê da Juventude contra a guerra.
O representante do Governo do Estado, Carlos Alberto Pacheco dos Campos, destacou que o governo não poderia se furtar de apoiar esse movimento da sociedade gaúcha contra a guerra nesse momento tão crítico para o mundo.
Gerson Almeida disse que para o governo municipal esta guerra é ilegítima, ilegal e imoral e que até o momento nenhum argumento para a guerra se caraterizou. Segundo ele, há muitos anos não se via uma unidade com um leque tão plural para organizar uma manifetação, como esta para a Marcha contra a Guerra e pela Paz. Informou ainda que a Prefeitura declarou ponto facultativo a partir das 17h de sexta-feira para que os servidores municipais possam participar da marcha, vai ceder o palco para o ato-show e está negociando com a EPTC e SMT a liberação de ônibus para transportar os moradores dos bairros de Porto Alegre. Também liberou o Ateliê Livre para a criação de faixas, cartazes, etc.
A deputada Jussara Cony disse que os servidores da Assembléia Legislativa também terão ponto facultativo na sexta, a partir das 17h. Ela se emocionou ao lembrar da importância do simbolismo do percurso da marcha que sairá do Largo Glênio Peres até o Largo Zumbi dos Palmares, dois lutadores pela liberdade, pois estava presente na platéia a esposa de Glênio Peres, Alícia Peres.
Milton Viário salientou que todas as pessoas, mesmo as que não vão participar da marcha, usem branco na sexta-feira. Segundo ele, a Trensurb vai caracterizar o trem da Paz que sairá de São Leopoldo por volta das 17h. Além disso, falou do engajamento da Comunidade Palestina, que vai fechar as portas de suas lojas na rua Voluntários da Pátria, a partir das 17h, quando passar por lá a caminhada que saí da frente do Cpers-Sindicato com as pessoas que vem do Interior, para participar da marcha.
O Cpers está disponibilizando um ônibus para cada um de seus 42 Núcleos. A Via Campesina também trará integrantes dos movimentos sem terra, dos desempregados e pequenos agricultores. Rejane de Oliveira, do Comitê contra a Guerra, destacou que os senadores Emília Fernandes, Sérgio Zambiasi e Paulo Paim vão participar da manifestação. Pedro Simon não poderá estar presente, mas enviará uma mensagem por escrito.
Já estão confirmados os músicos Nei Lisboa, Bebeto Alves, Nelson Coelho de Castro, Nanci Araújo, Zé Caradípia, Marcelo Kará e Isabel Ibias. Eles animarão o ato-show a partir das 19h, no Largo Zumbi dos Palmares (antigo Largo da Epatur). Todos os músicos vão participar gratuitamente como parte de sua colaboração à luta pela paz.
A manifestação inicia às 15h, com o hasteamento da Bandeira da Paz e abraço ao Guaíba, nas imediações da Usina do Gasômetro. No mesmo horário, os estudantes concentram-se no Colégio Julinho. As caravanas do Interior têm encontro marcado em frente ao Cpers-Sindicato, a partir das 16h30min.
A concentração de manifestantes para a marcha será no Largo Glênio Peres, a partir de 17h. Depois, às 18h, inicia a caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares.
Os organizadores da marcha são: Comitê contra a Guerra, Governo do Estado, Assembléia Legislativa, Prefeitura de Porto Alegre, Câmara de Vereadores, Trensurb, CUT/RS, Federações e Sindicatos filiados, Federação dos Comerciários, Ugeirm-Sindicato, Atempa, Assufrgs, Cpers, Via Campesina, UFRGS, FAPA, UNE, UBES, UGES, UEE, Umespa, UJS, Conam, Federação de Mulheres Gaúchas, Comunidade Cultural Palestina, IECLB, CNBB, Pastorais Sociais, Movimento Mundial pela Paz, Movimento Focolares, PMDB, PSDB, PDT, PPS, PSB, PC do B, PSTU, PCB, PV e PT.
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11:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Caixa revoga normativo da RH 008
A reunião de negociação entre a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Empregados), assessorada pela CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados), e a direção da Caixa Econômica Federal, realizada ontem à tarde, em Brasília, deu um importante passo rumo a solucionar os problemas enfrentados pelos empregados.
Na ocasião, a empresa aceitou pedido feito pela CNB/CUT de revogação imediata da RH 008, norma que permite a demissão de empregados sem justa causa, e informou que resguarda para si o direito de estabelecer normativos sobre demissões de trabalhadores.
"A RH 008 gerou problemas graves e a Caixa, hoje, reconhece que a medida foi um equívoco. Dentro do estatuto, a autonomia para demissões é do presidente da empresa, que será delegada à Direh (Diretoria de Recursos Humanos)", observou Luiz Otávio Cuiabano, gerente nacional de Relações Trabalhistas e Previdência e coordenador da comissão de negociação da Caixa.
A CNB/CUT cobrou da empresa a imediata reintegração de todos os demitidos pela RH 008. A reivindicação foi descartada pelos representantes da Caixa. O assunto, no entanto, voltará a ser discutido em nova rodada de negociação, marcada para 23 de abril.
A reunião de ontem prosseguiu a retomada das negociações entre a empresa e os representantes dos empregados, definida no último dia 12 de março. O princípio da negociação permanente foi reafirmado. Confira abaixo os demais pontos discutidos no encontro:
Saúde
A Caixa concorda com a formação de grupos de trabalho para discutir, especificamente, Pams (Programa de Assistência Médica Supletiva), PRT (Programa de Readaptação ao Trabalho) e RH 025, que determina regras para a revisão das licenças médicas. Esses grupos serão paritários, compostos por três representantes de cada lado.
PRX
A CNB/CUT, depois de esclarecer que o assunto não estava em pauta na reunião, voltou a defender a aplicação da Convenção Coletiva Nacional da categoria bancária, que prevê critérios para a distribuição dos lucros. A Caixa, em resposta, comunicou que ainda não possui proposta definida sobre o tema. O assunto voltará a ser discutido na próxima rodada de negociação.
RH 002
A CNB/CUT voltou a solicitar a alteração da norma sobre demissão em estágio probatório, principalmente com relação à sistemática de avaliação (a cargo de uma única pessoa) e direito de defesa, hoje inexistente.
A empresa propõe fazer curso de integração de três dias ao novo empregado, ao mesmo tempo em que aceita a seguinte sistemática de avaliação: no prazo de 90 dias, período em que o empregado estará em experiência, haverá duas avaliações - a primeira em 30 dias, e a segunda, em 75 dias. A revisão das demissões já efetuadas, como a que ocorreu recentemente na Bahia, não foi aprovada pela diretoria da Caixa. A questão voltará a ser discutida na reunião de 23 de abril.
Organização do movimento
Sobre o reconhecimento dos delegados sindicais, a Caixa informou que ainda não há uma discussão acumulada na diretoria da empresa sobre esse assunto, que será retomado na próxima rodada.
Quanto à liberação das Apcefs, a empresa argumentou que há restrições por parte do TCU (Tribunal de Contas da União) e que o assunto também retornará para debate.
A proposta da Caixa de liberação de dirigentes sindicais foi considerada insuficiente pela CNB/CUT, devendo retornar na próxima reunião.
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9:50 AM
by Cassiano Leonel Drum
Aproxima-se mais um fim de semana, igualzinho a todos os outros, depois um feriado prolongado, sonhado, esperado e querido por muitos. Muitos planos são feitos, muitas pessoas são contactadas para participarem e serem figuras coadjuvantes neste tempo em que espera-se mudar-se a rotina.
Como não tenho planos, não estou fazendo planejamento e minha previsão é de que tanto matutina quanto vespertinamente nada mude no feriado, minhas perspectivas são apenas de descanso, de uma leitura amena talvez, de um filme ou um vídeo mais relaxado. Mais nada! E incrível que o tempo passa. E os feriados passam, e a vida célere vai passando. Fumaça em dia de vento forte é tudo.
E o pior é que não há medicina , nem tratamento médico para estes sintomas. Ou se busca efetivamente uma motivação, e alguma saída ou o coração vai ficando pequeno, desacostumando de amar, e dando lugar a razão cada vez mais senhora de tudo e que tudo quer resolver sozinha isso é o que temo. Então não adianta fazer Programa de Preservação de Saúde senão se fizer um Programa de Preservação do Espírito.
E quando ele anda inquieto, quando um infinito de coisas boas e bonitas existem, mas para ele nada disso é importante alguma coisa não está bem. Sequer férias em algum lugar paradisíaco irá resolver, até porque poderá agravar seu estado, em lugares assim, sozinho sem poder repartir as belezas e as atrações, sem poder estar com ninguém.
Pode ser que seja apenas um sentimento de sexta-feira. Mas o certo é que há o sentimento e quer queira ou não queira ele põe a razão a refletir sobre esta realidade: e aí, é fim de semana, as pessoas vão sair, se encontrar, vão juntas para algum lugar, interior, praia, ou outra cidade, e você o que fará? E no Feriado, serão quatro dias. Tempo mais que suficiente para vivenciar e reviver grandes amores, intensas paixões, inesquecíveis alegrias.
Pois é, deixa para lá, vamos viver a sexta-feira...
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6:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Iraque Urgente! Tá todo mundo raspando o bigode!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! Pensamento do dia: a 'Playboy' tá usando tanto computador que já virou obra de ficção. Rarará! E o funcionalismo público tá adorando o reajuste do Lulalelé! E um funcionário público vai até trocar de carro: o velho Fusca por um Fusca velho!
E adorei o economês da Maria da Conceição Tavares: 'Não adianta dar autonomia pro BC porque quem manda é o FMI! Não está assinada a PORRA DO ACORDO?'. Economês castiço!
Iraque Urgente! Os brimos não querem mais ficar com a cara do Saddam. Tá todo mundo raspando o bigode. E o Frank fez uma charge hilária: 'Barbearia Bagdá, desconto para sósias, 50%'. E a queda da estátua do Saddam? O Blair teve orgasmos cívicos. O Bush não sentiu nada porque não sabe o que quer dizer orgasmo! Rarará! E aquele ministro que xinga todo mundo, o Al Sarrafo, informou que 'de todos os sósias do Saddam, o menos parecido com ele era o da estátua'.
Próxima bomba: Hong Kong! O Bush vai mandar bombardear Hong Kong por estar espalhando pneumonia asiática sem o aval do Pentágono. Vai fazer um ataque preventivo antes que um chinês espirre nele! Vai ser a Operação Vitamina C! E já tem gente que acha que foram os americanos que jogaram o vírus na China. Vírus Amigo! Rarará!
E sabe por que os americanos atiraram nos jornalistas? Censura prévia! E a Al Jazeera está revoltada com os americanos por terem jogado um míssil na emissora. Porque eles já tinham mandado a posição exata da emissora pra evitar bombardeamento: 'Al Jazeera localizada em latitude 33,19 e longitude 44,24'. E o Pentágono: 'Entendido, latitude 33,19 e longitude 44,24, bateria, FOGO!'. Rarará!
Saddam contra-ataca! É que eu vi na internet www.zungpans.kit.net uma coisa hilária. O Saddam: 'Usaremos uma arma poderosíssima - importada do Brasil - que vai destruir o cérebro dos inimigos'. É só distribuir fones de ouvido pros marines. Aí eles ligam e VAI LACRAIA! VAI LACRAIA!
E a penúltima derradeira do Bestiário Tucanês. É que um professor de Direito Civil de Rondônia disse: 'Vocês que serão operadores do direito'. Tucanaram os advogados! E um amigo foi comer uma feijoada no Itaim e tava lá a placa embaixo da tigela do feijão: 'Black beans'. Tucanaram a feijoada! Tucanaram o Brasil!
Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Curador': o chinês da acupuntura! Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Email: simao@uol.com.br
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6:45 AM
by Cassiano Leonel Drum
Bom até que enfim implementam-se outras modalidades de crédito para a classe média, que há muito foi relegada para que se desse prioridade a baixa renda. E assim aumemtam-se as construções, vendem-se mais material e geram-se novos empregos, não é disso que precisamos?
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2003
CEF financiará o imóvel na planta
Rio - A Caixa Econômica Federal (CEF) prepara para o segundo semestre o lançamento de um fundo de investimentos em direitos de crédito sobre imóveis na planta. O fundo financiará a compra dos imóveis pelos mutuários, remunerando os cotistas através das prestações pagas.
Segundo o vice-presidente de Administração de Recursos de Terceiros da CEF, Wilson Risolia, a modalidade ainda irá gerar emprego e um funding para a indústria de construção civil. A Caixa pretende estimular a construção de imóveis para clientes com perfil de baixa inadimplência, para reduzir o risco do investimento.
Posted
6:39 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
11/04/2003
Graça no pau-de-arara
Em plena ferocidade da ditadura, o dramaturgo Augusto Boal foi preso pela repressão. Num repente, viu-se metido numa daquelas salas fétidas e escuras, bem manietado, pendente de um pau-de-arara. A certa altura do suplício, sofrendo atrozmente sem nem saber a razão, Boal perguntou por que estavam fazendo aquilo com ele.
- Por quê? - gritava. - Por quê???
O torturador, sem vacilar:
- Porque você denunciou que existe tortura no Brasil.
Mesmo ali, nu e desamparado, pendurado de cabeça para baixo, sob as mais cruéis sevícias, Boal não resistiu ao absurdo da situação e teve um acesso de riso.
Imagino que os iraquianos estejam se sentindo mais ou menos assim. Os americanos anunciam: "Vamos libertá-los!" E os libertam de fato, destruindo suas cidades, matando suas crianças, mutilando-os. Aqueles iraquianos ensangüentados, se arrastando pelo chão, implorando por clemência aos tanques invasores, aqueles iraquianos que choram sobre os ataúdes de seus filhos, aqueles iraquianos que fugiram de suas casas e cidades, aqueles iraquianos todos estão apenas sentindo o gosto da liberdade.
De rir.
