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Sábado, Abril 17, 2004
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5:09 PM
by Cassiano Leonel Drum
Beleza de cenário
Mangueira forma primeira turma de modelos com forças ilustres: Carlos Tufvesson é o padrinho e Gisele Bündchen doa sapatos
Tatiana Contreiras
Mangueirense desde criancinha, Gisele Bündchen não está só. O estilista Carlos Tufvesson e os 40 formandos da primeira turma da oficina de modelo do Centro Cultural Mangueira-BR que o digam. Na segunda-feira, 34 meninas, entre 6 e 18 anos, e mais seis garotos da mesma idade fazem do Palácio do Samba, na quadra da Mangueira, a sua passarela no desfile Mangueira é Especial, Nunca Sai de Moda. Gisele, musa absoluta, doou todos os sapatos que as futuras tops quem sabe? irão usar.
O Caderno D+Mulher selecionou Priscila Oliveira, Priscila Araújo, Ariane Silva, Ana Paula Alves e Bruna Lima, cinco exemplos da beleza verde e rosa, e convidou Carlos Tufvesson para vesti-las para as fotos. Pensei em um estilo urbano e elegante, diz Tufvesson, que selecionou peças das suas coleções de jeans e prêt-à-porter, que serão lançadas no dia 27. A professora da oficina, Ana Paula Vannier, está orgulhosa. Acredito que consegui formar profissionais, diz ela, depois de comandar oito meses de aulas. O desfile, aberto ao público, começa às 19h30. O número 1072 da Rua Visconde de Niterói já está lançando moda.(fotos Márcio Mercante)
Ariane Muniz, 15 anos e 1,72m. Sonho? Ser modelo. Adorei a experiência, diz, usando camisa transparente e jeans risca de giz.
Priscila Oliveira, 14 anos, tem 1,77m e usa trench-coat e sandálias Constança Basto (R$ 399).
Priscila Araújo, 1,70m, exibe o top e a barriguinha negativa. Aos 16 anos, quer ser modelo de passarela.
Bruna Lima usa vestido com bordados de cristais. Nem dá para perceber que o mulherão de 1,72m tem apenas 12 anos.
Ana Paula Alves tem 14 anos e 1,77m. Adorei as aulas de produção, conta. Ela aposta no estilo andrógino sem perder a feminilidade, com camisa branca, calça preta e sandálias Mr.Cat.
Todas as peças são assinadas por Carlos Tufvesson.
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4:55 PM
by Cassiano Leonel Drum
Só falta o grand finale
Principal artista da Gávea, Felipe está a 90 minutos de sua consagração como o mocinho do filme rubro-negro. O Oscar já é dele
Janir Júnior e Mauro Leão
Noventa minutos poderia ser o nome de um filme de ação. Nesta trama, Felipe seria o protagonista de uma saga que começou com a conquista da Taça Guanabara. O fim está próximo. Amanhã, às 16h, no Maracanã, Flamengo e Vasco rodarão as últimas cenas do Campeonato Estadual. Os 90 minutos, então, passam a ser uma contagem regressiva feita pelo próprio camisa 10 da Gávea. Esse é o tempo que ele precisa para entrar na história do clube, não como bandido, mas sim como mocinho. O mocinho dos dribles desconcertantes, outro belo nome de filme.
Felipe viveu uma semana movimentada. Torção no tornozelo, ameaças de violência por parte dos vascaínos, convocação para a seleção brasileira. Nada disso estava no script. As surpresas, porém, não perturbaram a rotina do craque antes da decisão. Para relaxar, o jogador deixa de lado a vida real e entra na era virtual, onde também tem seu papel de herói.
Tive surpresas boas e ruins, mas nada tirou minha concentração. Estou tranqüilo, apesar da ansiedade. Nesses momentos, aproveito para jogar vídeo game, de preferência um futebolzinho, e relaxar. Fico em casa, quase não saio, prefiro ver filmes ou assistir TV, revela Felipe, que tem a regalia de aproveitar mais alguns instantes ao lado da noiva, Karla, e se concentrar a partir de hoje. O restante do grupo se apresentou na concentração no início da noite de ontem.
O trabalho dos três meses de preparação e as poucas horas restantes para o grand finale mexem de forma positiva com o emocional do jogador. Faltam apenas 90 minutos, só isso, para coroarmos o trabalho de meses. Estamos perto de conquistar nosso objetivo maior, que é ser campeão, destaca Felipe, sem conter a euforia.
As ameaças do zagueiro Henrique e do técnico Geninho não incomodam mais o craque. Sua preocupação, agora, é outra: Quero gravar meu nome na história do Flamengo. Fui campeão pelo Vasco, mas nada se compara a conquistar um título pelo clube de maior projeção no País.
Felipe não esquece o Vasco, mas diz ser Flamengo
Em vésperas de clássico entre as duas equipes, o passado vascaíno de Felipe sempre vem à tona. Nada que incomode o jogador. Depois de ter sido orientado pelo psicólogo Paulo Ribeiro, ele trata o assunto com naturalidade e ainda fala com carinho do seu ex-clube.
Não posso esconder o meu passado. Ganhei muitos títulos pelo Vasco, tenho amigos lá, mas agora estou, e também sou Flamengo, dispara o jogador.
Com a certeza de Maracanã lotado, Felipe busca nas arquibancadas a inspiração para ser herói. Entre os torcedores, tem muita gente sem dinheiro, sofrida, com problemas em casa. Nós somos os responsáveis em dar alegrias a essa torcida. O futebol é a distração do povo, filosofa o craque.
Amanhã, então, é dia de diversão. Felipe promete repetir suas jogadas de efeito e dribles mágicos. A história está perto do fim. Noventa minutos separam o jogador da consagração e do título que renderia um filme: O mocinho dos dribles desconcertantes.
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10:03 AM
by Cassiano Leonel Drum
André Petry
Mil pecados. Alguma virtude?
"Tendo se transformado em um abrigo de deserdados de todo tipo, o MST não luta apenas por terra. Seus seguidores querem terra ou casa ou emprego ou qualquer coisa que lhes dê um rumo na vida"
É fácil jogar pedra no MST. Fácil e respeitável. Só não resolve a doença da qual ele é apenas o sintoma. Calcula-se que o MST tenha cerca de 150.000 militantes acampados em todo o país. Entre eles, existem agricultores que perderam suas terras, outros que perderam seus empregos rurais, gente que se arruinou nas lides do campo.
Mas também existem deserdados em geral, sem nenhuma ligação com a vida rural: desempregados urbanos, ex-presidiários, bóias-frias, favelados, analfabetos, desdentados. Também há, como escreveu Euclides da Cunha em Os Sertões a propósito dos seguidores de Antônio Conselheiro, "gente ínfima e suspeita, avessa ao trabalho, vezada à mândria e à rapina". O MST é um retrato do amplo espectro da miséria brasileira.
Onde essa gente estaria se não existisse o MST? Com certeza, não estaria levando seus filhos à escola e depois dirigindo-se aos portões das fábricas onde trabalha. Não estaria atrás de um balcão do comércio com seus filhos sob os cuidados da moça da creche do bairro. Quem sabe estivesse agora engrossando as fileiras da guerra pelo controle do tráfico na favela da Rocinha.
Em vez disso, essas famílias desenraizadas estão procurando uma saída quando ficam meses a fio acampadas à beira de uma estrada sob uma tenda de lona preta. O MST, claramente, oferece-lhes algum tipo de recompensa aqui e agora. Oferece também uma esperança forte o suficiente para fazer gente simples e honesta relevar as práticas violentas e ilegais incentivadas pelos líderes das invasões.
O desejo de paz social é legítimo e ela não se fortalece com ações ilegais. Mas não se pode esquecer a gênese das coisas: a sociedade brasileira promoveu a iniqüidade que resultou na produção da massa de deserdados que, por sua vez, acorreu para o MST. Talvez fosse útil aos brasileiros mais aquinhoados materialmente tentar entender o sinal vermelho que ele emite. Esse sinal pode ser buscado no que escreveu o francês Roger Martin du Gard, autor de Os Thibault e ganhador do Nobel de Literatura: "Não existe ordem verdadeira sem justiça".
A abordagem que privilegia o anacronismo econômico das reivindicações do MST baseia-se no fato de que o latifúndio improdutivo nem existe mais e, portanto, é inútil buscar a reforma agrária nos moldes do passado. Tendo se transformado em um abrigo de deserdados de todo tipo, o MST não luta apenas por terra. Seus seguidores querem terra ou casa ou emprego ou qualquer coisa que lhes dê um rumo na vida.
A abordagem que foca o anacronismo político do MST se sustenta na idéia de que a coisa toda se transformou em um movimento político, revolucionário, que, em vez de reivindicar justiça fundiária, quer mesmo é empalmar o poder. Que queira. O PT não conseguiu promover uma guinada mínima para a esquerda na política econômica.
