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Sábado, Dezembro 27, 2003
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8:04 AM
by Cassiano Leonel Drum
Futuro de estrela
Viviane Surgek desbanca 8.500 candidatas em concurso de modelo e promete brilhar em 2004
Alícia Uchôa
Este ano foi decisivo na vida da modelo Viviane Surgek. Ela acaba de vencer o Riachuelo Mega Model, um dos maiores concursos de modelos do país. Entusiasmada, a nossa Cinderela, fluminense de Magé, promete, com apenas 15 anos, mostrar a que veio. Viviane já foi comparada com a top Gisele Bündchen e até Mariana Weickert. As semelhanças existem, e o Caderno D teve a oportunidade de comprovar. Na hora da virada o prata e o branco são as cores eleitas para quem, como a modelo, aposta no brilho em 2004.
Daquelas que desfilava em casa com as roupas da mãe, Viviane nunca teve dúvidas da profissão que queria seguir. ¿Sonhava com isso, mas a minha mãe era contra. Dizia que não era mundo para mim e não gostava quando as pessoas me elogiavam e perguntavam porque eu não ia ser modelo. Já tinha desistido, até que, um dia, em março, uma professora perguntou se eu queria ser modelo. Ela tirou umas fotos minhas e levou na agência Mega, conta a estudante da oitava série do ensino fundamental.
A partir daí, a sorte estava lançada. Ela foi uma surpresa para a gente. Viviane é um achado e tem tudo para se dar muito bem¿, conta Mônica Oliveira, booker da agência. Quando soube da história da minha mãe, o Serginho (Sérgio Mattos, diretor da Mega) ligou para a minha casa e chamou os meus pais para conversar e disse que me inscreveria no concurso, lembra. A previsão estava certa. Viviane desbancou 8.500 meninas de todo o Brasil e levou para casa o cachê de 100 mil dólares (R$ 289 mil) em contratos de trabalho.
Sem medo do batente, a modelo, fã da top Ana Hickmann, investe todas as suas fichas em 2004. No próximo sábado, ela já faz o seu primeiro desfile e começa a se preparar para as passarelas do Fashion Rio e São Paulo Fashion Week. Estou muito ansiosa, quero que o ano comece logo, torce. Pode começar a contagem regressiva.
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8:00 AM
by Cassiano Leonel Drum
Pacto com a humanidade
ODED GRAJEW/ Diretor-presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
O Brasil sediou, em Nova Lima (MG), entre 9 e 11 de dezembro, o terceiro Global Compact Learning Forum. Esse encontro anual é uma das ações mais importantes do programa Global Compact - ou Pacto Global -, iniciativa do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, que visa mobilizar o empresariado internacional para práticas de responsabilidade social.
O Pacto Global propõe que empresas de todo o mundo subscrevam um compromisso com nove princípios fundamentados nos direitos humanos, direitos do trabalho e meio ambiente. Aceitos pela ampla maioria das nações, esses princípios, considerados universais, expressam necessidades urgentes da humanidade e precisam ser colocados em prática para que a espécie humana sobreviva a este século.
Para dar o exemplo desse engajamento, a ONU assumiu o compromisso de orientar as contratações de seus fornecedores e fundos de pensão segundo os princípios do pacto. As agências da ONU no Brasil também se comprometeram com a aplicação de mecanismos socialmente responsáveis na aquisição de produtos e serviços.
Com 1,2 mil empresas signatárias de todas as regiões do mundo, o Pacto Global funciona como uma rede e articula empresas, agências da ONU, governos e organizações da sociedade civil. A realização do Learning Forum no Brasil, reunindo cerca de 250 representantes de empresas, entidades empresariais, ONGs, governos e comunidade acadêmica, refletiu o vigor do movimento de responsabilidade social empresarial no país.
Um dos desdobramentos do encontro de Nova Lima foi a formação do Consórcio Internacional de Competitividade Responsável, com a participação do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, que desenvolverá pesquisas para quantificar a contribuição da responsabilidade social empresarial para a competitividade das nações.
Outra decisão importante do evento foi a deflagração de um processo de consulta e referendo para inclusão de um 10º princípio - tratando do combate à corrupção - aos nove já contidos no Pacto Global. A proposta deverá ser ratificada na próxima reunião do Pacto Global, em 2004.
A implementação dos princípios do Pacto Global pode ser o início da necessária guinada de 180 graus em direção a uma economia global mais inclusiva e sustentável. A incorporação das práticas de responsabilidade social pelas empresas contribui para o fortalecimento de outros setores da sociedade, fator fundamental para que os governos também se voltem para essa nova perspectiva. É hora de realizarmos os princípios que nos tornam humanos.
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7:56 AM
by Cassiano Leonel Drum
Lya Luft
27/12/2003
Que...
Que nesse novo ano a gente queira ser feliz, porque todos merecemos, até mesmo cada um de nós.
Que a gente acredite em milagres, porque, do jeito que tudo anda, sem eles vai ser difícil.
Que a gente queira a justiça social, mas comece na própria casa ou empresa.
Que a gente deseje a fraternidade, mas abrace os amigos, ame a família, e para começar seja carinhoso consigo mesmo.
Que a gente promova a ética, mas não se sujeite a qualquer tipo de relação que nos humilhe, castre e deforme.
Que apesar da violência, da desonestidade, da insegurança, da farsa, da fanfarronice, da mesmice, da acomodação, da bajulação e da frivolidade reinantes, a gente consiga ver que isso não é tudo, e nem todos são assim.
Que embora aspirando à coerência a gente às vezes se permita ser ambivalente, pois a rigidez leva à mediocridade.
Que embora querendo tudo isso a gente também se permita ser um pouco bobo, romântico, infantil, e se deixe seduzir pela magia - para não acabar bitolado, intolerante, e irremediavelmente chato.
E finalmente que a gente saiba que somos ao mesmo tempo responsáveis e inocentes em relação ao que acontece e ao legado que, sem saber, inevitavelmente deixamos.
lya.luft@zerohora.com.br
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7:52 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
27/12/2003
O declínio do otimismo
O governo Lula ameaçou, durante todo este ano, ser um governo de profecias.
Lula e seus ministros mais destacados passaram toda a segunda metade do ano prevendo que o grande avanço da economia, aliado à geração de empregos, se dará no ano de 2004.
Embora a gestão de Antonio Palocci na Fazenda esteja sendo exitosa, com queda do dólar e da inflação, a par de confiança dos investidores internacionais readquirida, aperta Lula como um calo o crescimento do desemprego, que atingirá agora ao fim do ano a trágica cifra de mais de 20% de pessoas habilitadas ao trabalho desempregadas em São Paulo.
As profecias governamentais faziam parecer que ia terminar o ano em ritmo altamente otimista, desde que Lula havia dito que "iria começar o espetáculo do crescimento".
De repente, de alguns dias para cá, bateu um certo desânimo no presidente. Talvez temeroso de que estivesse criando para 2004 uma expectativa falsa, Lula recuou espetacularmente.
E disse na semana passada, em almoço com parlamentares aliados, que "2004 não será o ano dos sonhos".
Terça-feira, Lula deu novo impulso à nova onda de pessimismo governamental ao afirmar que o crescimento da economia em 2004 não será suficiente para que haja maior geração de empregos: "Não basta a economia crescer. Com os avanços tecnológicos no mundo, muitas vezes uma empresa aumenta sua produtividade e não gera um posto de trabalho".
Já em reunião no diretório nacional do PT, há 13 dias, o ministro Antonio Palocci havia dito aos companheiros de partido que em 2004 poderá haver aumento do desemprego, mesmo com um melhor desempenho da economia.
Um certo desânimo com o desenvolvimento social parece caracterizar as declarações governamentais nos últimos dias do ano.
Em cima de um pequeno palanque, para uma platéia de um pouco mais de cem pessoas, entre elas moradores de rua, o presidente pediu mais uma vez paciência aos seus ouvintes: "As coisas nunca acontecem no tempo e na rapidez que a gente precisa que aconteçam".
Tanto Lula quanto Palocci julgam necessário "envolver a sociedade brasileira e o que tiver de especialistas neste país para discutir a geração de empregos".
Como se nota, a péssima notícia é que a grande e alentadora promessa de Lula durante a campanha política - a de criar 10 milhões de empregos - parece estar se esvaindo.
O governo de Lula até agora tornou o país viável, mas parece não ter imaginação para atacar o grande problema nacional: o desemprego.
Nada de criar frentes de trabalho, nada de incrementar política habitacional mediante créditos imobiliários, nada de incentivar o imenso potencial turístico do país, mandando abrir, por exemplo, os cassinos na vasta e cálida costa marítima brasileira, o que multiplicaria os empregos e alargaria de forma geométrica o desenvolvimento hoteleiro no Brasil.
Se só vai crescer a economia no ano que vem, sem gerar empregos, como vaticinam Lula e Palocci, a área social vai continuar estagnada, o que redundará numa profunda decepção na opinião pública.
Visivelmente, está faltando imaginação no núcleo do governo. Este novo ministério que Lula anunciará agora no início do ano teria de ser encarregado de uma única tarefa: a de criar empregos.
