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Voces encontrarão aqui muitas figuras construidas em Flash, Fireworks, Swift3D e outros aplicativos. Comentários de Livros, revistas e de jornais que já li e que por julgá-los interessantes postarei aqui, espero, todos os dias para que você sempre tenha algo que lhe facilite no seu dia a dia ou nas suas atividades. Se ele cumprir parte desses objetivos, estarei feliz por ter podido repartir essas conquistas.
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Sábado, Maio 03, 2003
Posted
9:09 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ameaça
Adriana Falcão
Como tinha certeza absoluta de que ia ficar doida de uma hora para outra, só não sabia exatamente quando, dona Emiliana se tornou vigia dela própria.
Nome completo, endereço, telefone, número da carteira de identidade, CPF, filiação, data de nascimento dos filhos, a capital do Acre, a seleção de 70, o plural de bem-me-quer, a letra do Hino Nacional, tudo certo? Tudo. Ufa!
Ainda estava completamente lúcida.
Então não podia perder tempo.
Melhor lavar logo essa louça ou eu não vou ter sossego, quando endoidar, só de pensar que deixei a cozinha nesse estado.
E lavava logo a louça.
E aí varria a sala.
Não podia ver camisa com botão faltando.
Jamais deixava faltar açúcar.
Botava o leite do gato.
Adiantava o almoço de amanhã, sabe Deus?, para ninguém dizer que ela fez o desaforo de deixar os outros com fome.
Antes de dormir, anotava as coisas pendentes numa lista, para o caso de o juízo aproveitar para escapar durante o sono.
Quando acordava, de manhãzinha, sempre pensava: "É hoje".
E a sensação "daqui a pouco eu fico doida" a acompanhava o dia inteiro como uma presença quase viva, uma amiga, ou inimiga, um aviso, uma ameaça.
Para ela, as horas não passavam.
Eram vencidas.
Vitória conseguida graças à novena para Santo Expedito que já durava bem uns dez anos, sem falar no esforço pessoal que ela fazia para conservar a sanidade mental em perfeito estado, apesar da doidice ali por perto, rondando, esperando só uma chance para se instalar na cabeça dela.
Todo cuidado era pouco.
Dona Emiliana ainda tinha muito que fazer antes de ficar doida:
1 Comprar um fogão novo, daqueles que acendem sem fósforo.
2 Trocar a cortina do quarto.
3 Consertar o abajur da sala.
4 Assistir ao final da novela.
5 Ajeitar a vida dos meninos.
6 Ver Ana Emília vestida de noiva.
7 Ser avó.
8 Presenciar a formatura dos netos.
9 Conhecer a Espanha.
10 Aprender a tirar raiz quadrada.
E, se a lista diminuía, em seguida aumentava de novo, pois imagine se ela lá era burra de deixar tempo ocioso ou espaço vazio para coisa traiçoeira como doidice, que quando chega geralmente não avisa antes.
Por via das dúvidas, foi inventando de tudo para ocupar o pensamento nas horas vagas: decorava os livros da estante, todos em ordem alfabética, assistia a filmes de suspense só para descobrir o assassino, estudava qualquer tema relacionado aos batráquios, dava voltas no quarteirão enquanto exercitava o raciocínio: 194 vezes 321, mais 115, dividido por 97,5.
O pessoal da família estava mais do que acostumado a ver dona Emiliana correndo de um lado para outro para distrair o daqui a pouco.
Já o resto do povo comentava freqüentemente: "Essa mulher é doida", uma enorme desconsideração justo com ela, pessoa tão cuidadosa em assuntos como esse.
Posted
5:06 PM
by Cassiano Leonel Drum
Não são dos bancários, são representantes dos bancos é bom deixar bem claro para que não haja confusão. Boa leitura, quando folhear todo o jronal e se tiver algo maisrelevante volto a colocar aqui para voces. E o programa para o sábado a noite já está organizadinho, pronto para ser colocado na prática? Sucesso, então na sua implementação.
Mercado Financeiro
Bancos têm novos representantes
Flávio do Couto e Silva, diretor jurídico do Banco Matone, foi eleito presidente da Associação e do Sindicato dos Bancos do Rio Grande do Sul. As eleições ocorreram semana passada.
Na associação, o primeiro vice-presidente é Fernando Guerreiro Lemos, e o segundo, Roberto Barbarini, presidente do Banrisul e do Banco do Bradesco, respectivamente.
No sindicato, Couto e Silva terá como vice-presidentes Fernando Guerreiro de Lemos, Airton Luis Rohde, do Banco John Deere, e Igor Bücker, do Banco A.J.Renner.
Posted
4:59 PM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
04/05/2003
O mistério da beleza
Não se sabe por que mistério a região noroeste do Rio Grande do Sul produz as mulheres mais bonitas do mundo.
Gisele Bündchen é de Horizontina, ela é hoje disparado a maior top-model do mundo.
Anteontem eu vi uma reportagem no Jornal do Almoço que mostrou uma equipe européia de caçadores de beleza embrenhando-se pelo município de Maurício Cardoso e descobrindo uma menina de 14 anos, Graciela Mendes, a quem querem produzir também como pérola da beleza para as passarelas do mundo.
Graciela me pareceu uma menina normal, uma aldeã que mora numa habitação prosaica, quase um barraco, mas guarda uma energia potencial de beleza que parece ser característica telúrica do Rio Grande de Sul, não sei se são os ares daqui ou cultura alimentar dos gaúchos que forjam a formosura das nossas garotas.
Algo assim como o talento dos jogadores de futebol do Brasil, que os tornam ímpares no mundo.
Mas o que os especialistas internacionais de beleza viram nesta simples e modesta menina de Maurício Cardoso, além da simpatia e do viço que a tornam igual a milhões de outras garotas brasileiras e do mundo?
Eles já se aprestam em corrigir defeitos em sua dentadura que a nós, leigos, são imperceptíveis.
Vão também com uma cirurgia plástica aparar suas orelhas, conchas que eles acharam demasiadamente abertas e grandes para uma modelo.
Que misterioso encanto tem esta donzela que atraiu lá da Europa estes pesquisadores e de repente vão tornar esta menina pobre de Maurício Cardoso alvo dos holofotes suntuosos dos desfiles de moda mais sofisticados do planeta?
Serão seus pés? Será seu colo de gazela? Suas mãos de dedos finos e parelhos? Sua cintura de pilão, seu umbigo de morango?
Deve ser o conjunto da obra, que eles adivinham irão apaixonar as platéias de todo o mundo e os leitores das revistas mais consumidas.
O que intriga é que com afanosa freqüência vão surgindo a cada ano modelos femininos gaúchos que se destacam na arte da pose e do desfile, o primeiro requisito é ser gaúcha, a ponto de que as agências mais famosas de beleza, do centro do país e das capitais mundiais mais destacadas, dão preferência às nossas conterrâneas entre todas as garotas das diversas latitudes que as procuram.
Que mistério é este que faz da soja e das garotas belas os dois produtos mais atraentes do nosso Estado no mercado internacional?
Assim como a soja, a menina Graciela de Maurício Cardoso, com a correção de sua dentadura e do seu par de orelhas, será um produto transgênico pronto para ser devorado pelos olhos famintos de beleza de todo o mundo.
O que impressiona é que a Europa, com tantas loiras anglo-saxãs e escandinavas, venha de joelhos buscar aqui as nossas meninas da região noroeste do nosso Estado.
Será que o loiro das donzelas européias não contém para os olhos dos espectadores o louro fulvo das abelhas que fulge nos cabelos das moçoilas gaúchas.
Qual é o mistério desta formosura congênita? Será a gênese européia que veio melhor se caldear aqui na região meridional brasileira, no incesto do frio agudo com o calor vizinho dos trópicos?
E nós, pobres e incultos homens gaúchos, que até agora não nos tínhamos dado conta de que possuímos à nossa disposição, para namorar, noivar e casar as mulheres mais bonitas do mundo?
E quem achar aqui no Sul que a sua mulher não é lá essas coisas, como os experts internacionais de beleza estão afirmando, ofereça-lhe a recauchutagem de uma cirurgia plástica ou de uma correção dentária e verá que tem em seu poder e à sua mercê uma deusa decantada do Universo!
psantana.colunistas@zerohora.com.br
Posted
4:58 PM
by Cassiano Leonel Drum
Moacyr Scliar
04/05/2003
Cultura no banheiro
Foto(s): Arte/ZH
Na semana passada, falou-se muito sobre livros. Escritores e leitores deram depoimentos sobre seus hábitos de leitura mostrando que, aqueles que lêem, formam realmente uma irmandade. Mas houve uma lacuna. Ninguém falou de um dos lugares prediletos para leitura: o banheiro. Não, não se trata de costume estranho. Muita gente lê no banheiro, como por exemplo, Ernst Hemingway - na casa dele, preservada como museu, pode-se ver pilhas de livros ao lado do vaso.
Como médico, não posso recomendar esse hábito - está classicamente associado ao surgimento de hemorróidas - mas, como escritor, e leitor, tenho de reconhecer que o banheiro é um lugar privilegiado para a leitura. É quieto, tem privacidade, e dá para esquecer o tempo - a menos que haja alguém esperando para entrar (e, convenhamos, nada mais aflitivo para a pessoa que está apertada do que encontrar o banheiro trancado). E há grande interesse no assunto. Se vocês digitarem "Leitura no banheiro" na Internet, obterão 430 mil referências. Haja banheiro, portanto. E haja leitura.
O que ler no banheiro? A resposta mais óbvia é o jornal - aliás, bem pode ser que você esteja lendo este texto no WC. O que a mim não incomoda. Qualquer vaidade que eu pudesse ter a respeito, perdi-a há muito tempo. Havia um poema de banheiro que dizia, filosoficamente: "Neste recinto sagrado/ onde a vaidade se acaba/ todo covarde faz força/ todo valente se c...". Os anônimos escritores de banheiro, aliás, deveriam um dia ter sua chance. Noel Nutels, grande sanitarista e grande gozador, era um colecionador destes textos, e garantia que entre eles havia verdadeiras obras-primas.
Depois do jornal, temos as revistas. Velhas: revista em banheiro e em sala de espera tem de ser, no mínimo, do ano passado. Mas, como no caso do jornal, não se trata bem de informação, trata-se de distração. Agora: para quem quer uma leitura mais séria, só se pode recomendar o livro.
Não qualquer livro. Há obras contra-indicadas no banheiro. Poesia, por exemplo: é inefável demais. Textos longos, eruditos, também não servem. Ninguém lerá Marx no WC. A propósito, a elaboração de O Capital custou caro ao traseiro de Karl. Tendo de passar longos períodos sentado na biblioteca, acabou desenvolvendo, não hemorróidas, mas dolorosos furúnculos.
"O mundo pagará por meus furúnculos", dizia, meio brincando, meio falando sério. E, em certo sentido, o mundo pagou mesmo: a luta de classes, inspirada falsa ou legitimamente pelo marxismo, serviu de pretexto para a execução de muita gente.
Falando em Marx: seria só questão de tempo para que o mercado descobrisse uma maneira de compatibilizar leitura com banheiro. Nos Estados Unidos, numerosas empresas comercializam papel higiênico com texto impresso. O que, em primeiro lugar, representa um considerável avanço em relação ao costume, comum no Brasil, de usar jornal para este fim. É uma desconsideração para com os jornalistas, e é desconfortável. Jornal não foi feito para isso. Além de soltar tinta, não é macio (e maciez é a coisa mais valorizada em propaganda de papel higiênico).
Depois é uma forma original, ainda que estranha, de divulgar a cultura. Estranhos, aliás, são os títulos de algumas destas obras - uma delas é um conto intitulado There's a snake in the toilet, há uma cobra no banheiro, o que não contribui muito para a tranqüilidade do leitor sentado no vaso.
Escrever para papel higiênico deve ser, antes de tudo, uma arte. Uma arte de síntese, em primeiro lugar. Além da limitação do tempo de leitura, que pode haver em alguns casos, existe o problema do gasto de papel, que é barato, mas não tanto - os fabricantes já chegaram a reduzir a metragem para manter o preço.
A arte de escrever em papel higiênico tem raízes no passado. Afinal, foi como rolo que o livro começou. Certo, era rolo de pergaminho (duvido que alguém usasse aquilo como se usou o jornal), mas não deixava de ter sua praticidade, tanto que a leitura na tela do computador obedece ao mesmo princípio.
Se esta arte tem passado, certamente terá futuro. Muitos dizem que as bibliotecas desaparecerão. Mas o banheiro, sem dúvida, persistirá. E enquanto estiver aí, haverá esperança para a literatura de banheiro. Hemingway gostaria desta.
scliar@zerohora.com.br
Posted
4:56 PM
by Cassiano Leonel Drum
Martha Medeiros
04/05/2003
Mulheres que amam demais
De tempos em tempos surgem novos agrupamentos de pessoas que sofrem de uma mesma síndrome. Já houve os compulsivos por sexo, agora estão em evidência as mulheres que amam demais, que possuem até associações e grupos de encontros - MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) - para tentar resolver o problema.
Amar demais é ruim? Acho que o amor não tem medida, não tem limite e nunca é ruim. A síndrome está mal batizada: deveria ser chamada de "Mulheres que se Amam Pouco". Porque se a gente está sufocando o outro é porque está sobrando pouco afeto pra nós mesmos.
Qualquer relação de dependência crônica é doentia. É caso para tratamento, e também para reflexão. Como pode alguém sentir um ciúme paralisante, que a impede de viver sua própria vida? Como podemos querer controlar a vida do outro se não conseguimos controlar nem mesmo nossa própria ansiedade? Acho que nada disso tem a ver com amar demais, e sim com amar de menos. São pessoas com baixa auto-estima. Sem se gostar, a gente se sente um trapo, e o amor que sentem por nós é sempre insuficiente.
Não sei como o problema começa, mas outro dia, lendo uma matéria voltada, para adolescentes, descobri como ele se incrementa. A reportagem era delicadamente intitulada "Como descobrir se você é chifrada".
E dava as seguintes sugestões para as garotas: seguir o namorado quando ele sair sozinho, criar um nome fictício no hotmail e se corresponder pela Internet com o namorado anonimamaente, dizer para o melhor amigo do namorado que ele admitiu que a traía para ver se o amigo confirma, fazer-se de amiga da ex-namorada dele para ver se ela conta coisas sobre o seu passado, e por aí vai.
Ou seja, um manual de como ser manipuladora, mentirosa e invasiva. Estas garotas amanhã serão as esposas que xeretam bolsos e colarinhos, e que integrarão o grupo das que "amam demais".
Respeito deficiências psicológicas, que aliás todos temos, mas não passo a mão na cabeça de ninguém quando a doença passa a se chamar burrice. E também não vou dizer que a maturidade cura tudo porque não cura. É possível ter auto-estima aos 16 anos e não tê-la nunca, nem aos 70 anos. O que fazer para controlar essa esquizofrenia emocional?
Tratar-se e não seguir esses comportamentos padrões divulgados por revistas e novelas. O amor não precisa ser sempre difícil, caótico e doentio. Muitas mulheres intitulam-se vítimas do amor e sentem com isso um prazer secreto. Relacionamentos fáceis não lhes interessam, relacionamentos fáceis não têm graça, não geram poemas nem piedade. Então sofrem. Mas não venham dizer que amam demais. Amam errado.
martha.medeiros@zerohora.com.br
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4:55 PM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
04/05/2003
Sinais e ruídos
Confesso que tenho uma certa implicância com as pessoas que fazem aspas com os dedos. Você as conhece: quando querem mostrar que uma palavra da frase que estão dizendo deve ser entendida como sendo entre aspas, levantam as mãos e imitam o sinal gráfico com dois dedos de cada mão, um par de aspas gestuais em cada ponta da palavra dita, que paira, invisivelmente, a sua frente.
Muitas vezes sacodem os dedos para enfatizar as aspas. As que sacodem os dedos são as piores. Mas já me disseram que o hábito é uma apropriação de sinais escritos pela fala que pode ser a precursora de outras formas de integração das duas linguagens. Por exemplo: três estocadas do dedo indicador no ar no fim de uma frase, significando reticências, ou uma rápida meia-lua com o dedo, talvez acompanhada de um ruído qualquer, como "suish", para mostrar onde entrou uma vírgula. Estocada e "suish", ponto e vírgula.
Um golpe horizontal com a mão espalmada significaria travessão, o mesmo golpe mais curto significaria hífen e um decidido golpe de cima para baixo, na diagonal, acabaria com qualquer dúvida sobre se aquele "a" falado é com crase ou não. Além de gestos, as pessoas podem usar o tom de voz ou a postura do corpo para transmitir como seria a palavra se, em vez de dita, ela fosse escrita: um tom soturno denotaria uma palavra em negrito, uma inclinação do corpo indicaria que a palavra é em grifo, ou itálico. Etcetera, etcetera.
Dizem que o homem é o único animal que fala pela mesma razão que é o único animal que se engasga. Algo a ver com a localização da laringe. Ou é da faringe? Enfim, algo no homem lhe dá o dom da expressão verbal que nenhum bicho tem, mas os bichos, em compensação, nunca se vêem na situação embaraçosa de dizer o que não deviam ou se engasgar na mesa.
O fato também sugere uma questão: foi a necessidade que o homem - ou, mais provavelmente, a mulher - sentiu de falar que determinou a eventual localização privilegiada da laringe, ou foi o acaso da laringe humana evoluir como evoluiu que determinou a fala? Sabe-se que a vida surgiu na Terra porque a combinação de condições - a nossa distância do Sol e a relação dos elementos na nossa sopa primeva - eram as ideais para haver vida.
Isto foi um acaso que só aconteceu aqui e todo o resto do Universo é apenas um bonito cenário de fundo para a nossa excepcionalidade, ou o acaso se repetiu em várias galáxias? O ser humano desenvolveu a fala por um acidente anatômico e assim virou gente ou a linguagem foi uma etapa lógica da sua evolução, porque para ser gente só faltava falar?
O próprio Darwin chegou a especular que a fala começou como pantomima, com os órgãos vocais inconscientemente tentando imitar os gestos das mãos. O que, de certa maneira, redime as aspas com os dedos, pois as aspas seriam anteriores à fala e não uma irritante novidade.
A linguagem oral teria se desenvolvido porque, antes da invenção do fogo, a linguagem gestual não era vista no escuro, e as pessoas, ou as pré-pessoas, não podiam se comunicar. A linguagem é filha da noite! Teorias estranhas sobre a origem da linguagem não faltavam. No século 17, um filólogo sueco afirmou com certeza que no Jardim do Éden Deus falava sueco, Adão falava dinamarquês e a serpente falava francês. Sempre a má-vontade com os franceses.
Na sua infância - a palavra "infância", por sinal, vem do latim "incapacidade de falar" - a humanidade não produzia palavras, mas certamente produzia sons, e uma das teorias sobre o nascimento de fonemas é que o ser humano teria começado a imitar os sons dos animais para identificá-los e que esta foi a última vez em que o mundo teve uma linguagem comum. Foi chamada de "teoria bow wow", e o nome já a desmentia, pois "bow wow" é como latem os cachorros anglo-saxões, enquanto os luso-brasileiros fazem "au-au" e os japoneses, segundo os japoneses, "bau-bau".
A única linguagem comum a toda a humanidade é a dos ruídos involuntários do nosso corpo, e o mundo, ou pelo menos a diplomacia, estaria em melhor estado se tivéssemos desenvolvido a capacidade de nos expressar com eles. Toda a espécie humana espirra e tosse da mesma maneira, não há como variar a pronúncia de um arroto e nada simboliza melhor a nossa igualdade intrínseca do que o pum, que todos dão da mesma maneira, não importa o que digam do pum alemão. Reuniões internacionais em que a comunicação se desse por meio dos nossos ruídos elementares certamente acabariam em entendimento e paz. E sem a necessidade de intérpretes.
Porque a verdade é que quando hoje se fala na linguagem humana como o que nos fez superiores aos animais e nos trouxe a civilização, esse "superior" e essa "civilização" são entre aspas.
Posted
4:54 PM
by Cassiano Leonel Drum
Meus leitores: Como Zero Hora de domingo já circula sábado aqui em Portinho, e eles também, até por justiça, já colocam on line no sábado as matérias a seguir e daqui para cima já são do domingo dia 04 de maio de 2003. Portanto não se surpreendam com a data. Estou apenas antecipando a postagem de todas as manhãs para voces.
Retratos da guerra brasileira
Os enviados especiais de ZH ao Rio acompanharam chacinas, perseguições e ocupações de favelas na mais cruenta batalha urbana do país, na semana em que o ex-governador Garotinho deu início a nova estratégia de combate ao narcoterror (foto Ronaldo Bernardi/ZH)
Posted
4:20 PM
by Cassiano Leonel Drum
Homem feminino
Já imaginou a reação das tietes se um dia Fábio Assunção acordasse mulher? O fotógrafo Jorge Bispo, sim. Ele fotografou o galã maquiado e de vestido cor-de-rosa, para a edição de dois anos da revista TPM, que chega às bancas esta semana. Bem à vontade, o ator global disse que, se acontecesse mesmo essa história maluca, teria de trocar todo o seu guarda-roupa. Não é uma idéia que me cai bem. Ser mulher dá muito trabalho!, comenta. Casado com a produtora Priscila Borgonovi e pai de um bebê de três meses, Assunção afirma que o único homem que pensaria em beijar seria o guerrilheiro Ernesto Che Guevara .
Miss Brasil já foi Rainha do Milho
Acusada de conquistar o título de Miss Brasil 2003 por meio de fraude, Gislaine Ferreira, 19 anos, não perde a majestade. Nascida em Minas Gerais, ela se inscreveu pelo Estado do Tocantins e emagreceu sete quilos para encarar a disputa. Com rosto de boneca e silhueta mignon 1,73m, 56 quilos, 90 cm de busto, 61 cm de cintura e 90 cm de quadris, Gislaine diz que venceu por mérito. Participo de concursos de beleza desde a adolescência: já fui Rainha Estudantil, Rainha do Milho e Miss Patos de Minas, enumera. Ah, o pai dela tem fazendas em Palmas, TO.
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10:24 AM
by Cassiano Leonel Drum
Está tudo errado
Um terapeuta faz sucesso ao pregar que os meninos devem ser educados de modo diferente do das meninas
Anna Paula Buchalla
O terapeuta familiar Steve Biddulph é extremamente popular na Austrália, país onde mora desde a adolescência, quando deixou a Inglaterra. Sua fama ganhou o mundo com o manual de auto-ajuda Criando Meninos. Ao todo, foram mais de 2 milhões de cópias vendidas. No Brasil, o livro atingiu a marca de 30.000 exemplares e está na lista de VEJA. A editora Fundamento, que publica os livros de Biddulph no país, acaba de lançar mais quatro títulos do autor. Entre eles, outro best-seller: O Segredo das Crianças Felizes. Juntos, seus cinco livros já somaram 11 milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo. Biddulph se tornou um sucesso, entre outros motivos, porque diz a pais e mães que meninos e meninas precisam ser criados de forma diferente, seja em casa ou na escola. É uma ducha de água fria na psicopedagogia moderna, que, desde os anos 60, martela a idéia de que as crianças dos dois sexos devem ter uma educação absolutamente igual. A maior diferença, enfatiza Biddulph, está no processo de desenvolvimento cerebral. No caso dos meninos, ele é mais lento, especialmente no que se refere à verbalização e à habilidade manual. Quando entra na escola, boa parte dos meninos apresenta-se defasada em até um ano em relação às meninas. Por esse motivo, o autor sugere que deveria ser considerada a hipótese de atrasar o ingresso dos garotos na 1ª série.
Criando Meninos parte do princípio de que, se o mundo precisa de homens melhores, é bom que se comece a tratar os meninos com mais compreensão e atenção. O livro avança em temas como os efeitos da testosterona no comportamento dos garotos e a descoberta da masculinidade. Aqui, Biddulph é incisivo: defende a importância de uma presença masculina forte e exemplar na vida dos meninos e afirma que os pais erram ao esperar dos pequenos que eles se tornem homens sozinhos. Pior do que isso, muitos estimulam seus filhos a adotar comportamentos grosseiros, como se isso fosse sinônimo de virilidade. É como se, ao educar um menino para ser gentil, o pai estivesse ferindo os princípios da masculinidade. "Os equívocos cometidos por pais e educadores são tão grandes que já se refletem em aspectos bem concretos", disse Biddulph a VEJA. Para o autor, os erros na formação dos garotos resultam em adultos inseguros emocionalmente e frustrados do ponto de vista profissional. "Os meninos, enfim, estão sendo criados para ser simplesmente máquinas de fazer dinheiro ou estúpidos bebedores de cerveja", resume.
ELAS E ELES
Priscila Prade
Pedro Rubens
Quando entram na escola, muitos meninos estão até um ano atrás das meninas no que se refere ao desenvolvimento das habilidades manuais e de expressão verbal. Segundo Steve Biddulph, o ideal é que os pais discutam com os professores da pré-escola se o seu filho deveria esperar mais um ano antes de ingressar na 1ª série.
Como os meninos têm movimentos de sintonia fina menos desenvolvidos do que os das meninas, seus gestos tendem a ser bruscos. Brincadeiras corporais, como as de luta, os ajudam a adquirir autocontrole. É errado tentar aboli-las totalmente.
Enquanto as meninas vivem rodeadas por mulheres durante o crescimento, os meninos convivem pouco com os homens ¿ em geral, são eles que passam mais tempo longe de casa. A falta de referência masculina adulta pode prejudicar a sua formação. Estimule seu filho a passar mais tempo com tios e avôs.
Posted
10:20 AM
by Cassiano Leonel Drum
Trechos do livro Criando Meninos, de Steve Biddulph
Capítulo 2
OS TRÊS ESTÁGIOS DA INFÂNCIA
Os meninos não crescem todos de maneira suave e uniforme. Não basta dar cereais à vontade, camiseta limpa todo dia, para vê-los uma certa manhã acordarem homens feitos. Existe um programa a seguir. Qualquer um que conviva com meninos se surpreende com suas mudanças e com a variação de humor e energia que apresentam em ocasiões diferentes. A questão é entender o que fazer - e quando.
Felizmente, os garotos estão por aí há muito tempo, e não somos os primeiros a lidar com eles. Todas as culturas do mundo enfrentaram o desafio de educar meninos, e cada uma encontrou suas soluções. Foi só nas últimas décadas, tão sacudidas pelas mudanças, que nós falhamos em adotar um plano de ação real para criar bem os nossos meninos. É que estávamos muito ocupados fazendo outras coisas!
Os três estágios da infância são atemporais e universais. Sempre que falo com pais sobre esses estágios, eles dizem "Está certo!", porque a tese combina com a experiência deles.
Uma visão rápida dos três estágios
1. O primeiro estágio vai do nascimento aos seis anos - período em que o menino pertence principalmente à mãe. Ele é o menino "dela", embora o pai possa exercer um papel muito importante. Durante esse estágio, a meta deve ser dar amor e segurança, e fazer com que a "ligação" do menino à vida seja uma experiência calorosa e acolhedora.
2. O segundo estágio inclui o período que vai dos seis aos catorze anos - quando o menino, num impulso que vem de dentro, começa a querer aprender a ser homem, e se volta cada vez mais para o pai, com quem procura partilhar interesses e atividades, embora a mãe continue muito envolvida e o mundo exterior também exerça atração. 0 objetivo desse estágio é criar competência e habilidade, desenvolvendo ao mesmo tempo afabilidade e bom humor para que ele se torne uma pessoa equilibrada. Esta é a idade em que o menino se sente seguro e feliz com sua masculinidade.