Com suas marchas e delitos, o MST consegue no máximo chamar atenção para o drama de seus seguidores. Mas é um alerta mais eloqüente talvez do que a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada na semana passada, segundo a qual um em cada três brasileiros pode ser classificado como miserável.
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10:00 AM
by Cassiano Leonel Drum
Diogo Mainardi
Bom é ser improdutivo
"Por que implicamos tanto com terras improdutivas? A improdutividade é um elemento fundamental da economia moderna. Em muitos casos, não plantar pode ser mais rentável do que plantar. A União Européia só se construiu graças a uma agressiva política de desestímulo à produtividade"
Chega de falar em reforma agrária. Vamos abolir o Incra. Vamos fechar o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Lula é criticado por ter assentado menos lavradores que Fernando Henrique Cardoso. Pois foi seu único mérito até agora. Quanto menos assentamentos, melhor. Eles custam caro e não servem para nada. Ponto para Lula.
Como se viu recentemente, o MST já não aceita a distinção entre terras produtivas e improdutivas. Está certo, claro. Essa distinção, sancionada pela Constituição, é um dos maiores enganos da nossa política agrária. Por que implicamos tanto com as terras improdutivas? Se a improdutividade fosse um critério válido para a desapropriação, a esta altura Lula já teria sido despejado do Palácio do Planalto. Deveria ser um direito do agricultor não plantar nada em suas terras. Afinal, quem perde é ele. O procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, defendeu a invasão de terras improdutivas com o argumento de que o direito à propriedade não é absoluto. Na China, possivelmente.
No Brasil, deveria ser, sim. A improdutividade é um elemento fundamental da economia moderna. Em muitos casos, não plantar pode até ser mais rentável do que plantar. A União Européia só se construiu graças a uma agressiva política de desestímulo à produtividade agrícola. Cada país europeu tem uma cota de produção. Os agricultores, na prática, são pagos para não ultrapassar essas cotas.
Um mercado integrado como o da Alca pode gerar acordos semelhantes para o Brasil. Os contribuintes americanos podem ser obrigados a bancar a diminuição da produtividade dos nossos cultivadores de laranja e soja, num sistema de compensações. Quer coisa melhor do que ser pago para não trabalhar?
Fernando Henrique Cardoso gastou cerca de 20 bilhões de reais em desapropriações. O dinheiro teria sido mais bem empregado no pagamento de juros abusivos aos credores internacionais. Aliás, entregar o dinheiro aos credores internacionais é melhor do que qualquer outro investimento público. Anos e anos de campanhas eleitorais demagógicas nos persuadiram de que não há investimento mais útil do que aquele em educação.
Quando se sabe, porém, que de cada 4 reais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundef) 3 são desviados por administradores corruptos, só nos resta abolir o Fundef e reverter sua verba aos credores estrangeiros. Assim como devemos parar de investir em desapropriações e assentamentos, devemos eliminar todos os subsídios agrícolas. Chega de financiar a reforma agrária e chega de financiar os latifundiários incompetentes. O Estado não deve dar dinheiro nem aos pobres, nem aos ricos. Deve dar apenas aos credores internacionais.
Se usássemos todo o dinheiro de investimentos para pagar os juros, sobrariam recursos para diminuir os tributos e impostos das empresas, o que derrubaria os custos de produção, a única maneira de gerar desenvolvimento e emprego no país. Com mais dinheiro no bolso, os latifundiários poderiam inclusive substituir o Estado na construção de estradas, portos e ferrovias. É por isso que a pequena propriedade não serve: ela depende do investimento do poder público. E o poder público é corrupto demais para investir.
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9:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Mullher
Sex shop chique
O público feminino, maior comprador de produtos eróticos no Brasil, quer artigos sutis e de qualidade
Lena Castellón
Dupla dinâmica: Izabel (à esq.) e Patrizia querem acabar com o tabu que envolve os objetos que esquentam a relação
No meio de um animado chá de cozinha, a ex-bailarina Fátima Moura, 43 anos, comenta que vai mostrar as qualidades de um vibrador que trouxe na maleta. Uma elegante senhora, que até aquele momento assistia impassível à algazarra, arregala os olhos. Calma, pede Fátima, ao mesmo tempo que exibe uma réplica de 20 cm de um pincel de blush. Ela gira a base do artefato fazendo-o vibrar. Em seguida, acaricia com ele o próprio pescoço. O efeito é uma cócega. É para isso que se presta o brinquedo. A senhora suspira aliviada.
Artigos discretos como o pincel estão entre os itens que mais despertam a atenção das mulheres que contratam os serviços de Fátima, uma revendedora domiciliar de produtos eróticos. Há três anos, a ex-bailarina se dedica a essas vendas feitas no que batizou de chá de lingerie ou em reuniões dedicadas a um público com idade entre 40 e 50 anos. É tudo muito chique, com manobrista na porta e garçons. Sempre em bairros classe A, conta. Os grupos são grandes. Em torno de 40 pessoas dispostas a aprender a incrementar a transa e a lidar com esses
objetos do prazer.
Chique também será a loja que as publicitárias Patrizia Curi e Izabel Collor de Mello vão inaugurar em maio nos Jardins, área nobre de São Paulo. A Maison Z é, para suas criadoras, uma butique erótica, e não uma sex shop. Em suas prateleiras, haverá objetos de porcelana com desenhos sensuais, lingeries sexies, literatura apimentada e toda a sorte de brinquedos, dos mais discretos aos mais tradicionais.
A Maison Z traz o lado sutil do erotismo, um conceito de loja novo para o brasileiro, diz Izabel, sobrinha do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Patrizia ressalta que as clientes ficarão à vontade. Poderão dar um tempo no nosso bar enquanto outra pessoa olha um setor, por exemplo. Mas queremos acabar com o tabu e o medo de se entrar numa sex shop, afirma.
Pronta entrega: nos chás de lingerie que organiza, Fátima dá dicas de sexo e vende vários acessórios
Que o negócio está se transformando, os próprios empresários do setor há 500 sex shops no País estão se dando conta. O Brasil está acordando para a tendência de trabalhar com produtos voltados ao amor, algo que já acontece há anos nos Estados Unidos e na Europa, reforça Valéria de Albuquerque, dona da distribuidora Erotic Point, que abastece diversas casas do ramo. Isso quer dizer mudança na oferta de itens, mas também na maneira de receber o público, essencialmente feminino. O serviço tem de ser diferenciado e as lojas devem oferecer cursos como os de sedução.
São coisas assim que elas querem, acrescenta. Valéria abordará o novo conceito de sex shop nesta semana durante a 8ª Erótika Fair, em São Paulo, a principal feira do segmento na América Latina. Ela tem o apoio de Evaldo Shiroma, presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual, um setor que movimenta R$ 700 milhões por ano. Antes, os principais compradores eram homens. Agora, as mulheres respondem por 60% do faturamento, revela.
No caso da loja de roupas Clube Chocolate, de São Paulo, elas são responsáveis por 100% do movimento da área destinada ao erotismo. A empresa carioca abriu suas portas em dezembro na capital paulista com um toque diferente. Inventou uma sala especial com lingeries importadas, chicotinhos estilizados e mais um variado aparato erótico, reabastecida de novidades a cada semana. Juntamos produtos sofisticados e engraçados. Quem quiser pode entrar lá e sair vestida para matar, diverte-se o diretor José Xavier Neto.
Esse espaço, conhecido como Clube das Meninas, fica aberto de domingo a domingo e é exclusivíssimo. Homens não entram nem conseguem enxergar o que se passa no lugar. O negócio fez tanto sucesso que a Clube Chocolate do Rio, que existe há dois anos, também terá daqui a dois meses o seu Clube das Meninas. Mulheres, preparem-se.
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9:28 AM
by Cassiano Leonel Drum
Jorge Furtado
17/04/2004
A saúde do planeta
Michael Moore tenta sempre ser engraçado, e isto é chato, mas seu novo livro Cara, Cadê o Meu País? merece ser lido, se não pelas piadas, pelas muitas informações. Por exemplo, sobre as relações de Bush, sua turma de piratas do petróleo e a ditadura que governa a Arábia Saudita. O império corporativo não gosta muito de ditaduras não lucrativas, como a de Cuba, mas detesta especialmente as ditaduras que eles mesmo implantaram (e armaram) e que afinal se revelaram más gerentes regionais dos seus negócios.