Caso contrário, o medo voltará a derrotar a esperança.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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7:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
Milhares morrem em terremoto no Irã
Ainda estupefatas ante o tremor de terra que destruiu a cidade milenar de Bam, as autoridades iranianas chegaram a admitir o número de mortos com uma variação entre 4 mil e 20 mil (foto Hasan Sarbakhshian, AP/ZH)
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Sexta-feira, Dezembro 26, 2003
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9:07 PM
by Cassiano Leonel Drum
CANÇÃO DOS AMIGOS
Fátima Irene Pinto
Vocês, meus amigos desconhecidos,
Que quase todo dia, nesta tela aportam,
Trazendo belezas que me abrem portas,
Para Deus, em louvor agradecido,
Da vida, vocês fizeram-se o meu sentido.
Da poeta, vocês fizeram-se a inspiração.
E vou seguindo nestes versos comovidos,
Escritos com a alma, em silente oração.
Eu não os conheço, tampouco vocês a mim.
Mas quando o amor e a ternura vertem assim,
O que importa o mútuo conhecimento?
Estamos irmanados num mesmo fim,
De chegar aos corações, com perfume de jasmim,
E soprar a voz de Deus, como sopram a brisa e o vento.
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9:03 PM
by Cassiano Leonel Drum
RECADINHO DE NATAL
Foi um ano conturbado.
Entre os remansos e os rebojos encontrados ao longo do rio, algumas vezes a canoa quase virou :-)
Mas os momentos felizes também foram muitos,
e, o que é melhor,
vieram todos através de vocês!
Então deixo este recadinho de gratidão em retribuição sincera a todas as suas manifestações de carinho e afeição:-)
Que o Natal de cada um de vocês seja santo
e abençoado, lembrando que,
mais importante que os presentes e as festas,
é a lembrança do nascimento
do nosso mestre JESUS!
Que o ano de 2004 possa trazer a cada um,
a realização plena dos seus mais caros sonhos.
Fatima Irene
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6:58 AM
by Cassiano Leonel Drum
Comece o ano com o pé direito
Simpatias, rituais, manias, superstição. Quem não conhece uma receitinha para começar o ano com o pé direito? O suplemento MULHER fez uma pesquisa especial e trouxe algumas simpatias, as mais populares, tradicionais e antigas, que até hoje muita gente faz para ter saúde e prosperidade no ano novo. Não custa nada tentar e dar uma ajudinha para a sorte! Confira.
Alimentos
Lentilhas: uma colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes.
Romãs: para atrair dinheiro, coma sete partes, guardando as sementes na carteira.
Bagos de uva: para os portugueses, comer 3, 7 ou a quantidade correspondente ao seu número de sorte garante prosperidade e fartura de alimentos. Para garantir também dinheiro, guarde as sementes na carteira ou na bolsa, até a troca do próximo Ano Novo.
Carne de porco: deve ser o prato principal da ceia, servida à meia-noite. Como o porco fuça pra frente, garante armários cheios o ano todo. Evite o peru, que cisca para trás.
Nozes, Avelãs, Castanhas e Tâmaras: estas, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura.
Roupas
Calcinha ou cueca novas: dão sorte no amor, porque deixam os mal-entendidos para trás. São recomendadas principalmente para quem está começando namoro, para garantir o futuro.
Roupa Branca: é um hábito relativamente recente, trazido para o Brasil com a popularização das religiões africanas. O branco representa luz, pureza, bondade.
Qualquer peça amarela: pode ser uma peça íntima, um lenço, uma faixa ou um pequeno lacinho amarelo (que deve ficar sempre na sua bolsa). O amarelo representa o poder do ouro e, dizem, atrai dinheiro.
Uma nota de dinheiro dentro do sapato: os orientais dizem que a energia entra no nosso corpo pelos pés. Vai daí: o dinheiro no sapato atrai mais e mais riquezas.
Lençóis novos: a dica é especial para recém-casados. Dizem que os lençóis novos, na primeira noite de ano, deixam as possíveis ameaças do ano passado na máquina de lavar.
Casa
Limpeza: a dona-de-casa deverá limpar a casa, varrendo-a de trás para frente, deixar o lixo fora. As vassouras devem ser queimadas e as cinzas enterradas. Nada quebrado deve ser deixado na casa (jarros de planta, garrafas, copos, pratos e espelhos). Lavar os batentes da casa com sal grosso e água, ou água do mar. Borrifar a casa com água-benta nos quatro cantos. O bom mesmo é pintar toda a casa, colocar lâmpadas novas (não deixar lâmpadas queimadas). Verificar se os sapatos estão desembocados e se as roupas não estão pelo avesso. E as flores da casa devem ser amarelas para chamar ouro. Tudo isso para atrair a boa sorte, os bons fluidos no Ano Novo que vai chegar.
Sorte
Dar três pulinhos com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar. Você deixa para trás tudo de ruim. E não se preocupe em molhar os outros: quem for atingido pelo champanhe terá sorte garantida o ano todo.
Subir num degrau: numa cadeira, enfim, em qualquer coisa num nível mais alto. Diz o folclore que isso dá impulso a sua vontade de subir na vida. Comece, é claro, com o pé direito.
Fazer barulho é uma forma de afugentar os maus espíritos que os povos antigos praticavam. Vale apito, batucada, bater panelas, desde que seja exatamente à meia-noite. Dizem que não há mal que resista.
Sorte
As portas e janelas das casas devem estar abertas, as luzes acesas. Ainda é de bom agouro ficar acordado na hora da virada de ano.
Há ainda o belo costume de receber o Ano Novo com fogos de artifícios, sinos tocando e muita música, tudo à meia-noite. Enfim os desejos, pedidos, simpatias e sonhos.
Fartura: o popular São Benedito é facilmente encontrado em muitos lares, sobretudo na zona rural. Em forma de quadro ou imagem, é sempre colocado nos dormitórios ou na cozinha, pois é hábito colocar moedas numa pequena cumbuca situada aos pés do santo.
Às véspera do Ano Novo, esse dinheiro coletado é recolhido para ser doado a um asilo, ou a uma igreja ou ainda para se comprar algo para os pobres. Segundo a crença popular, este ato dá sorte a quem colabora e traz saúde para a família dona do quadro ou da imagem do padroeiro das cozinheiras e dos escravos.
Dinheiro: para garantir dinheiro, coloque seis moedas embaixo do tapete da porta de entrada da sua casa. Durante o ano, verifique se elas continuam no mesmo lugar. Se estiver faltando uma, reponha.
Superstições
Não é bom passar o Ano Novo com os bolsos vazios.
Comer doze uvas verdes, à meia-noite do Ano Novo para ter dinheiro em todos os meses do ano, também é bom.
Guardar em lugar seguro, para ninguém achar, a tampa da garrafa da champanhe usada na festa de Ano Novo, que tenha feito muito barulho, chama dinheiro.
No dia de Reis (6 de janeiro), colocar três caroços de romã na carteira.
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6:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
Em plena forma aos 30 anos, Angélica dá nada menos do que 30 dicas de como manter tanta beleza na Corpo a Corpo deste mês (foto), em janeiro nas bancas. Os conselhos da apresentadora vão da elevação da auto-estima aos cuidados com os cabelos e pele, passando, é claro, pela importância da alimentação saudável e dos exercícios físicos. Feliz com a silhueta, a loura não pensa em fazer cirurgia plástica tão cedo e tem suas reservas em relação à moda do silicone.
Gosto de ter peito pequeno, acho bonito. Implantar por vaidade ou modismo uma coisa enorme, que parece até anormal, realmente não tem nada a ver, afirma Angélica, sem descartar, no entanto, a possibilidade de colocar a prótese depois de ter filhos. Por enquanto, ela prefere cuidar das curvas com muita malhação e dieta equilibrada.
Faz ginástica três vezes por semana, além de tae bo e ioga. A loura também cortou de vez a fritura do cardápio, evita refrigerantes e procura fazer pelo menos cinco refeições por dia. Ela só não resiste aos doces, mas garante não abusar. Hoje como de tudo e estou em minha melhor forma, avalia a apresentadora, que admite já ter feito várias dietas malucas. Os regimes até emagreciam rapidinho no início, mas depois acabavam me deixando debilitada e gordinha de novo.
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6:44 AM
by Cassiano Leonel Drum
A praia é do povo
Ana Carolina, Maria Rita e Lenine fazem shows gratuitos de pré-réveillon em Copacabana
Eusébio Galvão
A praia está lá e é um lugar público. E no clima de verão do fim do ano, qualquer coisa que seja perto do mar leva vantagem. Por isso mesmo, show que acontece na Praia de Copacabana sempre enche. É de graça, animado, tem boa música e ainda é fresquinho (se estiver muito calor, um mergulho no mar sempre resolve). Não tem erro.
A desculpa oficial é que os shows são de pré-Reveillon. Amanhã, tem Ana Carolina, a partir das 20h. Adoro show na praia, tocar pra muita gente. Aceitei o convite na hora, conta Ana.
Domingo, também às 20h, a dose é dupla. Maria Rita e Lenine, assim como Ana, se apresentam no palco em frente à rua República do Peru. Fiz o réveillon propriamente dito no ano passado e foi maravilhoso. Mas este ano vou tocar em Recife, conta Lenine, que pelo menos tem a chance de tocar lá perto da saideira. Como moro na Urca, dá para fazer minha casa de camarim, brinca o cantor, que gosta desse tipo de evento.
