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Sábado, Agosto 16, 2003
Posted
9:47 AM
by Cassiano Leonel Drum
E a Revista Veja ainda não publicou sua capa deste fim de semana, por isso está ai a Capa da Revista Isto É por equanto e os destaques da mesma estão elencados abaixo.
A chegada do medicamento Lantus - o primeiro com ação 24 horas ¿ permitirá maior controle sobre a diabete, um mal que atinge dez milhões de brasileiros
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9:33 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ninguém é mais rápido
Fernando Scherer é ouro nos 50m livre, deixando as feras Meolans e Gary Hall para trás. Natação bate o seu recorde
Marcelo Fefer, enviado especial
Scherer ganhou ontem o tri dos 50m livre em Pan-Americanos
SANTO DOMINGO - Fernando Scherer, o Xuxa, foi o mais rápido ontem na prova dos 50m livre do Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana. Com 22s40, o brasileiro chegou à frente do argentino José Meolans (prata, com 22s42) e do americano Gary Hall Jr. (bronze, com 22s43), campeão olímpico da prova nos Jogos de Sydney. O brasileiro Jáder Souza chegou em sexto, com 22s80.
Com o resultado de ontem, Scherer conquistou o tricampeonato na prova (fora campeão nos Pans de Mar del Plata, em 95, e Winnipeg, em 99), seu sétimo ouro e décima medalha na história dos Jogos, dando à natação a 18ª medalha em Santo Domingo (a terceira de ouro).
Vibrando muito, Scherer deixou a piscina para comemorar assim que viu no placar que tinha vencido com a diferença de dois centésimos sobre o argentino Meolans e três sobre Gary Hall. Com o título, ele registrou o seu sétimo ouro consecutivo, ameaçando o companheiro de equipe Gustavo Borges e o mesa-tenistas Hugo Hoyama, cada um com oito.
Sabia que não seria fácil. Tanto que venci por apenas dois centésimos. Tive uma boa partida, pequei no decorrer da prova, mas tive uma boa chegada. Estou muito feliz, porque foi a minha primeira grande competição internacional, depois de nadar machucado na Olimpíada.
O brasileiro fez menção à disputa com Gary Hall na prova que tinha a maior constelação de estrelas da natação neste Pan (contando também com Meolans). "O que interessa é que ganhei por três centésimos do Gary Hall. Dei o troco nele, por Atlanta", disse, lembrando a sua diferença para o americano nos Jogos de 96, nos EUA, quando o brasileiro foi bronze e Hall ficou com a prata: "Não há nada melhor do que ganhar do atual campeão olímpico".
Scherer ainda encontrou espaço para criticar a organização do Pan. O Gustavo tem oito ouros, e eu também poderia ter, não tivessem tirado os 50m borboleta da competição. Vou até o Pan de 2007, no Rio, e ganharei outro ouro, prometeu o tricampeão.
A natação passou a ser o esporte a dar mais medalhas ao Brasil em uma única edição de Pan, com pelo menos 18 (ainda há provas hoje). O recorde anterior pertencia à natação (16 em Mar del Plata-95) e ao atletismo (16 em Winnipeg-99).
Kaio Márcio ficou com a prata e Pedro Monteiro com o bronze, nos 200m borboleta. Para Kaio, além da medalha, veio ainda o segundo índice olímpico neste Pan. Bronze nos 100m borboleta, ele tinha também conseguido o índice na prova. Agora, nos 200m, melhorou seu tempo pessoal (1min58s10 contra 1min58s83) e também o índice da prova para os Jogos Olímpicos de Atenas.
A brasileira Joanna Maranhão ficou em quarto lugar, na competição dos 200m medley. Ela terminou a prova com o tempo de 2min17s75.
Paulo Machado ficou apenas na sétima posição na final dos 100m costas. Nayara Ribeiro em quinto e Ana Carolina Muniz em sexto foram as brasileiras na final dos 800m livre. O quarteto feminino brasileiro, formado por Paula Ribeiro, Patrícia Comini, Ivi Monteiro e Flávia Delaroli, do revezamento 4x100m medley, ficou em quarto lugar, com 4min24s30.
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9:27 AM
by Cassiano Leonel Drum
Judiciário
Onde a Justiça é rápida e gratuita
Tribunal planeja ampliar os Juizados Especiais Cíveis, que solucionam mais de 90% das pequenas causas no Estado
NILSON MARIANO
Há 21 anos resolvendo pequenas encrencas de forma rápida, simples e gratuita, os Juizados Especiais Cíveis (JECs) caíram no agrado dos gaúchos, se multiplicaram, serviram de modelo ao país e agora poderão ter a capacidade ampliada. O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ), desembargador José Eugênio Tedesco, anunciou ontem, na Capital, que concluiu estudo para aumentar o poder dos juizados especiais. A proposta depende de análise final para ser encaminhada à Assembléia Legislativa.
O plano é tornar obrigatório o encaminhamento de ações no valor de até 40 salários mínimos (R$ 9,6 mil) para os JECs. Atualmente, o autor desse tipo de ação pode escolher entre o JEC e a Justiça Comum. O presidente do TJ acredita que a medida, se aprovada, agilizará os julgamentos.
- Não existe mais condições de a Justiça Comum aceitar causas de baixa complexidade, porque o sistema é burocrático, formalista, emperra tudo.
Há outra mudança em curso, abarcando não apenas os JECs gaúchos, mas os de todo o país. Tramitam no Congresso projetos para aumentar o limite das pequenas ações, atualmente em 40 salários mínimos. O de maior consenso, apoiado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), elevaria o teto para 60 salários mínimos (R$ 14,4 mil). A idéia é a mesma: que os JECs desafoguem a Justiça Comum.
Números atestam o sucesso dos JECs gaúchos. Do pioneiro, de Rio Grande, brotaram mais 168 juizados. Funcionam nas 161 comarcas, dispensando o advogado em causas de até 20 salários mínimos (R$ 4,8 mil). O juiz-presidente do 5º Juizado Especial Cível da Capital, Artur Ludwig, celebra:
- Com pequenas variações entre as comarcas, 40% das causas são resolvidas na primeira audiência.
No ano passado, das 182 mil ações encaminhadas aos JECs gaúchos, 171 mil foram resolvidas (94%). Para o juiz Ludwig, a procura pelos JECs "é um sinal de credibilidade" no Poder Judiciário, seguidamente acusado de lento e caro.
- Os juizados especiais dão acesso a todos, principalmente aos mais necessitados.
O juizado ágil e gratuito é um pioneirismo gaúcho. Em 1982, quando era juiz em Rio Grande, Antônio Guilherme Tanger Jardim aceitou o desafio de implantar um JEC, então chamado de Juizado de Pequenas Causas. Na época, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul se inspirava em experiências dos Estados Unidos e da Alemanha.
- Implantamos um modelo à brasileira, com o apoio de funcionários, advogados, da comunidade - destacou Tanger Jardim, presidente da Escola Nacional da Magistratura.
Surgidos informalmente, os JECs gaúchos acabaram se tornando lei, a partir de 1984, sendo adotados em outros Estados. Como um dos pioneiros gaúchos no invento que popularizou a Justiça, Tanger Jardim teme uma eventual sobrecarga aos JECs. Reconhece que eles podem acelerar os julgamentos. Mas alerta que perderiam a "fluidez" se forem atulhados pela "massa monstruosa" de processos da Justiça Comum. É por isso que o presidente do TJ, José Eugênio Tedesco, ainda consultará juristas antes de entregar a proposta de ampliação ao Legislativo.
nilson.mariano@zerohora.com.br
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9:24 AM
by Cassiano Leonel Drum
Judiciário
Pioneirismo orgulha Rio Grande
CAROLINE TORMA/ Correspondente/Rio Grande
Rio Grande foi o primeiro município brasileiro a ter um Juizado Especial Cível. O serviço funciona na cidade do sul do Estado desde 1982. Como a experiência deu mais agilidade à Justiça, acabou surgindo a Lei Federal 9.099, e a prática se tornou aplicável em todo o território nacional.
Atualmente, tramitam 1.674 processos em Rio Grande. Entre maio e junho, entraram 806 ações e foram concluídas mais do que isso: 863.
A estrutura é conduzida pela pretora Ângela Celina Sassi da Costa Garcia e por nove juízes leigos - na maioria advogados e bacharéis da comarca. Para contornar as pendengas, inicialmente é realizada uma audiência de conciliação.
A idéia é tentar um acordo entre as partes. Entre 30% a 40% dos casos acabam se solucionando já no primeiro encontro. Segundo a pretora, 100% dos casos que entram no juizado se resolvem.
caroline.torma@zerohora.com.br
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9:21 AM
by Cassiano Leonel Drum
Judiciário
Casos Pitorescos
Casos hilariantes, curiosos e até pequenas tragédias do cotidiano, que dificilmente chegariam à sisuda Justiça Comum, são resolvidos nos Juizados Especiais Cíveis (JECs). Alguns provocam situações embaraçosas: onde guardar um aplique infestado de piolhos? Ou um leitão vivo dado em pagamento de dívida?
Moeda suína
Em Cruz Alta, nem sempre os processos são resolvidos com dinheiro ou bens. Há cerca de três anos, um agricultor decidiu quitar uma dívida com um leitão.
Impedido de entrar no prédio, o animal aguardou no pátio até o credor ser localizado e definir se aceitaria ou não o pagamento.
O trabalho mais difícil ficou a cargo dos funcionários do Judiciário, que precisaram cuidar do suíno até o caso ser encerrado.