É o caso de Saddam Hussein no Iraque e dos Talibãs no Afeganistão. Já a ditadura árabe, bem, esta é uma maravilha! Você nunca achou estranho que depois de um ataque feito por árabes (eu sei, todos são morenos com bigodes, mas preste atenção, os árabes são da Arábia Saudita), cujo líder supostamente estava escondido no Afeganistão, o governo americano tenha decidido invadir... o Iraque? Por que não invadir, por exemplo, o Uruguai, uma país muito mais bonito e igualmente sem qualquer relação com o atentado?
Para justificar o saque ao petróleo iraquiano, Bush e turma tiveram que inventar muitas histórias, juras de amor entre Saddam e Bin Laden (que se odeiam), armas de destruição em massa (que não encontraram) e, minha piada preferida: "Eles odeiam a liberdade! Vamos invadi-los e conquistá-los para ensiná-los a ser livres!". Não é ótima? "Seja livre senão eu te arrebento!" "Claro, senhor, como não? Já estou livre! Livríssimo!"
Para saber mais sobre o golpe que deu a George W. Bush a presidência da Nova América Corporativa, a sugestão é A Melhor Democracia que o Dinheiro Pode Comprar, de Greg Palast (também da editora Francis). Palast é um jornalista-economista americano que mora e trabalha há muitos anos na Inglaterra.
Foi ele quem descobriu que a fraude que deu a Bush a vitória na eleição americana (comandada por seu irmão Jeb, governador da Flórida) incluía a eliminação ilegal de quase 30 mil negros das listas de eleitores, não é bacana? Al Gore (o adversário de Bush) recebeu mais de 80% dos votos dos negros que puderam votar. Bush, você lembra, acabou ganhando a eleição por 573 votos, na Flórida.
Se você não quer piadas, gosta do gênero terror e está pronto para conhecer o grupo que manda no Bush, há um livro ainda melhor: Os Novos Senhores do Mundo, de John Pilger (Record). Ele analisa o jogo de interesses que determina os programas de "saneamento econômico" e "ajustes estruturais", a chamada "lição de casa" a que são submetidos países como o Brasil. As regras são ditadas pela Organização Mundial do Comércio (governada pelo quarteto EUA, Europa, Canadá e Japão) e pelo triunvirato de Washington: Banco Mundial, FMI e tesouro americano.
São políticas que, para garantir o pagamento das dívidas aos bancos e em nome da saúde financeira do planeta, impõem aos países pobres cortes de investimento, por exemplo, em saneamento básico. E enquanto os ricos ficam cada vez mais ricos, seis mil crianças morrem diariamente no mundo com diarréia, pela simples falta de acesso a água potável. São quatro crianças por minuto, quatro crianças inúteis para a saúde financeira do planeta.
jorge.furtado@zerohora.com.br
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9:23 AM
by Cassiano Leonel Drum
Lya Luft
17/04/2004
Todos nós
Sou boa gente, mas não sou boazinha.
Sou pouco simpática em relação a alguns temas.
Várias coisas me irritam. Muitas me causam indignação.
Uma delas é que nos queixamos eternamente e nada fazemos. Como em relação à violência, assunto soberano dos noticiosos e conversas. A violência das ruas poderia ser controlada se houvesse real vontade. Não falo só do presidente, dos ministros, dos governantes, dos que têm algum poder. Falo do geral. Falo dos brasileiros. De mim, de nós.
Vejo o jogo de empurra-empurra, de acusações, ironias, brincadeirinhas no Rio e em Brasília, vejo cada um de nós desviando os olhos e mudando de assunto, e me entristeço e confundo.
É impossível que seja impossível pelo menos inibir o poder do narcotráfico, que ri de nós, debocha de todo mundo, sobretudo na bela cidade do Rio, onde morei, onde tenho amizades especiais, para onde vou tão seguidamente, e com a qual me ligam mais uma vez laços sentimentais provavelmente definitivos.
Interesses maiores do que a segurança e a vida dos seres humanos prevalecem sobre todo o resto, e talvez seja melhor nem querer saber quais e de quem são.
Não tenho informação nem cacife para falar disso detalhadamente. Quem é que tem? Quem sabe do que vai atrás dos bastidores, quem conhece bem o jogo de poder, de poderes, os mais óbvios e os mais escusos? Os mais sombrios? Quem sabe possivelmente não quer nem pode falar: o medo o persegue também.
Mas sobre uma coisa posso falar (repetindo porque já escrevi), porque é tão simples que qualquer adolescente enxerga. Sei que vou ser profundamente antipática para muita gente e parecer preconceituosa para muito mais gente.
Cada vez que um de nós, por brincadeirinha, ou vício doloroso, ou, como dizia minha velha mãe, "para se fazer de interessante", fuma um cigarro de maconha ou cheira uma fileira de cocaína, está colocando no cano de uma arma a bala, perdida ou não, que vai matar uma criança, uma mãe de família, um jovem ou um operário em uma esquina de Porto Alegre, do Rio de Janeiro, ou de qualquer cidade do país.
Ou mesmo em alguma estradinha do nosso interior: outro dia assaltaram o templo budista em Três Coroas. Não conheço lugar mais pacífico. Não é absurdo pensar que aqueles encapuzados estivessem drogados, ou que suas armas fossem fornecidas por traficantes.
Não sou ingênua a ponto de pensar que todo o mal do mundo se liga ao narcotráfico, nem toda a violência nasce dali. Somos animais predadores. Mas que usando drogas colaboramos para que esse lado brutal, boçal e cruel se desate e transborde, ah, isso, sim. Há muitos anos, um amigo, que acabei perdendo de vista, num jantar íntimo subitamente chorou na frente de todos, lamentando a permissividade com que tinha fumado maconha junto com seus filhos adolescentes querendo ser um pai moderno. Para ele, uma brincadeirinha. Para um deles também fora apenas engraçado, não passou disso, uma ou duas ocasiões de camaradagem. Mas para os outros dois, um rapaz e uma menina, tinha sido o começo de uma escalada trágica. Em alguns anos eram drogados graves: a moça foi internada várias vezes, cocainômana irrecuperável. O rapaz aos 40 anos morreu de cirrose do fígado - maconha, cocaína, bebida. Nessas almas mais frágeis ou nesses organismos predispostos a isso, a mera experiência abriu a porta do inferno.
O pai foi diretamente culpado? Não. Não é tão simples assim a vida. Mas a dor que jorrava de sua alma diante dos amigos atônitos me veio à lembrança quando comecei a escrever esta crônica: somos todos de certa forma responsáveis cada vez que tratamos com leviandade o uso de drogas, como se fosse brincadeira. Pois atrás de cada tragada ou picada ou cheirada está o traficante, está a arma, está a escravidão em que vivemos todos nós, coelhos assustados, cercados de arame eletrificado, nossas crianças dentro de casa, os verdadeiros culpados sorrindo ironicamente entre um e outro delírio. Ou muito mais lúcidos do que nós, que deliramos na ilusão de que não temos nada com isso: de que somos apenas espectadores casuais, ou vítimas inocentes.
lya.luft@zerohora.com.br
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9:22 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
17/04/2004
Foto(s): Genaro Joner/ZH
Com avental e soro
Há muito tempo que a imprensa se arrogou um novo papel ou a ele foi levada pela pressão da sociedade: a de muro de lamentações das pessoas que se sentem lesadas em seus direitos por entidades privadas ou órgãos públicos.
Zero Hora já se acostumou a ser desaguadouro dessas reclamações e até se aparelhou para recebê-las e veiculá-las, apesar da delicadeza que consiste a avaliação sobre a legitimidade das denúncias.
Só que ontem, às 10h, a Redação do nosso jornal foi apanhada de surpresa por uma cena que tinha um misto de patética e pitoresca...
Foto(s): Genaro Joner/ZH
... O funcionário público Gustavo Dahm, 31 anos, (foto) abandonou as dependências do centro clínico de um hospital da Capital, apanhou um táxi, ostentando o avental de paciente, chinelos e todo o aparato de bomba e seringa de soro ligado nas suas veias e sustentado por esparadrapos - e rumou aqui para o prédio do jornal, parecendo inicialmente ser integrante de um bloco de sujos carnavalesco.
Não era. Era paciente mesmo. E veio para reclamar que estava havia três dias aguardando por uma cirurgia no hospital, enquanto o seu plano de saúde não concordava com o preço da prótese que seria implantada em seu corpo e foi exigida pelo médico (R$ 30 mil), tentando negociar uma prótese mais barata, enquanto os preparativos para a cirurgia esbarravam na enfermaria pelo impasse negocial, como informam as fotos tiradas aqui em Zero Hora e exibidas aqui.
Felizmente, enquanto se encontrava na Redação de Zero Hora, o hospital comunicava ao paciente que a cirurgia estava pronta para ser realizada: o plano de saúde finalmente concordara com a cirurgia da hérnia no disco e com o pagamento da prótese exigida pelo segurado.