3. Finalmente, dos catorze anos à idade adulta - é o estágio em que o menino precisa de informação de mentores do sexo masculino para completar a jornada rumo à idade adulta. Mamãe e papai ficam um pouco de lado, mas devem cuidar para que bons mentores façam parte da vida de seu filho, senão, ele vai ter que contar com colegas despreparados para construir sua individualidade. 0 objetivo é adquirir habilidades, desenvolver responsabilidade e respeito próprio, fazendo parte, cada vez mais, a comunidade adulta.
Note bem: Esses estágios não indicam uma mudança brusca da figura da mãe para a figura do pai. A melhor situação é aquela em que pai e mãe se envolvem durante toda a infância e a adolescência. Os estágios indicam mudança na ênfase: o pai fica mais em evidência dos seis anos treze, e a importância dos mentores aumenta dos catorze em diante. Os pais devem sempre investigar a integridade dos mentores, procurar saber se são dignos de confiança.
Os três estágios nos mostram muito sobre o que fazer. Por exemplo: fica claro que os pais de meninos de seis a catorze anos não podem ser workaholics sempre ocupados com o trabalho, nem pessoas afastadas emocional ou fisicamente da família. Pais assim certamente prejudicariam seus meninos, embora a maior parte dos pais do século XX tenha agido desse modo - como muitos de nós sabemos por experiência própria.
Quando os nossos filhos estão lá pela metade da adolescência, os estágios nos dizem que precisamos buscar ajuda extra na comunidade -papel esse que costumava ser preenchido por parentes, por exemplo, tios e avós, ou pela relação entre mestre e aprendiz. Com muita freqüência, os jovens caem no mundo e não encontram ninguém que os apoiem então, passam a adolescência e o início da idade adulta em um perigoso estágio intermediário. Alguns simplesmente não crescem nunca.
É justo pensar que muitos problemas, especialmente de comportamento dos meninos na escola, acontecem porque não tínhamos conhecimento desses estágios e não oferecemos os componentes humanos adequados na época certa.
Os estágios são tão importantes que devemos estudá-los mais detalhadamente para decidir como agir em relação a eles. É o que vamos fazer.
Posted
9:56 AM
by Cassiano Leonel Drum
Poder total, completo e imediato
Superpotência é pouco: a fulminante vitória militar no Iraque, triunfalmente celebrada na quinta-feira pelo presidente George W. Bush em traje de piloto, comprovou que os Estados Unidos não têm adversários que sequer se aproximem em superioridade de sua máquina de guerra.
Nesta análise publicada no jornal The New York Times, o colunista Gregg Easterbrook faz um balanço impressionante da supremacia americana em todos os campos da atividade militar e do que isso significa.
Gregg Easterbrook
Aviões-robôs que enganam radares, munições inteligentes guiadas por GPS que atingem precisamente o alvo programado, bombas antitanque teleguiadas, informações transmitidas por satélite para indicar aos comandantes em campo a localização exata das próprias tropas e dos inimigos durante as batalhas as Forças Armadas americanas exibiram toda essa tecnologia de ponta, e mais ainda, na conquista-relâmpago do Iraque. Nenhum outro país do planeta pode ser remotamente comparado à máquina de guerra dos Estados Unidos. É o melhor Exército que jamais existiu, tanto em termos absolutos quanto em comparação com os de outras nações. Melhor do que a Wehrmacht de 1940, melhor do que as legiões no auge do Império Romano. No futuro previsível, nenhum país vai sequer tentar chegar perto do poderio americano.
Essa constatação tem um significado importante: a corrida armamentista acabou, e quem ganhou foram os Estados Unidos. Outros países não se animam a reavivar a competição porque estão tão defasados que não teriam chance nem de entrar na briga. O fato é que a corrida armamentista entre as grandes potências, disputada durante séculos, chegou ao fim depois que o resto do mundo se curvou à vitória americana.
Neste momento, apenas um país dotado de armas nucleares, talvez a Coréia do Norte, tem condições de exercer algum tipo de pressão militar sobre o vencedor. Paradoxalmente, a fulminante vitória americana na corrida armamentista convencional pode provocar um novo surto de proliferação de armas nucleares. Sem nenhuma possibilidade de enfrentar os Estados Unidos na base do avião contra avião, aos países que buscam algum tipo de elemento dissuasório só restaria recorrer às armas atômicas.
Foi provavelmente devido à convicção de que não há como resistir ao poderio convencional americano que a Coréia do Norte anunciou duas semanas atrás que tem a bomba atômica. Caso o precedente se confirme, reforçando a impressão de que a Coréia do Norte se tornou imune a um ataque americano por contar com algum tipo de munição nuclear, outros países ¿ e o Irã é um candidato óbvio podem renovar os esforços destinados a obter esse tipo de armamento.
É impossível exagerar a superioridade militar americana. Durante a guerra ao Iraque, os Estados Unidos enviaram cinco de seus nove superporta-aviões para a região. Mais um deles, o décimo, está sendo construído. Nenhum outro país do planeta possui sequer um superporta-aviões, muito menos nove desses grupos de combate naval, acompanhados por cruzadores e escoltados por submarinos nucleares. A Rússia tem um porta-aviões moderno, o Almirante Kuznetsov, mas ele tem cerca de metade do tamanho do equivalente americano e tantos problemas operacionais que raramente deixa o porto. A Marinha da antiga União Soviética chegou a fazer estudos preliminares sobre um superporta-aviões, mas abandonou o projeto em 1992. Inglaterra e França têm somente porta-aviões, poucos e pequenos. E a China desistiu de construir um no ano passado.
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9:53 AM
by Cassiano Leonel Drum
Além disso, qualquer tentativa de construir uma frota naval que ameaçasse o Pentágono seria inútil, pois, em caso de conflito, acabaria afundada nos primeiros cinco minutos pelos submarinos de combate americanos. Sabendo disso, todos os outros países cederam aos Estados Unidos o domínio dos mares, motivo pelo qual as forças navais americanas podem navegar por onde bem entenderem. A corrida armamentista entre as marinhas de guerra, que durante séculos foi pedra fundamental na estratégia das grandes potências, é coisa do passado.
O poderio aéreo americano é igualmente incomparável. Os Estados Unidos têm mais caças e bombardeiros avançados do que todos os outros países do mundo juntos. Têm ainda três tipos de aviões "invisíveis" (os bombardeiros B-1 e B-2 e os caças F-117), além de outros dois modelos de caça, o F-22 e o F-35, esperando verba para entrar na linha de produção. No resto do mundo, nenhuma nação possui um único caça invisível. Alguns poucos países têm uma pequena quantidade de bombardeiros pesados. Mas os Estados Unidos têm esquadrilhas inteiras compostas dessas aeronaves de combate. Graças à frota de aviões de abastecimento, os bombardeiros americanos podem operar em qualquer lugar do mundo. Nenhuma nação tem algo que se compare ao avião-radar AWAC, que colhe imagens detalhadas do espaço aéreo em áreas conflagradas, ou ao novíssimo JSTARS, que rastreia o solo.
Nenhuma nação tem mísseis e bombas inteligentes com a mesma qualidade, nem na mesma quantidade, que os Estados Unidos. Uma demonstração dessa superioridade foi dada no mês passado, durante a segunda tentativa de assassinar Saddam Hussein. Passaram-se apenas doze minutos entre o momento em que um bombardeiro B-1 recebeu as coordenadas para atacar e o momento em que ele disparou quatro bombas inteligentes, programadas para cair a apenas 15 metros de distância uma da outra, com uma diferença de segundos. Todas acertaram os alvos.
A supremacia aérea americana é tanta que os adversários nem ousam levantar vôo. A Sérvia manteve seus aviões em terra durante o conflito de Kosovo, em 1999. Na guerra contra o Iraque, nenhum caça iraquiano saiu do solo para enfrentar o ataque dos Estados Unidos. Todos os governos do mundo sabem que, se tentarem enviar um único caça contra os americanos, seus aviões serão reduzidos a cacos antes mesmo de recolherem os trens de aterrissagem. A corrida armamentista aérea, tão relevante nos últimos cinqüenta anos, acabou.
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9:52 AM
by Cassiano Leonel Drum
As forças terrestres americanas têm um adversário em potencial a China, com seu grande Exército. Mas nada que signifique que a corrida armamentista em terra também não tenha acabado. Os Estados Unidos dispõem agora de 9.000 tanques M1 Abrams, a maior força blindada do mundo. Os canhões e o sistema de controle de artilharia do Abrams são tão extraordinariamente precisos que, em combate, destroem um tanque inimigo com um único disparo. Nenhuma nação produz nem planeja produzir no momento um equipamento dessa magnitude. Todas sabem que seria um gasto inútil. Mesmo que tivessem tanques mais avançados, os Estados Unidos os destruiriam pelo ar.
A supremacia em matéria de eletrônica também é enorme. Na guerra contra o Iraque, grande parte dos alvos foi "marcada" com o uso de aviões não tripulados, pilotados por controle remoto, como o Global Hawk que voa a 18.000 metros, muito acima do raio de ação das baterias antiaéreas. Além disso, os sensores do Global Hawk são tão sofisticados e seu equipamento de comunicação é tão avançado que deve levar uma década até que outro país desenvolva um equipamento similar e, até lá, os Estados Unidos terão aviões muito superiores nos campos de batalha.
Segundo a revista do The New York Times informou recentemente, os Estados Unidos estão desenvolvendo um modelo de caça não tripulado, operado por controle remoto e quase impossível de ser derrubado, a um preço razoavelmente acessível. Também estão criando helicópteros não tripulados para ser despachados ao campo de batalha antes das tropas. Nenhum outro país chega perto do avanço tecnológico e do controle de dados desses armamentos. Durante anos, o Pentágono terá o monopólio em matéria de aviões de combate não tripulados. A corrida armamentista eletrônica deve ter algum tipo de continuidade porque desenvolver tecnologia nessa área é muito mais barato do que construir navios ou aviões. Mas os Estados Unidos estão tão à frente que dificilmente serão destronados.
Além disso, os Estados Unidos detêm uma esmagadora liderança no uso militar do espaço. O comando militar americano não só utiliza mais e melhores satélites que o resto do mundo combinado como as forças dos EUA começam a receber informações via satélite em larga escala. A importância desses sistemas na conquista-relâmpago do Iraque ainda está por ser reconhecida. A liderança americana nesse setor só irá crescer, pois a Força Aérea dispõe hoje do segundo maior orçamento espacial do mundo, perdendo apenas para o da Nasa.
Toda essa vasta supremacia militar foi obtida, em parte, por um motivo: dinheiro. No ano passado, os gastos militares americanos excederam os de todos os outros membros da Otan, da Rússia, da China, do Japão, do Iraque e da Coréia do Norte combinados, de acordo com o Centro de Informação de Defesa, um grupo de estudos independente. É mais uma área para a qual todas as nações devem se curvar à superioridade dos Estados Unidos, pois nenhum outro governo teria condições de chegar perto.
Essa vantagem disparada tem sido criticada como excessiva, mas traz efeitos positivos. Os gastos militares globais chegaram ao auge em 1985 ¿ na época, o mundo gastava 1,3 trilhão de dólares. Desde então, esse valor vem declinando e chegou a 840 bilhões em 2002. Isso significa que houve uma queda de quase meio trilhão de dólares no total do que se gasta no mundo a cada ano com armas. Um sinal de que as outras nações admitem que a corrida armamentista está acabada.
A preeminência militar americana é reforçada pelo efetivo engajamento em operações de guerra. Com ou sem razão, os Estados Unidos entram em combate com freqüência. Cada batalha torna-se uma oportunidade de aprendizado para tropas e um teste para as novas tecnologias. Nenhum outro contingente militar tem a experiência dos americanos. Ainda há que mencionar o excelente preparo em treinamento e motivação de seus quadros. Essa vantagem competitiva aumentou quando os Estados Unidos começaram a colocar mulheres em postos de combate, o que dobrou o número de talentos em potencial.
A vantagem americana não confere invencibilidade às suas forças: o caro helicóptero de ataque Apache, por exemplo, saiu-se mal quando confrontado com armas de pequeno porte no Iraque. Mais importante ainda, a força esmagadora dificilmente garante que os Estados Unidos consigam impor tudo o que querem nas pendências mundiais. O uso da força é apenas um aspecto das relações internacionais. A experiência tem demonstrado que o poderio militar é útil na resolução de problemas militares, não das questões políticas.
A Coréia do Norte defronta agora com o mais poderoso aparato militar jamais existente. Apesar disso, pode ter condições de desafiar os Estados Unidos em razão da chantagem nuclear. No momento em que a corrida armamentista global chega ao fim com os Estados Unidos tão disparados na frente que não têm nenhum rival, o cenário resultante pode ser um mundo em que Washington tenha um poder historicamente sem precedentes mas muitas vezes não possa utilizá-lo.
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9:35 AM
by Cassiano Leonel Drum
Pessoal ai estão as duas capas das revistas semanais como sempre em todos os fins de semana, para que voces escolham, salientando sempre que o bom mesmo é ter as duas já que muitas vezes as reportagens se complementam. Boa leitura e um ótimo sábado e domingo.
Fora, Zumbi!
"A luta contra o racismo não se dá glorificando a figura de Zumbi nos livros escolares, mas ensinando que os brancos são negros e s negros são brancos"
Como Macunaíma, nascemos pretos e fomos embranquecendo à medida que nos afastávamos de nossa terra de origem. É o que ensina Genes, Povos e Línguas, do geneticista italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza. Ele analisou mais exames de DNA do que o Ratinho. E, ao contrário do Ratinho, não usou o resultado dos exames para vender mais xampus contra piolho, e sim para traçar um mapa da evolução humana. Seus estudos demonstram que nossos conceitos de raça são uma empulhação. Não existe preto, branco nem amarelo. Ou dividimos a humanidade em mais de 1.000 etnias e línguas, ou acabamos com a classificação por raças, admitindo que somos todos parentes. Os primeiros homens surgiram na África.
Tínhamos a pele preta porque ela servia de proteção contra o sol equatorial. Os cabelos eram encarapinhados para reter o suor e resfriar a cabeça. Quando começamos a nos espalhar pelo mundo, 100.000 anos atrás, nossas características físicas foram se adaptando às novas condições climáticas. Quem se mudou para a Europa ficou com a pele branca para captar melhor os raios ultravioleta e suprir a carência de vitamina D. As narinas se estreitaram para aquecer o ar antes da chegada aos pulmões.
Os que migraram para o Oriente ganharam dobras adiposas em volta dos olhos para se proteger dos gélidos ventos siberianos. Debochamos muito de Michael Jackson, mas nossos antepassados sofreram as mesmas transformações que ele. Um sueco é um sudanês subnutrido. Um mongol é um pigmeu com frio.
O presidente Lula nomeou uma ministra para combater a discriminação racial. Ela é negra. Teria sido melhor se fosse branca, para mostrar que a discriminação racial não é nociva apenas para os negros, mas para a sociedade inteira, inclusive para os brancos. A ministra defende a política de cotas adotada nos Estados Unidos. É a lógica do gueto. Eu tentaria inverter a questão, extinguindo não só a discriminação racial, mas o próprio conceito de raça. Não é tão difícil assim.
Quando eu era pequeno, a escola ensinava que nossos índios pertenciam à raça vermelha. Certo dia, mudou-se de idéia e passou-se a ensinar que, na verdade, a raça vermelha não existia, porque os índios eram amarelos que tinham atravessado o Estreito de Bering 32.000 anos atrás. Seguindo o mesmo raciocínio, a raça amarela também não existe, tendo sido formada por africanos que migraram para a Ásia 100.000 anos atrás. E a raça branca, constituída por asiáticos que se mudaram para a Europa 43.000 anos atrás, é outra ficção genética.
Hoje em dia ninguém mais fala em raça vermelha. Seria igualmente correto que ninguém mais falasse em raça negra, branca ou amarela. O melhor jeito para acabar com o racismo no Brasil é eliminar o critério de raça. O movimento negro sempre lutou para que os negros se orgulhassem da própria cor. Eu aboliria essa idéia. Aboliria o Dia Nacional da Consciência Negra, a política de cotas, as ações afirmativas. Aboliria também o mito da miscigenação racial brasileira.
Quando se considera toda a história da humanidade, os alemães são tão miscigenados quanto nós. Raça é uma noção arcaica. Não tem base científica. A luta contra o racismo não se dá glorificando a figura de Zumbi nos livros escolares, mas ensinando que os brancos são negros e os negros são brancos.
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9:29 AM
by Cassiano Leonel Drum
Capa: foto de Pedro Rubens
Caro assinante,
aqui estão os destaques de VEJA desta semana.
Boa leitura e bom fim de semana.
Kátia Perin - VEJA on-line
vejaonline@abril.com.br
O conteúdo integral das revistas estará disponível na internet a partir de sábado à tarde
Especial
Mortal e muito perigoso, o vírus da Sars põe o mundo em pânico e pode chegar ao Brasil. Nos últimos seis meses, a contar do momento em que fez as primeiras vítimas na China, o vírus ultrapassou fronteiras e oceanos até se transformar na primeira epidemia mundial do século XXI.
No site: acesse especial sobre a pneumonia asiática.
Brasil
Com uma cena inédita, populosa e solene, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrega reformas no congresso em clima de unidade.
No site: leia especial sobre a reforma da Previdência
Internacional
Estados Unidos: Uma análise do colunista Gregg Eastbrook, publicada no jornal The New York Times, faz um balanço impressionante da supremacia americana em todos os campos da atividade militar e do que isso significa
Argentina: Dois candidatos peronistas concorrem ao segundo turno das eleições na Argentina: Carlos Menen e Néstor Kirchner. A população terá de escolher entre dois estilos.
Entrevista
Rudolph W. Giuliani, o político que livrou Nova York das quadrilhas e das drogas, diz que para vencer o crime é essencial afastar os maus policiais.
Economia e Negócios
O carro esportivo 350Z é a aposta da Nissan para recuperar terreno. Além de recuperar o glamour perdido nos últimos anos, a empresa espera que o carro alavanque o faturamento da companhia.
Saúde
Os médicos tentam entender por que os maiores estudos sobre reposição hormonal chegaram a resultados opostos.
Vinhos
A menos de dois dólares a garrafa, o vinho californiano Charles Shaw já vendeu 6 milhões de caixas e está revolucionando a indústria nos Estados Unidos.
No site: leia mais sobre vinhos.
Ginástica,
A ioga está se popularizando como uma eficaz ginástica capaz de ajudar na perda de alguns quilinhos, na flexibilidade do corpo e na rigidez dos músculos. Cerca de 5 milhões de brasileiros praticam a modalidade atualmente o país.
Moda
O guarda-roupa de inverno terá fortes influências vindas da China, do Japão e países vizinhos. Até o obi japonês, aquela faixa larga que fecha o quimono, foi adaptada para os trópicos.
Divertimento
O Yu-Gi-Oh, um jogo de cartas e de um desenho animado transmitido pelos canais Nickelodeon e Globo, é a nova mania da garota de 7 a 14 anos. Algumas lojas especializadas chegam até a organizar torneios para incrementar as vendas.
Criança
O terapeuta familiar Steve Biddulph ganhou o mundo com o manual de auto-ajuda Criando Meninos. Ao todo foram mais de 2 milhões de cópias vendidas. O livro parte do princípio de que, se o mundo precisa de homens melhores, é bom que se comece a tratar os meninos com mais atenção e compreensão.
No site: leia trechos do livro.
Riqueza,
Doze anos depois do comunismo, a Rússia já tem 17 nomes na lista dos mais ricos do mundo, preparada pela revista americana Forbes. Em quantidade, a nova classe dos bilionários russos só perde para os Estados Unidos, Alemanha e Japão.
Artes e Espetáculos
Música: Steve Jobs, o inventor dos computadores Macintosh, presidente da Apple e do estúdio de animação Pixar, voltou à cena com outra grande idéia. Ele lançou uma loja virtual que vende músicas via internet.
Cinema: Os astros de Hollywood gostam de virar diretores para segurar as rédeas e se defender dos erros alheios. George Clooney, Sean Penn e Denzel Washington estão entre os que decidiram se aventurar atrás das câmeras.
No site: acesse trailer e fotos.
Livros: O paulistano Orlando Paes Filho é o criador do personagem Angus, um escocês que recebe de seus ancestrais a missão de lutar contra o mal. O livro Angus - O Primeiro Guerreiro inaugura uma série de sete romances ilustrados com o herói.
Dia das mães
Mãe é tudo igual? Não. Quarenta dicas de restaurantes que combinam com o estilo da sua, da matriarca à moderninha.
Mães
Mulheres que abandonaram o trabalho para cuidar dos filhos e daquelas que conciliam a rotina estressante da carreira com o lar
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9:14 AM
by Cassiano Leonel Drum
Cheiro de Mãe
Sim, elas são quase todas iguais. Mas mudam de endereço, de personalidade e de perfume. Escolha o da sua
Clássica As mães clássicas preferem aromas tradicionais. Indico os de lavanda, orquídea e amadeirados suaves, diz o aromaterapeuta Zeca Catão. À esq., Tarsila de O Boticário (R$ 51,75); acima, lavanda Santo Sossego (R$ 52,50); à dir. Gloria, de Cacharel, aposta em notas de âmbar (R$ 157); abaixo, o perfume Anaïs Anaïs, de Cacharel, mistura sândalo e flores (R$ 177)
Romântica Para as mães românticas, o aromaterapeuta Zeca Catão sugere perfumes florais. À esq., o perfume Luiza Brunet Night da Avon tem notas de jasmim (R$ 44,80); à direita, a suavidade da fragrância Poême de Lancôme(R$ 199); abaixo, à direita, o Parfum DÉté de Kenzo conta com acorde floral (R$ 116); abaixo, Homenagem, da Água de Cheiro, tem notas de jasmim e rosas (R$ 41,90)
Executiva Mulheres com pé-no-chão e executivas, segundo Zeca Catão, costumam combinar com perfumes masculinos e fragrâncias amadeiradas. À esq.,Emporio Armani Masculino (R$ 161); abaixo, essência de sândalo no perfume Samsara Shine da Guerlain (R$ 122); à direita, Paloma Picasso (R$ 180) e abaixo, à direita, Miracle, de Lancôme, tem notas de âmbar (R$ 151)
Esportiva Disposição e energia. A mãe esportiva não abre mão de perfumes com notas frescas e cítricas, garante o aromaterapeuta Zeca Catão. Abaixo à esq., Polo Sport de Ralph Lauren tem gotas de limão (R$ 196); abaixo, à direita, da Shiseido, a Energizing Fragrance tem notas que dão ânimo e muita energia (R$ 218); no meio, Eau Torride de Givenchy é composto por notas de tangerina (R$ 104)
Exótica Segundo o aromaterapeuta Zeca Catão, versões com notas orientais são as perfeitas para quem tem em casa uma mãe exótica, meio zen. À esq., Revelar de Natura (R$ 58); abaixo, até o frasco do perfume Noa é diferente (R$ 143); à direita, Egeo Woman de O Boticário (R$ 39); abaixo, à direita, Sensi de Giorgio Armani tem notas florientais (R$ 177)
FICHA TÉCNICA:
PRODUÇÃO Mariana Salim;
ENDEREÇOS
Santo Sossego - Av. Ataulfo de Paiva 135/101, Leblon; O Boticário - Rua Barão de Mesquita 280, Tijuca; Água de Cheiro - Av. Almirante Barroso 22, Centro; Avon - SAC 0800-7082866; Giorgio Armani, Cacharel, Lancôme, Ralph Lauren e Paloma Picasso - 0800-7017323 ou na Polimaia (Expansão do BarraShopping); Natura - 0800-115566; Guerlain, Kenzo, Givenchy - 0800-170506; Shiseido - 0800-148023.
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9:03 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
03/05/2003
Um tratorista de princípios
Acena central do Jornal Nacional de ontem foi incontroladamente emocionante.
Um trator foi contratado pela prefeitura de Salvador para pôr abaixo uma prosaica casa de alvenaria, construída clandestinamente em uma vila.
Por ordem da Justiça, a residência tinha de ser demolida. Certamente havia sido dada ordem de despejo para os moradores da casa, que deviam encontrar-se nas proximidades do local, à espera do desfecho.
O tratorista, um negro humilde, empurrou o veículo até quase a parede da casa. Bastava que ele pisasse no acelerador e a possante lâmina do trator poria a casa abaixo.
O tratorista vacilou. E por fim negou-se à demolição.
Solenemente, o oficial de Justiça, cercado pelos moradores da vila e custodiado pela polícia, chamou o tratorista e armou um discurso: "Saiba o senhor que, se não jogar o trator sobre a casa, estará incorrendo no crime de desobediência e será preso".
O importante na cena foi a resignação do tratorista, depois de ouvir a recomendação e ameaça do agente da autoridade: subiu novamente para o volante, o que demonstrava a luta que se travava em seu íntimo, encaminhou cuidadosamente a pá do trator para a parede da casa, mas no instante final conteve o acelerador.
Desceu do trator e se entregou ao oficial de Justiça, sendo levado preso para a delegacia.
Mais do que não ter tido a coragem de demolir a casa, o tratorista teve a coragem de não demoli-la.
O que deve ter passado pela mente do humilde tratorista? Com certeza ocorreu-lhe que sua casa, onde naquele momento estavam seus filhos e sua mulher, era tão modesta quanto aquela que se lhe impunha demolir, talvez também construída sem licença.
Deve ter também ter pensado que aquela casa tinha sido erguida com o suor e o sonho dos seus moradores.
E que, se tivesse que ser demolida por uma imposição da lei, se fosse inevitável a sua destruição, como o era, que no entanto não o fosse pela suas mãos. Que, quando ele se empregou como tratorista, jamais pensou que no elenco de suas tarefas fosse constar a missão espúria de ter de demolir uma casa contra o desejo de seus aflitos moradores.
E não andou o trator do tratorista contra a casa. Revelando que acima da lei está a consciência humana.
E que, mesmo nestes tempos difíceis de desemprego, para o tratorista baiano não importava que seria demitido e preso. O que importava tão-somente era a sua consciência social.
O país inteiro assistiu ontem, sob aplausos silenciosos de toda a nação, no Jornal Nacional, a um operário, um simples homem do povo, declarar-se também um homem de princípios.
Enquanto existirem homens que se recusam, terminantemente ou hesitantemente, a exercer a função de carrasco, a humanidade continuará a ser viável.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:58 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
03/05/2003
Onde fica o interruptor
Foto(s): Reprodução/ZH
Nada mais importante em uma viagem do que o interruptor. Você chega ao quarto do hotel, entra e pensa: onde fica o maldito interruptor? E sai tateando pelas paredes, tropeçando nas poltronas. Naquele momento, não existe outro problema na sua cabeça. Você só quer encontrar o interruptor e acender a luz e ver que tal será sua casinha dos próximos dias.
E, de fato, isso é tudo o que há de importante na vida. Quando você está à caça do interruptor, percebe que a implicância do seu chefe com os horários, a mania que sua namorada tem de dormir no cinema, o barulho que seu vizinho do andar de cima faz todos os dias às 6h da manhã, nada disso é realmente relevante.