O Saddam tem 12 sósias. Fico pensando no processo de seleção. O sujeito vem arrastando suas sandálias por uma rua de Bagdá e chega um funcionário do governo:
- Com licença, queríamos contratá-lo como sósia do presidente.
- Sósia? O que precisa fazer?
- Não é muito complicado. Basta vestir um uniforme e sair por aí quando a situação estiver complicada e alguém quiser matar o presidente, ou seqüestrá-lo, ou trucidá-lo, ou jogar um Tomahawk nele. Verdade que, eventualmente, o sósia morre em lugar do presidente. Fora esse inconveniente, o serviço é fácil. E tem um bom plano de saúde e, claro, tíquete refeição.
- Hmm... - o iraquiano cofia o bigode. - Quanto ganha?
Cara, o salário tem de ser muito bom. Gostaria muito de saber o que recebem esses sósias do Saddam.
Isso nos remete a uma instigante questão: e se o Grande Irmão do Norte decidir invadir o Brasil? O Moisés Mendes, por exemplo, acha que eles cobiçam nossas reservas de carqueja. Tem lógica: americano come muito mal. Batata frita com ketchup, maionese com ketchup, sorvete com ketchup. Então, carqueja faz falta para eles. Se nos invadissem, talvez resistíssemos mais do que o Iraque. Garanto que resistiríamos. Mas e os sósias do Lula? Onde vamos encontrar sósias do Lula? Que problema.
david.coimbra@zerohora.com.br
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6:36 AM
by Cassiano Leonel Drum
Pois é a guerra deles de lá, está acabando e as entidades promotoras de tantos protestos não terão mais porque sairem as ruas. Só que a nossa guerra aqui continua, tal qual, como antes e sem previsão de término. Por que será que para esta daqui não há nenhum protesto? Será por que não dá IBOPE?
Paulo Sant'ana
11/04/2003
Rio subjugado
O que impressiona nestas quatro noites de terror a que foi submetida a população do Rio de Janeiro, somente este ano, com incêndio de ônibus e carros e ataques com bombas a shoppings e outros prédios é que a polícia chega sempre tarde e nenhum terrorista é preso.
Os ataques não visam a lucros, portanto são ataques terroristas, que têm a finalidade de apavorar a população, dominá-la pelo medo, paralisar o comércio, fazer sentir à sociedade que o poder dos delinqüentes corre paralelo ao das autoridades.
Anteontem, dois PMs que estavam de serviço no Largo de Campinho, bairro da Zona Norte próximo de Bangu, foram assassinados a tiros por traficantes e tiveram suas armas e objetos pessoais roubados.
Eram quatro horas da madrugada. Uma hora antes, 20 homens metralharam o Shopping Santa Cruz, a loja McDonald's e uma universidade, em Santa Cruz, outro bairro próximo a Bangu. Um microônibus também foi incendiado.
Um vizinho do polígono atacado deu o seu depoimento: "Foi uma ação terrível. Cheguei a pensar que estava em Bagdá e que tanques de guerra poderiam chegar a qualquer momento. O céu ficou todo iluminado com balas traçantes. Os bandidos sequer tiveram o cuidado de esconder os rostos. Eram todos muito jovens. O pior é que a polícia só chegou uma hora depois".
A novidade nessas sortidas cariocas de terror são as balas traçantes, que iluminam o céu no seu trajeto rumo ao alvo.
Ou seja, os terroristas possuem armamento moderníssimo: fuzis e metralhadoras importados, superiores ao arsenal da polícia.
Em pleno Botafogo, nos cercados de Copacabana, o maior shopping do Rio, o Rio-Sul, à 1h30min, teve a sua principal porta bombardeada por três tripulantes de um automóvel, que jogaram uma granada e desapareceram num automóvel em alta velocidade.
Por enquanto, estão atacando de madrugada, quando os contingentes policiais estão desmobilizados e os terroristas parecem apenas exercitar suas novas armas, o que fazem também contra facções rivais, não raro as vítimas desses embates são postas dentro de automóveis e cremadas com incêndio nas rodovias.
As autoridades atribuem essa ofensiva atemorizante às restrições que os chefes do tráfico estão sofrendo na cadeia, com proibição da visita de advogados a presos e pelo suposto espancamento de presos nas casas de custódia Jorge Santana e Bangu V, no último dia 31.
De dentro dos presídios é passada a ordem para os ataques e verdadeiras milícias organizadas se lançam às ações intimidativas e predadoras.
Quanto mais aperta o torniquete nos presídios, mais aumentam as perturbadoras ofensivas dos bandidos.
Decide-se portanto no Rio de Janeiro, neste instante, a sorte da ordem pública e institucional brasileira. Se tiverem sucesso os bandidos, o terror pode alastrar-se das fronteiras do Estado do Rio de Janeiro e o Brasil se tornará uma Colômbia.
Não é difícil de prever que em breve as Forças Armadas terão de se dedicar permanentemente ao combate ao narcoterror, saindo definitivamente para as ruas.
As polícias no Rio já se tornam tão insuficientes quanto inconfiáveis.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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6:29 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
Caos no Iraque
Com o vácuo de poder, até hospitais são pilhados
Sob o olhar complacente de militares, saqueadores tomam as ruas de Bagdá pelo segundo dia (foto Jerome Delay, AP/ZH)
Quinta-feira, Abril 10, 2003
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7:41 PM
by Cassiano Leonel Drum
Parece incrível mas, quase tudo o que se precisa tem que ir para a Justiça neste País, para poder valer os direitos que administrativamente poderia ser resolvido. Aí eles ficam ganhando tempo, até porque os honorários e as custas processuais não sai do bolso dos administradores que assim agem. E depois se a Lei não prevê este tipo de benefício e é clara, conforme referencia do Juiz, há que se mudar a Lei, ou requerer sua inconstitucionalidade.
Bom mas não quero chateá-los com isso e nem ficar irado. Amanhã já é sexta-feira, último dia útil desta semana que antecede outras duas que serão mais curtas, ou seja de 4 dias apenas. Na primeira, trabalharemos até na quinta e na outra começaremos na terça-feira. Se considerarmos o Judiciário a próxima será de apenas tres dias. Está na Lei... Tenhamos todos uma noite feliz.
Cassiano
Órfã maior de 21 anos tem direito à pensão por morte
O INSS deve continuar pagando pensão por morte a uma estudante universitária maior de 21 anos, até que ela tenha concluído o curso superior, ou completado 24 anos de idade. A decisão é do juiz da 3ª Vara Federal de Florianópolis, Sérgio Eduardo Cardoso, que na última quinta-feira concedeu liminar à filha de uma falecida servidora da autarquia previdenciária. Para receber o benefício, a cada seis meses a jovem deve provar ao INSS que permanece na universidade. A estudante está freqüentando a 5ª fase do curso de Direito. Ela ingressou na Justiça Federal para continuar tendo direito à pensão que recebe do INSS, em função de a mãe ter sido servidora do órgão.
Segundo o juiz, o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Federais não prevê, de fato, a extensão do período de recebimento da pensão por morte, uma vez que fixa em 21 anos a idade limite. Todavia, Cardoso considerou que, ¿não obstante a clareza da lei, vejo que o caso dos autos está a merecer um exame aprofundado das razões que fundamentam o pedido da autora¿.
O magistrado citou como exemplo o Regulamento do Imposto de Renda, que permite sejam considerados dependentes, para fins de dedução, os maiores de 24 anos, ¿se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau¿. Também apontou o entendimento do Poder Judiciário acerca da obrigação de pagar pensão alimentícia, que fixa em 24 anos o limite para que o beneficiário permaneça recebendo o benefício. (Proc. nº 2003.72.00.000695-2)
Marco Antonio Birnfeld
10/04/2003
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7:27 PM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Buemba! Aliados inauguram o Bagdonald´s!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! Derrubaram a estátua do Saddam Hussein! Ou será que é a estátua do sósia do Saddam? E daria pra eles aproveitarem a onda e derrubarem a estátua do Borba Gato aqui em São Paulo? E o colunista Ciro Botelho lançou uma enquete na coluna: ´Where is Saddam?´.
Raspou o bigode, cortou o quibe fora e tá dando aulas de dança do ventre em Paris! Cortou o quibe e soltou a esfirra!
E quando é que eles vão inaugurar o Bagdonald´s? O Big Bagdonald´s? E tudo que termina em ´ista´ o Bush está querendo exterminar: terrorista, pacifista, feminista, onanista e JORNALISTA! Fogo amigo mata jornalistas! Fogo Muy Amigo! E quem está ganhando a guerra é o Fogo Amigo. O Fogo Amigo do Bush. Ué, ele não vivia de fogo? Companheiros inseparáveis. Bush fica de fogo e manda um fogo amigo! Fogo amigo-da-onça!
E continuo com a minha campanha para salvar o mundo: precisa-se urgente de uma voluntária pra fazer blow job no Bush! Chupeta Humana. Ops, a Chupeta Humanitária! E uma amiga minha quer mandar uma canibal fazer um blow job no Bush. Aí ela dá uma bela mordida e arranca o pingolim dele. E como se chama isso? CHUPETA AMIGA!
E o jogo Flamengo x Bahia? O zagueiro do Flamengo levou um chute do goleiro na nuca e fez um gol contra. Como se chama isso? CHUTE AMIGO! E o Romário, que tá lá no Qatar? Os árabes querem devolver o baixinho. Árabe não gosta de fazer mau negócio. O Romário ganhou uma fortuna, não fez um gol e ainda é vaiado. Ele vai acabar como comentarista esportivo da Al Jazeera! E ainda vão acabar cortando o pingolim dele fora!
E a penúltima derradeira do Bestiário Tucanês. É que o presidente da Câmara de Americana subiu à tribuna e declarou que é ´modelador capilar com mais de 40 diplomas´. Tucanaram o barbeiro. Tucanaram o salão. E aquele comercial do Fiat Sena, que vem com ´sky windows´. Tucanaram o teto solar. Socorro. Temos que chamar o Oswaldo Cruz pra erradicar o tucanês! Que é pior que praga de sogra: a véia morre, mas a praga fica. Rarará!
Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. ´Recuperado´: companheiro que operou as hemorróidas. Rarará. ´Centelha´: careca, companheiro que não tem grana pra comprar peruca. Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
E não se esqueça que em tempo de guerra qualquer buraco vira trincheira!
Email simao@uol.com.br
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12:49 PM
by Cassiano Leonel Drum
Credores impõem atraso de salário
BR e Banco do Brasil estrangulam operação da Varig
A dificuldade da Varig em negociar débitos com os seus credores mais implacáveis - entre os quais se destacam a BR Distribuidora e o Banco do Brasil - resultou em mais um atraso no salário de seus funcionários. Os empregados foram informados que o pagamento de março, que deveria ter sido feito até ontem, começará a ser depositado amanhã.
A Varig informou que os salários até R$ 600 serão pagos integralmente. Os que ganham de R$ 600 até R$ 1 mil receberão 60% do total. Acima de R$ 1 mil, o pagamento será feito na semana que vem.
Agravadas pela intransigência da BR e do Banco do Brasil em negociar débitos como fazem normalmente com outros clientes, as dificuldades levaram a Varig a atrasar pagamento dos salários em meados de junho do ano passado. O 13º salário dos funcionários também não foi integralmente pago. A empresa informou que o 13º foi parcelado em quatro vezes e que duas parcelas já foram quitadas. De fevereiro até maio, a Varig se comprometeu a depositar o 13º no dia 17 de cada mês.
A FRB-Par Investimentos, controladora do Grupo Varig, realiza amanhã uma assembléia para homologar a saída do presidente do seu Conselho de Administração, Yutaka Imagawa. Um novo conselho de administração deverá ser eleito na reunião, já que alguns conselheiros foram indicados por Imagawa e devem pedir demissão. O executivo foi destituído no último dia 25 de março.
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7:59 AM
by Cassiano Leonel Drum
E a CAIXA elaborou uma série de projetos para ocupar espaço neste Shopping que promete ser um dos mais bonitos aqui no centro da Capital. Não sei como andam estes estudos, mas acredito até que houve desistência, numa ida para a contra-mão da história, porque provavelmente lá teremos outras agências de outros bancos. É a Lei da Física fazendo a sua parte. Se você não ocupar os espaços, outros veem e ocupam-os, não há como fugir.
Gaúchos redescobrem prédio histórico na Capital
Obras do Shopping Total reapresentam a cervejaria Brahma
TATIANA CRUZ
Em meio a uma das avenidas mais movimentadas da Capital, uma aula de história é oferecida aos gaúchos.
Na esteira das obras do Shopping Total, a remoção de um dos seis muros que cercam o antigo prédio da cervejaria Brahma devolve ao público uma visão privilegiada. Na Avenida Cristóvão Colombo, no bairro Floresta, começa a ser recuperado um passeio por tendências arquitetônicas que emolduraram quase um século de indústria no Rio Grande do Sul.
Depois de 10 meses de obras, os muros erguidos há quase 80 anos começam a ser removidos. Voltam a ficar exposta relíquias arquitetônicas já quase esquecidas pelos porto-alegrenses. São ornamentos, esculturas, frontões, torres e cúpulas escondidas do público por paredões de até cinco metros de altura e desfigurados pela lógica industrial. O primeiro muro, removido no mês passado, dá passagem a um dos prédios principais do shopping, onde funcionará a entrada de pedestres.
Detalhes dos prédios foram recuperados
Conforme integrantes da equipe de restauro dos quatro prédios tombados pelo patrimônio histórico, nos próximos 15 dias o restante dos muros também deverá ruir.
- O público terá uma aula de história. Quando começamos o projeto, encontramos janelas de vidro belíssimas fechadas com alvenaria e outras verdadeiras obras de arte modificadas. Hoje, quem passa por aqui, passeia pela história - assegura um dos arquitetos responsáveis pelo restauro, Analino Zorzi.
- Recuperamos as características arquitetônicas de cada um dos quatro prédios tombados e de seus anexos. Os ornamentos, antes escondidos em fachadas monocromáticas, hoje chamam a atenção, têm cor - completa o restaurador.