Mais uma vez o jornalismo socorreu a aflição de um dos seus leitores.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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9:12 AM
by Cassiano Leonel Drum
Clima
Piscina no outono
Calor de até 34,5ºC prolonga a temporada e mantém alta a freqüência nos clubes, como a Sogipa, em Porto Alegre (foto Mário Brasil/ZH)
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12:24 AM
by Cassiano Leonel Drum
UMA LÁGRIMA
Fátima Irene Pinto
Pelo beijo que eu não te dei,
Pelo afago que eu sufoquei,
Pelos sonhos que malbaratei,
Pelo encontro que em vão sonhei.
Pelo beijo que não me roubaste,
Pelo afago que me recusaste,
Pelo encontro que tu evitaste,
Pelo sonho que tu não sonhaste.
Uma Lágrima ...
Pela mão que não entrelacei,
Pelo olhar que jamais cruzei,
Pela valsa que eu não dancei,
Pela música que não entoei.
Pela mão que não apertaste,
Pelo olhar que tu desviaste,
Pela dança que tu não dançaste,
Pela canção que não escutaste.
Uma lágrima ...
Pela espera da festa...sem festa,
Pela espera do gozo...sem gozo,
Pela espera da vida...sem vida,
Pelo ápice do fim...sem fim.
Uma lágrima enfim,
Sem festa...pela fresta que tu me fechaste,
Sem gozo...pois no meio do caminho declinaste,
Sem vida...foste minha luz e te apagaste,
Sem fim...começaste a amar e não terminaste !
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Sexta-feira, Abril 16, 2004
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7:05 PM
by Cassiano Leonel Drum
Foto: Luiza Dantas/CZN
Repórter: Mariana Meireles
Curinga apaixonado
Ângelo Paes Leme interpreta o Soldado Peixoto na novela "Chocolate com Pimenta", da Globo
Ângelo Paes Leme, o Soldado Peixoto de "Chocolate com Pimenta", da Globo
A novela é cômica e calcada na fantasia, mas Ângelo Paes Leme leva à sério os conflitos de seu personagem em "Chocolate com Pimenta". Ele fica um tempão analisando o lado psicológico do Soldado Peixoto e contando os novos rumos dele na trama de Walcyr Carrasco. Como a participação na investigação do advogado Guilherme, vivido por Rodrigo Faro, sobre o plano de Jezebel, personagem de Elizabeth Savalla, que fez Ana Francisca, de Mariana Ximenes, perder tudo o que tinha.
A participação de Ângelo na novela começou tímida, mas aos poucos ele foi ganhando mais espaço. O ator confessa que aceitou fazer o personagem sem saber direito qual a importância dele e por isso está feliz com o resultado. "Acredito no meu trabalho, mas não sabia se ia render porque não me prometeram nada. O próprio Walcyr me disse que no início ele não estava bem desenhado. Por sorte virou uma espécie de curinga", conclui Ângelo, acrescentando à idéia o fato de o personagem circular por todos os núcleos da trama.
Estar numa novela de sucesso e com um personagem que cresceu não traz mais tranqüilidade a Ângelo em relação à carreira. O ator, que conseguiu este papel através de testes, reclama da falta de convites - estava sem atuar desde "Uga-Uga", novela de Carlos Lombardi exibida em 2000, quando interpretou o gago Salomão. Situação um pouco complicada para quem foi protagonista jovem logo no segundo trabalho na tevê - como Caio na novela "História de Amor", de Manoel Carlos, em 1995.
"Quando acaba a novela, parece que zera tudo. Em Uga-Uga o meu personagem fez sucesso e não fiz nada depois. Provavelmente terei de passar por testes para o próximo trabalho", conforma-se, mas em seguida diz que o clima de "Chocolate com Pimenta" compensa qualquer dificuldade. "Chego e saio feliz das gravações", garante.
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6:57 PM
by Cassiano Leonel Drum
Ponto a ponto
Da Siqueira Campos à Pavuna, um roteiro com o que há de melhor para se fazer pertinho das estações do metrô. De teatro e cinema a shoppings e espaços culturais
Alícia Uchôa e Tatiana Contreiras
A rua do Rio fica pertinho da estação de Del Castilho: ferveção
Não é preciso ter carro para aproveitar o fim de semana no Rio. Com o metrô funcionando até a meia-noite de sábado e cumprindo expediente aos domingos, o carioca tem uma boa opção para se divertir longe de casa sem ficar à mercê da sorte de uma carona. Pensando nisso, o Show & Lazer identificou os melhores programas deste fim de semana. De teatro e show a cinema, barzinhos e centros culturais, dá para aproveitar as atrações bem pertinho das principais estações do metrô, que, com a integração, vai da Pavuna até a Gávea.
Para quem só se arriscava a ficar embaixo da terra quando ia a shows no Aterro do Flamengo ou a jogos no Maracanã, está na hora de mudar os conceitos. Hoje, quem não mora próximo à praia, pode ir sem estresse. Sem contar que o metrô passa por importantes centros culturais e parques públicos, diz o diretor de relações institucionais do Metrô Rio, Agostinho Simões, que já pensa em adaptar vagões para bicicletas e pranchas de surfe.
O Cine Odeon BR, na Cinelândia, reúne a garotada no evento RiotecnoMídia, amanhã
Passageiro assíduo, o artista plástico Lauro César Jardim, 65 anos, vê no metrô um aliado. Vou ao cinema, museus e centros culturais de metrô. Quanto mais longe ele for, melhor.
No entanto, enquanto durante a semana passam mais de 450 mil pessoas pelo metrô carioca, só 50 mil passageiros o usam aos domingos, quando funciona de 7h às 23h. Os intervalos são maiores e variam de 8 a 10 minutos aos domingos, contra 4 e 5 nos dias úteis e nos sábados. O bilhete custa R$ 2. O ônibus integração, que sai da estação Siqueira Campos em direção à Gávea, é gratuito, mas não funciona aos domingos.
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6:56 AM
by Cassiano Leonel Drum
Um coração que é abençoado
Exame constata que obstrução em artéria de Roberto Carlos é pequena. Cantor não precisará ser operado, apenas fazer dieta
RIO E SÃO PAULO - O cateterismo ao qual se submeteu o cantor e compositor Roberto Carlos, em São Paulo, não o assustou. Ainda mais depois da constatação de que o coração do Rei continua abençoado. Agradeço o carinho e a preocupação de todos, manifestou-se ontem o artista, em nota. O cantor passou por exames quarta-feira à noite no Hospital da Beneficência Portuguesa, na capital paulista.
Prestes a completar 63 anos, ele fez questão de acalmar os fãs pela Internet (www.robertocarlos.com): Na realidade, estes exames comprovaram que estou muito bem fisicamente. Não há motivos para preocupações, fiquem tranqüilos.
Roberto foi examinado pelo cardiologista especializado em hemodinâmica José Armando Mangione. Após investigação em todas as artérias, foi descartada a necessidade de cirurgia, já que a obstrução era pequena. Mas o cantor terá de fazer dieta. Meu pai cuida da saúde e faz check-up anualmente. Foi um exame de rotina. Ele não estava sentindo nada e tem uma vida regrada. Dorme oito horas por dia, se alimenta bem e faz ginástica, revelou Dudu Braga, o filho do Rei, o Segundinho.
Dudu disse que Roberto viajou para São Paulo de ônibus e que deve voltar até hoje ao Rio, onde pretende passar seu aniversário, segunda-feira. A comemoração deve ser em casa, com a família. Quando a Maria Rita estava viva, meu pai fazia shows beneficentes no dia. Agora prefere ficar recluso, contou.
Cantor trabalha em turnê e na gravação de CD
Roberto está envolvido em duas frentes. A primeira é o planejamento da turnê do disco Pra Sempre, que lançou no fim do ano passado e ainda não foi apresentado pelo País. O início da caravana não deve demorar, segundo afirma o Rei. Vou estrear muito em breve, garantiu.
Os planos não param por aí. Continuo produzindo um CD em espanhol, contou. O disco já está bem encaminhado, e a previsão é que seja lançado no segundo semestre. Enquanto isso, ele pretende seguir as orientações médicas, que são simples: manter o colesterol sob controle. Na nota, o Rei se despede como quem volta logo: Muito obrigado e um beijo para todos. (Reportagens de Daniella Daher, Érika Röesler, Eusébio Galvão e Pedro Motta Lima)
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6:47 AM
by Cassiano Leonel Drum
Mauren Motta
16/04/2004
Domingo no parque
No último final de semana fui para Gramado. A Serra gaúcha é um dos lugares mais românticos do mundo. Segundo o Gustavo, nem que a gente tivesse programado estaria tão perfeito. Era como praia com sol ou Natal com neve. O fog abraçava as árvores, a cerração cobria as casas. O vinho tinto parecia mais saboroso acompanhado de chocolate. Amor aos pedaços.