Tocar de graça, ao ar livre, em Copacababa, que é um ícone do País, é um presente para a cidade, conta. A diferença, basicamente, é técnica. Como é a céu aberto, sempre tem que mudar equalização. A outra diferença é que num teatro as pessoas vão até lá para te ver, pagam ingresso. É mais fácil de prender a atenção delas, diz.
Já sua companheira de noite, Maria Rita, fará sua estréia em eventos deste porte. Nem adianta perguntar qual é a diferença entre tocar num lugar assim e numa casa de shows. Eu não sei, confessa. Fiquei muito emocionada quando recebi o convite. Ainda mais que também vai ter o Lenine, que eu adoro, elogia. A rasgação de seda é recíproca e Lenina devolve a deferência com um convite. Não tem nada programado, mas se acontecer, será ótimo, dá a deixa. Adoraria, acho uma boa idéia, concorda Maria Rita.
Para essas ocasiões, o repertório também é importante. Tem que ser gols do Fantástico mesmo, os melhores momentos. Aquelas coisas que estão no inconsciente do povo, entrega Lenine. Então, é hora de ouvir músicas como Hoje Eu Quero Sair Só, Jack Soul Brasileiro e O Homem dos Olhos de Raio X. Já Ana Carolina mostra Garganta, Elevador e Quem de Nós Dois. E a revelação Maria Rita vai de Cara Valente, Agora Só Falta Você e Menina de Lua.
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6:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Luis Fernando Verissimo
26/12/2003
Heranças malditas
Já se disse que é um bom negócio perder uma guerra para os Estados Unidos. O Plano Marshall para a reconstrução da Europa arrasada pela II Guerra Mundial foi altruísta na medida em que o FMI, hoje, é altruísta - são dois casos de bons sentimentos camuflando interesses específicos -, mas ajudou, e a Alemanha foi seu beneficiário principal. Ainda mais que era preciso desenvolver o lado ocidental para contrastar com o lado comunista, pois a guerra quente ainda não tinha acabado e já estava começando a fria.
A Alemanha se desenvolveu tanto com a ajuda americana depois da II Guerra e antes da Comunidade Européia, que seu Bundesbank chegou a ser uma espécie de banco central extra-oficial da Europa. E a modernização e o explosivo crescimento econômico do Japão se devem em boa parte à ocupação americana - que impôs, por exemplo, uma reforma agrária radical no país, comandada pelo arqui-reacionário general Douglas MacArthur, veja você.
Se conseguirem controlar a insurreição e evitar que o fundamentalismo islâmico ocupe o vácuo deixado pelo partido Ba'ath do Saddam, os Estados Unidos se dedicarão com todos os dólares a fazer do Iraque, em linguagem publicitária, um "case" das vantagens de ser americano mesmo de segunda mão.
Ao contrário da União Soviética, que perdeu a Guerra Fria, mas só foi ocupada por economistas americanos como Jeffrey Sachs dando maus palpites e pulou do capitalismo de Estado diretamente para o gangsterismo privado, o Iraque terá uma presença militar americana presumivelmente prolongada, igual à que continua na Alemanha, no Japão e na Coréia, para assegurar que a transformação não fuja ao controle.
E para garantir que a reconstrução do país comece sem qualquer "herança maldita" parecida com a deixada por 20 anos de liberalismo econômico na América Latina, um enviado americano esteve percorrendo o mundo pedindo aos credores do Iraque que perdoem as suas dívidas. O que nos leva a pensar que, se em vez de nos submetermos, de Zélia a Palocci, ao receituário econômico de Washington, cujo custo em vidas humanas e desolação foi equivalente ao de anos de batalhas, tivéssemos estado em guerra aberta com os Estados Unidos, poderíamos hoje esperar um socorro parecido.
O país ser ocupado por tropas americanas não seria tão traumático assim. Já está quase tudo em inglês mesmo, e poderíamos pensar na rendição como uma espécie de "delivery". E imagine como seria divertido ver nossos latifundiários sendo convencidos por algum general MacArthur de que a reforma agrária é necessária e não é um complô comunista contra a propriedade.
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6:38 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
26/12/2003
Um papa admirável
Já no início de novembro, o papa João Paulo II deixou de comparecer às cerimônias do Dia de Todos os Santos.
Ele celebrou a Missa do Galo anteontem, quando permaneceu todo o tempo sentado, mas 12 horas depois limitou-se a ler, de forma precária, a tradicional mensagem de Natal, deixando de oficiar a tradicional Missa de Natal, que ficou a cargo do cardeal Angelo Sodano.
Causa um certo constrangimento a saúde do Papa, ele aparece publicamente com fisionomia sofrida, com movimentos limitados, tendo bocejado diversas vezes durante a Missa do Galo, quando as câmeras de televisão que o surpreendiam nesses cochilos eram imediatamente substituídas por outras de outro ângulo no suíte.
O Papa parece determinado a não renunciar, quer terminar o seu pontificado pela morte.
Admirável desígnio, que não se sabe será atingido.
Este polonês de 83 anos é alvo de um sofrimento atroz. Renato Buzzoneti, médico do Papa, recomendou que o programa de Natal do Papa fosse reduzido depois que João Paulo II mostrou-se bastante cansado durante as comemorações do 25º aniversário de seu mandato, ocorridas em outubro passado.
Sua dificuldade em falar vem do fato de que sofre do mal de Parkinson, uma desordem do sistema nervoso que se caracteriza, entre outros sintomas, por tremores, rigidez facial e dificuldade em andar.
Além disso, o Papa sofre de uma artrose no joelho, que lhe causa dores infindáveis, além das conseqüências do atentado a tiros que sofreu por parte de um terrorista turco, em 1981, em plena Praça de São Pedro.
De lá para cá, a impressionante estrutura física do Papa já resistiu a sete cirurgias.
Sete cirurgias agredindo um homem de 83 anos, de frágil e combalida saúde, marcam uma estóica determinação do Papa em viver, uma resistência corajosa e heróica para continuar à frente da Igreja, sem dúvida alguma um exemplo majestoso de obstinação em permanecer existindo com vida útil e proveitosa, quando tantos são os seres humanos que desistem e se entregam à morte, cedendo às enfermidades.
O Papa aparece curvado nos ombros e com o pescoço caído para um lado em todas as cerimônias.
Mas deixa transparecer um espírito lúcido, como a querer demonstrar que a mente de um homem pode dobrar as agruras do seu corpo, que a vontade é superior à doença, que enquanto o cérebro e o coração estiverem ativos é possível resistir à debilidade dos sentidos e à precariedade das articulações.
Sem dúvida alguma, a cúpula da Igreja Católica permite que ele continue como timoneiro da nave de Pedro por estar convicta de que afastá-lo do cargo significará a sua morte, tal a férrea disposição a que ele se agarra, contra todas as adversidades, a honrar o seu próspero e edificante pontificado.
O Papa virou um conjunto de destroços físicos, imantado no entanto por um gigantesco circuito de brilhos espirituais que redundam na admiração e respeito de todos os humanos, até mesmo os não-católicos.
Que vontade e que decisão! Que grande homem!
Rezemos por ele.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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6:35 AM
by Cassiano Leonel Drum
Clima
Nordestão de Natal
Ventos de até 36km/h, bandeira preta e temperatura de até 26.2ºC incomodaram a pequena Lara Brixner (E), seis anos, na Praia Grande, em Torres (foto Ricardo Chaves/ZH)
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Quinta-feira, Dezembro 25, 2003
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10:38 PM
by Cassiano Leonel Drum
FELIZ NATAL
Repicam sinos, com fervor, nos campanários,
alvoroçados com notícia que os seduz;'
gritam aos povos e aos recantos solitários:
Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!
A boa nova vem dos magos legendários,
aqui trazidos pela estrela que conduz:
bichos, pastores, anjos, todos solidários,
reverenciam o pequenino rei da LUZ!
Menino Deus que se fez homem por bondade,
doou-se a nós, livrando-nos de todo o mal,
e ensinou-nos que a maior felicidade
é ser fraterno, amando a todos por igual.
Enquanto houver alguém que viva essa verdade,
ao relembrar o nascimento divinal,
a voz dos sinos se ouvirá na Eternidade:
Feliz Natal! Feliz Natal! Feliz Natal!
(Patrícia Neme)
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10:36 PM
by Cassiano Leonel Drum
NASÇA E BRILHE
Siga com serenidade nos caminhos da vida...
porque todos ensinam e transformam...
levarão à força consciente do poder,
mestres dessa nossa passagem pela terra...
São noites... são escuridões...
Podem ser também luz ... claridade
Porque nunca estamos sozinhos...
Estamos com a nossa fé,
Estamos com nossa capacidade interior.
Estamos com um acumulado de vivências...
Estamos em convivência com energias diversas...
Cabe a nós, sintonizar a melhor energia...
Neste natal e ano-novo que se aproxima:
Faça como o sol que desafia a noite escura todos os dias...
NASÇA E BRILHE!!!
(Jane Lagares)
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9:14 AM
by Cassiano Leonel Drum
Missão cumprida
O Senhor dos Anéis O Retorno do Rei estréia hoje e encerra com estilo a trilogia épica
Rubia Mazzini
Este Natal não vai ser igual àquele que passou. Pelo menos não para quem aguardava o lançamento de O Senhor dos Anéis O Retorno do Rei, a última parte da trilogia cinematográfica baseada na obra de J.R.R. Tolkien. O filme estréia hoje em todo o País, exatamente 23 meses depois do primeiro longa, A Sociedade do Anel, ter apresentado aos brasileiros a saga ambientada na fictícia Terra Média.