Com uma área construída de 63 mil metros quadrados e investimento de aproximadamente R$ 45 milhões, o Total abrirá as portas com 557 espaços comerciais, cinco salas de cinema, um supermercado, bingo e um museu da cerveja. A inauguração está prevista para 29 de maio.
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7:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nilson Souza
10/04/2003
Dia do beijo
Ah, não! Outro tombo!
Mas parei a tempo e fiquei observando quem vinha. Era uma moça mirradinha, com um bebê no colo. Estava distraída porque tentava encobrir a cabeça da criança com as mãos, para evitar que o sol da manhã atingisse diretamente o seu rosto. Devia ser uma mãe de primeira viagem. Estava tão feliz e apaixonada pelo seu filhote que nem notou a minha presença. Afastei-me discretamente para dar-lhe passagem e ela aproveitou a minha sombra para dar uma paradinha, retirou a mão do rosto da criança e aplicou-lhe um beijo estalado na bochecha.
Aquele beijo teve o efeito de uma trégua nos meus pensamentos ruins.
Por curiosidade, quando cheguei ao trabalho, constatei no calendário que neste domingo celebra-se o Dia Internacional do Beijo. Procurei me informar a respeito e descobri um montão de curiosidades a respeito do tema, entre as quais a de que existem 484 formas de beijar e a de que um beijo movimenta 29 músculos da face e da língua. Tem também a pesquisa de um cientista alemão que descobriu, observando 124 casais se beijando em lugares públicos, que normalmente as pessoas giram a cabeça para o lado direito (na direção do ombro direito) quando vão beijar.
Sei lá se tem fundamento isso, mas de uma coisa tenho absoluta certeza: aquele bebê jamais vai esquecer os beijos estalados que levou nos intervalos dos raios de sol.
Se você acredita nisso, aproveite o próximo domingo para exercitar este que é o mais sincero gesto de amor.
nilson.souza@zerohora.com.br
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7:44 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
10/04/2003
Sem dobrar os joelhos
Mas que trapalhada armaram para derrubar aquela estátua do Saddam ontem!
Tentaram primeiro, com um cabo de aço puxado por um tanque, passar uma rasteira no Saddam, puxando-o pela perna. E ele, firme.
Depois os marines tiveram a idéia de tapar o rosto de Saddam com a bandeira norte-americana.
O mundo inteiro assistia à cena pela televisão, é evidente que o comando americano deve ter admoestado os marines: tanto não era aconselhável erguer a bandeira estadunidense num monumento, passando a idéia de uma conquista e do estabelecimento no Iraque de um protetorado, quanto dali a pouco a estátua iria tombar e com ela ruiria também a bandeira vitoriosa, um contra-senso!
Retiraram a bandeira. Aí outra asneira. Ataram no pescoço do Saddam uma bandeira do Iraque.
Mas como ligar o Saddam ao Iraque, se a simbologia da queda da estátua era exatamente a contrária? Não era o Iraque que tinha de ser derrubado - e sim Saddam. Retiraram também a bandeira do Iraque.
Mas a estátua de Saddam não queria ceder, dando uma falsa impressão dos fatos, afinal o Iraque parecia subjugado.
Resolveram enlaçar o cabo de aço no pescoço de Saddam. E nada de a estátua ceder.
Que homem duro de ser vencido!
Até que veio abaixo a estátua, sob os vivas histéricos da platéia.
Mesmo derrubado, o imenso Saddam de aço, incrivelmente, não dobrou os joelhos. Caiu firme como uma rocha.
Restou aquela cena patética da cabeça de Saddam sendo arrastada pelas ruas, com um menininho a lhe desferir cascudos no percurso.
Enquanto isso, o caos se instalava em Bagdá. Os edifícios eram saqueados, jornalistas portugueses agredidos a coronhadas de fuzis por partidários de Saddam, a anarquia tomou conta da cidade.
Aquela seqüência alucinante de fatos tinha como ponto central da transmissão de televisão os acontecimentos favoráveis aos EUA.
Apareciam iraquianos amaldiçoando Saddam e abençoando Bush. Sem dúvida que as cenas mostradas ontem, de rejeição a Saddam e veneração aos norte-americanos libertadores, serviram para aplacar a revolta pacifista que se instalou nos espíritos de todo o mundo.
Como não era difícil de prever, ficou amenizada a posição de Bush e da invasão, caíra um tirano detestável, pelo menos para isso servia a aventura autoritária dos EUA.
E muito mais ainda se saberá sobre as crueldades de Saddam, com o que a popularidade de Bush subirá a níveis inéditos e sua reeleição estará garantida.
As vítimas sangrentas da guerra, de ambos os lados, em poucos dias serão esquecidas.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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7:41 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
10/04/2003
Retrocesso
Ainda não se sabe ao certo quantos civis iraquianos morreram na guerra. Não nesta, na outra. As estimativas variam, de acordo com as simpatias de quem conta. As crianças que morreram nos anos de embargo econômico depois de 91 devem ser consideradas baixas de guerra? Ou elas também são vítimas do Saddam, que poderia ter evitado suas mortes deixando o poder? O fato é que em 12 anos não apareceu uma contabilidade confiável dos "estragos colaterais" de 91.
Desta vez, com os americanos e os ingleses e seu amor à estatística no poder, talvez se tenha uma contagem exata dos mortos no Iraque. Ou talvez não. A guerra da informação continuará depois da guerra real e é possível que nem a tradição de independência e objetividade da imprensa anglo-saxônica sobreviva ao banho de sangue de Bagdá e à necessidade de atenuar, de alguma maneira, a enormidade do crime cometido, e os números tétricos desta guerra também se percam numa conveniente indefinição.
Pois se não interessará mais nem por que houve a guerra, se por petróleo barato ou outra causa nobre, que diferença fará a forma como os iraquianos foram liberados na invasão sem provocação do seu país? Matar também é liberar. Outra coisa que talvez não sobreviva a estes dias inacreditáveis é o nosso velho hábito de confundir tecnologia com civilização.
Um hábito do qual já deveríamos ter desconfiado quando se concluía que só um povo civilizadíssimo como o alemão seria capaz de desenvolver métodos de extermínio em massa tão eficientes quanto os dos nazistas. Hoje a maior potência tecnológica do mundo emprega toda a sua engenhosidade num retrocesso histórico de cem anos, com a ocupação colonialista de um país, na comparação, primitivo. Como num daqueles filmes de viagem no tempo, soldados americanos invadiram o século 19 com armas do século 21 - para depois da previsível chacina desfilarem em Nova York como heróis.
Estamos de volta ao imperialismo clássico, à hipocrisia dos cruzados, à prepotência pia mascarando a rapinagem. Que outra história estão contando os mísseis inteligentes, os guerreiros com visão noturna e a fantástica nova doutrina do bombardeio libertador - para não falar, claro, na eleição de um Bush - senão a da falência da civilização, ou dos meios para medi-la?
Amanhã haverá uma marcha de protesto em Porto Alegre, saindo do Largo Glênio Peres às 17h, com a participação de quem é pela paz.
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7:37 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
A queda de Bagdá
Regime de Saddam desmorona diante de tanques dos EUA no coração da cidade
Três semanas depois de uma salva de mísseis lançada sobre Bagdá anunciar o início da Guerra no Iraque, a cidade de 5 milhões de habitantes caiu quase sem resistência diante do poderio militar dos Estados Unidos.
Sem notícias do ditador Saddam Hussein, ministros e outros ex-líderes iraquianos desapareceram de uma Bagdá em caos, tomada por hordas de saqueadores
Um marine coloca a bandeira dos EUA em uma estátua de Saddam no centro de Bagdá, pouco antes de ela ser derrubada e pisoteada por iraquianos (Laurent Rebours, AP/ZH)
Quarta-feira, Abril 09, 2003
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8:37 PM
by Cassiano Leonel Drum
Restam sete meses para que haja esta possibilidade, e como há uma fila enorme de interessados, resta saber quando começarão os contratos para a implementação prática do proposto. Mas ai está a vocação da CAIXA e é nesta área que é o seu forte.
Caixa vai liberar R$ 3,5 bi para financiar a habitação
A Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 5,3 bilhões para a construção, compra e reforma de moradias em 2003, segundo divulgou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do ministro Olívio Dutra (Cidades) e do presidente da Caixa, Jorge Mattoso. Com os R$ 5,3 bilhões, a Caixa espera financiar cerca de 360 mil famílias, sendo que 67% dos beneficiados teriam renda de até cinco salários mínimos.
Os recursos viriam, principalmente, da própria Caixa, do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). A Caixa também anunciou que o PSH (Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social) terá R$ 350 milhões em subsídios. Com isso, 44 mil famílias de baixa renda teriam acesso a moradia.
As regras do subsidio também mudaram. A partir de agora, poderão ser inscritos no programa famílias com renda de até R$ 720, e não mais de até R$ 580. O valor dos imóveis que poderão ser comprados também subiu, de R$ 10.000 para R$ 21.000 nas principais regiões metropolitanas do país e de R$ 10.000 para R$ 16.000 nas demais cidades. A diferenciação entre cidades deve-se ao valor mais alto dos imóveis nas grandes cidades.
O governo aumentou ainda o valor do subsídio que será dado às famílias de baixa de renda para a aquisição das moradias, que passa de R$ 4.500 para R$ 6.000. Essa elevação também só vale para as principais regiões metropolitanas.
No PSH, os projetos imobiliários são realizados em parceria com governos estaduais e municipais, o que possibilita reduzir o custo médio de cada unidade. A previsão é de que a Caixa feche 2003 com 63.636 moradias financiadas por meio do PSH. (AF)
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2:31 PM
by Cassiano Leonel Drum
Pedro Bial
Pedro Bial é bem brasileiro, a despeito de seus olhos azuis. Cordial no trato e franco na conversa, consegue ser simpático mesmo quando expõe pontos de vista opostos ao do interlocutor. Antes do gravador começar a rodar, fez questão de mostrar o depoimento do escritor britânico de origem indiana Rudyard Kipling: Por que me recuso a dar entrevistas? Porque é imoral! É tão criminoso quanto uma ofensa contra minha pessoa. Um assalto que merece punição. Mas Bial não está querendo intimidar. Ao contrário, parece demonstrar o quanto duvida de sua profissão de origem, o jornalismo. Ou ele já não seria mais repórter, deglutido e transmutado em apresentador de TV?
Pedro Bial já escreveu livro de reportagem, dirigiu documentário sobre Guimarães Rosa (Os Nomes do Rosa) e filme de ficção sobre o mesmo (Outras Histórias) e apresenta um programa de literatura na Globo News.
Ao contrário de muita gente em sua posição, esse ipanemense que morou oito anos em Londres como correspondente da Globo tem coragem para expressar livremente suas opiniões. Não tiro o meu da reta, diz, questionado sobre o apelo popularesco do BBB. Faço parte do show. Podem rir, fazer piada de mim.
Aos 44 anos, três casamentos desfeitos e quatro coberturas de guerra depois (Angola, Sarajevo, Romênia e Golfo), Bial quer paz. Admite que viveu um período de excessos que culminou na briga pública com a ex Giulia Gam e tenta se acostumar com a vida de famoso. Sua companheira de viagem é a produtora Isabel Diegues, 31, filha do diretor Cacá (de Deus é Brasileiro), com quem teve um filho em maio do ano passado, José Pedro.
Pedro Bial falou com a TRIP, fumou seus quarenta cigarros habituais, mostrou os corredores iluminados por luz negra que cercam a casa do BBB e ainda encontrou tempo para comprar presente de aniversário para o filho Theo. É com essa energia que, além do BBB e do Fantástico, ainda planeja dirigir um filme sobre Cássia Eller e uma série de TV sobre os escritores brasileiros. Demorou. Quem não se comunica se trumbica.
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8:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
O futuro do Windows
Microsoft lança este mês a versão Server 2003, mas a grande novidade para o usuário comum só deve chegar às lojas em 2005
Julio Preuss
A partir do fim deste mês você certamente ouvirá bastante sobre o Windows Server 2003 (ex-Server.NET), o mais novo sistema operacional para servidores da Microsoft. Sucessor direto do Windows 2000, da mesma linhagem do NT, o produto promete dar o que falar no mercado corporativo, mas pouco interessa ao chamado usuário doméstico.
Para o micreiro comum, embora esteja prevista pelo menos uma atualização do Windows XP até lá, a novidade mesmo só chega daqui a uns dois anos (a previsão mais otimista é final de 2004) e atende pelo nome-código de Longhorn (Chifre Longo, cuja origem você descobre abaixo).
Versões alfa do Windows vazaram
Por enquanto, pouco foi oficialmente revelado sobre ele, mas pelo menos duas versões alfa (estágio inicial do desenvolvimento) já vazaram pela Internet, a última no mês passado. Dessas versões, redistribuídas através de redes peer-to-peer, foram capturadas as telas que ilustram a página ao lado e o símbolo do boi chifrudo.
A MS não confirma a autenticidade dos vazamentos (a filial do Brasil sequer comenta o assunto Longhorn) mas, segundo o site inglês Vnunet.com, lamenta que essas coisas cheguem à Internet e alerta para a pouca probabilidade de a interface ser mantida nos produtos finais.
Verdadeiros ou falsos, provisórios ou definitivos, os rumores pelo menos servem para desafiar a imaginação dos aficionados e ilustrar a discussão sobre o futuro do sistema operacional atualmente usado em mais de 90% dos computadores pessoais.
O que se sabe com certeza é que o próximo Windows enfocará elementos como a conectividade sem fio (wireless), o trio segurança/confiabilidade/estabilidade e, como todas as novas versões do sistema de Bill Gates nos últimos anos, a multimídia, agora personificada pelos Multimedia Center PCs e pela gravação de DVDs. Na página ao lado você confere algumas das novidades esperadas na próxima versão do Windows.