Em viagem, o que interessa são as dificuldades comezinhas que você já resolveu no ramerrão do dia-a-dia ¿ o ônibus certo a pegar, onde fica o elevador, o que comer. Em viagem, aqueles seus problemas diários que tanto o incomodam ficam de tal forma distantes que você consegue enxergá-los como eles verdadeiramente são: deste tamainho. Aí você balança a cabeça, faz tsc tsc e comenta consigo mesmo:
Como é que eu dava bola pra isso, enquanto o que me faz falta de verdade é o interruptor?
Pois é. Só que, quando você está aqui, não consegue enxergar as coisas em perspectiva. Essa é a palavra: PERSPECTIVA. Aquilo que você diz: um dia ainda vou rir disso tudo. Por que você não consegue rir AGORA? Perspectiva, rapaz. Tudo do que você precisa é olhar as coisas em perspectiva. E compreender que, ao fim e ao cabo, só o que importa mesmo é saber onde fica o desgraçado do interruptor.
Faltou bom humor
Justamente a falta de visão em perspectiva que transformou o atual problema do Grêmio num pântano de dor e ressentimento. Falo da reunião dos dirigentes que vazou graças à inabilidade do presidente Obino no manejo do celular. Antes de mais nada, quero me solidarizar com o presidente: também sou canhestro com celulares. Tanto que não os uso. No máximo, peço emprestado aos amigos, não sem antes perguntar como se liga essa coisa, pô. Celulares e autos, nesses só vou de carona.
Mas o Grêmio. Tite e os jogadores ficaram ofendidos com o que foi dito na reunião, como se a reputação de suas mães tivesse sido vilipendiada para todo o sempre. Não foi o caso. Pense no que foi dito:
1. Palpites na escalação? Ora, os dirigentes não têm o direito de palpitar; têm o dever.
2. Comentários sobre a implicância do técnico com algum jogador? Todo torcedor acha que o técnico implica com um ou outro, por que o dirigente, o maior dos torcedores, não acharia?
3. Ovelhinhas? Qual é o problema? Poderiam ser peixinhos. Ou bruxinhos. Ou diabinhos. Que que tem?
Não havia motivo para tamanho escândalo. Se Tite e os jogadores encarassem a questão com o bom humor demonstrado pelo inteligente Flávio Obino, se vissem o caso em perspectiva, sabendo que todo esse debate não passará de folclore num futuro breve, tudo já estaria bem posto e resolvido.
Por que, meu Deus? Por quê???
Estava tomando um capuccino com o Cyro Martins, aqui do Diário Gaúcho. Conversávamos sobre o Destino com dê maiúsculo. O Cyro pediu um sanduíche de salaminho para a Lara. Deu uma mordida. Suspirou:
Por que o Destino é irônico? Por quê?
Apertei os lábios. Eu não sabia.
Podia ser meigo bufou o Cyro, adoçando o capuccino. Podia ser engraçado. Até sarcástico podia ser. Mas, não. O Destino tem que ser irônico.
Acenei com a cabeça. Arran, verdade. O Destino teima em ser irônico
Hoje mesmo, o que vai acontecer na Bahia? Caio e Douglas, os jogadores pedidos pela direção, vão entrar no time. Por força de lesão dos titulares, está certo. Mas vão entrar. Ironia. Fina e rascante ironia. Em algum lugar, o Destino deve estar sacudindo-se de tanto rir com o que apronta para o Grêmio, para o Cyro e, puxa, para mim.
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:54 AM
by Cassiano Leonel Drum
O tempo precisa ser domesticado para não nos aniquilar, a vida tem de ser valorizada para não se desperdiçar. Nós precisamos nos des-banalizar um pouco. Como hoje está um sábado super lindo em Porto Alegre, dá até para arriscar a sair de bike, curtir o Moinhos de Vento ou o Marinha, ou ainda a redenção. De coração, espero que seu sábado seja ótimo.
Lya Luft
03/05/2003
Pensar, transgredir
Enquanto houver lucidez, é possível olhar em torno e dentro de nós: num intervalo que seja entre a correria do cotidiano, os compromissos, o shopping, a tevê, o computador, a lanchonete, a droga, o sexo sem afeto, o desafeto, o rancor, a lamúria, a hesitação e a resignação, parar para pensar. Pois refletir é transgredir a ordem do superficial.
Mas, se eu estiver agachado num canto tapando a cara, não escutarei o rumor do vento nas árvores do mundo, nem verei que o prato das inevitáveis perdas pode pesar mais do que o dos possíveis ganhos.
Somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. O tempo, que aparentemente tudo leva e tudo devolve como as marés, só nos afoga na medida em que permitimos. O tempo precisa ser domesticado para não nos aniquilar, a vida tem de ser valorizada para não se desperdiçar. Nós precisamos nos des-banalizar um pouco.
Perdas & ganhos dependem da perspectiva e de possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento. A vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional, não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. É preciso ser amado, e amar, e amar-se. E que o mínimo que a gente faça seja a cada momento o melhor e o máximo que se conseguiu fazer.
PS: Mesmo sem sessão de autógrafos, as correrias com um novo livro atordoam: viagens com mais horas de aeroporto e avião do que em qualquer cidade. Palestras, entrevistas. Em Belo Horizonte, uma psicanalista me diz: "Recomendo seus livros a pacientes meus, e por outro lado recebo pacientes que leram seus livros".
Espero que não a tenham procurado porque, lendo um de meus romances (são certamente menos doces do que este Perdas), acabaram endoidando.
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8:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Grêmio
Em busca da alegria
Em seu retorno ao time hoje, Tinga é a principal arma para bater o Bahia em Salvador e serenar os ânimos no Olímpico (foto José Doval/ZH)
Sexta-feira, Maio 02, 2003
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11:38 PM
by Cassiano Leonel Drum
Para finalizar, já que a Revista Isto É publicou sua capa que é essa aí acima, coloco abaixo os destaques da revista deste fim de semana. A Revista Veja, continua ainda com a capa anterior, embora já tenha enviado o email com os seus destaques. Assim deixo para publicar amanhã tudo junto.
BRASIL
ROLO COMPRESSOR
Governo decide jogar duro contra dissidentes para acelerar reformas
A LISTA DE ACM
Amigos contam aliados para tentar livrar senador da cassação
MAIS PROMESSAS
Ex-PF, Marcelo Itagiba vai tentar mudar clima de insegurança no RJ
SEIS POR MEIA DÚZIA
Angolanos trocam violência em seu país por terror imposto pelo tráfico
ECONOMIA
ARMADILHAS AMERICANAS
A Alca é uma delas e quem diz é um americano da gema, o historiador Thomas Skidmore
O CONTO DO MUSEU
Guggenheim no Rio de Janeiro custará quase US$ 160 milhões
MEDICINA E BEM-ESTAR
FÁBRICA DE MÉDICOS
Entidade denuncia a proliferação de faculdades de medicina de qualidade duvidosa
ATAQUE DECIFRADO
Filmagem de invasão do HIV à célula humana ajuda a decifrá-lo
COMO SERÁ SEU BEBÊ
Brinque com a genética e calcule as chances de seu pimpolho, prestes a nascer, puxar pelo pai ou pela mãe.
ISTOÉ SP
PAULOS DE SÃO PAULO
A história de alguns dos milhares de Paulos que ajudam a erguer a cidade
ISTOÉ SP: DIA DAS MÃES
MINHA MÃE É UMA SEREIA
Mulheres ensinam o que fazer para continuar bonita sem deixar de lado os afazeres do lar
Compras: o que dar para ela?
Dicas: passeios especiais
MUNDO
PASSADO X FUTURO
Peronistas disputam 2º turno das eleições presidenciais argentinas
APENAS ESCARAMUÇAS?
Bush anuncia fim dos combates em meio a hostilidades iraquianas
REFÉNS DA TECNOLOGIA
Matrix reflete a angústia de um mundo controlado pelas máquinas
AMEAÇA: "Em 30 anos humanos serão ultrapassados", diz cientista
PNEUMONIA ASIÁTICA
O QUE FAZER SE ELA CHEGAR AQUI?
ISTOÉ ouviu infectologistas e traz um guia especial sobre o assunto
OS MAIS ACESSADOS
Um guia que ensina como prevenir e tratar doenças
REFLEXOLOGIA
Saiba como está sua saúde massageado as solas dos pés
MUNDOS PROIBIDOS
Saiba mais sobre os tabus da cultura ocidental
Acesse ainda:
TRADUTOR: Seu nome em hieróglifos
SEXO: Guia de posições
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11:32 PM
by Cassiano Leonel Drum
Eu dou a mão a palmatória, e não raras vezes, fiquei sem saber o que fazer com o agora, levado pela correnteza da vida incerta, no malogrado ajuste do ponteiro das horas?
Muitas vezes ainda me sento à beira do caminho, extenuado, vendo a vida passar, como filme apenas, projetado na ínfima condição de mero expectador isolado, e é exatamente assim como me sinto neste aqui e agora.. Ótima noite a voces e que os anjos continuem velando seus passos, seus sonos e seus sonhos.
Q U E M
Quem nesta vida já não se sentiu assim
Sem rumo, perdido, rendido
Às contingências do momento?
Quem já não experimentou estas fases
Onde tudo é desalento
E embora abrigado, cercado de gente,
Continuou absolutamente só
Qual se estivera ao relento?
Quem já não se perdeu do passado?
Quem já não ficou sem vislumbrar futuro,
Sem sentir um medo atávico
E ver-se assim totalmente inseguro?
Quem já não ficou sem saber o que fazer com o agora,
Levado pela correnteza da vida incerta,
No malogrado ajuste do ponteiro das horas?
Quem já não se perdeu de Deus, após tê-lo encontrado?
Quem já não se perdeu do filho, após tê-lo criado?
Quem já não secou por dentro, após ter muito amado?
Quem já não se perdeu no caminho que parecia adequado?
Quem já não experimentou um medo visceral da morte?
Quem já não tremeu diante de uma súbita virada da sorte?
Quem já não teve todos os planos e sonhos desfeitos?
Quem já não se viu lesado nos seus mais legítimos direitos?
Quem já não se viu órfão de toda a esperança?
Quem já não se viu, de repente, sem guiança
Sem rumo, sem bússola, sem farol, sem diretriz,
Quem já não se sentiu um dia, desesperadamente infeliz?
Quem já não se sentou à beira do caminho, extenuado
Vendo a vida passar, como filme apenas, projetado
Na ínfima condição de mero expectador isolado
E nada mais reivindicou neste momento,
Senão a suprema bênção de poder ficar calado?
E poder então soltar o passado
Não temer mais o futuro
Abdicar de vez do agora
Voltar ao estado original
Após ter fechado um doloroso ciclo
Fazer-se pronto para mais uma volta
Da infinita espiral !
Fátima Irene Pinto®
Do Livro 'MOMENTOS CATÁRTICOS
Posted
11:18 PM
by Cassiano Leonel Drum
Gostei da imprudência do coração que vive fazendo coisas insanas sem estar nem aí com os apelos da razão que clama por manifestar-se em tempo hábil, antes que tudo termine em pizza ou termine na cama? Mas também existem coisas melhores, ainda mais numa sexta-feira a noite como esta sexta-feira?
T E M A
Como fazer poema quando não se tem o tema...
Quando já falamos exaustivamente da nossa saudade...
Quando já esmiuçamos todas as possibilidades de que por um milagre ou divina providência, elas deixem de ser impossibilidades, revertendo a nosso favor uma dolorosa realidade,
uma insustentável pendência?
Como fazer poema, diante da clara e inequívoca constatação
da imprudência de nosso coração, que faz escolhas insanas
sem estar nem aí com os apelos da razão
que clama por manifestar-se em tempo hábil,
antes que tudo termine em pizza ou termine na cama?
Porque sempre botamos a razão em segundo plano?
Se a ouvíssemos, sofreríamos menos, com certeza...
Mas seríamos amargos, insípidos e
por fundo de nossas vidas
teríamos apenas um cinzento pano.
Um pano pardacento, isento de qualquer beleza,
que só é bela porque conhece os matizes, e os matizes
nunca são cinzentos...
Os matizes sempre são intensos, na luz ou na escuridão,
nada têm a ver com a pardacenta razão.
Mas a beleza e a arte são domínios do coração,
assim como o amor, o ódio, a paixão, o sonho, a mágoa, a solidão, a insurreição...
E mesmo estes rascunhos nascidos da razão que questiona, filtra e seleciona,
se não tivessem por fundo um coração dilacerado,
até estes escritos mal alinhados morreriam na mente como um breve clarão, intenso, porém logo esquecido e apagado.
Agora já achei o tema... mas que me importa agora o tema,
se divagando sem querer eu já pari o meu recado?
Por sinal, um recado banalizado
muito conhecido dos amigos da pena e das penas,
que despejam em prosa e verso suas dores e dilemas
nascidas
de um coração lacerado
por um amor sufocado.
Fátima Irene Pinto
Pagina do livro
MOMENTOS CATÁRTICOS
Posted
5:35 PM
by Cassiano Leonel Drum
Como estava de folga hoje, consegui fazer meu passaporte, o outro apesar de renovado, já estava vencido e já dei uma passadinha pelo consulado do Japão para pegar alguns prospectos e folhetos sobre aquele País. Como ainda devo sair em junho dá um tempinho até de rever roteiros, ou por que não destinos?
E assim passou a sexta-feira pós-feriado. Ouvi música, como menino, bem displiscente, andei por ruas e avenidas, coisa que há muito não fazia, Já que a rotina de minha vida é ir sempre para o centro pela manhã e retornar ao fim do dia. Então hoje consegui fazer algo diferente.
Poderia até ter ido ao cinema, coisa que ainda quero fazer neste sábado ou domingo que ainda tenho. Sem pressa assim de ser feliz e na esperança que sejam dias lindos como foi esta sexta-feira, isso é, pode até fazer frio, mas que tenha sol pelo menos, quentinho, brilhante.
É isso, barriga para frente, bum bum para trás e vamos adiante.
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4:57 PM
by Cassiano Leonel Drum
Controlar os gastos é preciso
Fabrícia Kirmse
Sabe aquela velha e machista frase de caminhão O lugar que deixa as mulheres mais excitadas é o shopping. Bom, até que tem algum fundo de verdade, não acha? Roupas e mais roupas, cremes para o rosto, cabelos e corpo, acessórios, idas freqüentes ao salão de beleza, jóias... Que mulher nunca teve arroubos de consumismo exacerbado e gastou com o que nem precisava tanto assim?
Uma vez ou outra, vá lá. Mas tem gente que perde o controle quase toda semana ou, todo dia. E, depois, vem a facada: conta no vermelho, dívida no cartão e bolsos vazios. Mesmo quem tem grana para esbanjar deve tomar cuidado. Os impulsos consumistas, além de fazerem mal para a saúde financeira, também indicam que algo não vai bem no lado emocional.
Estourar o orçamento repetidamente é um vício igual ao alcoolismo. A doença tem até nome: oniomania, patologia em o indivíduo necessita comprar assim como o dependente químico necessita da droga.
Todo mundo sabe que as mulheres são mais suscetíveis a esse mal. Historicamente consumistas, não conseguimos nos controlar quando estamos diante de algo que faça brilhar os nossos olhos. E enquanto não adquirimos o precioso bem ¿ uma saia maravilhosa ou, quem sabe, aquele creme novo para os olhos, ficamos desesperadas. Claro, nem todas são assim. Mas, convenhamos: em geral, adoramos torrar dinheiro.
Portanto, é hora de repensar seus gastos e descobrir que há outras coisas tão interessantes ou mais do que comprar, comprar e comprar. Não acredita? Pois, pode ter certeza que, a partir do momento que conseguir segurar a onda e reduzir as despesas, você vai respirar aliviada.
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4:50 PM
by Cassiano Leonel Drum
Aprendi a me controlar
A produtora Christina do Nascimento, 24 anos, era uma consumista de mão cheia. Não tinha controle nenhum sobre os meus gastos. Comprava tudo que via pela frente, confessa.
Depois de se enrolar nas contas, aprendeu a lição. Cortei meu cartão de crédito e evito dar cheque. Antes tinha conta em dois bancos. Cancelei uma. Fica mais fácil de controlar. Além disso, procura comprar à vista. E já não gasto tanto com bobagem.
Consumismo doentio
Quando o consumo se torna desmedido, levando a pessoa a comprar seguidamente, sem necessidade, pode se tornar uma doença, chamada oniomania. Estar sempre comprando, adquirir vários objetos de uma só vez, às vezes, iguais, gastar além do que pode. Tudo isso caracteriza um consumismo doentio, explica a terapeuta Silvia Gomes de Matos.
Em alguns casos, esse comportamento é desencadeado por problemas pessoais.Compra-se muito e o que não precisa para compensar alguma dificuldade afetiva. Essas pessoas, geralmente, se afundam no cheque especial e vivem ultrapassando os limites. Limites são feitos para serem derrubados. Mas não de forma tão freqüente, avalia.
Doentio ou não, o consumismo, segundo a terapeuta, é fruto de valores distorcidos que foram gerados pela idéia de que ¿ter é mais importante do que ser. Isso dá margem para a ansiedade e o descontrole. Os valores afetivos acabam ficando para segundo plano.
O mais importante, ressalta, é não se deixar levar por esse ter desmedido. O ser é mais importante. Afinal, se eu valho pelo que eu tenho e não pelo que eu sou, o que fazer se não conseguir ter nada?
Se você acha que tem gastado demais, a especialista orienta a observar se os gastos estão voltados para que o realmente precisa ou se é um consumo incoerente. Será que a pessoa que consome desenfreadamente não está deixando de exercitar a interação com os outros para se apegar a bens materiais? Será que ela realmente necessita desse consumo ou está tentando cobrir alguma dificuldade íntima?
Perdi o controle
A aposentada N., 48 anos, que preferiu não se identificar, conta que ainda vive as conseqüências de seu consumismo desmedido. Não sei bem quando tudo começou. Mas, desde nova, gostava muito de gastar dinheiro. Por volta dos 30 anos, perdi o controle, lembra
Comprava roupas, bolsas, tinha mais de 50 pares de sapatos e muitos perfumes. Depois, iniciei um outro tipo de consumismo. Preocupada com a idade, vivia em clínicas de estética, comprava cremes caríssimos, meu dinheiro não dava para nada. Meu marido me largou alguns anos depois e só fui perceber que estava no fundo do poço, quando o banco cortou meu cartão, meu cheque e fiquei sem um tostão.
Atualmente, recebendo o salário da aposentadoria, N. ainda paga dívidas anteriores. Minha filha me ajuda a controlar as despesas. Já tive recaídas. Agora, faço análise duas vezes por semana. Acredito que meu descontrole foi fruto de problemas afetivos. Era infeliz no casamento e me achava a pior mulher do mundo. Pensava que seria melhor se tivesse mais, analisa.
Quando o marido é a solução
Há também o caso de mulheres que se apoiam completamente no marido, acreditando que ele se responsabilizará por seu sustento por toda a vida. Então, fazem gastos e mais gastos na conta do parceiro ou compram além do que podem, confiando que o homem da casa vai cobrir o rombo.
Esquecem-se, porém, de prever uma possível separação ou perda abrupta do marido. Ficam, então, completamente perdidas. Por isso mesmo, é bom saber que, em algum momento de sua vida, casada ou não, com ou sem maridão, as mulheres têm, inevitavelmente, que assumir a gestão do seu dinheiro. Nos EUA, estima-se que isso acontece com 80 a 90% das mulheres. Mesmo sem estatísticas sobre o assunto, basta olhar em volta para percebermos que também no Brasil, em algum momento, boa parte da ala feminina tem que administrar dinheiro. Portanto, é bom se preparar desde cedo.
Homens e mulheres
Segundo especialistas, os homens costumam ser mais econômicos nos investimentos. Mas abrem a carteira para realizar projetos audaciosos ou comprar carros potentes, geralmente, por mero impulso. As mulheres, por sua vez, preferem investimentos mais conservadores e não se intimidam em contrair dívidas, embora procurem manter o controle sobre os gastos.
As diferenças têm início na maneira de ganhar dinheiro. No livro A energia do dinheiro - estratégias para reestruturar sua vida financeira, a autora, Glória Pereira, explica que o homem vê o trabalho de forma diferente da mulher. Com a obrigação de ser o provedor, que ainda se faz presente neste novo século, o homem tem a vida profissional como prioridade e dedica-se integralmente a ela, muitas vezes em detrimento da vida pessoal. Assim, o dinheiro é visto como conseqüência do trabalho do homem, que costuma ter a mulher como responsável por administrar as despesas domésticas.
Já as mulheres vêem o dinheiro como meio de realizações de projetos pessoais. São muito mais emotivas. O trabalho é seu meio de conquistar renda para usufruir melhor a vida. Talvez, por isso mesmo, na hora de gastar, sejam impulsivas, o que não quer dizer, necessariamente, irresponsáveis.
O micro empresário Alessandro Rocha, 28, confessa que até já teve sua fase de esbanjador. Comprava roupas caríssimas, sem necessidade. Agora, acha que está mais consciente. Continuo gastando. Mas faço investimentos duradouros. Comprei um carro e estou investindo nos negócios. O mais importante para mim é pensar no futuro.
Já a comerciante Dôra Rezende, 29 anos, afirma que, além de investir na loja, também se permite comprar futilidades. Separo todo mês o dinheiro para o besteirol, diz. Que mulher consegue viver sem cremes, bijouterias, unha feita, cabelos escovados? argumenta.
ELES X ELAS
ELES...
trabalham pelo dinheiro
gastam pouco
compram produtos muito caros impulsivamente
não se intimidam diante de financiamentos
investem em aplicações de risco
economizam sem objetivo específico
ELAS...
trabalham para viver melhor
gastam sempre
compram produtos de diferentes preços
impulsivamente
preferem pagar à vista
investem em aplicações conservadoras
economizam para realizar sonhos
Se os homens pensassem como as mulheres e as mulheres pensassem como os homens
NA HORA DE GANHAR DINHEIRO...
Se os homens passassem a valorizar mais a qualidade de vida em detrimento do trabalho, viveriam por mais tempo e mais felizes, assim como as mulheres. Se o sexo feminino se espelhasse nas atitudes masculinas, seria mais obstinado e correria mais riscos, procurando melhores oportunidades profissionais.
NA HORA DE CONSUMIR...
Se as mulheres agissem como os homens, com certeza cairiam menos na tentação de adquirir acessórios e, conseqüentemente, ter sempre várias contas para pagar no final do mês. Se os homens aprendessem com as mulheres, pensariam duas vezes na hora de comprar um objeto muito caro e não assinariam o cheque sem antes calcular a relação custo x benefício.
NA HORA DE INVESTIR...
Se as mulheres seguissem o comportamento masculino, tenderiam a procurar rendimentos mais lucrativos. Ao mesmo tempo, os homens poderiam aprender com as mulheres a investir com segurança, conhecendo antes todos os detalhes da aplicação.
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4:44 PM
by Cassiano Leonel Drum
Como reduzir os gastos
1 Não há necessidade de comprar um vestido de R$500,00 que você só vai usar uma vez. Opte por um modelo mais básico e barato e invista nos acessórios. Além disso, pode transformar a peça, incluindo bordados e apliques, conferindo um visual mais arrumado. Há profissionais preparados para transformar seu modelito e, pode ter certeza, vai sair muito mais em conta!
2 Não há necessidade de ter vários shampoos e cremes para cuidar dos cabelos. Escolha os mais adequados para suas melenas e use-os da forma que o profissional de sua confiança indicar, sem desperdício.
3 Reduza suas idas ao salão de beleza. Se pensar bem, não há necessidade de fazer pé e mão toda semana.
4 Opte por comprar peças de roupas curingas, que podem ser usadas nas mais variadas ocasiões. Um terno preto, calça jeans, camisetas brancas básicas e camisas sociais de cores neutras nunca caem de moda e nos salvam em situação de emergência
5 Escolha acessórios que combinem com várias peças do seu guarda-roupa. Nada de comprar aquele colar extravagante que somente pode ser usado com um único vestido que você tem
6 Não exagere na maquiagem. Tenha na quantidade certa. Um conjunto para ser usado durante o dia e outro para a noite. Convenhamos: você nem usa todos aqueles batons da sua necessáire
7 Não é necessário ter um conjunto de roupa de ginástica para cada dia. Compre peças que possam ser combinadas. Tenha sempre uma regata preta e outro branca, por exemplo, que combinam com tudo.
8 Compre nos lugares onde já conhece os preços
9 Fique ligada nas promoções, que acontecem, principalmente, no final da estação. Evite, por exemplo, comprar aquela bela bota de couro no inverno. Vai lhe custar os olhos da cara.
10 - Diminua a conta do supermercado, pesquisando preços, tirando alguns itens ou substituindo-os por marcas mais baratas
11 Evite andar com cartão de crédito e talão de cheques na bolsa
12 A não ser em caso de real necessidade, você não precisa solicitar mais de uma talão de cheque por mês
13 - Monte seu orçamento de acordo com suas metas e objetivos de vida (casa própria, estudos, viagens, etc)
14 - Contabilize compras feitas com cartão e cheque pré; elas devem limitar-se à sua sobra de caixa mensal, quando houver. Caso não haja, esqueça estes gastos
15 - Gaste somente aquilo que ganha; sempre é possível economizar algum dinheiro, independente da quantia. Procure reservar de 5 a 10% de sua renda mensal para uma poupança, que pode ser sua reserva financeira para emergências, um plano de previdência e outros;
16 - Não se iluda com parcelas de valor baixo; os juros embutidos geralmente são abusivos
17 - Poupe dinheiro para comprar à vista, pois provavelmente você conseguirá um preço melhor
18 - Pague as contas em dia (evite despesas com multas e juros)
19 - Priorize seus gastos: uma poupança de R$ 30,00 por exemplo, é bem mais importante do que um plano mais completo de sua assinatura de TV a cabo.
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8:52 AM
by Cassiano Leonel Drum
E ai estão bons programas para quem mora no Rio ou para quem pensa em passar o fim de semana por lá. De todo o jeito informe-se sobre a programação de sua cidade e aproveite este que é o primeiro fim de semana de maio.
SHOW
Grandes encontros
Mistura Fina, Bar do Tom e Ballroom são palcos de shows com participações
O veterano Roberto Menescal (centro) recebe os rapazes do Bossacucanova em show com Wanda Sá e Miele
O fim de semana é de vários encontros pelo palco da cidade. No Mistura Fina, o compositor Chico Pinheiro lança o disco Meia Noite, Meio Dia. Nas apresentações, ele recebe algumas pessoas que estiveram nas gravações. Hoje quem dá as caras é Chico César. Amanhã e domingo, presenças femininas na temporada: Luciana Alves e Maria Rita Mariano ¿ filha de Elis Regina e César Camargo Mariano.
No repertório, músicas do CD como Meia Noite, Meio Dia (Chico Pinheiro), Totó (Aldir Blanc e Chico Pinheiro), Desde o Primeiro Dia (Paulo Neves e Chico Pinheiro), entre outras.
Já no Bar do Tom quem faz pequena temporada é o trio Wanda Sá, Roberto Menescal e Miele. O show Apenas Bons Amigos é, na essência, um grande encontro. Não bastasse isso, este fim de semana ainda tem participação. Embora o repertório não seja apenas de bossa, eles recebem o trio Bossacucanova. Márcio Menescal, filho de Roberto, é um dos integrantes do grupo, que faz bem boladas releituras de canções antigas.