Junto com a gente, um turista acidental iluminava e enfeitava a casa. Pop Arte é um pequenino filhote de lhasa apso - e o nosso mais novo amigo. A caminhada na manhã gelada foi uma agradável surpresa. Fazia uns 20 anos que não pisava no Parque Knorr. As lembranças da infância foram aos poucos se misturando às do Natal. Sim, o parque agora é temático, e lá é Natal o ano inteiro. Solto pela grama, meu primeiro filho nunca experimentou tanta liberdade. O pequeno cão transitava pelo lugar com ares de floresta encantada como se já conhecesse.
O feriado passou voando. Na volta pra cidade, fui visitar uma amiga e fiquei chocada: no prédio ao lado da casa dela, um pai encontrava na calçada os filhos do primeiro casamento para entregar as encomendas do coelho. O tamanho dos embrulhos parecia quantificar culpa. Quantos homens e mulheres não teriam passado o domingo de Páscoa longe de seus filhos? Quantas crianças não teriam esperado em vão a chegada dos pais? A tolerância zero afasta os casais e traumatiza as crianças. Parece que ninguém tem saco pra agüentar uma relação difícil. E os filhos nessa história?
Muitas vezes, eles acabam pagando pelos desencontros dos adultos. Ao mesmo tempo, os pais têm direito à felicidade. Novos parceiros podem enterrar os erros do passado e apontar caminhos diferentes para o futuro. Uniões complicadas jamais serão apagadas. Uma criança sofre muito mais ao ver os pais brigando do que aceitando uma nova relação. Sejamos práticos e não ciumentos.
O ano passado foi bem complicado. Soube de muitos rompimentos. A sorte é que este ano é do amor. Passadas as energias negativas, segundo os astros, daqui pra frente é só love! Melhor assim. Muitas crianças ainda devem conhecer lugares como o Parque Knorr acompanhadas de seus pais. Foi assim que aconteceu comigo e eu nunca mais esqueci.
Foi assim com os filhos do Gustavo e ele nunca mais esqueceu. Gramado me lembra família, estar junto, dormir abraçado, respirar ar puro. E são com essas lembranças que eu quero ficar. Dedico a coluna de hoje aos meus pais. Parece caretice, mas não é. Meu pai sempre encheu a minha vida de sonhos e minha mãe sempre me trouxe para a terra. Mesmo diferentes, eles ainda estão juntos e eu, superfeliz.
Beijolas amorosas.
mauren@rbstv.com.br
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6:45 AM
by Cassiano Leonel Drum
David Coimbra
16/04/2004
O amor contra a batatinha
Tem umas pessoas que andam por aí com garrafinhas d´água na mão. Aquelas garrafinhas para andar de bicicleta, manja? As pessoas as enchem d´água e vão com elas a toda parte, trabalham com aquelas garrafinhas em cima da mesa. Sabem o que estão fazendo? Se hidratando. Elas não bebem água porque têm sede; bebem para se hidratar.
Essas pessoas, quando elas comem, elas não comem bife, massa ou Chico Balanceado. Elas repõem proteínas, carboidratos e glicose. Elas também não praticam esporte; fazem ioga. Não ióga, como você sempre disse. Iôga. Com ô fechado. Substantivo masculino, não feminino. O iôga. Como suportam uma concordância esquizofrênica dessas, o ioga? Que côsa.
Imagino um desses camaradas se preparando para o sexo:
- Querida, vamos dar uma fecundada?
Mas, tudo bem, eles que façam lá seu iôga e reponham carboidratos à vontade. O problema é que, como há cada vez mais gente com garrafinhas d´água na mão, certas coisas vão acabar. Como a batatinha frita. Existe toda uma campanha contra a batatinha frita. Sei de um sujeito que proibiu a namorada de comer batatinha frita.
- Me promete: - rogou ele, sacudindo-a pelos ombros - batatinha frita nunca mais. Nunca mais!
Ela, voz embargada, prometeu. Em nome do amor.
Isso a batatinha. O que acontecerá no dia em que a moça provar lingüiça frita. Cristo, a lingüiça frita é capaz de matar um carregador de garrafinhas. Excesso de gordura saturada no sangue, algo assim.
Outra: o estrogonofe de nozes e chocolate que o meu amigo Zé Antônio Pinheiro Machado apresentou no programa do Anonymus. Como é que um carregador de garrafinhas conseguirá provar um estrogonofe de nozes e chocolate sem ter um troço? Não consegue, claro. E fará campanhas para que ninguém prove.
Para que todos se mantenham longe dos estrogonofes de nozes e chocolate, da cerveja, do chope, da batatinha frita. Já estou vendo aquelas campanhas intermináveis e inclementes. Até a vitória. Até transformar os apreciadores de batatinha em párias. Os apreciadores de batatinha serão tão discriminados como os fumantes. Aí o mundo será menos colorido. E muito mais triste. Porque, é o que sempre digo, a vida sem um pouco de gordura não vale a pena ser vivida.
david.coimbra@zerohora.com.br
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6:43 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
16/04/2004
Traficante adorado
A cerimônia de sepultamento do chefe do tráfico na Favela da Rocinha, Luciano Barbosa da Silva, 27 anos, levou ontem ao Cemitério São João Batista do Rio cerca de 500 moradores da favela, que se mostravam consternados com a morte de seu líder. < Oito ônibus alugados levaram os moradores da Rocinha até o cemitério, tendo havido cenas de pesar e lágrimas por parte dos que foram dizer adeus ao traficante, morto pela polícia anteontem. >
Oito ônibus alugados levaram os moradores da Rocinha até o cemitério, tendo havido cenas de pesar e lágrimas por parte dos que foram dizer adeus ao traficante, morto pela polícia anteontem.
É elucidativa a palavra do coronel PM Jorge Braga, chefe da operação policial na Rocinha: "O comércio não fechou hoje por falta de segurança, foi em sinal de luto pela morte de Lulu. Vejo como respeito da comunidade a uma pessoa que eles gostam. Embora fosse traficante, ele era querido. Há um sentimento da comunidade que a polícia e o povo têm de respeitar".
Esse pronunciamento do coronel define um dos liames da complicada teia de relacionamento entre moradores das favelas, traficantes e policiais no trágico cenário carioca.
Por que Luciano Barbosa da Silva, o Lulu, enterrado ontem, era um ídolo para a maior parte dos moradores da Rocinha?
A polícia aparece lá na favela de vez em quando, quando explodem as crises. O resto do tempo, a rotina do dia-a-dia, tem de ser administrado por alguém.
E na Rocinha despontava o vulto de Lulu como um misto de bandido, justiceiro e assistencialista. Um morador assim definiu Lulu: "Era um bandido bom".
Lulu não costumava envolver a comunidade da Rocinha em assuntos do tráfico. Além disso, ele utilizava de seu poder de chefe do tráfico na favela para prestar auxílio a moradores que passavam por dificuldades.
O impressionante é que era Lulu quem garantia segurança pública aos moradores da Rocinha: ele proibiu terminantemente que os bandidos da Rocinha assaltassem os moradores da favela e da região de São Conrado (classe média ou rica).
Um morador da favela assegurava ontem: "Ele dizia que pobre não pode roubar de pobre nem de vizinho. Se um morador precisasse de remédios, Lulu pedia para mostrar a receita e ele mesmo comprava".
Uma comerciante conta como instalou seu negócio na Rocinha: "Lulu me mandou um mensageiro, dizendo que sabia que eu estava lá pra trabalhar e que ficasse tranqüila. Podia contar com ele para o que precisasse, me assegurou que eu não precisava ter medo".
Essa comerciante decidiu fechar seu negócio em janeiro passado, quando Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu, fugiu da prisão e passou a ameaçar o império de Lulu na Rocinha, disputa que afinal fez detonar toda a guerra e as mortes recentes na Rocinha.
Por isso é que os 500 moradores da Rocinha gritavam em coro ontem no cemitério: "Olha, Dudu/ pode esperar/ a tua hora vai chegar".
Vemos por aí um fato impressionante: os 60 a 100 mil moradores da Rocinha ficam imunizados de assaltos por ordem dos traficantes. Os outros cariocas, por exemplo, nas ruas, não têm essa imunidade. Por isso é que a vida na favela se desenvolve normalmente.
Os traficantes aproveitam o vazio do poder público e decretam a ordem na favela, garantindo segurança. Além disso, tornam-se benfeitores da comunidade, o que lhes garante segurança em suas cidadelas, não são denunciados e até fazem dos moradores seus espiões contra a polícia.
O diabo é que só na Rocinha o comércio de drogas fatura R$ 40 milhões por mês. Aí vem a cobiça de traficantes de outras favelas, querendo tomar para si os pontos da Rocinha.