No início do ano passado, Bill Gates determinou que a prioridade de todas as equipes de desenvolvimento da MS seria a segurança e confiabilidade de seus produtos (leia o documento que detalha a iniciativa Trustworthy Computing em http://www.microsoft.com/PressPass/exec/craig/05-01trustworthywp.asp
Meses depois, a MS anunciou um conjunto de recursos para as próximas versões do Windows que, combinados a uma nova geração de hardware (com o apoio da Intel e AMD) e aplicativos, darão (...) maior segurança de dados, privacidade e integridade ao sistema. O conjunto recebeu o nome-código Palladium.
É Palladium, mas fale diferente
No início deste ano, depois de uma repercussão não muito positiva e de reclamações de uma empresa que seria proprietária da marca, o Palladium foi rebatizado de Next Generation Secure Computing Base, ou Base Computacional Segura da Próxima Geração.
Independente do nome que venha a ter, a tecnologia pode estrear no Longhorn e tem potencial para afetar bastante para o bem ou para o mal a maneira como nos relacionamos com nossos PCs e a Internet.
A Microsoft garante que o Palladium (quer dizer, a NGSCB) acabará com vírus, spams, invasões de privacidade e demais pragas do mundo digital. Seus críticos alertam para a ameaça que todo esse controle representa à liberdade de expressão e ao chamado fair use, a cópia justificável de conteúdo protegido. Quem estará certo? Só esperando até 2005 para saber...
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8:27 AM
by Cassiano Leonel Drum
Que loucura o que se faz com a cultura, destruindo e queimando séculos de história em livros, templos, monumentos e agora os saques acontecendo a plena luz do dia e como não há policiamento, tudo é permitido. Que horror ver as pessoas arrastando o piano de cauda do Hotel Sheraton. Imaginem as bibliotecas, as obras de arte o que será feito! Acredito que além das vidas que se perdem, isso seja outra das perdas mais valiosas para a humanidade.
Sérgio Faraco
09/04/2003
A cultura incendiada
Em O Nome da Rosa, de Umberto Eco, sete homens perdem a vida numa abadia beneditina. Guilherme, o franciscano que investiga os crimes, descobre que um idoso monge, Jorge, vem urdindo a eliminação dos que se aproximam de um dado livro. Encontram-se ambos na biblioteca e Guilherme identifica a misteriosa obra: é a segunda parte da Poética de Aristóteles. Jorge expõe suas idéias. Ele julga que o texto faz mal à igreja e aos homens, por favorecer a rebelião das classes inferiores. Guilherme, estarrecido, tenta apossar-se do livro. O outro escapa e dá cabo do tesouro na chama de uma lamparina.
O seguimento da Poética não se somou à cultura de nossa era. Sua descoberta no século 14 foi um arbítrio do romancista, mas é verossímil que tenha desaparecido de modo igual, pelo fogo, como desapareceram milhões de livros desde a Babilônia até o Santo Ofício. Nessa cruzada contra o saber compendiado os soldados tiveram um papel de proa. Em Cartago, abrasaram a cidade e se acharam no dever de fazer o mesmo com sua biblioteca, que ardeu 17 dias para consumir 500 mil manuscritos. No Egito, puseram fogo à biblioteca de Alexandria, varrendo da história 700 mil papiros e as paredes que tinham visto Euclides escrever seus Elementos de Geometria, Eratóstenes calcular a circunferência da Terra e o médico Herófilo produzir uma obra pioneira no campo da anatomia.
Bastam tais detrimentos para que exista em nossa trajetória cultural uma intermitência que mil anos não hão de recompor. E são apenas dois entre tantos casos, como o da coleção de Pisístrato em Atenas (da qual se salvaram as rapsódias de Homero), do acervo do Templo de Ptah em Mênfis, dos pergaminhos do Colégio dos Druídas em Bribactis (hoje Autun, na França), dos 300 mil livros queimados por Leão Isauro em Constantinopla, dos códices maias destruídos por Diego de Landa e por aí afora.
Para maior desgraça nossa, houve momentos em que, como na disputa entre Guilherme e Jorge, por um triz deixamos de recobrar obras cardeais da história humana. Certa vez, houve um incêndio no palácio de um sultão do Império Otomano. Um jovem secretário da Missão Francesa viu saqueadores carregando vasos, cortinas, e esbarrou naquele que sobraçava um cartapácio. Era a História de Roma, de Tito Lívio, dada por perdida.
O funcionário ofereceu considerável soma em troca da preciosidade, pagamento que seria feito em sua residência. O turco aceitou. Ainda conversavam quando vieram abaixo as traves do palácio. A multidão recuou em pânico e separou os dois homens, que não mais puderam reencontrar-se. O volume compreendia sete séculos e meio da vida romana, e de seus 142 livros chegaram à modernidade, por outros caminhos, apenas 35.
sergio.faraco@zerohora.com.br
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8:14 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
09/04/2003
Fórum acertou na mosca
Vibrei intensamente ontem, durante a apresentação do painel "Violência: Uma Perspectiva Cultural", no Fórum da Liberdade, aqui na Capital.
É que os explanadores, entre os quais se encontrava o doutor Pedro Parente, da RBS, e o cineasta Hector Babenco, tocaram na válvula principal que incide sobre a violência: a falta de uma política governamental de planejamento familiar.
O economista Eduardo Gianetti da Fonseca e o médico Drauzio Varella fizeram ver à platéia lotada ser impossível deixar de conviver com a violência no Brasil enquanto, com mães menores de 19 anos de idade, mais de 2 mil crianças nascem por dia pela via do Sistema Único de Saúde no país.
São mais de 60 mil crianças postas no mundo, mensalmente, sem que suas mães possuam os mínimos recursos, ora para sustentá-las, ora para orientá-las.
Drauzio Varella, autor do livro que deu origem ao filme Carandiru, aduziu que as condições carcerárias brasileiras são tão péssimas, que os detentos, quando saem das prisões, revoltados com o tratamento de barbárie a que são submetidos, sentem-se invadidos por um sentimento de retribuição agressiva, uma vingança incontível contra a sociedade.
Folguei de ver que num congresso de inteligências e sensibilidades como o deste Fórum, seus integrantes tenham tido a lucidez de tocar no nervo primal da aflição brasileira, representado pela miséria e pela violência que advêm da falta total de um controle da fertilidade e natalidade sobre a população feminina (e masculina) no Brasil, especificamente aqueles que são abrangidos pelas camadas socioeconômicas mais desfavorecidas.
E pelo desmazelo carcerário.
Como esta coluna tem insistido há mais de duas décadas, lutando contra um tema que às vezes se torna maçante a muitos leitores, incompreensível a outros, já os presídios superlotados e precários derivam dessa monstruosa falha organizacional da sociedade brasileira, que incrivelmente não contém os nascimentos de pessoas destinadas aritmeticamente à pobreza e ao crime.
De 1950 para cá, portanto decorridos apenas 53 anos, a população brasileira mais que triplicou.
Sem dúvida que a causa maior de nosso atraso é este sinal verde irresponsável da maternidade quase indigente. É irritante que ainda haja gente que afirme estar em nível aceitável o crescimento populacional.
Uma estupenda asneira.
Não há hoje emprego nem para diplomados, nem para artífices especializados, como os haveria para essa multidão de párias que são lançados à vida sem horizonte aos milhares por mês, aos milhões por cada dois anos?
Essa consciência ontem emanada do Fórum da Liberdade tinha de ser patrocinada pelo governo federal imediatamente.
Lula só poderá ser um estadista se decretar o planejamento familiar, o controle da natalidade em seu governo. É uma difícil ação, porque produzirá seus frutos positivos e decisivos após uma geração, sob indiferença dos aplausos fúteis e imediatistas.
Mas tem que ser tomada urgentemente pelo governo.
Meu único bálsamo é que esta verdade luminosa sempre permeou durante todo o meu tempo de jornalista os espaços de que fui incumbido.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:12 AM
by Cassiano Leonel Drum
Martha Medeiros
09/04/2003
Paciência
Outro dia, conversando com uma amiga, chegamos à conclusão de que a maternidade nos ensina muita coisa, mas sua maior contribuição está no desenvolvimento da nossa paciência. Antes de termos filhos, somos o retrato da ansiedade, temos pressa de viver, de amar, nada parece mais sedutor do que um resultado imediato. Chegam os filhos e a aceleração natural da adolescência cede lugar a uma serenidade quase bovina. Por dentro, lógico, seguimos aflitos, mas somente para nossas questões individuais. Na hora de interagir com os descendentes, toda calma é pouca.
Os filhos demoram pra nascer, demoram pra crescer, custam a entender certas coisas, precisam de tempo para se adaptar, repetem as mesmas perguntas, acertam, erram, acertam, erram, questionam nossa autoridade, obedecem, desobedecem, correspondem, não correspondem... cansei você? Então você não tem filhos. Se tivesse, entenderia tudo sobre a mais nobre das virtudes: saber segurar a ansiedade.
Toda esta longa introdução é para falar do meu espanto e tristeza com a notícia de que, em São Paulo, um comerciante aposentado deu um tiro no próprio filho, de 26 anos. O garoto era dependente de drogas e costumava ser agressivo com a família. Andou agredindo a própria mãe. O pai não segurou.
Perdeu a paciência.
Semana retrasada eu escrevi sobre quadros que, sem mais nem menos, caem da parede. Escrevi sobre o exato momento em que os pregos não resistem mais e concluí dizendo que isso acontece conosco também. É aquela hora em que a gente diz: deu.
Deu pro aposentado paulista. Portador de um desespero inimaginável (e de uma arma em casa - até quando esta estupidez disfarçada de proteção?), ele pôs em prática aquela frase que sempre dizemos da boca pra fora: "Dá vontade de matar". Só que não matamos. Não machucamos. Ao invés disso, compreendemos e tentamos ajudar. Mas quem ajuda a nós? O filho morreu porque o pai não teve quem ajudasse a ele, pai. Estamos cada vez mais sozinhos em nossos casulos, petulantes em nossas ações, nos defendendo de qualquer jeito deste mundo nada amistoso. Um pai matar um filho para solucionar um problema é o fim da paciência, o fim da linha, o fim de tudo. Guerra é isso: quando todo mundo perde.
martha.medeiros@zerohora.com.br
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8:10 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Fogaça
09/04/2003
Do bife ao infinito
Indagaram, certa feita, à filósofa e escritora Marilena Chauí: "Até onde vão suas preocupações no dia-a-dia?". Ela respondeu de bate-pronto:
- Minhas preocupações vão do bife ao infinito.
É fim de semana. Ponho-me a desencaixotar livros, papéis, pastas, recortes, documentos e eis que deparo com antigas anotações, feitas em cima de uma velha notícia de jornal. Provavelmente para utilizar em alguma aula futura. Pela enorme contribuição dada à compreensão e à confirmação da teoria do big bang, teoria segundo a qual o Universo nasceu de uma grande explosão, dois cientistas, Arno Penzias e Robert Wilson, estavam recebendo o Prêmio Nobel de Física de 1978. O texto ainda lembrava John Wheeler e a descoberta da existência no espaço de verdadeiros sorvedouros dos corpos celestes, os chamados buracos negros. Contrariando a crença de que a luz das estrelas era eterna, a ciência estava demonstrando que, na verdade, as estrelas experimentam um processo contínuo e ininterrupto de encolhimento.
Até um ponto infinitamente pequeno e denso, em que toda a sua massa é tragada por elas mesmas, momento em que a geometria do espaço-tempo é rompida. E nada pode escapar a essa força de atração devastadora dos buraco negros, nem mesmo a luz. Nosso planeta e todo o sistema intergaláctico conhecido - mais cedo ou mais tarde - cairão no bojo dessa imensa bomba de sucção cósmica e desaparecerão para sempre.
"Será que as pessoas poderão dormir descansadas depois de receberem tão terrível notícia?", devo ter pensado na época. Entre outras coisas, lá estava por mim anotado: "O século 21 será o século de um novo Existencialismo. Uma nova angústia constituirá o eixo emocional de todas as ideologias: um novo Sartre, ou um novo Camus, irá expressar nossa aflição e nosso trágico destino de antimatéria. Religião e ciência irão travar a última de todas as batalhas: seremos nós apenas um curto-circuito entre duas eternidades de escuridão?".
A velha folha de jornal a minha frente está amarelecida pelo tempo. A vida foi em outra direção, e aquela aula nunca aconteceu. Felizmente, porque a humanidade não dá a mínima pra esse negócio de buraco negro e antimatéria, as ideologias estão mortas, a religião e a ciência não estão nem aí uma para a outra. Um novo Sartre ou um novo Camus nestes tempos de hoje seriam simplesmente enxotados a grito.
Além disso, o pessoal aqui de casa pediu uma pizza e logo mais tem jogo do Grêmio. O que é muito mais importante.
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8:06 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
Destino de Saddam intriga o mundo
Tropas dos EUA em Bagdá não localizam ditador iraquiano
Marines da 1ª Divisão prestam socorro a um civil ferido nos combates de ontem nas ruas centrais da capital iraquiana (Laura Rauch, AP/ZH)
Terça-feira, Abril 08, 2003
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11:00 PM
by Cassiano Leonel Drum
Como amanhã será quarta-feira, meio da semana outra vez, deixo-os com a poesia lá do http://www.kixiki.com/hoje.htm onde muitas vezes visito, para reler todos os textos postos lá e ouvir algumas mids legais. Há que se ter um bom gosto e um carinho enorme para construir um site assim. Quem ganha somos nós visitantes, e por isso, de quando em vez, enriqueço esta página com alguns textos como este abaixo retirado de lá. Fiquem com os anjinhos e até amanhã se Deus quiser e Ele há de querer.