- Tivemos de resolver no mesmo dia. Onde nós iríamos guardar o leitão? - explica a escrivã Solange Lasch.
O estimulador que não funcionou
Um homem com mais de 50 anos, de Porto Alegre, comprou um aparelho de prazer artificial numa sex shop. Como o estimulador não funcionou, ele recorreu ao JEC para desfazer o negócio. Não houve acordo na primeira audiência, o que ampliou o constrangimento. No final, ele ganhou o dinheiro de volta.
As botas do ex-marido
Um tradicionalista de quatro costados, daqueles de andar de lenço, bota e bombacha, separou-se da mulher. Tempos depois, entrou com ação reclamando que o novo companheiro da ex-mulher estava exibindo suas botas pelas ruas de Ijuí. Aceitava perder a mulher, mas não a indumentária, queria as botas de volta. Na primeira audiência, não houve acordo, o segundo marido também se proclamava dono do calçado. Graças à habilidade do juiz, que se esforçou para evitar um conflito, o tradicionalista recuperou o bem.
O cavalo erótico
Um casal da zona sul de Porto Alegre apreciava desfilar a cavalo nos finais de semana. Como apenas o homem tinha uma cavalgadura, decidiram comprar um animal para a mulher. Acharam um pingo, quase um palafrém de tão elegante, mas se intrigaram com um detalhe: o pênis ficava exposto, rente ao chão, não se recolhia à bolsa escrotal.
Apesar da dúvida, fecharam o negócio, confiaram na garantia do proprietário do cavalo de que o exibicionismo era passageiro, havia éguas no cio. Mas a excitação perdurou. Ao galopar nos finais de semana, vizinhos gracejavam da mulher que montava o assanhado. O casal recorreu ao JEC, conseguindo anular a compra. Um veterinário desvendou a prontidão cavalar: uma anomalia sem cura.
A peruca que deu coceira
Uma mulher comprou um aplique de cabelo postiço - espécie de semiperuca - para aumentar o volume do penteado, pagando R$ 600. A faceirice se desfez quando sentiu um coça-coça danado na cabeça: o aplique estava infestado de piolhos. Ela entrou com ação para reaver o prejuízo, no JEC de Porto Alegre.
Temerosos de que a piolhama se espalhasse pelo carpete do cartório, funcionários da Justiça enrolaram o aplique em sacos plásticos.
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9:16 AM
by Cassiano Leonel Drum
E não esqueça hoje de fazer o seu lanche no Mac Donalds, leve sua mãe, seu pai, seus irmãos, amigos e faça a festa. Afinal você terá dois bons motivos: primeiro o de reunir a galera e segundo ajudar na campanha contra o câncer infantil. Eu por exemplo, poderei ser encontrado lá pelas 13 horas no Mac da Silva Só.
Solidariedade
McDia Feliz contra o câncer infantil
Toda a renda arrecadada com a venda de sanduíches Big Macs hoje será revertida para o combate ao câncer infantil. Em 15 anos da campanha McDia Feliz, o McDonald's já distribuiu R$ 38 milhões para instituições de combate à doença. No Rio Grande do Sul, em nove edições a mobilização já arrecadou R$ 1,3 milhão. Somente em 2002 foram a campanha rendeu R$ 154,8 mil no Estado. O McDia Feliz é organizado pelo Instituto Ronald McDonald, mantido pela rede McDonald's.
Segundo o diretor do Instituto do Câncer Infantil, Algemir Brunetto, os recursos arrecadados na campanha serão investidos em uma pesquisa sobre tratamentos de uma família específica de tumores que atingem crianças. No Rio Grande do Sul, a renda da campanha será destinada ao Instituto do Câncer Infantil.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a cada ano surgem 7,1 mil casos em crianças e adolescentes até 18 anos. Se diagnosticada em se estágio inicial, o percentual de cura chega a 70%.
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9:11 AM
by Cassiano Leonel Drum
Ricardo Silvestrin
16/08/2003
O carpinejarismo
Estamos vivendo o auge do carpinejarismo. Na próxima segunda, tem um envento importante carpinejarista: o lançamento do livro novo de Maria Carpi, A Força de não Ter Força. Ela é mãe do poeta Fabrício Carpinejar. O pai do Fabrício é o Carlos Nejar, que há anos faz parte da Academia Brasileira de Letras. Lançou há pouco uma importante reunião de sua obra. Fabrício, depois de quatro livros de sucesso, lança agora uma antologia pela Cia. das Letras, chamada Caixa de Sapatos.
Nejar seguia sua vida e sua poesia, morando no Espírito Santo. Maria Carpi vivia em Porto Alegre, lançando também seus livros de tempos em tempos. Até que o filho começou a lançar um livro após o outro, cada um fazendo mais barulho e tendo mais repercussão. Uniu os pais no seu nome e na sua poesia. E recolocou nas cabeças das pessoas o interesse pela poesia, dele, do pai e da mãe. Cada vez em que se fala de Carpinejar também se fala Carpi e Nejar.
O carpinejarismo tem alguns pontos em comum, aprendidos num provável convívio familiar. Como um pai ou uma mãe podem ensinar poesia para o seu filho? Drummond dizia no poema Procura da Poesia: "chega mais perto e contempla as palavras / cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra". Teria sido então esse o grande ensinamento desse pai e dessa mãe? Enquanto os outros pais ensinam a atravessar a rua, a dar bom-dia, a dizer obrigado, Carlos e Maria ensinaram Fabrício a contemplar as palavras?
Uma vez fui com a Maria Carpi dizer uns poemas para os operários da Albarus. Depois da apresentação, comentei com a poeta que antes eu estava preocupado se haveria ou não comunicação. Fiquei feliz por termos conseguido passar uma hora lendo nossos textos para eles, que ouviram com muito interesse. Carpi disse que comunicação em poesia não é como casamento. Não precisa ser total. Alguma coisa comunica.
Essa afirmação dela é, para mim, definidora de uma vertente da história da poesia. Mais do que isso, é um traço fundamental que une os três, Carpi, Nejar e Carpinejar. Há uma forte predominância de imagens, de metáforas. O sentido se entremostra, some por um momento e aparece ali adiante. Há uma gravidade que ajuda o ar de penumbra. Em Drummond, por exemplo, há gravidade, profundidade, mas há também mais clareza, o sentido está mais à mão. Em Quintana, também. O carpinejarismo vem por outros caminhos. E como vem em bloco, em trio, também coloca na poesia brasileira contemporânea a afirmação de uma estética.
De uma poesia menos coloquial, menos cotidiana e mais filosófica, mais grave.
Os que adoram contrapor uma coisa à outra logo se arvoram a valorar, a dizer que isso é mais do que aquilo. Eu prefiro receber essa família de poetas na minha sala, assim como recebo a família dos poetas Paulo Leminski, Alice Ruiz e a filha deles, Estrela Ruiz Leminski, que logo vai estrear com seu primeiro livro. Esse último trio é daquela poesia mais clara, mais comunicativa. Descanso do claro no escuro. E vice-versa.
ricardo.silvestrin@zerohora.com.br
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9:09 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nunca é demais homenagear os pais, mesmo no domingo seguinte como está fazendo a Lya Luft, esses abnegados que trabalham e lutam no dia a dia não por si, mas geralmente, pela sua prole.
Lya Luft
16/08/2003
Dois antigos poemas para um pai
1.
Quando eu era menina
minha mãe tocava piano
e a árvore de Natal girava
em sua pinha de ferro batido.
Eu cochilava no colo de meu pai:
dentro do peito dele pulsava
a máquina da vida que nunca se cala.
(Mas uma coisa escura e sorrateira
fazia rumor fora da casa:
era o destino chegando
passo a passo, e eu não sabia.)
Junto ao coração de meu pai,
ao ritmo da música do sangue,
meu coração também estremecia:
a faca cortando a minha alma
era pressentir que as águas do mundo
inundariam o tempo e o espaço,
e seríamos um dia os rostos naufragados
de um velho retrato numa mala.
2.
Meu pai plantou um álamo
no meu jardim.
Antes de morrer ainda podou seus ramos,
e desde então seus dedos se multiplicaram
e sua voz se perpetuou em folhas
que farfalhavam depois de cada inverno
- como faziam em nossa velha casa.
E quando o vento perpassava
os altos ramos do álamo generoso,
a dor recolhia suas asas
e meu pai falava comigo.
Assim ainda trilhamos juntos
o caminho das memórias,
onde nada se perde mas floresce:
e se reconcilia o meu coração
com a sua morte.
lya.luft@zerohora.com.br
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9:04 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
16/08/2003
Um mar de sujeira
O fato está assumindo proporções incontroláveis: a sujeira generalizada que toma conta do Parque Farroupilha e do Parcão, assim como dos outros parques e praças da cidade, pelos excrementos dos cães que são levados a passeio pelos seus donos.
É sujeira de cães por todos os lados, em todos os trajetos que levam aos parques, as calçadas tomadas pelos excrementos dos cães.
Nos fins de semana se agrava ainda mais a situação, é de mais de 90% o número de donos de cães que não carregam pás e sacos plásticos para recolher a sujeira de seus animais.
Além da sujeira generalizada que toma conta das calçadas das ruas adjacentes aos parques, esses dejetos podem causar dezenas de doenças.
Vai daí que a grita contra os donos de cães que teimam em sujar a cidade, indiferentes à higiene e à saúde pública, aumenta vertiginosamente.
Eu mesmo tenho aqui em meu poder inúmeros e-mails pedindo providências contra o lodaçal de excrementos caninos que vai tomando conta da cidade.