Domingo, no Ballroom, o encontro é de guitarras. Pepeu Gomes faz show na casa e chama um velho conhecido. Davi Moraes, filho de Moraes Moreira, marido de Ivete Sangalo, durante algum tempo fez parte da banda de Pepeu. Eles lembram canções como Fazendo Música, Jogando Bola.
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8:43 AM
by Cassiano Leonel Drum
Olho no padre, outro na missa
Em peregrinação religiosa no Dia do Trabalho, Lula aproveita para fazer propaganda do seu Governo e dos projetos de refomas
SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP) - O ex-líder sindical e presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou participar das tradicionais comemorações das centrais sindicais pelo Dia do Trabalho. Ele preferiu eventos religiosos e começou o dia assistindo a uma missa na Igreja Matriz em São Bernardo do Campo (SP), onde mora e onde iniciou sua carreira sindical no início dos anos 80. À noite, foi recebido na 41ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Indaiatuba (SP).
Católico praticante, Lula fez um breve discurso diante de uma grande platéia: falou da cotação do dólar, salário mínimo e lembrou que na época da ditadura militar a polícia ficava perto daquela igreja. Não para protegê-lo, mas para persegui-lo como opositor do regime.
A missa serviu para reforçar o que o seu Governo persegue desde o início de janeiro: a reforma da Previdência. Um grupo de jovens sobre pernas de pau entrou na igreja com faixas pedindo, além da reforma previdenciária, a reforma agrária. No dia 1º de Maio de 1979, eu estava na missa aqui (...). No 1º de Maio de 1980, não pude vir, porque estava na prisão, e há 23 anos eu e outros (companheiros) comparecemos a esta missa¿, disse Lula.
Mudanças no momento oportuno
Descontraído, vestindo uma camisa de manga curta, Lula se comprometeu a voltar em todos os 1º de Maio para informar o que tem feito como chefe de Estado a todos da Pastoral Trabalhadora. Lula afirmou que fará as mudanças prometidas em sua campanha eleitoral no momento oportuno, principalmente as que se referem ao combate à fome e à criação de empregos.
No discurso dirigido aos trabalhadores e trabalhadoras, disse que o que aconteceu na quarta-feira será registrado pela História. Lula se referiu à entrega das propostas de reformas Tributária e da Previdência ao Congresso. Foi um fato histórico fantástico com o apoio de 27 governadores, e olhem que só eram três do Partido dos Trabalhadores, disse ele.
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8:38 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Buemba! Ataque do Parreira é ataque de riso!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional! Direto da República da Língua Plesa! E aí diz que um velhinho perguntou pra velhinha: 'Você viu o meu Vivo?'. 'Vi... Faz uns 20 anos.' E sabe qual a diferença entre o Bush e o ACM? É que o Bush não escuta ninguém. E sabe por que o Gagallo ficou retido uma hora no aeroporto americano? Porque ele gritou: 'Vocês vão ter que me engolir'. E eles entenderam: 'Vocês vão ver eu EXPLODIR'. Rarará! Já o pessoal do site Kibeloco acha que confundiram o Gagallo com o técnico do Palmeiras, tráfico de drogas!
E o diretor do Palmeiras se chama Mustafá. Mustafá? O Bush vai mandar bombardear o Parque Antarctica! E a Selecinha do Parreira no muy amistoso com o México? A volta da retranca. O REITRANCA! O Parreira é o Reitranca Rua. E o ataque do Parreira é assim: dez atrás e um recuado! Ataque de riso! E o Parreira ainda se juntou com o Gagallo. Dupla Zero a Zero! E sabe por que eles não tomam Viagra? Porque eles já têm cabeça dura! Rarará!
E gol pro Parreira é palavrão. A filosofia dele é: quem quiser bola na rede que vá jogar basquete! Se o Ronaldo tivesse feito um gol, o Parreira entrava em depressão. 'E agora o que eu vou dizer lá em casa?'. Gol é apenas um detalhe!
Favela da Rosinha Urgente! E tô adorando o Capitão Bolinha. Ops, o Garotinho. Ops, o Xerife Little Kid, que disse que vai botar os presos pra confeccionar uniforme dos policiais. Presos confeccionam uniforme de polícia e já têm roupa pra fuga! Rarará! Ou então eles vão fazer o uniforme com um alvo nas costas!
E o Tutty Vasques disse que o Garotinho aceitou ser secretário da Bagurança porque não agüentava mais ficar em casa tomando conta de nove filhos! E eu já disse que o Garotinho devia ser segurança de baile infantil! E um carioca desanimado disse que a única saída pro Rio é a ponte aérea. E aí desce em São Paulo e é seqüestrado! Rarará. Brigar com traficante é coisa pra gente grande e não pra garotinho!
E a penúltima derradeira do Bestiário Tucanês. É que um amigo meu comprou uma delícia da Hikari e estava no envelope: 'pele de suíno desidratada'. Tucanaram a pururuca. Socorro. Tá mais fácil acabar com a pneumonia asiática que com o tucanês!
Cartilha do Lula. Mais um verbete do óbvio lulante. 'Pré-socráticos': jogadores do Timão antes do doutor Sócrates. 'Picardia': companheiro com doença venérea. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Quem não tiver colírio alucinógeno pode pingar água da bateria do carro que dá no mesmo!
Email simao@uol.com.br
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8:34 AM
by Cassiano Leonel Drum
Joelmir Beting
Sexta-feira, 2 de maio de 2003
Viva o bagaço
Os cálculos são ainda imprecisos para inventários do gênero. Mas consta que o bagaço de cana, subproduto da usinagem do açúcar e da destilação do álcool, estoca nesta nova safra paulista, que já começou, toda a energia elétrica equivalente à da central nuclear de Angra 2, que ainda não decolou - se é que vai decolar.
O aproveitamento do bagaço, até recentemente um rejeito ocioso e incômodo, era proibido pelo monopólio estatal da energia elétrica. Nem mesmo para co-geração de autoconsumo da própria usina de açúcar ou destilaria de álcool. Muito menos para a introdução do excedente gerado na rede pública da força e da luz.
Com o lembrete de sempre: por um capricho da natureza tropical, a moagem da cana aqui no Centro Sul ocorre precisamente na entressafra da água (de abril a outubro). O que confere ao bagaço uma supimpa condição de logística na matriz energética brasileira.
Pois, nesta sexta-feira, o presidente Lula inaugura a unidade geradora da térmica a bagaço da Santa Elisa, em Sertãozinho, SP, em clima de Agrishow na grande Ribeirão Preto a seus pés. Empresário bucaneiro, Maurílio Biagi Filho investiu R$ 50 milhões em troca de 60 MW de potência instalada. Com cacife de R$ 35 milhões do BNDES. A Santa Elisa vai consumir metade e vender a outra metade para a distribuidora CPFL, a maior do Estado.
Para o físico e pesquisador da Unicamp Rogério Cezar Cerqueira Leite, o bagaço na matriz energética brasileira estará logo mais tão enobrecido quanto o álcool na cesta básica dos combustíveis automotivos. Agora em tempo de declaração de guerra ao Efeito Estufa pela infantaria do Protocolo de Kyoto, já firmado por 57 países.
Brandindo o tratado de Kyoto aí pela proa de 2012, o Brasil coloca-se como fornecedor privilegiado da mistura carburante em escala planetária. A ordem é encaminhar a substituição progressiva da energia fóssil, finita e suja do petróleo politicamente chantagista pela energia da biomassa renovável e (quase) limpa.
Na cana-de-açúcar, estamos a cavalo de uma covardia de mercado, em termos globais. O corte iniciado de 315 milhões de toneladas de cana no Centro Sul ensaia desfilar um custo médio de US$ 180 por tonelada de açúcar ou por US$ 0,20 por litro de álcool.
No açúcar, a Austrália não faz por menos de US$ 335. E a Europa, sem opção melhor que a da beterraba, gasta pela mesma tonelada de açúcar a fábula subsidiada e protegida de US$ 710.
Sem o subsídio na produção e sem a proteção no mercado, os europeus teriam de abandonar o açúcar de beterraba e passar a plantar batatas para a fabricação de vodca. Antes que a cachaça brasileira de cana, a mesma do açúcar e do álcool, invada os aperitivos dos 25 países da União Européia agora ampliada.
Quanto ao álcool carburante, a rebrota ainda ressabiada do carro sem gasolina ganha o mercado lateral da nova engenharia do motor bicombustível, padrão "rabo-de-galo". Mas vai ter de competir na biomassa tropical com o advento do biodiesel extraído da mamona, do babaçu, do dendê e da palma. Pela ordem.
SECOS & MOLHADOS
Sem fumaça - E o que dizer do avanço pirotécnico do gás natural na matriz energética de meio mundo, Brasil no meio? Incluído no gás natural para uso veicular, vulgo GNV. Pois o GNV já está disputando espaço com o álcool.
Malgrado de origem fóssil, o gás natural, leva sobre o óleo bruto a vantagem da queima limpa. Com alvará de Kyoto.
Nova reserva - A Petrobrás acaba de anunciar a descoberta de uma senhora reserva de gás natural na Bacia de Santos - com extração a ser instalada a apenas 137 quilômetros da Praia Grande, rodapé do maior mercado consumidor do País. Reserva já provada de 70 bilhões de m3. Ou o equivalente a 440 milhões de barris de petróleo de primeira.
Novo modelo - O futuro do gás natural entre nós vai ter de passar pelo desmanche das trapalhadas da Petrobrás com o gás da Bolívia. Onde por contrato leonino (até 2019) estamos hoje comprando 17 milhões de m3 por dia e só utilizando 11 milhões. Essa cláusula "take or pay" encarece o produto e afugenta o mercado.
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8:28 AM
by Cassiano Leonel Drum
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2003
Shopping Total prepara abertura
Obras estão aceleradas para a inauguração no dia 29
A Microcervejaria Brauhaus, que funcionará nas dependências do Shopping Total, deverá reeditar o Festival do Chope na avenida Cristóvão Colombo. A expectativa é do diretor do Shopping Total, Eduardo Oltramari. 'Será o resgate de uma tradição da Capital.' A última edição do evento, em 1996, reuniu mais de 30 mil pessoas. O festival foi realizado durante 14 anos. O Dia da Criança também será uma data festiva para o shopping. Segundo Oltramari, tratativas com a Secretaria de Cultura deverão resultar na inauguração de uma biblioteca infantil.
Oltramari anunciou também a recepção especial aos moradores do bairro Floresta. No dia 30 de maio, um dia depois da inauguração do shopping, os moradores serão recebidos antes do público em geral.
Todas as 437 lojas localizadas no prédio sete já estão comercializadas. Também serão liberados os prédios seis, onde funciona a praça de alimentação, e quatro, voltado para o entretenimento de adultos. Na segunda quinzena do mês de agosto, o empresário espera inaugurar as cinco salas de cinema e, em setembro, será a vez de o consumidor receber o novo supermercado da rede Zaffari.
Primeira na América do Sul a empregar o trigo na fabricação da cerveja, a Brauhaus Cervejaria, em atividade há mais de 500 anos na Alemanha e presente em 80 países, chegará em setembro ao shopping, oferecendo cinco tipos da bebida. O investimento de R$ 3 milhões é resultado de parceria entre a Weideneder e o empresário Hosse Daghigh.
Posted
8:23 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
02/05/2003
A piada da Tânia
Há três semanas que a Tânia Carvalho ameaça contar a piada do astrofísico. Bem o oposto do meu amigo Jorge Barnabé com a piada da borracha. Já escrevi sobre a piada da borracha: a pior piada do mundo. Cada vez que o Jorge conta a piada da borracha, um miasma fétido de mal-estar se espalha sobre o ambiente, as pessoas ficam como que mareadas, se dispersam antes que se possa dizer cucamonga. A piada da borracha acaba com as festas e os encontros. Mas o Jorge insiste em contá-la, não sei por qual motivo, talvez por alimentar a esperança de que alguém, algum dia, ria da piada da borracha. Então ele usa camuflagens:
- Conhece a última do japonês com hemorróidas?
É a piada da borracha disfarçada. Assim como a do papagaio gago. Ou a do padeiro pelado. Se ele vier com proposta de contar uma piada desconhecida, não ouça. É a da borracha. E é horrível. A pior piada do mundo.
Mas a do astrofísico a Tânia jura ser genial. De ter dor de barriga de rir. A gente começa a gravação do Café TVCOM e ela diz que vai contar. Não conta.
- Deixa pra depois do programa - diz.
O programa começa. Nos intervalos, ela ri sozinha e comenta, entre risadas:
- Estava lembrando da piada do astrofísico. É boa mesmo, essa piada.
No final, estou angustiado:
- E a piada do astrofísico?
- Agora estou atrasada. Na próxima gravação, conto.
Três semanas assim. Nessa última, peguei uma carona com ela. Estávamos nessa. Eu: e a piada do astrofísico? Ela negaceando, dizendo que tinha de se preparar para contar, que a piada é muito boa, que não pode ser desperdiçada assim no mais, que precisa ser muito bem contada. Vínhamos pelas ruas do Moinhos de Vento, admirando o casario das margens, e aí, num rompante, a Tânia começou a falar sobre o amor. De que nesga do assunto antigo ela extraiu esse novo, isso não sei. Sei que ela proferiu (sim, a Tânia profere) uma frase perfeita.
- Quando a gente ama de verdade - filosofou, imiscuindo-se no trânsito da Goethe -, o amor nunca termina. Pode se modificar; terminar, jamais. Por isso é uma dor, quando a gente se afasta de um amor - e a seguir a frase perfeita: - Cada amor que se vai é uma morte.
Fiquei em silêncio um momento, refletindo. Entramos na Princesa Isabel. Olhei para o pardal, que nos fiscalizava lá de cima do poste. Pensei: tem razão, a Tânia. E percebi que todos os poucos amores que tive estão no mesmo lugar, intactos. E lamentei a dor de morte que senti quando cada um deles se foi. E balbuciei:
- Isso mesmo: um amor que se vai é uma morte...
Nós na Ipiranga. Dei um beijo na Tânia, agradeci a carona e desembarquei suspirando. Já subia as escadarias, melancólico, quando dei um tapa na testa. Virei-me para o carro, que se afastava, e gritei, indignado:
- Pô, e a piada do astrofísico???
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:20 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
02/05/2003
O desaparecimento do troféu
Chega a ser inacreditável a posição que o PT está adotando quanto aos parlamentares do partido que discordam do governo.
Agora a cúpula partidária, com assento nos mais altos cargos da República ou com forte influência no poder, afirma publicamente que "colocará sob observação, durante 15 dias, a senadora Heloísa Helena".
Se a senadora manifestar discordância às reformas, será expulsa do partido.
Essa ameaça invade a respeitabilidade do mandato da senadora. Um senador não pode ficar à mercê da quarentena ideológica do seu partido.
O PT inaugura um tipo de fidelidade partidária que está acima da lei: quem discorda da maioria cai fora. Expelido pelo próprio organismo. Por rejeição do corpo.
Nunca se tinha visto tamanho rigor na democracia brasileira.
Tanto no Afeganistão quanto no Iraque, o mundo assistiu pela televisão a dois filmes que não tiveram desfecho.
Não resta dúvida de que os telespectadores de todo o mundo a quem foram oferecidas as cenas da guerra tinham uma máxima curiosidade sobre o conflito: qual seria o destino de Saddam Hussein, a prisão ou a morte?
O mesmo com Bin Laden. Todos tínhamos a certeza de que o Afeganistão e o Iraque seriam amassados.
Perdurava entretanto em todos os espíritos a indagação de se os Estados Unidos conseguiriam pôr as mãos em Saddam e Bin Laden.
Pois pateticamente não se sabe do paradeiro dos dois.
Eu cheguei a cogitar de que o Saddam Hussein possa estar morto há vários anos. E que, para manter o regime, sua família e os mais influentes membros do poder tenham dissimulado que ele ainda vivia, colocando em seu lugar para as aparições públicas um ou mais sósias.
E foram se sustentando assim no poder com uma falsificação.
Porque não tem explicação que Saddam não tenha resistido à invasão anglo-americana, pagando com sua vida pela derrota.
A fuga de Saddam, no meu sentir, seria um ato de covardia perversa: incitou o povo à resistência até o fim, depois que milhares de iraquianos foram mortos ele se escafede e deixa seu povo entregue aos invasores?
Nada de Saddam, nada de Bin Laden. Com este avanço da tecnologia e a capacidade de espionagem das grandes nações, é praticamente impossível que não se localize em qualquer lugar do mundo duas pessoas assim tão importantes.
O desaparecimento dos dois, sob certo aspecto, fragiliza a imagem dos EUA, na medida em que a impunidade de Saddam e Laden transmite a idéia de que o núcleo de poder da dupla continua intocado.
Se há nações que podem estar ocultando Bin Laden e Saddam em seus territórios, o perigo do terrorismo permanece inalterado, apesar do esmagamento do Afeganistão e do Iraque.
Embora silenciosa, há uma sensação geral de incompletude nessas duas guerras. Parece que a gente saiu da sala de cinema antes do fim do filme. E que o restante do roteiro, por não ter fim, perdeu a graça.
E vendo esta semana 13 iraquianos serem abatidos pela tropa norte-americana em um conflito em torno de uma escola, acho que também o Bush ficou tonto com o desaparecimento do Saddam, não sabendo o que fará com o Iraque, uma recompensa que ele desdenha por ter-lhe escapado aquele que seria o seu maior troféu: o corpo ou o cadáver de Saddam.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:16 AM
by Cassiano Leonel Drum
Acidentes
Violência no trânsito do feriado
Pelo menos 10 pessoas morreram no Estado desde a noite de quarta-feira em acidentes como o de São Lourenço do Sul, em que dois caminhões se chocaram e explodiram (foto Nauro Júnior/ZH)
Quinta-feira, Maio 01, 2003
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6:44 PM
by Cassiano Leonel Drum
Falou, dançou! Ulisses Tavares
Até um homem meio desligado vai descobrindo com o tempo de convivência e observação do sexo oposto (e mulher, como sabem todos, é para se estudar a vida inteira, mesmo que a conclusão seja que não se entende nada - mas a farra é essa mesma!), que existem algumas frases que se devem evitar a qualquer custo. Falou, dançou ! confira:
"Como é que eu ia saber que você mudou o cabelo?"
(Pode tentar corrigir a mancada dizendo que ficou ótimo, mas, em matéria de penteados e cortes de cabelo, mulher não acredita nem no cabeleireiro, vai botar fé em você?)
"Estava apenas tomando um chopinho com alguns amigos"
(Quase sempre é verdade. Homens gostam de ficar bebendo e falando bobagens com os amigos do peito. E é comum que bebam tanto e falem tanta besteira que não sobra energia para correr atrás de rabos-de-saia. Você passará por mentiroso sem mentir.)
"E desde quando sua mãe tem razão em algo?"
(Sendo ou não uma anta, a mãe dela é a única que ela tem. E se você não consegue levar em consideração o que ela pensa, sua mulher leva. Por mais que você conheça sua cara-metade, não foi você que a criou. Se não respeita sua sogra, por extensão de raciocínio, vai acabar desrespeitando a herdeira genética-cultural)
"Puxa, sua amiga estava um arraso na festa ontem!
(Poder elogiar as amigas dela pode, mas não deve. Mulheres são competidoras natas. Você estará aguçando a desconfiança dela à toa. Não faça isso nem para provocar ciúmes.)
"Claro meu bem, pode ficar aqui quanto tempo quiser."
(Se você pretende fechar a relação, tudo certo. Mas se vai continuar galinha ou preza sua liberdade acima de tudo, seja cauteloso com isso de prometer acesso amplo e irrestrito à privacidade de seu lar.)
"Nunca me aconteceu isso antes"
(Pior que broxar é justificar a broxada dizendo que é a primeira vez que acontece. É até ofensivo. Ora, você foi broxar justo com ela? Se estiver afins de você, ela vai ser compreensiva e dar outra chance. Em último caso, chore no colinho dela. Instinto maternal e instinto sexual são ambos poderosos.)
"Mulher não entende dessas coisas!"
(Primeiro, machista e injusto. Segundo, dá a impressão de que você é alguém que continua dividindo o "clube do bolinha" do "clube da luluzinha" porque teme que elas se mostrem superiores aos seus sagrados segredos masculinos. Não descarte a opinião dela.)
"É tanta coisa na minha cabeça... como iria lembrar de nosso aniversário de primeiro encontro?"
(Sabe aquele cuidado que você tem com seus compromissos profissionais? Pois bem, arrume uma agendinha secreta e anote as datas importantes de sua vida a dois. Ela vai adorar você lembrar o aniversário do primeiro beijo! Mas esconda bem a agendinha sentimental. Desmemoriado sim, indiferente nunca.)
"Então por que você não fica com ele ?"
(Briga feia? Surto de ciúmes? Inveja pura e simples do ex, do colega de trabalho dela? Evite chutar o balde tentando provar que você é a melhor opção que ela poderia ter. Vai que ela reflete e a cabe querendo comparar no real depois?)
Digam o que disserem, só existe uma coisa que você pode dizer a ela, sempre e sempre, de eficácia garantida: que ela é única, exclusiva, a dona de seu corpo, sua alma, sua mente, seus sonhos e, se possível, seu cartão de crédito.
Como, da parte dela, dizer que você é o máximo, poderoso, dono e senhor de todos seus poros. Mulheres são sugestionáveis e preferem acreditar em boas palavras. E nós também, ora, ora.
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6:30 PM
by Cassiano Leonel Drum
Sedução através dos sentidos "
Através do olhar,
vejo o mundo em explosão de cores...
Através do aroma, a percepção das coisas boas invade minha alma...
Através do toque, sinto a presença do Universo...
Através do som, meu corpo se alegra e voa livre...
Através do gosto, descubro sensações inesperadas...
A vida é isto. Mas tudo isto, sem você, não é vida".
"Para se tornarem inesquecíveis, as grandes amantes devem se preocupar não apenas com o prazer físico do ato em si, mas também com a estimulação dos cinco sentidos", ensina a professora de artes sensuais Nelma Penteado. Segundo ela, se as pessoas reservassem um tempo para avaliar o que poderia ser agradável para o casal e se dedicassem às conversas agradáveis; e não ficassem falando apenas de problemas, de casa, de família - temas que não são oportunos para os momentos íntimos de amor - descobririam um grande segredo. A seguir, a autora do livro "Esposa Amante" desvenda alguns "segredos" de sedução através dos sentidos.
Visão
Os homens reagem prontamente a um estímulo visual. Cuide de sua aparência, mas tenha em mente que os cuidados que tem consigo mesma a farão sentir-se mais sensual. As roupas íntimas devem ser antes do seu agrado, para ser então do agrado de seu parceiro. Um vestido de tecido macio e gostoso, de uma cor que combine com seu tipo, é também estimulante. As cores exercem um apelo muito importante no apelo visual. Lembre-se disso cada vez que for escolher uma roupa para estar com ele ou mesmo para sair.
Olfato
Para deixar o ambiente com aromas agradáveis, você pode espalhar flores, óleos aromáticos, velas perfumadas. No chuveiro ou na banheira, use sais de banho. Coloque um pouco de perfume sutil e diferente nas partes íntimas. Aromatiza o ambiente, sem deixá-lo carregado demais. Troque também o seu perfume.
Tato
Tecidos macios, agradáveis ao tato, são muito sensuais. Lençóis fofinhos, gostosos de serem tocados, são extremamente sedutores. Um vestido cujo tecido não é tão macio, mas que igualmente pede para ser tocado, é também estimulante. Explore com o parceiro todas as sensações de toque. Façam massagens relaxantes ou sensuais um no outro.
Explorem-se só com a boca, só com as pontas dos dedos, com plumas, com tecidos gostosos, etc. As variações e possibilidades são infinitas.
Audição
Crie um clima romântico e sedutor, um clima suave e envolvente por meio dos sons. Dancem juntinhos suas músicas preferidas. Diga-lhe frases picantes, ternas, sensuais e que o elogiem. Mas pense também em sentir a delícia do silêncio. Se ambos tiverem um dia superagitado, onde ouviram sons de buzinas de carros, máquinas e aparelhos, muita gente em volta falando, o ideal é desligar tudo quando estiverem a sós, a TV, o rádio, o telefone, e deixar que a paz e a tranqüilidade os envolvam, ouvindo apenas a respiração um do outro. Muitas vezes, esse minuto de silêncio a dois fica na lembrança e faz com que vocês voltem a procurar o prazer de estarem juntos.
Paladar
Vale a pena saber preparar um prato saboroso e especial. Também não precisa ser uma exímia gourmet. Mas, sem dúvida, ele vai apreciar muito o cuidado e o carinho com que você preparou uma refeição, mesmo que seja arroz com ovo. Coloque uma bandeja com frutas suculentas e sensuais e fará disso um momento divertido, cria um ato de intimidade. Espalhe sabores diferentes pelo corpo dele ou pelo seu próprio corpo, tomem um sorvete juntos e deixem que esse sorvete percorra caminhos inusitados.
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5:52 PM
by Cassiano Leonel Drum
Não existe dia mais propício para se falar em trabalho que no dia Internacional do Trabalho. Passeata em uns paises, protestos em outros e aqui apenas um feriado para as pessoas poderem sair com suas famílias, irem aos parques, as praças, aos cinemas. E ainda aquelas que não trabalham em serviços essenciais, pois para estas é um dia comum, como todos os outros.
Assisti ao jogo do Corintians lá em Buenos Aires e como bom brasileiro que sou torci para que ganhasse e a vitória estava assegurada até os 3/4 da partida, só que no último e derradeiro, pronto 2 a 1 para o River. Mas vamos ter a volta no dia 14 em São Paulo e espero que o Brasil seja mais Brasil.
Ser feliz é...
Acordar e saber que está atrasado...
Mas ter certeza de que tem um emprego!
Ver a caixa do correio cheia de contas...
Mas receber uma carta do amigo!
Ter um monte de recados na secretária...
Mas no meio deles, um que diz: "Tô morrendo de saudades!"
Ver que no almoço a mãe fez salada de beterraba...
Mas o prato principal está apetitoso e é o seu preferido!
Estar num engarrafamento...
Mas ligar o rádio e ouvir a sua música predileta tocando lembrando de alguém especial!
Brigar com o cachorro porque ele comeu seu sapato...
Mas ser recebido por ele com uma festa todos os dias quando você chega em casa!
Enfim, ser feliz é ter um monte de problemas, mas ser capaz de sorrir com as pequenas coisas do dia-a-dia!!!
Ser feliz é reconhecer que temos pessoas especiais ao nosso lado mesmo estando a quilômetros de distância.
Jane Marion
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4:37 PM
by Cassiano Leonel Drum
QUANDO ESCREVO PORTO ALEGRE
Quando escrevo porto alegre ponho vírgula
porque há muito a declarar. Há uma ilha
e outra ilha. A Pintada a das Flores
e mais outras, nesse largo lençol d'água.
Este porto é o ponto exato de um sol
- poente delirado sobre a Usina -
e de névoa e cerração no horizonte
da Tristeza, do Mercado e da Ponte
E uma afobada primavera inventa ventos
varridos da Esquina Democrática
até o Morro da Maria Degolada
Quando falo porto alegre faço pausa
fungo, disfarço, lembro o cais
onde um pedaço de mim mareja a espera
e o outro
moureja ânsia âncora ais
Poesia de Célia Maria Maciel
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4:34 PM
by Cassiano Leonel Drum
Para aqueles que curtem fotografia, imagens fantásticas e ainda tem alguma curiosidade, ainda que pequena sobre a capital dos gauchos, há esse site ai, que é só clicar na figura e estará lá, onde poderão ter a oportunidade de andar por ruas, conhecer prédios e ver imagens noturnas lindas desta Porto Alegre. Esta foto ai acima é do Centro Administrativo do Estado, que situa-se próximo a Avenida Beira Rio, rua que permite que se ande por longo trecho às margens do Rio Guaiba. Onde nos fins de tarde jovens e idosos adoram a caminhar, andar de bike ou namorar naquele por do sol que ainda é um dos mais belos do mundo.