Assim como As Duas Torres, parte intermediária da série, O Retorno do Rei não poupa quem ignora os acontecimentos anteriores ao que acontece na tela. Assim, quem não viu os primeiros episódios deve passar longe de O Retorno do Rei. Se o interesse em saber como termina a jornada do hobbit Frodo Bolseiro (Elijah Wood) for grande, o melhor a fazer é aproveitar a reestréia de A Sociedade do Anel e As Duas Torres no cinema, com 34 e 41 minutos a mais de duração respectivamente.
Em O Retorno do Rei, Frodo continua sua caminhada rumo a Mordor, onde deve cumprir a missão que lhe foi designada no começo da aventura: destruir o maligno Um Anel e, assim, salvar os povos da Terra Média do horror imposto pelo bruxo Sauron. Paralelamente, o bravo guerreiro Aragorn (Viggo Mortensen) finalmente aceita seu destino e começa a se preparar para se tornar o rei de Gondor (vem daí, aliás, o subtítulo do filme).
Neste capítulo da saga, no entanto, os atos de heroísmo não são privilégio de Frodo e Aragorn. O primeiro, aliás, está tão debilitado pelo poder do Um Anel que se deixa envolver pelas intrigas de Gollum/Smeagal (Andy Serkis) a criatura deformada pelo poder da jóia e quase perde o apoio de Sam (Sean Astin). É quase porque o hobbit, mesmo louco para voltar à vida pacata do condado, não abandona o mestre. Se não fosse Sam, Frodo seria devorado por Laracna, uma aranha gigantesca, criada digitalmente, que é um dos destaques do longa. Outros hobbits que têm seus momentos de heroísmo são os ingênuos Merry (Dominic Monaghan) e Pippin (Billy Boyd).
A princesa Éowyn (Miranda Otto) também arrisca a vida para lutar ao lado do exército formado para enfrentar as forças de Sauron na batalha mais longa e sangrenta da série. Aliás, dos 200 minutos da produção, mais de 60 são ocupados pela batalha travada em Gondor.
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9:05 AM
by Cassiano Leonel Drum
Quatro contos de Natal: O espírito reciclado
LURDETE ERTEL
Para salvação dos homens, mulheres e crianças de boa vontade, é com muitos endereços que as irmãs Solidariedade e Esperança renascem a cada final de ano. E um deles fica num casebre sem número ao lado do Rio Jacuí, no leito da rodovia entre Porto Alegre e Eldorado do Sul.
Não é bem debaixo da ponte. É ao lado. Alheia ao vaivém alucinado de rodas de todas as bitolas, a família do biscateiro Claudionor dos Santos, 37 anos, e da mulher, Rosane Bordin, 32, passou as vésperas deste Natal cortando taquaras nos capões da cercania e amarrando nelas, com linha de pescar, garrafas plásticas recolhidas nos lixos. Do artesanato improvisado deve brotar uma árvore de três metros, hasteada diante da igrejinha da vizinhança na noite do Noel com a ajuda de Marciel Rodrigues, 22 anos, uma espécie de filho adotivo da casa, que costumava dormir sobre a ponte próxima.
- Nada é comprado, tudo reaproveitado - conta, com orgulho, Santos.
O pinheiro reciclado é a contribuição para a festa improvisada de distribuição de roupas e brinquedos arrecadados em lojas de R$ 1,99 do centro da Capital. Deste saco de generosidade vem o único presente de Natal da filha Letícia, de oito anos, que sonha com um fogãozinho para sua cozinha de faz-de-conta. E os dos sobrinhos Cláudio, nove, e Rodrigo, sete, parte da família desde que a mãe está hospitalizada, com uma doença incurável.
Mas, se os presentes são rarefeitos, a decoração natalina da casa é farta. Além do pinheirinho e do Papai Noel de pano recebidos de presente, a casa foi rodeada de luzinhas pinçadas do lixo, quando Claudionor trabalhava como catador. Neste ano, o clima foi completado por outra relíquia pinçada das sobras alheias: um pôster do filme Somente Elas.
Sobre a foto colorida que tanto fascina Rosane, o banner traz rabiscada uma frase em inglês que a família nunca entendeu, mas cujo sentido parece compreender como poucos: "Sonhos são sonhos, amigos são amigos, agora e para sempre".
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9:03 AM
by Cassiano Leonel Drum
Quatro contos de Natal: O primeiro Noel de Daniel
CLÁUDIA LAITANO/ COLABOROU MAURO MACIEL, DE URUGUAIANA
Daniel não tem três anos ainda e acaba de nascer pela terceira vez. Em março de 2001, veio ao mundo em um cenário de presépio sem estrela - o pai era alcoólatra, a mãe morava na rua. Um ano depois, um segundo nascimento. Magrinho, doente e com sarna, Daniel foi levado para o Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente de Uruguaiana (Cacau). Havia perdido um irmão por negligência dos pais e foi colocado para adoção. No último dia 10 de novembro, Daniel mudou de vida novamente. A professora estadual Cristina, 38 anos, e o técnico em eletrônica Leonardo, 32, viajaram oito horas do Vale do Sinos até Uruguaiana e voltaram para casa com um filho.
Este será o primeiro Natal de Daniel com uma família - além dos pais adotivos, um nonno e uma nonna, três tios e tias e quatro primos entre cinco e 15 anos. À meia-noite desta quarta-feira, será servida uma ceia tipicamente italiana na casa de Cristina e Leonardo. Depois da janta, alguém vai tratar de colocar o saco de presentes do lado de fora da porta e tocar a campainha. As crianças vão correr para ver o Papai Noel, que terá escapado rápido demais. Mesmo assim, uma delas vai jurar que conseguiu espiar o velhinho dobrando a esquina. Daniel deve ganhar roupas e brinquedos, dois itens que no Cacau ele dividia com os colegas.
Administrada pela prefeitura de Uruguaiana, a instituição recebe crianças em situação de risco. Três delas estão aptas para adoção. Outras 21 aguardam a mesma decisão da Justiça. Todas as crianças passarão o Natal juntas. Na noite de 24 de dezembro, a direção da casa pretende servir às 22h30min a ceia. O prato será chester com salada de batatas. Como sobremesa, ganharão sorvetes. Antes de dormir, talvez façam um último pedido para o menino que nasceu na manjedoura: uma chance para nascer de novo, como a que Cristina e Leonardo deram a Daniel.
Como o processo de adoção ainda está em andamento, os nomes da criança e dos pais adotivos foram mudados
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9:00 AM
by Cassiano Leonel Drum
Jogos diferentes
De algum lugar do Oriente - Índia, Pérsia ou China, não importa -, os árabes que invadiram a Espanha no século 8 trouxeram consigo o jogo de xadrez, que logo se difundiu por todo o continente, conquistando até jogadores improváveis como os truculentos viquingues. Houve mudanças mínimas nas regras originais, mas, na sua essência, ele nunca deixou de ser o mesmo jogo: no território representado pelo tabuleiro de 64 casas, dois exércitos completos, com seus reis, rainhas, cavaleiros e peões, começam a se enfrentar a cada nova partida.
Por volta do século 12, surgiu na Espanha o jogo de damas, que alguns enxadristas da época chamaram desdenhosamente de "xadrez das mulheres", cometendo um preconceituoso erro de avaliação: o jogo de damas jamais tentou ser um substituto ou uma simplificação do xadrez.
As peças são diferentes, seus movimentos são diferentes, as regras são muito diferentes - apenas o tabuleiro é o mesmo, certamente adotado por ser mais prático e econômico. Isso criou um inevitável vínculo entre os dois jogos, inclusive na maneira de comercializá-los: nos natais da minha infância, eles sempre vinham juntos, numa espécie de dois-em-um compulsório, com as peças de xadrez e as pedras do jogo de damas misturadas na mesma caixa. Eu era apenas uma criança e achava isso um misterioso desperdício.
Só agora, muitos natais depois, eu começo a desconfiar que essa pode ser uma esclarecedora imagem de como o homem e a mulher se relacionam: ambos se encontram diante do mesmo tabuleiro, mas ele está jogando xadrez, enquanto ela joga damas! Dessa forma, pouco vai adiantar que ambos se esforcem e se empenhem para que a vida em comum dê certo.
Tudo será em vão; como pensam que estão jogando o mesmo jogo, nenhum dos dois consegue compreender os movimentos que o outro faz - seja no orçamento doméstico, na educação dos filhos, na sexualidade ou no trabalho. Ela então o acusa de não saber jogar, ele lamenta que ela jogue tão mal, e a vida deles passa a ser um inferno.