HOJE
Somente hoje
Queria imaginar teu abraço
Ouvir tua voz num telefonema inesperado
Receber uma nova mensagem
Explicando a tua ausência
HOJE
Somente hoje
Queria estar em completo silêncio
Pra fantasiar nosso encontro
Queria estar aí do seu lado
Preenchendo toda minha carência
HOJE
Somente hoje
Queria ser forte o bastante
Pra transpor todos obstáculos
Sair da lucidez, cair em demência
E me perder em teus beijos e abraços
Edna Vejan
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10:35 PM
by Cassiano Leonel Drum
Descanse em paz: o enterro do não consigo
A turma da Quarta série de Donna parecia-se com muitas outras que eu vira antes. Os alunos sentavam-se em cinco fileiras de seis carteiras. A mesa do professor era na frente, virada para os alunos. O quadro de avisos exibia trabalhos dos alunos. Em muitos aspectos, parecia uma sala de escola primária tipicamente tradicional. Mesmo assim, algo me pareceu diferente naquele primeiro dia em que entrei ali. Parecia haver uma corrente subterrânea de excitação.
Donna era uma professora veterana de uma cidadezinha de Michigan, e faltavam apenas dois anos para sua aposentadoria. Além disso, era voluntária ativa num projeto municipal de desenvolvimento de equipes que eu organizara e auxiliara. O treinamento se concentrava em idéias artísticas de linguagens, capazes de estimular os alunos a se sentirem bem consigo mesmos e assumirem a responsabilidade sobre suas vidas. O trabalho de Donna era assistir às sessões de treinamento e implementar os conceitos apresentados. Meu trabalho era visitar as salas de aula e encorajar a implementação.
Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos. Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de "não consigos".
"Não consigo chutar a bola de futebol além da Segunda base."
"Não consigo fazer divisões longas com mais de três números."
"Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."
Sua página já estava pela metade e ela não mostrava sinais de parar. Trabalhava com determinação e persistência.
Caminhei pela fileira olhando as folhas dos alunos. Todos estavam escrevendo sentenças que descreviam o que não conseguiam fazer.
"Não consigo fazer dez flexões."
"Não consigo comer um biscoito só."
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e assim decidi verificar com a professora o que estava acontecendo. Ao me aproximar dela, notei que ela também estava ocupada escrevendo. Achei melhor não interromper.
"Não consigo trazer a mãe de John para uma reunião de professores."
"Não consigo fazer com que minha filha abasteça o carro."
"Não consigo fazer com que Allan use palavras em vez de murros."
Frustado em meus esforços em determinar por que os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases mais positivas, ou "eu consigo", voltei para o meu lugar e continuei minhas observações. Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página. Alguns começaram outra.
"Terminem a página em que estiverem e não comecem outra", foram as instruções que Donna usou para assinalar o final da atividade. Os alunos foram então instruídos a dobrar suas folhas ao meio e trazê-las para a frente da classe. Quando os alunos chegaram à mesa da professora, depositaram as frases "não consigo" numa caixa de sapatos vazia.
Quando as folhas de todos os alunos haviam sido recolhidas, Donna acrescentou as suas. Ela pôs a tampa na caixa, enfiou-a embaixo do braço e saiu pela porta, pelo corredor. Os alunos seguiram a professora. Eu segui os alunos.
Na metade do corredor a procissão parou. Donna entrou na sala do zelador, remexeu um pouco e saiu com uma pá. Pá numa das mãos, caixa de sapatos na outra, Donna saiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mas distante do playground. Ali começaram a cavar.
Iam enterrar seus "Não consigo"! A escavação levou mais de dez minutos, pois a maioria dos alunos queria sua vez. Quando o buraco chegou a cerca de um metro de profundidade, a escavação terminou. A caixa de "não consigos" foi depositada no fundo do buraco e rapidamente coberta de terra.
Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, no local da sepultura recém cavada. Cada um tinha no mínimo uma página cheia de "não consigos" na caixa de sapatos um metro abaixo. E a professora também.
Neste ponto, Donna anunciou: "Meninos e meninas, por favor dêem-se as mãos e baixem as cabeças." Os alunos obedeceram. Rapidamente, dando-se as mãos, formaram um círculo ao redor da sepultura. Baixaram as cabeças e esperaram. Donna proferiu os louvores.
"Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do ¿Não consigo¿. Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição pública ¿ escolas, prefeituras, assembléias legislativas e, sim, até mesmo na Casa Branca.
Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs ¿Eu consigo¿, ¿Eu Vou¿ e ¿Eu vou imediatamente¿. Estes não são tão conhecidos quanto seu famoso parente e certamente ainda não tão fortes e poderosos. Talvez algum dia, com sua ajuda, eles tenham uma importância ainda maior no mundo. Que ¿Não Consigo¿ possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém."
Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam esse dia. A atividade era simbólica, uma metáfora da vida. Foi uma experiência direta que ficaria gravada no consciente e no inconsciente para sempre.
Escrever os "Não Consigos", enterrá-los e ouvir a oração. Aquele havia sido um esforço maior da parte daquela professora. E ela ainda não terminara. Ao concluir a oração ela fez com que os alunos se virassem, encaminhou-os de volta à classe e promoveu uma festa.
Eles celebraram a passagem de "Não Consigo" com biscoitos, pipoca e sucos de frutas. Como parte da celebração, Donna recortou uma grande lápide de papelão. Escreveu as palavras "Não Consigo" no topo, "Descanse em Paz" no centro e a data embaixo.
A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o resto do ano. Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "Não consigo", Donna simplesmente apontava o cartaz Descanse em Paz. O aluno então se lembrava que "Não Consigo" estava morto e reformulava a frase.
Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela.
Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "Não Consigo", vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que "Não Consigo" está morto.
Chick Moorman
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7:13 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ainda bem que esta pertinho a Páscoa com os seus ovinhos de amendoim, seus coelhinhos de chocolate, seus ninhos escondidos para a gente procurar logo no domingo cedinho. E o pior é quando a gente encontra de todos menos o nosso. Mas enfim ele também é achado e ai é começar a contar os ovinhos para ver quem ganhou mais ou menos, dependendo do nosso comportamento.
Ainda bem que sempre ando na linha, assim espero, o meu coelhinho seja generoso e tenha certeza que o de voces também será.
Chocoelhos Garoto
Fábrica de chocolate usa o seu site para promover a Páscoa e distribuir brindes
Criatividade é também um fator importante para o aumento das vendas na Páscoa. Não basta apenas ter produtos diferenciados para vencer a concorrência, é preciso inovar no apelo ao cliente para que consuma, principalmente porque as compras em épocas como essas, de datas temáticas, acontecem por impulso.
A fábrica de chocolates Garoto, por exemplo, que já tem seu nome consolidado no mercado, não fica na dependência das vendas em lojas, padarias e supermercados, investe também na venda pela Internet.
O site http://www.garoto.com é considerado pela empresa como uma de suas mais importantes estratégias de marketing. Foi criado há quatro anos pela Advice NetBusiness, agência digital que também gerencia a página virtual. A diretora-executiva da agência, Risoletta Miranda, explica que todos os anos são criadas novas formas de promoções no site, para atrair os clientes internautas.
¿Este ano, a promoção chama-se Páscoa dos Chocoelhos Garoto. Serão distribuídos 20 kits com bombons, brindes e ovos de chocolate. Além disso, o site traz várias receitas e dicas de como preparar seu próprio ovo¿, comenta a executiva, ao ressaltar que a página na Internet traz ainda um espaço contando a história da Páscoa, com detalhes curiosos sobre a data.
Risoletta lembra que, para participar da promoção, o internauta tem que somar o maior número de pontos em um jogo e escolher os nomes dos três filhotes da família Chocoelho. ¿Mas, além das promoções, o site também serve como um importante canal de divulgação da Garoto, que aproveita para mostrar sua linha de ovos e lançamentos¿, explica a executiva.
Advice NetBusiness: 2515-5099, http://www.garoto.com
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6:55 PM
by Cassiano Leonel Drum
Estar sempre certo pode ser monótono....
Para algumas pessoas que precisam estar certas o tempo todo deve ser uma maneira muito cansativa de viver. Algumas, tendem a se considerar o centro de todas as coisas. Constroem, em relação as demais, uma perspectiva constituida de um grande "Eu" e de um pequeno "Você". Em consequência, todas as divergências de opinião que encontram se transformam numa confrontação do tipo perde-ganha.
A necessidade constante de vencer pode motivá-las a racionalizar, a disfarçar, a exagerar, a discutir e a mentir quando estão erradas. Farão tudo para não parecerem equivocadas. Seu orgulho não admite derrota e o ego delas se descontrola.
Realmente algumas pessoas, precisam estar sempre com a razão, mesmo que seja obvio para todo o mundo que não está, e até uma conversa boba com elas parece uma competição. E quando o desejo de estar certo ou de açambarcar todo o crédito governa suas vidas, elas se separam também de seu verdadeiro ser, dos demais e isso também impede qualquer crescimento espiritual.
É a exclusividade que tem esses individuos da resposta perfeita ou a única interpretação correta dos fatos, que os faz cair facilmente na defensiva e os privar de tantas trocas, que poderia gerar por parte dos outros, novas idéias e valiosas sugestões.
Nunca esquecer que em termos de conduta diária, encontramos pessoas que estão com dúvidas sobre si e sempre acham que "valem menos"que as demais, e outras que têm falso orgulho e julgam sempre que "valem mais". Ambos os tipos de comportamento são resultados de sentimentos de inferioridade ou de falta de amor-próprio.
Em todo o caso vale a pena lembrar, não torne sua vida cansativa, querendo estar sempre com a razão. Ouça às vêzes os outros. Vai deixá-lo mais alegre e bem mais feliz o seu coração.
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7:58 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
08/04/2003
Ueba! Rubinho queria ganhar na banguela!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! E eu acho que São Pedro cuspiu em Interlagos. Deviam distribuir snorkel pra torcida! E não foi uma corrida, foi um engavetamento! E qual foi o problema do Rubinho dessa vez? Pane seca. Falta de gasolina. Então o frentista era alemão! Ou o Rubinho queria ganhar na banguela? Rarará!
E falta de gasolina perde ponto na carteira. Então ele devia perder sete pontos na carteira. Isto é, se ele tiver carteira. Rarará! E eu acho que a única corrida que o Rubinho ganharia no Brasil era a corrida de São Silvestre! Num güento mais o Rubinho correndo a pé pro box. Ele devia fazer propaganda de tênis: Reebox! Ou então participar da Corrida Anual de Teletubbies! E um leitor me disse que agüentar o Rubinho com o Galvão é pior do que jiló batido com abacate!
E adorei a declaração do Barriquebra: 'Não vou parar de correr sem ganhar o GP Brasil'. Já sei, vamos ter um VOVÔ PILOTO! Vai ser a primeira vez que vai ter vovô piloto na F-1! Vovô piloto quebra a bengala e sai da pista!
E torcer pro Rubinho é coito interrompido: você grita, torce, se esgüela, torce e, na hora do clímax: pum, pára! O Rubinho é uma parada, só PÁRA. E o Galvão fica com voz de velório! Começa gritando mais que viúva tirando atraso de sete anos, aí o Rubinho pifa e ele fica com voz de velório. Aliás, muita gente acha que é zica do Galvão! Que o Magdo Bueno é pé frio.
Diz que ele seca até samambaia de plástico. E adorei a transmissão do Galvão do pisca-pisca do 'safety car': 'Atenção! O pisca vai apagar. Não, o pisca não apagou. Agora vai apagar. Ih, não foi desta vez, amigos da Rede Globo. Na próxima volta apaga. APAAGÔOO!'.
E diz que quem ganhou a corrida foi o 'safety car'. Ou seja, um alemão! Aliás, o site kibeloco (www.kibeloco.blogspot.com) mostra uma foto do Schumacher enchendo o tanque do Rubinho: 'Eu gosto do Rubinho assim, cheio de gás'. O FRENTISTA ERA ALEMÃO! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. É que eu estava passando numa obra quando vi a placa: 'Empresa especializada em transporte vertical'. Tucanaram o elevador! Socorro! Temos que chamar o Oswaldo Cruz pra erradicar o tucanês. Cartilha do Lula. Mais um verbete do óbvio lulante. Atendendo a milhares de pedidos, o verbete de hoje é 'depauperado': companheiro que operou da fimose. Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! No tanque da Ferrari!
Email simao@uol.com.br
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7:54 AM
by Cassiano Leonel Drum
Arnaldo Jabor
Terça-feira, 8 de abril de 2003
'Abaixo a inteligência, viva a morte!'
Bush não é uma pessoa; é um resultado. São séculos de uma ideologia religiosa que começa puritana, com humildade bíblica, mas que a complexidade do progresso social, incontrolável apenas pela fé, foi poluindo de rancor e boçalidade fanática. Bush é o porta-voz de uma gangue da América silenciosa que odeia a democracia e que tomou o poder numa eleição com ares de golpe.
Eles não querem pouco. Querem mudar a face do mundo e da América. Eles acham que nós, democratas, somos "cães infiéis", exatamente como pensam os muçulmanos fanáticos. Assim como há Osama, há Bush, na mesma moeda. Bush parece dizer: "Daqui pra frente, tudo será diferente!..."
Ele aparece justamente na hora em que a América nos prometia uma multilateralidade política que nos seduzia. Bush estava previsto desde o Watergate, desde o fim da guerra fria, desde a 1.ª Guerra do Golfo, estava previsto no massacre dos xiitas abandonados pelo papai em 91, estava previsto no massacre permitido dos curdos, Bush vinha por aí para acabar com todas as conquistas liberais dos anos 60, com tudo que aprendemos com os erros do século 20.
Bush é um detergente. Ele e seu grupo encarnam o pensamento dos milhões de idiotas que jazem entre o hambúrguer e o sofá diante da TV, que acham que problemas se raspam, que dissidências se esmagam, que complexidades devem ser achatadas, que o múltiplo tem de virar "um", que tudo tem um princípio, meio e fim e que o fim deve ser igual ao início. Bush é contra o aborto, contra a sexualidade antes do casamento, contra o homossexualismo e finge não ser racista - daí a serventia de Colin Powell e Condoleezza Rice no poder, se bem que eles não são negros - querem ser mais brancos que os brancos reacionários.
Sexo e direita Como sempre, a sexualidade torta está por trás desse horror à liberdade.