E a foto abaixo foi capturada lá do terraço do Hotel Sheraton, e que foca o Parque Moinhos de Vento que também é um dos mais lindos de Porto Alegre, e que nos fins de semana é super lotado, assim como em cada entardecer também.
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10:08 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nada como uma reforma
para unir velhos adversários. Lula, Rosinha e Benedita se encontram no Rio e trocam até afagos
Lúcia Leão, Marcelo Remígio e Raphael Gomide
BRASÍLIA E RIO - Os interesses políticos são capazes de aproximar os mais ferrenhos desafetos. Algumas horas antes de entregar as reformas Tributária e da Previdência no Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relevou as constantes críticas da governadora Rosinha Garotinho e partiu para o clima de paz e amor em sua passagem de cinco horas pelo Rio. De olho na ajuda do Governo federal para as crises financeira e da segurança no Estado, Rosinha também cedeu: aceitou até os afagos de sua antecessora e adversária Benedita da Silva (PT), ministra de Lula.
O trio fez as pazes no Rio. Lula chamou Rosinha de companheira e sentou ao seu lado na abertura do seminário Brasil-China, no BNDES, e na inauguração do Laboratório de Tecnologia Oceânica da Coppe, na Ilha do Fundão. Lá, os três tiveram conversa de pé-de-ouvido e voltaram no mesmo avião para Brasília. A convite do presidente, dividiram tutu de feijão e a mesa na cabine reservada do jato. É hora de vocês sentarem para conversar e se entender, pediu o presidente.
Rosinha recebe promessa de ajuda de Palocci
O dia rendeu frutos políticos para a governadora, que também acompanhou, com outros governadores, o presidente na entrega dos projetos de reforma ao Congresso. Ao se reaproximar de Benedita, ministra de confiança, Rosinha voltou para casa com a promessa do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de autorizar em breve a redução dos prazos de títulos públicos, que renderão para o Estado quase R$ 4,5 bilhões em quatro anos. Palocci acenou positivamente no gabinete do presidente, no Palácio do Planalto, aonde foi chamado ¿ em cadeira de rodas por Lula. De nossas propostas para equacionar a situação financeira do Estado, ele disse que esta é a mais adiantada e poderíamos ter uma solução em breve, relatou, animada.
A trégua na relação entre Rosinha e Benedita foi exigência do presidente, cumprida à risca pela ministra e aceita de bom grado pela governadora, de olho nos atraentes eventuais benefícios. Na chegada ao Congresso, sorridentes e cordiais, trocavam amabilidades. Vá mais para a frente, disse Benedita, abrindo espaço na comitiva. Elas marcaram ainda encontro para tratar de programas sociais, amanhã, às 10h, no Palácio Guanabara.
Mas as deferências que recebeu de Lula não representam, disse a governadora, alinhamento incondicional às propostas do Governo federal. Ela reafirmou divergências com os projetos de reforma como a cobrança do ICMS no destino para o petróleo e avisou ao presidente que pedirá à sua bancada para apresentar emendas. Disse que ele pode contar conosco. Mas isso não significa que sejamos iguais, afirmou.
Lula enfrenta manifestações na Ilha do Fundão

Na UFRJ, 200 manifestantes protestaram, mas nem chegaram perto de Lula
Não faltaram protestos na passagem de Lula pelo campus da UFRJ. Teve de tudo: de servidores públicos a instaladores de antenas coletivas reivindicando acesso gratuito de famílias de baixa renda a canais de TV por assinatura. Integrantes do PSTU ostentavam faixas e gritavam palavras de ordem contra as reformas tributária e previdenciária.
Sob forte calor, concursados da Agência Nacional de Águas distribuíram água mineral para reclamar do cancelamento do concurso para o órgão, que já tinha 110 aprovados.
Na visita ao Rio, o presidente Lula fumou o cachimbo da paz. Horas antes de entregar as reformas no Congresso, Lula deixou de lado as desavenças com Rosinha Garotinho e ainda fez de tudo para reaproximar a governadora e a ministra Benedita da Silva, velhas adversárias.
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9:53 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
01/05/2003
O direito ao trabalho
Quem não há de ser tolerante com o vendedor de flores ou o entregador de panfletos nas sinaleiras?
São pessoas que se atiraram à missão de chatear os motoristas, trancados no trânsito pelos semáforos, pela sinistra e cada vez mais intensa onda de desemprego.
Já se sabe se vai ser demorada a troca do sinal pelo número de vendedores ou entregadores que está ali postado no cruzamento, à espera da abordagem. Se são muitos, é porque ali a vinda do sinal verde é demorada.
Há que se ter cordialidade com o pelotão de ofertantes, nasce dentro da gente um respeito pelas pessoas que, recusadas no mercado de trabalho, entregam-se a essa tarefa árdua da informalidade, "peitando" os motoristas na parada transversal.
Essas considerações me vêm à mente neste 1º de Maio em que os trabalhadores não têm nada para comemorar.
No passado, esta era uma das datas mais festivas da nacionalidade. Guardo com incrível apuro memorial, passados 50 anos, a letra inteira do Hino do Trabalhador, que cantávamos em todo o 1º de Maio, formados no pátio do grupo escolar:
Somos a voz do progresso
do Brasil a esperança.
Os nossos braços de ferro
São de grandeza e pujança.
Seja na terra fecunda,
Seja no céu ou no mar
Sempre estaremos presentes,
Tendo na pátria o olhar.
Trabalhador! Incansável, febril,
O teu fervor exalta o Brasil.
Trabalhador! Expressão verdadeira
Do lema altivo da nossa bandeira!
Neste Dia do Trabalho, o trabalhador é cercado por vários pesadelos. Os desempregados mergulham num desespero social impressionante, enquanto que os que detêm emprego vêem a cada dia diminuir os seus ganhos e o seu poder de compra, imobilizados completamente para quaisquer movimentos reivindicatórios, exatamente pela total inexistência de oferta de postos de trabalho, o que os torna reféns amedrontados do mercado.
Outra legião de atormentados trabalhadores, sem carteira assinada, atira-se às atividades informais, sem o amparo de quaisquer direitos trabalhistas, ao sabor da aventura laboral, sem qualquer garantia que não seja seu heróico esforço individual, sempre dependente das circunstâncias econômicas e da feroz concorrência.
As empresas pagam muito e os empregados ganham pouco, daí que se cogita em Brasília de reduzir mais ainda os direitos dos trabalhadores, na esperança de que isso possa criar mais oportunidades de emprego.
E o último círculo de inferno dos trabalhadores é o serviço público, onde os servidores são apontados como os vilões da Previdência, tendo sido desde ontem, quando foi entregue pelo presidente Lula ao Congresso o texto da reforma previdenciária, assestados contra eles todos os canhões da intolerância, visando a diminui-los em seus direitos, sob o pretexto de igualá-los aos trabalhadores privados, sem no entanto garantir-lhes o mínimo para essa pretendida igualdade: o fundo de garantia.
Não cabe festa alguma, portanto, neste Dia do Trabalho. Mas há que se celebrá-lo em nome ainda da esperança.
A esperança de que algum dia o Brasil possa assegurar pelo menos aos trabalhadores o direito sublime e inalienável dos brasileiros ao trabalho.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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9:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nilson Souza
01/05/2003
E nada melhor que mergulhar nestas histórias infantis, num dia assim de feriado como este. Nada melhor que estar com os bolsos cheios de ratinhos coloridos e ter poderes mágicos para manter afastadas e bem longe as tristezas e fazer com que somente as alegrias possam visitar-nos, pelo meno neste dia. Afinal é primeiro de maio.
O fim da história
A menina que me encanta a vida deu agora para inventar histórias. Toda criança é fantasiosa, sei disso, mas essa mocinha resolveu me incluir na brincadeira. Inventa histórias com começo, meio e me desafia a escrever o final. São histórias escritas, evidentemente, pois ela está na fase de exercitar a caligrafia com todas as canetas coloridas e perfumadas que a indústria do material escolar - esta sim, imaginativa - cria para atrair a atenção da garotada (e o dinheiro dos pais).
Divirto-me com o exercício, pois escrever é o meu ofício. Mas não pensem que é moleza. Outro dia, para me manter ao seu lado enquanto estudava para a prova de Português, ela me entregou uma lista de personagens e ordenou:
- Agora escreve uma história que fale em todos eles.
Parece fácil, não? Pois olhem a fauna que ela me apresentou:
Um burro falante,
Uma esponja viva,
Um menino com poderes mágicos,
Duas flores perfumadas,
Cinco ratos laranja,
Um sabão com ânsia de vômito.
Para quem nunca havia escrito uma história infantil, acho até que consegui enganar bem. Criei o sítio do Burrinho Falante, que se recusava a tomar banho. Sua mãe já não sabia o que fazer. Até que um dia apareceu um menino estranho com os bolsos cheios de ratinhos coloridos. A mãe do burrinho tratou bem do garoto e, quando descobriu que ele tinha poderes mágicos, pediu a sua ajuda para convencer o filho a fazer as pazes com a água.
O menino preparou uma grande banheira, a esponja viva espremeu as flores perfumadas e a água soltou um cheiro de alfafa, que era a comida preferida do burrinho. Ele caiu na armadilha do olfato e mergulhou, mas, como fazia muito tempo que não lavava as orelhas e tudo o mais, o sabão saltou fora, compreensivelmente mareado.
Parece-lhes bobagem? Pois o meu projeto de Sherazade gostou.
nilson.souza@zerohora.com.br
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9:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
01/05/2003
Nasce uma crônica
A moça era bonita, se chamava Fabíola e me perguntou como nascia uma crônica. Entre outras coisas. Ela era repórter do jornal da universidade de Ouro Preto e estava me entrevistando, uma tarefa que eu não desejo a ninguém, enquanto uma câmera de TV gravava tudo. Dei a resposta de sempre. Qualquer coisa pode originar uma crônica. Às vezes há um assunto em evidência que você é obrigado a comentar, às vezes é uma coisa, assim, impressionista, às vezes é pura invenção, uma frase que sugere uma história, ou um cheiro no ar, ou um incidente banal...
Os mistérios, enfim, da criação. Etcétera, etcétera. Não há vezes em que as idéias simplesmente não vêm? Há, há. Acontece muito. Com os anos as idéias parece que vão ficando cada vez mais longe, enquanto o seu poder de convocá-las diminui. Você chama e elas não se aproximam. Você grita por socorro e elas continuam longe, lixando as unhas. Você espreme o cérebro e não pinga nada.
E hoje nenhum cronista que se respeite pode recorrer ao velho truque de, não tendo assunto, escrever sobre a falta de assunto. Ou desperdiçar papel caro e o tempo do leitor com um parágrafo inteiro só de introdução. Terminada a entrevista, a moça tira um livro meu da sua bolsa. Vai pedir meu autógrafo. Mas ela mesma usa a caneta para escrever alguma coisa no livro antes de passá-lo para mim. Estranho. Ela está me dando meu próprio livro autografado por ela? Leio o que ela escreveu: "Luis: a sua braguilha está aberta".
A minha braguilha estava aberta. Passeei por Ouro Preto e dei toda a entrevista com o zíper da calça aberto. Aquela situação em que, na infância - no meu caso, pré-zíper -, nossas mães avisavam que o passarinho poderia fugir. Felizmente, meu passarinho já se resignou ao seu lugar. Nada de mais apareceu, a não ser que a câmera tenha flagrado algo. E eu disse para a Fabíola que ali estava um exemplo de como nasce uma crônica. Eu fatalmente usaria aquilo, num dia de idéias distantes.
Posted
9:37 AM
by Cassiano Leonel Drum
Seleção
Também pudera, por qual razão Ronaldo Nazario, iria se esforçar, correr, para provar o que? Depois ele coloca quem quer jogar e mostrar seu potencial só no final, ai não tem jeito. Resultado justo ontem teria sido a vitória do México.
Parreira continua sem vitória
Ronaldo (9) foi um dos que decepcionaram no empate em 0 com o México, ontem em Guadalajara (foto Henry Romero, Reuters/ZH)
Quarta-feira, Abril 30, 2003
Posted
8:47 PM
by Cassiano Leonel Drum
Como amanhã é feriado nacional, vez que comemoramos o "Labor Day", é preciso fazer alguma coisa para que ele simplesmente não passe em vão. E abril despede-se, para voltar só em 2004. Se quiserem saber como foi para mim abril, direi que não houve nenhum fato, situação, encontro que tivesse assim valido a pena. Passou e bem mais do que alegrias pequenas ele trouxe tristezas por frustrações de expectativas que eu tinha. Que fazer? Talvez o melhor mesmo seja reler e tentar praticar essa lição ai do Chico Xavier.
LIÇÃO DE VIDA, POR CHICO XAVIER
Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a RAZÃO,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos
e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um
é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....
A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS
E CONCRETIZADA NO AMOR!
Amorosamente,
Francisco Cândido Xavier
Posted
7:53 PM
by Cassiano Leonel Drum
Bom pelo menos a Governadora é contra a taxação dos inativos, mas parece que as queixas de que o Governo Federal teria esquecido o Rio de Janeiro já não são mais procedentes.
Rosinha: 'Sei da importância das reformas. Mas temos pontos ainda a discutir'
GloboNews.com
BRASÍLIA - A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, disse hoje, após a entrega do texto das reformas ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a presença de todos os governadores na sessão do plenário (com exceção de Joaquim Roriz, do Distrito Federal) mostra a preocupação com que todos enxergam a reforma tributária e da Previdência. Rosinha lembrou que o texto entregue ao Congresso não reflete todas as opiniões dos governadores, mas disse que numa democracia uma decisão é tomada dessa maneira.
- Sei da importância das reformas. Mas há alguns pontos que queremos discutir ainda no Congresso.
Rosinha tomou como exemplo a disputa pela cobrança de tributos na origem ou no destino do petróleo para ilustrar um ponto de discordância entre o governo do Rio e o texto da reforma tributária. Ela disse que pedirá uma emenda sobre este ponto no Congresso.
Sobre a reforma da Previdência, Rosinha se colocou contrária à taxação dos inativos.
- Sou contra a taxação dos inativos. O que não quer dizer que sou contra a reforma.
A governadora disse ainda que quer o repasse de parte do Cide para os governos estaduais. E lembrou também a campanha em favor da construção de uma nova refinaria de petróleo no Rio.
- Temos capacidade para construir três. E, numa discussão sobre duas, só estou pedindo uma - disse.
Na próxima sexta-feira, um grupo de deputados da Assembléia Legislativa do Rio se reúne para discutir as conseqüências das reformas no estado.
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4:22 PM
by Cassiano Leonel Drum
CLÁUDIO HUMBERTO
30/04/2003
SE TIVESSE CHORADO SERIA DE RAIVA, NÃO DE MEDO
(Senadora Heloísa Helena (AL), após a reunião do tribunal de inquisição de sua bancada)
Genoíno achava reforma perversa
Quando é para pegar aposentado, o servidor público, o governo é um leão. Mas para pegar bancos e os banqueiros, é um gatinho que não mia e não ameaça ninguém. Isto não dá. A frase é atual, mas não é da senadora xiita Heloísa Helena (AL) nem do deputado Babá (PA), mas de José Genoíno, o presidente do PT que os ameaça de expulsão, em entrevista ao Estado de Minas, em novembro de 1999. Na ocasião, o PT fazia oposição à reforma previdenciária perversa do governo FhC, bem mais amena que a de Lula.
Palavrinhas chatas
A expressão certa para explicar a ameaça de expulsão dos petistas que discordam das reformas está em desuso: expurgo. A esquerda abusou tanto disso que a palavra acabou caindo, junto com o muro de Berlim.
PMDB no governo
O governo está comendo o PMDB pelas beiradas, nos Estados: empossou ontem na chefia do endinheirado DNIT (ex-DNER), em Goiás, o sr. Ruimar dos Santos, indicado pela turma do senador Íris Rezende (PMDB).
Lula vai ou não?
Lula ainda não informou se vai à 8ª Feira Nacional do Chimarrão, em Venâncio Aires (RS), de 1º e 11 de maio. A cidade sonha com sua presença: 43 mil dos seus 61 mil moradores subscreveram um abaixo-assinado convidando-o a voltar à cidade que visitou na campanha de 1998.
Drogas? Tô fora
A banda Kid Abelha, cujo DVD Acústico revela maturidade e excelência artísticas, divulgou nota negando relação com um sujeito preso comprando cocaína. E fez declaração tão inusual quanto corajosa, no meio artístico: ¿somos, como grupo e indivíduos, radicalmente contra o uso de drogas.
É grave a crise
Clínicas particulares de hemodiálise, que atendem 90% dos pacientes, decidem hoje no Recife se aceitam ou não o atendimento a novos pacientes do SUS. As clínicas estão quebrando. E o Ministério da Saúde silencia.
A era do gelo
A tão prometida inclusão social pode ainda estar longe, mas a exclusão partidária do Governo Lula começou rapidinho.
Guggenglub
O mais profundo tanque oceânico do mundo será inaugurado hoje, na UFRJ. Mas aquário marinho, como o de Osaka, no Japão, nem pensar. Fonte de emprego, turismo e renda, estimularia o turismo e a educação no Rio. Os visitantes conheceriam tubarões sem matá-los nem ser mordidos.
Assim não dá
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) não agüenta mais o descaso do primeiro escalão do governo. Ela reclama que vários pedidos seus de audiência com ministros estão sem resposta ou foram cancelados.
Lei Sarney
O grampo que fere Adriana não dói como o grampo que pega Roseana.
Triste papel
O senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), espécie de office-boy de luxo de ACM, botou a mão no troféu Óleo de Peroba 2003: no Conselho de Ética, ontem, ele disse que dos quarenta depoimentos na Polícia Federal sobre a gangue do grampo apenas seis incriminaram o babalaô. Apenas?
Exclusão digital
A Secretaria de Comunicação do ministro Luiz Gushiken se trumbicou, negando que tenha comprado cartuchos. A coluna informou que a Secom abriu licitação e mostra o pau: basta acessar a página planalto gov.br, na Internet, clicar licitações, Secom e o nº 024/2003: aquisição de munição.
Carga expressa
O governo quer despachar de todo jeito Itamar Indeciso Franco para a embaixada em Roma. Em último caso, manda por Sedex. Se não chegar ao destino, pelo menos leva um mês desaparecido. Já seria alguma coisa.
Ameaça ao cidadão
Doutor em Políticas Públicas, George Felipe Dantas, de Brasília, enviou pela Internet, em 30 de março do ano passado, uma mensagem ao ministro da Justiça, em tom respeitoso, contendo considerações sobre segurança pública. A resposta chegou num e-mail anônimo, em tom ameaçador.
vira pizza no governo
Após denúncia da coluna, a Polícia Federal chegou à autora da ameaça: Maria Angélica Gonsalves Corrêa, da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Um ano depois, o atual ministro, Márcio Thomaz Bastos, empurra a pizza com a barriga para Cristovam Buarque, alegando que o Ministério da Educação é o órgão de origem da acusada. Que permanece impune.
Traje a rigor
Os presidiários do Rio que vão costurar os uniformes dos policiais já foram advertidos: não vale desenhar alvo nas costas.
Esqueceram de mim
Convidado pela Câmara a contar o que tem feito, o ministro Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário) encontrou a sala vazia. Adiaram por causa de eventos no mesmo horário. Ou seja, os deputados tinham mais o que fazer.
Parece, mas não é
Poder sem pudor: Falando de barriga cheia
Em debate sobre a reforma da Previdência, o empresário Jorge Gerdau Johannppeter, um dos mais ricos do País, defendeu um teto salarial o mais baixo possível, para reparar as injustiças e o déficit previdenciário. O deputado Carlos Mota (PL-MG) não se agüentou e pediu a palavra:
Então que o teto seja estipulado em R$ 0,1 (um centavo), e resolveremos de vez todos os problemas sociais do Brasil!
Claudio Humberto com Teresa Barros
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2:05 PM
by Cassiano Leonel Drum
30.04.2003, 13h35 - Diretoria da Caixa formaliza hoje revogação do normativo da RH 008
RH 008
Uma das mais antigas reivindicações dos empregados da Caixa Econômica Federal a revogação da RH 008, norma que permite a demissão sem justa causa será formalizada hoje durante reunião da direção da empresa. Passada essa fase, a portaria sobre o fim do normativo deverá ser divulgada ainda esta semana, provavelmente. A informação foi dada ontem pela Comissão de Negociação da Caixa, que se reuniu com a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), assessorada pela CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados).
A demissão sem justa causa com base na RH 008 era um dos maiores instrumentos de coação dentro da empresa, constituindo-se ainda numa afronta aos direitos dos empregados. Na rodada de ontem, que prosseguiu com a retomada das negociações entre a empresa e os representantes dos empregados, dentro do princípio da negociação permanente, a CNB/CUT voltou a cobrar a necessidade de que sejam revistas todas as demissões pela RH 008. Nova rodada de negociação entre a CNB/CUT e a Caixa foi marcada para 21 de maio, a partir das 10h. Confira abaixo os demais pontos discutidos na rodada de ontem:
RH 002
A Caixa reafirmou que pretende fazer curso de integração de pelo menos cinco dias ao novo empregado, ao mesmo tempo em que garantirá uma sistemática de avaliação em duas etapas, no prazo de 90 dias (período em que o empregado estará em estágio probatório): a primeira em 45 dias e a segunda, em 75 dias. A metodologia será de avaliação 180º, que prevê a participação de mais de um avaliador. Além do gestor da unidade, participarão desse processo um mentor (orientador do estágio) e mais dois membros da equipe. Em caso de parecer contrário para a permanência do novo empregado na Caixa, este deve estar devidamente justificado pelos avaliadores. A CNB/CUT insistiu na necessidade de que seja garantido ao avaliado o amplo direito de recurso sobre o resultado.
Saúde
A empresa oficializou a instalação do grupo de trabalho SaúdeCaixa, formado de maneira paritária: três representantes de cada lado e um representantes dos aposentados. Os trabalhos do GT serão iniciados já na próxima segunda-feira, dia 5 de maio, com prazo de duas semanas para a conclusão do relatório. Caberá ao GT SaúdeCaixa discutir especificamente Pams (Programa de Assistência Médica Supletiva), PRT (Programa de Readaptação ao Trabalho) e RH 025, que determina regras para a revisão das licenças médicas. Paralelamente a isso, por orientação da CNB/CUT, com a assessoria da CEE/Caixa, entidades sindicais e associativas irão realizar seminários regionais da área de saúde para discutir Pams, PRT, revisão das licenças médicas e outros assuntos correlatos.
PRX
A CNB/CUT voltou a lembrar a necessidade de que seja aplicada a Convenção Coletiva Nacional da categoria bancária, que prevê critérios mais eqüanimes de distribuição de renda do que os estabelecidos pelo PRX, e que o tema seja discutido na próxima rodada.
Organização do movimento
O parâmetro proposto pela Caixa é o do Banco do Brasil: liberação de 60 dirigentes. A empresa aceita que, dentro dessa cota, sejam liberados também dirigentes das Apcef e da Fenae. O pedido de reconhecimento dos delegados sindicais voltou a ser negado pela Comissão de Negociação da Caixa, alegando para isso a falta de uma discussão acumulada no âmbito da diretoria da empresa. Quanto ao acesso da representação dos empregados ao correio eletrônico, a proposta da empresa é de que seja colocado um link da CNB/CUT e da Fenae na IntraNet (página da Caixa na internet), de modo a facilitar o contato das entidades sindicais e associativas com os empregados. A área de Informática foi colocada à disposição da representação dos empregados no processo de viabilização desse trabalho.
Terceirização
A Caixa comunicou que vem estudando diversas maneiras de fazer a substituição das atividades terceirizadas. A meta é de resolver essa questão ainda este ano, mas a tendência é de que seja aplicado em nível nacional cronograma semelhante ao acordo estabelecido na região de Campinas (SP), que prevê de maio a dezembro deste ano a substituição de 371 empregados terceirizados por 312 técnicos bancários.
No entanto, antes desse cronograma ser colocado em prática em todo o Brasil, a Caixa admitiu que uma de suas principais prioridades neste momento é conseguir a autorização do Ministério do Planejamento para a contratação imediata de 20 mil trabalhadores concursados. Alegou para isso necessidade de suprir carência de pessoal nas unidades.
Revisão do PCS
A Caixa comunicou a CNB/CUT sobre a instalação, no âmbito da Matriz/BsB, de um GT para discutir a revisão do PCS (Plano de Cargos e Salários). Esse GT será coordenado por Sebastião de Andrade, membro da Comissão de Negociação da empresa, e inicialmente irá realizar pesquisa de mercado para verificar planos de cargos e salários aplicados por empresas do mesmo porte da Caixa. Para esse trabalho será contratada uma empresa de consultoria.
Tão logo o relatório do GT do PCS seja concluído, as informações serão repassadas à CNB/CUT. A empresa admite que há problemas no atual PCS que precisam de soluções urgentes. O estabelecimento de contatos entre a CEE/Caixa e os membros do GT foi reivindicado pela CNB/CUT, de modo a que o movimento dos empregados apresente propostas em relação ao tema.
Haverá uma reunião entre a CEE/Caixa e o GT do PCS, para discutir como está sendo desenvolvido o trabalho e as principais demandas dos empregados.
Outros temas
Temas como o dos avaliadores de penhor começaram a ser discutidos na rodada de ontem. A Caixa informou que o documento elaborado no encontro nacional do segmento foi encaminhado para as áreas pertinentes da empresa, a fim de que seja feita uma avaliação preliminar sobre o que pode ser feito em benefício dos avaliadores de penhor. Assuntos como a discriminação aos técnicos bancários, tesoureiros e supervisores de retaguarda foram apresentados e passarão a ser discutidos nas próximas rodadas de negociação.
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8:39 AM
by Cassiano Leonel Drum
A busca pelo domínio
O fenômeno atrai fãs, amplia seus serviços e não pára de crescer, enquanto seus concorrentes saem atrás da popularidade perdida
Alessandra Carneiro e Mylène Neno
Criado há apenas cinco anos, o Google invadiu o mercado de mecanismos de busca e atingiu um sucesso nunca visto antes entre serviços do gênero. Seu sucesso deve-se ao seu inovador sistema de busca, que vasculha a Web atrás do maior número de sites possível e mesmo assim consegue classificar o resultado em uma compreensível ordem de relevância, além de estar sempre se reciclando, lançando novos serviços.
Hoje, o site mantém uma média diária de 150 milhões de buscas, vindas de mais de 100 países diferentes, atrás de alguns dos 3 bilhões de páginas catalogadas pelo GoogleBot. Uma pesquisa organizada pela agência de marcas britânicas Interbrand apontou o Google como a marca do ano. Com 1.315 entrevistados, o site conseguiu 15% dos votos, superando marcas como a Coca-Cola.