A solução é simples, mas difícil de pôr em prática: os poucos casais felizes procuram se observar com interesse e respeito mútuo, estudando o jogo de seu parceiro e divertindo-se com as diferenças. Um deve procurar aprender as regras do outro, não para segui-las, mas para entender, finalmente, que é natural que existam muitos pontos importantes sobre os quais os dois nunca irão concordar, e que, sendo jogos distintos, nunca haverá vencedor - apenas o prazer de jogar.
claudio.moreno@zerohora.com.br
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8:57 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
Contos reais de Natal
Colunistas de ZH relatam histórias como a de Dudu, apresentado ao Papai Noel somente na semana passada (foto Paulo Franken/ZH)
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Quarta-feira, Dezembro 24, 2003
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6:41 AM
by Cassiano Leonel Drum
A família cresceu
Humorístico tem a melhor audiência em três anos e faz especial amanhã com a chegada do bebê de Tuco
Tuco( Mauro Lucio Filho), Viviana (Leandra Leal) e o bebê: Natal feliz
Os constantes ataques de riso de Rogério Cardoso, o carismático aposentado Seu Flor de A Grande Família, vão ficar por muito tempo na memória de Marieta Severo, a Nenê, filha dele no seriado. Já o diretor Maurício Farias guarda justamente o contrário: a capacidade do comediante, morto em julho, de fazer cenas dramáticas e a satisfação que sentia nelas.
Com a melhor média de audiência dos três anos em que está no ar são 40 pontos, também a melhor média do horário , a família encolheu, sofreu, sente saudades, mas se manteve unida e tem novidades. No especial de Natal Como Rechear um Peru, que vai ao ar amanhã na Globo, às 22h05, a grande família será renovada com o nascimento do filho de Tuco (Lúcio Mauro Filho) e Vivi (Leandra Leal).
Este ano tivemos o baque enorme da morte do Rogério. É bom terminar com um nascimento. Ele ficaria feliz. É o ciclo da vida, acredita Marieta Severo, que relembra seu pai adotivo. A marca registrada do Rogério eram os ataques de riso, ele ria de correr lágrimas. Ficou um buraco enorme com a morte dele. Mas vai estar sempre presente entre nós, emociona-se a atriz.
As confusões de Como Rechear um Peru vão começar quando Agostinho (Pedro Cardoso) ganha um bicho vivinho numa rifa e o traz para a ceia. Daí, resolvem fazer uma festa em que cada um poderá convidar uma pessoa. Tudo é apenas uma desculpa para reunir os agregados dos Silva, que terão maior participação em 2004, como a meia-irmã de Nenê, Marina (Camila Pitanga), Remela (Diogo Vilela) ex-presidiário que ressurgiu das cinzas , a vizinha Marilda (Andréa Beltrão), Mendonça (Tonico Pereira), o chefe de Lineu (Marcos Nanini) e o dono do bar vizinho Beiçola (Marcos Oliveira).
No meio disso tudo, Vivi tem um meninão. O Tuco entra o ano sendo pai. Ele, que sempre teve dificuldade de se afirmar, vai ter que assumir essa paternidade. Ano que vem, terá uma jornada de superação, antecipa o diretor Maurício Farias.
E se o pequeno Silva não deve aparecer muito na história pelas dificuldades de se gravar com uma criança, Leandra Leal vai bater ponto no programa: Eles não tiveram tempo de relação e foi algo inesperado. A princípio não querem se casar, mas ter o bebê. É muito divertido fazer o programa. Tenho que me segurar para não ter ataques de riso, diz Leandra.
No especial, o Seu Flor de Rogério Cardoso será lembrado numa conversa entre as meia-irmãs Nenê e Marina. O Rogério era um ator no sentido maior da palavra. Não era só humorista, se jogava em todas as praias, conta Maurício Farias.
Os Silva voltam em abril, depois das férias e da reciclagem. Até lá.
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6:37 AM
by Cassiano Leonel Drum
Leticia Wierzchowski
24/12/2003
A bossa do Brasil
E se viesse um anjo perguntando qual brasileiro você queria ser? Qualquer brasileiro mesmo? Qualquer um. Eu queria ser Tom Jobim, respondeu o meu marido, quando lhe perguntei sobre quem recairia a sua escolha. Depois ele mudou de idéia, queria mesmo era ser o Pelé. Eu certamente escolheria Antonio Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim. Tom nos levou até no nome, ainda que nos portou na alma, a despeito das tantas e sórdidas vezes em que foi acusado de americanista por uns e outros por aí.
E você, queria ser quem? Não se pode negar que o Pelé é criatura única que levou o povo ao delírio, fazendo milagres para ricos e pobres. Não é à toa que o chamam de Rei. Houve uma certa pesquisa em que o seu nome foi o mais lembrado por milhares de pessoas em inúmeros países do mundo ocidental. Eu acho o Edson Arantes do Nascimento o máximo, vi seus lances imortais naquele tempo em que os brasileiros somente tinham orgulho da sua camiseta, e que o país era mais sinônimo de bom futebol do que violência. Porém, eu queria ser o Tom, inegavelmente. Para mim, Tom Jobim foi uma criatura meio divina, um deus. Garota de Ipanema é a canção mais tocada no mundo, sem falar em dezenas de outras maravilhas que o Tom Jobim compôs e que são o supra-sumo da elegância até hoje.
Escrevo sobre reis e deuses, portanto, coitado do anjo que me viesse oferecer tal proposta. Se um anjo me viesse perguntar o que eu desejava para o Brasil, eu pediria uma chance exatamente para esse talento e essa exuberância. Deveríamos voltar a ser o país do Pelé e do Tom Jobim. O nosso povo merece mais gols de bicicleta e garotas de ipanema, e que elas permanecessem para sempre elegantes e cheias de graça, e não posando peladas com suas filhas por aí. Entendeu, seu anjo? Eu queria era ver esses meninos todos, os meninos que limpam os pára-brisas nos sinais de trânsito e os que pedem trocados nas avenidas, descobrindo seus talentos e brilhando. Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome, como disse o Caetano Veloso. Eu queria mais Caetanos e Romários e Sennas e Elises e Betinhos. Esse é o Brasil que tem graça, é dele que temos fome.
Tom Jobim escreveu, "minha casa não terá nem sábado nem domingo, todo dia é dia santo, todo dia é dia lindo". Que em 2004 o Brasil se transforme numa casa melhor para todos nós, e que os dias sejam lindos como a nossa gente merece. Em tempo, se o anjo me pedisse para escolher um gaúcho, queria mesmo era ser o Erico Verissimo. Oxalá.
leticia.wierz@zerohora.com.br
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6:36 AM
by Cassiano Leonel Drum
Martha Medeiros
24/12/2003
Não perder a ilusão
Chega um momento na vida da gente que as coisas custam a ser tocantes. Não encontramos mais emoções originais, sensações estreantes, tudo foi vivido e assimilado. Perdem-se as ilusões.
Quando eu digo pra minha mãe que já não curto tanto o Natal, ela sempre vem com a mesma resposta: não se pode perder a ilusão. Aliás, ela sempre me diz isto quando me vê apática em relação a uma novidade, a um aniversário de criança ou mesmo a um prato de macarronada: não se pode perder a ilusão.
Entendo o que ela diz. A vida está seca demais, o ceticismo é generalizado, a gente confia pouco, se entrega menos ainda. Todo mundo está vivendo sua própria vida sem grandes compartilhamentos, a necessidade é mais de sobreviver do que de viver, é uma luta diária para ganhar o dia, e a crueza das pessoas já entrou na rotina, a falta de delicadeza passou a ser contingência de uma época.
Então a gente tem que tentar não perder a ilusão.
A ilusão de que por trás de todo prato de macarronada há um domingo, que por trás de todo aniversário de criança há um futuro, que por trás de toda novidade há uma informação. A ilusão de que por trás de um elogio há um carinho, que por trás de um abraço há puro afeto, que por trás de um beijo há uma nova vida a nossa espera. A ilusão de que estrelas cadentes realmente atendem desejos, que telefonemas aproximem de fato, a ilusão de que ano que vem as coisas serão diferentes. A ilusão de que os discursos do presidente são sentidos e não apenas decorados, que as declarações de amor são sentidas e não apenas repetidas, que nossos sentimentos são verdadeiramente sentidos e não apenas inventados. A dureza da vida não pode nos transformar em postes, pedra, cascalho.
Se mantemos pequenas fantasias em relação às coisas corriqueiras, por que não uma grande fantasia em relação às raras, as que acontecem uma vez por ano? É Natal. E eu não sou poste. Não acredito em Papai Noel, mas minhas filhas acordaram hoje com uma empolgação inusual. Não sou uma consumista irrefreável mas quero botar hoje um vestido bonito. Não sou de rezar, mas hoje quero ter fé. E esta quarta-feira está diferente das outras quartas-feiras, não se pode negar. Há uma serenidade caindo sobre a cidade, as lojas vão fechar mais cedo, as pessoas ficarão em suas casas até a meia-noite, ou na casa de parentes próximos, e mesmo quem não acredita em nada se recusará a ficar sozinho. Natal é quando a gente sabe onde tem que estar e com quem.
Mãe, boas notícias: ainda não perdi totalmente a ilusão.
martha.medeiros@zerohora.com.br
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6:34 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nilson Souza
24/12/2003
Oração de Natal
Creio na família. Creio nos pais e nos filhos. Creio na doçura de todas as crianças e na ternura de todas as mães. Creio no homem e na mulher, no amor e na amizade, no riso e nas lágrimas, no trabalho e na oração. Creio no milagre da vida que se extingue e se renova como a grama do campo depois da queimada.