Alguns até, para minha surpresa, defendendo o contra-ataque da população atingida pela sujeira, pelo envenenamento dos cães, o que é um despropósito e um barbarismo.
É evidente: se já chegou ao ponto da ocorrência de envenenamento de vários cães em nossa cidade, há que a prefeitura intervenha imediatamente para conter esta calamidade.
Há lei, sancionada pelo prefeito Tarso Genro, em dezembro de 2001, que obriga os donos de cães a recolherem os resíduos fecais de seus animais, sob pena de multa pesada.
Não sei se tal lei foi regulamentada, se não foi que o seja imediatamente e que sejam detidos e multados os donos de cães que estão sujando vergonhosamente a cidade.
É preciso agir com energia.
Mas é preciso também que haja uma conscientização da população no sentido de que não é lícito socialmente sair para as ruas com cães sem os cuidados para evitar a sujeira.
São tantos os ônus das pessoas com tratamento de saúde, alimentação e higienização dos animais, tudo que possa atingir os cães e os próprios donos, mas esquecem estes que também é seu dever não prejudicar os outros e a coletividade, tomando para si o encargo de não deixar que se suje generalizadamente a cidade.
A prefeitura podia começar por uma campanha de conscientização nos parques. Mas depois terá de partir para a punição dos faltosos.
O que se vê atualmente é uma omissão dupla: revoltante dos donos dos cães e deplorável por parte do poder público.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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9:02 AM
by Cassiano Leonel Drum
Blecaute
Nova York dormiu na rua
Sem transporte público, afetado pelo blecaute que atinge EUA e Canadá desde quinta-feira à tarde, americanos passaram a noite em grupos, nas escadarias do edifício dos Correios, sem poder ir para casa (foto Mike Appleton, AP/ZH)
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Sexta-feira, Agosto 15, 2003
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8:33 AM
by Cassiano Leonel Drum
Justiça limita lotéricas
Lojas de apostas ficam proibidas de efetuar saques e depósitos. Decisão permite somente os pagamentos
PORTO ALEGRE - A Justiça Federal proibiu as lotéricas de todo o País de prestar serviços bancários. A decisão tem efeito imediato e impede operações de depósito em conta corrente ou poupança e aplicação financeira a qualquer título. Saque de conta corrente, poupança e benefícios previdenciários não poderão ser efetuadas. As lotéricas também deverão suspender a entrega de talões de cheque e o encaminhamento de propostas para a abertura de conta corrente.
Pagamento de contas e títulos poderão continuar sendo feitos normalmente. Os serviços proibidos são apenas os que foram instituídos pela Resolução 2.707 e a Circular 2.978 do Banco Central. A Justiça definiu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
A juíza da 6ª Vara Federal de Porto Alegre, Ana Inés Algorta Latorre, concedeu liminar ao Ministério Público Federal e determinou que a Caixa Econômica Federal suspenda imediatamente a atividade bancária das lotéricas. O MP fundamentou a ação civil pública alegando defesa coletiva dos consumidores, da ordem econômica e dos trabalhadores bancários.
A Caixa entregou pedido para que o processo fosse julgado em Brasília, sob a justificativa de que a decisão seria de âmbito federal, mas o juiz Marcelo Furtado Pereira Morales, da 2ª Vara Federal de Santo Ângelo (RS), decidiu que a ação deveria ser julgada numa das varas federais de Porto Alegre.
O MP e os sindicatos dos bancários alegam riscos para os clientes e consumidores, por causa da substituição de mão-de-obra especializada por profissionais não-qualificados, deixando de contratar empregados próprios que têm Convenção Coletiva de Trabalho específica.
Insegurança também motivou a proibição
Outro argumento é a falta de segurança das lotéricas em relação aos bancos, que dispõem de filmadoras, portas giratórias e espaço livre, o que facilita o trabalho do efetivo de segurança. Pesa, ainda, a dúvida sobre o sigilo das informações dos clientes.
Liminar semelhante já foi concedida anteriormente e cassada. O juiz que derrubou a decisão, Valdemar Capeletti, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, esclareceu que o sistema estava de acordo com as leis que regulamentam as atividades bancárias. ¿A legislação faculta aos bancos múltiplos com carteira comercial, aos bancos comerciais e à Caixa Econômica Federal a contratação de empresas para prestação de diversos serviços, através do desempenho das funções de correspondentes no País¿.
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8:28 AM
by Cassiano Leonel Drum
Dias de glória
Casas de samba, leitura e sinuca e a estréia de Ópera do Malandro. A Praça Tiradentes está com tudo
Rubia Mazzini
Inaugurado em 1887, o prédio do Real Gabinete Português de Leitura impressiona pela arquitetura
Eis o malandro na praça outra vez/ Caminhando na ponta dos pés/ Como quem pisa nos corações/ Que rolaram dos cabarés. A música de Chico Buarque anuncia que, a partir de amanhã, o sedutor contrabandista Max Overseas, protagonista da sua Ópera do Malandro, está de volta. Passados 25 anos da estréia, o musical ganha luxuosa remontagem no Teatro Carlos Gomes, assinada por Charles Möeller e Claudio Botelho, e de quebra joga mais luz sobre a Praça Tiradentes. Sim, porque a tão falada revitalização pode não ter começado, mas o berço do teatro e da boemia do Rio (re)vive dias de glória.
Apesar do abandono e da violência que ameaçam o lugar, as temporadas da Ópera do Malandro e de A Morte de Um Caixeiro-Viajante, no João Caetano, com Marco Nanini à frente do elenco, fazem valer a pena uma visita à Praça. Antes ou depois de assistir aos espetáculos, quem quiser ainda pode se interar da vida cultural da área, que não se resume a teatro.
Ali pertinho do Carlos Gomes funciona um dos mais antigos salões de sinuca da cidade. O Bilhares Guarany, que é freqüentado por Paulinho da Viola, tem nove mesas centenárias de jacarandá, aventais à disposição dos clientes que não quiserem se sujar de pó de giz e um clima de total camaradagem. Tem gente que vem aqui há mais de 20 anos, conta o dono da casa, Francisco José dos Santos Leal.
Ao lado do João Caetano fica o Centro Cultural Carioca, que há dois anos promove concorridos shows de música brasileira, principalmente samba e choro, onde um dia funcionou o dancing Eldorado, freqüentado por Pixinguinha. Desde o começo do mês o espaço abriga também, no térreo, exposições, cursos de dança e até um baile gratuito às sextas-feiras, das 18h30 às 19h30.
Desde que estamos aqui nos engajamos no projeto oficial de revitalização da Praça Tiradentes, mas também tomamos as nossa próprias iniciativas, conta Mariana Baltar, uma das sócias do espaço e dona do palco aos sábados, quando canta sambas antigos. Do outro lado do Largo Albino Pinheiro fica o belíssimo Real Gabinete Português de Leitura, que guarda raridades como um exemplar da primeira edição de Os Lusíadas.
Responsável pela direção, cenários e figurinos da Ópera do Malandro, Charles Möeller diz que é fundamental a nova versão do musical, que celebra personagens da boemia carioca dos anos 40, ser apresentada na Praça Tiradentes: Estamos falando de um Rio que não é o de agora, mas o sentido do musical cresce por ser apresentado aqui.
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8:24 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Ueba! Galinha preta pede autógrafo do Supla!
Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! E essa saiu no site Humortadela: sabe o que a galinha preta falou pra Marta? 'Você me arruma um autógrafo do Supla?' E um amigo meu disse que a situação tá tão braba que, em vez de galinha, ele vai jogar um tablete de caldo Knorr. COM KNORR É MELHOR! E no lançamento do CD da Ana Maria Brega eu vou jogar um papagaio. E diz que a galinha preta foi a última eleitora a abraçar a Marta. Rarará!
E com essa história de tucano, galinha e veado, o caso foi parar no Ibama. Fizeram BO no Ibama! E diz que o Palófi era trotskista. E como ele pronuncia trotskista com aquela língua preva? TROFKISSA! E o Palácio do Planalto abriu licitação pra compra de 1.900 vidros de pimenta. E agora a dúvida: eles vão comer essa pimenta toda ou vão enfiar no nosso fiofó? Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E esta notícia: 'Promotoria proíbe o uso de animais em festa de peão'. É a volta do touro mecânico. E eles deviam aproveitar e proibir o uso de animais quando a Marta estiver discursando. Rarará! E olha esta outra notícia: 'Vereadora apresenta projeto de lei proibindo que se fume em Pernambuco'. A intenção é louvável, mas vai desencadear uma guerra fiscal! 'Venha fumar na Bahia.' 'Venha fumar em São Paulo.' 'Venha fumar em Goiânia!'
Pan! O Pan continua uma pândega. Olha esta manchete que é uma piada pronta: 'Cuba vence apertado'. Qual é o placar de Cuba? Apertado! E ganhamos mais ouro. Se derreter, já dá pra pagar o FMI e ainda sobra pra fazer um brinco pra dona Marisa. E o adversário do Meligeni? O chileno Rios tava com uma barriga tão grande que quase que ele entra em trabalho de parto! Rarará!
E esse tá sendo o Pan dos quase aposentados: Meligeni e Gustavo Borges. Eles tão sempre dizendo que é a última participação!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. Os tucanos invadiram a Inglaterra. Lembra daquele cara que invadiu a pista da Fórmula 1? Ontem ele foi ouvido pela corte de Northampton e sabe o que a defesa alegou? Que ele tem 'visão moral excêntrica'.