Não é à toa que vários concorrentes estão melhorando seus serviços e muitos deles estão cada vez mais parecidos com o Google. O portal MSN, por exemplo, está investindo em sua área de busca, mas garante que a melhoria não tem a ver com a concorrência com o Google. Mais de 50% das questões não são respondidas pelos mecanismos de busca atuais, é uma área que tem muito espaço para crescer e estamos investindo para melhorar nossa qualidade, diz Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral da MSN Brasil. Aliás, nosso serviço combina buscas na Web e em nosso diretório, que é feito por pessoas que selecionam os melhores sites. Diferente do Google, que no resultado da pesquisa costuma vir muito lixo, opina.
O AskJeeves (http://www.ask.com), site de busca baseado em perguntas e respostas, conhecido pelas procuras how to (como fazer), lançou novos recursos, como busca por imagens e ferramentas para oferecer resultados mais específicos.
O Yahoo! também lançou novo mecanismo de busca que, assim como o Google, procura palavras na Web, mas também continua oferecendo resultados com base em seu diretório, além de contar com novidades como busca por imagens e mapas. A nova busca está no site http://search.yahoo.com.
E até a Disney anda preocupada com a concorrência a seu sistema. A empresa anunciou que vai usar a mesma tecnologia do Google em vários de seus sites, como o Disney.com, Movies.com e FamilyFun.com.
Outra impressionante influência dessa crescente concorrência pode ser vista através do site Phuse, cujo design é idêntico ao do Google. No entanto, o Phuse (PHP Unified Search Engine) procura apenas por endereços RSS e XML.
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8:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Socuerro! Tem língua plesa na Argentina!
Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! Sobrou pro Gagallo! Que desceu com a Selecinha em Los Angeles rumo ao México. E ficou retido na alfândega por uma hora. SÓ? Devia ter ficado retido uns quatro meses. Pra livrar a Seleção!
E será que ele falou pra polícia americana: 'Vocês vão ter que me engolir!'? Claro que falou! E como ele mesmo declarou: 'Não acharam o Saddam, não acharam o Bin Laden e acharam o Zagallo?'. É que os americanos são assim: engolem um boi e se engasgam com um mosquito. Ô! Ô! Ô! O Gagallo é um TERROR!
Tubarões atacam Garotinho! Diz que foi o Fernandinho Beira-Mar que mandou os tubarões atacarem o Rio. E adorei a charge do Frank com o tubarão amarrado numa cadeira de delegacia: 'Foi o Fernandinho Beira-Mar que mandou vocês atacarem? Confessa!'. Garotinho em 'Tubarão 5'. 'JAWS'!
E diz que o Xerife Little Kid vai botar os presos pra trabalhar. Um vai trabalhar de avião, outro de gerente de boca e outro de mula em aeroporto. E diz que vai mandar os presos confeccionarem os uniformes da polícia. Já imaginou a sacanagem? No mínimo vão fazer as calças ao contrário: a braguilha atrás e fechada na frente! E o paletó com um monte de furo de bala! Rarará!
Socuerro! Na Argentina também tem língua plesa. O candidato Kirchner também tem língua plesa. Aí se junta ao Lula e fazem o MERCOFUL! Aliás, já imaginou o Lula, o Palófi e esse Kirchner juntos? Comendo farofa? Melhor, paçoca. PAFOCA NO MERCOFUL! Tempestade de areia na Casa Rosada!
Pior, a comitiva do Lula em Buique, Pernambuco, se deparou com uma cobra. E adivinha qual o nome da cobra? Heloísa Helena. Rarará! E isso é praga do FHC: 'O próximo presidente também vai ter um PT pra encher o saco!'. É mole? É mole, mas sobe!
Miss Mico 2003! A Miss Brasil Tocantins é mineira, a Miss Goiás é mineira, e aí eu me pergunto: será que ainda tem mineira de Minas Gerais? E até a organizadora do evento era mineira. Aí eu disse que só faltou o Itamar. Então não faltou nada. O pai da Miss Brasil também se chama Itamar!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. É que deu no caderno Mundo sobre a guerra: 'Americanos flagrados com suvenires'. Tucanaram a pilhagem! Tucanaram o saque!
Cartilha do Lula. Mais um verbete do óbvio lulante. 'Cornucópia': clone de chifrudo. Companheiro gêmeo de chifrudo. Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
simao@uol.com.br
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8:27 AM
by Cassiano Leonel Drum
Joelmir beting
30/abril/2003
Esperar é preciso
"Sempre tivemos encargos elevados com salários achatados. As empresas pagam muito e os empregados ganham pouco."
José Pastore, sociólogo
No primeiro Dia do Trabalho do governo do Partido dos Trabalhadores, a esperança vai ter de vencer o arremedo. O arremedo do salário mínimo real corrigido agora em abril a quase zero em seu poder de compra. O arremedo de um terço já perdido do primeiro ano do governo Lula para a solene promessa eleitoral da ampliação de 2,5 milhões de empregos por ano.
O reajuste nominal de 20% do salário mínimo mal cobriu no acumulado de um ano a carestia de 17,4% medida pelo Dieese. Quando o candidato Lula se comprometeu no palanque em dobrar o salário mínimo no Palácio, em quatro anos de governo Lula, ele deve ter colocado todas as suas fichas numa radical reforma do Estado brasileiro.
Sim, porque o salário mínimo aviltado há décadas tem sido calibrado, não pela capacidade de pagamento do setor privado, o selvagem, mas pela incapacidade de pagamento do setor público, o intocável. Incluído o estelionato atuarial da Previdência do setor privado (com sua massa de contribuição devorada em quase metade pelos benefícios pagos a menos de um quinto dos segurados, os do setor público).
Ocorre que a justiça salomônica de um piso salarial do setor privado descolado de um piso salarial do setor público (e a salvo do indexador do sistema previdenciário iníquo e falido) seria rechaçada em passeata como a maior de todas as heresias do "modelo neoliberal que aí está". O justo e o certo é continuar submetendo milhões de brasileiros no trabalho formal e/ou informal a um salário mínimo situado no limite da sobrevivência biológica da família.
Quanto ao emprego, a verificação acaciana de sempre: a oferta de trabalho remunerado, com ou sem registro em carteira, é um fator condicionado e não um fator condicionante da atividade econômica.
Infelizmente. A oferta maior depende de avanços sustentáveis na renda real da população como um todo: maior a renda, maior o consumo, maior o mercado, maior a produção, maior o emprego, maior a renda...
Para este Dia do Trabalho, o presidente Lula, o operário, tem de desconversar sobre o mínimo e sobre o emprego. Não deu sequer para centralizar a celebração do Primeiro de Maio no lançamento oficial já protelado do Programa do Primeiro Emprego. Igualmente não haverá discurso adequado para a defesa das propostas de seu governo para a reforma previdenciária e muito menos para a reforma trabalhista. No terreno sindical, não. E o que dizer da manutenção e/ou ampliação do arrocho monetário e do garrote tributário, "herança maldita" da Era FHC?
Arrocho e garrote que têm quase tudo a ver com as curvas sinistras do emprego e da renda, segundo o Dieese. De 1995 a 2002, o desemprego na região metropolitana de São Paulo escalou de menos 13% para mais de 19%. E a renda nominal média do trabalho adernou de R$ 1.241 por mês para R$ 851. Tombo de quase 30%. No período, a inflação medida pelo IPCA acumulou 100,7%.
Secos & Molhados
Em greve - O primeiro Dia do Trabalho do governo do PT também contabiliza o desconforto político de greves tópicas já deflagradas por sindicatos da CUT - que não se diz apêndice sindical do partido. Além da articulação de paralisações em cascata de servidores públicos federais, estaduais e municipais - capital político da CUT e ativo eleitoral do PT.
No gatilho - Lideranças sindicais ensaiam um transtorno ainda maior para o governo petista: a luta pela reindexação salarial em lei, com a reinvenção do "gatilho inflacionário". Um gatilho para uma garrucha de dois canos: um deles, voltado para a cabeça do próprio atirador. O gatilho é reator da inflação. Já vimos esse filme de horror.
Complicador - A atual efervescência sindical guarda relação não apenas com a agenda trabalhista de briga e de sempre. Também com um protesto político contra "a manutenção de uma política econômica pró-mercado". Além, claro, da tentativa da Força Sindical de ocupar vácuos de uma CUT agora politicamente constrangida.
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8:21 AM
by Cassiano Leonel Drum
Está ai o protesto do Sant'Ana e que assino embaixo, tudo discurso essa idéia de favorecer as classes menos favorecidas, pois se efetivamente baixassem os preços aos níveis que eram, as passagens de ônibus também seriam reduzidas, as de lotação idem, os fretes ficariam mais baratos e em consequência o salário do trabalhador valeria mais. Sonhos, ilusões de uma quarta-feira de outono. Só sonhos e ilusões... E a gente eacreditava!
Paulo Sant'ana
30/04/2003
A esmola da Petrobras
A partir de hoje, a gasolina sairá da refinaria com redução de preço da ordem de 6,5%.
Uma gracinha.
Só durante o governo Lula, o dólar baixou 17,77%. E o leitor emilson@marketing.pro.br, numa pesquisa espetacular que me mandou, matou a questão: em agosto de 2002, quando o dólar valia R$ 2,96, mais ou menos o preço que bateu ontem, a gasolina custava R$ 1,75!
Por direito, por justiça, a gasolina devia hoje estar custando o mesmo, no máximo R$ 1,75. No entanto, está em R$ 2,28.
Tanto é verdade, que se se for descontar do preço da gasolina de hoje os 17,77% de queda do dólar em 2003, a gasolina ficaria em cerca de R$ 1,80.
Isso quer dizer que, na maior cara-de-pau, o governo e a Petrobras estão tomando, na mão grande, do consumidor brasileiro, cerca de R$ 0,50 por litro de gasolina, no santo nome em vão da oscilação do dólar.
Isso além dos tributos (e lucros) normais.
Essa esmola de 6,5% de redução no preço da gasolina que estão oferecendo hoje é uma ofensa à razão, ao bom senso, à aritmética.
E essa redução é no preço da refinaria. Porque nas bombas de gasolina a redução é sempre muito menor.
O embuste é traiçoeiro: já tivemos exemplos, quando o preço da gasolina sobe em 10% nas refinarias, nos postos a alta fica em torno de 12% a 15%.
Mas quando o preço da gasolina baixa nos mesmos 10%, a redução nos postos de gasolina fica apenas entre 4% e 6%.
Ou seja, o único negócio que ganha tanto na alta quanto na baixa é o posto de gasolina.
Não é o único: a Petrobras, o governo federal, os governos estaduais e municipais também ganham na alta e na baixa do dólar. Quando da alta, porque o preço dos combustíveis e seus impostos embutidos são aumentados de acordo com a correção cambial.
E quando da queda do dólar, o preço da gasolina é reduzido em apenas um terço da correção cambial, na maior esperteza de que é vítima a massa nacional de consumidores em todos os tempos.
Já tem revendedor calculando que a redução do preço da gasolina nos postos ficará em torno de 1,8%, a partir de hoje ou amanhã. De 6,5% da refinaria para 1,8% nos postos, ninguém sabe em que estância neuronial vai parar essa diferença!
Mas o grande escândalo é que, segundo levantamento do meu consultor de indicadores econômicos, Marçal Alves Leite, o dólar baixou 17,77% este ano e o preço internacional do petróleo caiu 20% nesses últimos quatro meses.
E o governo vem com apenas 6,5% de redução na gasolina, na refinaria, menos ainda nos postos! Isso é estrumoso!
Me faz pensar que os políticos são sérios só durante a eleição e usam das bravatas só depois que são eleitos.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:12 AM
by Cassiano Leonel Drum
Martha Medeiros
30/04/2003
Fábrica de notícias
Furo jornalístico, ou notícia em primeira mão, já foi algo mais rotineiro nas Redações de jornais e TV. Hoje é dificílimo sair na frente antes dos outros veículos de comunicação, pois a concorrência é enorme e a internet é a lebre da história: ninguém a alcança em velocidade. Então todo mundo fica sabendo de tudo quase ao mesmo tempo, e o furo vira artigo de luxo. Na falta dele, recorre-se a outro expediente: fabricar cases.
Atenção: nada é inventado. Tudo acontece mesmo. Mas a proporção que certas "notícias" ganham é completamente fantasiosa. Tudo acontece mas pouca coisa realmente importa.
O exemplo da Athina Onassis já foi debatido aqui por outros colunistas, mas faço coro: foi de um total provincianismo essa badalação toda só porque uma bilionária namora um brasileiro. Isso mereceria algumas notas em coluna social e nada mais. A mesma coisa sobre a mãe dos irmãos Schumacher. Li sobre a "polêmica" a respeito de eles terem corrido de luto o GP de Ímola. Polêmica? Eu não soube de polêmica nenhuma.
Não vi ninguém conversando nas ruas sobre isso, não li ensaios a respeito. A palavra polêmica é usada a torto e direito para dar relevância a assuntos menores, mas a discussão em si inexistiu, não durou mais que uma pausa pro cafezinho. O que mais me chamou atenção neste episódio foi a familiaridade do locutor da Globo em relação à senhora em questão. "Dona Elisabeth morreu esta noite", "os irmãos Schumacher resolveram correr mesmo com a morte da dona Elisabeth". Dona Elisabeth??? Por acaso ela era comadre do locutor, costurava pra fora, morava no andar de cima?
Estamos todos muito íntimos. Tudo que antigamente ficava a uma distância segura do nosso cotidiano agora está batendo à nossa porta e entrando em nossa casa com status de grande visita. A mídia está errada? Não, está fazendo o trabalho dela, defendendo seu espaço. Entre uma foto da Madonna com a perna atrás do pescoço e matérias sobre aquele baralho infantil com as fotos dos procurados no Iraque, há muita coisa importante pra ler, descobrir, discutir.
O mundo não está pra brincadeira. A imprensa faz coberturas sérias e necessárias, mas não se priva de soltar um pouco de purpurina por aí, porque sabe que o leitor adora uma fofoca. Cada um de nós que decida o que levar pra dentro do cérebro. Com filtro ou sem filtro.
martha.medeiros@zerohora.com.br
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8:08 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Fogaça
30/04/2003
Era pra não ir embora
Foi numa pequena sala do Sheraton Hotel, em Buenos Aires, no outono de 2002. Roberto Saturnino sentado na cabeceira da mesa, Requião em uma ponta, e eu mais ou menos no meio, em frente a Raul Alfonsín, ex-presidente da República. Parlamentares uruguaios, chilenos e paraguaios ocupavam os outros lugares. Uma cadeira vaga apenas, à espera do personagem crucial daquela tarde. Pensei comigo: "Não acredito que eu esteja aqui!".
No entanto, era verdade. Ali estávamos, a convite da Comissão de Relações Exteriores do Congresso Nacional da Argentina, para cumprir uma missão insólita, para dar conseqüência a uma tarefa política que, para muitos dos presentes, até então era simplesmente impensável. A porta se abre e entra um senhor muito magro, de dedos longos e gestos comedidos - com um nariz afiladíssimo. Anoop Singh - esse era o nome dele. Nada mais, nada menos do que o diretor do Fundo Monetário Internacional para a América Latina.
A poucos metros dali, ainda havia convulsão nas ruas. A Argentina inteira, de San Salvador de Jujuy até os confins da Patagônia, aguardava a resposta do FMI ao seu pedido de ajuda. Mas o homem do nariz afilado, um indiano educado e imperturbável, respondia a todos com muito vagar, desfiando, a cada argumento, uma longa equação de receios e cautelas.
Pouco me lembro dos detalhes do que foi dito naquela reunião. Ficou apenas o mais importante: o gesto admirável daqueles dois senadores brasileiros, Roberto Saturnino e Roberto Requião, ambos acérrimos opositores do FMI em nosso país. Sei lá quantos sapos, quantos ranários tiveram que engolir naquela sala. No entanto, não recuaram, naquele momento, do gesto essencial: a solidariedade necessária com o povo argentino.
Na volta para o aeroporto, vi que a tarde ia morrendo fria e cinzenta em Buenos Aires. A última brisa do outono ainda fazia cair as folhas dos plátanos, na Plaza San Martín. Àquela hora, as cores e luzes noturnas do Pilar possivelmente já estivessem acesas e as toalhas brancas em La Recoleta já estivessem postas. Imaginei, por instantes, estar sentado no banco de madeira do trem que vai a Liniers, vendo pelo vidro embaçado seu casario pobre, imutável, com sua gente modesta e permanente. E senti que tínhamos tomado a decisão correta. Era nossa obrigação atender ao convite de Alfonsín.
No domingo que passou, preocupado com os primeiros resultados da eleição argentina, voltei, em pequenos flashes de memória, àquele dia jamais imaginado. O dia em que fomos pedir ao FMI para ficar.
jose.fogaça@zerohora.com.br
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8:05 AM
by Cassiano Leonel Drum
Eu sou um gnu
O aniversariante é um gnu. Manja o gnu, aquele bicho parecido com um cavalo ou uma lhama, que tem aos montes na África? Pois é. O gnu é alimento da maioria dos predadores. Leão come gnu, hiena come gnu, crocodilo come gnu. O gnu deve ser muito gostoso. E também tem o seguinte: o gnu não sabe se defender. Ele é tanso.
Então o aniversariante é um gnu. A vítima de todos. As pessoas em volta pensam: oba, hoje tem um ali de aniversário. E encetam os planos para constranger o pobre coitado. Antes, era só o maldito Parabéns a Você, a pior música do mundo. Agora, os predadores estão sofisticando. Fiz aniversário essa semana. No dia do aniversário propriamente dito, um enorme caminhão de som estacionou aqui na frente do prédio da Zero Hora. Esse caminhão é usado pelo Brasinha, lá do IAPI, nas campanhas eleitorais. É dotado de um equipamento de som poderoso, capaz de sacudir o bairro. Bom, desse caminhão saltou o Pedro Ernesto Denardin, microfone em punho, me chamando à janela, cantando Parabéns a Você. Cristo!
Mas o dia do aniversário passou, sempre passa. Ontem, eu estava aliviado e distraído, quando uma mulata vestida com roupas sumárias irrompeu na Redação. Tocaram a música do É o Tchan num gravador. Uô, uououuô, uouooô! E ela começou a dançar. Na minha frente! Me chamou para sambar. Bem, fui, tentei desempenhar razoavelmente.
Chama-se Kely Dornelles, a mulata, perguntei enquanto dançávamos, e ela é realmente uma mulata de causar taquicardia. Fiquei vermelho, aquela coisa, o pessoal da Redação se divertiu às minhas custas, mas, ao pegar no flanco da morena, confesso que uma onda de felicidade me invadiu. Kely. Bonito nome. Às vezes, até os gnus se dão bem.
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:00 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
30/04/2003
O soluço
Foto(s): Arte/ZH
Isso de o Rodrigo Fabri nunca mais marcar gol me lembra a história da professorinha da zona norte de Porto Alegre. Deu-se há 30 anos. Era uma manhã de inverno fria como o coração de certas mulheres. Chovia. A professorinha apareceu no colégio parcamente agasalhada. Talvez por isso tenha ficado com soluços. Entrou na aula soluçando. A cada minuto, um sobressalto. No começo, ela achou engraçado. Depois, ao perceber que não conseguia ministrar a aula direito, se preocupou. Os alunos riram baixinho ao verem que ela não completava uma frase sem soluçar. Com o avançar da aula e a continuidade dos soluços, os risos aumentaram. Logo, todos gargalhavam, apontavam para ela a cada soluço, rolavam pelo parquê de rir. A professorinha interrompeu a aula antes do final. Foi para a sala da diretora.
Não sei o que está ac, ic!, acontecendo comigo. Não consigo parar de soluçar. Ic!
Friagem diagnosticou a diretora. Só pode ser friagem. Vai para casa, toma um chá de limão com mel e alho esmagadinho, te aquece bem, que passa.
A professorinha obedeceu. Mas o soluço não passou.
O negócio é tomar água ¿ sugeriu o marido, no final da tarde. Toma 20 goles d´água sem respirar. Não tem erro.
Lá se foi ela, glub, glub, glub. Vinte goles. No último, suspirou:
Aaaaah, acho que deu certo.
Olhou sorrindo para o marido, o copo vazio na mão. Fitou o teto da cozinha.
Que alívio disse.
O marido levantou uma sobrancelha, orgulhoso. Mas, a seguir, a professorinha: Ic! Ic! Ic!
Voltou... concluiu o marido, desolado.
Ela continuou soluçando noite adentro. Ao lado dela, na cama, o marido se revirava:
Que inferno, não consigo dormir.
Desculpe, ic, ic, ic!
Tenta pensar em outra coisa.
Estou tentando! Ic!
Nenhum dos dois dormiu. Pela manhã, ela chegou à escola com espasmos de soluço. Sentia-se um sapo. A diretora se espantou.
Parece pior...
Os colegas se reuniram em volta dela.
Prende a respiração sugeriu o professor de OSPB. Vamos lá, fecha o nariz e a boca e só abre quando eu chegar a trinta. Um, dois...
Ela prendeu a respiração. Mas no 27 deu um gigantesco IC!
Santa Ineficiência! o professor de OSPB socou a mão.
Nisso, o de Mecanografia esgueirou-se por trás dela e, UAAAAAAH!, deu um baita grito com aquele vozeirão dele.
A professorinha pulou de pavor.
Que é isso, Aristeu???
Dizem que susto passa soluço.
Tá, ic!, louco?
Não passou.
A professorinha não conseguiu dar aula naquele dia. Nem nos dias seguintes. Nem nunca mais.
Acabou demitida. O marido também não agüentou as noites maldormidas e os diálogos irritantemente entrecortados por ics. Trocou-a por uma estudante de jornalismo de 18 anos de idade. A professorinha procurou psiquiatras, psicanalistas, terapeutas diversos, gastou todo o dinheiro da família em tratamentos caríssimos. Não adiantou. Hoje, 30 anos passados, ela ainda soluça. Tem de conviver com o soluço eterno. O soluço é uma parte irremovível e indisfarçável da sua vida. Há males que não passam jamais, de fato. Será que o Fabri vai voltar a fazer gols?
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7:55 AM
by Cassiano Leonel Drum
Legislativo
Lei defende os animais
O cão-guia Jack esteve no plenário da Assembléia durante a aprovação do Código Estadual de Proteção aos Animais (foto Valdir Friolin/ZH)
Terça-feira, Abril 29, 2003
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9:05 PM
by Cassiano Leonel Drum
Aperte ai na figura e veja outras e ouça a música, e neste link você terá uma série de outras, quem sabe uma que você ame e curta ouvir nesta noite de terça-feira. Que os anjinhos protejam vocês.
Imagine
John Lennon
Imagine não existir céu
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
E acima apenas o espaço
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada para matar ou por morrer
E nenhuma religião
Imagine todas as pessoas
Vivendo em paz
Você pode falar que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só
Imagine não existir posses
Surpreenderia-me se você conseguisse
Inexistir necessidades e fome
Uma irmandade humana
Imagine todas as pessoas
Partilhando o mundo
Você pode falar que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia você se junte a nós
E o mundo, então , será como um só .
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8:17 PM
by Cassiano Leonel Drum
Fim de prazo para o IR
Contribuintes têm só até amanhã para entregar a declaração de renda. Atrasados vão pagar multa
BRASÍLIA - Termina amanhã o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física e ainda faltam seis milhões de contribuintes, segundo balanço feito ontem à tarde pelo supervisor nacional do IR, Joaquim Adir.
A Secretaria da Receita Federal estima receber até amanhã 18 milhões de declarações em todo o País, dos quais 12 milhões já foram entregues, apenas pela Internet. No ano passado, foram apresentados 15,5 milhões de declarações.
A Receita Federal lembra que o contribuinte que perder o prazo terá que pagar multa mínima de R$ 165,74, no caso de não ter imposto a pagar. Quem tiver débito com a Receita poderá receber uma forte mordida adicional de até 20% do imposto devido, mais 1% sobre o mesmo valor.
Adir acrescentou que a restituição do primeiro lote do Imposto de Renda está prevista para a segunda quinzena de junho, conforme vem acontecendo nos últimos anos. Ele também acredita que um milhão de contribuintes entreguem suas declarações com atraso, a partir do mês que vem. Como tem acontecido em anos anteriores, a Receita garante que não vai prorrogar o prazo final de entrega da declaração.
Isentos podem esperar para declarar em agosto
Quem não está obrigado a entregar a Declaração Anual de Ajuste deve se lembrar que precisa fazer a Declaração de Isento, de agosto a novembro. A Receita lembra que todos os brasileiros que têm CPF, independentemente de idade ou renda, devem declarar para não correr o risco de ter o CPF suspenso ou cancelado.
O contribuinte que esqueceu de fazer a Declaração de Isento no ano passado e está em situação irregular deve procurar uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal para apresentar o formulário e pagar multa de R$ 4,50. Quem faz a declaração dentro do prazo não paga multa.
Pensem comigo, se nestes quase 60 dias foram entregues apenas 12 milhões das 18 milhões de declarações que a Receita espera receber, pressupõe-se que só no dia de amanhã, último dia, sejam entregues quase 6 milhões. Isso pela matemática é 1/3 do total e evidente que não há servidor que consiga receber 6 milhões de declarações num dia.
E voces estão vendo que a multa não é nada soft ou light é bem pesadinha pelo menos para mim: R$165,00 no mínimo ou 20%do imposto devido. E não esqueça você que já tem seu CPF, tem que fazer a de isento, claro que o prazo ai vai até agosto.
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8:03 PM
by Cassiano Leonel Drum
Sonho de toda noiva
Tradição movimenta a indústria do casamento
Silvana Caminiti
Mesmo que não seja uma romântica declarada, toda mulher sonha em um dia usar o clássico vestido de noiva. Costureiras, estilistas e lojas agradecem. Boa parte das empresas está no mercado há vários anos. E ter tradição é importante.
No entanto, quem quiser entrar para o ramo pode ter boas oportunidades de negócios, desde que use de criatividade nos modelos, trabalhe com artigos de qualidade e tenha preços acessíveis. É o que garante o consultor do Sebrae Sérgio Loureiro.
Prova de que o consultor tem razão é a tradição do nome Tutte Spose, marca com 16 anos, e que hoje conta com quatro lojas. Especializada em vestido de noivas, a grife é uma das mais tradicionais do Rio. A proprietária, Regina Almeida, diz que começou confeccionando o próprio vestido de casamento e diz que o segredo do sucesso é ter mão-de-obra qualificada. ¿Se tiver mão-de-obra qualificada em seu quadro de funcionários, com certeza terá como confeccionar para a cliente o vestido que ela sonha em usar neste evento tão importante em sua vida. E, nesse ramo, clientes satisfeitas é algo fundamental para o sucesso da empresa¿.
O estilista da loja é Álvaro Simões, que há 22 anos está no mercado e já criou milhares de modelos. Simões divide o mérito de confeccionar um belo vestido com a própria noiva. ¿Toda mulher tem guardado dentro de si como é o modelo que sempre sonhou. Minha função é trazer para a realidade esse vestido¿, comenta. Mas o estilista também cria, a cada ano, uma nova coleção.
E você já sabe com qual modelo você vai estar ai nessa hora?
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8:35 AM
by Cassiano Leonel Drum
Sem dúvida formam um belo casal. Como ele era governador continua e ai fica fácil a confusão chamar o Secretário de Segurança de Governador, ao invés de Secretário.