Creio na sabedoria da natureza. Creio no canto suave dos pássaros da manhã e no trovão aterrador das noites de tempestade. Creio na chuva e no vento, no Sol e na Lua. Creio nos animais domésticos e nas feras da floresta. Creio nos insetos e nos peixes. Creio nas raízes e nos frutos. Creio nos mares e nas montanhas, nos desertos desabitados e nas cidades superpovoadas.
Creio no ser humano. Nas pessoas de todas as raças e faces, nos pobres e nos ricos, nos feios e nos bonitos, nos loucos e nos sensatos. Creio nas diferenças e nas crenças.
Creio nos contrastes do coração: no afeto em contraposição ao ódio, no perdão como antídoto para a vingança, no medo como caminho para a coragem, na fraternidade como solução para a indiferença.
Creio nos mistérios do cérebro: na consciência e no sonho, no raciocínio e na imaginação, na ciência e na intuição.
Creio na linguagem emblemática do corpo: na inércia e no movimento, na dor e no prazer, na fome e na saciedade, na vigília e no sono.
Creio nas vicissitudes da alma. Creio na fé e no ceticismo, na vaidade e na humildade, na rudeza e na sensibilidade.
Creio na arte. Creio na magia da música, na beleza da dança, na emoção da poesia, na perfeição multicolorida da pintura e nesta fantástica indústria da invenção chamada literatura.
Creio no homem que inventou Deus e no Deus que inventou o homem.
Creio na humanidade. Creio na paz. Creio na luz. Creio na alegria. Creio na tolerância. Creio na dignidade. Creio no bem. Creio no estudo. Creio no trabalho. Creio na justiça. Creio no abraço. Creio na solidariedade. Creio na vida.
Creio no Natal.
nilson.souza@zerohora.com.br
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6:32 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
24/12/2003
A verdadeira inflação
Resulta na mais completa orfandade o conjunto de contribuintes brasileiros que é assolado todos os anos com os reajustes das tarifas de todas as ordens e de todas as esferas.
Estamos aí diante de uma inflação anual de cerca de 9% e todas as tarifas, invariavelmente todas, registram reajustes que vão de cerca de 20% a 30%.
Saúda-se que o governo Lula tenha domado uma inflação que ameaçava entrar em espiral, reduzindo-a a menos de dois dígitos, só que, na hora de os cidadãos usufruírem o justo prêmio por isso, as tarifas são reajustadas em duas, duas e meia, três vezes a inflação.
Na terça-feira foi divulgado um outro tarifaço contristador: os automóveis de passeio pagarão um aumento de 28,79% nos preços dos pedágios estaduais.
E os caminhões vão pagar 25,35% a mais pelo seu pedágio a partir de janeiro.
As pessoas comuns do povo nunca irão compreender que as tarifas do pedágio são reajustadas por uma tabela que leva em conta a inflação do setor, isto é, em quanto subiram os preços do óleo diesel, do cimento e do óleo de pedra, os insumos do pedágio.
O que importa às pessoas que transitam nas estradas é em quanto foram reajustadas em seus ganhos, o principal deles o salário.
É injusto, cruel, devastador o poder que joga sobre os contribuintes esses reajustes insuportáveis, que vão aos poucos minando a capacidade econômica das pessoas.
O justo seria que se calculasse a inflação nos insumos que incidem sobre o serviço, mas que também se levasse em conta a capacidade aquisitiva do usuário, não se permitindo que o reajuste se abata sobre ele de forma a que fique reduzido a um explorado, pelo exagero do aumento que acaba trucidando o seu equilíbrio orçamentário.
Nada disso. Todas as tarifas - água, luz, telefone, gás, pedágio etc. - são reajustadas em valores que excedem em escândalo a inflação.
E cá para nós: se isso acontece, é visível que a inflação que se publica não é esta cândida e inofensiva taxa, se comparada aos índices ferozes e insistentes dos reajustes das tarifas.
Os usuários e consumidores já não têm mais a quem recorrer. As agências regulatórias concordam com os reajustes.
O governo se jacta de ter contido a inflação e mostra-se deploravelmente alheio à verdadeira inflação, que é esta corrida desabalada de reajustes excessivos nas tarifas.
Tenho a certeza de que não há outro país em toda a extensão da Terra em que é divulgada anualmente uma inflação e a seguir as contas a serem pagas pelos seus habitantes excedem em duas ou três vezes a mais esta inflação.
Isso se tornou um hábito, um costume, uma tradição.
Por fatalidade, este insólito país em que vige este sinistro estratagema matemático é onde vivemos.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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6:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
Contos reais de Natal
Colunistas de ZH relatam histórias como a de Dudu, apresentado ao Papai Noel somente na semana passada (foto Paulo Franken/ZH)
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Terça-feira, Dezembro 23, 2003
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6:57 AM
by Cassiano Leonel Drum
Viaje no conhecimento
Nessas férias, uma boa pedida são os intercâmbios culturais. Além dos cursos tradicionais, pode-se aliar outras atividades, como esportes radicais
Cursos de Italiano e Fotografia na cidade de Florença, na Itália, e Inglês na Londres do Palácio Buckingham
Mandar o filho adolescente para morar e estudar em país desconhecido pode dar frio na barriga e aperto no coração de muito pai e mãe. Mas quem participou de intercâmbios culturais não esquece. Além de vivenciar a cultura de um novo país, esse tipo de programa dá ao viajante a oportunidade de conhecer pessoas, estudar, aperfeiçoar o idioma, se divertir e ¿ por que não ¿ ganhar dinheiro.
¿Trabalhei três meses em uma estação de esqui na cidade de Cable, estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Além de praticar meu inglês, juntei um bom dinheiro, conheci um lugar diferente e ainda me apaixonei por um americano¿, confidenciou a jornalista Aline Barros, 23 anos, que vai se casar no próximo mês.
E não faltam opções de bons roteiros, cursos e lugares a serem visitados. Atualmente, existem dezenas de agências especializadas nesse tipo de serviço, oferecendo pacotes que variam dos tradicionais aos mais diferentes. As agências providenciam desde o local albergue, casa de família ou hotel onde a pessoa vai ficar, até a matrícula nos cursos e escolas. O participante faz um teste de idioma e nós escolhemos o local onde ele ficará, de acordo com suas vontades, disse Juliana Vigoder, supervisora da Central de Intercâmbio.
Preocupado com a troca de informações entre os jovens, a Experimento Intercâmbio Cultural conseguiu reunir, em um parque de diversões em São Paulo, 116 pessoas entre os que já viajaram e os que ainda irão embarcar, que dividiram experiências e trocaram dicas.
Há também intercâmbio para a terceira idade
Para aqueles que já estão querendo arrumar as malas, a maior dificuldade será escolher um dos mais diversos destinos. Quem gosta de culinária, por exemplo, pode optar por aprender os segredos da cozinha francesa em escolas famosas, como a Le Cordon Bleu. Há ainda intercâmbios especialmente para pessoas acima dos 60 anos.
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6:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
Lotação esgotada
Temporada teatral de 2003 foi marcada por poucos, mas retumbantes sucessos: um musical, um drama romântico e duas comédias
Rubia Mazzini
Um musical, um drama romântico e duas comédias. Num ano que começou com a classe artística preocupada com os novos rumos da política cultural municipal e federal, a temporada teatral foi marcada por poucos, mas enormes sucessos. Longe da discussão, o público carioca mostrou que, se o espetáculo tem qualidade e apelo, nem o alto preço dos ingressos o impede de lotar as salas. E fez de 2003 o ano da Ópera do Malandro, de Intimidade Indecente, de Batalha de Arroz num Ringue para Dois e de Os Sem Vergonhas Uma Aventura na Lapa.
Faço teatro para ter público e sucesso. Não faço teatro para experimentar nada, brada o diretor Charles Moëller, que, ao lado de Claudio Botelho, se viu no centro de uma polêmica quando o gestor da rede municipal de teatros, Miguel Falabella cuja nomeação, em janeiro, detonou as discussões já citadas , lhes encomendou a remontagem da Ópera do Malandro a um custo de R$ 1.250.394,70. A resposta de Moëller e Botelho a quem achou a quantia alta demais para ser investida em apenas uma produção foi um sucesso estrondoso. Desde que estreou, em agosto, a peça tem lotado todas as sessões.
A polêmica nunca me afetou. A verba, pra mim, era uma equação. Geramos mais de 70 empregos durante seis meses, afirma Moëller, sem contabilizar os três meses que restam da temporada, esticada até março. Para o diretor, o êxito da Ópera confirma a força da música de Chico Buarque e da equipe reunida para a encenação: Eu e Claudio somos parceiros há 13 anos, esse é o nosso 12º trabalho, muitas pessoas da equipe trabalham com a gente há tempos, a escolha do elenco foi acertada. Tudo isso explica o sucesso.
Feliz com os resultados da Ópera, Miguel Falabella ainda tem outro motivo para terminar 2003 rindo à toa. Nos 10 meses em que ele e Cláudia Jimenez estiveram em cartaz com Batalha de Arroz Num Ringue Para Dois, mais de 60 mil pessoas foram ao Teatro Vanucci para ver a comédia do dramaturgo Mauro Rasi, que morreu em abril. O mais bonito desse trabalho foi proporcionar ao Mauro seu último sucesso, diz Falabella, emocionado.