Tucanaram a maluquice. Chama o Oswaldo Cruz pra erradicar o tucanês. Aliás, eu sei o que estava escrito no cartaz que o maluco mostrou na pista: 'O Rubinho é domingueiro'. Rarará!
E atenção! Cartiha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Remetente': companheiro dando a segunda bimbada. Rarará. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! O já famoso Estoura Brasil! UFA!
simao@uol.com.br
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8:21 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
15/08/2003
O mundo é das galinhas
Tenho pensado na galinha. Por causa da que atiraram na prefeita de São Paulo. Nunca tinha visto isso, jogar galinha em prefeita. O filho dela, o ovo, esse sim, vivem atirando o ovo em tudo e em todos. A mãe, não. A mãe fora preservada, até esta semana. O ministro da Justiça também se surpreendeu, percebi. A ponto de declarar:
- Jogar galinha em mulher é tão ofensivo quanto jogar veado em homem.
Data venia, discordo do ministro. Ser alvejado por um veado é pior. Porque qualquer galinha, mesmo a mais gorda e penosa, pode ser carregada sob o braço. Já o veado pesa uns 200 quilos, no mínimo. Agora imagine-se, aflito leitor, você sentadinho num banco e alguém lhe atira um veado no colo. Pode ser um morto, que não escoiceie nem nada. Ainda assim, receber uma veadada seria desagradável. Já a galinha é totalmente inofensiva.
A verdade é que ninguém respeita a galinha. Ela é dócil demais e, como todos os seres dóceis demais, torna-se suscetível de abusos. Só que as pessoas não percebem que a galinha está sempre presente na nossa vida. A galinha é nossa amiguinha.
Eu mesmo tive uma experiência afetiva com um galináceo. O Geraldo. Meu galo de estimação. Gostava dele. Até que, num domingo, não mais o encontrei. Procurava, cadê o Geraldo? Cadê? Nada. Fui almoçar, intrigado, e o que vejo sobre a mesa? Frango assado. Todos os meus sentidos vibraram, em alerta. Recuei, apavorado:
- Mãe, não vai me dizer que...
Sim. Era o Geraldo. Medonhamente assassinado por minha própria mãe. Não comi, naquele domingo.
Tempos depois, enfrentei uma ex-sogra obcecada por galinha. Um dia, ela perguntou se eu gostava de todas as comidas. Disse que de todas, só de galinha não achava muita graça. Para quê! A partir dali, a mulher só fazia galinha. Galinha ensopada, galinha com arroz, torta de galinha, polenta com galinha, não imaginava que havia tanta comida com galinha. Chegava na casa dela e ela:
- Adivinha o que tem hoje!
Galinha, galinha, galinha.
Mas, tudo bem, continuo respeitando a galinha. Não sem razões. Certa feita, visitei uma grande avícola de Santa Catarina, para uma reportagem. Informaram-me que lá diariamente são mortas milhões de galinhas. Milhões! Digamos que sejam 5 milhões. Você sabe que a galinha tem um filho por dia. Logo, se não houvesse esse galinocídio, as cinco seriam 10 em um dia, 20 em dois, 40 em três e assim sucessivamente, até tomarem conta do mundo. O mundo seria das galinhas!
Mas a galinha não reage, a galinha é acessível e bondosa, todos fazem o que querem com a galinha. Mas atirá-la em prefeitas, aí já é demais. Estão cometendo uma injustiça com a galinha!
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:20 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
15/08/2003
Ruralistas 2 x 0 MST
Em primeiro lugar, deixo bem claro que não sou contra o MST nem sou contra os fazendeiros. Só estou dando um aviso aos patrulheiros de plantão, que mal botam os olhos em cima de uma opinião de um jornalista e logo em seguida, os de um lado ou de outro, tratam de bombardear quem deu a opinião.
Eu só quero tecer comentários sobre os últimos fatos tormentosos acontecidos aqui no Rio Grande do Sul, com reflexos em Brasília.
E em apenas uma semana os ruralistas tiveram duas vitórias espetaculares sobre o MST e sobre as intenções de reforma agrária.
A primeira grande vitória dos fazendeiros deu-se com a respeitável decisão do juiz federal de Santa Maria ao mandar congelar a marcha de integrantes do MST sobre São Gabriel e a correspondente contramarcha dos ruralistas para contê-los.
E o segundo triunfo dos fazendeiros deu-se ontem, em Brasília, quando o Supremo Tribunal Federal, por 8 a 2, decidiu sobre uma formalidade na vistoria do Incra nas cinco fazendas da família Southall, impedindo a desapropriação de 13 mil hectares para serem divididos entre os sem-terra.
Pela extensão das cinco fazendas, maiores que muitos municípios brasileiros, aliada à mobilização que os sem-terra fizeram em torno da antes provável desapropriação da área, a repercussão da decisão do Supremo é bombástica. Foi um duro golpe no MST e na decisão do governo Lula de levar à frente a reforma agrária.
O Supremo não decidiu ontem contra o MST ou contra a reforma agrária, bem sei. Só que no final das contas a euforia dos ruralistas com a decisão não pode deixar de ser reconhecida.
Quanto ao congelamento da marcha e da contramarcha em torno de São Gabriel, apesar de provisória, a decisão do juiz de Santa Maria é instigante.
Se por exemplo ela se firmar como jurisprudência, acatada pelas instâncias superiores da Justiça, significará tecnicamente o fim do MST.
Explico: o MST vinha realizando uma marcha no rumo de São Gabriel. Os ruralistas organizaram uma contramarcha para anulá-lo, enfim, detê-lo.
Diante da ameaça de beligerância, de um conflito entre as duas multidões de ideais e interesses contrários, a Justiça interveio e paralisou a ambos.
Ora, a ser consagrado esse desfecho, sempre que o MST tentar qualquer ação coletiva ou manifestação, mesmo que tenha toda a aparência pacífica da marcha no rumo de São Gabriel, os ruralistas se mobilizarão e tentarão interceptá-lo.
Em face do risco de um confronto entre duas partes, a Justiça tomará a medida cautelar de mandar cessar as duas movimentações, com o que será sempre derrotado o MST, que é a parte a que interessa tais manifestações.
Isso seria o fim do MST. E a vitória final dos ruralistas.
A decisão do juiz de Santa Maria toca numa delicada e nevrálgica questão de interpretação do texto constitucional.
E não é de admirar que por isso qualquer dia destes vá bater também no Supremo a decisão final sobre a extensão real do direito de ir e vir e de manifestação, consagrados pela Constituição, mas ditos inferiores e subsumidos pela ameaça de ruptura da ordem que eles podem encerrar, na ordem judicial emanada em Santa Maria.
É uma discussão infindável. Só o Supremo poderia dirimi-la.
Enquanto isso, os ruralistas abriram um rotundo 2 a 0 sobre o MST.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:18 AM
by Cassiano Leonel Drum
Terror
Blecaute reacende o medo nos EUA
Um apagão que afetou parte dos EUA e do Canadá trouxe de volta o temor de um atentado terrorista (foto Chad Rachman, AP/ZH)
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Quinta-feira, Agosto 14, 2003
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11:06 PM
by Cassiano Leonel Drum
Acorde Rico
Quando você se preocupa com o que não tem, desperdiça o que você já tem. Você já tem tudo o que precisa para ser a pessoa que é. Tudo o que você já conquistou, tudo o que viveu, tudo o que você é hoje, isso é resultado do que você já tem.
A vida é rica em si e já é sua. Concentre-se no que você pode fazer com ela. Procure maneiras de fazer a diferença de uma forma substancial. Em vez de se preocupar com o que você não tem, faça o melhor com o que você tem. Já é suficiente ter chegado tão longe. Quanto mais você valorizar o que tem, mais útil isso se tornará.
A única coisa que impede fazer da sua vida a melhor possível é você mesmo. Você já tem o que é preciso. Existe um tesouro dentro de você esperando para ser descoberto. Comece a usar esse tesouro ainda hoje. Você pode acordar rico amanhã e se tornar mais rico a cada dia.
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11:00 PM
by Cassiano Leonel Drum
Muita vezes nos sentamos em frente a tela de nosso computador. Ligamos, e vamos pra alugum programa de email. Depois lemos nossas mensagens e respondemos aos que nos escreveram. Digitamos e colocamos algumas imagens, e alguns sons para reforçar nosso escrito.
Todos nós temos curiosidades, queremos descobrir por todos os meios, como chegar mais rápido a um espaço infinito, onde mora ou está aquele de quem gostamos.
Com nosso mouse nós vagamos pelo ciber espaço a procura de alguém neste espaço infinito. Quem sabe na mesma cidade, mesmo Estado ou no mesmo País. Quem sabe quanto longe vamos, atravessando montanhas e oceanos, escrevendo para quem nunca vimos e nem iremos ver um dia.
Mas enfim lá está alguém que recebe a nossa mensagem e faz a mesma coisa, nos responde e cria novas expectativas e ainda mais curiosidade. Assim trocamos sentimentos, aflições, saudades. Nós conversamos, às vezes todos os dias, todas as semanas e quantas vezes não vemos o instante de chegar e poder sentar na frente de nosso computador .Nós esperamos que alguém digite o nosso nome, nós queremos e esperamos reconhecimento, muitas vezes apeans isso. Nós damos beijos e abraços, e às vezes a paquera rola. Em chats nós conversamos profundamente, e revelamo-nos, ousamos mais muitas vezes que quando efetivamente vamos a um lugar de encontro..
Nós formamos amizades - mas - por que? Nós não sabemos Muitas destas amizades, florescerão e crescerão e poderão durar meses, anos. Porque isto é na tela, e nós podemos ser mais corajosos contando nossos segredos os quais nunca pousamos um dia revelar a alguém próximo, quanto mais a um alguém a quilômetros de distância. Mas ele por sua vez, também procede da mesma forma.