Parecia posse de governador
Garotinho assume como xerife em cerimônia acompanhada por mil pessoas e promete que bandidos vão costurar fardas de PMs
Aluizio Freire e Geraldo Perelo
Com pompa de posse de governador, Anthony Garotinho assumiu, na manhã de ontem, a Secretaria de Segurança Pública. Pelo menos mil pessoas, entre policiais, promotores, juízes, políticos e integrantes do secretariado, foram ao Quartel-General da PM, no Centro, ver a governadora Rosinha Garotinho colocar na lapela do marido a estrela de xerife do Rio. Durante a cerimônia, o novo secretário deixou claro que o tratamento com os presos que em várias ocasiões ordenaram ondas de atentados pelas ruas será duro. Eles terão de costurar fardas para PMs e construir casas populares para os policiais. Para eles será uma humilhação ter que trabalhar para a polícia do Estado do Rio de Janeiro, ressaltou Garotinho em seu discurso.
Outras medidas a serem adotadas rapidamente foram anunciadas. Entre elas, a troca das tendas dos Polígonos de Segurança por cabines blindadas e a utilização de cinco helicópteros com câmeras de alta precisão no patrulhamento da Região Metropolitana. Ele anunciou ainda a criação de grupo de apoio às famílias de policiais mortos em serviço.
Garotinho prometeu trabalhar para fazer do Rio um modelo de segurança para todo o País. Vamos trabalhar na prevenção do crime, na modernização e qualificação da polícia e na recuperação do preso, anunciou. Embora ainda não saiba o orçamento de sua pasta, ele frisou que a maior fonte de recursos deverá sair do Detran. A governadora não vai fazer a covardia de me botar numa secretaria e me deixar sem dinheiro, brincou, durante entrevista, após a cerimônia.
Em seu discurso, Rosinha elogiou a disposição do marido em assumir o cargo.Sei o quanto custa ao Garotinho assumir essa secretaria, que enfrenta tantos problemas. Seu gesto de humildade e lealdade ao povo demonstra o quanto ele é fiel a seus princípios, afirmou.
Já no cargo, Garotinho, acompanhado de Rosinha, do chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, e do comandante-geral da PM, coronel Renato Hottz, passou a tropa em revista. De imediato, Garotinho mandou uma ordem para a PM e para a Polícia Civil: quer o reforço maciço de policiamento nas vias expressas e punição rigorosa para as pessoas envolvidas em queimas de ônibus.
Mais uma vez, Garotinho mandou recado duro aos maus policiais. Quero garantir aos policiais civis e militares que terão de mim todo o apoio no combate ao crime, desde que nunca ultrapassem os limites da lei, afirmou. Mas quero deixar bem claro que essa mesma mão amiga, que vai estar sempre estendida ao bom policial, não hesitará em punir aquele que trocar de lado e passar a servir ao mal. Seremos implacáveis no combate à corrupção policial. E o pior que pode existir para uma sociedade é confundir um policial com bandido.
Garotinho chama a si próprio de governador
Na cerimônia de posse, que durou aproximadamente 40 minutos, o coronel Josias Quintal demonstrou alívio ao transmitir o cargo a Garotinho. Ele é meu líder, orientador e conhece bem esse fenômeno criminal. Garotinho, ao apresentar o delegado federal Marcelo Itagiba como subsecretário, cometou ato falho: disse que o policial representaria o governador em sua ausência.
Em meio a risadas, Garotinho ficou vermelho e tentou corrigir dizendo que, como todos o chamam de governador, ele se confundiu. E lembrou que, durante um encontro com o senador José Sarney, este pediu que Garotinho o chamasse de presidente, alegando que as autoridades devem ser tratadas pelo último cargo mais importante ocupado.
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8:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Arnaldo Jabor
Terça-feira, 29 de abril de 2003
O Rio já virou uma Argentina
Por que será? Por que, cariocas? Por que este nosso destino de otários políticos, se nos consideramos malandros? Por que nosso dedo podre para eleger os piores nomes, sempre? Deve haver uma explicação para o progressivo suicídio da cidade, que vai sendo corroída de alto a baixo, da periferia para o centro, crivada de morros vingativos que nos olham como pesqueiros?
Nossa elite secular de negreiros, mercantilistas, escravistas que nunca fizeram um gesto para evitar a miséria da cidade, excluindo os cidadãos, criou a "ideologia carioca" de que política é "inútil", um eterno jogo de porrinha entre poderosos "inatingíveis". Com isso, se legitimaram décadas de corrupção e crimes tolerados. Os Silveirinhas da vida, desde o tempo do Rei, sentem-se parte da história, portanto "perdoados" pela tradição.
Nossa cidade sempre foi partida; só que, agora, a fratura está exposta. A ferida secular ficou visível, com o corpo da cidade dividido em três partes: uma alta sociedade desatenta (e agora preocupada), uma classe média ignorante que, no máximo, se perde em lamentos udenistas como "isso é uma vergonha" ou "o governo não tem mais jeito", e uma grande massa de pobres-diabos nas periferias, prontos para eleger qualquer malandro populista que lhes acene com bicas d'água ou Bíblias. Em volta disso tudo, gravitam os intelectuais festivos ou os acadêmicos abstratos, cultivando a ideologia das "grandes causas", apenas dos macroproblemas, pois não querem sujar as mãos na política mixuruca do dia-a-dia que, na verdade, é o vírus que está matando o Rio. Foi-se daqui capital da República, foi-se depois o Estado da Guanabara e só ficou a pose de um antigo poder, de um charme carioca que se esvaiu, sem base econômica concreta.
Só nos restou o consolo da tradição de "malandragem", de um falso charme dançante que nos ilude, junto com a paisagem bonita. Somos ignorantes e nos achamos "por dentro", estamos deprimidos e não percebemos, pois Copacabana engana as garotas de Ipanema e os inocentes do Leblon. Somos otários e nos pensamos malandros. O malandro é o "herói-malazarte" que "sai fora", que se "dá bem", que evita a política como uma "parada" suja. E não sabe que essa esperteza é sua desgraça.
A tradição cartorial (por cima) e a tradição da malandragem (por baixo) criaram nossa "alienação" política (essa antiga palavra nos define bem). O malandro é o avô da esquerda festiva. A política como luta pelo interesse público não atrai nem o intelectual de esquerda nem a população ignorante. Ninguém quer saber de assuntos administrativos, nem de microproblemas objetivos. Só vemos brados indignados, logo afogados em goles de cerveja. Os grandes gestos abstratos sim, as bandeiras utópicas, passeatas heróicas, tudo bem, isso fazemos, mas sempre a posteriori, depois das causas perdidas.
Agora, não adianta mais chorar por chopinho derramado; o Rio já estragou, o mal está feito. A velha máquina burocrática, aleijada há quatro séculos, não tem mais condições operacionais para resolver os problemas insolúveis da cidade, com suas 700 favelas. O crime é mais organizado que a lei. E a massa informe de "bandas podres", dos labirintos de incompetência e corrupção está afastando homens de bem da participação pública. A política é vista no Rio como algo que filhos de família não devem fazer.
E esse horror ao mau cheiro está piorando tudo, deixando a carne-seca toda na mão dos ladrões de colarinho branco e dos ladrões de chinelo. Eles têm estômago para a política, enquanto os bonitinhos se gastam em movimentos abstratos, de bandeiras limpas, todos de branco, gritando "Viva o Rio!". Apelam a quem? A Deus? A Iemanjá? Ao bom coração dos criminosos? E sempre "reagimos" a posteriori, depois que o mal foi feito. Ninguém se organiza, ninguém tem saco para reuniões "chatas", para se defender dos assaltantes do poder, muito piores que os de mão armada.
Além disso, no Rio, o capitalismo é ralo; não tem a seriedade produtiva e voraz de São Paulo, que gerou inclusive o PT, no seio das fábricas do ABC.
Onde está o nosso ABC? Oswald de Andrade nos definiu na mosca: "No Rio, o contrário da burguesia é a boemia; em São Paulo é o proletariado." A paisagem nos aliena, a praia nos aliena. Nós nos achamos "acima" do País, donos de uma ginga superior. Só pensamos em polícia, nunca em política. E o tráfico é um caso de política. O Beira-Mar sabe bem disso.
Quem precisa de educação política não são os populares pobres que elegem os demagogos; são os privilegiados da zona sul que nada fazem para impedi-lo, são os intelectuais, os acadêmicos que só cuidam de sua boa consciência limpinha.
Não vamos fazer nada? Vamos só ler as notícias e dizer "que horror", quando vemos os bilhões extraviados do tesouro da cidade e do Estado em propinas e impostos sonegados, em dívidas perdoadas? Não vamos fazer nada diante desta CPI entre amigos, que deseja se extinguir? O Poder está podre, "avacalhado e cretino". Só os cidadãos organizados podem mudar o Rio (cidade e Estado). Os outros Estados são mais politizados que nós. Só o Rio é assim.
Sempre fomos rápidos em assinar manifestos inócuos, em brados de alerta, mas agora temos de ter humildade para descobrir alguma saída. Os homens de bem têm de entrar na política real, concreta, para impedir a degradação total de nossas vidas. Defesa Civil no Rio não é contra a chuva; é contra os podres poderes.
Perdoem o tom épico, mas precisamos criar uma Frente Emergencial para a Defesa da Cidade, algo assim. Mas, atenção, não é para "protestar"; é para agir. Já. Uma frente suprapartidária, direta, com coragem para denúncias e propostas, influindo nos partidos. Já. Quem se habilita? Rubem Cesar, Gabeira, Carlos Minc, Yvonne Bezerra, Zuenir Ventura, Dines, Carlos Diegues, Leonel Kaz, gente assim... Empresários, intelectuais, urbanistas, artistas sérios, homens e mulheres, militares e civis. Quem? O Brasil pode não virar uma Argentina, mas o Rio já virou.
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8:27 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
29/04/2003
Visão sobre a imprensa
Não sei se é a ineficiência ou a lentidão dos serviços públicos a causa deste fenômeno, mas de uns tempos para cá os jornalistas e a imprensa são convocados toda hora pela população para solucionarem seus problemas.
Os pedidos que recebo aqui são os mais exóticos, a idéia que muitas pessoas fazem dos jornalistas é de que eles são semideuses, capazes das mais miraculosas soluções, donos de um poder extraordinário, removedor das mais íngremes montanhas ou obstáculos de qualquer ordem.
Vou só citar alguns exemplos: a leitora que me pede providências sobre seu dente, que sofreu tratamento de canal mas não foi restaurado pelo dentista, crê firmemente que eu possa obrigar o profissional a terminar o serviço. De que jeito que eu vou fazer isso?
E o outro, torcedor de futebol, que há 14 anos leva sempre seu guarda-chuva para o estádio de futebol, só que neste jogo de anteontem a PM não o deixou entrar, alegando que o guarda-chuva pode servir de arma. Mas de que jeito posso resolver isso?
Um outro leitor representa o mais recente surto de mensagens que recebo. É que as pessoas se queixam da prefeitura, do Estado, da polícia e da Justiça, na maioria das vezes dou-lhes o conselho proverbial: procurem um advogado.
Mas a moda dos últimos meses é queixarem-se dos advogados. E quando não há mais a quem apelar, não entendo como enxergam no jornalista o detentor de poderes supradivinos para a cura dos seus males.
Se o leitor foi retirado abruptamente da habilitação que tinha para os créditos de falência, como posso eu intervir no cochilo do advogado ou na desídia ou esperteza do síndico da massa falida.
Eu me sinto impotente igual ao leitor. Como vou aconselhá-lo a procurar outro advogado, se ele não crê em mais nada?
Esta outra leitora aqui me parte o coração. Ela diz que seu casamento e o equilíbrio do orçamento do casal estão sendo completamente destruídos pelas maquininhas caça-níqueis, que seu marido vive a jogar nessas engenhocas, as dívidas se acumulam e os deveres conjugais são completamente desprezados, ela está mergulhando na loucura por causa do vício do seu marido.
Tudo o que sei é que essas maquininhas estão funcionando com amparo de liminares e não há nenhuma fiscalização por parte de qualquer órgão sobre a lisura da distribuição de seus prêmios, a justiça sobre essa retribuição aos apostadores fica a cargo da consciência dos donos do negócio.
De que jeito a imprensa ou um jornalista podem acabar com os arrombamentos das casas de veraneio na praia de Cidreira?
Não há quem possa resolver o caso desse morador do Jardim Planalto: rolos de fumaça provêm do terreno do vizinho, que quase diariamente churrasqueia, sua casa vive envolvida pela nuvem que se desprende dos assados.
Mas, entre todos, o mais intrincado pedido de providências que a mim foi enviado foi o da leitora R.V.D., de Novo Hamburgo, que pede desesperadamente que eu intervenha no beijo do seu namorado, que por ter medo de doenças, não lhe oferece a língua, beijando com os lábios ferreamente cerrados.
Mas de que jeito um cronista pode soltar a língua deste hipocondríaco?
Só com uma torquês.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:26 AM
by Cassiano Leonel Drum
Moacyr Scliar
29/04/2003
Migalha de poder
Semana passada, ZH comentou as atribulações pelas quais passaram brasileiros que foram à Argentina no feriadão da Páscoa. Não chega a ser novidade. Num mundo globalizado, entrar em outro país está ficando, paradoxalmente, cada vez mais difícil. Por causa da imigração ilegal, por causa do terrorismo - e por simples birra. Nos Estados Unidos e na União Européia, brasileiro é sempre visto como provável imigrante ilegal. Não sem fundamento; muita gente está em busca de emprego e para isto viajará a qualquer lugar.
Os funcionários que controlam a entrada de estrangeiros sabem disso e usarão qualquer indício como ponto de partida para um interrogatório meticuloso e exasperante. Experimente dizer, num aeroporto americano, que você vem de Minas Gerais (e sobretudo da cidade de Governador Valadares, de cuja população 10% vivem nos Estados Unidos). Isto pode lhe custar algumas horas de questionamento. A estas precauções agora se acrescenta a questão da segurança.
Há um item que se tornou símbolo da obsessão em aeroportos: a tesourinha de unhas, considerada arma perigosa. O único jeito de manter as unhas aparadas em viagem é roendo-as, porque com tesoura não se passa mais. Em muitos aeroportos existem até caixas de vidro onde o passageiro pode deixar sua tesourinha, não sem um adeus definitivo: recuperá-la depois, entre milhares de outras tesouras (e elas são absolutamente idênticas), é missão impossível.
Estas coisas ainda têm algum fundamento. Mas às precauções um outro elemento se acrescenta, para infernizar a vida de quem viaja: o autoritarismo do funcionário de imigração, que usa ao máximo sua migalha de poder. Há dois anos viajei para a Feira do Livro em Guadalajara, México. O vôo fazia escala em Miami e lá chegando descobri que tinha de passar pela imigração - o que me pareceu um absurdo, já que eu não entraria em território estadunidense.
Sem discutir preenchi o formulário e entrei na fila, que se movia a passo de tartaruga. Quando chegou minha vez, o homem devolveu-me o formulário: faltava o número do vôo. Peguei a caneta para completar este dado, mas ele não deixou: eu teria de voltar para o fim da fila. Ponderei que estava só de passagem e que corria o risco de perder a conexão - ao que ele ameaçou chamar a polícia.
Quando falamos em autoritarismo pensamos em caudilhos e ditadores. Mas eles têm discípulos diligentes. E aí, haja saco.
scliar@zerohora.com.br
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8:23 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luís Augusto Fischer
29/04/2003
Intensificar a realidade
Uma cultura se faz do lento acúmulo de frases e imagens, de sons e idéias. Elas e eles povoam o panorama, nos traduzem uns aos outros e explicam o que não entendemos. Pessoalmente sou devotado ao cultivo dessa matéria, tanto que volta e meia, em acesso de fúria classificatória, eu imagino fazer uma coleção de grandes frases e categorias analíticas que fazem o Brasil ser o que é. Começaria com "óbvio ululante", de Nelson Rodrigues, explicaria o "pseudo" de Paulo Francis e alcançaria coisas como "O sertanejo é antes de tudo um forte" de Euclides da Cunha.
Uma dessas imagens verbais que guardo sempre é de José Paulo Paes, poeta, tradutor e crítico falecido uns anos atrás. Ele falava da "prosa distensa da realidade", em oposição à prosa concentrada da arte. Do lado dos fatos, está tudo presente, mas boiando em um mar de coisas irrelevantes, que serão esquecidas em seguida; e a arte, o que faz é recolher os elementos mais importantes desse cenário distenso para compor a tensão artística. Quer dizer: a arte nos estica a percepção, deixa-nos tensos e portanto disponíveis para a revelação do sentido (em português pedante isso se chama "semiofania"), que quando estamos apenas vivendo os fatos não nos ocorre.
José Paulo Paes e sua frase vêm a propósito do Carandiru, o filme de Hector Babenco baseado no livro de Drauzio Varella. O senhor foi ver? Devia. É um grande filme, uma grande contribuição ao pensamento e à sensibilidade do país. Não por nenhuma frase ou imagem em particular - talvez nada disso saia do filme para ganhar um lugar destacado naquele lento acumular de coisas que é a cultura. Mas sim porque o filme faz, no seu todo, o que a arte tem que fazer: intensificar o sentido da vida, recolher os elementos decisivos no meio da dispersão da vida real, organizando uma leitura do mundo.
Há imprecisões, há fragilidade dramatúrgica na construção de personagens, há um final a meu juízo equivocado, porque embaralha inutilmente os limites da ficção e do documentário. Mas há um centro de inegável valor: Babenco nos dá notícia da humanidade, essa de que fazemos parte, concentrando em 120 minutos o que a triste e dispersa realidade brasileira viu acontecer em vários anos, até aquele massacre dos 111 presos, até hoje e lamentavelmente por muito tempo ainda.
fischer@zerohora.com.br
Posted
8:22 AM
by Cassiano Leonel Drum
Como hoje já é anti-véspera de feriado, vez que amanhã é véspera e fim de semana conseqüentemente para muita gente, é legal ler assim o Liberato, lembrando do passado, e preparando o programa para o novo feriadão. De coração, meu desejo para que tenhamos todos uma ótima terça-feira.
Liberato Vieira da Cunha
29/04/2003
Breves instantes do passado
O que há de errado com o mundo é que ele gira, e a noite sucede o dia e os poentes rendem as auroras.
Vá agora mesmo à procura daquela trattoria no Fishersmen's Wharf. Descobrirá que ali é hoje uma filatélica. Você busca a mesa onde uma senhora lhe disse a suave, a súbita palavra, e se dará conta de que bem no lugar instalaram selos da Tartária.
Vá agora mesmo para aquele café de onde podia contemplar o Sena fluindo, e o Sancerre te emprestava uma noção inaugural do universo, como se todo o teu destino fosse a espera do momento em que surgiria a garota de Villefranche. E aí perceberá que virou uma loja de discos e que do fundo das capas de plástico dos CDs te encara o Michael Jackson.
Vá agora mesmo para aquele pátio de tango, perto do Hotel Itália, em Rosário, onde a cantante interpretava Por una Cabeza como se fosse a história secreta de sua vida e te mirava, esquiva, com os mais lindos olhos negros de Latinoamérica. E então notará que se transformou num shopping e a única música sobrante é a dissonância dos raps.
O mundo é inconstante.
Vá agora mesmo para aquela estação de metrô em Berlim, onde, em uma manhã de domingo, a proprietária de uma voz escandida em brandura perguntou se te importavas que ela sentasse ao teu lado. Pois aconteceram coisas em Berlim e já não existe aquela estação.
Vá agora mesmo para aquela pousada em Laguna, a que não cobrava pela vista do oceano, nem pela gentil vizinhança das três meninas de Ilhéus. Pois aconteceram coisas em Laguna e aquela pousada se desfez em areia.
Vá agora mesmo para aquela praça em Santaclara, onde num entardecer de julho a adolescente loira te falou o que homem nenhum esquece, em idade alguma, ainda que o tempo o maltrate e o torne rude e tosco como uma pedra. Pois aconteceram coisas em Santaclara e naquele exato ponto ancorou um trailer de cachorro-quente.
O mundo é volúvel.
A cada vez que gira, exila para mais longe cada breve instante de teu passado.
liberato.vieira@zerohora.com.br
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8:19 AM
by Cassiano Leonel Drum
Violência
Perseguição, acidente e tiroteio na Capital
Um diretor da Santa Casa sofreu um seqüestro relâmpago na noite de ontem. Perseguidos pela BM, os dois assaltantes bateram o carro da vítima (o branco, na foto) em outros veículos, deixando um deles quase tombado. Os criminosos tentaram escapar trocando tiros com os PMs, mas foram presos (foto Dulce Helfer/ZH)
Segunda-feira, Abril 28, 2003
Posted
10:34 PM
by Cassiano Leonel Drum
Um dia, um cachorro de caça descobriu uma lebre no mato e saiu correndo atras dela. Depois de uma fuga esforçada, a lebre encontrou um mato espesso e cheio de espinhos, e lá se escondeu. O cachorro parou na entrada do novo esconderijo, pois não lhe era possível penetrar naquela selva de espinhos. E começou a latir, tentando forçar a lebre a voltar ao campo aberto. O latido do cachorro acordou os cachorros da vizinhança.
Muitos e muitos cachorros foram se juntando ao latido ansioso do cachorro de caça. Virou um coro nervoso de cachorros! E o coro rolou pôr muito tempo, mas os cachorros foram cansando e, um a um, foram se retirando. Ficou apenas o cachorro de caça, porque os outros latiam sem saber pôr que. Só ele sabia a razão para latir!
Durante muitos anos de nossas vidas, vamos vivendo e cansando, às vêzes, sem entender direito as razões de nossas atitudes! Às vêzes nos cansamos do mistério` que somos, ou então nos angustiamos na busca de nos compreendermos. Às vêzes, vivemos atrelados ao ritmo que a vida nos impõe, escravos sem saber de nós mesmos e dos outros, quebrando a cara ou dando voltas percorrendo longos e áridos caminhos na ânsia de crescer, sem termos certeza do rumo a que nossos passos nos levam.
Não importa a idade, que possamos dar razão as nossas esperanças. Que possamos viver o amadurecimento humano-afetivo-espiritual e que possamos vivenciar o processo de crescimento, conscientização, aprofundamento da fé e capacitação técnica, junto aqueles que nos rodeiam e nos querem bem, ainda que não nos nos digam.
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10:28 PM
by Cassiano Leonel Drum
Declaração do Juiz do 2º Tribunal de Alçada de São Paulo, comentando sobre infeliz discurso do nosso dignissímo Presidente da Républica, criticando o Poder Judiciário!
Extraído do site: http://www.espacovital.com.br/artigocaixapreta.htm
Mensagem ao presidente
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo
Estimado presidente, assisti na televisão, na terça-feira, a trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para "meter a mão na decisão do juiz", mas para abrir a "caixa-preta" do Poder.
Vi também V. Exa. falar sobre "duas Justiças" e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça. Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V. Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato. Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks. Não precisa mais chorar.
O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora. Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa. foi eleito para isso. Logo depois, sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita, simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola. E a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem. Como se pode ver, sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples.
Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Mário sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco). Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé. Temos os precatórios que não são pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, sr. presidente).
Não temos medo algum de qualquer controle externo, sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é). De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão "caixa-preta" não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa. Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado. Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma "escova". Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
(ass). Ruy Coppola
P.S.: Dê lembranças a "Michelle".
Recebido do Dr André Ponssoni
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6:37 PM
by Cassiano Leonel Drum
O gênio da vez
O superdotado americano de 13 anos já terminou a faculdade, criou uma fundação internacional e foi indicado para o Nobel da Paz.
Gabriela Carelli
Wayne Scarberry/AP
Gregory Robert Smith
Idade: 13 anos
Com 14 meses resolvia problemas simples de matemática
Aos 2 anos lia e corrigia a gramática de adultos
Aos 10 entrou para a faculdade de matemática
Aos 13 deve começar a pós-graduação
Eis um gênio sem problemas de adaptação ao mundo que o rodeia. O americano Greg Smith, de apenas 13 anos, vai receber no próximo mês o diploma de graduação em matemática no Randolph-Macon College, uma instituição de ensino superior perto de Washington. "Agora quero ir para Oxford, fazer meu primeiro Ph.D. e jogar no time de futebol americano", disse o ainda imberbe Greg. Os sinais de sua inteligência fora do comum começaram muito cedo. Com 1 ano e 2 meses, ele resolvia problemas de álgebra, memorizava e recitava livros.
Aos 2 anos, corrigia os adultos que cometiam erros gramaticais. Três anos depois, no jardim-de-infância, lia Júlio Verne e tentava ensinar os princípios da botânica aos coleguinhas. Filho de graduados na Universidade de Maryland, Greg modificou a vida dos pais. Eles se mudaram para a Flórida com o objetivo de colocar o menino numa das melhores escolas para crianças especiais. A mãe, Janet, abandonou a carreira de instrutora de dança para acompanhar o filho.
O espetacular desempenho escolar de Greg surpreende mesmo quando ele é comparado a outros pequenos prodígios. Michael Kearney, um americano hoje com 18 anos, terminou a faculdade de antropologia aos 10. No entanto, Michael não mostrou a mesma genialidade de Greg no quesito atrair a atenção da imprensa. Muito bem agenciado pelos pais, Greg chega a faturar 10.000 dólares por palestra e é uma celebridade desde os 5 anos. Quando terminou o ensino fundamental e o médio em apenas cinco anos em vez dos treze esperados de uma criança comum , virou estrela de programas populares nos Estados Unidos, como o de David Letterman e o de Oprah Winfrey.
Fundou uma instituição filantrópica para defesa de jovens e crianças que vivem em condições precárias. Já discutiu o futuro da juventude com Mikhail Gorbachev, Bill Clinton e com a rainha Noor, da Jordânia. Sua preocupação com as crianças pobres repercutiu tanto que Greg chegou a ser indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 2002. Não ganhou, mas está concorrendo mais uma vez em 2003. "Em quarenta anos de estudo, não vi um caso como o dele", disse a VEJA Linda Silverman, diretora do Centro de Desenvolvimento de Superdotados de Denver, no Estado americano do Colorado.
Wolfgang Amadeus Mozart, o gênio precoce mais famoso, compôs minuetos aos 5 anos e escreveu sua primeira ópera aos 14
A ciência ainda não encontrou uma fórmula para medir com precisão quem é superdotado e quem é gênio. Pelos testes de quociente de inteligência, considerados ultrapassados pelos especialistas, um superdotado teria Q.I. entre 140 e 160. Um gênio pontuaria entre 160 e 180. Hoje, a definição mais comum para classificar superdotados é a de que são pessoas inteligentíssimas que conseguem desenvolver habilidades acima da média em várias áreas.
Constituem 1% ou 2% da população mundial. Os gênios, estes sim, são raríssimos. Casos como o de Greg representam apenas 0,1% da população mundial. "Os gênios são aqueles superdotados que, além de demonstrar precocidade, provocam perplexidade, pois são capazes de criar algo revolucionário e transformador, como foi a teoria da relatividade, de Albert Einstein", diz o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo.
Os estudiosos acreditam que a genética contribua com 50% do desempenho cerebral e os estímulos externos, com os outros 50%. Há uma série de genes envolvidos na produção do que conhecemos como inteligência e que ainda não são conhecidos dos cientistas. Os seres humanos, inclusive os superdotados, possuem cerca de 100 bilhões de neurônios. A diferença entre uma pessoa comum e outra superdotada estaria não no número de neurônios, mas na quantidade e na complexidade das conexões cerebrais.