Bush começou a ganhar a eleição quando Clinton comeu a Monica. Kenneth Star foi o preposto de Bush, na sua campanha pelo impeachment de Clinton. Como é o sexo republicano? Aparentam ser maridos fiéis, tensos, tristes. Dava para imaginar o Clinton amando. E o Bush? Imaginem-no na cama. Clinton era bonito, Bush é feio. Como são feios os republicanos... O Rumsfeld, se puser uma peruca branca, fica a cara de Barbara Bush, a "mãe de todas as bombas".
O Colin Powell ainda tem uma meiguice vagamente gay nos lábios, mas a Condoleezza, que até tem umas pernas bonitas de negona, tem um sorriso que parece um rosnado de onça, sob o cabelo de chapinha. Ela gosta de alguém?
Ela geme de amor? O Clinton tinha o sorriso permanente, uma das marcas hipócritas mas simpáticas dos americanos. Já o republicano não ri nunca, como se o riso fosse uma fraqueza, um pecado. O republicano ostenta uma tristeza militante, e nunca nos premia com um olhar amigo; se ele nos olha, é para nos condenar com um espelho morto, como aquele olhar do casal puritano no célebre quadro de Grant Wood, American Gothic. O republicano não te reconhece como igual, mas como dissidente e inferior. Não há o "outro" para o republicano.
Com a euforia multilateral dos anos 90, tínhamos esquecido um pouco o que era a boa e velha direita mesmo. A direita andava meio risível, sem prestígio. Vexames fascistóides como Le Pen, Berlusconi e Haider tinham um jeitão de curiosidades antigas. Bush nos lembrou o que é a direita, armada com bilhões. Seus "intelectuais" não estão brincando em serviço - preparam-se há muitos anos, não têm papas na língua e dizem exatamente que querem fazer uma nova ordem mundial militarista e paranóica.
O que nos choca nisso tudo é a inatualidade do fenômeno. Eles negam a existência do século 20, da arte, da política, da filosofia. Negam Marx, Freud, Picasso, renegam até Darwin e seus macacos, com seus atos que têm algo de revolta animal contra a cultura e a civilização, algo na base de "vamos deixar dessas frescuras de contrato social e voltar ao pau puro..."
Eles odeiam a Europa (principalmente a França) por ser mais culta, mais sábia, mais chique. Estão ainda no século 19; são colonialistas, não isolacionistas. Eles não querem se isolar; querem nos isolar.
A máquina careta Não vão deixar a ONU administrar o pós-guerra, pois o botim iraquiano é só deles. E daí, farão o quê? Vão cristianizar o Islã? Invadir a Europa, fechar a África, comprar a América Latina? A guerra total ficou de novo possível, com a China lá no horizonte. A lógica do militarismo paranóico só pode levar a um confronto nuclear no fim do túnel.
Mas, eles não querem somente destruir. Não; assim como Hitler teve um projeto "estético" para o mundo, um ideal ariano de limpeza das "sujeiras" e fraquezas dos "degenerados", os republicanos da gangue Bush também têm um ideal... Não é tanto um ideal "estético", é mais uma revolução funcional, mecânica, mercantil. São também contra a vida "degenerada", como os nazistas, mas planejam um esquisito "progresso" para paralisar o progresso, assim como usam a democracia para acabar com ela.
Querem uma grande máquina careta em que todos tenham um lugar certo como parafusos obedientes, uma máquina que se reproduzisse a si mesma, com uma poderosa tecnologia para paralisar o presente num passado eterno, para impedir um futuro que lhes fuja do controle. Bush e sua gangue já se consideram num "futuro"; como os fanáticos do Islã, eles não têm mais nada a aprender. Vivem um paradoxo:
querem mudar tudo para que nada mais mude nunca. Os republicanos moram na certeza, na eternidade, como os suicidas de Osama.
Todos os homens sensatos do mundo sabem que Bush vai fazer um estrago. Mas, ele quer justamente isso - ele quer ir contra a sensatez dos homens do mundo. A gangue Bush quer quebrar as regras do jogo, quer nossa ira, quer nosso escândalo. Isso os faz mais vingados, mais eufóricos com nosso ódio; é o triunfo dos burros, dos gumps. Seu erro é tão completo que talvez dê certo para o Projeto militarista para o novo século: um mundo dominado por militares e imbecis. "Abaixo a inteligência, viva a Morte!", gritou o general fascista na Espanha de Franco, em 1936. Bush é o eco. É a coisa mais grave que nos aconteceu, desde Hitler.
Posted
7:51 AM
by Cassiano Leonel Drum
Joelmir Beting
Terça-feira, 8 de abril de 2003
Confiar é preciso
Analistas com vocação para cenaristas juram por todos os juros que surtos de euforia do mercado financeiro não refrescam o sufoco da economia real.
Ocorre que os mesmos cenaristas vestidos de analistas sustentam que ciclos de pânico do mercado financeiro quebram a espinha da economia real.
Quer dizer: na euforia, o tal de mercado é um clube fechado. No pânico, espalha brasas por tudo quanto é lado. Afinal, o mercado financeiro, agora operando em tempo real e ao redor do mundo todo, desfila "status" de usineiro de expectativas e carpinteiro de decisões para todos os agentes do universo econômico. Que o diga o esotérico risco país made in Usa e abusa.
Que o diga, igualmente, a variação dos juros. Quando o governo soergue a taxa na base, vulgo Selic, as taxas na ponta dos empréstimos bancários para produção, giro e consumo precisam de apenas dois dias para a competente correção - para o alto. Quando a mesma Selic recua, aí os mesmos peritos do ramo explicam, candidamente, que a queda na base só produzirá a baixa na ponta em quatro ou cinco meses... O negócio é lucrar na alta repentina e lucrar na baixa retardada.
Esse sadomasoquismo analítico, recheado de álgebra financeira, tem especial predileção pelos mercados tipo bolsa - incluído o câmbio flutuante (que, segundo o presidente Lula, não perde a mania de flutuar). Quando o dólar sobe é falta de credibilidade no Brasil. Quando o dólar desce é espasmo tópico transitório.
No mercado de ações, tanto mais. Quando a bolsa dispara é especulação.
Quando a mesma bolsa despenca é "falta de confiança dos agentes econômicos nos fundamentos da economia em transe".
Ou seja: em bolsa, seja ela de ações, de moedas, de barris ou de cereais, a alta é sempre frívola; a baixa é sempre técnica.
Nos tratos da inflação, com índices calculados e divulgados semanalmente, a sinistrose que contamina o noticiário econômico não deixa por menos: quando os preços sobem é inflação; quando os mesmos preços baixam é promoção.
Pelo sim, pelo não, desde o exemplar "governo de transição" ofertado por FHC, assiste-se a uma reversão das sinistras expectativas do mercado (aqui dentro e lá fora) em relação aos rumos e aos prumos de um governo petista instalado no Palácio do Planalto.
Expectativas sinistras, sim. Na campanha eleitoral, cujas pesquisas de intenção de voto foram transformadas em derivativos financeiros, a raivosa ala esquerda do PT fez da "ruptura do modelo neoliberal que aí está" uma solene ameaça. Ela fez o jogo da ala direita da oligarquia política, que não vacilou em fazer da mesma "ruptura" uma sibilina calúnia. Os dois lados, nas duas pontas, é que forjaram o voto do medo. Por 2 x 1, o voto da esperança venceu.
A esperança permanece acesa. Para 51% dos brasileiros, Lula faz um governo ótimo/bom. E, para 83%, o presidente é de confiança.
SECOS & MOLHADOS
Oscilômetro - A reversão está hoje expressa, de fora para dentro, desde janeiro, na queda até sexta-feira de 35% do risco País e de 9% da cotação do dólar. Ela igualmente transita pela inflação no declive, pelo Ibovespa no aclive e pelo meia-volta volver dos juros no mercado a futuro.
Contramão - O problema é que toda lua-de-mel tem prazo de validade. No primeiro trimestre do governo Lula, a economia continuou andando de lado, o desemprego cresceu, o rendimento real do trabalho regrediu, o crediário ficou ainda mais curto e mais caro, a inadimplência aumentou, o garrote tributário apertou.
Pela ordem - Concede-se ao governo Lula o direito de mostrar serviço a tempo e jeito. Onde? Nas reformas ainda não desenhadas, nos programas sociais ainda não acionados e na "primeira cara do governo" ainda em esboço no Plano Plurianual de Investimentos, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Geral da União para 2004. Tudo isso, até agosto.
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7:44 AM
by Cassiano Leonel Drum
Parece pouco, mas são R$ 5.000.000,00 de Reais que ajudam a pagar o armazém de esquina, a padaria, as contas de água e de luz atrasada e assim por diante. Então possibilita, que as pessoas façam novas contas, não percam o sono a noite, de medo de ver sua água ou luz desligada por falta de pagamento.
Caixa paga 5 milhões de abonos salariais
A Caixa Econômica Federal registrou, até o dia 31 de março, o pagamento de cerca de 5 milhões de abonos salariais do Programa de Integração Social (PIS), representando um desembolso de R$ 961,8 milhões. Com esse número, 83,74% dos 6.032.314 abonos identificados no exercício de 2002/2003 já foram pagos.
Para ter direito ao abono, a condição principal é que se tenha recebido, em média, até dois salários mínimos mensais em 2001. Desde o dia 1º de abril, os trabalhadores com direito ao PIS estão recebendo o novo valor do salário mínimo: R$ 240
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7:37 AM
by Cassiano Leonel Drum
Meu amigo Sant'Ana, mas este é um Governo chamado popular, que se preocupa com o bem estar da população e que pelo discurso de ontem quer ver o o poder aquisitivo da população de baixa renda dobrar. Quem sabe ele não esteja sabendo dessas realidades que você anda escrevendo e das fontes onde foi buscar. Vamos crer que assim que ele tomar conhecimento, toda essa realidade mude.
Paulo Sant'ana
08/04/2003
Sórdida aritmética
É impressionante: 40 litros de gasolina, no Iraque, custam US$ 1. Ou seja, como um litro de água mineral, desta que é entregue em nossas casas nos bujões de cinco litros, custa aqui no Brasil R$ 0,50, temos então que o preço da gasolina no Iraque custa a metade do que custa o litro de água no Brasil.
Interessante é que no Iraque não funciona o truque de que somos vítimas no Brasil: aqui o governo diz que não interessa que já produzamos mais de 80% do petróleo que consumimos.
E que os derivados de petróleo, entre eles a gasolina, precisam acompanhar o preço internacional do petróleo.
Eu caí nesse logro, achei que, se subia o preço internacional do petróleo, tinha que também subir o preço da gasolina.
Era concretamente um engodo, baixou vertiginosamente o preço do petróleo nos últimos 20 dias: de US$ 38 por barril, bateu ontem em US$ 28.
Ou seja, o petróleo baixou 26% com a guerra.
Dizia também o governo que a gasolina e o gás de cozinha tinham subido a preços estratosféricos, mais caros no Brasil do que na Argentina e nos EUA (em dólar), por força da alta do dólar.
O dólar também despencou de R$ 3,67 (fevereiro de 2003) para inacreditáveis R$ 3,15 ontem, uma queda espetacular da moeda norte-americana entre nós, da ordem de 14%.
Temos então que nós, brasileiros, estamos pagando pelos combustíveis como se o preço do barril de petróleo ainda estivesse lá em cima e o dólar também.
Só que, depois da alta do preço da gasolina e do gás de cozinha, o barril de petróleo teve queda de preço de 26% e o dólar viu seu valor baixar em 14%.
Seria justo, humano, equânime e moral, principalmente racional, que os combustíveis tivessem queda de preço para o consumidor brasileiro em níveis correspondentes àquelas quedas.
Que nada, o governo nem se mexe, continua a Petrobras a manter os preços dos combustíveis inalterados, num dos maiores escândalos econômico-tarifários da história da República.
Pelo contrário, recebi inúmeros e-mails protestando contra o aumento em até R$ 0,10 por litro de gasolina nos postos aqui de Porto Alegre nos últimos dias.
Ou seja, de um lado os consumidores recebem a paulada do monopólio da Petrobras, à qual se vinculam os governos de todas as esferas, federal, estadual e municipal com seus impostos sobre os combustíveis, por outra parte sofremos o cartel dos postos de gasolina, que se telefonam e combinam os preços que vão cobrar dos espoliados.
Mas com que moral o governo vai fiscalizar o cartel dos postos de gasolina, se ele próprio só aumenta preço quando o dólar sobe e não baixa preço quando o dólar despenca?
Tal é a sina atual do povo brasileiro: sofre quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem e continua sofrendo quando esses preços descem espetacularmente.
Um povo inteiro com cara de otário.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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7:29 AM
by Cassiano Leonel Drum
Moacyr Scliar
08/04/2003
A guerra pela saúde
O Dia Mundial da Saúde, que ontem transcorreu, teve este ano como tema "O futuro da vida: ambientes saudáveis para as crianças". A Organização Mundial da Saúde (OMS), promotora do evento, enumera os fatores que representam riscos ambientais para as crianças, causando doença e morte: a falta de saneamento, a poluição ambiental e também o fumo. De todos os fumantes passivos, as crianças são as mais prejudicadas, por causa da fragilidade de seu aparelho respiratório. O que seria um motivo suficiente para a erradicação do hábito de fumar.
Agora vejam a ironia. No fim de semana foi disputado o GP do Brasil. Este tipo de prova é sempre aproveitado pela indústria do tabaco, que trata de associar o fumo ao esporte, à coragem, à habilidade. Cinco equipes são patrocinadas por fabricantes de cigarros, que querem ver a publicidade de suas marcas aparecendo nas transmissões de tevê. O que gerou uma crise no governo. O ministro da Saúde, Humberto Costa, seguindo a linha de seu antecessor José Serra, se opunha. O ministro dos Esportes,
Agnelo Queiroz, e a prefeita Marta Suplicy alegavam que a corrida movimenta a economia da cidade de São Paulo. Consultada, a Advocacia Geral da União argumentou que o contrato publicitário precedia a lei antitabagista. O governo tentou uma saída semi-intermediária: medida provisória permitiu a publicidade tabagista, mas em troca a tevê teve de inserir advertências do Ministério da Saúde em relação aos riscos do fumo.