E se instalam as guerras entre as quadrilhas. Na Rocinha e nas outras 600 favelas do Rio de Janeiro.
É impressionante: o crime evita o crime e espalha o crime.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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6:41 AM
by Cassiano Leonel Drum
Gente
Gramadense é a nova Miss Brasil
Gaúcha Fabiane Niclotti venceu a 50ª edição do concurso de beleza
A partir de hoje, a gaúcha Fabiane Niclotti também pode ser chamada de Miss Brasil 2004. A gaúcha ficou entre as 10 finalistas, escolhida pela votação popular, no concurso realizado ontem à noite em São Paulo.
Com a vitória, a gramadense de 19 anos deve entrar para a história da disputa marcando dois momentos importantes: venceu a edição de número 50 do concurso e é a 10ª gaúcha a conquistar o título.
Mesmo com 1m82cm e olhos cor de esmeralda, Fabiane nunca pensara em seguir a carreira de modelo ou se tornar miss. Chegou a admitir que mal sabia andar de salto alto. A partir de agora, equilibrar-se em sapatos com 10 centímetros de altura será uma de suas atribuições mais simples.
Desde já, além da agenda lotada de entrevistas e participações especiais, Fabiane começa a se preparar para o Miss Universo, no dia 1º de junho, em Quito, no Equador. A partir do dia 12 de maio, data limite para as candidatas estarem em Quito, ela começa a ser avaliada para o concurso internacional.
Na disputa nacional, Fabiane fez bonito desde o início das avaliações. Foi apontada como favorita do público nas votações populares e não demonstrou nervosismo durante as entrevistas. Duas horas antes do concurso, ontem à noite, Fabiane, através do missólogo Evandro Hazi, mandou um recado para o Rio Grande do Sul:
- Vou encarar o concurso como uma brincadeira, como eu fiz até agora, para não ficar muito nervosa. Se vencer, melhor. Mas jamais vou deixar de ser eu mesma - disse a Miss Brasil que, durante o concurso, usou roupas confeccionadas pelo estilista Roberto Raiffone.
Durante a entrevista ao vivo no programa ontem, a cantora Wanessa Camargo perguntou a Fabiane o que a emociona na Enfermagem, que a gaúcha cursa atualmente:
- A parte que mais me toca é a maternidade, o nascimento de uma criança, pois tenho verdadeira paixão pela vida - respondeu.
Foi essa naturalidade que encantou os jurados do concurso. No julgamento estavam personalidades do mundo da moda como o maquiador Carlos Carrasco, a jornalista de moda Lilian Pacce, a cantora Wanessa Camargo, o fotógrafo Gui Paganini e a modelo Gabriela Bündchen, entre outros.
A escalação do corpo de jurados mostrou o caráter moderno e atual dado ao concurso em sua 50ª edição. O figurino do estilista Marcelo Sommer, a participação da modelo Luciana Curtis e do nadador Fernando Scherer na apresentação e os shows de Paula Lima, Alexandre Pires e Zezé de Camargo e Luciano, reforçados pela discotecagem do DJ Felipe Venâncio, provam que o concurso chegou ao século XXI. E com uma representante com pinta de top model.
A miss
- 19 anos
- olhos verdes
- cabelos pretos
- altura 1m82cm
- peso 66kg
- busto 92cm
- quadris 92cm
- cintura 65cm
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6:38 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
Para onde vai a greve do magistério
Levantamento mostra 44,3% de adesão à paralisação
Professores organizaram uma manifestação pelas ruas da Capital até o Piratini, mas negociações chegaram a um impasse (foto Ronaldo Bernardi/ZH)
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Quinta-feira, Abril 15, 2004
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11:59 PM
by Cassiano Leonel Drum
Juliana Knust: de gordinha a barriga lisinha
Lívia Perozim
Nada de refrigerantes, doces só no fim de semana e carboidratos, durante a noite, passam longe do prato de Juliana Knust, que ostenta uma barriga lisinha no papel de Sandra em Celebridade. Depois de ter engordado oito quilos para interpretar a rechonchuda Laura em Malhação, em 1995, a atriz, que tinha 15 anos, lutou contra a insistente tendência para engordar.
"Meu metabolismo mudou completamente depois que eu engordei aqueles quilos. Meu corpo já estava acostumado (com a dieta de engorda)", conta Juliana, que pesava 54 quilos e pulou para 62 durante a gravação da novela da Rede Globo.
Depois de sair de Malhação, seu primeiro trabalho na TV, os quilinhos a mais começaram a atrapalhar a carreira da atriz: "A todo novo trabalho que pintava, os diretores me recomendavam perder peso. Essa 'rotina' durou até o final de 2002, quando entrei numa dieta em que cortei completamente os carboidratos por três meses, sendo que o recomendado é ficar sem eles apenas um mês". O sacrifício fez com que a atriz chegasse a pesar 51 quilos.
Embora negligente durante esse período com os carboidratos, já que eles são fontes importantes de energia, com 53 quilos, Juliana diz ter muita disciplina com sua alimentação: "Não aboli os doces e carboidratos, mas evito comer doces durante a semana e carboidratos à noite. Não tomo refrigerantes, como muita salada e grelhados ao longo da semana."
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11:53 PM
by Cassiano Leonel Drum
Sarah Oliveira trocou o balé pelo Pilates
Camila Tavares
Alexandre Tahira/Terra
A VJ durante a aula
O hábito e gosto pelas atividades físicas não são novidade e nem sacrifício para a VJ Sarah Oliveira. "Sempre fiz balé e nunca pude engordar por causa disso", revela.
A fase do balé passou e, agora, a aquariana aposta em meia hora de esteira todos os dias seguida pela prática de Pilates, técnica que, segundo ela, traz alívio do estresse, de dores na coluna, o fortalecimentos dos ossos, a tonificação dos músculos e a diminuição da gordura, além de bem-estar e qualidade de vida.
"O Pilates é um método inventado no século 18. Na verdade eu conheci o Pilates com 15 anos, quando ainda fazia balé. Mas foi há pouco tempo que eu comecei a praticar de verdade. É muito bom, faz super bem", explicou Sarah, em entrevista ao Terra Exclusivo, há dois anos.
Segundo a VJ, o Pilates é o segredo do seu abdmoe bem definido.
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9:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
Rei dá susto em súditos
Coração leva Roberto Carlos a hospital em São Paulo. Mas cantor passa bem
Assessoria do Rei Roberto informou à noite que o cantor passa bem
São tantas emoções que os fãs do rei Roberto Carlos levaram um baita susto ontem à noite. A notícia de que o cantor sentiu dores no peito e foi levado para o Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo pegou muita gente de surpresa. Mas os súditos podem ficar tranqüilos: Roberto passa bem, segundo amigos da família e os médicos que o atenderam.
Não foi tão complicado quanto pareceria a princípio. Ele fez cateterismo (exame para detectar entupimento nas artérias e risco de infarto). Mas nada foi constatado, disse um amigo que preferiu não se identificar.
Equipe médica do hospital informou que o Rei resistiu bem ao cateterismo. Havia suspeita de entupimento da coronária esquerda do coração do cantor, mas nenhuma irregularidade foi constatada.
O exame começou às 19h e durou vinte minutos. Roberto recebeu anestesia local e conversou o tempo todo com o cardiologista que o atendeu, José Pedro da Silva.
Segundo os médicos, o cateterismo do cantor estava marcado para o dia 22. Mas, muito ansioso, o Rei decidiu antecipá-lo para ontem. Roberto foi liberado do hospital duas horas após o exame. Devido à pressão alta, os médicos prescreveram uma dieta para controlar o colesterol.
O caso acontece às vésperas do aniversário do cantor, que completa 63 anos segunda-feira. O Rei passa temporadas na capital paulista, onde tem um escritório e um apartamento, que costuma usar quando visita as filhas que moram lá.
Roberto está numa boa fase da carreira. Em dezembro, ele lançou o disco Pra Sempre, primeiro só de inéditas desde a morte da mulher, Maria Rita, em dezembro de 1999. No fim do ano ele fez dois shows no Maracanãzinho, mas só para gravar especial para a Globo. A turnê do álbum ainda está sendo organizada por Roberto Carlos.
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9:45 AM
by Cassiano Leonel Drum
Flu bobeia e cede empate
Romário fez 2 a 0 no primeiro tempo, mas Grêmio reagiu e agora leva a vantagem para o Sul
Romário, com Edmundo, voltou a marcar e fez dois no primeiro tempo
A festa era para o estreante Danrlei, mas quem comemorou foi o Grêmio, que ontem à noite, no Maracanã, arrancou um empate heróico, em 2 a 2, contra o Fluminense, no jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil. Era a primeira vez que o goleiro enfrentava seu time de coração, pelo qual atuou durante 15 anos sem jamais vestir outro uniforme.