O estudo da explosão precoce da inteligência avançou muito. Hoje se sabe que talentos musicais e matemáticos tendem a desabrochar mais cedo. A habilidade matemática de altíssimo desempenho carrega em si outro mistério. Ela exige do cérebro, além de enorme dose de racionalidade, um poder de processamento bruto que tende a se esgotar com a idade. Por essa razão, todas as grandes descobertas matemáticas foram feitas por gênios antes de eles completarem 30 anos.
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6:13 PM
by Cassiano Leonel Drum
PARA REFLETIR
Havia um cantor americano que fazia muito sucesso em seu país. Um dia, ele pediu a seu empresário que lhe providenciasse uma apresentação no famoso Scala de Milão.
E assim aconteceu.
Noite de estréia, casa lotada e o artista cantou a primeira música.
Ao final, a platéia, emocionada, gritava:
- Bis! Repete! De novo!
O cantor não entendeu a situação. Primeira música e a platéia pedindo bis. Ele resolveu satisfazer o público. Fez um sinal ao maestro e repetiu o número. Ao final o público repetiu:
- Bis! Repete! De novo!
E assim aconteceu mais algumas vezes. E o público gritando:
- Bis! Repete! De novo!
Enfim, exausto, ele perguntou à platéia:
- Até quando vocês querem que eu repita esta peça?
E uma velhinha na primeira fila respondeu:
- Até cantar direito!!!!
Até aprender a cantar certo a vida vai lhe apresentar os mesmos problemas. Quando as dificuldades se repetem, é a vida nos gritando:
- Bis! Repete! De novo!
E assim a vida diz para:
»» a mulher que sempre namora um homem complicado;
»» o sujeito que se sente sempre traído;
»» o profissional que sempre é preterido;
»» o eterno problema de falta de dinheiro.
A neura aparece quando nos sentimos pegos na mesma armadilha. Dessa vez parece que tudo vai ser diferente, mas, de repente, as coisas se transformam e, vapt, você caiu na mesma cilada.
É fundamental perceber que o final do filme só vai ser diferente se Chapeuzinho Vermelho não conversar com o Lobo Mau. Se ela não resistir à tentação, o final do filme será previsível.
Você já percebeu que todo filme fica interessante quando alguém faz uma trapalhada qualquer e joga por terra tudo o que estava organizado para o final feliz? O protagonista nos conquista nesse momento, quando consegue arrumar a bobagem que fez. Na vida real, o melhor é evitar cair em tentação, pois consertar a bobagem dá muito mais trabalho. Até que você faça algo diferente, o final é previsível.
Procure um curso, contrate uma consultoria, leia um livro, converse com um amigo de confiança, debata o assunto com seus assessores diretos, faça um estágio em outra organização, mude sua postura.
Mas, principalmente, inicie o processo de mudança começando por você. Essa é a maior de todas as revoluções possíveis.
Como dizia Mahatma Gandhi:
"Os únicos demônios deste mundo são aqueles que estão em nossos próprios corações, e é aí que todas as nossas batalhas devem ser travadas".
"Sua vida muda quando você muda, e quando você ou nós propusermos as mudanças, pense nisso".
Autor: Roberto Shinyashiki
SORRIA!
VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO POR DEUS.
Enviado pelo meu amigo Orbatiuck de Curitiba,PR
Posted
10:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
Bem o novo livro do Roberto Shinyashiki, já está sendo oferecido na pré venda da Saraiva on line, de R$ 33,90 por R$27,10 e mais frete possivelmente. Para quem gosta do genero é bem legal e a sinopse está abaixo para voces conhecerem. Considerando o DVD que o acompanha, acho o preço até bem razoável.
Sinopse:
O que é um problema para você? Um fantasma que o persegue pela vida afora e você nunca consegue exorcizar? O autor afirma que problemas não foram feitos para serem alimentados como bichinhos de estimação.
Eles devem ser resolvidos e utilizados como alimento do nosso crescimento interior. O autor fala sobre problemas, mas nos apresenta uma obra sobre soluções e sonhos. Dar a dimensão correta a cada dificuldade, saber diferenciar os problemas concretos dos imaginários e encontrar a melhor solução para cada um deles são algumas das orientações encontradas em seu novo livro: ´O Poder da Solução´.
Este livro traça dois caminhos: um que vai ajudar o leitor a realizar seus sonhos e outro que vai ajudá-lo a enxergar os problemas como oportunidades únicas.
O autor oferece um mapa para a realização dos sonhos. Segundo Shinyashiki, em primeiro lugar, é preciso fazer um projeto de realização de sonhos. Sem ele, o sonho se perde e fica só na vontade. O projeto é um sonho com hora marcada para acontecer, e é a partir dele que se decide uma meta. A meta é o encontro que você marca, com seus companheiros de empresa ou amigos, num lugar chamado sucesso.
Acontece que, quando você toca um projeto, qualquer que seja ele, surgem os problemas. Se eles aparecem, ótimo! São os sinais de que você está trabalhando para realizar um sonho. Depois de sonhar, tem de haver organização e ação, pois sem esses dois ingredientes o sonho se torna ilusão e fica a frustração. Outro tema tratado na obra é a questão de que as pessoas dramatizam seus problemas, esquecendo que eles são passageiros.
É uma obra repleta de energia positiva, pois foi na Índia que o autor buscou inspiração para finalizá-la.
Coloque seu carro na estrada. Se furar um pneu no caminho da realização do seu sonho, não desanime, nem espere alguém para trocá-lo. Troque você mesmo e siga em frente! Nos encontramos lá.
Afinal de contas, o ser humano não foi feito para se consumir em angústia e tristeza, mas, sim, para celebrar a vida, a cada dia e a todo momento!
O livro tem um diferencial em relação ao que você encontra hoje no mercado. Ele vem acompanhado de um DVD, apresentando um bate-papo com o autor e videoclipes especiais.
Características Detalhadas:
Acabamento : BROCHURA
Edição : 1 / 2003
Idioma : Português
Posted
7:59 AM
by Cassiano Leonel Drum
Papo irado
Kelly Key reclama que sustenta sozinha a filha que teve com Latino, planeja mais filhos e quer falar de temas que as adolescentes têm dificuldade de conversar com as mães.
Kelly Key, aos 20 anos, garante que gosta de tudo do seu jeitinho moleque: doce na voz, mas um verdadeiro trator. Impetuosa, saiu de casa aos 14 para viver um amor louco pelo cantor Latino. Voltou aos 17, quando resolveu ser mãe e percebeu que não tinha o apoio do marido. Fiz uma cesariana, era inexperiente e o excesso de saídas dele de madrugada me deixava insegura. Eu estava muito abandonada, justifica. Engatou o romance com um angolano e já sonha com outro filho, mesmo depois de descobrir que companheiros não são eternos.
Nem solidários. Crio e sustento minha filha (Suzana, 2 anos) sozinha. Latino não me ajuda. Ele não a vê desde o Natal. Mas meu telefone e endereço continuam os mesmos, dispara. Imbuída do espírito de irmã mais velha e vivida, no recém-lançado CD Do Meu Jeito quer dar conselhos às fãs adolescentes que conquistou com os hits Baba e Cachorrinho. Tem meninas da minha idade com muitas dúvidas, que não tiram com as mães. Não sou a pessoa mais indicada, mas posso falar do que vivi. Elas brincavam de boneca e eu já queria ser mãe, explica.
O carro-chefe do segundo CD é outra baba-chiclete, Adoleta, em que Kelly aceita o amor de um menino de 17 anos. No refrão diz não querer mais brincar de adoleta e sim de le petit petit polá, le café com chocolat. Jura que a letra não tem duplo sentido. Kelly não é boba, sabe que conquistou o público infantil: Nunca usei maria-chiquinha, mas por acaso agradei às crianças. Elas gostaram de mim da forma que sou e não vou mudar. Mas se criança me ouve, é porque a mãe deixa. Elas são público dos meus shows com as mães pulando junto.
Foi por causa de um show que Kelly achou seu novo amor. Há 9 meses, foi cantar em Angola e acabou seduzida pelo estudante de Direito e empresário iniciante que a levou ao país, Mico Freitas, 21 anos. A gente estava numa boate, eu já tinha bebido uns drinks, já estávamos amigos..., relembra. A paixão foi tanta que Kelly o rebocou de volta e o levou para a casa dos pais em Jacarepaguá, onde moram desde então.
Também colocou esse amor na letra de Então Beija, resposta à provocação de Mico na boate: Vou te beijar. As frases estão tatuadas, respectivamente, no pescoço dos dois. Foi o primeiro contato mais íntimo que tivemos e deu muito certo. Tanto que estamos juntos até hoje. E a vontade de ter filhos voltou. O momento certo seria agora. Mas também achei que o pai da minha filha seria eterno e não foi. Então, não penso mais no companheiro certo e sim no meu momento certo, conclui.
Além do Então Beija do pescoço, Kelly tem mais outras quatro tatuagens, entre elas o nome de Mico em japonês no pulso e uma borboletinha na virilha. Mas o nome dela ele não teve coragem de tatuar: Ele queria colocar o meu em árabe, mas com essa guerra e a gente viajando muito, poderia ser complicado. Na verdade, seriam seis tatuagens. Mas já não conta mais a do rosto de Latino estampada na perna, aos 14 anos, para provar seu amor, e que está sendo retirada a laser.Hoje a medicina está avançada e não preciso mais conviver com algo que não me faz bem.
Kelly quer mudar mesmo. Pretende entrar com uma ação na Justiça para regulamentar as visitas paternas. Ele tem os direitos de pai. Mas também tem que saber os deveres, diz, garantindo não se surpreender com a ausência do ex. Eu já esperava por isso porque ele tem outra filha e faz igual. Quando engravidei, pesou minha vontade de ser mãe. Fui bem egoísta, assume. Jeitinho Kelly de ser.
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7:51 AM
by Cassiano Leonel Drum
Como a segunda-feira começa cor de cinza, é preciso fazer alguma coisa para colorí-la, assim, o Macaco Simão, acredito, seja uma das coisas boas para melhorar o humor. Boa semana a nós todos.
José Simão
simao@uol.com.br
Grande clássico! Palmeiras x Granja do Torto!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! E o novo livro do Paulo Coelho, 'Onze Minutos'? Que é o tempo, segundo ele, que dura uma relação sexual. Por isso que ele se chama Coelho? Paulo Coelho dá uma rapidinha!
Diz que uma loira foi assistir a 'Titanic' e uns caras na fila falaram que o navio afundava, aí ela foi embora revoltada porque eles contaram o fim do filme! E o Saddam descobriu que ditadura é como peito, chega uma hora que cai! Rarará!
E o Parmera? PORCO VIRA PERNIL! Que lavada! Eu nunca vi porco levar lavada! E o Palmeiras conseguiu uma façanha: conseguir perder de 7 a 2 do Vitória, em casa. Os baianos fizeram farofa de porco! Até os petistas pernas de pau do campinho da Granja do Torto jogam melhor. Agora só falta o Palmeiras contratar o Palófi! O língua plesa e pé queblado. Aliás, tá pra sair um clássico do futebol: Palmeiras x Granja do Torto! Bronquite x Bursite!
E o Marcos, que engoliu sete frangos? Aí vem a notícia: 'Bronquite tira Marcos da Seleção'. Tucanaram o frangueiro! Franguite Aguda! E o Marcos não tá com bronquite, tá com gripe asiática, cujo vírus veio do frango! E o Palófi já desistiu de jogar futebol, vai ficar assistindo filme; já alugou 'Meu Pé Esquerdo'! E a Granja do Torto vai mudar de nome pra Granja do Pé Torto!
Bag-Rio! E a troca de secretários da segurança no Rio? A Rosinha tirou o Josias Quintal e botou o Garotinho. Trocou o quintal por um garotinho. E o Garotinho devia ser segurança de baile infantil! O Capitão Bolinha! E eu já falei pra Rosinha que chamar o marido não vale. 'Se vocês atacarem de novo amanhã, eu chamo o meu marido'. 'Olha que eu chamo o meu marido!' Rarará!
E essa notícia: 'Tubarões aparecem em Copacabana'. Xi, o Rio tá cercado! Traficante e tubarão! E uma leitora diz que o sonho dela é morar no Rio das novelas do Manoel Carlos, morar no Leblon, só andar no calçadão, passear de carrão com ar-condicionado e janela fechada. Ela só não queria ser a atriz principal, pra não ter que ficar beijando o Zé Mayer!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. É que um amigo meu estava na Ilha de Itamaracá, Pernambuco, quando viu a placa: 'Faculdade educacional para cachorros'. Tucanaram o adestramento! Tucanês pra cachorro!
Cartilha do Lula. Mais um verbete do óbvio lulante. 'Angustiada': companheira que exagerou no angu! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza! Hoje só amanhã! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! UFA!
simao@uol.com.br
Posted
7:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
28/04/2003
A ordem é racionar
Desiludidos com a volta da inflação e os preços que são ligados ao dólar só na alta, na baixa se desgrudam, os brasileiros passaram a ter mais cuidado ao fazerem suas compras.
Trocar de marcas, passando para as de preços mais baratos, passou a ser estratégia principal das donas de casa, que podem muito bem pagar metade do preço por um sabão em pó de fabricante pequeno, em detrimento das marcas famosas com anúncios na televisão.
Da mesma forma, tornou-se imperioso economizar nas tarifas. Nada de torneiras abertas nem de luzes acesas por toda a casa, racionalização completa do uso de ar-condicionado e desligamento e uso criterioso de todos os eletrodomésticos.
Nem pensar na mania arraigada de adormecer com a televisão ligada, a revista ou o livro de leitura passou a ser método muito mais barato para pegar no sono.
E comer menos. Enfim, baixou para o brasileiro uma nova ordem, que não se via desde o início do Plano Real: vai ter de comer menos, os alimentos tiveram seus preços aumentados às alturas, juntamente com os artigos de higiene e limpeza.
Passeios e viagens ao mínimo, carro quase sempre estacionado na garagem, diminui extraordinariamente a qualidade de vida das populações.
E assim rompe o ano de 2003, com o desemprego amassando o presente e as ameaças sobre os atuais e futuros aposentados destruindo com o futuro.
E o Grêmio se dando bem no mata-mata da Libertadores, mas inaugurando o morre-morre no Brasileirão.
O Christian se mata lá na frente, enquanto o Rodrigo Fabri descansa na intermediária, afundado numa inutilidade que persiste há vários jogos.
Na hora da substituição, quem sai é o Christian. Fica mesmo desigual o critério.
E não dá para acreditar que aquele amontoado disforme do Muricy Ramalho no início do ano, que obrigou o Internacional a promover os garotos, esteja agora ostentando a liderança isolada do Brasileirão.
Vamos que o Inter ganhe os seus próximos jogos, contra o Goiás, domingo próximo no Beira-Rio, e o Guarani, em Campinas.
Aí pode disparar na liderança, sendo impossível depois alcançar o entusiasmo desses Nilmar, Claiton, Diego e Cia.
É certo que o Internacional ganhou dois pontos no Tribunal, que lhe valem esta liderança absoluta.
Mas é possível que esta posição honrosa de líder isolado venha a incutir em seus jogadores uma flama capaz de arremetê-los para a perspectiva de uma glória inesperada.
Ainda se confia mais nos dois mineiros, no Corinthians e no Santos, mas o Internacional joga nas próximas partidas toda a sua sorte neste campeonato: se enfiar três ou quatro vitórias, pode se arremessar para o título.
Quem diria! O ajuntamento do Muricy.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
Posted
7:36 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
28/04/2003
O dragão
Parábola. Era uma vez um lugar dominado por um dragão. O dragão era mau. O dragão era aterrorizador. O dragão comia gente. Todos os dias um número determinado de pessoas - o dragão estabelecia a cota mensal - era atirado dentro da caverna do dragão, que devorava as pessoas depois de assá-las com as labaredas das suas ventas. E o dragão não controlava apenas a sua própria dieta. Controlava toda a vida do lugar, com sua presença ameaçadora e suas ordens. O lugar não ia para a frente por causa do dragão. Não progredia porque o dragão não deixava. Não dava de comer à sua população porque tinha que dar sua população para comer ao dragão.
Aquilo não podia continuar assim. Precisavam de alguém para enfrentar o dragão, para matá-lo ou fazê-lo fugir. E encontraram alguém. Um cavalheiro destemido, acostumado a grandes lutas. E começaram a preparar o cavalheiro para enfrentar o dragão. Não foi um processo rápido, levou anos. O cavalheiro não teve que ser convencido da maldade do dragão. Ele mesmo tivera companheiros devorados pelo dragão. Odiava o dragão. Todo o mundo concordava que o dragão tinha que cair para que o lugar se erguesse. O importante era saber como derrotar o dragão. E só entrar na caverna quando o cavalheiro, eleito pelo lugar para livrá-lo do dragão, estivesse pronto
Foi um treinamento extenso e meticuloso. Tudo foi previsto. Assim que percebesse que o cavalheiro não era apenas outro prato, o dragão reagiria com ameaças e insultos pesados. O cavalheiro foi preparado para responder à altura. Entraria na caverna com o discurso pronto. O dragão lançaria fogo pelas ventas. O cavalheiro iria equipado para resistir ao fogo. O dragão usaria o seu rabo serrilhado para tentar cortar o cavalheiro ao meio. O cavalheiro treinou muito a manobra evita-rabo. O dragão tentaria esmagar o cavalheiro com uma das suas grandes patas ou trespassá-lo com uma das suas grandes unhas. O cavalheiro saberia como se esquivar das patas e das unhas. O cavalheiro estava pronto para entrar na caverna e enfrentar o dragão.
Entrou, e foi aquele silêncio. Do lado de fora da caverna toda a população na expectativa dos sons da luta, dos sinais de que o cavalheiro e o dragão combatiam até a morte, e nada. Silêncio. Horas, dias, meses de silêncio. Finalmente se atreveram a espiar para dentro da caverna e viram o cavalheiro e o dragão lado a lado batendo o maior papo. "Sabe que ele é até simpático?" disse o cavalheiro, quando lhe cobraram. Tinham preparado o cavalheiro para todas as eventualidades, menos a do dragão gostar dele.
Posted
7:32 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Pedro Goulart
28/04/2003
A mão da mãe
Esperei, esperei e nada. Até onde tive conhecimento, ninguém reclamou da capa da última Playboy. Sequer o (ao que parece, extinto) movimento feminista se apresentou. (De que valeram tantas noites perdidas em algum bar do Bom Fim, tentando explicar que o fato de eu gostar de axilas depiladas, lisinhas, não fazia de mim um machista incorrigível? Agora que a causa é séria, neca.)
Então eu parto sozinho para esse protesto a respeito da capa da Playboy. Nela vê-se Helô Pinheiro, a garota de Ipanema, colocando a mão sobre os pêlos pubianos da filha, Kiki Pinheiro, enquanto olha convidativa para nós, leitores ou passantes. A mão tapa, mas parece oferecer. (A mão que oferece também castra o sublime.) Trata-se da imagem vulgar de uma mulher madura, constrangida com o próprio envelhecimento, e a filha, linda, loira, cheia de seios, de coxas e de si, obcecada pelo lugar materno.
Desculpem, mas não engulo. Crispa-me a alma e me surpreendo com um pudor imprevisto e fora de época. Aquela lubricidade exposta me derrota. Agride a razão, arruina os predicados femininos e traduz um preconceito vil. Não! Não sou contra a fantasia, seja ela qual for. Mas acredito no resguardo. A liberdade necessita, para ser plena, da singularidade, e a singularidade precisa também do desejo sublimado. Já a capa da Playboy amplifica o lado torpe de uma hipocrisia que não se cansa em testar seus limites e subjuga o coletivo a um padrão dissimulatório, onde mãe e filha fingem ser simples o que não é. E todos fingimos que tudo bem.
O meu ponto é tenso, eu sei. Surfo numa praia repleta de tubarões reacionários, loucos por uma tese que alimente sua fome. Por isso mesmo afirmo que a minha indignação é apenas contra um gesto banal mas de erotização incabível. O perigo da imagem - seu explícito mau gosto e exposição pública - é o de obter consenso e aceitação nessa espécie de conformismo que insiste em nos dominar. Somos reféns das nossas não-escolhas.
Helô Pinheiro, a eterna garota de Ipanema é, de fato, eterna. Não por alguma coisa que fez ou disse. Mas pelo fato de ter "seu doce balanço a caminho do mar" observado por olhos sequiosos de um poeta de poesia ímpar. Garota de Ipanema é a nossa música mais tocada no mundo. A partir dela foi criado o mito da beleza e sensualidade da mulher brasileira. Ao submeter a si e a sua filha àquela imagem, a ex-garota símbolo de Ipanema reduz a poesia que a criou e leva junto à vala comum toda uma geração de mulheres que simbolizou.
jose.pedro@zerohora.com.br
Posted
7:26 AM
by Cassiano Leonel Drum
Brasileirão 2003
Renato derruba o Grêmio
Ex-craque volta ao Olímpico como técnico do Fluminense e vence por 1 a 0 (foto Paulo Franken/ZH. Atacante entrou no segundo tempo e marcou dois nos 3 a 0 sobre o Vitória (foto Júlio Cordeiro/ZH)
Domingo, Abril 27, 2003
Posted
6:21 PM
by Cassiano Leonel Drum
A AMIZADE NUNCA MORRE!
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor...
Chore o quanto quiser, mas...
não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore...
Se não conseguir chorar, não se preocupe....
Se tiver vontade de rir, ria!
Se alguns amigos contarem algum fato
a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer uma santa, só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santa,
mas estava longe de ser a santa que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio,
mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio,
mas que a vida inteira eu tentei ser boa e amiga.
Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo,
chame a atenção deles.
Se sentir saudade e quiser falar comigo,
fale com Jesus e eu ouvirei.
Espero estar com Ele o suficiente para
continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma
coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
- "Foi minha amiga, acreditou em mim
e me quis mais perto de Deus!"
Aí então, derrame uma lágrima...
Eu não estarei presente para enxugá-la,
mas não faz mal, outros amigos farão isso no meu lugar
E, vendo-me bem substituída,
irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando,
dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá,
mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,
aí, sem nenhum véu a separar a gente,
vamos viver em Deus,
a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós dois vivamos
como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu
para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você,
acho que não vou estranhar o céu...
Ser sua amiga já é um pedaço dele...
Posted
3:51 PM
by Cassiano Leonel Drum
Vou ter que começar a colocar na prática os ensinamentos ai do Paulo Rebêlo, pois todos os dias estou indo almoçar, além de só, perto das 3:00 horas da tarde. issso é, estou fazendo tudo ao contrário do que ele escreve. Enfim nada melhor do que um domingo chuvoso assim, para se aprender e depois praticar as teorias aprendidas, até para testar se funcionam. Olhando assim a grosso modo é isso mesmo.
As ovelhas recheadas estão bombando
Por Paulo Rebêlo
Especial para o PERNAMBUCO.COM
Horário de almoço é uma excelente oportunidade para aumentar seu rebanho de ovelhas bundudas. Não se iluda: se todo dia você vai almoçar no mesmo lugar, com aqueles seus mesmos colegas de trabalho, é capaz de você ficar igual ou pior ao Frei Ranzinza. Não corra o risco.
Mudar a rotina de vez em quando faz bem à saúde e fortalece sua fé. Vá a restaurantes diferentes e vá sozinho, nem que seja preciso andar mais um pouco ou saltar uma parada depois da habitual. Caminhar também faz bem.
Dê preferência aos self-services (comida no peso) que estejam sempre lotados em determinados horários, pois assim você fica sozinho em uma mesa e, eventualmente, uma ovelha será forçada a pedir para sentar-se ao seu lado, com aquela cara de quem diz: "que azar, logo ao lado desse mané..."
Observe e você notará que é comum para as ovelhas mais polpudas procurar sentar às mesas onde estão apóstolos sozinhos e, claro, com cara de vira-lata abandonado: desde que o cidadão seja ao menos um pouco bonito, simpático e que não tenha jeito de mané. Nunca almoce com Frei Ranzinza ao lado.
Mas, diga não às bombas...
Nunca caia na tentação de se matricular em uma academia de ginástica, pois no evangelho doutrinário da Tico-Tico no Fubá as academias de ginástica são antros do inferno (!) rodeadas de capetas sarados e saudáveis.
Não se deixe levar pela conversa daqueles seus amigos bombados que vivem saindo com mulheres bonitas, enquanto você fica com aquele canhão que só faz reclamar e que engorda cada vez mais e mais. Negócio de tomar bomba, pode deixar com Saddam.
Esqueça de tudo isso e continue na luta, pois geralmente a dona do restaurante é um jaburu, mas ela pode até lhe conseguir um desconto. Faça plantão e elogie bastante. Quem sabe ela não tem uma filha tão feia quanto? Na hora do aperto, qualquer fechadura serve.
Outro ponto de encontro das ovelhas recheadas são os bares da moda. Não se iluda: as ovelhas que vão para bares da moda não vão para encher a cara; muitas sequer sabem o que é tomar um porre. Quem vai para bares da moda está lá para paquerar, descolar um lobo-mau e ir comer o chapeuzinho vermelho lubrificado.
Agora, lembre-se do capítulo anterior: aconteça o que acontecer, não caia na tentação de tomar caipirosca. É excomunhão na certa.
Exposições de fotografias e mostras de arte são outras locações típicas em que o solteiro-apostólico pode investir.
Fique olhando atentamente para um quadro ou foto -- aproveite o reflexo do vidro ou da moldura para prestar atenção nas ovelhas que passam por perto. Não se iluda, meu filho: se uma ovelha se aproximar de você para puxar conversa, na cara e na coragem, ela não foi forçada. Faça que nem tirador de coco: entre com os dois pés.
Porém, é preciso ter cautela, muita cautela. A peculiaridade é que as ovelhas que freqüentam esses lugares geralmente ou são fundo-de-garrafa, ou muito feias, ou balofas. Quando não, tudo de uma vez só.
É que elas acham que só a benção de serem inteligentes vai servir de alguma coisa na horizontal. Fazer o quê...
E se um dia você estiver em uma exposição e encontrar uma dessas ovelhas do mal conversando com o Frei Ranzinza, lembre-se que ele é o seu mentor! Corra para defendê-lo. Separe os dois antes que o Frei a embrulhe e leve para casa. Afinal, ele é um bom samaritano e não é à toa que escreveu uma bíblia.
Ainda na exposição ou lançamento, faça uso de todo seu conhecimento artístico e tire da carteira os desenhos que sua sobrinha de cinco anos fez na escola. Mostre para a ovelha recheada e filosofe sobre a verdadeira arte contida nos rabiscos da sua sobrinha. Assim, você terá meio caminho andado. Para casa. Sozinho. Ao menos vai economizar uma toalha.
Outra tática interessante é aprender a dominar a arte do fazer terra. Na Bahia, fazer terra é quando você passa se esfregando em uma mulher dentro do ônibus lotado. Geralmente ela está de costas, aquele maior aperto no coletivo e você: "licença, licença..." naquele maior esfrega-esfrega. Pode até não conquistar a simpatia dela, mas certamente irá chamar a atenção das outras ovelhas bundudas quando ela olhar para você e falar bem alto: "tira esse negócio daqui seu féla da *píí* tarado !!!"
Isso é para vocês verem que na Bahia não só tem coisa ruim. Tem acarajé também.
Partindo da premissa de que você já está se doutrinando com afinco, no próximo capítulo mostraremos as dicas espirituais e esotéricas para causar uma boa impressão quando uma ovelha recheada finalmente resolver tirar a lã para você comer, digo, coser.
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