Uma batalha foi assim parcialmente perdida; mas o importante é não perder a guerra. Das medidas antifumo estudadas pela OMS, a proibição da propaganda do cigarro é das mais eficientes - pode diminuir em até 8% o consumo de cigarros - e junta-se ao trabalho educativo, à taxação, à proibição do fumo em locais fechados. É preciso continuar, porque a indústria fará o possível e o impossível para convencer as pessoas a continuar fumando.
O GP foi tumultuado e acabou sendo interrompido por causa da chuva forte. Não se sabe a opinião de Deus acerca da publicidade do cigarro, mas São Pedro, pelo jeito, é decididamente contra.
"A característica da ordem internacional atual, onde não existe a democracia universal, é que no mundo inteiro sofremos com decisões tomadas em Washington ou em Londres. É uma situação injusta, é a antítese da democracia." A frase, lapidar, é de Sérgio Paulo Rouanet, um dos convidados do Fórum da Liberdade, em entrevista ao Cultura de sábado. Rouanet, notável intelectual, grande estudioso de Walter Benjamin, lançará em breve, pela Companhia das Letras, Os Dez Amigos de Freud, falando das leituras, do cenário histórico e da pessoa do criador da psicanálise. Depois da exposição sobre Freud que está no Santander, esta é uma obra indispensável. Já encomendei o meu exemplar.
scliar@zerohora.com.br
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7:26 AM
by Cassiano Leonel Drum
Pois é nestes tempos de guerra falar de vaga-lumes e escrever poesia soa até meio estranho mas um cronista que sonha ser poeta é como um vaga-lume namorando a aurora. Boa terça-feira a todos nós.
Liberato Vieira da Cunha
08/04/2003
A poesia é indispensável
Uma leitora, que se oculta no pseudônimo de Miss W e acha que eu cometo versos, me envia um excelente poema de Mario Benedetti que diz a certa altura:
mi tactica / es hablarte / y escucharte / construir con palabras / un puente indestructible.
Minha surpresa é dupla. Não sabia que o admirável contista e novelista uruguaio é também poeta. E nem imaginava que alguém pudesse me supor dotado de similar intimidade com as musas.
Não, não sou poeta, Miss W. Nasci sem o menor talento para abrir a barriga do próximo, tirar o pai da forca ou compor uma quadrinha. Esta última, sentida falha de meu caráter desde sempre me provoca incontida inveja de todos os poetas. Já perpetrei, antes da idade da razão, uns arremedos de métrica, que afortunadamente destruí, num assomo de lucidez. A inveja, receio, é, no entanto, indestructible, para citar Benedetti.
Ainda agora tornei a visitar longamente a Lírica de Camões, para mim sua mais alevantada glória. Inútil esforço seria tentar contê-la neste espaço, de modo que me limito a lembrar trechos esparsos de seu gênio.
Querem um brevíssimo tratado da paixão? Anotem:
O fogo que na branda cera ardia, / Vendo o rosto gentil, que eu n'alma vejo, / Se acendeu de outro fogo do desejo / Como a abraçar a luz que vence o dia.
Uma reflexão sobre as indecisões do amor? Aí vai:
Nada, enfim, me aproveita que a esperança (...) / Ao perto vivifica, ao longe mata.
O prelúdio de um ritual de sedução? Sirvam-se:
Pede o desejo, Dama, que vos veja. / Não entende o que pede, está enganado.
Uma cantada a capricho? Sintam:
Tal mostra dá de si vossa figura (...) / Que as forças e o poder da Natureza / Com sua claridade mais apura.
Uma rendição imbatível? Esta:
Se me pergunta alguém por que assim ando / Respondo que não sei; porém suspeito / Que só porque vos vi, minha Senhora.
Não há criações mais belas em idioma algum do universo. Talvez expliquem, Miss W, minha inveja.
Pois um cronista que sonha ser poeta é como um vaga-lume namorando a aurora.
liberato.vieira@zerohora.com.br
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7:20 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
Bombardeios contra bunker tentam eliminar Saddam
Em ataque durante a madrugada, caças destruíram um prédio onde poderia estar o ditador
Um pelotão do Sétimo Regimento de Infantaria descansa num dos salões do luxuoso complexo residencial de Saddam Hussein às margens do Rio Tigre (John Moore, AP/ZH)
Segunda-feira, Abril 07, 2003
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8:42 PM
by Cassiano Leonel Drum
Em 3 meses, ataques via web cresceram 84%
Segunda-feira, 07 de abril de 2003 - 15h35
SÃO PAULO - Só nos três primeiros meses do ano, o número de ataques e incidentes de segurança cresceu 84% em comparação ao último trimestre de 2002, diz um estudo divulgado hoje (7) pela Internet Security System.
O relatório trimestral da ISS, Internet Risk Impact Summary Report, indica que os incidentes praticamente dobraram dos últimos três meses do ano passado para cá. E os principais culpados são os vírus: no período, foram identificados 752 novos
vírus ou ameaças mistas, aquelas que realizam vários tipos de ataques, comparado aos 101 encontrados nos últimos três meses de 2002.
A ISS reconhece que o último trimestre do ano passado foi calmo. Mas acredita que o sucesso de proliferação do SQLSlammer, no início de janeiro, deu um novo estímulo para os criadores de vírus.
Em compensação, o número de vulnerabilidades em programas baixou de 644, em outubro-novembro-dezembro de 2002, para 606 nos três primeiros meses de 2003.
Entre as modalidades de ataques sofridos pelas empresas monitoradas pela ISS, 73,5% são consideeradas como "atividades suspeitas", e 11% foram "tentativas de acesso não autorizado". As empresas que atuam no varejo (35%) e em serviços financeiros (11,5%) foram as que mais sofreram com ataques via web no primeiro trimestre.
Renata Mesquita, do Plantão INFO
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8:30 PM
by Cassiano Leonel Drum
Para quem precisa de anti-vírus, ai abaixo está o da McAfee, que continua sendo um dos melhores. Mas antes de verificar se é problema de vírus mesmo, esgote as outras possibilidades. Se não estiver usando o linux, poderá ser problema no próprio windows, no navegador, na placa de rede ou no modem, na linha telefônica, no provedor e por fim no próprio Blogger ou outro do genero. Enfim, o que quero dizer é que há uma gama de situações que precisam estar ajustadas e bem humoradas, porque senão é de qualquer um perder a paciência mesmo. Mas se voce for impaciente, com certeza não estará postando, ou permanecendo tanto tempo assim na internet.
McAfee oferece antivírus online gratuito
SÃO PAULO - A McAfee decidiu liberar uma ferramenta para a detecção e limpeza de vírus gratuita, que pode ser acessada via internet. É o WebImmune, que já está no ar.
Segundo Patrícia Ammirabile, analista do Avert (AntiVirus Emergency Response Team) da McAfee Brasil, o serviço traz tecnologias que analizam documentos suspeitos e criam vacinas, em tempo real, para as ameaças provenientes da internet. Para usar o WebImmune, não é necessário ter instalado um programa antivírus no computador.
Para usar, basta acessar o endereço www.webimmune.net e se cadastrar. O sistema gera uma senha pessoal e um código de acesso, enviados ao internauta por e-mail, para serem usados nos novos acessos ao serviço. O WebImmune está em inglês; para entrar, clique aqui.
Renata Mesquita, do Plantão INFO
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8:54 AM
by Cassiano Leonel Drum
D I VA G A N D O
Fátima Irene Pinto
Não sei em que tempo da vida eu me fixei
Não sei das vezes que venci ou fracassei
Não sei se sabia das coisas ou se assim julguei
Não sei se cresci, regredi ou estacionei
Se bem ou mal resolvida aqui cheguei
Com marcas tantas e tão doridas que nem sei
Se são plausíveis, os sonhos todos que sonhei.
Amores, os tive para perder
A cada amor, lágrimas infindas a correr
Qual se fora estranha predestinação
Ver lacerado sempre e tanto o coração
Que pela ausência de amor, já quis morrer.
Esta é talvez a sina da poeta
Buscar aqui e ali su'alma dileta
Verter rimas doces, quentes, quietas
Como que a implorar:
Quero viver !!!
Boa semana a todos nós. Barriga para a frente, bumbum para trás e vamos adiante.
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8:47 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Bagurança Pública! Tá lançado o Roubodízio!
Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! Bagurança Pública! Bombas, incêndios e mortes assolam a madrugada carioca. Arrastão num condomínio do Tatuapé. Tá vendo como é bom viver num país sem guerra?
E estão assaltando tantos condomínios que o Alckmin Picolé de Chuchu vai lançar o ROUBODÍZIO! Quem assaltar condomínio no Itaim às segundas não pode assaltar condomínio no Campo Belo às sextas. E quem assaltar condomínio em Perdizes às terças não pode assaltar condomínio em Pinheiros às quintas.
E no último arrastão as vítimas ficaram presas no salão de festas. Então eu vou lançar um plano tipo plano de saúde: Plano Anti-arrastão Master Platina para Salão de Festas: dá direito a coxinha, Coca-Cola e DJ! Quem não tiver esse plano fica trancado no banheiro!
E sabe porque mandaram o Beira-Mar pra Alagoas? Porque foi o único estado em que o Lula perdeu! Então toma o Beira-Mar proceis. E um outro disse que o Beira-Mar foi pra Alagoas pra fazer pós-doutorado. E eu sempre achei Alagoas paradisíaca: Bali com bala. Rarará! E sabe o que é a Heloísa Helena atacando o Lula? Fogo Amigo. Rarará!
E acaba de sair a nova definição de amnésia: 'Amnésia é quando você não se lembra do significado de clitóris mesmo estando com a resposta na ponta da língua'. Rarará! E lá em Portugal já tem mulher-bomba: elas colocam o OB, tapam as orelhas e acendem o pavio. BUM! Rarará! E sabe por que vão incluir camisinha na cesta básica? Porque, quando acabar a comida, você passa o resto do mês comendo a patroa. Rarará!
E as penúltimas derradeiras do Bestiário Tucanês. É que li uma placa num restaurante: 'Refeições transportadas'. Tucanaram a marmita. E eu vi na televisão anunciando 'mastigador artificial de alimentos'. Tucanaram a dentadura. Socorro. Temos que chamar o Oswaldo Cruz pra erradicar o tucanês.
Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Barbicha': companheiro gay! Companheiro que soltou a franga! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
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8:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ana Amélia Lemos
07/04/2003
Arroz: golpe no Mercosul
Produtores e industriais de arroz do Uruguai informam a esta coluna que o Brasil está importando entre 140 mil e 200 mil toneladas de arroz em casca dos Estados Unidos. Essa é uma concorrência desleal, denunciam Hugo Manini Rios e Jaime Cardoso, líderes do setor orizícola uruguaio, contestando a informação de Gilman Rodrigues, diretor da CNA, que havia informado ao Canal Rural que o Uruguai estaria importando 100 mil toneladas de arroz dos Estados Unidos. A produção uruguaia é de 1 milhão de toneladas e 700 mil são destinadas a exportação. O Brasil compra metade desse excedente. Os produtores uruguaios dizem que a importação é um duro golpe no Mercosul e um enorme prejuízo, também, aos produtores gaúchos. O preço do arroz norte-americano é de R$ 31 a saca de 50 quilos, e o produtor brasileiro está recebendo, na comercialização da safra 2002/2003, entre R$ 23 e 26 a saca. Fazer isso, agora, não é admissível, reclamam os uruguaios, que, nessa guerra, têm apoio da Farsul.
Carga pesada
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, precisa de saúde para manter o ritmo de mais de 14 horas de trabalho, em média, por dia. Do gabinete, a ministra não sai sequer para o almoço, feito ali mesmo, à base de frutas, saladas e refeição leve. Desde que assumiu, já reuniu todos os agentes do sistema: petróleo, gás, energia elétrica. Periodicamente vai ao Rio para as reuniões da Petrobras e da Eletrobrás. Já esteve em Buenos Aires e, nesta semana, recebe o colega boliviano para discutir o preço do gás. Haja fôlego!
Financiamento
O Banco Europeu de Investimentos poderá substituir o Japan Bank International Corporation no financiamento de parte da duplicação da BR-101. O interesse do banco europeu tem, também, motivos econômicos. Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram colonização européia e isso pode levar a instituição a ampliar seus negócios na região, que tem enorme vocação empreendedora e exportadora. O ministro Anderson Adauto examina a oferta.
Estradas
A bancada federal gaúcha se reúne amanhã. O coordenador, Enio Bacci (PDT), diz que o encontro vai definir a inclusão do viaduto de São Leopoldo, na BR-116, como obra prioritária, no Rio Grande do Sul, além da duplicação da BR-101, consenso entre bancada e governos estaduais, e a conclusão da BR-486 entre Três Passos e Passo do Soberbo, definida pelo secretário dos Transportes, Jair Foscarini, como urgente. Essas obras devem entrar no plano de emergência do Governo Federal, diz Bacci.
Esquerda
Nem muito à esquerda, nem muito à direita. É no centro, como terceira via, que o bloco Movimento PT quer ficar. O bloco existe desde 1999 e agora ganha o reforço do MCS (deputada Maria do Rosário) e da Rede (ministro Tarso Genro), as facções gaúchas líderadas pelos dois petistas que já participaram do primeiro seminário nacional, realizado nesse final de semana em Brasília. Em tempo: Maria do Rosário deverá presidir a CPI mista sobre exploração sexual de crianças que será instalada neste mês.