O acanhado público presente ao estádio quis testemunhar o estranho momento. Mas ele acabou se deparando, no início, com o reencontro do Baixinho com o gol. Foi de seus pés que nasceu a esperança de o time se reabilitar do fracasso no Estadual. O atacante marcou duas vezes, pondo o Tricolor carioca em vantagem.
Além da falsa expectativa de vitória, Romário iludiu a si próprio. Com os dois gols de ontem, o atacante aproximou-se da meta dos 900, conforme declarou em entrevista exclusiva ao ATAQUE. Com o resultado, o Fluminense levou a pior no duelo dos tricolores. Dia 5, em Porto Alegre, o Grêmio poderá empatar em até 1 a 1 para passar de fase.
No Fluminense, havia a estréia de Danrlei e outras novidades. O técnico Ricardo Gomes promoveu mais alterações na equipe. Sem Roger, Edmundo tinha a missão de armar. E, na frente, o veloz Alex foi o companheiro do Baixinho.
O Grêmio chegou a assustar nos primeiros minutos. Aos 7, Élton recebeu de Marcelinho e arriscou de longe. Danrlei, mal colocado, assistiu à bola saindo pela linha de fundo. Aos 11, foi a vez de Juca sair jogando errado. Élton, novamente, dominou e chutou de longe, levando perigo.
Mas o Fluminense tinha Ramon e Romário entrosados. Aos 22, o apoiador rolou para o Baixinho, que, com categoria, tocou na saída de Tavarelli, que nada pôde fazer. Cinco minutos depois, em outra tabela com Ramon, Romário partiu do meio de campo com a bola dominada e chutou em cima do goleiro. No rebote, com o gol vazio, ele só teve o trabalho de tocar para a rede.
Veio o segundo tempo e o Grêmio, mais determinado, estragou a festa de Danrlei e de Romário. O gol 900, pelo visto, ficará para o jogo de Porto Alegre. Quanto ao goleiro, acabou não conseguindo impedir que Claudiomiro e Christian empatassem a partida.
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9:40 AM
by Cassiano Leonel Drum
Única. Essa é a palavra perfeita para designar Rita Lee. Sucesso é sua marca registrada. A cantora roqueira, de 56 anos, está em todas as paradas de sucesso no Brasil.
Ela mesma garantiu: Ressurgi, sou a rainha do rock. Sem dúvida que sempre foi. A rainha do rock vai dar o ar de sua graça num grande espetáculo, dia 18 de abril, no Atlantic City. Uma promoção do Jornal O DIA, lançando o camarote Prisma no Piauí Pop - um mgaevento que acontecerá dias 2 e 3 de julho, no Jockey Club.
Os ingressos para o show Balacobaco já estão sendo vendidos no Jornal O DIA, na loja Jelta da Frei Serafim e Bancas do Joel. As reservas de mesas podem ser feitas pelo telefone 216-2100, ou diretamente na portaria de O DIA.
O evento deve entrar para o cenário musical como um dos melhores shows realizados em Teresina, já que o público já está há vinte anos sem prestigiar um show de Rita Lee.
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9:35 AM
by Cassiano Leonel Drum
CONSELHO DAS CIDADES
Eleito durante a Conferência Nacional das Cidades, o Conselho das Cidades começa a atuar a partir desta quinta-feira, dia 15, quando os 71 conselheiros receberão o cargo do ministro Olívio Dutra, que presidirá o órgão. Pela Caixa, participam do Conselho os vice-presidentes de Desenvolvimento Urbano e Governo, Aser Cortines - na condição de titular - e de Benefícios, Carlos Borges, como suplente.
A cerimônia de posse está marcada para às 10h, no auditório do subsolo do Bloco 'A' da Esplanada dos Ministérios, e representará a culminância de um amplo e democrático processo realizado em 2003, para discutir a situação atual e, principalmente, o futuro das cidades brasileiras.
"O Conselho simboliza uma conquista de lutas históricas que contam com o envolvimento de diversos segmentos sociais pela questão urbana do país", salienta a coordenadora de Relações Comunitárias do Ministério das Cidades, Íria Charão, que coordenou todo o processo de realização das conferências.
Deflagrado pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em abril do ano passado, o processo de conferências das cidades mobilizou representantes da sociedade e do poder público de 3.457 cidades, de junho à agosto, durante a etapa municipal e todas as unidades da federação, de agosto à setembro, na etapa estadual.
Nesses dois meses, estima-se que 320 mil pessoas tenham se reunido, para formular e debater soluções para os problemas urbanos de Saneamento Ambiental, Habitação, Organização Territorial, Transporte e Mobilidade Urbana e Trânsito que, posteriormente, foram apresentadas e discutidas no âmbito da Conferência Nacional.
O ConCidades, que é formado por representantes do poder público municipal, estadual e federal, movimentos populares, entidades empresariais e profissionais, sindicatos de trabalhadores, organizações não-governamentais, e instituições de ensino e pesquisa, terá caráter consultivo e deliberativo e participará ativamente na construção de uma pólítica nacional de desenvolvimento urbano em parceria com o Ministério das Cidades.
Competirá ao ConCidades não só propor normas e diretrizes para a aplicação das políticas urbanas, como também para a distribuição regional e setorial do orçamento do Ministério das Cidades. Também será função dos conselheiros o acompanhamento da execução dos programas do Ministério.
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6:52 AM
by Cassiano Leonel Drum
Nilson Souza
15/04/2004
Diálogo interno
A moça que escreve o meu horóscopo sabe das coisas. Como bom virginiano ¿ racional e cético ¿, não acredito em nada do que ela diz, mas me divirto com as suas observações sempre pertinentes. Ela costuma me chamar de Amigo Virgo para amaciar a pancada, mas logo me acusa de estar trabalhando demais, de ser excessivamente organizado, previdente, metódico e detalhista. Enfim, um chato. E o pior é que sou mesmo tudo isso. Mas como não creio em previsões astrológicas, leio e finjo que não é comigo.
Outro dia, porém, ela me deixou verdadeiramente encucado. Disse que os virginianos são tão reservados que às vezes escondem coisas até de si mesmos. E recomendou: "Invista no diálogo interno. Ouça-se com atenção".
Comecei a pensar no assunto e me assustei. Será que ando escondendo algo de mim mesmo? Que tipo de segredo tenho guardado a sete chaves com medo de sair revelando por aí? Será que não sou discreto o suficiente para preservar algo que só eu mesmo poderia me segredar?
Comecei a me sentir um sujeito inconfiável.
E o mais grave é que sou incapaz de seguir a sua recomendação. Para ouvir-me com atenção, como ela sugere, teria que falar comigo mesmo. Em primeiro lugar, não poderia ser em voz alta. Morro de vergonha de ser flagrado conversando sozinho. Na frente do espelho, nem pensar. Sentir-me-ia ridículo. Nunca falei com meus botões nem com o meu travesseiro, a não ser uma vez, num delírio de febre alta. Disse um monte de bobagens, me contaram depois. Mas, quando recobrei a consciência plena, já não me lembrava de nada do que tinha dito ou ouvido.
Em silêncio me saio melhor. Dia desses cheguei a iniciar um bom diálogo interno quando saí para a caminhada matinal e comecei a planejar o que faria até a noite, sempre considerando mais de uma alternativa. Estava até me divertindo com a brincadeira. De repente, fui surpreendido por uma cena inusitada. Uma enorme lua branca me fitava sobre o rio. Aí um bando de maçaricos decolou da água, formou um vê na contraluz do astro tardio e levou meu pensamento para algum lugar distante.
Quem disse que os virginianos são imunes a abstrações?
nilson.souza@zerohora.com.br
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6:49 AM
by Cassiano Leonel Drum
Leticia Wierzchowski
15/04/2004
Das brancas madrugadas
Viajamos pela Páscoa e, num destes dias, fui buscar uma amiga que chegava num ônibus ao alvorecer. Saí da cama às cinco da manhã, mergulhando naquele mundo mágico das coisas desacordadas, um mundo silencioso, estático e gelatinoso, um mundo como que preso de um feitiço, tal qual o reino onde a princesa, vítima de uma malévola bruxaria que uma feiticeira lhe lançou ainda no seu nascimento, é posta a dormir depois de tocar com o dedo numa roca proibida. As horas brancas da madrugada, onde as casas cerradas guardam o sono dos seus donos; onde o tempo anda de chinelas e pisando leve, na ponta dos pés, como uma daquelas tias velhas dos poemas do Mario Quintana.