Intimidade Indecente, o premiado texto de Leilah Assumpção, também abarrotou o Teatro Maison de France, onde estreou em abril para curta temporada e foi ficando, ficando... e vai ficar até fevereiro de 2004. Para ver Irene Ravache e Marcos Caruso interpretando um casal que se separa aos 50 anos e continua se reencontrando até os 90, o carioca não reclamou de pagar o ingresso mais caro do ano: R$ 50. Quando o texto é bom, o público corresponde, diz Irene.
O teatro se afastou do público não só por causa do ingresso caro, mas pela baixa qualidade de muitos espetáculos que estão por aí, concorda o ator Guilherme Leme, que estreou na direção em janeiro, com Os Sem Vergonhas Uma Aventura na Lapa . A comédia despretensiosa, que transportava para o ambiente boêmio da Lapa uma história britânica, tornou-se a sensação doverão e acabou ficando seis meses em cartaz.
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6:45 AM
by Cassiano Leonel Drum
Deus se faz família
GERSON SCHMIDT/ Padre e jornalista
Uma grande ilusão e fantasia que podemos ter no Natal é de que Jesus Cristo, um dia criança em Belém, se torne novamente nenê a cada ano, no dia 25 de dezembro. Junto com essa ingênua imaginação, caminha paralela a falta de compromisso com uma fé mais adulta, atrelada a um presépio inofensivo e que pouco desafia os seguidores atuais daquele que, ontem menino, hoje e sempre é, na sua essência, Deus Forte, Príncipe da Paz.
Há aí um erro cronológico. Há cristão que só comemora o nascimento de Jesus e pára por aí. Esquece do restante da história desse menino que cresceu, ficou adulto, inaugurou seu Reino de amor, morreu, ressuscitou e tem uma proposta de vida nova a cada um de nós. Jesus não é aquela criança inocente, frágil, descomprometida, que nos permite deixar as coisas como estão. Cristo se encarnou para sempre no meio de nós e não se torna criança a cada ano.
Ele já está presente, nos mais variados aspectos do nosso cotidiano. Atualizamos aquele acontecimento de Belém, perpetuando-o pelo amor nas circunstâncias concretas. Todo gesto de grandeza ressuscita o acontecimento natalino, atualiza a primeira e única encarnação de Jesus no ventre da humanidade. Jesus mergulha em nossa vida quando nosso coração for um presépio, uma gruta acolhedora, um lar aconchegante. Deus, a cada instante, vem bater em nossa casa, pedindo novamente pousada, abrigo, um aconchego.
É fantástica a maneira como Deus mergulhou na história dos homens. Poderia ter vindo à terra das formas mais diversas: carregado por anjos, envolto em nuvens, ou através de esplêndidas luzes e cores, que Ele mesmo criou. Mas Ele preferiu utilizar a forma mais perfeita de vir ao nosso mundo: a família. Ele se fez gente como a gente.
Ele quis nos ensinar a viver e conviver em família. Assumiu nossa fraqueza para dar força ao fraco. Veio fortalecer a humanidade pela sua divindade. O Espírito se fez matéria para espiritualizar o homem materialista. Sendo riqueza, fez-se pobreza para enriquecer o que era pobre. Ele desceu do alto para nos fazer subir. Deus se fez abismo para elevar o homem até o pico das alturas; tornou-se tempo e espaço para eternizar o ser humano.
Deus é família: Pai, Filho e Espírito Santo. A ação de Deus acontece conforme é a sua essência. Deus age como é: família. Deus agiu no início da criação criando a família de Adão e Eva para pulularem a face da Terra. Deus, no dilúvio, preservou a família de Noé para reconstruir a humanidade pecadora.
Por meio de Moisés, elegeu no deserto uma família maior, o povo de Israel. Na plenitude dos tempos, Deus veio ao mundo numa família concreta, a de Belém. Foi quando aconteceu o primeiro natal, origem dos outros. Por isso, o Natal hoje é festa em família, que é o útero da vida, donde Deus opera a criação, a redenção e a santificação dos homens. Natal é festa de família. Natal feliz e abençoado a todos!
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6:43 AM
by Cassiano Leonel Drum
De Natal e de brincadeiras
SUELI GEHLEN FROSI/ Membro da Escola de Pais do Brasil
Há um dito popular que fala: "Avô é cavalo que o filho amansa para o neto montar". Esta frase mexe um pouco com nossas lembranças, com o que vivemos com nosso pai. Feliz de quem teve oportunidade de "montar" naquele cavalo todo-poderoso, o mais lindo, o mais sabido, enfim, o herói.
Feliz de quem teve a experiência de, por exemplo, fazer a barba com uma colherinha enquanto o pai fazia a dele com lâmina, limpando juntos a espuma, com a seriedade que o momento exigia.
São lindas as lembranças daquelas princesas que emergiam de dentro de camisolas e panos velhos, enfeitadas de bijuterias esquecidas ou propositadamente guardadas pelas mães, sensíveis aos sonhos e fantasias de menininhas empenhadas, não em serem princesas de verdade, mas em serem crianças.
Havia ainda o espírito aventureiro de meninos e meninas escondidos embaixo de barracas, estrategicamente montadas no meio da sala de visitas. Barracas essas de colchões, cobertores, colchas de chenile e aquela fascinante lanterna a pilha a iluminar as histórias de terror contadas à meia-luz.
Foram brincadeiras dentro de casa, geralmente no inverno ou em dias de chuva, porque quando tinha sol havia o cachorro, o gramado, a mangueira d'água, as tortas de barro, as brincadeiras que nos faziam suar e correr em busca de um copo d'água tomado devagarinho, não sem antes molhar os pulsos, você sabe por que, não é?
Mas hoje temos esta nossa "vida moderna" em que a criança levanta tarde (a tatinha precisa arrumar a casa), quando acorda é colocada no sofá, a mamadeira e os biscoitos ao alcance, a TV ligada, depois de algumas horas, banho, almoço e escola. Na escola ela precisa zerar a falta de movimento e espaço, onde não interessa se a escola está arrumada, se é hora de fazer o trabalhinho, não interessa nada, só importa suprir a necessidade humana, legítima e natural de se movimentar, de brincar, de conversar com alguém.
Definitivamente, sofá não é habitat de criança, a não ser que esteja com febre ou muito cansada de brincar. O computador também não pode ser "moradia" de criança, deve ser, sim, instrumento de capacitação para a tecnologia, deve ser diversão, fonte de pesquisa etc... mas não pode limitar o movimento, o contato com as pessoas, a conversa, essas coisas que fazemos quando amamos e somos amados.
Com respeito a nossa frase inicial, fico matutando aqui com meus botões: será que, com essa falta de pai que tem por aí, a gente vai ter "cavalos amansados" suficientes pros netinhos deste Brasil?
Com respeito ao Natal, será que nós, os pais, não somos os melhores brinquedos, os mais esperados e os mais desejados pelas crianças?
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6:39 AM
by Cassiano Leonel Drum
Liberato Vieira da Cunha
23/12/2003
A tapera da Rua Duque
Tantas histórias venho pondo no papel - os cronistas de jornal escrevem pelos cotovelos -, que já devo ter falado de taperas. Desculpem, pois, se reincido no tema, mas é que surgiu uma agora bem aqui na Rua Duque, a escassa distância da coleção de palácios da Praça da Matriz, augusta circunstância que, receio, torna o caso mais grave.
As taperas não aparecem de repente. Essa disfarçava sua tristonha condição em recatadas, devassadas cicatrizes. Aí vieram uns recrutas e destaparam suas partes, deixando-a ali insone e envergonhada e trêmula.
Dizem as notícias que se trata do restante de uma heráldica mansão. Não duvido. Aquela porta emoldurada por esculturas caprichosas, aquelas janelas dotadas de clássicos lavores, aqueles balcões ornados de rendilhado metal denunciam a ilustração, a fortuna, talvez a nobreza de seus idos moradores. Depois sucederam coisas; o que era o solar de distintíssima família converteu-se, vai ver que por embrulhos de inventário, numa plebéia repartição oficial.
Data daí sua decadência. O chamado poder público é mau zelador do alheio. Quebra-se uma vidraça, e ele finge que não notou. Desmaia a pintura das paredes, e se faz de sonso. Atacam os cupins, e não dá a menor.
Recordo que, quando guri, cruzava a cada amanhecer e a cada meio-dia por esse casarão da Rua Duque, no caminho do Anchieta. Se não me deslembra a memória, ficava ali então o Tribunal Eleitoral, o que não é pouco neste país de incerta democracia.
Deixem esse adjetivo aí. Pertenço a uma geração incerta, nascida e sobrevivida em meio à treva das ditaduras. Isso não me faz contudo insensível. Me dói topar agora, quando já não sou nenhum guri, com essa ruína em plena Rua Duque.
Uma tarde dessas desabou uma tormenta e me pareceu que era mais forte e mais terrível na tapera, açoitando as salas e os corredores e os quartos, expostos ao som de sua fúria. Me surpreendi pensando: naquelas salas ali, sinhazinhas de antanho exercitaram a deliciosa arte da sedução; naqueles corredores, moços de partida para uma infinidade de guerras roubaram beijos de suas prometidas; naqueles quartos se operaram prodígios de uma doce sensualidade sem reprise.
E ainda muito mais pensei e inventei e imaginei. Mas por instantes cessou a tempestade e retornei à alada solidão deste apartamento.