Crédito educativo
O volume de e-mails que esta coluna recebe sobre crédito educativo não só do Rio Grande do Sul, mas de outros Estados, confirma a gravidade do problema. A arquiteta Mariane Pessoa fez operação para o crédito educativo no valor de R$ 37,9 mil, em 2001. Em agosto de 2002, seu saldo devedor era de R$ 61 mil, pagando à vista. No pagamento a prazo, o valor chegaria a R$ 76 mil. Como pagar? Oportuna, portanto, a reunião da Frente Parlamentar da Juventude, hoje, na Assembléia Legislativa. O líder da Frente, deputado Jerônimo Goergen, pretende colocar na pauta o impasse do crédito educativo.
Lançamento
Políticos de vários partidos e o ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, prestigiaram o lançamento do livro O Contrato de Franquia Empresarial, de autoria do jovem advogado Marcelo Proença, filho do deputado Nelson Proença (PPS). O deputado Nelson Proença, em parceria com o presidente do PPS, Roberto Freire, apresentou emenda à MP 113, que trata da comercialização dos transgênicos.
Colaborou Geanoni Mousquer
ana.amelia@zerohora.com.br
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8:33 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
07/04/2003
Tristeza sem bússola
Quando outro dia tentei discernir sobre a diferença entre tristeza e depressão, tive o cuidado de não usar a palavra "melancolia", que achei perigosa.
O Moacyr Scliar, com a autoridade de quem ameaça se tornar imortal, prestes a ingressar na Academia Brasileira de Letras, me acode: "Melancolia também deve ser diferenciada de depressão, tal como esta é atualmente diagnosticada pelos médicos: um quadro clínico e psicológico para o qual concorrem fatores biológicos, freqüentemente genéticos, e agravos de natureza psicossocial".
Mas já para o psiquiatra gaúcho Vitor Rodrigues não se distingue a melancolia da depressão: "O paciente melancólico sente uma profunda perda do amor-próprio, acompanhada de auto-acusações, remorso e culpa. Na melancolia, que se relaciona diretamente com a depressão, existe a perda - total ou parcial - do sentido de realidade, de tempo e de espaço".
O que parece indiscutível é que há diferença entre a tristeza e a depressão. Vitor Rodrigues confirma inteiramente a tese esposada por este colunista no outro dia: a de que o triste conhece o motivo da sua tristeza, enquanto o depressivo se debate sobre as razões de sua prostração. Pois afirma: "Se disse que a melancolia é a tristeza sem bússola. Esta é uma imagem apropriada, pois na tristeza se percebe um sentido, uma direção; há um passado, um presente e um futuro".
Na coluna anterior sobre o tema, surripiei a palavra "melancolia" exatamente por estar inclinado a entender que depressão nada mais é do que os antigos chamavam de melancolia.
É que a minha definição sobre depressão, embora literária, mantenho-a firmemente, embora não seja bem uma definição, mas a essência do suporte sintomático que garante o diagnóstico: a mais completa incapacidade de sentir qualquer prazer - isto para mim é a depressão.
Já não tenho mais qualquer dúvida sobre a sinonímia entre melancolia e depressão, discordando do Scliar: é que um dos mais monumentais versos do meu poeta preferido, Augusto dos Anjos, trata da questão: "Melancolia, estende-me tua asa/ és a árvore em que devo reclinar-me/ e se algum dia o prazer vier procurar-me/ dize a este monstro que fugi de casa".
No tempo de Augusto dos Anjos, não existia a palavra depressão para o sentido que se dá a ela hoje.
Mas existia a doença. Que se caracteriza também pela fuga total da sociabilidade, pela renúncia ou rejeição a qualquer ambiente agradável. Parece ser claro que melancolia e depressão tendem a ser a mesma coisa.
Já a tristeza continua se diferenciando da depressão pelo fato de que quem sente tristeza está "chateado", mas segue em frente.
Enquanto o deprimido estaca, nada o demove a seguir o caminho. E não raro vai além de estacionar e passa a caminhar para trás.
O triste é por alguma forma um enlutado, tem consciência de que seu mal pode findar, até pelo esquecimento.
Já o deprimido não acredita em mais nada, como diz o Vitor Rodrigues, quando tentamos alegrá-lo, levá-lo para locais de lazer ou insistir que ele se ajude, aumentamos seu mal-estar e causamos-lhe irritação.
O triste vai até a bilheteria da gare e adquire passagem para a felicidade.
O deprimido - ou melancólico - se recusa terminantemente a embarcar no trem.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
07/04/2003
Heranças dilapidadas
A desonestidade intelectual toma várias formas e uma muito atual é a caracterização de críticas à política de Israel na Palestina como anti-semitismo, apesar da oposição a Sharon e ao que ele representa ser compartilhada por boa parte da comunidade judaica dentro e fora de Israel. Ser contra a direita israelense no poder e sua posição intransigente em questões como a dos assentamentos em território ocupado e a criação de um estado palestino é, de acordo com a simplificação desonesta, ser a favor da intransigência, e do terror, do outro lado.
Quando anti-semitas mesmo são os que parecem querer validar, na sua justificativa da política de ocupação, os piores mitos criados sobre os judeus pelo imaginário ocidental - como a crueldade e a soberba racial - e virar as costas para a longa e admirável tradição humanista e democrática do seu povo. A insegurança explica a escolha de Sharon por eleitores que o consideram um mal, ou um mau, necessário, além dos que o elegeriam de qualquer maneira, mas seus métodos aumentaram a vulnerabilidade de Israel em vez de diminuí-la. Este é um caso em que para defender um Estado, se destrói a herança moral que o construiu.
Faz tão pouco sentido ser antiamericano quanto ser anti-semita. Como é possível ser "anti" uma nação ou uma etnia inteira, a não ser sucumbindo-se à burrice na sua forma mais irrecorrível? O caso dos Estados Unidos também é o de uma herança admirável administrada por quem não a compreendeu. O que os americanos têm de excepcional no melhor sentido - seu passado como um laboratório de experimentação social para o resto do mundo, a começar pelo protopacto republicano que inspirou todas as revoluções libertárias modernas, e de vanguardismo científico e cultural - está sendo pervertido por um sentido deturpado de excepcionalidade, ou de isenção das regras do mundo.
É essa idéia de excepcionalidade que está no comando do país, tomara que de passagem. A invasão do Iraque tem por trás toda uma formatação hegemonista neoconservadora que foi urdida muito antes dos atentados de 11/9, enquanto o Reagan dormia na presidência, e tomou posse efetiva com o segundo Bush: nunca um desastre teve um pedigree teórico tão evidente. E também neste caso tenta-se confundir oposição a uma ideologia com preconceito primário, dizendo que quem não é pelos americanos é pelo terror, quem não é pelo Bush é pelo Saddam. Meu único preconceito é contra a morte.
Posted
8:26 AM
by Cassiano Leonel Drum
Conflito
Milhares de mortos no cerco a Bagdá
Uma série de combates na cidade durante o fim de semana matou pelo menos 3 mil iraquianos. Saddam Hussein voltou a clamar por resistência, enquanto o primeiro avião cargueiro dos EUA pousava no aeroporto de Bagdá. A capital iraquiana está agora cercada por todos os lados
Precedidos por bombardeio, soldados dos EUA avançam por ruas de um subúrbio de Bagdá (foto Laurent Rebours, AP/ZH)
Domingo, Abril 06, 2003
Posted
9:02 PM
by Cassiano Leonel Drum
Duas coisas são necessárias a um herói: uma espada e uma harpa. Na história de Tristão vimos que ele necessitou da espada para a batalha, primeiro com o cruel Duque Morgan, depois com o brutal Morholt. A espada simboliza o uso drástico e agressivo do poder masculino. Com a espada, o herói assume o controle da situação, posiciona-se firmemente, derrota o adversário. A nível mental, a espada é o intelecto discriminador, que divide e analisa. Em sentido figurado, ela ¿corta¿ em pedaços os problemas e as idéias para compreendê-los; é a faculdade lógica, crítica da mente.
Todos nós necessitamos do poder da espada. Existem ocasiões em que precisamos ser lógicos e analíticos. Ás vezes precisamos nos posicionar com firmeza, mas também existem ocasiões em que nem a lógica nem a força nos podem ajudar; é então que precisamos recorrer à harpa.
Para ser completo, o herói necessita ter as duas coisas, pois sem a espada a harpa se torna ineficaz e sem a harpa, a espada fica reduzida à força bruta, egoísta. As pessoas confundem esses dois poderes nos seus relacionamentos, mais do que em qualquer outra área da vida humana. Freqüentemente, vemos um homem e uma mulher tentando ¿por as coisas em ordem¿ e para isso discutem, criticando-se mutuamente, falando sobre lógica, descobrindo contradições nas argumentações contrárias, discutindo detalhes. Depois ainda se perguntam porque o sentimento desapareceu de seu casamento ou das ocasiões que passam juntos! As negociações desse tipo são sempre atividades da ¿espada¿; as pessoas não estão convesando,estão se digladiando.
A espada não é capaz de construir relacionamentos; ela não pode resolver coisa alguma, não pode unir as coisas; ela só consegue rasgar. Se você quiser ¿juntar os pedaços¿ e construir um bom relacionamento, então vai precisar aprender a usar a linguagem da harpa.Você precisa dar segurança à outra pessoa, expressar seu amor, seus sentimentos e sua dedicação.esta é uma lei absoluta: a espada fere e separa; a harpa une e cicatriza.
Lendo assim parece fácil, na prática as uniões findam-se todos os dias.
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8:58 PM
by Cassiano Leonel Drum
Aos meus amigos
Se tivesse milhões de amigos, pediria a cada um deles uma moeda e seria milionário.
Se tivesse 500 mil amigos, pediria para unirmos nossas mãos e abraçaríamos o país.
Se tivesse 200 mil amigos, fundaria uma cidade onde todos me saudariam com um sorriso.
Se tivesse 50 mil amigos, a empresa telefônica ficaria congestionada a cada dia do meu aniversário.
Se tivesse 10 mil amigos, adoraria ser padrinho de 10 mil crianças.
Se tivesse 1000 amigos, meus dias precisariam de mais horas para poder saudar a todos.
Se tivesse 10 amigos, minha mãe teria 10 filhos mais. Se tivesse 5 amigos, teria 5 irmãos para me ajudar. Se tivesse 2 amigos, seria 2 vezes mais feliz.
Porém, se tiver 1 só amigo verdadeiro, não preciso ter mais nenhum.
O valor de uma amizade é superior a qualquer preço.
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7:43 PM
by Cassiano Leonel Drum
Mensagem de minha alma
A menos que esteja muito enganado, mas é quase certo que, pelo caminho do tempo, impressões deixei e outras recebi...Laços de Amor e amizade que jamais se apagarão assim como as estrelas brilham em meu firmamento e reconheço o brilho e a energia de cada uma, bem como a vibração de Amor que emitem. Na minha consciência, essas energias descem em forma de sentimento profundo, de sintonia perfeita.
Laços fortes nos unem à cada uma delas e, a partir da integração interna e externa, a própria Creação nos aproxima de cada estrela de nosso firmamento. O reencontro é inevitável para todos aqueles que juntos trabalharam, amaram, cresceram, vida após vida..... e o futuro será de intensas alegrias para os que trilham o caminho de volta.
Magnânimo e infinito é o Amor que carrego e sinto por cada uma de minhas estrelas e a elas envio, constantemente, a energia de Luz e Amor, como um telégrafo eterno.... chamando.....chamando..... até que o momento certo chegue e eu possa sentir a vibração que, como um imã, me atrairá para cada uma delas que estiverem no plano físico já que, em nível de alma, interligadas estamos com o TODO. Nunca deixe que sua personalidade dificulte as coisas.
A sinceridade dos bons sentimentos não magoa nem corrompe ninguém. Portanto, falemos sempre o que sentimos, sem medo do ridículo ou da rejeição, pois não há um ser humano que rejeite o Verdadeiro Amor Cósmico do coração que é doado com o carinho de irmão, que não prende e nem cobra nada. Esse Amor é aceito por todos os corações.Tenhamos sim, medo da maledicência e do ódio que possa vir a sentir por alguém, mas do Amor não.
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7:38 PM
by Cassiano Leonel Drum
Como hoje é domingo, a razão insiste em que eu deva estudar e ler minhas matérias da semana. Mas há alguma coisa que insiste que por ser domingo eu devo me por quieto em algum lugar com algum controle na mão. E o coração que não se engana mas que nada apita, apenas repete que em nada do que estou fazendo há emoção e que por isso ele não está nem aí. Até a corrida de fórmula 1 que poderia trazer alguma sensação e razão maior para este domingo que passa, acabou sem graça porque o Rubinho quebrou outra vez, e logo aqui na terra dele.
Os times gaúchos já jogaram ontem, então o futebol também está sem emoção. Na televisão por mais que troque de canal a programação de domingo, raramente é a que nós esperamos e desejamos. Na Internet, as noticias são sempre iguais. Abro um ou outro blog mas no fim de semana muitos mantém os mesmos posts. Então poderia sair, passear, mas rodar sem destino e andar a esmo também não é uma saída. Assim escrevo para registrar isso que sinto. Este sentimento desta tarde que é apenas de vida, mas não de viver.
Poderia ir ao cinema, e há tantos filmes ainda que gostaria de ver. Também há os DVD¿s retirados e não vistos, como aliás em outros tantos fins de semana. Há a agenda para atualizar, o exame ergonométrico por marcar e os exames clínicos para buscar no laboratório. Depois marcar nova consulta para apresentar os mesmos e saber se tudo está e continua bem como é feito em todos os anos.
Ai olho na estante para verificar algum título que me inspire e me dê, de certa forma algum prazer. Mas nenhum autor, nenhum título por assim dizer me inspira a uma leitura mais pormenorizada. Acredito mesmo que aqueles que tratam de auto-ajuda é dos quais eu esteja precisando. Pois os que tratam de amor, vão me fazer ficar tentando teorizá-lo. E não quero isso hoje. Precisava mesmo era sabê-lo, vivenciá-lo em sua plenitude. E só de imaginar sei o quanto seria lindo.
Enfim é domingo outra vez. E como hoje é domingo....
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