Nos revelamos e ouvimos revelações. Sem saber porque compartilhamos, os pensamentos, sentimentos, esperanças e frustrações. Com essas pessoas que não podem nos ver, e nem nós a elas e sobra imaginação de como serão as suas faces e os seus sorrisos
Todos nós temos nossos problemas, e precisamos de alguém para contar. Nós não podemos falar para pessoas reais, mas devemos contar para alguém Assim nós viramos o computador, e a esse nós podemos confiar.
Embora eu não me revele de todo e nem vocês também se revelem, a verdade ainda permanece. Todos são meus amigos embora amigos sem faces: Com nomes diferentes, às vezes, um nome um tanto estranho.
Mas é bom que continuemos assim. Eu os imagino do meu jeito e vocês do seu jeito. Mas gosto quando vocês me deixam uma palavra de carinho. Quando vocês me deixam um recado, me dá a impressão de que estou acompanhado, embora quase sempre esteja sozinho.
Autor desconhecido
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8:22 AM
by Cassiano Leonel Drum
Opção de microcrédito
Bradesco sai na frente do BB e da Caixa, lançando empréstimo até R$ 1 mil, com juros de 2% ao mês
Márcio Cypriano: prioridade para usuários do Banco Postal
SÃO PAULO - O Bradesco, maior banco privado do País, se antecipou aos bancos estatais e anunciou a seus 13,8 milhões de clientes um programa de microcrédito com juros de 2% ao mês, a partir de hoje. Os empréstimos serão de até R$ 500 para pessoa física e de até R$ 1 mil para microempresas. O pagamento vai ser feito em até 12 meses, com parcelas mínimas de R$ 20. Usuários do Banco Postal terão prioridade na concessão de crédito.
A estimativa é que 700 mil serão contemplados. As operações no banco, presidido por Márcio Cypriano, só valerão para clientes com contas abertas há três meses, no mínimo, e saldo médio até R$ 1 mil. A linha de crédito será exclusiva para quem não tem nenhum outro tipo de empréstimo ou financiamento. Outra exigência é que os candidatos ao programa não poderão constar de listas negativas e cadastros de maus pagadores.
De acordo com o vice-presidente do banco, Décio Tenerello, o produto segue a nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que prevê a destinação de 2% dos depósitos à vista efetuados na instituição ¿ sendo que 1% tem que ser aplicado em microcrédito. ¿Se a demanda for fraca, o banco poderá abrir a linha de crédito também para clientes com contas novas¿, explicou o vice-presidente.
O Bradesco informa que as taxas não cobrem os custos administrativos e riscos de inadimplência, mas garantiu que o banco vai contribuir para o projeto do Governo, que tem o objetivo de elevar o acesso ao crédito.
BB inicia operação amanhã e Caixa lança até o fim do mês
O Bradesco largou à frente da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB), que anunciaram no mês passado os seus programas, sob condições similares. Os limites de R$ 500 para pessoas físicas e de R$ 1 mil. 0 para microempreendedores também vão valer para os clientes do banco. As taxas divulgadas pelos bancos estatais são de 2% (pessoa física) e de até 4% (microempresários), com prazo de até 12 meses para quitação do crédito. A expectativa é atrair 2,5 milhões de pessoas para as operações desburocratizadas.
Ao divulgar as regras do programa, o vice-presidente de varejo do BB, Edson Machado Monteiro, previu que boa parte dos potenciais usuários fazem parte dos 4 milhões de segurados do INSS que recebem até dois salários mínimos (R$ 480) pelo banco.
A Caixa deverá começar a operar no fim do mês. Clientes de contas simplificadas há mais de três meses, e que tenham saldo médio de R$ 20 a R$ 100 serão o público alvo. O empréstimo será um cheque especial, por quatro meses, de até R$ 200.
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8:11 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
14/08/2003
Enxofre
E Abraão perguntou ao Senhor se Ele destruiria Sodoma se porventura houvesse 50 justos entre os ímpios. E o Senhor respondeu: Se eu em Sodoma achar 50 justos, pouparei todo o lugar por amor deles. E perguntou Abraão: Se porventura faltarem de 50 justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse o Senhor: Não a destruirei, se achar ali 45. Abraão: E se porventura achar ali 40? Deus: Não o farei, por amor dos 40. E 30? Não o farei, se achar ali 30. E 20? Não a destruirei, por amor dos 20. E Abraão pediu ao Senhor para não se irar se ainda só mais uma vez falasse, e perguntou: Se porventura se achassem ali 10? E respondeu o Senhor: Não a destruirei por amor dos 10.
O insólito diálogo (Gênesis, 18) termina aí, e não se sabe se Abraão, depois da sua barganha com o Senhor, foi tentar descobrir pelo menos 10 justos em Sodoma para salvar a cidade. Se foi, não teve sucesso. Pois o Senhor fez chover enxofre e fogo do céu, e destruiu não só Sodoma como Gomorra, que, dizem, era tão mais pecaminosa que Sodoma, que era para lá que o pessoal de Sodoma ia aos sábados à noite.
Corta para Brasília, onde, como se sabe, muitos falam com Deus mas poucos são respondidos. Imagine alguém que conseguiu negociar com o Senhor procurando desesperadamente 10, senão justos, pelo menos coerentes, entre todos os envolvidos nas discussões e na votação da reforma da Previdência, para prevenir o enxofre. Procurando no governo do PT de discurso trocado e não encontrando, procurando na oposição hipócrita do PFL e do PSDB e não encontrando, procurando nos sindicatos dispostos a fazer ruir o governo que a custo conseguiram eleger e não encontrando, procurando entre magistrados que condicionam sua integridade e a da democracia no país aos seus vencimentos e não encontrando...
Dez, aparentemente, era o limite da tolerância de Deus. No fim só havia um em Sodoma que merecia ser salvo, e em vez de poupar a cidade, Deus mandou avisarem ao Lot para se mandar. É bom saber se a Luciana Genro recebeu a visita de algum anjo recentemente.
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8:10 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nilson Souza
14/08/2003
Análise sintática
O último livro que li tinha uma frase mais ou menos assim: "A família humana é uma só e o amor que nos une é maior do que os temores que nos dividem". Foi o que me ficou da leitura de quase 200 páginas. Mas, pensando bem, até que ficou bastante. Quem garimpa letras sabe que as pedras preciosas são raras. É preciso peneirar muito para aparecer um diamante de otimismo deste quilate.
Decomponho o meu achado. "A família humana é uma só..." Tem gente que nunca se conformou com isso. São aqueles que, em vez de cultivar a fraternidade, construíram muros, riscaram linhas divisórias nos mapas do mundo e criaram fronteiras policiadas. Também esses inconformados são nossos irmãos. Temos até primos primatas. Quando Darwin lançou a sua teoria sobre o nosso parentesco com os macacos, uma dama inglesa exclamou horrorizada:
- Tomara que não seja verdade. E, se for, tomara que não se espalhe.
Pois espalhou-se. Bichos à parte, somos todos parentes próximos. Habitamos a mesma casa (este planetinha maltratado), respiramos o mesmo ar, sonhamos os mesmos sonhos, estamos todos condenados ao enigma da vida e ao mistério do desaparecimento. Queiramos ou não, somos uma família. E é em família que compartilhamos de nossos melhores e piores sentimentos.
E já estou indo para a segunda oração da minha análise: "O amor que nos une..." Há alguma dúvida de que só o amor une? Para mim, nenhuma.
Completo a sentença: "...é maior do que os temores que nos dividem". Também me parece lógico: não são os temores que nos separam? O medo de perder os nossos afetos nos torna ciumentos. O medo de compartilhar nos torna egoístas. O medo de abrir o coração nos isola. O medo de dar corda aos nossos sonhos torna a vida sem graça.
Mas os medos nada mais são do que fantasmas inofensivos quando temos companhia, quando amamos e quando cumprimos o nosso papel na grande família humana, que realmente é uma só.
Pensando bem, o livro que acabei de ler continha um diamante.
nilson.souza@zerohora.com.br
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8:07 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
14/08/2003
Mais impostos
Interessante esta disputa que se trava na reforma da Previdência: há meses que os governadores se reúnem com o governo federal para tentar tirar dele um naco dos tributos devidos à União.
Enquanto esta queda-de-braço se desenrola, são insistentes as declarações dos governadores e dos ministros de que a reforma não significará aumento de impostos.
No vórtice dessas reuniões entre os ministros e os governadores, está uma queda-de-braço: os primeiros querem parte do que a União arrecada com a CPMF e a Cide, o imposto sobre os combustíveis.
No início da semana soube-se que o governo federal "cedeu" e vai repassar para os Estados 25% do que arrecada com a Cide.
Vibraram os governadores, enquanto permaneciam declarando que não haverá aumento de impostos na reforma previdenciária, o que também prometem os ministros.
Só que anteontem o ministro do Planejamento, Guido Mantega, admitiu que terão de ser aumentadas as alíquotas da Cide para garantir o acordo feito com os governadores para repasse aos Estados dos 25% do tributo.
Ou seja, o governo federal fez média com os governadores sem gastar nem perder um centavo: o sacrifício será do contribuinte, que vai engordar os cofres dos Estados sem ter sido consultado por mais essa violenta benesse tributária.
Quer dizer, não há qualquer dúvida de que os combustíveis custarão mais caro depois dessa decisão.