Foi por tal descuido que não vi quando minha antepenúltima amada evadiu-se da lucerna e assim esplêndida e inebriada e nua dançou, sobre as telhas da tapera, a valsa do adeus com estes vendavais de dezembro.
liberato.vieira@zerohora.com.br
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6:37 AM
by Cassiano Leonel Drum
Moacyr Scliar
23/12/2003
Todas as luzes a que temos direito
Por uma dessas coincidências que não deixam de ser simbólicas, o Natal ocorre na mesma época da festa judaica de Hanucá (esse h é aspirado). As motivações são diferentes: Hanucá lembra a libertação do templo de Jerusalém pelos macabeus, que lideravam a guerra de guerrilhas contra os dominadores estrangeiros.
Mas as duas celebrações têm algo em comum: nela, luzes desempenham um papel importante. A luz da estrela que guiou os reis magos, as luzes da árvore de Natal, as luzes do candelabro com as velas acesas em Hanucá. E isto gerou um curioso diálogo entre um amigo, de origem judaica, e o filho de oito anos. O menino pedia uma árvore de Natal. O pai lembrou que tinham em caso o candelabro de Hanucá.
Mas o filho não se contentava só com a chama das velas; como Goethe, ele queria mais luz, no caso as luzes natalinas. Pedidos assim geram em pais reações diversas; alguns se apegariam ao que poderiam chamar de questão de princípios ou de crença, mas meu amigo, homem flexível, concordou com o filho, que assim ganhou sua árvore natalina, com mil lampadazinhas a brilhar.
Luz é uma coisa que nos atrai e nos fascina e não é de admirar essa associação entre Natal e luz, que aliás dá nome à festa tradicional de Gramado. Lâmpadas baratas produzidas na China hoje iluminam o mundo, correspondendo a uma demanda inesgotável, e explicável: luz faz falta. Pouco antes da queda do comunismo, minha mulher e eu visitamos Praga. Era inverno, anoitecia cedo, e as noites eram escuras. Mesmo no centro, não havia anúncios luminosos, nem as vitrinas eram iluminadas. O que o regime poderia facilmente justificar; como a produção era, ao menos teoricamente, planejada para atender só as necessidades da população, não era necessário anunciar nada, muito menos o Natal, que o regime não endossava.
O resultado, porém, era uma cidade triste, lúgubre mesmo. E é por isso, para evitar essa tristeza, que casas e cidades se iluminam no fim do ano. Às vezes com sacrifício: o metalúrgico Ivan Fernandes há nove anos vem decorando sua casa em Mauá, SP, com dezenas de milhares de lâmpadas, o que não lhe sai barato: ele e parentes desembolsaram este ano R$ 15 mil, sem falar no prejuízo de 200 telhas quebradas. Alguém poderia ponderar que isto é uma extravagância, um desperdício, sobretudo num país que enfrenta problemas energéticos (a ministra Dilma Rousseff que o diga).
Mas Fernandes diz que se sente recompensado com a admiração dos vizinhos. Que, por sua vez, é explicável: a luz atende a uma necessidade emocional, talvez não quantificável do ponto de vista econômico, mas nem por isso menos real. Como o filho do meu amigo, queremos todas as luzes a que temos direito. Que tenhamos essas luzes; que elas iluminem o nosso mundo, e indiquem o caminho da paz aos homens e mulheres de boa vontade.
scliar@zerohora.com.br
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6:35 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
23/12/2003
Preconceito inconsciente
Não causa qualquer repercussão na opinião pública, no Brasil, a afirmação de que é sério e intenso o preconceito racial contra os negros em nosso país.
Simplesmente porque as pessoas não acreditam que possa haver preconceito racial no Brasil.
E não se acredita que haja esse preconceito porque toda pessoa branca não aceita ser preconceituosa, todos os brancos nunca se flagraram discriminando os negros.
É o caso bem nítido da inconsciência de quem discrimina.
Este caso que uma leitora me manda contar é interessantemente exemplificativo disso: "Gostaria de compartilhar o acontecido anteontem. O último domingo antes do Natal encontrou-me indo ao Shopping (dizia o nome do shopping) para comprar o presente de meu noivo - não havia mais na loja em que o tinha visto. Como se tratava de material esportivo, entrei na Loja (havia o nome da loja). Entrei na loja três passos à frente do meu noivo, isso fez com que parecesse que eu estava sozinha. Andei pela loja inteira, passei por quatro vendedores e nenhum sequer me deu boa-noite, mas para o meu noivo (loiro de olhos azuis) a atenção partiu não apenas de um vendedor, mas de três. Por que eu não fui atendida? Não posso acreditar que não fui atendida em uma franquia de uma multinacional exclusivamente por ser negra! (ass.) Catarina, residente à Rua Engº Alberto Henrique Krause, 22)".
Como a maioria da população brasileira é branca, fica assim decidido que não há preconceito contra os negros em nosso país.
Só quem percebe o preconceito, que não é outra coisa senão uma agressão, são os negros.
Essa leitora que me escreveu é o símbolo disso. Ela passou por quatro vendedores que simplesmente a desconheceram.
Os vendedores não tiveram o impulso de discriminá-la, eles sequer perceberam que ela estava dentro da loja. Foi um complexo, um ato partido do subconsciente, algo que estava gravado na programação cultural de cada uma daquelas quatro pessoas: uma negra não merecia a atenção por se tratar de uma pessoa inferior e desinteressante.
Comigo acontece diferente: quando entro numa loja, torço para que nenhum vendedor me aborde, a sua presença ao meu lado me impõe o constrangimento de ter de comprar imediatamente para que ele não perca seu tempo me dando atenção.
Eu já gosto de investigar sozinho numa loja o que quero, apenas se tiver alguma dúvida é que chamo o vendedor.
Mas com essa moça negra que me escreveu se dá o contrário, ela já se sente discriminada no passado e traz latente na sua personalidade a cobrança sobre o preconceito. Até se casualmente ela é ignorada pelos vendedores, se julgará discriminada.
Uma pessoa assim, é bom que todos atentem para isso, passa a se constituir num nervo exposto: é muito bom que se dê a ele toda a atenção que sua natureza frágil exige.
Eu cheguei a pensar que esses quatro "vendedores" eram do sexo feminino e correram para atender o "loiro de olhos azuis".
Mas como a noiva diz que eram "vendedores" e não vendedoras, não houve o preconceito sexual, foi racial mesmo a discriminação.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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6:30 AM
by Cassiano Leonel Drum
Estados Unidos
Tremor assusta e mata na Califórnia
Terremoto com magnitude de 6.5 abalou o Estado americano e deixou três mortos na cidade de Paso Robles (foto Michael Mariant, AP/ZH)
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Segunda-feira, Dezembro 22, 2003
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9:50 PM
by Cassiano Leonel Drum
A minha oração para você:
Eu desejo que o seu Anjo da Guarda esteja sempre ao seu lado esquerdo, te ajudando a superar todos os seus problemas!
Eu desejo que o seu Anjo da Guarda esteja sempre ao seu lado direito, para te mostrar o quanto você é importante, e a sua vida é valiosa!
Eu desejo que o seu Anjo da Guarda esteja sempre à sua frente, para te iluminar e te livrar de todos os perigos!
Eu desejo que o seu Anjo da Guarda esteja sempre atrás de você, para acalmar os teus passos.
Eu desejo que o seu Anjo da Guarda esteja sempre perto de você, para te estender a mão e te levantar quando você cair.
Eu desejo que o seu Anjo da Guarda seja para você, não apenas aquele apoio, ou aquela força necessária, que ele não seja apenas o teu equilíbrio, ou a sombra que te guarda e te protege.
Mas que ele seja, além de tudo, a escada que te conduzirá ao céu...
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9:45 PM
by Cassiano Leonel Drum
v o c e
Você que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais,
Você que um dia eu amei demais...
Você que ontem me sufocou,
De amor e de felicidade...
Hoje me sufoca de saudade...
Você que já não diz pra mim,
As coisas que eu preciso ouvir,
Você que até hoje eu não esqueci.
Você que eu tento me enganar,
Dizendo que tudo passou,
Na realidade aqui em mim você ficou.
Você que eu não encontro mais,
Os beijos que já não lhe dou,
Fui tanto pra você e hoje nada sou.
Você que eu não encontro mais,
Os beijos que já não lhe dou,
Fui tanto pra você e hoje nada sou.
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
Intérprete: Roberto Carlos
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6:51 AM
by Cassiano Leonel Drum
Mais alto, só o Cristo
E melhor do que o brasileiro Mineirinho, voando na foto, só o dinamarquês Rune Glifberg, grande vencedor do Rio Skate Jam
Marcelo Fefer
O campeão Glifberg acha que assegurou a vitória na segunda volta
Com um estilo muito limpo tecnicamente, sem cometer erros em suas voltas, o campeão mundial de skate vertical em 2001, o dinamarquês Rune Glifberg, foi o grande vencedor da disputa individual do Rio Skate Jam, ontem, no Parque dos Patins, na Lagoa. O pódio foi completado por dois brasileiros que também detêm títulos mundiais: Sandro Dias, o Mineirinho, campeão deste ano, foi o segundo, e Bob Burnquist, o melhor de 2000, terminou em terceiro.
Sandro Dias também elogiou o desempenho do dinamarquês, mas não conseguiu esconder o desanimo por não ter acertado o 900º (duas voltas e meia no ar), manobra |