Acordar no meio da noite - para mim que sempre desperto com o sol alto -, acordar no meio da noite, não para sossegar o filho preso de um sonho ruim, não para amamentar o bebê no berço ou trocar sua fralda e sentir a delícia do seu corpinho cálido; acordar no meio da noite para sair à rua é uma experiência estranha e mágica. A rua onde eu vivo não é a mesma no meio da noite. A cidade não é a mesma no meio da noite, nem ampara nas suas calçadas os mesmos habitantes da cidade diurnal. Tudo é da lua e das estrelas, e até o mar, o mar onde eu molho os pés e onde meu filho brinca de correr das ondas, é outro no meio da noite. Misterioso e amarelado, o mar é uma colcha espessa que geme no meio da noite como um grande animal que subitamente perde o sono.
Assim me fui, naquela madrugada, dirigindo o carro pelas ruas desertas, o trajeto foi feito em cinco minutos; no meio da noite a cidade entrega-se sem receios. Na rodoviária, os únicos laivos da vida: as caras insones dos dois guardas, o rosto triste, acabrunhado, da moça no balcão da companhia me dizendo que o ônibus chegaria em dez minutos, e uns poucos e ruidosos adolescentes desfeitos de alguma festa que passaram pela calçada cantando alto por uns poucos instantes; logo suas vozes morreram, apagaram-se como uma fogueira onde se joga um balde de água. Até mesmo para eles o silêncio imponderável da cidade adormecida causou estranheza, o grupo seguiu outra vez quieto pela rua deserta, enquanto eu buscava um banco onde me acomodar. Os dez minutos transformaram-se em quarenta, uma eternidade de silêncios e de bruma. A madrugada arrasta-se preguiçosamente na sua esteira de segredos; e então, como um aviso, como uma mágica, uma criança chora no prédio em frente e esse choro, agudo e sincrônico, abre o caminho para a vida: lá para os lados do horizonte uma nesga de vermelho se incendeia trazendo consigo a primeira luz da manhã, numa esquina dobra o ônibus que eu espero. Enfim, o dia finalmente começa. Em seu quarto na rua em frente, a criança pára misteriosamente de chorar.
leticia.wierz@zerohora.com.br
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6:48 AM
by Cassiano Leonel Drum
Paulo Sant'ana
15/04/2004
Tem de intervir
O ministro da Justiça disse ontem que só haverá intervenção de tropas federais no Rio de Janeiro quando estiver comprometida a paz pública.
Como? Mas então imediatamente tem de ser decretada a intervenção federal no Rio. É exatamente a paz pública que está comprometida.
Senão, vejamos. Há uns 10 anos, quando os albores da guerra do tráfico começaram a ser vistos no horizonte carioca, a pergunta que nós fazíamos ao Éldio Macedo, que trabalha na RBS e se transferiu para o Rio de Janeiro há 30 anos, era como estava a segurança pública por lá, se havia assaltos, se a população carioca estava tranqüila.
O Éldio respondia que o Rio continuava a ser a cidade maravilhosa inspiradora de tantas canções. O Éldio não via nas ruas por onde passava e em lugar algum o clima de violência que os jornais teimavam em noticiar.
Passaram-se os anos e o Éldio negando a violência carioca, a gente via que era falso aquilo nele, tratava-se apenas de um orgulho por ter feito a opção pelo Rio e lá, durante décadas, ter criado seus filhos e consolidado a sua família.
Eis que em fevereiro estive no Rio e como sempre dei com o Éldio. Cumprimentamo-nos, ele me disse que um dia gostaria de sair comigo, ir a um restaurante, passear por lá.
Mas se traiu: "Quando quiseres, marcamos encontro. Mas que não seja à noite, não saio há muito tempo de casa pela noite".
Pronto, o Éldio, o último baluarte propagandístico do paraíso carioca tinha sido desmascarado. Ele era apenas um dos habitantes do Rio de Janeiro que se confessavam sitiados em suas casas durante a noite.
O Éldio esteve em Porto Alegre na semana passada e confessou finalmente: "O Rio está um terror".
Isto é exatamente o que o ministro da Justiça exige para intervir no Rio: a paz pública ameaçada. Não está só ameaçada, está atingida.
Tenho uma filha, dois netos menores e um genro no Rio de Janeiro. Visito-os seguidamente, telefono seguidamente. E nesse meio tempo converso com várias famílias que moram no Rio.
O sentimento geral dos cariocas é de intimidação. Eles se sentem acuados pelo crime.
E como nasceram na cidade ou a escolheram como a ideal para viver, escondem um impulso de que se envergonham: gostariam de sair de lá, mudarem-se para outro lugar, sentem que suas vidas se tornam gradualmente insuportáveis à medida que crescem a miséria e a criminalidade nos morros e descem para a cidade.
Sentem que passaram a ser agora apenas alvos da estatística, em breve serão atacados pelas mãos armadas.
Evidentemente que não é só o Rio de Janeiro que está ameaçado. Ninguém mais se sente seguro em quase todas as capitais brasileiras.
Mas no Rio de Janeiro é que ficaram mais definidos os traços da guerra civil em que o Brasil está mergulhado já há alguns anos.
No meu entender, o governo federal deveria intervir no Rio de Janeiro imediatamente. E deveria tentar limpar a cidade, como exemplo.
Depois interviria em São Paulo. E assim por diante. Porque se o governo federal continuar de passivo assistente dessa ruptura da ordem nos Estados, vai chegar um momento em que terá de intervir em todos eles, o que será impossível e tardio.
Esse negócio de os Garotinhos ficarem ironizando a intervenção é perigosíssimo. Intervenção se faz contra a vontade de quem é intervindo e não a seu pedido.
O porquê da intervenção? Por que alguma coisa tem de ser feita.
psantana.colunistas@zerohora.com.br
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6:45 AM
by Cassiano Leonel Drum
Reportagem Especial
O país dos doble chapa
Acordo assinado por Brasil e Uruguai em Rio Branco, fronteira com Jaguarão, dá benefícios a moradores da região fronteiriça (foto Patrick Rodrigues, especial/ZH)
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Quarta-feira, Abril 14, 2004
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9:09 PM
by Cassiano Leonel Drum
Vinícius de Moraes
PARA UMA MENINA COM UMA FLOR
Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque que você acorda tarde e gosta de brigadeiro: quero dizer o doce feito com leite condensado.
E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque quando você sonha que eu estou passando você p/ trás, transfere a sua ddc para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de ser assim tão subliminar.
E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo p/ cima, como uma santa moderna e anda lento e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pagem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz; e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim pra ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente sozinha e perdida no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.
E porque você é uma menina que não pisca nunca e seu lhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E pôr que você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que eu estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim pôr ela, a mão no queixo, a perna cruzada triste, e aquele olhar que não vê.
E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita p/ você, " Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, se por acaso você não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando aquele pedaço em que digo que você "tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois."
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonhas - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão presciente de Guinard; e o meu coração põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que já tive, e você é filha dileta de todas as mulheres que eu amei;
e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinalda; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobre tudo porque você é uma menina com uma flor.
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9:05 PM
by Cassiano Leonel Drum
CEF reduz juros após decisão do Copom
20:26 14/04
Agencia Brasil
Após a definição do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para a taxa básica de juros da economia em 16% ao ano, a Caixa Econômica Federal também decidiu reduzir as taxas cobradas em alguns serviços bancários.
A partir de amanhã (15), os juros do crédito pessoal da Caixa usado para a restituição do Imposto de Renda passarão de 3,55% ao mês para 2,70% ao mês, aos clientes que recorreram ao crédito no ano passado, e para 2,90% ao mês, aos demais clientes.
As taxas dos cartões da Caixa também baixaram. A taxa mínima do serviço passa para 4,61% e a máxima, para 9,54%.
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9:02 PM
by Cassiano Leonel Drum
Justiça decreta falência do jornal Gazeta Mercantil
18:31 14/04
Redação (editorultimosegundo@ig.com)
SÃO PAULO - A juiza Ana Luiza Liarte, da 8ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, decretou a falência do jornal Gazeta Mercantil. A Samab Cia. Indústria e Comércio de Papel foi nomeada síndica da massa falida. A decisão foi proferida nesta terça-feira.
A justiça fixou o prazo de 24 horas para a Samab assinar o termo de síndica e 20 dias para declarações de crédito. Só com a Samab, que fornecia papel, a dívida do jornal é de R$ 272.328,55 (valor não atualizado).
Segundo o advogado da Samab, Caesar Augustus F. S. Rocha da Silva, a Gazeta Mercantil não pagava os valores da venda desde setembro de 2001. Um primeiro pedido de falência já havia sido feiro pela Samab em outubro de 2003, mas tinha sido suspenso após um compromisso de retorno dos pagamentos - o que não chegou a ser efeutado.
"Fizemos um acordo para parcelar a dívida, retiramos o pedido de falência, mas eles não efetuaram nem a primeira parcela", disse Rocha da Silva.
O novo pedido de falência foi apres |