E como ficam os governadores e os ministros que insistem em dizer que a reforma tributária não significará aumento de impostos?
Essa proposta terá apoio total no Congresso, já pensaram no poder de fogo que têm lá o governo federal e todos os governadores?
Mais uma vez, como em todas as reformas, o povo não será consultado. Quem paga não é consultado.
Trata-se de uma coreografia inextricável: como se sabe, os Estados já têm tributos seus sobre os combustíveis: o ICMS. Gordo tributo, os combustíveis têm um largo cabide de impostos. De ano em ano as três esferas vão dependurando nele os seus gravames. Se não houvesse tributos sobre os combustíveis, teríamos a gasolina mais barata do mundo e o país se desenvolveria geometricamente, acabando com o desemprego. Com os impostos, temos a gasolina mais cara do mundo.
Ora, se os Estados já tributam os combustíveis, que manobra enganadora é esta de dar aos Estados mais um quinhão de imposto sobre os combustíveis, via repasse do governo federal?
Então por que os Estados simplesmente não aumentam as suas alíquotas de ICMS sobre os combustíveis?
Para que este tortuoso e ardiloso percurso da sanha fiscalista, absolutamente desnecessário, embora traiçoeiramente engenhoso?
E como ficam os que declaram à exaustão que a reforma tributária não significará aumento de impostos? Como ficam?
Se o plano é o de deixar aos Estados um largo painel de alíquotas para o ICMS, cada um deles escolherá a que melhor lhe aprouver, não é claro até mesmo a qualquer analfabeto que haverá aumento de impostos?
Eu sei que a democracia se faz por representação. Só que não pode ser legítima uma representação que só onera os contribuintes, sem consultá-los.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:05 AM
by Cassiano Leonel Drum
Letícia Wierzchowski
14/08/2003
Dona Dalva Ramil
Domingo à noite em Porto Alegre, no Teatro da Ospa, a platéia está lotada. Uma emoção, como um sopro, forma um coro de vozes, uma cantoria que vem mais longe do que da boca, vem da essência mesma de uma gente. A gente do paralelo 30. No palco, os irmãos Ramil. Kleiton, Kledir e Vitor, embalados pela Orquestra da Ulbra. De bocas jovens e antigas, de bocas modernas e conservadoras, de todas as bocas escapam versos e refrões. Estrela-estrela. Deu pra ti, baixo astral. Ramilonga. Vira Virou. Canção da meia-noite. Tri legal é pouco pra definir aquela noite de puro enlevo gaúcho. (E quando digo gaúcho, não estou diminuindo ou aumentando, mas qualificando essa emoção que traduz uma identidade.)
Na época dos Almôndegas, eu brincava de bonecas. Mas eu dancei Maria Fumaça pelo resto dos meus dias infantis. Cresci, casei e tive um filho. A trilha sonora dessa gestação foi Estrela-estrela... Quando eu escrevi A Casa das Sete Mulheres, a trilha era Ramilonga. Em plena avenida Higienópolis, São Paulo, todas as tardes, da minha janela se evolava a música de Vitor Ramil. Não sei se ele apreciou o livro, mas somente com Vitor cantando é que eu transpunha o tempo e ia às lonjuras do Rio Grande de 1835.
No show dos Ramil, eu lembrei dessas coisas e me quedei emocionada. Acabei pensando em dona Dalva, a mãe daqueles três. Seria lindo se ela estivesse na Ospa e visse os filhos fazendo música para um bando de porto-alegrenses enlevados. Porque alguma coisa dela há na magia que dos seus filhos se emana. Ela ensinou-os a navegar nas águas deste mar. Então que lhe deixo o meu encanto. Dizem que a fruta não cai longe do pé - e aqui não se trata de saber se dona Dalva sabe tocar um violão. Não bastava que ofertasse leite e papinha pros meninos (a não ser que as papinhas de Pelotas tenham qualquer segredo que desconheço). Dona Dalva deve ter dado muito mais, alma e luz. A coisa deu certo: não é pra qualquer criatura isso de encarnar a essência de uma gente.
Depois do show, voltei pra casa. João, meu filho, estava acordado, já que nasceu boêmio (o que me faz pensar que possa ser músico um dia). Acho que vou comprar um violão pra ele. E ligar pra dona Dalva, pedir umas dicas. Não sei se João tocaria tão fundo nas almas, como fazem os irmãos Ramil cada um ao seu modo. Mas sempre é uma chance de garantir trilha sonora. De qualquer jeito, fica aqui meu voto para dona Dalva. Talvez fosse o caso de ela ganhar um Açorianos pelo seu trabalho com aqueles três poetas loucos de cara. Ou um prêmio de incentivo à cultura. Gente, ela merece.
leticia.wierz@zerohora.com.br
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8:01 AM
by Cassiano Leonel Drum
Acidente
Seis horas à espera de socorro na freeway
O motorista Mauro de Andrade, 43 anos, ficou das 4h30min até as 10h30min preso às ferragens de seu caminhão, que caiu de uma altura de oito metros. Ninguém percebeu o veículo caído sob a ponte do Arroio Passo Grande (foto Emílio Pedroso/ZH)
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Quarta-feira, Agosto 13, 2003
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10:15 PM
by Cassiano Leonel Drum
Foi dada a largada para o McDia Feliz 2003¿, a 15ª edição do evento que mais arrecada recursos para aumentar os índices de cura do câncer infanto-juvenil no Brasil. Vários Estados já estão se mobilizando para o evento, que este ano acontece em 16 de agosto, sábado. Nesse dia o Big Mac terá um recheio especialíssimo. Além dos ingredientes consagrados - dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles em um pão com gergelim - o sanduíche mais famoso do mundo virá repleto de solidariedade, amor, carinho, esperança e cidadania. Afinal, esse é o espírito do McDia Feliz.
Como tradicionalmente ocorre desde 1988, todo o dinheiro obtido com a venda de sanduíches Big Mac (excluídos os impostos) e de materiais promocionais (camisetas, bonés e souvenirs) no McDia Feliz é revertido em favor de instituições brasileiras que assistem, acolhem e apóiam crianças e adolescentes vítimas de câncer e que atuam na prevenção da doença.
O McDia Feliz 2003 irá beneficiar 66 instituições, entre hospitais e entidades assistenciais. Oevento envolve a participação de mais de 30 mil voluntários em todo o país, além dos funcionários, fornecedores e franqueados do McDonald's Brasil. É a terceira maior campanha nacional de arrecadação de fundos para a infância.
Mobilize sua comunidade e participe!
A contagem regressiva para o McDia Feliz 2003 e a mobilização nacional em torno do combate ao câncer infanto-juvenil começaram no dia 21 de maio, com um grande evento de lançamento realizado pelo McDonald's em São Paulo, no teatro Paulo Autran. O lançamento oficial contou com a presença do padrinho nacional da campanha nesta edição, o ator Thiago Lacerda.
O lançamento prévio do McDia Feliz permite que a campanha seja organizada e divulgada com antecedência nas dezenas de cidades brasileiras que participam dessa grande ação de responsabilidade social. Afinal, o sucesso da iniciativa depende da participação de toda a sociedade.
A campanha McDia Feliz é coordenada pelo Instituto Ronald McDonald, que trabalha 365 dias por ano para apoiar um número cada vez maior de crianças e adolescentes portadores da doença. Além de participar do McDia Feliz, você também pode ajudar o Instituto de outras maneiras, contribuindo para que a luta contra o câncer infanto-juvenil permaneça viva durante o ano inteiro.
Mais chances de cura
Estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, a cada ano, surgem cerca de 7.100 novos casos de câncer em crianças e adolescentes de até 18 anos, mas apenas 4.600 são registrados e tratados. Os outros 2.500 nem sequer chegam a ser diagnosticados.
Hoje, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura chegam a 70%. Anos atrás, quando o McDonald's começou a atuar nessa área, com o início do McDia Feliz, o percentual era de apenas 30%.
Maitê Proença e Ney Latorraca são os padrinhos da campanha no Rio de Janeiro
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9:12 PM
by Cassiano Leonel Drum
As Voltas da Vida
A felicidade pode existir em cada momento e em cada situação. Se seu trabalho é maçante, é porque você escolheu enxergá-lo desse jeito. Se seu vizinho é desagradável, é porque você o considera assim. Aceite as coisas como elas são.
Encontre o lado bom das coisas ao seu redor. Nada o fará feliz até que você decida ser feliz. Aceite as coisas como elas são e você terá o poder de torná-las o que você quiser.
Nada tem o poder de fazê-lo feliz, mas você tem o poder de extrair felicidade de qualquer coisa.
Luta e conflito, riso e alegria, lágrimas e sorrisos, são todos parte da mesma abundante e incrível sinfonia que é a vida. A riqueza de estarmos vivos nunca é condicional. Ela não é feita apenas de diversão, mas você realmente gostaria que fosse assim?
Regozije-se com as voltas que sua vida dá, pois é disso que ela é feita
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9:09 PM
by Cassiano Leonel Drum
Para quê?
Da próxima vez que você se sentir tentado de culpar, condenar, vingar-se ou agir movido pela raiva, pergunte-se: o que você vai ganhar com isso? Da próxima vez que começar a se preocupar, sentir medo de algo ou pena de si mesmo, pergunte-se: que benefício isso vai trazer?
Todos os seus pensamentos e ações têm um resultado. Então, o que quer que você faça, saiba o porquê de estar fazendo.
Porque o que quer que você esteja almejando, vai acontecer. A qualidade e a essência na sua vida são determinadas por onde você concentra sua energia e atenção.
Focado na ira, você terá razões de sobra para ficar irado. Focado nas preocupações, você terá muito para se preocupar.
Em vez disso, concentre-se na gratidão e você terá muitas razões para sentir-se agradecido. Adote uma atitude positiva e você fará coisas boas acontecerem.
Dirija sua energia e sua atenção para o lado abundante da vida. Espere pelo melhor e você fará com que o melhor aconteça.
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8:26 AM
by Cassiano Leonel Drum
José Simão
simao@uol.com.br
Socorro! Jogaram galinha preta na perua loura!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! Socorro! Um estudante jogou uma galinha preta na Marta! Jogaram uma galinha preta na perua loura. Mas ela diz que o estudante era tucano. Então virou uma granja: tucano joga galinha em perua. Rarará! E em represália ela vai criar uma taxa pra quem SOLTAR A FRANGA!
E queriam fazer macumba com a Marta? Um ebó. EBÓTOX! Logo com ela, que tirou todos os pés de galinha do rosto, jogam uma com pés, penas e ainda preta!? E como disse uma amiga minha: enquanto a Marta leva galinha, faz dois anos que eu não levo um pinto!
Mas não era ovo que jogavam em cima de político? Agora é galinha? Já tão jogando a fábrica. Via inversa: do ovo pra galinha. E o ministro da Justiça, em vez de melhorar, piorou a situação. Olha a declaração dele: 'Seria o mesmo que jogar um veado em cima de um homem'. Então quando o ministro estiver discursando, vão jogar um burro! Rarará!
E já virou programa de paulista atacar a Marta. Antes era tomar cafezinho no aeroporto. Agora programa de paulista é comer pizza e vaiar a Marta. É automático. Ela aparece e todo mundo 'uuuuuuu', começa a vaiar. É como fazer 'ola' em estádio de futebol! É mole? É mole, mas sobe!
Pan Urgente! Esse Pan continua uma Pândega! Ganhamos mais ouro. E em handebol. Handebol é bronha. Pratica handebol lendo a 'Playboy'. E handebol é bom porque é um jogo que só tem pênalti! Jogo de pênaltis. E já ganhamos tanto ouro que agora só falta a gente levar ouro em gamão, críquete, bridge e pega-vareta. E adorei essa notícia piada pronta: 'Atleta do Peru levou ouro em salto com vara'.
E essa: 'Governo dividirá taxa de gasolina com os Estados'. Xi, quando se chega ao ponto de rachar a gasolina é porque não tem mais grana pra nada! E a penúltima do Bush: 'Bush quer cortar árvores para evitar incêndio'. E pra evitar superpopulação ele vai cortar os pingolins? Pra evitar enchente ele vai mandar secar rios?!
E a penúltima derradeira final do Bestiário Tucanês. É que um amigo meu estava num vôo para a Inglaterra quando serviram: 'pudim de milho a brasileira'. Tucanaram o angu! Rarará! Chama o Oswaldo Cruz e a Swat pra erradicar o tucanês!
E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. 'Vaquejada': queijo de vaca. 'Macacão': maca pra cachorro. Rarará!
Quanto mais infame melhor! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! No pingolim! Pra ver se bate no teto! UFA!
Email simao@uol.com.br
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8:22 AM
by Cassiano Leonel Drum
Martha Medeiros
13/08/2003
O novo
Procura-se vivo: o novo. Morto não interessa. Procura-se a novidade que vai fazer o povo refletir, questionar. Algo nunca visto, original, que desestruture, surpreenda, revolucione.
Raios, temos que ser novos. Não se pode repetir fórmulas, não se pode reprisar o que dá certo, ficam proibidos todos os prazeres conhecidos. Música, literatura, cinema, moda: reinventem-se! Ai de quem não ousar.
Se criamos frases com sujeito, verbo e predicado, não servem. Se arrancamos lágrimas, somos clichês. Arrancamos risos, somos superficiais. Criem, criem! Panelas feitas de acrílico, contos que matem o leitor, biquínis que mostrem a bunda: inspirem-se!
Biquínis que mostrem a bunda, missão cumprida.
Por todo o lado, a cobrança. Relações novas, cores novas nas unhas, histórias nunca contadas, pensamentos nunca pensados, um jeito diferente de pintar o sol, de construir edifícios, de atender o telefone.
Fazer diferente, impressionar. Nada de ser lírico, nada de ser cru, transgrida, provoque a crítica, provoque o público, não caia no gosto popular, não seja excêntrico, não seja petulante, não seja o mesmo, não tenha estilo, não finja ser o que não é, não seja excessivamente confessional, olha o umbigo...
Decore sua casa com cáctus gigantes e tenha um lagarto como bicho de estimação. Não, isso é tão anos 70... Leia todos os clássicos da literatura alemã, francesa, inglesa, americana - sim, seja intelectual, isso pega bem até a meia-noite de hoje. A partir de amanhã, leia e releia blogs, literatura do futuro.
Use batom branco, não vista xadrez, tome energéticos, tome algo lilás, não seja bonito, seja interessante, consuma, consuma, consuma até encontrar o seu tipo, o seu modo de estar no mundo. É tudo tão antigo, tão igual, cause impacto, escandalize a platéia e o porteiro do seu prédio. Ou então seja terno. Ternura! Enfim, uma palavra nova. Use ternura, coma ternura, vista ternura. Até o final desta estação.
Procura-se o novo. Embaixo da cama, em cima da cama, dentro dos livros, nos faróis dos carros, nos videoclipes. Despreza-se o mesmo, feito do mesmo jeito. Despreza-se a qualidade mil vezes vista. Despreza-se o consagrado - abram espaço para o inusitado.
Se vocês encontrarem o novo, não se apressem em me mostrar. Ainda estou absorvendo o que foi novo horas atrás.
martha.medeiros@zerohora.com.br
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8:20 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
13/08/2003
Adultério superado
Somos obrigados a nos orgulhar desses jovens brasileiros que alcançam as diversas medalhas do Pan-americano de Santo Domingo.
O Brasil já está em terceiro lugar nos Jogos, brilha no judô, no atletismo, no tênis, no boxe, no handebol e em outros esportes.
E é de nos emocionarmos que nossos atletas vitoriosos gritem bem alto o Hino Nacional, ergam a bandeira brasileira, mostrem uma alegria de dever cumprido nas comemorações.
E mais ainda nos enche de contentamento que os atletas gaúchos do nosso Grêmio Náutico União, de tanta memória afetiva para a nossa capital, tenha conquistado 15 medalhas em remo e ginástica.
Grande, União!
Sobre a afirmação desta coluna de que não há mais oposição no Brasil, o deputado José Ivo Sartori (PMDB-RS) manda trecho de um discurso do saudoso Ulysses Guimarães: "A oposição oferece ao governo o único caminho que conduz à verdade: a controvérsia, o diálogo, o debate, a independência para dizer sim ao bem e não ao mal. A democracia, em uma palavra".
Esses dias enchi uma coluna de domingo sobre os avanços da mulher na sociedade moderna.
Um dos progressos femininos mais notórios foi o de desmanchar completamente com uma verdade que até 30 anos era estabelecida: praticamente só a mulher cometia crime de adultério, os homens eram perdoados por este deslize.
Era universal esse entendimento. Até mentes privilegiadas como a do grande romancista inglês, notável novelista e contista Somerset Maughan, incorriam nesse preconceito. O que ele escreveu a respeito: "Para o homem, uma ligação passageira não tem significação sentimental, ao passo que para a mulher tem. Além disso, os filhos adulterinos que a mulher venha a ter ficarão necessariamente a cargo do marido, o que agrava a imoralidade, enquanto que os do marido com a amante jamais estarão sob os cuidados da esposa. Por outras palavras, o adultério da mulher transfere para o marido o encargo de alimentar prole alheia, ao passo que não terá essa conseqüência o adultério do marido. Por isso a sociedade encara de modo mais severo o adultério da primeira".
Encarava, caro Somerset, encarava.
Mas quem possa se espantar com esse raciocínio de um escritor ficará ainda mais aturdido com um comentário do jurista Washington de Barros Monteiro em seu Curso de Direito Civil (vol.2, Direito de Família, p.117): "Entretanto, do ponto de vista puramente psicológico, torna-se sem dúvida mais grave o adultério da mulher. Quase sempre, a infidelidade do homem é fruto de um capricho passageiro ou de um desejo momentâneo. Seu deslize não afeta de modo algum o amor pela mulher. O adultério desta, a mulher, ao revés, vem demonstrar que se acham definitivamente rotos os laços afetivos que a prendiam ao marido e irremediavelmente comprometida a tão cara e estabelecida estabilidade do lar".
Bah, imaginem um advogado defendendo hoje esta tese no pretório, tendo como adversário a doutora Saloa Silva. Seria fulminado pelo olhar e pelas palavras.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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8:17 AM
by Cassiano Leonel Drum
O Fio quase furou meu olho
Já levei alguns socos na vida. Bem, morava no IAPI, numa época em que o IAPI era brabeza. Então, toda semana uma briga. Não se podia levar desaforo para casa, quem levava desaforo para casa perdia o respeito da turma.
Lembro de uma bomba que me deram no lado da orelha, certa tarde. Estávamos jogando bola na Rua da Tendinha, no areão mesmo, goleirinha feita de havaianas, quando explodiu a briga. Era todo mundo contra todo mundo, mãozaço e pontapé para tudo que é lado e, de repente, POF!, a maior porrada no meu ouvido. Bá, fiquei zonzo, aquilo fazia uóóóóinnnnn e ficou fazendo uóin um tempão. Depois, dizia para os meus amigos, admirado:
- Que socão que levei, nossa!
Noutro dia, o Fio quase furou meu olho. Tinha o apelido por causa do Fio Maravilha, camisa 10 do Flamengo. Manja a música do Jorge Ben?
"Fio Maravilha, nós gostamos de você
Fio Maravilha, faz mais um pra gente vê"
O nosso amigo tinha uns dentões que nem o jogador. Aí ficou Fio. Discutimos uma noite, nem lembro por quê. O Fio estava atrás de uma cerquinha. Pulou a cerquinha e veio bufando na minha direção. Veio rilhando os dentes, de punhos cerrados, brabo feito um buldogue. Consegui me manter frio, a melhor atitude nessas situações. Esperei o ataque de lado, oferecendo o ombro esquerdo à investida raivosa do Fio. A dois passos de distância, ele soltou o braço direito. Sabia que mandaria a direita, já o conhecia. Desviei-me do golpe e pulei no pescoço dele. Consegui gravateá-lo. Desesperado, o Fio puxava os meus cabelos com uma mão e com a outra enfiava um dedo no meu olho direito. Eu o arrastara para perto de um muro, queria bater com a cabeça dele contra a parede. Cheguei a dar uma batida, ele amoleceu as pernas. Mas os amigos gritaram:
- Não faz isso! Tu vai quebrar a cabeça dele!
Achei que tinham razão. Foi um erro. Perguntei ao Fio se podia soltá-lo. Ele, ofegante:
- Tudo bem, tudo bem.
Fizemos as pazes. No dia seguinte, já estávamos jogando botão e futebol no Alim Pedro. Só que a esclerótica do meu olho ficou toda vermelha - sofrera um derrame. Permaneci com aquele olho de vampiro por um mês.
Briga, troço ridículo. Mas é coisa de guri.
Daquela vez, o Fio não chegou a me acertar o gancho que tinha desferido, mas outros ganchos, diretos e uppers levei, ah, levei. Por isso, calculo o que sentiu o argentino Barrios ao receber aquele direto no 11º assalto, lá em Miami. O soco de Popó foi de ser inscrito nas antologias do boxe. Um murro seco, duro de pedra, que acertou a ponta do queixo do argentino e foi se espalhando aos poucos por todo o seu corpo, percorrendo as terminações nervosas, paralisando-o paulatinamente, sacudindo-lhe o cérebro, cristalizando seus músculos, até que ele desabou inteiro, como se fosse uma estátua derrubada.
Que soco! O argentino Barrios devia se orgulhar de ter recebido aquele soco.
david.coimbra@zerohora.com.br
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8:15 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
13/08/2003
A moça silenciosa
Tenho uma colega silenciosa. Ela passa os dias concentrada no trabalho, seus movimentos são econômicos, seu riso escasso. Parece assim uma índia, daquelas índias que compreendem toda a extensão do sofrimento do mundo, mães do Universo, de tal forma integradas com a natureza que se tornam paisagem elas próprias.
Não converso muito com minha colega, até porque ela não é de muita conversa. Mas um dia desses em que estava meio sestroso, meio desasado, meio azedo, o que é raro, pois estou sempre bem, nesse dia fui ao bar do jornal, encostei-me no balcão, virei para o lado, e quem estava lá?
Minha colega silenciosa.
Antes mesmo de cumprimentá-la, olhei nos olhos dela e percebi que havia ali um brilho triste. Mas ela também me fitava nas profundezas da íris e em seu rosto dançava uma luz de compreensão. Foi tudo sem palavras, tudo rápido, e tudo tinha significado. Não sei por que, ainda a encará-la, perguntei:
- E agora?
Ela refletiu um pouco. Em seguida, com voz serena e sussurrada, respondeu tão-somente:
- Agora só nos resta esperar.
Fiquei pasmado. Porque era exatamente isso que restava, e só isso que restava: esperar.
É o que resta ao Grêmio. Esperar, esperar. E como é duro esperar. Como é difícil ter paciência. Como é angustiante não fazer: não ligar para ela, não falar o que dá vontade de falar, não exigir um resultado JÁ.
O Grêmio precisa aprender a ter paciência, a trabalhar em silêncio, como minha colega trabalha, a esperar sem angústia. Esperar, esperar, só resta esperar.
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8:13 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
Calor que espanta o mundo
Turista e o filho brincam em Madri no verão europeu que pode fazer de 2003 o ano mais quente da história (foto Denis Doyle, AP/ZH)
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Terça-feira, Agosto 12, 2003
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8:52 PM
by Cassiano Leonel Drum
Sucesso e Felicidade
O sucesso é um processo muito particular na vida de cada pessoa. Funciona como uma essência maravilhosa que corre pelas veias e que impulsiona o nosso ímpeto a seguir sempre em frente.
Em nossa existência terrena temos uma série de sonhos e metas que, com determinação, entusiasmo e conhecimento do lugar aonde se quer chegar, possuem uma grande chance de se concretizarem. Assim, quando alcançamos o ponto alto do sucesso de nossos sonhos, transformamos o mundo à nossa volta e transbordamos de alegria o nosso coração sonhador.
Quando realizamos nossos sonhos de sucesso, renovamos a esperança e a crença na nossa força interior, que demonstra que todo sonho possui a sua verdade e que o mesmo merece ser realizado
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8:48 PM
by Cassiano Leonel Drum
Viva autenticamente
Para viver a vida que você quer, você deve ser quem você é. Isso pode soar como um bonito jogo de palavras, mas pense a respeito.
Você pensa seus próprios pensamentos? Você sonha seus próprios sonhos? Você determina suas próprias metas? Ou você os pega emprestados de outros? Ter mais e mais do que você não quer realmente não lhe trará felicidade.
A vida que você deseja não está em seguir os sonhos de outros, a idéia de outros sobre o melhor lugar para viver, ou a idéia de outros sobre o melhor carro para dirigir.
A verdadeira felicidade e realização requerem que você tenha coragem de ser você mesmo. Existe uma razão para você querer as coisas que você quer. É por que você é a pessoa melhor equipada para alcançá-las.
Quando você perseguir o que você realmente deseja da vida, então você estará satisfazendo seu conjunto de oportunidades, dando sua própria e especial contribuição, criando valores como só você pode fazer.
Seja você de verdade. Você e o mundo inteiro serão mais ricos com isso.
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8:10 AM
by Cassiano Leonel Drum
Demorô
Malu Mader faz sua primeira cena em Celebridade, que começa a ser gravada depois de um ano de espera
Ana Lúcia do Vale
Falso seqüestro: na primeira cena de Malu, ontem, personagem de Márcio Garcia finge ser bandido
Na ponta do lápis, foram três anos e meio sem fazer novela, em parte pelo cansaço do processo e parte porque Celebridade foi adiada diversas vezes. Mas mal deu para reparar. Presença constante em comerciais a imagem família-feliz da atriz é tida em alta conta e atualmente causa inveja ao lado do marido e titã Tony Belloto num comercial de empresa de telefonia , Malu Mader, aos 37 anos e protagonista da novela das oito que estréia em outubro, diz que recuperou o entusiasmo juvenil. Fazer novela é como casamento: tem que começar animado. Senão, lá pelo meião, não vai agüentar, brinca a atriz, que gravou ontem suas primeiras cenas, na garagem do shopping Rio Design Barra.
Malu começou quente: sua personagem é seqüestrada por Marcos, vivido por Márcio Garcia, namorado da ambiciosa Laura, primeira vilã de Cláudia Abreu. Na novela do parceiro constante Gilberto Braga a última que fez foi dele, Força de um Desejo, em 1999 , Malu é Maria Clara, produtora de eventos, bem-sucedida e invejada. O que seria um seqüestro de mentirinha armado por Laura, que tenta se fingir de salvadora da poderosa ao se oferecer para ser levada no lugar dela, acaba virando um seqüestro de verdade quando Maria Clara é pega por homens armados.
No começo da novela, ela tem mais desenvoltura do que eu, é célebre, mas acho que gosta do estrelato. Comigo foi ao contrário. Eu queria ser atriz, mas em vários momentos não foi boa a repercussão disso. Às vezes, se a sua vida não estiver bem, é até cruel o que falam, acredita.
Avessa a grandes badalações, a atriz sabe bem que depois que Celebridade estrear sua vida pacata vai mudar. Principalmente, pelo assédio. Sabe aquela história de dizer não sei o que é, mas vem na minha direção. Pois é. Vou ter que me habituar. Sou low profile, não gosto de andar com entourage e só uso roupa que me faz passar batida entre as pessoas. Também evito teste de popularidade, tipo shopping, garante. A fobia, diz, foi gerada por um fã mais afoito. Era um cara meio maluco, que me mandava umas coisas estranhas, tipo chapinha de refrigerante. Foi barra pesada, ele pintou um dia no meu sítio e tive paranóia de que ia aparecer em qualquer lugar. Hoje, quando dizem Malu, Jesus te ama, fico logo achando que é coisa de fanático, estremece.
Não é só a vida de Malu Mader que vai mudar na mira do público das oito. Ela já alertou aos filhos, João (8) e Antônio (6), de que a deles também será diferente. Não vão mais ter a mãe em tempo integral. Lembro que sentia segurança porque tinha a minha por perto. Ela era era dona de casa e sempre estava lá. Mas agora, essa coisa de mãe-atriz..., titubeia, mas filosofa.
A maternidade tira o foco de você. Eu me libertei de mim mesma, descansei de mim. Mas meus filhos já têm as coisas deles e o Tony já acabou de grav |